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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Comentários Prof.Fernando


Comentários Prof.Fernando (*)28 de out. de 2012 (http://homiliadominical2.blogspot.com.br )
30ºd.t.Comum(22pósPent)– Kyrie eléison – tem “piedade”
RESUMOS (Jer 31,7-9; Sal 125; Heb 5,1-6; Mc 10,46-52
● reunirei o resto de Israel desde as lonjuras da terra; entre eles há cegos e aleijados, mulheres grávidas e parturientes que retornam entre lágrimas eu os conduzirei por onde não tropeçarão Jr 31,7-9
● Bartimeu cego mendigava à beira do caminho e começou a gritar: Jesus filho de Davi tem piedade de mim! Muitos o repreendiam mas ele gritava mais ainda. O que queres que eu te faça? O cego: Mestre, que eu veja! Vai a tua fé te curou. Ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho Mc 10,46-52

Caminharão os que têm mais dificuldade e deficiências
·           O profeta fala diretamente sobre o fim do exílio de Israel em Babilônia. Mas o anúncio da alegria próxima relembra também a liberdade do êxodo e a formação desse povo que superou a escravidão. Em terceiro lugar dirige-se a todos os homens de boa vontade que procuram a esperança de uma salvação. A imagem ressalta a reunião, o retorno, a volta, sobretudo dos grupos que têm mais dificuldade na estrada: deficientes como cegos e coxos, as grávidas e parturientes. Mas a imagem tem força: nem estes vão tropeçar no caminho indicado pelo Deus de Jeremias, e assim ninguém fica excluído da marcha para a liberdade.
Acreditando na recuperação da visão, encontrou o caminho da Páscoa
·           Episódio do cego de Jericó: Marcos descreve pormenores (que lhe terão sido fornecidos por testemunhas oculares, certamente também por Pedro de quem se tornou companheiro mais tarde. Mateus e Lucas não dão detalhes, mas é por Marcos que sabemos: 1) o nome do cego e filiação; 2) que à sua volta o encorajam a responder ao Mestre; 3) que ele largou a capa e se ergueu de um salto; 4) que ele usou a mesma expressão que só encontramos nos lábios de Madalena, na ressurreição: “Rabbôni” (muitos a entendem mas mais carinhosa que chamar o Mestre de “Rabbi).
·           Jeremias encoraja os exilados. O episódio do cego de Jericó também aponta para a superação dos obstáculos. Bartimeu passa da situação passiva e marginal “à beira da estrada” para Seguir o Mestre. Da imobilidade, sentado na mendicância, o para o: “levantou-se de um salto”; de dependente da esmola da massa, para escolher seu próprio caminho ao acompanhar o Mestre. O Mestre estava a caminho de Jerusalém, o que, nos evangelhos, é a “subida” para a sua Páscoa, quando vai entregar sua vida “para resgatar a muitos” (v.45).
Sentados nas Igrejas, acomodados na sociedade
·           Será que somos em nossas comunidades (humanas e religiosas, familiares ou econômicas, cidades e instituições) quem procura superar os obstáculos que nos impedem ver a realidade? Ou somos Bartimeus, dispostos a nos erguer de um salto e correr para a luz que restaura nossa visão? Será que – como pessoas e comunidades – somos solidários ao grupo que queria calar o cego, ou estamos entre os que o animavam dizendo:  “coragem, levanta-te, o Mestre te chama”. Em geral não continuamos sentados em formas de religião acomodada? Não estamos mais interessados em assuntos menores ou periféricos (=à beira do caminho), mendigando nossos dízimos, calculando aumento ou diminuição do número dos que “frequentam” as igrejas?
·            Será nossa prioridade o desejo de enxergar, de nos apaixonar (=caminhar para a Paixão) pour uma evangelização que anuncie ultrapassagens e páscoas da vida? Que resposta damos à pergunta divina: “o que queres que eu te faça?” Essa pergunta (a questão da Fé) é dirigida a cada um. Não adianta querer os “primeiros lugares” (vimos nos domingos anteriores piedosos fariseus e doutores da lei que gostam de aparecer e sabem tudo da religião e da moral). Não valem nada os rótulos de discípulos, apóstolos, bispos, ministros, ministérios, pastorais, membros de equipes mais ou menos importantes na comunidades, igrejas ou no grupo familiar, na empresa, nos clubes, partidos, cargos políticos, nas instituições beneficentes ou recreativas...
Pai nosso... Kýrie eléison...
·           Sem convicção quanto ao que somos lá no fundo de nós mesmos, não sabemos o que seja a oração do coração. Examinemos bem se as catequeses católicas ou as escolas dominicais protestantes, ou as pregações na liturgia dominical ou (nos cada vez mais numerosos) púlpitos televisivos, estão ensinando, orientando e ajudando à oração. Ou tudo isso é uma espécie de “horário eleitoral” em que um cuidadoso Marketing é feito para vender nossos “produtos” (tanto materiais como ideológicos)?
·           Cego, mendigo, sentado, marginal, Bartimeu ouviu sobre a passagem do Mestre nazareno. E começou a gritar: Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim. Esta súplica foi depois incorporada às liturgias cristãs: Kýrie eléison, tem piedade. Piedade tornou-se termo um tanto pejorativo (cf. Leloup, Escritos sobre o Hesicasmo, Petrópolis, Vozes, 2003. p.132):  ele me inspira piedade, me dá pena; não quero tua piedade; vê-lo assim me dá dó... Os escritores dos primeiros séculos do cristianismo (chamados de “Padres” (pais) ou primeiros teólogos – época patrística) entendiam a Piedade divina como o próprio Espírito Santo, o Dom do seu Amor. Kyrie eleison é= envia teu sopro, teu espírito e será renovada em mim tua Misericórdia, tua bondade transforma meu coração de pedra
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(*) Professor (USU-Rio) com mestrado (educação, teologia e teologia moral)

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