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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Comentários Prof.Fernando


Comentários Prof.Fernando (*) 23 de set. 2012 : http://homiliadominical.blogspot.com.br
25ºd.t.Comum (17pósPent.) –entre a paz e a dominação–

RESUMOS Armemos laços ao justo porque nos incomoda, se opõe à nossa ação: vamos
condená-lo à morte (Sab 2,12a.17-20) A justiça é semeada com a paz (Tg3,16-4,3) [ a paz é
o resultado da justiça – Is32,17 ] Discutiam uns com os outros sobre qual deles era o maior

- Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos –Quem
receber um destes em meu nome, a mim recebe e quem me receber não recebe a mim mas
àquele que me enviou. (Mc 9,30-37)

DOIS CAMINHOS
• É preciso escolher entre seguir o padrão de comportamento predominante ou
ser fonte de vida (como Deus que se fez “servo” de suas criaturas). A tendência
predominante é manipular leis e estruturas para obter vantagens pessoais e
riqueza de forma ilegal, sobretudo a que vem corrupção. Em tempo de eleições
é preciso reflexão sobre o uso particular do dinheiro público, lembrando que os
recursos à disposição dos poderes (municipal, estadual ou federal) derivam de
impostos pagos por empresários e trabalhadores.
• A primeira leitura é uma espécie de anúncio antecipado do que vai ocorrer com
o Mestre de Nazaré: a perseguição, tortura e morte para o justo que “incomoda”.
A segunda leitura aponta as conseqüências da escolha que preferir o modo de
agir “predominante”. A violência existe para exterminar a justiça. Dependendo da
escolha vamos cultivar a paz ou a violência.
• O anúncio do evangelho – na contra-mão da tendência predominante – traz uma
proposta de servir. Este “Servir” se opõe à violência e à vontade de dominação.
Em Marcos cap.9 Jesus caminha sabendo que vai suportar a injustiça por
causa das escolhas que fez. A escolha em Servir incomodou e vai continuar
incomodando os que escolheram o poder de dominação. O donos do mundo
agem sempre do mesmo modo em todos as épocas e lugares. No tempo do Cristo
também odiavam o justo em sua Cidade, em seu Povo e dentro de sua Religião.
Os discípulos, porém, continuam ainda ignoram essa decisão fundamental. Mesmo
sendo pobres e gente do povo, estavam contaminados pelo “comportamento
predominante”. Perdiam-se na disputa mesquinha pelo poder entre o próprio grupo
imaginando quem ficaria entre os maiorais do futuro “reino” do Messias.
ONDE DEUS ESTÁ ESCONDIDO
• Marcos restringe o foco da narrativa ao círculo menor dos doze apóstolos. É a eles
que Jesus se dirige ensinando: quem quer ser o primeiro, seja o último: aquele
que serve a todos. E aponta ao grupo a figura da criança que, naquele tempo e
na sua cultura era o ser frágil e carente, sem vez nem voz, inútil na sociedade e
sem importância. Quem acolhe uma criança em meu nome, é a mim que acolhe. E,
quem me acolhe, está simplesmente acolhendo o próprio Deus.
• O Mestre de Nazaré colocou de cabeça para baixo os critérios de valor vigentes. A
idolatria do poder é a semente da violência e da perversidade que alimenta todos
os conflitos. Ele veio servir (símbolo = lavar os pés dos discípulos) até dar a vida
pelo que pregava sempre ao lado dos pequenos. Esse o fundamento da paz.
• Enquanto discutimos quem de nós é o “maior”, como se faz em revistas
especializadas (as que apresentam os “10 mais” do mundo: os mais ricos, os mais
poderosos, os mais elegantes, etc.), há uma legião de anônimos em muitos pontos
do planeta que seguem o Mestre, embora muitos nem ouviram falar nele pois
nasceram em outra cultura. Eles levam uma vida comum, simples e escondida,
mas dedicada ao serviço de outros ainda menores ou menos importantes (filhos,
vizinhos, colegas de trabalho, na cidade ou na roça). O caminho que leva a Deus
(o acontece em todas as religiões e todas as culturas) passa por essa atitude que
dá importância aos mais pequeninos, aos mais desvalidos.
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(*) Prof. (USU-Rio) mestre (educação/ teologia/ t.moral). consultoria: fesomor2@gmail.com

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