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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Comentários-Prof.Fernando


Comentários-Prof.Fernando (*) in: http://homiliadominical.blogspot.com.br

19dom.t.Comum (11pósPent.) 12 agosto 2012 – Dia dos Pais–

RESUMO ● veio pela segunda vez, tocou-o e disse: "Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer".Elias levantou-se, comeu e bebeu e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites 1Rs 19,4-8
não murmureis. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia.
Está escrito nos profetas: Todos serão discípulos de Deus.,Todo aquele que escutou o Pai, e por ele foi instruído, vem a mim.
Não que alguém tenha visto o Pai. Em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Jo 6,41-51

Cansados de procurar Deus
·         Na parte final do 1ºLivro dos Reis contam-se vários episódios no chamado “ciclo de Elias”. Jesabel casada com o rei Acab não tinha a fé de Israel e incentivava a idolatria. A rainha manda Elias para o exílio. O trecho de hoje mostra o desânimo do Profeta que deseja a morte: “Tira a minha vida, Senhor!”. Adormeceu sob a árvore; foi acordado pelo anjo de Jahwé que lhe ofereceu pão e água. Elias queria chegar ao monte Horeb (o texto é uma alusão à caminhada de Moisés e seu povo, perseguidos pelo faraó – adiante se refere o número simbólico 40). Elias voltou a dormir em sua tristeza, mas o anjo insiste. Alimenta-se de novo por esse pão descido do céu e, então,  “andou 40 dias e 40 noites” até se encontrar com Deus no monte Horeb.
Crer é também ter consciência de ele está em nós
·         É uma presença silenciosa. Poderíamos ouvir esse “silêncio” mas, talvez haja barulho demais dentro de nós para perceber essa realidade. Em geral, por causa da família ou na cultura onde nascemos e crescemos, parece natural crer. E nosso crer fica restrito às práticas religiosas: freqüentar igrejas, cantos, sacramentos, pregações, batizados, casamentos e velórios. Nesse olhar são esquisitos os não crentes, não freqüentadores, não participantes, não praticantes. Ou (prefixo “a” negativo): agnósticos, ateus.
·         Mas, na verdade, somos nós os seres “estranhos” nessa história! Será normal” ser discípulos de um homem que há dois mil anos atrás foi condenado por um tribunal de seu povo e torturado até à morte pela ocupação estrangeira do império romano? Não é estranho que acreditemos que voltou à vida e que ele seja o próprio Filho de Deus feito homem? A esperança após a morte não seria só um enorme desejo (que será frustrado) ? Não parece estranho achar que Deus ouve nossa oração e sua Palavra se lê na bíblia?
·         Não crer não é próprio de gente ruim que se afastou de Deus. É tentação contínua para nós todos que cresce dentro de nós na medida em que colocamos Deus longe de nós. Nosso contexto cultural e mundial, ao menos nos países ditos ocidentais, industrializados, avançados ou em desenvolvimento, nos leva a viver de modo que Deus não nos faz falta. É muito pouco importante ou, pelo menos, deixado num canto, lembrado às vezes aos domingos ou em situações difíceis da vida. Que sentido tem ser discípulo de J.C. e ouvir o que o Pai diz? “Crentes”, mas estamos perdendo nossa capacidade de escutar Deus.
Sintonia fina
·         Ele nunca deixa de falar no fundo da consciência. Mas há ruído, pressa, busca de coisas  à cata de objetos e propriedades e talvez tenhamos pouca percepção “auditiva” para a presença “silenciosa” dentro de cada um. Ele que nos envolve como o ar que respiramos mesmo se o procuramos (como cegos) às apalpadelas, até tocá-lo com as mãos. Paulo dizia (livro dos Atos 17,27): procurem a Deus, se esforcem por encontrá-lo tateando, pois na verdade não está longe de cada um:  pois nele temos vida, movimento e existência.
·         Em geral somos capazes de seguir movimentos, modas, gurus ou ídolos ou “todo mundo pensa assim”... Não olhamos dentro de nós mesmos nem seguimos convicções de consciência mas opinião de moda, gurus, ídolos, fama ou somos fans de líderes (políticos, religiosos, artísticos). Deixamos de escutar no próprio coração.
“Dia dos pais”
·         Não é só um almoço. Não é só comprar um presente. O principal é a presença – do coração. Paulo fala de Deus (que Jesus chamou de “Pai”, mas não no sentido masculino, tomado como justificativa para um sistema patriarcal. A analogia é de “geração”, origem, fonte, amor criador. O dia dos Pais comemora um de dois transmissores da corrente da vida. Com Paulo poderíamos dizer que também esse nosso pai: “temos de nos esforçar por encontrá-lo”. Encontrá-lo na família, mesmo que haja atualmente muitos formatos e novos tipos de convivência dentro de múltiplas circunstâncias. Pensemos em famílias originais separadas. Pensemos nas famílias de migrantes ou de refugiados de guerra. Pensemos nos que estão aprisionados, justa ou injustamente. Pensemos em muitos que se encontram solitários em hospitais ou asilos. Pensemos nos já falecidos.
·         Procuremos o pai dentro de nós. Ele não é um mero provedor da casa e do “custeio” dos filhos. Não há um pai ideal, não adianta comparar. Temos o nosso pai. E se todos têm limitações porque são humanos, lembremos que todos temos uma origem comum naquele queé criador das coisas visíveis e invisíveis. Que a todos dá o viver, o mover-se, o existir.
·         E se as limitações levam a conflitos entre pais e filhos, recordemos (Paulo aos romanos cap.5): Nos orgulhamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo porque dele recebemos a reconciliação. Também (1ª.João, cap.1): Se dizemos que não temos o pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se reconhecemos nossos pecados, Deus aí está, fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade,
·         Hoje desejamos que pais e filhos possam se olhar nos olhos (e não só nesse domingo). E – tomando emprestada a saudação do teólogo americano W.Meninger – que sejam felizes, que sejam livres, que amem e que sejam amados.

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(*) Prof. (USU-Rio) mestre (educação/ teologia/ t.moral). consultoria: fesomor2@gmail.com

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