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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Comentários Prof.Fernando


Comentários Prof.Fernando (*) 16 de setembro2012 ( http://homiliadominical.blogspot.com.br )
 24ºd.t.Comum (16pósPent.) –a “loucura” da cruz
RESUMOS
● não desviei o rosto de bofetões e cusparadas, mas o Senhor Deus me socorre (não serei envergonhado) me faz justiça (quem me acusará?) me dá suporte (quem me condenará?). Por isso não  cairei na confusão Is 50,5-9ª.● Libertou-me - Andarei na terra dos vivos. Sl 116
● que adianta alguém dizer que tem fé, quando não a põe em prática? Imaginai que um irmão ou irmã não têm o que vestir nem comida. Se um de vós lhes disser: ide (sem lhes dar o necessário para o corpo) !!! A fé, quando não se traduz em obras está morta. Tg 2,14-18
● quem dizeis que eu sou? E Pedro:Tu és o Messias. E ensinava que o Filho do Homem devia sofrer ser rejeitado devia ser morto e ressuscitar. Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo tome a sua cruz e me siga Mc 8,27-35

·           Isso constitui a Fé. É a certeza (ou confiança) de que seu amigo (ou amiga, ou parceiro/parceira, filho/filha, mãe/pai), não o abandonará na hora difícil. Ao conviver, temos essa experiência. E lamentamos quando somos traídos. Isaías aponta para o Messias esperado como quem não será abandonado apesar de ser maltratado até a morte. Como diz o salmo: haverá libertação e ele nos fará voltar à “terra dos vivos”. O ponto final não é a violência e a morte. A última palavra é a vida.
·           Tiago continua os ensinamentos da leitura da semana passada insistindo: toda essa Fé (que alguns infelizmente reduzem à crença ou à religião e seus rituais) é um cadáver, morreu, se não é acompanhada do gesto concreto. Essa esquizofrenia infelizmente acompanha o cristianismo como qualquer outra religião: pensar ou falar com os lábios “dogmas” e afirmações, mas viver todo o contrário do que se prega.
·          Novamente: a coerência entre o que se fala e como se age. Pedro em nome de todos nós afirma a “verdade” da Fé: tu és o Cristo (Messias, o Ungido) portador da libertação humana. Mas Pedro ainda não tinha compreendido todo o Evangelho anunciado. O Mestre o repreenderá chamando-o de Satanás (i.é. meu Adversário) pois se ilude desejando impedir a verdade da vida e seu próprio mistério. A vida que inclui o sofrer, o ser rejeitado, e o morrer. Qualquer um pode ser ferido pela dor, ou por inexplicáveis acontecimentos dentro da fragilidade da existência, ou por desastres e calamidades naturais como terremotos e enchentes. Todo mundo também pode ser vítima da soberba dos que se consideram melhores que os outros (assim surge, por exemplo, o bullying), ou do poder das armas, seja da guerra, seja da violência urbana e da disseminação das drogas.
·          Mas o Filho do Homem também ensinou que é preciso Ressuscitar: vencer a morte e restaurar uma vida nova (muito mais plena que a anterior). A última frase é: Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo tome a sua cruz e me siga. A proposta não em nenhuma originalidade quando pensamos na parte que diz: “carregar a própria cruz”. Afinal, todos, crentes ou não crentes, têm os ombros feridos por muitas “cruzes” (uns mais outros menos; em todo lugar do planeta; em todos os tempos). A novidade (a Boa Nova ou “Evangelho”) é o anúncio do Mestre de Nazaré que afirma: não fique olhando o próprio umbigo nem expondo nas calçadas as chagas que carrega.
·          Não é sofrer que nos faz discípulos (isso faz parte da vida). A novidade está no “me siga”. Viver, para todo mundo, passa pela cruz. O crucificado, portanto, não é propriamente (ao menos para os cristãos) a imagem da dor. Esta talvez seja melhor representada por exemplo, por uma escultura como a Pietà de Michelângelo. Ou por fotos da II Guerra Mundial e seus campos de extermínio de judeus e outros condenados pelo nazismo. A cruz é, acima de tudo, símbolo da vitória (hoje mesmo estarás comigo no paraíso, como passou para a história a frase dita ao “bom ladrão”).
·          O cristianismo, então, não se caracteriza pelo sofrimento. Mas pela esperança da Ressurreição. A expressão “ser discípulo”ou “Seguimento” no Novo Testamento é: aprender a viver sempre sob a luz da esperança. A morte não tem a última palavra.
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(*) Prof. (USU-Rio) mestre (educação/ teologia/ t.moral). consultoria: fesomor2@gmail.com

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