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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Comentário Prof.Fernando


Comentário Prof.Fernando (*) domingo 30dez de 2012
 – a sagrada família no fim de ano –

(Eclo 3,2-6.12-14   Sl 128   Cl 3,12-21   Lc 2,41-52)
RESUMO Lc 2,41-52: sentado no meio dos mestres, escutava r fazia perguntas -- “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam as palavras - Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Porém sua mãe conservava no coração todas estas coisas. E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens


O presidente Obama em recentes discursos e entrevistas dirigiu-se à nação americana por causa do assassinato de crianças ocorrido. Disse que só uma coisa era importante para todos: cuidar dos filhos e dar proteção às crianças.

Uma amiga, psicanalista, diz que nunca viaja no Natal até início de janeiro: muitos a  quem ela atende em terapia, sentem-se angustiados pela tendência muito comum de se fazer – nessa época – uma “retrospectiva” e “balanço” da própria vida.

Certa vez escutei um pregador dizendo: não adianta comparar, pois a melhor família é que temos. ou tivemos. Ouso acrescentar: nela Deus se manifesta dentro do Mistério da vida de cada um.

1.    DO CALENDÁRIO MAIA AO CICLO “C”
·         O domingo de hoje está situado no final do ano civil ao passo que o ano litúrgico para os cristãos já terminou: final do Tempo Comum em 1/12/12 e novo ano litúrgico em 2/12 com o Advento e o ciclo “C” (lecionário diário e dominical em 2013). Para os cristãos o tempo do Natal é dedicado à meditação sobre o “primeiro” Mistério do amor de Deus pela humanidade (a Encarnação do Verbo no tempo deste mundo).
·         Em certo sentido, as festas de fim de ano (civil) fazem eco à festa do Natal proclamando também a chegada de um Ano Novo. No calendário litúrgico anjos, luzes, o recém-nascido em sua fragilidade, as cantatas e os enfeites natalinos – tudo fala de renovação. Também nos ritos do começo de um novo ano civil há esperanças dançando no ar: contagem regressiva para o minuto “zero”; projetos para mudança de hábitos e promessas de novas atitudes. Entre luzes e brindes, beijos e abraços, nas casas ou nas ruas parece que todos dançam fazendo votos de paz e prosperidade.
·         No calendário cristão um novo ciclo começou no Advento e Natal significando re-novação ou re-petição na “certeza” habitual (chamada fé, ou confiança) da presença ininterrupta do Amor escondido nas dobras dos mistérios do mundo. Nos rituais em “festas de fim de ano”, seja para quem recebeu o dom da fé, seja para todos os seres humanos (no paganismo na história antiga, ou na história atual em mistura de crenças e agnosticismos) há um desejo de renovação. A seu lado encontramos uma espécie de “exorcismo” do Ano velho como se vê, por exemplo, no costume de lançar uma chuva de papel picado do alto dos prédios de escritórios.

2.    COSTUMES SOCIAIS E FÉ
·         Convergências e também contrastes entre costumes sociais e a fé cristã: no Natal nós cremos na salvação trazida por uma criança nascida em alguma data histórica há  cerca de 2mil anos, ao passo que outros preferem a figura velhinho mitológico, Papai Noel. Terminando há esperança de algo novo, mas às vezes se olha muito para o que passou, como, por exemplo, nas costumeiras “retrospectivas” do ano, na TV, ou em atitudes quase obsessivas na escolha de roupas e cores, ou de gestos e objetos que possam “garantir” proteção no ano novo.Há mistura de sentimentos religiosos com ritos “pagãos”: onde há praia alguns buscam na madrugada um banho no mar; outros ali fazem oferendas conforme suas crenças. Não é importante classificar tais gestos como superstições inúteis ou considerá-los apenas como símbolo de nossos desejos. No fundo são todos a expressão da vontade de abandonar “erros” passados e apostar nas mudanças. Em “votos” de Prosperidade, Saúde e Paz (ver a origem do termo Voto = “promessa solene, desejo de se dedicar”) vemos o sentido do “Ano Novo”, com seus propósitos em vista de hábitos mais “saudáveis”, isto é, mais favoráveis à Saúde (à “Salvação”).
·         Deseja-se muito deixar para trás tristezas e medos. Isso talvez explique parcialmente a fascinação, bem explorada pela Mídia, exercida pela recente “previsão do fim do mundo”. O Calendário Maia é documento precioso para arqueólogos e astrônomos e testemunha o avanço “científico” da civilização que chegou a sofisticados cálculos astronômicos. Alguns lhe “acrescentaram” uma “profecia”. Mas ele apenas estabelecia ciclos e datas como, para nós, são as “Folhinhas” dadas como brinde comercial em qualquer farmácia e na quitanda da esquina. Nós organizamos ciclos e datas, décadas e séculos.
·         A Bíblia não enfatiza o Fim. Mesmo nos textos “escatológicos” (sobre as últimas coisas e o fim da história) o que se crê é na vinda de Deus em glória e poder. A Palavra começa em Nascimentos e Origens, numa fonte divina. No princípio era a Palavra e ela estava em Deus –prólogo do evangelho de João. O primeiro livro da bíblica é o Gênesis. Mas o último (Apocalipse) também aponta para uma nova criação, novos céus e uma nova terra.

3.     A FAMÍLIA
·         A família de Nazaré não é a “expectativa de fim do mundo”. O texto fala do começo: o menino está crescendo, em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. É importante reparar que é uma família absolutamente comum como milhões de outras. Famílias procuram dar amparo e proteção às crianças. Maria e José também estavam angustiados, como todos os pais quando não sabem por onde andam os filhos. O símbolo da Família de Nazaré, por um lado, fala do Mistério da vida comum de todos os seres humanos. Por outro lado a prioridade é a grande família humana. A célula familiar ou a família biológica ou os educadores das crianças é o primeiro suporte à vida. Mas a família não se fecha em si mesma. É preparação, é suporte, é base. Cada ser humano tem um compromisso todos os demais irmãos, filhos do único Deus. A missão de cada um é promover a paz e o desenvolvimento de todos.
·         A Sagrada Família de Nazaré – mais do que modelo romântico de perfeição ou ideal da harmonia completa – lembra-nos a Missão. Belém aponta para Jerusalém. O natal é o começo de um caminho que passa pela sexta-feira da Paixão até a plenitude da Ressurreição e Ascensão. Nascer, crescer e morrer é próprio do grão de trigo que se torna alimento e, mais ainda, do ser humano convidado a tocar em Deus. O evangelista escreve: Jesus era “hypotassómenos”, quer dizer, colocou-se num lugar de obediência, sujeito a seus pais. Isso acontecia no Mistério da Vida simplesmente humana, semelhante à de todos. Viveu cerca de 30 anos com seus parentes e vizinhos numa pequena aldeia da Galiléia, província então dominada pelo império romano no início do século I. Pouco tempo antes de ser condenado por inveja de seus concidadãos, percorreu estradas e povoações Boas Notícias  para todos. A primeira foi o testemunho de sua própria vida: simples, comum, quotidiana como a de mutios, num determinado lugar levado por sua família.


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http://homiliadominical2.blogspot.com.br  (*) Prof.(Usu-Rio): educação, teologia e ética)

Observação : domingo dia 30/12/12: Festa da Família de Jesus, Maria e José (Sagrada Família) conforme o calendário litúrgico católico romano. Este coincide, com pequenas diferenças, nos anos A,BeC, com o do Lecionário Comum Revisado – adotado mundialmente pela maioria das igrejas cristãs. Elas, bem como as igrejas Ortodoxas e Orientais, celebram hoje o 1º dom.depois do Natal,


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