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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Comentário Prof.Fernando

Comentário Prof.Fernando(*) (5ºpós-Pentecostes)   12ºdomComum 23 jun 2013

E vocês, quem acham que Eu Sou?
·                  Derramarei um espírito de graça e de oração. Ao que eles feriram de morte hão de chorá-lo, como a um filho Zc 12,10-11.13,1. Sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo: não há mais judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher. Sois um só em JC, descendência de Abraão Gl 3,26-29. E vós, quem dizeis que eu sou? O Cristo de Deus. O Filho do Homem vai sofrer e ser rejeitado pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; será morto mas vai ressuscitar no terceiro dia Lc 9,18-24. Outras leituras (LCR) são: 1Rs19,1-4 ou Is65,1-9 e Lc 8,26- 39.
Um “meio ambiente” que respiramos
·                  Vivemos quase sufocados num mundo acelerado. Mesmo quando longe do trânsito, do aperto nos trens, ônibus ou metrô; ainda que não houvesse violência urbana nas capitais ou no interior, o mundo continuaria entrando pelas janelas de jornais, televisão ou internet e somos imprensados pela repetição rápida de milhares de “informações”. Notícias são escolhidas e editadas para causar impacto. Relevante é o fato que mostra a ou o exótico. Submetidos todo dia à ventania de palavras, fotos, filmes, batendo em nossa cara e em nossa mente, só com paciência garimpamos alguma reflexão e análise - obra artesanal de poucos jornalistas e analistas. Em geral “pegamos” qualquer ideia ou opinião: elas são como aqueles produtos que só vemos na fila do caixa do supermercado, coisinhas e guloseimas que nos olham suplicando  incluídas no carrinho. Da mesma forma a Mídia namora nossos olhos, seduzidos pelo consumo de muitas imagens e notícias. “Dopados” pela banalidade, não mais nos incomoda, por ex., se foram 70 ou 90 mil os mortos na Síria. Ficamos incapacitados para o “espanto” assim como para a indignação. Sem capacidade de “espanto” perdemos a indignação. Diminui a “admiração” (que foi o começo da filosofia e da ciência na Grécia antiga e base das ciências modernas. Fica menor a compreensão do mundo sob a repetição das mesmas imagens e no vai e vem dos temas em moda. O leitor ou espectador não forma opinião própria. A onda passa e ele continua na mesma praia, esperando a próxima ressaca.
Identidade: O que dizemos de nós e o que dizemos dele?
·                  O ambiente desgasta a interioridade, a autonomia e a espiritualidade. Fica difícil cuidar de reflexão e oração. Mas é aí mesmo (leitura 1) que lemos a promessa: será derramado um espírito de graça e oração. É n este mundo que podemos descobrir o Crucificado-ressuscitado e todos os nossos feridos de morte para chorá-los como filhos. Somos todos (leitura 2) filhos do mesmo Deus “descendentes de Abraão”, na fé e na esperança que um carpinteiro de Nazaré realizou em milagre de amor incondicional aos amigos, demonstrando como “funciona” o cuidado pessoal do Pai com cada ser humano. O que nomeamos “Redenção” (leitura 2) é o que mudou a história da humanidade. Hoje cresce a consciência de que estamos todos no frágil barco da Terra, mas Paulo já lembrava: não mais importa se somos cristãos ou judeus; se há crentes e descrentes (o judeu Paulo os chamava “gregos”). Não há superiores e inferiores na humanidade, entre “sadios” ou “deficientes”, homens ou mulheres, orientais ou ocidentais. Em todos os povos é possível confiar na promessa feita a Abraão. Cremos que ela foi realizada em Cristo – imagem de Deus, segundo uma expressão paulina, isto é, presença do divino no meio da vida humana, o que vale para todos (mesmo que não saibam). Tal é o ensino do “Espírito” em nós. E vós, quem dizeis que eu sou? (a expressão remete ao nome dado em resposta a Moisés – no texto hebraico: Êx3,14 ehyeh ăšer ehyeh, de onde veio o termo “Jahwé” (ou Javé) Eu Sou o que Sou). O que ele é (e significa) em sua curta vida no tempo?. A rejeição de Jesus pelos “donos” do poder levou-o à morte, que, segundo cremos, vencida por seu “mergulhar” na História (“até o fim”, João13) permitiu aos humanos, com ele ressurgir para a Vida. Para a liberdade Cristo nos libertou (Gál 5) para que não decidam por nós. Por coincidência, nestes dias está nas ruas em todo o país, um símbolo dó desejo de mudança para uma sociedade mais livre, isto é, sem corrupção.
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(*).Prof./consultor (filos. educ. teol. ética) fesomor2@gmail.com 

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