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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A MESSE É GRANDE E OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS.

XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM
DOMINGO - Dia 07 de julho

Comentário Prof.Fernando


A MESSE É GRANDE E OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS.
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       Jesus escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois para anunciar a Boa Nova.

Caríssimos. Nesta experiência primeira de missão apostólica, parece  que Jesus está fazendo um teste, uma preparação dos discípulos escolhidos, para depois em seguida colher os frutos da experiência e poder corrigir os erros e comemorar os acertos. A Continua


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“EIS QUE VOS ENVIO COMO CORDEIROS PARA O MEIO DE LOBOS”.-Olívia Coutinho

XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM

Dia 07 de Julho de 2013

Evangelho Lc 10,1-12.17-20

Quando nos colocamos diante de Jesus como servos, Ele vai nos moldando de acordo com as nossas aptidões e, quando nos damos conta, já estamos inseridos no meio mundo, percorrendo caminhos que antes não imaginávamos ter a coragem de percorrer!
De discípulo, passamos a missionário, levando   ao outro o que aprendemos do Mestre!  A certeza de que Jesus está no comando de tudo, nos motiva a assumir com maior intensidade  e alegria a cumplicidade no anuncio do Reino!
O Evangelho de hoje, nos apresenta as características centrais de um discípulo, nos traz algumas frases chaves que são essenciais para que a nossa missão tenha êxito.
O envio de dois a dois, fala-nos da importância da missão realizada em comunidade!  Para que o anúncio do Reino encontre ressonância no coração do outro, é importante que este anuncio seja realizado  em comunidade, dois a dois, aumenta a  credibilidade do testemunho!
 Um anunciador do Reino,  recebe instruções fundamentais de Jesus, para o sucesso de sua missão.  “Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias”, o que significa: estar livre para o serviço! “Não cumprimenteis ninguém pelo caminho”, o que  quer dizer: não sair do foco. E quando Jesus diz: “Não passeis de casa em casa”, Ele quer nos falar, que não é necessário evangelizar em todas as casas, pois o anuncio do Reino é contagiante, uma família bem evangelizada, com certeza evangelizará  outras famílias com o seu próprio testemunho de vida! 
Estas instruções  de Jesus, coloca o missionário na total dependência de Deus e é  justamente na  dependência de Deus que o missionário  torna forte, afinal, é Deus  que vai agir no mundo através dele, que vai colocar palavras na sua boca!
O missionário realiza a sua missão na total gratuidade, não é seu desejo atrair  pessoas para si, e sim para  Jesus! Esperar por recompensas, não é pretensão do missionário, o importante para ele, é lançar a semente do Reino!
 A todo instante, Jesus nos chama para a missão, as instruções que Ele nos passa são as mesmas que foram passadas para os primeiros discípulos. É importante que  estejamos  com os nossos ouvidos bem atentos e com o nosso coração sempre aberto para ouvir e acolher o seu chamado!
Deus quer salvar a humanidade convocando cada um de nós para uma missão, Ele quer contar  com a nossa disposição, com o nosso  serviço na construção do seu Reino! Ser indiferente a esta convocação, é ignorar o seu projeto  em favor da humanidade!
Todos nós somos chamados a  construir  um mundo melhor,  a obra do Senhor  é gigantesca, o campo de trabalho  é vasto, tem trabalho para todos,  sejamos pois, mais um  trabalhador na messe do  Senhor a se ajuntar a tantos outros!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olívia

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Alegrai-vos porque vossos nomes estão escritos no céu

-Claretianos


Domingo, 7 de Julho de 2013
14º Domingo do Tempo Comum
Santos do Dia: Ampélio de Milão (bispo), Angelelmo de Auxérre (bispo), Apolônio de Bréscia (bispo), Bonito de Monte Cassino (abade), Ercôngota de Faremoutiers (virgem), Etelburga de Faremoutiers (abadessa), Félix de Nantes (bispo), Hedda de Winchester (bispo), Ilídio de Clermont (bispo), Odo de Urgell (bispo), Paládio da Irlanda (bispo), Panteno (fundador da escola teológica de Alexandria),Vilibaldo da Baviera (bispo, monge).

Primeira leitura: Isaias 66,10-1
Alegrai-vos com Jerusalém e exultai 
Salmo responsorial: 66
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira. 
Segunda leitura: Gálatas 6,14-18
Trago em meu corpo as marcas de Jesus 
Evangelho: Lucas 10, 1-12.17-20
Alegrai-vos porque vossos nomes estão escritos no céu

Primeira leitura: Como uma criança a quem a mãe consola, assim eu os consolarei.
A alegria do povo de Israel, quando contempla seu renascer depois de todas as amarguras do desterro, é mostrada pelo terceiro Isaias com a imagem do parto e dos filhos recém nascidos, que necessitam da mãe para mamar de seus peitos e receber consolo, ser levados em seus braços e serem acariciados sobre os joelhos. Estão na mão do Senhor e como a uma criança a quem sua mãe consola, assim serão consolados.
A imagem de Deus Mãe é muito querida pelos profetas. Sem dúvida, a experiência familiar do pai, da mãe e dos filhos é talvez a mais admirável e compreensível para todos quando se quer falar do amor de Deus.
Quando a Bíblia fala de Deus Pai, certamente não está determinando o gênero masculino da divindade. O certo é que esta denominação e a tradução estão condicionadas sociologicamente e sancionadas por uma sociedade de caráter varonil. Porém, realmente, Deus não quer ser concebido simplesmente como um varão.
Sobretudo para os profetas, Deus apresenta traços femininos maternais. A noção de Pai Aplicada a Deus, deve ser interpretada simbolicamente. Pai é um símbolo patriarcal – com traços maternos – de uma realidade trans-humana e transexual que é a primeira e a última de todas. 
O profeta Oséias, no capítulo onze, apresentam um dos textos mais belos do Antigo Testamento. A experiência do amor de Deus faz dizer ao profeta que o Senhor exerceu suas tarefa de um pai-mãe para com o povo. Também outros profetas apresentam a Deus com características materno-paternais: um Deus que consola os filhos que se vão chorando, porque os conduz para torrentes por caminhos planos e sem tropeços (Jr 31,9); um Deus a quem lhe dói repreender os filhos: Se és meu filho querido, Efraim, meu menino, meu encanto! Cada vez que o repreendo me lembro disso, comovem-se as minhas entranhas e cedo à compaixão (Jr 31,20). 
Esta ternura do amor de Deus aparece expressa de forma inigualável na imagem da mãe: Pode uma mãe esquecer seu filho, deixar de amar o filho de suas entranhas? Pois, ainda que ela se esqueça, eu não te esquecerei (Is 49,15). Como a uma criança que sua mãe consola, eu assim os consolarei (Is 66,13).  
Realmente o povo se sentia filho de Javé. Desde a primeira experiência de salvação de Deus na saída do Egito, o Senhor ordenou a Moisés dizer ao Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho primogênito e eu te ordeno que deixes sair meu filho para que me sirva (Ex 4,23). E essa segurança que a experiência de Deus Pai dava aos israelitas não lhes permitia sentir-se órfãos porque se meu pai e minha mãe me abandonam, o Senhor me acolherá (Sl 27,10). 
A paternidade de Deus evocava também uma atenção especial e uma relação de proteção diante daqueles que necessitavam de ajuda e cuidado. Os profetas mostram a predileção de Deus pelos pobres, pelos pecadores, pelos órfãos e as viúvas, em uma palavra, por todos aqueles que somente podiam esperar a salvação da intervenção amorosa do Pai-Mãe que se preocupa mais pelos filhos desprotegidos e abandonados que pelos demais. 
Salmo: Bendito seja Deus que não me retirou seu amor.
Trata-se de um salmo cuja primeira parte é um hino de louvor e logo, a partir do versículo 13, continua com uma ação de graças.Os motivos de louvor são pelo poder soberano de Deus em favor da humanidade, dos prodígios vividos pelo povo à saída do Egito, pela passagem do Mar Vermelho, como se fossem vencendo os inimigos.
É um convite a todos os povos a louvar o Senhor, já não pelas ações passadas, mas pelos benefícios à comunidade do salmista que se convertem então em motivos de ação de graças, pelos perigos e provas vencidas pela comunidade que sempre teve a ajuda do Senhor.Todo o salmo é um convite aos ouvintes: a terra inteira, o povo de Israel e os fieis a Deus, para louvar o Senhor e dar graças, porque Deus nos salva e nos protege ainda que nos faça passar por fortes provas. 
Segunda Leitura: Por que ser bem vistos no humano se não posso gloriar-me senão na cruz de Cristo?
Na despedida de sua carta aos Gálatas, Paulo, de maneira muito sintética, reafirma dois de seus temas preferidos. A salvação não se dá pela lei e o homem em Cristo é uma nova criatura.
A circuncisão é uma amostra clara do cumprimento da Lei, porém Paulo diz aos Gálatas que a salvação não provém da lei, mas de Cristo. E se apóia na cruz, sinal de ignomínia para os romanos, os pagãos e os judeus, que agora é sinal de vitoria e de salvação e por isso Paulo se gloria dela, como também todos os cristãos, porque dela brota a vida. 
Circuncidar ou não circuncidar-se não é o que importa. O importante é renascer como nova criatura. O mundo da lei morreu. Já não há diferença entre judeu e pagão. Já não há circuncisos e incircuncisos, o que conta é o homem novo, o homem que é capaz de superar a tragédia do pecado e realizar o processo da ressurreição de Jesus, para viver como uma nova criatura.
Evangelho: Envio dos 72 discípulos.
Pela segunda vez no evangelho de Lucas, Jesus envia seus discípulos à missão. Agora chegou a época da colheita e são necessários muitos operários para recolher a messe; são setenta e dois, um número que evoca a tradução dos Setenta no Gênesis 10, onde aparecem setenta e duas nações pagãs. Jesus está a caminho de Jerusalém, o caminho que deve ser modelo de caminho da Igreja futura. Saem de dois em dois pra que o testemunho tenha valor jurídico, segundo a lei judaica (cfr. Dt 17,6; 19,15).  
A missão não será fácil; deve ser levada a termo em meio à pobreza, sem bolsa nem provisões. A missão é urgente e nada pode impedi-la, por isso não podem deter-se a saudar ninguém pelo caminho; tampouco os discípulos deve forçar ninguém a escutá-los, porém deve anunciar a proximidade do Reino.
Este modelo de evangelização é sempre atual. Certamente é uma tarefa difícil se se sequer ser fiéis ao evangelho de Jesus. Muitas vezes por uma falsa compreensão da inculturação se fazem concessões que vão contra a essência do evangelho. 
Quando os discípulos regressam da missão estão cheios de alegria. Há uma expressão que merece um pouco de atenção: Até os demônios se nos submetem em teu nome. Que significado teriam os demônios? Uma breve explicação do termo será dada no final.
Jesus manifesta sua alegria porque foram vencidas as forças do mal, porque ele rejeita qualquer forma de domínio e exorta seus discípulos a não vangloriar-se pelas coisas deste mundo. O importante é ter o nome inscrito no céu, isto é, participar das exigências do Reino e viver de acordo com elas (cfr. Ex 32,32). 
Há outro motivo de alegria para bendizer ao Pai. Seus discípulos são uma amostra de que o Reino se revela aos simples e humildes. Não são os conhecimentos o que permite a experiência do Reino. È essa experiência de Deus por meio do contato íntimo com Jesus e seu seguimento.  
Oração: Nós te pedimos, bom Pai, que acolhas as súplicas que te apresentamos e nos acolhas e consoles da mesma forma que uma mãe acolhe e consola seus filhos pequenos. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
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14º DOMINGO DO TC 07/07/2013
1ª Leitura Isaias 66, 10-14
Salmo 65(66),1 “Aclamai a Deus toda a terra”
2ª Leitura Gálatas 6, 14-18
Evangelho Lucas 10, 1-12. 17-20
Precisamos de mais padres- Diac. José da Cruz
Na Igreja dos anos 60, anterior ao Concílio Vaticano II, a palavra “Missão” evocava a imagem quase heroica de padres e religiosos que atuavam em terras distantes, dominadas pelom paganismo ou regimes políticos que não contemplavam o Cristianismo, ou vivendo em meio a povos indígenas que nunca tinham ouvido falar em Deus. Em uma sociedade Teocêntrica a nossa Igreja não estava acostumada a sair para vender o seu “Peixe”, isso é, para fazer o anúncio do evangelho, porque aos domingos, bastava o toque dos sinos e as pessoas vinham todas para a Igreja, buscar os sacramentos, a Missa e tudo o mais que ela oferecia na esfera do Sagrado.
A realidade hoje, dentro de um pluralismo religioso e cultura paganizada, passamos há muito tempo do teocentrismo ao Antropocentrismo, onde o homem vai ocupando cada vez mais na v ida da humanidade o lugar que pertence a Deus, ou tentando fazer o seu papel e até competindo com ele na missão de salvar a humanidade. E assim, Jesus Cristo tornou-se mais um produto na vitrine do nosso Consumismo.
A Palavra de Deus é imutável, desde que se encarnou entre nós no Verbo Divino, ela é poderosa, eficiente, transformadora e essencialmente libertadora, porém, o método de se evangelizar quem que ser constantemente renovado, a igreja perdeu muito desse espírito missionário e está se empenhando para resgatá-lo, a partir do Documento de Aparecida, tentando motivar os Cristãos a sair da Igreja para ir até as pessoas, resgatando em primeiro lugar os noventa e nove por cento dos católicos, que abandonaram a Igreja nos grandes centros urbanos, ou a trocaram por outra, que talvez usou um método evangelizador mais convincente.
O evangelho de hoje oferece uma rica oportunidade para que cada um de nós cristãos façamos um chek-list quanto ao método que estamos usando para evangelizar, método ensinado pelo maior de todos os mestres, Cristo Jesus, o “Comunicador do Pai”, que treinou e capacitou a sua comunidade para fazer esse anúncio, com tal eficiência, que mesmo decorridos três milênios de história, o anúncio ecoa forte no coração de quem o acolhe.
Revestido desse espírito missionário confiado pelo próprio Senhor, o discípulo missionário é antes de tudo anunciador e portador da Paz, com poder sobrenatural de atingir o coração do seu ouvinte, seja em uma assembléia numerosa ou em um corpo a corpo, que é a estratégia apresentada neste evangelho, isso naturalmente supõe a abertura e o acolhimento de quem ouve, pois o anúncio dessa Paz, cuja palavra é a semente, vem como uma proposta e nunca como uma imposição.
O anúncio é para todos, e no envio dos setenta manifesta-se claramente esse universalismo, simbolizado na multiplicidade do discipulado, justamente para atender a demanda da messe, que é muito grande mas os operários são poucos. Também fica claro que a missão não é iniciativa do homem mas obediência a um mandato divino, é o próprio Senhor da Messe que envia os operários.
Enfim, Jesus ensina aos seus discípulos o seu próprio método e estratégia para anunciar o novo Reino e isso merece de cada um de nós uma atenção especial pois o mundo também tem seus métodos, sempre impostos a partir do poder e da força que lembra o lobo, que de início até consegue resultado imediato, mas aos poucos perdem sua eficácia e em nada contribuem para o crescimento e a realização do ser humano.
É precisamente neste ambiente hostil que a Igreja tem de estar sempre presente, através de cada discípulo missionário, para falar do Reino inaugurado por Jesus e que será sempre inédito e revolucionário, pelo conteúdo que apresenta e oferece a todos, oferecendo libertação e Vida Plena. Jesus realizou a obra da Salvação comportando-se como cordeiro e não lobo, fez uma proposta, um chamado, convidando os homens a, em sua total liberdade, a buscarem o Pai, que ama e quer salvar a todos os homens.
E finalmente a última e a mais importante de todas as lições: o perigo do entusiasmo inicial que poderá comprometer toda a missão! Os discípulos voltaram contentes, afirmando que no nome de Jesus até os Demônios obedecem. A tarefa de evangelizar é sempre árdua e requer paciência e perseverança por parte do missionário, que não estará livre das dificuldades, rejeições e forças contrárias, nem sempre terão êxito porém, são sempre animados pela esperança de que,  nada há neste mundo que conseguirá impedir o crescimento e a manifestação do Reino  do qual fazem parte todos os discípulos enviados e isso sim, deve ser a causa de sua alegria.
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POUCOS OPERÁRIOS PARA UMA MESSE SEMPRE MAIOR

Marc 10,1-2

No evangelho Jesus afirma algo surpreendente: “A messe é grande, mas os operários são poucos!” Portanto, uma crise vocacional que já dura dois mil anos...

A messe sempre será grande e os operários sempre serão poucos. Essa incapacidade, essa pobreza de recursos sempre fará parte da dinâmica do Reino, um Reino que, ao fim das contas, manifestou-se de modo eminente no Crucificado e na sua cruz...

Hoje, mais que nunca, sente-se a necessidade de operários. Ante o tsunami pagão que os meios de comunicação de massa divulgam, ante a verdadeira avalanche de anti-cristianismo, parece que os mensageiros do Evangelho são absolutamente incapazes e insuficientes de possibilidade e de número...

Vem, então, a tentação danada – e há tantos na Igreja que a defendem – de abrandar o Evangelho, de mitigar as exigências da moral cristã e do ideal de santidade: por que não permitir uma vida sexual mais “livre” para os cristãos? Por que não acabar com a obrigatoriedade do celibato sacerdotal? Por que não permitir o aborto e aquelas malditas experiências pseudo-científicas com embriões humanos? Por que não permitir o casamento gay e adoção de filhos?

Um cristianismo mais brando, uma Igreja que renunciasse a proclamar a Verdade e se contentasse em balbuciar, meio medrosa, uma verdadezinha qualquer, agradável e popular para o mundo atual...

E, no entanto, o remédio que Cristo propõe é surpreendente, inesperado: “Pedi ao Senhor da messe que envie operários para a sua seara!” A Igreja não é nossa; é de Cristo! A força do Reino não vem de nossas pirotecnias e mágicas para tornar o Senhor palatável e compreensível para o mundo. Neste sentido, o maior missionário do cristianismo, São Paulo, afirma sem rodeios: “Por causa de Cristo eu estou crucificado para o mundo e o mundo para mim!”

Portanto, cristãos sem medo, cristãos corajosos da coragem do Reino, cristãos sem medo de apostar no único necessário. É aí, e não num anêmico conformismo com o mundo, que reside a força da Igreja e a alegria dos cristãos. Valerá sempre a sentença inexorável do Apóstolo: “Se eu quisesse agradar os homens seria inimigo de Cristo!”


Ad Jesum per Mariam!
Com minha pobre benção.


Pe. Emílio Carlos Mancini.+
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Evangelhos Dominicais Comentados
07/julho/2013 – 14o Domingo do tempo comum
Evangelho: (Lc 10,1-12.17-20)

 Naquele tempo, Jesus escolheu outros setenta e dois e os enviou dois a dois na frente a toda cidade e lugar aonde havia de chegar. E lhes disse: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos; pedi, pois, ao dono da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita. Ide, eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias e a ninguém saudeis pelo caminho. Em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: A paz esteja nesta casa. Se houver ali uma pessoa de paz, repousará sobre ela vossa paz; se não houver, voltará para vós. Permanecei nessa casa, comei e bebei do que vos servirem. O operário merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e vos receberem, comei do que vos for servido, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O reino de Deus está próximo de vós. Quando entrardes numa cidade e não vos receberem, saí pelas praças e dizei: Até a poeira de vossa cidade, que se pegou aos nossos pés, sacudimos contra vós; mas sabei que está próximo o reino de Deus. Eu vos digo: Naquele dia Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade. Voltaram os setenta e dois cheios de alegria, dizendo: Senhor, até os demônios se submetem a nós em teu nome. E Jesus lhes disse: Vi Satanás cair do céu como um raio. Dei-vos poder para pisar em serpentes e escorpiões e em toda a força do inimigo, e nada vos fará mal. Mas não vos alegreis que os espíritos se vos submetem. Alegrai-vos, antes, porque vossos nomes estão escritos nos céus”.

COMENTÁRIO

A liturgia deste domingo fala de missão e vem nos lembrar que o seguidor de Jesus deve ser, acima de tudo, missionário. Jesus instrui seus discípulos e os envia para a missão. É muito importante ressaltar esse detalhe.

Jesus orienta seus apóstolos, antes de enviá-los, porque sabe que o sucesso da missão depende de um trabalho consciente. Nenhum missionário pode iniciar seu apostolado sem preparo e sem os conhecimentos necessários.

Não basta boa vontade, nem dizer que o Reino de Deus está próximo e que os ramos secos serão queimados. Discursos inflamados, frases feitas e palavras bonitas não bastam. O efeito poderá ser o contrário do esperado. Qualquer atividade ou função, só podem ser exercidas por conhecedores do assunto, dai a necessidade de um bom preparo.

Jesus se preocupa em instruí-los, pois sabe que um missionário despreparado pode ser perigoso para o sucesso do Plano de Salvação. Ninguém é acreditado se não tiver argumentos claros, se não falar com convicção. Ninguém fala com convicção se não acreditar naquilo que diz. O trabalho missionário tem que estar alicerçado na fé, e isso é fruto da ação do Espírito Santo.

Parece que a pretensão de Lucas é mostrar o aumento considerável dos seguidores de Jesus. Afinal estamos falando de um aumento de quinhentos por cento no número de discípulos. Até então, só ouvíamos falar nos doze, agora são setenta e dois os enviados para pregar e preparar os caminhos. 

Apesar desse aumento, os operários são insuficientes em relação ao grande volume de trabalho. Jesus nos diz que a colheita é grande e que os operários são poucos. Não é preciso ser agricultor para entender este exemplo de Jesus. Ele fala de milhares de frutos que não podem permanecer esquecidos nos campos.

Há muito o que colher e se a colheita não for feita em tempo, toda produção poderá estragar-se. Se não os trouxermos para o celeiro, se não os protegermos da umidade e do calor do dia-a-dia, poderão apodrecer por excesso de chuva, ou ressecar e queimar por excesso de sol.

É uma luta contra o tempo. É caso de vida ou morte, pois se tratam de produtos perecíveis. Estamos falando daqueles milhares de irmãos que desconhecem o amor, a fraternidade e que nunca ouviram falar em perdão e misericórdia divina. São irmãos que estão secando, deteriorando-se, por desconhecerem Jesus e a misericórdia de Deus.

Mais uma vez Jesus ressalta o poder da oração e diz que é preciso suplicar para que o Pai mande ajuda. Manda-nos rezar para que o Dono da plantação envie mais vocações, mais trabalhadores. Jesus sabe que sem vocação, não existe missão.

Merece destaque o fato de Jesus tê-los enviados dois a dois. Com isso Jesus quer ressaltar que o anúncio da Boa Nova deve ser o grande objetivo da comunidade e que nada pode ser feito de forma isolada. O objetivo só será atingido através do trabalho conjunto, da união e da comunhão fraterna.

"Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos". Estas palavras demonstram que Jesus está preocupado, até mesmo com a integridade física de seus discípulos. Jesus os previne, porque sabe que nem sempre serão bem acolhidos e que serão alvos de perseguições e ataques dos lobos.

Hoje, o lobo perigoso chama-se sociedade, o homem público inescrupuloso e os inimigos da paz e da família. Eles são poderosos, interesseiros e violentos. A calúnia é a sua arma e o missionário seu maior rival. A arma para detê-los chama-se amor. A mansidão e a humildade do cordeiro se sobrepõem ao ódio do lobo. Os riscos são enormes, mas uma coisa é certa: O missionário jamais morrerá!

(1091)

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1º leitura: Is. 66,10-14c
O texto da liturgia de hoje pertence ao 3o Isaías ou 3a parte do livro do profeta Isaías (I Isaías = 1-39; II Isaías = 40-55; III Isaías = 56-66). O 3o Isaías é o profeta da esperança e da reconstrução. O povo já voltou do exílio babilônico, voltou com muita esperança de reconstruir Jerusalém o mais rápido possível. Mas Jerusalém tinha sido toda destruída. O povo encontrou só escombros, miséria e fome. Começaram o trabalho, mas o tempo foi passando e as dificuldades aumentando. Todos nós, diante dos problemas, somos vítimas do imediatismo. Queremos sarar de um dia para o outro, queremos resolver tudo hoje; começou então a haver um desânimo e até dúvida sobre o poder de Deus. É aqui que entra o profeta da esperança lembrando a força restauradora e o carinho materno do Deus libertador. O profeta não olha para baixo partilhando o pessimismo do povo, mas olha para o alto enxergando longe e vislumbrando uma perspectiva de transformação e glória. Ele levanta o moral do povo abatido, convidando a todos para uma festa, partilhando a alegria de uma Jerusalém reconstruída (v. 10). Jerusalém é comparada com uma mãe cheia de vigor amamentando seus filhinhos. Assim como uma criança só tem alegria no colo da mãe, assim todos os filhos de Sião devem regozijar-se (vv. 11-13). Esta metáfora da mãe, onde o coração materno de Deus é transferido para Jerusalém, quer mostrar a transformação que Deus fará da cidade, trazendo para ela o bem estar e as riquezas das nações (v. 12). Deus quer trazer vida e consolo para seu povo, como uma mãe que amamenta e tranquiliza seu filho (v. 13). Jerusalém vai-se transformando na cidade como símbolo da ternura e da justiça de Deus. Diante de tudo isso por que a tristeza? O importante é arregaçar as mangas e mãos à obra! O Segundo Testamento vê em Jesus Cristo a realização das promessas de Deus e o alicerce da nova Jerusalém (Ap. 21,1-22,5).
2º leitura: Gl. 6,14-18
Entre os gálatas infiltraram-se os judaizantes, aqueles que são apegados à Lei judaica, para destruir o evangelho de Paulo. Paulo prega a salvação através da cruz de Cristo. Os judaizantes pregam uma salvação através do rigor da Lei e da necessidade da circuncisão. Paulo deixa claro que os judaizantes buscam seus próprios interesses e querem separá-lo dos gálatas. Eles fogem da perseguição que sofre quem aceita a cruz de Cristo e buscam gloriar-se na carne, ou seja, na circuncisão dos gálatas. A preocupação deles é aparecer.
O trecho de hoje é o final da carta, a mais brava que Paulo escreveu, pois ele percebe o perigo da destruição de todos os seus esforços e trabalhos de evangelizador. Podemos destacar nestes versos finais três temas: a inutilidade da circuncisão, o valor salvífico da cruz de Cristo e o renascimento cristão como nova criatura. A inutilidade salvífica da circuncisão e de toda a Lei fica bem clara na carta. Aderir à Lei é inutilizar a cruz de Cristo. A Lei não é capaz de gerar vida. Ela teve sua função até a chegada de Jesus (cf. 3,21-25). A única glória do cristão não está nele, mas na cruz de Cristo. A cruz deve ser vista sob dois aspectos: o da morte e o da vida. Paulo diz que na cruz de Cristo o mundo da injustiça, da vaidade e do pecado morreu para ele e ele para o mundo. Na cruz, Cristo destrói o anti-valor mal, pecado, morte. Da cruz, Cristo faz brotar a vida, a ressurreição, a nova criatura. A cruz não é escravidão (como a Lei que nos torna cativos de normas e preceitos, que não somos capazes de cumprir), mas é libertação para a vida. Quem adere à cruz de Cristo encontra a paz e a misericórdia, o perdão dos seus pecados para viver como nova criatura reerguida pela graça de Deus e não abatidos pelo peso da Lei. A prova da honestidade, fidelidade e verdade do evangelho de Paulo está nas cicatrizes do seu corpo, maltratado e torturado por causa de Cristo (v. 17). O caminho do verdadeiro missionário é o mesmo caminho de Cristo; primeiro a cruz depois a ressurreição.
Evangelho: Lc. 10,1-12.17-20
Estamos no contexto da grande viagem para Jerusalém que em Lucas ocupa uma parte considerável do evangelho. Vai de 9,51 até 19,27. Lá, em Jerusalém, Jesus vai enfrentar a cruz da libertação. Ele vai morrer para trazer a vida para todos.
a) Todos devem participar
O número 72 é simbólico para lembrar que todos são chamados (não apenas os 12 apóstolos) a trabalhar para o Reino. A missão não é privilégio da cúpula, pois toda a Igreja é missionária. Para os antigos o número 72 representa todas as nações do mundo. Quer dizer, a salvação é para todos e todos devem se empenhar.
b) Quem são os discípulos e como devem agir
São pessoas de oração (rogai ao dono das plantações para mandar operários). Quem reza acredita na gratuidade do amor de Deus, quer dizer que quem cuida da colheita é Deus, a missão é um dom do seu amor. Eles lançam a semente da palavra em meio aos conflitos da sociedade (cordeiros no meio de lobos). Seus métodos se distinguem do método violento dos opressores - os lobos. Uma condição essencial do missionário é o desprendimento (não deve levar nada). A missão é caracterizada pela urgência (não devem parar), pelo anúncio da paz e da proximidade do Reino, transformando as estruturas, curando e reintegrando as pessoas. A paz significa plenitude dos bens messiânicos, condição favorável à vida de todos. Eles não devem agir visando lucro, mas devem se contentar com o necessário (vv. 7ss). Eles não devem fazer média com os poderosos que não querem acolher a mensagem, por isso, ao saírem, devem sacudir a poeira dos pés como gesto de ruptura. O julgamento fica para Deus (vv. 10-12).
c) O retorno dos 72 discípulos
Trata-se de um contínuo retorno às fontes da evangelização. Nossos trabalhos devem sempre ser avaliados à luz do evangelho. Nada de triunfalismo, nada de vaidade. A glória compete a Cristo, cujo anúncio do Reino espanta os demônios e é superior a todas as manifestações da morte (poder de pisar em serpentes e escorpiões). A alegria dos discípulos reside no fato de os nomes deles estarem escritos no céu.
dom Emanuel Messias de Oliveira

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A «carta de alistamento» para uma missão sem fronteiras
Jesus está em viagem: caminha com firme decisão para Jerusalém (Evangelho de domingo passado). Trata-se de uma viagem missionária e comunitária, carregada de ensinamentos para os discípulos. Pouco antes Jesus tinha enviadoem missão os Doze (Lc. 9,1-6). A breve distância de tempo, Lucas (Evangelho) narra a missão dos 72 discípulos: «O Senhor designou outros setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir» (v. 1). A «carta de alistamento» e as instruções para os dois grupos de missionários – os 12 apóstolos e os 72 discípulos – são praticamente as mesmas. Surpreende por isso essa proximidade e duplicidade, como que a sublinhar a urgência da Missão.
Quem eram os 72? Aqui o número tem um significado simbólico, que remete para a totalidade da missão: 72 (ou 70, conforme os códices) eram os povos da terra, de acordo com a “lista dos povos” (Gn. 10,1-32); outros tantos eram os anciãos de Israel. Além disso, 72 é o número múltiplo de 12, pelo que pretende indicar a totalidade do povo de Deus. A missão, portanto, não é tarefa apenas de alguns (os 12, exatamente), mas obra também dos leigos, isto é, de todos. Nestes números capta-se uma mensagem de universalidade da missão, na sua origem, extensão e destinatários.
As instruções são múltiplas e todas significativas, no estilo da missão nova que Jesus inaugurou. Desde então são instruções igualmente válidas, também para nós e para os futuros evangelizadores.
- «O envio» (v. 1): a iniciativa da chamada e do envio é do Senhor, dono da seara; aos discípulos compete a disponibilidade na resposta.
- «Dois a dois»: em pequenos grupos; é preciso estar em comunhão pelo menos com uma outra pessoa, para que o testemunho seja credível. Assim seguiram Pedro e João (At. 3-4; 8,14); Barnabé e Saulo, enviados pela comunidade de Antioquia (At. 131-4). O anúncio do Evangelho não é deixado à inventiva solitária, mas é obra de uma comunidade de crentes. Mesmo que pequena, como no caso dos pais, primeiros educadores da fé dos seus filhos. O empenho de anunciar o Evangelho juntamente com outros não é apenas por uma questão de maior eficácia, mas porque fazê-lo juntamente a outros é expressão de comunhão e garantia da presença do Senhor. «Onde dois ou três se reunirem… eu estarei no meio deles» (Mt. 18,20),
- Enviou-os «à sua frente…»: são portadores da mensagem de uma outra pessoa; não são proprietários ou protagonistas, são precursores de Alguém que é mais importante, que virá depois, para cuja vinda hão-de preparar a mentes e os corações dos destinatários, que se encontram em toda a face da terra.
- «A seara é grande, mas são poucos os trabalhadores» (v. 2) disponíveis. Hoje a situação é a mesma de ontem. Os desafios da missão variam, em parte, de acordo com os tempos e os lugares, mas na essência são igualmente exigentes. E por isso são válidas também hoje as mesmas soluções que Jesus propunha então.
- «Pedi… ide…» (v. 2-3): a solução que Jesus oferece é dúplice: «Pedi… e ide…» (v. 2-3). Pedir para viver a missão em sintonia com o Dono da seara, porque a missão é graça a implorar para si e para os outros. E ir, porque em cada vocação, comum ou especial, o Senhor ama, chama e envia. «Pedir e ir»: dois momentos essenciais e irrenunciáveis da missão (*)
- A mensagem a levar é dúplice: o dom da paz (o Shalom) no sentido bíblico mais completo, para as pessoas e as famílias (v. 5); e a mensagem de que «está perto o reino de Deus» (v. 9.11). O Reino de Deus constrói-se e intromete-se na história; o Reino é antes de mais uma pessoa: Jesus, plenitude do Reino. Quem o acolhe encontra a vida, a alegria, a missão: anuncia-o a toda a família humana.
- O estilo da missão de Jesus e dos discípulos é o oposto do dos poderosos de turno ou do das multinacionais. A missão não assenta na vontade de domínio, na arrogância, na cobiça (coisa de lobos: v. 3), mas na proposta humilde, respeitosa, livre de seguranças humanas (bolsa, sandálias, v. 4); está atenta aos mais fracos (doentes, v. 9), é oferecida na gratuidade, sem receber recompensas (v. 20).
- O Evangelho de Jesus é mensagem de vida verdadeira, porque convida a confiar apenas em Deus, que é Pai e Mãe (I leitura); e a confiar em Cristo crucificado e ressuscitado (II leitura) para a salvação de todos.
- Os trabalhadores são poucos, pobres e fracos perante um mundo imenso; Paulo encontra força apenas na cruz de Cristo (v. 14) … São sinais e garantia de que o Reino pertence a Deus, de que a Missão é Sua.
Palavra do papa
«A Igreja precisa hoje de muitos apóstolos para evangelizar o mundo do novo milênio e espera-se encontrar esses evangelizadores entre vós, jovens rapazes e raparigas» (Lima, Peru, 2.2.1085).
«Colocai-vos em primeira linha entre os que estão dispostos a deixar a sua terra por uma missão sem fronteiras. Através de vós Cristo quer chegar à humanidade inteira». João Paulo II (Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, 1985)
padre Romeo Ballan


Lucas distingue duas missões dentro da vida de Jesus: a dos doze (9,1-6) e a dos setenta e dois do evangelho de hoje. Os números 12 e 72 correspondem ao que os israelitas, no seu tempo, admitiam como progenitores do povo de Israel e como origem das nações. Os primeiros eram filhos de Jacó e os segundos eram os numerados em Gn. 10, segundo o Setenta. O versículo 4 indica a urgência da situação, de modo que não há tempo para perder em cumprimentos. Lucas associa a paz e a salvação com o anuncio dos enviados. Na segunda parte, temos os efeitos desta missão: o mais importante não são os milagres, mas a salvação dos enviados, como moeda por seu trabalho bem feito, porque seus nomes estão escritos no céu. Mateus tem um relato que coincide com Marcos 6, 7-13 e Lucas 9, 1-6, ou seja o envio dos doze. Esse envio é um início e uma amostra do envio dos 72 e indica que haviam muitos mais que seguiam o Senhor do que os doze por Ele chamados; e também de que a evangelização da Galiléia foi durante um tempo muito mais demorado que um ano de graça. Aparentemente, esta segunda leva preparava o caminho de Jesus para Jerusalém; mas existe uma desconexão temporal e talvez redacional dos fatos narrados. É como se alguém tivesse descansado de escrever e, no dia seguinte, recordasse um fato importante que não tendo a oportunidade de recortar e colar em páginas anteriores, como hoje podemos realizar pelo computador, o escrevesse na continuação sem usar parênteses. Por isso não sabemos nem o como, nem o quando desta paráfrase evangélica. O fato em si é importante, pois, revela que outros, além dos doze, podem formar parte dos enviados, ou discípulos colaboradores do ministério apostólico. Tal foi o caso de Paulo e Barnabé, para os quais este relato parece estar servindo como anel ao dedo. Por oura parte, a duplicata, se é duplicata como alguns afirmam, era uma peça muito necessária nos tempos apostólicos para que nenhum desses que Paulo chama arquiapóstolos (2Cor. 11,5) se servissem para proveito próprio.

ESCOLHA. Depois destas coisas, porém, o Senhor também designou outros setenta (e dois) e os enviou de dois em dois diante de sua pessoa a toda cidade e lugar que Ele pretendia comparecer (1).
Estas coisas foram a profissão de fé de Pedro, o anúncio da Paixão, a Transfiguração, a subida para Jerusalém e as exigências da vocação apostólica.
SETENTA E DOIS: o texto hebraico fala de setenta nações após o dilúvio como descendentes dos três filhos de Noé. Já o texto do Setenta aumenta a setenta e dois esse número. Os manuscritos gregos do NT deste evangelho estão divididos entre 70 e 72. Os biblistas preferem como original o 72 por ser mais difícil a leitura, sendo 70 um número redondo admitido como nós admitimos o número mil, em lugar de muitos. Já a Vulgata fala de 72. O evangelista não diz quem eram esses 72; provavelmente discípulos diferente dos doze, pois em 9,1-6 são estes últimos os enviados. Há uma tal correspondência entre 9,1-6 e 10,1-12 que muitos pensam ser ambos os envios, um só, com o segundo como uma duplicata. A diferença mais fundamental é que no segundo envio toma como razão que a messe é muita mas os operários, poucos; que os envia como cordeiros entre lobos e que não podem levar sandálias, fato que era inaudito pois era precisamente ao caminhar que os judeus calçavam as mesmas. DE DOIS EM DOIS: Teríamos 35 ou 36 pares. Viajar aos pares era um costume dos judeus na época [ver os dois de Emaús em Lc. 24,13 ss]. O envio desta forma podia ser uma medida prática para defesa e ajuda mútua contra bandidos e especialmente como testemunhas, tal como declara Lc. 9,5 [em testemunho contra eles].
TODA CIDADE: é uma forma universal, não exclusiva, como diz Mt. 10,5 de gentios e samaritanos no envio dos doze. Tampouco Marcos cap 5 e Lucas em cap 9 limitam o envio. Agora, no segundo envio dos 72, Jesus dá duas razões para o mesmo: a messe é muita; e segunda, o preparo para a sua visita. Transforma assim os discípulos em arautos do Senhor com a mesma finalidade do Batista. De fato, o anúncio era que o Reino de Deus está próximo, a chegar. Isso implica que a chegada do Reino cumpria-se com a presença de Jesus como Cristo, o Ungido, unindo Reino e Rei numa mesma realidade. Serve para os dias de hoje: pregar o evangelho é anunciar Jesus como Cristo, como a pessoa que salva e por isso, a cura da doença é um símbolo da realidade mais íntima: o perdão do pecado.
A MESSE: Então lhes disse: A colheita certamente muita, mas os operários poucos. Pedi, pois, ao dono da seara de modo que envie operários para sua ceifa (2). A CEIFA: A palavra grega Therismós significa colheita, safra, seara ou ceifa. Nos evangelhos aparece 7 vezes e uma no Apocalipse. É o momento em que o fruto do trabalho da sementeira e do cultivo pode ser recolhido, como recompensa pelos suores prévios. De que colheita se trata? O Batista fala do dia da ira (Mt. 3,7), que lembra o dia do Senhor dos antigos profetas (Is. 2,12; Jr. 46,10; Ez. 30,3; Am. 5,18). Jesus fala do dia da punição de Jerusalém (Mt. 24,36), que Marcos confirma como dia de ira também (13,32) e que Lucas diz será o dia da revelação do Filho do Homem (17,30) e dia em que o reino está próximo para o qual devem estar preparados (21,31 e 34). Não podemos fixar o tempo do dia a 24 horas, mas pode ser uma metáfora de um determinado período não muito longo, como vemos nas palavras de Jesus quando afirma que Abraão viu o seu dia e se alegrou (Jo 8, 56). No AT a palavra para ceifa, seara ou colheita é Qatsiyr. Em Mateus 13, 39, na parábola do joio, Jesus explica o tempo da colheita como o fim do mundo. Existe, pois, uma ceifa no fim do mundo e uma ceifa no fim de um período determinado. Este período pode ser o fim dos tempos chamado fim escatológico,  ou o fim de um determinado tempo, como pode ser o fim da Antiga Aliança. Este período de uma colheita iminente, é o início da evangelização de Jesus. As multidões estão preparadas pelos profetas e pela própria evangelização de Jesus. Por isso, este dirá que a colheita é grande. Porém os operários ou trabalhadores são poucos. Evidentemente o campo é o mundo (Mt. 13,18) e, se considerarmos que os chamados por Jesus eram inicialmente 12,  podemos deduzir que realmente, para semelhante trabalho, os obreiros são poucos. O remédio é a oração ao Senhor da colheita ou como algumas bíblias traduzem Senhor da messe, que logicamente é Deus. No AT a ceifa é a imagem do juízo escatológico [final dos tempos] de Deus sobre as nações  como vemos em Is 27, 12 ou Jl 4, 13-14. E realmente esse fim aconteceu porque o politeísmo pagão cedeu o lugar ao cristianismo monoteísta. Mas como nos tempos antigos a colheita era feita através de peões numerosos, pois o tempo da mesma era breve e necessitavam-se muitos operários. Jesus pede a solução na oração ao dono da ceifa [o Kyrios] que evidentemente é o próprio Deus. A oração implica que tanto a atuação de Jesus como a dos discípulos depende da Providência. É, pois, Deus o último que envia e do qual depende tanto o número dos operários como o êxito da missão. Mateus (9, 37-38) traz o mesmo mandato com idênticas palavras no grego para a ceifa, os operários e até o dono. É possível que o texto de Mateus fosse copiado por Lucas. Paulo nos dá a solução para essa nova era em que Jesus, o Cristo, substitui o Senhor de Moisés que salva seu povo. A colheita aqui está representando a entrada no Reino. Como poderiam crer naquele que não ouviram? E como poderiam ouvir sem pregador? E como podem pregar se não forem enviados? (Rm. 10,14-15). O apóstolo também afirma que a escolha é de Deus (Rm. 11,7).

COMO CORDEIROS. Ide, eis que vos envio como cordeiros no meio de lobos (3).
 ENVIO: o verbo apostellw tem a mesma raiz que apóstolo. Daí que todo homem enviado por Jesus para pregar o Reino [próximo ou instaurado] seja um apóstolo, como foi Paulo, que foi enviado pelo substituto de Jesus, o Espírito, segundo Atos 13, 2. CORDEIROS: A imagem implica perigo, ameaças, hostilidade e morte. O acontecido com o Mestre em Nazaré é uma primeira página da história da Igreja de todos os tempos. Há uma anedota que também reflete a perseguição dos judeus nos tempos antigos. Diante do Imperador Adriano estava Rabi Yehoshua, a quem o Imperador declara estar admirado da coragem das ovelhas [os judeus] capazes de sobreviver no meio de setenta lobos [os povos gentios]. A explicação do rabi foi reconhecer que o denodo e valor era do pastor [Javé] que cuida do rebanho e mata os lobos.

POBREZA E URGÊNCIA. Não porteis bolsa, nem alforje, nem tampouco sandálias e a ninguém pelo caminho saudeis (4).
Lucas não explica a razão destes preceitos. Mateus porém é quem indica a razão: porque o operário merece seu salário (Mt. 10,10).
NÃO PORTEIS: Com este preceito Jesus evita o que mais tarde chamar-se-ia SIMONIA; ou seja. vender os dons espirituais exigindo preço. Este modo de lucrar ilícito era comum entre os servidores dos templos famosos da época.  Nesse tempo, havia muitos mensageiros ambulantes que em nome de um templo ou uma divindade percorriam os caminhos e entravam nas cidades. Saiam em busca de dinheiro para seus templos e voltavam carregados de bens. Temos o exemplo de Lucino quem, como ministro da deusa Artargatis, reunia donativos para os sacrifícios de seu santuário; saia como mendigo mas voltava como um arrieiro, carregado de mercadorias. Em cada viagem trazia setenta sacos cheios. SANDÁLIAS: Marcos, no envio aos 12, só permite um bastão, mas nada de dinheiro na faixa, como era costume por falta de bolsos nos vestidos, tampouco alforje, onde eram levados os mantimentos; tampouco duas túnicas. Mateus fala do dinheiro seja ouro, prata ou simples cobre na faixa e nada de alforje nem duas túnicas nem calçados nem bastão. E Lucas
repete o relatado por Marcos. As sandálias junto com as outras duas condições [bolsa e alforje] é repetida por Lucas em 22,35 onde pergunta a seus discípulos se lhes tinha faltado alguma coisa. O que realmente proíbe Jesus? O desprendimento de todo impedimento material para ter como único propósito o anúncio. É provável que a figura do Batista estivesse presente na mente de Jesus ao falar desse despojamento. Francisco de Assis e muitos dos seus seguidores para os quais o evangelho devia ser seguido sine glossa, seguiu ao pé da letra essas recomendações ou preceitos. De modo que hoje vemos alguns dos novos seguidores, descalços. A SAUDAÇÃO: É estranho que um costume oriental como era saudar todo caminhante encontrado no caminho seja proibido. As razões dadas reduzem-se a que os cumprimentos entre orientais são demorados e podiam impedir o motivo urgente do anúncio do Reino. O discípulo em missão devia dedicar-se unicamente a esse ministério sem desviar sua atenção a amigos ou conhecidos, cujo encontro podia se dilatar durante um tempo desnecessário. É uma maneira oriental de dizer que a missão requeria todo o tempo disponível.

HOSPEDAGEM. Se pois entrardes nalguma casa, primeiramente dizei paz a esta casa (5). E se por acaso houver nela um filho de paz, permanecerá sobre ele a vossa paz; se não, sobre vós retornará (6). Nessa casa, pois, permanecei comendo e bebendo as coisas deles; porque é digno o operário de seu salário. Não passeis de casa em casa (7)
A PAZ: A paz era o cumprimento natural entre os judeus, como era o chaire [alegra-te] entre os gregos e o salve [saúde] entre os romanos. Porém na literatura do NT a paz tem um significado especial. É o significado que o Ressuscitado dá a sua nova intervenção em ô 20, 21, quando Jesus transmite um novo poder aos discípulos junto com um novo envio, desta vez com o mesmo mandato do Mestre. É a paz, não como saudação, mas como dom divino que é reconciliação e bênção.
FILHO DA PAZ: É um semitismo para indicar alguém que seja digno ou deseja receber a paz como um encontro com a verdade e a bondade divinas. É a paz que Jesus deixa em seu testamento aos doze, paz que o mundo não pode dar, para que o coração dos discípulos não se perturbe nem intimide (ô 14,27). Além de serem arautos de Jesus, os discípulos são como reservatórios dessa paz. Portanto, se não houver na casa alguém digno dessa paz ela retornará ao enviado que a desejou, pois não se encontrou receptor para a mesma.
A HOSPEDAGEM: Mateus, no envio dos doze (10,11), indica como escolher a casa, se informando sobre se é digna de confiança. Que significa esta confiança? Que era uma casa onde a lei [Torah e Mishná], especialmente a da tradição de pureza e impureza era norma, segundo o que relata Mateus sobre o debulhar das espigas no dia de sábado (Mt. 12,2). Dentro da casa que os recebeu, deviam comer e beber [logicamente o vinho] o que fosse a eles oferecido, porque essa maneira de pagamento era como o salário de um operário que devia ser pago no dia. Um pagamento bem pequeno, reduzido à comida e cama. Comer e beber de tudo, até de comidas consideradas impuras? Parece que se restringimos o âmbito da pregação aos judeus o aviso não seria necessário, mas em termos de gentios era uma recomendação extremamente válida. E Jesus manda não mudar de casa em casa, mas permanecer naquela que primeiro os hospedou. Nos lugares paralelos de Mateus e Marcos também se explicita a permanência numa só casa (10,1 e 6. 10 respectivamente). Parece que estas disposições [preceitos?] foram explicitamente conservados para os tempos de Paulo em que seguramente haviam os que ele chama de superapóstolos que, talvez, não seguissem as mesmas, e aos quais Paulo desmascara com as palavras deste evangelho.

AS CIDADES. E se entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei o que vos oferecerem (8). E curai os doentes nela e dizei-lhes: aproximou-se entre vós o reino do Deus (9).
A entrada na cidade devia ser pública e as curas deviam preceder a pregação. Eram como um aperitivo para abrir a boca; porém, a comida real, que era a pregação do Reino como imindente, pudesse ser ouvida com espírito de conversão. É notório como os discursos de Pedro e Paulo estão precedidos de curas maravilhosas.  Pedro com o  aleijado do templo (At cp 3)  e Paulo com o mago Élimas (At cp 13) são um exemplo. A comida e bebida é própria de Lucas. No fundo estão as grandes viagens apostólicas de Paulo, sempre acompanhado de Barnabé, ou Silas [de dois em dois] e tendo como hóspedes não unicamente judeus, mas também gentios convertidos (caso de Lídia em At. 14,15-16). O objetivo do discurso é o mesmo que formava a base da pregação de João e Jesus: o Reino. Uma vez recebido o Espírito em Pentecostes, a pregação passa do reino para o Rei: Como dirá Paulo, pregamos o Cristo e Cristo crucificado (1Cor. 1, 23). Porque ele era rei, mas não como os reis deste mundo. Veio não para dominar mas para dar testemunho com sua vida de uma verdade eterna: O AMOR DE DEUS pelos homens (ô 18, 36e 3,16). Hoje é bom ter este critério como base de nossas pregações.

AO NÃO SEREM RECEBIDOS. Se pois, nalguma cidade entrardes e não vos receberem,  saindo às suas praças, dizei (10): até a poeira que a nós se aderiu de vossa cidade esfregamos contra vós. Não obstante isso, sabei que se aproximou a vós o Reino do Deus (11).Pois vos digo que naquele dia Sodoma terá menos rigor do que aquela cidade(12).
A POEIRA: Mateus inclui também as casas rebeldes, sacudindo da mesma maneira a poeira. Era um modo simbólico de desprender-se de toda relação com a dita cidade e de não ser motivo do castigo da mesma,  como veremos ao compará-la com a cidade paradigmática de Sodoma. Os judeus, ao voltarem para a Palestina do exterior, ou seja de um território pagão, deviam sacudir a poeira de suas sandálias. De fato, Paulo e Barnabé reagiram dessa maneira em Antioquia de Pisídia (At. 13,50). O CASTIGO: Ao citar naquele dia, Jesus se refere sem dúvida ao dia do Senhor, que não é precisamente o último dia, mas o dia da justiça, ou da vingança, segundo os antigos profetas (Is. 2,11-12 e Am. 5,18-20). O castigo de Sodoma será uma pálida sombra do que acontecerá com as cidades obstinadas. Nos versículos seguintes, Jesus anunciará os castigos das cidades que não se converteram em massa com sua presença, como Corazim, Betsaida e Cafarnaum. De fato nada ficou delas e não se sabe onde estão suas ruínas.
SEGUNDA PARTE: O RETORNO  (17 - 20)
A VOLTA. Retornaram pois, os setenta e com alegria dizendo: Senhor, até os demônios se submetem a nós em teu nome(17).
O texto grego fala de setenta e o texto latino de setenta e dois como foi no princípio relatado. Uma diferença que nos indica que nem sempre temos na mão um texto fiável em detalhes talvez sem importância. A coisa que mais chamou a atenção dos discípulos foi que os demônios obedeciam às ordens dadas em nome de Jesus. Indicava que este último era o novo dono do mundo. Jesus mesmo, se serve desta circunstância para indicar que o Reino de Deus já chegou a vós (Lc. 11,20). Jesus será o novo dono do mundo, retirando dele o anterior príncipe, Satanás. Satanás ou o diabo, seria derrotado como príncipe deste mundo [o mundo pagão] (1Jo 5,19), e até o mundo dos judeus que tinham como pai quem era o pai da mentira (Jo 8,44); e o momento da derrota era o momento de Jesus ser levantado na cruz (Jo 12,32).

A DERROTA DE SATANÁS. Por isso lhes disse: Contemplava Satanás como relâmpago caindo do céu (18).
SATANÁS: seu significado é adversário, como palavra de origem semítica. No grego, a transcrição da palavra hebraica שָׂטָן é Σαταν [Satan], indeclinável, ou na forma aramaica, Satanás. Com artigo, significando o acusador, ou o adversário, é um membro do conselho divino que tenta a fé dos humanos, como vemos nos livros de Jo e de Zacarias. Mais tarde representou o nome do anjo rebelde. No NT, o nome designa uma entidade sobrenatural que aparece em muitas passagens com qualidades que são francamente demoníacas. Com o nome de o Diábolos aparece 37 vezes, Satanás 36 vezes e Belzeboul 7. É designado também como o inimigo, o maligno, o príncipe deste mundo e o adversário. Como sinônimo de Διάβολος, [Diabolos, diabo, caluniador ou difamador] aparece mais de 30 vezes. Satanás é o tentador de Jesus (Mc. 1,13). O dragão e a velha serpente do Apocalipse (12, e 20,2) são identificados com Satã que é chamado príncipe deste mundo em Jo 12,31 e 14,30 ou o Espírito que agora trabalha nos filhos da desobediência em Ef. 2,2. Chamado chefe dos demônios com o nome de Belzebu (Mt. 12,24) e o deus deste mundo em 2Cor. 4,4. Satã e Abaddon, o anjo da morte e destruição, do Ap. 9,11, parecem ser a mesma identidade, como anjo do Abismo, traduzido ao grego por Apollyon [destruidor ou aniquilador]. O Apocalipse descreve como, expulso do céu, após a batalha com Miguel para a terra, com grande fúria arremeteu uma guerra contra os que obedecem os mandamentos de Deus  e conservam o testemunho de Jesus (Ap cap 12). CAINDO DO CÉU: Há duas interpretações sobre quem cai do céu. A tradicional é que o sujeito é Satanás, que logo, logo será banido do céu, e a segunda é que como o relâmpago cai, assim Satanás terá seu reino suprimido, de forma quase instantânea. Ambas apontam a uma ruína súbita. De fato não é tão absoluta nem rápida a destruição do que podemos chamar o reino do mal. Possivelmente o Apocalipse dá uma solução, falando da impotência satânica durante dos mil anos e da liberdade por pouco tempo do mesmo (Ap. 20,2-3). Estes versículos deram lugar à heresia do milenarismo.

PODERES DOS ENVIADOS. Eu vos entrego a potestade de acalcanhar sobre serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo e nada vos fará dano (19).
FACULDADE: o grego usa duas palavras  exousia [exousia, potestas latina, poder, faculdade tanto física como moral ou seja potestade] que temos traduzido por potestade e   dunamiv  [dunamis, virtus latina, que é força] e temos traduzido por poder. Na linguagem teológica teríamos o carisma de realizar milagres. SERPENTES: Serpentes e escorpiões eram considerados na Palestina por seu mortífero veneno; mas no AT eram considerados como símbolo de todo gênero de males. Lembremos as serpentes do deserto que eram vencidas com a serpente de bronze fundida por ordem de Moisés. A serpente [‘o ofis] é na Setenta a origem de todo o mal na terra (Gn. 3,1-14) e o escorpião é símbolo do castigo divino em 1Rs. 12,11.14) e ambos aparecem juntos em Dt. 8,15 no deserto. A tradição targúmica une estas duas espécies com Satanás, coisa que nos dá pé para uma melhor interpretação do versículo atual. O final de Marcos em que vemos que pegarão  em serpentes e nada sofrerão (Mc 16, 18) é uma referência, embora pálida, deste poder que Jesus entrega a seus discípulos: um poder sobre toda força maligna, como é o inimigo, entendido como Satanás, cuja força e influência eram máximas até agora e  que no momento atual cairá como cai um relâmpago do céu.

A VERDADEIRA ALEGRIA. Não obstante não vos alegreis nisso, em que os espíritos vos obedecem; porém alegrai-vos, antes de tudo, de que vossos nomes foram escritos nos céus (20). O comentário de Jesus alude ao fato de que a maior alegria dos enviados tinha como origem, a expulsão dos demônios (v  17). A imagem da escrita dos nomes procede da idéia vétero-testamentária do livro da vida e do registro dos vivos em que eram recolhidos os nomes dos consagrados [santos] que pertenciam ao povo santo de Deus (Ê 32,32-33; Is. 4,3; Ml. 3,16-17) e que tem em Fl. 4,3; Hb. 12,23 e Ap. 3,5 sua respectiva referência no NT.  Parece que o fato deriva do costume, nas sociedades antigas, que registravam por escrito o nome dos cidadãos de uma cidade ou de um determinado reino, como vemos em Lc. 2,1. Seriam pois os nomes escritos para povoar o céu.
PISTAS
Quando Jesus chama, Ele pede absoluta entrega, que exige abandono de certas coisas. Nós, que deixamos tudo, dirá Pedro (Mt. 19,27). O sacerdócio católico, com seu celibato, indica um abandono da família que Jesus imediatamente aprova e premia com o cento por um (Mt. 19,29). Este abandono, se levado com absoluta fidelidade, será hoje o sinal mais claro da autenticidade do ministério dos novos apóstolos.
2) Os doze foram escolhidos por Jesus. Mas houve outros apóstolos que foram escolhidos de forma diferente, pelo colégio apostólico, como no caso de Matias (At. 1,26) e do qual Pedro foi o instigador. O método foi a sorte, na qual viram a presença do Espírito de Jesus. Porém também temos o caso de Paulo e Barnabé,  escolhidos através da voz dos profetas pela voz do Espírito Santo como enviados (At. 13,2-4). Em todos os casos, a base do apostolado era que eles fossem testemunhas da voz de Cristo e especialmente da sua ressurreição (At. 1,22). Vemos como há apóstolos que Jesus não escolheu, mas foram escolhidos pela Igreja. Hoje são os bispos da mesma, como sucessores dos apóstolos, nos quais está conservada a tradição. E devem ser testemunhas da voz de Cristo e especialmente da sua Ressurreição
3) Pedro: além dos apóstolos, Pedro recebe um trato especial em todos os evangelhos: ele é protos ou seja principal [=chefe, superior, cabeça]. É a rocha sobre a qual está edificada a Igreja (Mt. 16,18). Ele será quem recebe o poder jurídico fundamental, as chaves (Mt. 16,19).Ele confirmará a fé dos outros apóstolos (Lc. 22,32). Após a ressurreição, ele é chamado a substituir o rol de Jesus como pastor do rebanho (Jo 21,15-17) Na primeira reunião apostólica após a ascensão do Senhor, ele recorre à sua autoridade como cabeça do colégio para promover a eleição do apóstolo que falta por causa de Judas (At. 1,15). Ele, como chefe,  dirige ao povo, após a vinda do Espírito em Pentecostes, o primeiro discurso, explicando o fenômeno que se tinha realizado (At. 2,14). Ele é o causante do primeiro milagre  no átrio do templo (At. 2,6). Foi Pedro que condenou Ananias e Sofia por mentirem ao Espírito Santo (At. 5,3). E a esta condenação Pedro acrescenta a de Simão, o mago, por simonia (At. 8,20). Ele recebe em primeiro lugar a comunicação de que não existe impureza e discriminação entre os fiéis (At. cap. 10). Ele recebe Paulo converso, e com ele fala 15 dias (Gl 1, 18). Que mais podemos esperar da atuação de Pedro para confirmar sua liderança? Por que os modernos se empenham em dizer que a igreja primitiva era dirigida por Tiago, o chamado irmão do Senhor, tendo unicamente um texto do discurso dele no concílio de Jerusalém que não está contra o parecer de Pedro e Paulo pois afirma que não devem ser molestados aqueles dentre os gentios se convertem a Deus? Simplesmente porque o primado de Pedro contraria suas opiniões.
4) Paulo: Como entra Paulo dentro do círculo dos apóstolos? Ele recebe o ensino de Jesus quando estava no deserto [árabe, significa deserto]. Foi precisamente Kefas com quem esteve 15 dias (Gl 1, 18). Ele mesmo nomeia Tiago, Cefas e João como cabeças que não se opuseram mas  aceitaram seu apostolado entre os gentios. A razão de citar Tiago, se ele não é o irmão de João, é porque o Tiago do concílio de Jerusalém era o chefe dos judeus judaizantes.  Como Pedro era o apóstolo dos circuncisos [judeus], Paulo foi escolhido porque ele viu o Senhor ressuscitado e dele teve o ensino, exatamente como Matias. Portanto no exemplo veremos como o Senhor pode escolher e iluminar com sua doutrina num instante determinadas pessoas.
5) Apóstolos do lar: são os pais. Eles devem pregar o Reino da verdade, isto é, da fidelidade a Cristo e da fidelidade entre os esposos. Se existe algum lugar em que, sem compromissos, a doutrina de Cristo pode ser a via [o caminho como diziam os antioquenos] é o lar. Por que os lares católicos não atendem às instruções da Igreja em problemas que afetam a vida e portanto não são uma moral secundária? A voz da Igreja é desconhecida quando não ignorada. Quantos sacerdotes falam em suas homilias sobre estes temas? A linguagem das encíclicas é difícil. Mas não podemos nós facilitar sua compreensão?. Em segundo lugar, a moral de vida da Igreja se enfrenta com o que é chamado politicamente incorreto, porque não é o mais conveniente ou mais fácil. A igreja tem defendido que todo ato sexual completo deve ser limitado ao matrimônio e deve sempre estar aberto à vida. Princípios simples que não são admitidos porque o que se considera correto é o prazer dos parceiros e não a vida do novo ser. A Igreja propõe princípios contra os quais se opõem conveniências que querem ser apresentados como direitos.
Quem somente quer viver entre bons, que more no deserto. (Lúcio Anneo Sêneca)
padre Ignácio de Nicolás Rodríguez

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A alegria da missão evangelizadora
As leituras do domingo 14 do Tempo Comum expressar a tensão entre a proximidade do Reino de Deus ea obra de um seguidor de Cristo. Este Reino é um fato consumado em Jesus Cristo, mas ao mesmo tempo é uma promessa consumado. Associado a obra salvadora de Deus e nos constitui como portadores de sua palavra e presença no mundo. O Evangelho de Lucas dá muita importância à pregação de todas as nações e no fragmento, no domingo, tem Jesus explicando como deve ser feito.
1 ª leitura: Isaías 66,10-14
A nova Jerusalém
1. A primeira leitura de Isaías fala de uma restauração de Jerusalém, após o luto que envolve um plano de desastre e morte. O próprio Deus, sob a força de Jerusalém como uma mãe que dá à luz a uma nova aldeia, promete trazer paz, justiça e principalmente amor, como forma de gerar essas pessoas novamente. Toda a alegria do parto é amarrada em uma série de afirmações teológicas sobre a cidade de Jerusalém. Desde que ela vai falar de Deus, de que você pode experimentar o mesmo "mãe de Deus" com seus filhos. Para Deus, o que você quer, o que você quer, é a felicidade de seus filhos.
Dois. Mas que Jerusalém não existe, criá-lo em todos os lugares onde cada comunidade é capaz de sentir a ação libertadora do divino. O profeta desconhecido para nós (hoje leitura Isaías pertence à terceira, alguém da escola, que deixou o grande profeta e professor dos séculos VIII), sentir as profundezas de Deus e, portanto, quer incentivar a comunidade pós-exílico para criar um Nova Jerusalém.
2 ª Leitura: Gálatas 6:14-18
A força da cruz
1. A segunda leitura é a de ser o culminar da carta mais polêmico de São Paulo. A controvérsia que é feito em nome da cruz de Cristo, que ganhou liberdade cristã como mostrou no último domingo. Paul é enviado agora, com sua própria mão, para assinar a carta com um real "periautología" a confiança pessoal de sua vida, seu amor a Cristo eo que o levou a ser um apóstolo dos gentios. A cruz, que antes de sua conversão foi uma vergonha, como qualquer judeu, torna-se o sinal de identidade da verdadeira mensagem cristã. Os cristãos devem "glória" na cruz não é a cruz de "sacrifício" um disparate, mas o amor consumado cadafalso. É aí que os homens deste mundo condenaram o Senhor, e não revela mais do que qualquer outra coisa que o amor a Deus e Jesus.
Dois. Assim, Paulo não pode autorizado a esconder ou disfarçar a cruz do evangelho. Além disso, a cruz se torna evangelho é uma boa notícia, é uma boa notícia, porque o amor triunfa sobre o ódio, da liberdade sobre a escravidão da lei e os interesses desta harmonia que reina no mundo Amor tudo entrega, tudo tolera, tudo desculpa, que tudo acontece. Paul fala assim do que a cruz como uma força de amor e de perdão. Aqui marca a altura que demonstram a verdadeira identidade cristã. As vidas de lei, no fundo, é só com ele mesmo, a vida no contexto do evangelho, não é mais apenas para viver "em Cristo" ou "Cristo em mim". E quem é Cristo? Paulo revela o início da carta: "que se entregou por nós, pelos nossos pecados" para nos dar a graça da salvação.
Evangelho: Lucas 10:1-12.17-20
A alegria de anunciar o Evangelho
1. O Evangelho (Lucas 10:1 ss) é um programa bastante simbólico do que aguarda os seguidores de Jesus: ir para as cidades, vilas e cidades para pregar o evangelho. Lucas queria ultrapassar aqui o que vai ser a missão da Igreja. A "viagem" de Jerusalém é o quadro adequado para iniciar alguns fãs nesta tarefa que Ele pode realizar quando se trata de Jerusalém. O evangelista tem jogado muito bem, pegando várias tradições sobre a missão do que os outros evangelistas são dispersos. O número de enviados (70 ou 72) é um grande magnitude incalculável, um número que expressa a plenitude, porque todos os cristãos são chamados a evangelizar. Denota Num 11,24-30, os setenta anciãos de Israel para ajudar a Moisés, com o dom do Espírito, ou mesmo para listar Gen 10 sobre os povos da terra. Não se esqueça que Jesus está passando pelo território dos samaritanos, um povo que, como religiosos, como judeu, ele não podia ver com bons olhos os seguidores de um judeu da Galiléia, como era Jesus.
Dois. Montagem Lc. 19,2-12 é da fonte Q, suas expressões também denunciá-lo. Isso significa que as palavras de Jesus aos discípulos que têm de ir para pregar o evangelho foram experimentados pelos profetas itinerantes radicalmente judaico-cristã, ao invés de ensinar Luke e sua comunidade helenística aplicada. As dificuldades, em qualquer caso, são as mesmas para alguns do que para os outros. O evangelho, boa notícia, não é percebida da mesma forma por todos os homens, porque é uma provocação aos interesses deste mundo. O significado dessas palavras, com a sua pertinente radical mostrado os mensageiros com a saudação de paz (Shalom). E deve ser altruísta. Você não pode pagar um preço para o anúncio do Reino: seria um escândalo, embora os mensageiros têm de viver e sobreviver!. E, além disso, eles têm que enfrentar a rejeição ... sem dissensão assim porca ou ódio.
Três. Note-se que não é a missão dos Doze, mas muitos (72). O que está descrito em Lucas 10:01 é típico de sua escrita, a intenção é mostrar que toda a comunidade, todos os cristãos devem ser evangelizadores. Não pode ser de outra forma, devemos insistir muito sobre esse aspecto do texto de hoje. O evangelho nos liberta, salva-nos, pessoalmente, por isso somos obrigados a anunciar a nossos irmãos, como a chave para a solidariedade. Devemos enfatizar uma nuance, quaisquer outros, enviando discípulos neste desconhecida: voltaram cheios de alegria (v. 20), "porque ele submeteu os demônios". Esta expressão significa simplesmente que o mal do mundo é devido à bondade fundamental do evangelho. É um dos temas-chave do evangelho de Lucas, e nos faz ver precisamente no bem determinada em seu trabalho. Os discípulos de Jesus não são apenas chamados a segui-Lo, mas proclamar a mensagem para outras pessoas. Ao anunciar o Evangelho libertador do Senhor sempre visto algum sucesso, porque muitos homens e mulheres que querem ser livres de seus problemas e sua solidão. Devemos confiar no poder do Evangelho!
Frei Miguel de Burgos Nunez

O Reino de Deus: profecia e promessa
No final do livro de Isaías, o ponto culminante do livro de consolo, a Jerusalém celeste, que brilha com a glória de Deus, será a morada final da humanidade. Deus promete conforto na presença dele como uma mãe para seus filhos, mas especialmente promete paz, como dom escatológico de reconciliação da humanidade com Deus, consigo mesmo e com toda a criação.
Associada à obra da salvação
Como cristãos, devemos reconhecer que Jesus está presente o Reino de Deus, mas ao mesmo tempo sabemos que a sua consumação está em andamento. O convite de Deus para a plenitude de sua glória inclui o primeiro convite para colaborar no seu plano de salvação: Deus nos faz indivíduos com sua presença e sua promessa. Na carta aos Gálatas, Paulo reconhece que a própria vida é uma expressão da salvação oferecida por Cristo: "Eu trago no meu corpo as marcas de Jesus." O discipulado é também um apóstolo (enviado).
Simbolismo Gospel
Pelo Evangelho de Lucas fala do apostolado cristão: a missão é pregar. A missão dos setenta e dois discípulos é um universo simbólico da missão cristã. O número 72, que se opõe ao 12 refere-se à mensagem de salvação para além das fronteiras das tribos de Israel. Deve ser levado a todas as pessoas em pares, ou seja, no diálogo, visando a partilha e comunhão. Há um encaminhamento para impor uma doutrina, mas para compartilhar o que Cristo está vivo. Por isso, Jesus realiza, que quando ele presencia fazer isso. A pregação do Reino usado toda a plataforma de realidade humana e sua eficácia está na simplicidade da vida compartilhada.
Contexto de pregação
Lucas, além de apresentar como missão cristã, os elementos explícitos a considerar: a oração é essencial para o diálogo com o remetente, há muita necessidade de Deus (a seara é grande) e são poucos os que fazem o United seu projeto, muitas vezes a mensagem não será recebida, haverá muitas dificuldades (como cordeiros no meio de lobos), é necessário especificar nem valores mobiliários (bolsa, bolsa, sandálias) ou distraído na estrada (saudação não), a eficácia depende a proximidade e convivência (permanecer na mesma casa, comer e beber o que você tem), a paz deve satisfazer a aceitação da palavra de Deus (que é um portador mensageiro), e alegria é o resultado de já enviado estar aproveitando a proximidade com a realidade Unido que o leva a compartilhá-lo com todas as pessoas, sendo a quota de seu anúncio.
Irmão Octavio Sanchez O.P.

Cada cristão é chamado a anunciar o Evangelho por todo o mundo, começando com o seu próprio ambiente.
O profeta Isaías vê a diáspora judaica, se espalhou por todo o Império Persa eo Mediterrâneo, e sonha com a reunificação da cidade mística de Jerusalém. Jerusalém, fonte de consolo, é paragonada com um encontro mãe em torno de seus próprios filhos, delicadamente segurando em seus braços o menor e alimenta-lo com o peito. É o símbolo da Igreja, que liga os homens entre si, com uma ternura especial protege o fraco e torna-se uma paz transmissão inconfundível, anunciado pelos apóstolos, mas também para todos aqueles que seguem o seu testemunho, foram chamados e enviado pelo Senhor que, ao longo dos séculos, foram testemunhas do Reino de Deus e sua presença no mundo. Portanto, não faria mal a perguntar-me de quem eu sou testemunho: eu, há ressurreição do Crucificado, o Ressuscitado, sem a cruz, modas deste mundo ...? Quem são os mais fracos do meu tempo? E se nem todos os homens têm pontos fracos? Como faço para resolvê-los: com compaixão, generosidade, indiferença, como um peso obrigado ...?
Todos os cristãos são parte da multidão ininterrupto de discípulos que proclamam a proximidade do reino de verdade, justiça, amor e paz para todas as nações, culturas e ambientes. Por causa da missão evangelizadora não é exclusivo para alguns, mas é a vocação de todos os cristãos, chamados a proclamar homem para homem, a mensagem ea vida que o Filho de Deus nos deu o tesouro mais precioso para a humanidade. Uma tarefa que começa no coração e termina nos lábios e fatos, que não se limitam a marchar para um país distante para falar de Cristo, mas começar por fazê-lo conhecido nas ruas de nosso bairro e dentro das paredes de nossa casa, o vizinho, o cliente do trabalho, o imigrante indocumentado, o adolescente com problemas ou ancião indefeso. Seria um bom momento para refletir sobre a situação atual no meu bairro, no meu ambiente de trabalho e as pessoas que Deus está colocando no meu caminho e me pergunto o que estou fazendo para eles? Qual é a imagem de Jesus que eu estou fazendo para chegar lá?
A proclamação do Evangelho não deve ser limitada a comunicação com medo de uma doutrina, mas deve tornar-se um modo de vida que responder às preocupações e os problemas de cada época
A corrente da vida contato autêntico empobrecida com a escuta empática incentiva sentimentos do coração, libertando-se do fragmentário, o consumo supérfluo e tempo de aceleração neurótico. Esta é a exortação à construído sobre um alicerce sobre o qual construir a existência pessoal e social, que enfrenta a deterioração do conceito de família, conflitos étnicos e inter-religioso, a indiferença ética, a busca obsessiva de auto-interesse, perda de sentido da vida, a força para tomar decisões, a taxa de natalidade, o aborto ea eutanásia. Porque o cristianismo não é uma religião do livro, mas pela Palavra do Word, chamado para relatar as notícias de Cristo para aqueles que acreditam que ele é uma figura ultrapassada e aqueles que quase não ouviu falar dele ou têm uma imagem distorcida do mesmo . Mas como estou anunciando o Evangelho como um intelectual, quem sabe uma doutrina muito, conhecida por sua verborragia e ganha os aplausos deste mundo, sem significado? Como pode alguém que está envolvido no social e interpretados a partir do Evangelho, ajudando os outros e amar o inimigo?
Além do calor, conforto, desânimo ou à tentação de esconder suas crenças, o cristão é de seu conhecimento e experiência, questionando qual a sua esperança, o que tem a oferecer ao mundo e, portanto, não pode fornecer, comprometimento de suas próprias raízes e cuidado para não títulos de terras, para colocar a sua força em Deus, que dá o poder para enfrentar as situações mais difíceis, superando a relação humana com o que pensam ou dizem. Mas você realmente confiar em Deus para me proteger em todos os momentos, ou então, eu tenho vergonha de dizer que eu sou um cristão, para não ser insultado ou considerar um desatualizados ou ignorantes?
O final da missão é conseguir a união com Deus através do discipulado.
Qual deve ser o fim da missão? Aqueles 72, símbolo de todos os cristãos espalhados por todo o mundo, sentem-se felizes com a missão de fazer e eles dizem Jesus missionário proeza. Isto fá-los ver que as façanhas missionárias só tem o seu valor na busca pelo verdadeiro fim da existência, que está no nosso destino eterno com o Deus da vida, que dá sentido aos êxitos apostólicos e adversidades da missão cristã. Pois, como nos ensina São Paulo na segunda leitura, o cristão é baseado na posse da vida de Cristo na sua realidade histórica, especialmente no mistério da cruz, a ponto de transformar o cristão em uma nova criatura, manifesta aos outros como pertencentes a Deus. Uma realidade que me convida a pergunta: Estou buscando a Deus em minha missão, eu descubro nos rostos das pessoas com quem eu vivo, ou então eu estou olhando para mim, me deixando pelo desejo de reconhecimento social? O que a cruz significa para mim? Eu fugiria? Ela?
A rejeição da vinda do Reino exige a recuperação personalista experiência cristã e perseverança na proclamação do mesmo.
É árdua e alegre experiência do cristão, que prega realidades não significativamente atraentes, mas a chegada do Reino de Deus no meio de um mundo muitas vezes relutantes em valores evangélicos, que põe sua confiança no ser humano significa força misteriosa Deus. Um Reino de Deus que está dentro de cada homem que descobre o seu propósito eo motivo para suas ações no amor a Deus e ao próximo, estabelecendo uma união com Deus, que é projetada para todas as circunstâncias de sua vida, sem esquecer que só Ele pode saciar a sede de absurdo e curar a doença do pecado.
Não há falta de cidades que não ouvem os cristãos, enviados "como cordeiros no meio de lobos." Cumprimente não significa longe de realidades humanas, mas parada e descentrar do objetivo proposto eo caminho começou essa vida de Deus em nós e nosso Deus, que ao vivo. O cristão deve ser um andarilho para preparar o lugar onde o Senhor tem que passar, levando a uma sociedade livre para a paz que vem do coração que busca em paz, transformar o mundo segundo o Evangelho e converter para a fé professada na vida alimentada pela fraternidade. Temos de encontrar novas emoções, mas a viver na casa de Deus, rejeitando permanentemente essas ideologias que se opõem ao Evangelho, para mergulhar nas maravilhas que Deus pode fazer em cada ser humano, transformando sua vida e realidade social, para dar se a levar os outros a alegria que vem do coração.
A separação do cristianismo de muitos é devido em parte à ausência do Evangelho de uma forma credível, capaz de responder ao desejo de plenitude que há em cada ser e você não pode satisfazer com conceitos e valores, mas o encontro com um grande amor, uma pessoa ou um evento que definem radicalmente a vida reconduzca e em direção a um horizonte de liberdade. Nosso presente de recuperação experiência cristã personalista demanda, mantendo viva a certas perguntas que cada geração deve voltar a fazer e não dão resolvido: quem é você? Por que fazer coisas que você trabalha? Você persegue? As coisas acontecem ou aquele que não passa?
Irmã. Ascensão Matas

Eficácia do testemunho messe do Senhor
Leva-se a discussão da vocação divina. Decisão, liberdade, responsabilidade e auto-sacrifício são mais uma vez as prerrogativas que são necessários para provar quem atende a chamada, quem aderir ao plano de Deus e querem passar as suas vidas para o reino e são conceitos que Jesus reafirma implicados com grande finalidade, já que também pede os setenta e dois discípulos para mostrar determinação coragem, perseverança e perseverança, para cuidar de nada, mas o Reino de Deus de que são mensageiros. Esses recursos de coragem e abnegação devem ser muitos e, como não despertar qualquer preocupação quanto à sua subsistência e necessidades materiais: "Não tome nenhum saco ou sandálias ... Fique na casa comendo e bebendo do que eles fornecem, para aqueles que obras tem o direito à sua recompensa. " Mas qual é a finalidade exata dos setenta discípulos, escolhidos por um serviço missionário temporário? Na verdade, é um dos testemunhos. Eles são chamados a anunciar o Reino, primeiro com o exemplo de uma vida simples e humilde, capaz de dizer-se que Deus é capaz de fazer. Sua presença, a sensação, a maneira de se comportar e sobretudo serem enviados dois caras para enfatizar o quão importante é para testemunhar em primeira mão as palavras de que vocês são os portadores para os outros. Além disso, a mesma Escritura (Dt 19,14-15) significa que qualquer testemunho é verdadeiro e confiável na presença de pelo menos duas pessoas bombardeiros e testemunhar o Reino de Deus estar neles é mais rentável quando você fazê-lo sozinho . E quanta satisfação evangelização procuração passou de um testemunho de vida! Quantos frutos abundantes de fecundidade apostólica são alcançados quando o Evangelho, mesmo antes do predicado, é experimentado em primeira mão. Há de fato muito mais sucesso pastoral aqueles que simplesmente viver em vez de aqueles que falam por um longo tempo sem nada para dizer, exceto eles mesmos. Não é por nada que os setenta alegrar espantado observando que até mesmo os demônios estão sujeitos a eles em nome de Jesus Cristo, o Senhor lhes deu poderes em excesso, concedeu-lhes privilégios, mesmo entre os mais incomuns e impensável (caminhada em serpentes e escorpiões), mas o que tem incutida nestes missionários é a sensibilidade principalmente pastoral para com os pobres e os enfermos que é o teste decisivo de ser testemunhas do Evangelho. Quando tudo isso for feito na vida do missionário, as satisfações e recompensas assumir automaticamente, porque, nesse caso, mesmo que seja rejeitado pelos homens sempre foi aprovado por Deus
Afinal, apenas um exemplo e testemunho requer proclamar o Reino de Deus Ela é caracterizada em uma dimensão de paz, justiça, igualdade e amor pelos pobres e sofredores, feita a partir das palavras e obras do Filho de Deus fez o homem, daí o seu anúncio colocar uma maior incidência de coerência de vida. O Reino de Deus, como Paulo diz que "não é uma questão de comida e bebida" e não incluir todos os imperativos da mundanidade de desprezo: é descrito pelas imagens fascinantes referidos na primeira leitura de hoje (Isaías) "a pantera se deita para baixo com o garoto ...) que melhoram a novidade de vida que o Deus ressuscitado vem dar-nos em seu Filho ressuscitado. Somente aquele que encarna essa realidade e torna a sua própria pode ser o portador de todos os outros.
Jesus em qualquer caso, não garante o sucesso da missão, nem o sucesso do nosso ministério sempre e em todos os casos. E 'no cálculo de quem anuncia na verdade, ser exposto a todos os tipos de ódio e rejeição dos nossos interlocutores. Em cada ministério feito em nome e por mandato do Senhor, portanto, é necessário agir, mostrar interesse e empenho, mas não pretendo ser um sucesso em todo lugar, porque os resultados pertencem somente ao Senhor e Juiz da história e do nosso mundo. Estamos apenas ferramentas. Além disso, se o Senhor nem sempre espera-se que os resultados são positivos, obviamente, isso é porque consideramos que ele é de fato o único autor da salvação, e que do nosso lado, você tem que mostrar humildade.
Mas nós não pensamos elemento essencial necessário para a proclamação da salvação é realmente agradável a Deus e adequado às suas expectativas e este encontra-se na primeira frase do Evangelho de hoje: "Ore ao Senhor da messe que envie operários para sua messe ... " Por que Jesus convida os seus destinatários para enviar o anúncio para rezar proclamar a mensagem de salvação para as multidões? Como ele mesmo nunca deixa de aumentar o número dos discípulos missionários, que pode muito bem tornar-se 72-200? Evidentemente, porque antes de tudo requer que os mesmos anunciadores a sentir a necessidade de o problema da "colheita" de Deus, que você tornar-se participantes da realidade que as pessoas precisam de anunciantes, uma vez que "a fé vem pelo anúncio "(Paul), mas o mais importante é que eles consideram que o dom de Ministros é exclusivo para o Senhor, e não depende de qualquer preocupação ou iniciativa por parte dos homens. Em uma palavra, Deus quer que o portador de uma mensagem edifica a si mesmo antes de você ir e estes são os estágios através dos quais é possível de ser realizado.
  Para vencer a insegurança missionário
Uma pessoa que foi designada para isso, Jesus diz: "Segue-me" para convidá-lo a abandonar todo o seu projeto pessoal para colocar-se na perspectiva de seu discipulado e, consequentemente, a missão que ele próprio pretende affidargli.Sono as reflexões que nos da semana entretidos passado em relação ao verdadeiro sentido da vocação, que consiste em uma perspectiva de chamada que Deus como a única origem: Só Deus sabe o nosso presente eo nosso futuro, e ele sozinho já tem estabelecido desde a eternidade o nosso futuro e, portanto, ele "chama ", ou seja, aqueles que elege para um papel um pouco para o outro, todos os que estão na conclusão do Reino de Deus Quais são as características da verdadeira vocação? Como perceber os sinais da chamada? Seria um longo discurso para falar sobre isso aqui, mas podemos dizer com certeza que Deus, na eleição e enviar, pede pela primeira vez a vontade de alcançar a comunhão com ele: Primeiro, ele quer que a gente "ficar com ele", isto é, fazemos com ele as necessárias restrições insubstituível filial comunhão que precede e fundamentos de qualquer atividade missionária específica. Portanto cultivar familiaridade com o Senhor na oração e na vida íntima e preferem contemplação antes da ação e reflexão teológica antes de ministério é um sinal certo de um verdadeiro chamado divino, porque na medida em que nós sabemos como cultivar relações pessoais com Cristo que garantiram o sucesso missionário. Este não é apenas sobre a vocação de especial consagração como o sacerdócio ea vida religiosa, mas em qualquer campo que queremos reconhecer e interpretar como um ministério ou serviço de origem divina.
Passando agora para a missão no sentido estrito da proclamação termo que Cristo nos confiou nesta ou naquela outra dimensão, vemos agora que Ele não vai nos deixar em paz, sempre que uma missão confiada a nós, estamos sempre suportados por ele e, especialmente, que são fornecidos com os meios e recursos. Quando Deus chama alguém para um mandado temporário ou permanente e que qualquer característica que significa, nunca deixa de equipar e treiná-lo ao máximo. É por isso que você deve sempre apresentar-nos na missão com coragem e sem hesitação, evitando qualquer medo e, de fato, considerando que o medo prerrogativa inicial da própria vocação: é normal a experimentar o início de um ministério - qualquer ministério de algum tipo de medo ou a falta de segurança, como aconteceu com Gideão e Moisés, que para ter a confiança de que sua eleição foi verdadeiramente divina chamando a evidência de sinais tangíveis específicos. O medo inicial da missão é um sinal de humildade e desviou inconsciente auto-exaltação, que nos liberta de toda a vaidade, o orgulho eo protagonismo pessoal falsa, porque nos mantém na certeza de que você não está executando um mandato de nossa competência originária, nem um papel que nos pertence, mas simplesmente para ser portadores de uma mensagem de origem divina, executores de uma tarefa que temos de Deus 'positivo, portanto, sentir um pouco de "medo inicial. No entanto, ele nunca deve sucumbir, mas deve ser evitado e vencer por meio da fé e da confiança de que o Senhor nos concede o tempo, especialmente no conhecimento de que Deus sempre fornece os meios adequados para o efeito.
A terceira observação que chega até nós a partir da página do Evangelho de hoje (na verdade estamos apenas divertido sobre ele) é a consciência de que a missão não requer, necessariamente, um sucesso imediato: em todos os casos e em todas as situações de serviço ministerial, somos obrigados a ser apenas ferramentas que Deus está usando para seus propósitos, mas que também poderia prescindir, por representantes de uma mensagem que não é nosso e em que, portanto, não somos obrigados a obter a correspondência de outras pessoas.
Esta e outras considerações, incluindo as estabelecidas acima me sovvenivano especialmente durante os últimos meses, enquanto eu dirigia, eu sozinho, todo o território da paróquia dentro da bênção anual das famílias, recebendo, ao lado de uma bondade acolhedor e muito agradável de pessoas, a negação mesmo repetidas seca e peremptória por famílias ou indivíduos refratários e insensível: de um lado, há famílias que recebem o sacerdote com alegria e bondade na certeza de que Cristo vem a nós na pessoa do sacerdote, por outro, há sempre alguém que se opõe a uma seca negação tratá-lo muitas vezes duramente, a relutância, e às vezes até com desprezo e refratariedade, como no caso de escárnio e difamação de certeza, que, além de rejeitar o padre também são usados ​​avversarlo.
É sempre experiências que inspiram desânimo e desconfiança, sugerindo também a tentação de se render e abandono. Mas são precisamente as circunstâncias em que é certo que será realmente portadores de uma mensagem divina e, em seguida, colocados em linha com a missão que nos foi confiada: a adversidade e obstáculos são inevitáveis ​​prerrogativas da missão cristã eo fato de ser vítima confirma que a nossa acção é realmente sustentada por Deus
O mesmo Senhor, na verdade já deram resultados semelhantes quando instruiu os 72 discípulos a serem tomadas contra as pessoas com recalcitrante:. "Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'Paz a esta casa" E se um filho da paz, da sua paz repousará sobre ele, caso contrário, voltará para vós. "..." quando você entra em uma cidade e vos não receberem, sair pelas ruas e dizer, 'Até o pó da vossa cidade, que se apega aos nossos pés, nós . sacudimos contra vós "A passagem do Evangelho da semana passada também falou de um episódio de rejeição sofrida pelo próprio Jesus, que foi rejeitado pelos samaritanos:" E eles não o receberam, porque ele estava claramente a caminho de Jerusalém. Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram: "Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu e os consuma?". Virou-se e repreendeu-os. "(Lc 9, 52)
Pois o homem é livre para aceitar ou rejeitar o Senhor que é proposto nas atividades de seus ministros no primeiro caso, isso acontece sempre a seu favor, no segundo caso, para seu dano pernicioso mesmo se rendeu imediatamente. As frutas e missão pertencem somente a Ele que é o único dono da história e que não é a nossa necessidade de nossos interlocutores podem aceitar e ouvir-nos.
Estas considerações foram aqueles que me pediu, nos últimos meses, a perseverar no colo de famílias omitindo qualquer tipo de desânimo e falta de motivação e não pode deixar de ser considerado por qualquer pessoa na igreja para desempenhar um papel missionário de qualquer tipo.
O episódio muito significativo dos 72 discípulos, como mencionado acima, atesta o fato de que não são necessários para o sucesso missionário. Observamos, também, que para o período de projeto a que se referem os fatos narrados, 72 foi o número das nações de todo o mundo conhecido, para o qual foi abordado e da Boa Nova que Jesus envia os 72 ministros para serviço temporário depois de ter eleito a segui-lo 12 assinala que o caráter de missão permanente é precisamente de todos os batizados, cada um de acordo com o tamanho que merece. A obra da salvação é universal e que a Igreja proclama o testemunho do Evangelho para a universalidade de Cristo tem um valor para o qual todos nós somos chamados a uma função específica na Igreja, que tem a natureza sempre missionária.
É sempre a certeza de que deve confiar apenas em quem escolheu e enviou, colocando todo o material de certeza sobre ele ("Não leveis bolsa, nem alforge, nem sapatos") e confiando na sua assistência contínua para superar todos os medos e todos os hesitação.
Pe Gian Franco Scarpitta
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Testemunhas Procurados
Como discípulos, então? Discípulos Adultos, motivada, pacificado em direção ao futuro, colocando o conhecimento do Mestre no topo de cada carinho, cada alegria, que não se refugiam nele deixar o mundo para trás ...
Então nós dissemos no último domingo, depois que perguntou: quem é o Senhor, para nós, vamos nos perguntar quem é o discípulo para ele. E hoje uma nova reflexão, intenso, sólida, de ardor.
Vamos falar sobre a missão, o papel dos discípulos de sua tarefa, o anúncio da Boa Nova da presença de Deus imensamente diferente do que com medo de nosso inconsciente. A missão, no entanto, aplica-se a todos os discípulos, e não um círculo estabelecido. Vamos parar de pensar proclamação do Evangelho como algo que diz respeito a uma elite poucos selecionados que cruzam os oceanos em busca de algumas pessoas remotos perdidos na floresta.
O oceano está lá e aqui. Divida as pessoas, cria o abismo de incompreensão e solidão. A floresta está lá, e tem o rosto de aparentemente tranquilizar nossos subúrbios. Nessas novas condições, pedimos para uma nova atitude, um urso, um assumir a alegria do anúncio em que vivemos. Os anos de cristianismo triunfante e extenso alcance estão atrás de nós (que nunca existiu?), Os anos de cultura cristã difundida e amplamente compartilhada diminuiu. É o momento de dizer o Evangelho de uma maneira nova, e não para as pessoas que nunca ouviram falar do rabino, mas - infelizmente - para as pessoas que acreditam que eles acreditam, encharcado de catecismo do preconceito e mal digerida, imagens hábito de ser Igreja e ser fiel.
Este é o desafio: lançar Deus das igrejas, de volta para onde ele havia decidido viver entre as pessoas. Desde as roupas lágrima estreitas do sagrado em que relegar para fazer, finalmente, voltar para aquele homem que decidiu tomar. O anúncio do Evangelho é o contágio da ternura de Deus, dizer com suas vidas, nossas escolhas se tornaram buscadores de Deus
E Jesus nos diz exatamente o estilo e modo.
Os discípulos foram enviados dois a dois à frente do Senhor. Não devemos converter ninguém: é Deus quem converte, é ele quem vive nos corações. Para nós, sozinho, para preparar o caminho. Precisamos salvar o mundo: o mundo já está salvo, você não sabe. Casais que mandatos: o anúncio não é a atitude carismática de algum guru, mas o tamanho da comunidade que é construído, a dificuldade de estar juntos.
O anúncio é fecundado pela oração: por que não tornar-se terroristas silenciosas bem, espalhando bênçãos e orações secretas onde trabalhamos? Confiando ao Senhor, em vez de julgar? O Senhor nos pede para orar por trabalhadores para a colheita, porque Deus quer ser ajudado, quer compartilhar o trabalho de salvação, como amplamente demonstrado na história do povo de Israel.
O Senhor nos pede para ir sem ter muito meio, utilizando as ferramentas sempre e somente como instrumentos, indo para o essencial. Eu sei, amigos catequistas: o curso de natação ou esqui são mil vezes mais atraentes da sua hora atrofiado de catecismo. Mas tem uma coisa que nenhum treinador é perguntado: Amai a vossos filhos.
O Senhor nos pede para trazer a paz, a ser pessoas tolerantes (lembre-se St. John eo zelo santo de domingo passado?), Pacificados. Ninguém pode ter a Deus com arrogância e poder, a arrogância do anúncio nos separa de Deus permanentemente.
Finalmente, o Senhor nos pede para ficar, para morar, para compartilhar com autenticidade. Nós não são diferentes, não estamos separados: fadiga, ansiedade, dúvidas, alegrias e esperanças de nossos irmãos e irmãs são o nosso, só nosso. Nós compartilhamos a pesquisa, tendo em nossos corações o evangelho, não é fácil para chicotear verdade na cara dos outros, mas na certeza serena de que o Senhor nos conduz pela mão.
Coragem, irmãos! Tente você mesmo, sair da timidez (vergonha?) Que nos impede de dizer a Cristo com suas vidas, para contar a nossa aspiração à verdade e ao bem, e você realmente vai se desdobrar o mundo para uma nova dimensão. Regozijamo-nos amigos, nossos nomes estão escritos no céu, o Senhor pede a funcionários para proclamar o verdadeiro rosto de Deus
 Enviado
Deus tem um sonho: o de revelar a todos os homens o tesouro escondido no campo, para cada pessoa a descobrir sua própria dignidade, o seu próprio carisma para ser postas ao serviço do Reino, parecem todos como o Deus da misericórdia e consolação. Mas Deus não quer salvar o mundo sem nós, não nos tratando como marionetes, vontades, desejos, pede ao novo Israel, os setenta e dois discípulos protagonistas do Evangelho de hoje, para nós, para se tornar discípulos de Deus narradores Sem fanatismo, sem atalhos ou nostalgia, à procura de uma humanidade plena e madura, o Senhor nos pede para edificar a Igreja.
Profissionais
Eu pensei que era claro para todos, mas não é.
Quando eu uso o termo usado "Igreja" espontaneamente a grande maioria de nós acha que o seu pastor, ou o Papa, ou os bispos ou quem sabe o quê. Esta distinção nos cristãos da primeira e segunda classe é difícil de morrer e que não foi o suficiente para nos levar a um conselho na perspectiva bíblica correta. Todo discípulo é parte da Igreja, cada um é confiado o evangelho para viver e anunciar, de acordo com o seu carisma e ministério.
Na única Igreja há irmãos chamados a construir a comunidade, outros para preservar o depósito da fé, outros em pares para demonstrar o amor que Cristo tem para a Igreja, outros a viver a continência para o Reino. Mas a cada um, repito, é confiada com o anúncio.
Pior
Nossos países de tradição cristã, é provável que se sentar sobre os louros, para confundir a cultura cristã com a pertença a Cristo. É bom que o nosso país ainda se sente um forte sentimento de pertença aos valores cristãos (pelo menos para determinados valores), mas este não se encontrar com Deus
Como é difícil para anunciar Cristo aos cristãos! Eles já sabem tudo!
Quem proclama a esperança do Evangelho a oitenta por cento dos batizados que não celebrar a presença do Ressuscitado a cada semana? Quem consola, shakes, incentivar, escutar a muitos que acreditam que eles acreditam? Você, amigo leitor.
Estilo
Este é o desafio: lançar Deus das igrejas, de volta para onde ele havia decidido viver entre as pessoas. Desde as roupas lágrima estreitas do sagrado em que temos relegado para finalmente voltar para aquele homem que decidiu tomar. Jesus mostra-nos precisamente o estilo eo modo deste anúncio, o estilo de tomar.
Os discípulos foram enviados dois a dois à frente do Senhor.
Não devemos converter ninguém: é Deus quem converte, é ele quem vive nos corações. Para nós, apenas a tarefa de preparar o caminho. Casais que mandatos: o anúncio não é a atitude carismática de algum guru, mas o tamanho da comunidade construída, o esforço em estar juntos. O anúncio é fecundado pela oração: por que não tornar-se terroristas silenciosas bem, espalhando bênçãos e orações secretas onde trabalhamos? Confiando ao Senhor, em vez de julgar?
O Senhor nos pede para ir sem ter muito meio, utilizando as ferramentas sempre e somente como instrumentos, indo para o essencial. Eu sei, amigos catequistas: o curso de natação ou esqui são mil vezes mais atraentes da sua hora atrofiado de catecismo. Mas tem uma coisa que nenhum treinador é perguntado: Amai a vossos filhos.
O Senhor nos pede para trazer a paz, a ser pessoas tolerantes, pacificado. Ninguém pode ter a Deus com arrogância e poder, a arrogância do anúncio nos leva para longe de Deus para sempre.
Finalmente, o Senhor nos pede para ficar, para morar, para compartilhar com autenticidade. Nós não são diferentes, não estamos separados: fadiga, ansiedade, dúvidas, alegrias e esperanças de nossos irmãos e irmãs são o nosso, só nosso.
Alegrai-vos!
É cansativo e crucificando, eu sei. Paul também sabe que, ao converter a bacia do Mediterrâneo, ouvir tudo o limite de seu caráter. Mas, como Isaías, somos chamados a encorajar os exilados voltaram da Babilônia, voar alto, sonhar grande, para construir o sonho de Deus que é a Igreja. E paciência para que os resultados que estão faltando: é uma época de profecia, a nossa.
Não vamos ter esbarrado na rotina, superar os medos do mundo, não como uma empresa, avaliar os resultados do sagrado: amigos exultam, nossos nomes estão escritos no céu, Deus já enche os nossos corações e nos confia o reino.
Paul Curtaz
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A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos;
O itinerário de um cristão - disse no domingo passado - é seguir Jesus a Jerusalém, com as mesmas escolhas em sua radical para Deus hoje não é necessário mais um compromisso, para se tornarem missionários "até os confins da terra" (Atos . 1,8), como uma extensão e estilo desses seus primeiros discípulos que "ele designados e os enviou dois a dois à sua frente a toda cidade e lugar."
Além dos Doze, são todos os outros discípulos, que são chamados para a missão, para nos dizer o que é constitutivo do cristão, e não pode ser delegada a outros, esta responsabilidade missionária.
Ouvimos então o que Jesus diz sobre a natureza eo estilo desta missão que estamos preocupados.
1) A missão
Enviando a iniciativa, a delegação vem de Jesus não é a obra em particular por sua própria iniciativa. O grande missionário que foi São Paulo, está escrito assim no livro de Atos: "Enquanto toda a comunidade de Antioquia estava adorando o Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo, separado me Barnabé e Saulo para a obra a que que os tenho chamado "(Atos 13:02). E "o dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita". Nossa oração é para expressar a disponibilidade e sentir que a obra é de Deus, não a nossa capacidade. Jesus prometeu: "Ide ... Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo" (Mt 28:20). A força vem de Deus não deve nos assustar, nem a grande desproporção entre as massas e os poucos trabalhadores, nem as dificuldades da condição de ser cordeiros entre lobos. "A nossa capacidade vem de Deus" (2 Cor 3:5). "Posso todas as coisas naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13).
O estilo da missão deve ser a liberdade e desapego: "Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias", nada deve distrair do objetivo com uma penalidade que diz essencialidade e superior estimativa para a obra a que se dedicou: "salute ninguém na estrada. " Mas, ao mesmo tempo, a missão é dirigida às pessoas, às necessidades práticas, famílias, trazendo paz e consolação, que é o dom do Espírito Santo. "Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'Paz a esta casa. Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes:' perto de você o reino de Deus." Vai ser natural para aqueles que estimam esses dons espirituais retribuir com presentes materiais que dão sustentação e liberdade de ação para o missionário. "Coma o que está diante de você, para o trabalhador é digno do seu salário."
O sentido do anúncio missionário é, no final, no entanto, um julgamento: a aceitação ou não do missionário decidir o seu próprio destino de salvação. "Quem vos ouve a mim ouve, e quem vos rejeita a mim rejeita e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou "(Lucas 10:16). O gesto de sacudir a poeira é como um forte apelo à responsabilidade pessoal: "Esteja avisado, no entanto, que o reino de Deus está próximo" - e Deus exigir uma conta de sua recusa ea oportunidade perdida: "Digo-vos que naquele dia Sodoma será tratados com menos severidade "você!
2) O missionário
Continua o evangelho: "Os setenta e dois voltaram com alegria, dizendo: Senhor, até os demônios se nos submetem em teu nome." Que alegria ver as suas vidas melhoradas por Deus para o bem maior, para ir para a raiz do mal e libertar os corações do poder de Satanás! "Eu vi Satanás cair do céu como um relâmpago." E "a alegria que vem da certeza de que Deus ganha! E 'a alegria de sentir-se poderoso, não para a nossa capacidade, mas o Deus eficácia que a Sua Palavra e Sua obra da graça: "Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada vos fará dano algum. " Era a certeza da vitória final de Cristo para nos dar a força ea alegria dos mártires. Certeza de que ele também é a nossa paz de apóstolos hoje que acreditam no poder do fermento do Evangelho, com o resultado surpreendente de uma pequena semente de mostarda capaz de se tornar o grande plano do Reino de Deus
Mas Jesus vai mais longe: "Mas não se alegrem que os espíritos apresentar para vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus." Não conte as conquistas, nem tampouco a obra diante de Deus, e conta com o coração. Não é o que fazemos para Deus, mas o que somos eo que nos tornamos a Ele é a nossa grandeza e, portanto, o verdadeiro sucesso e felicidade. "Eu não vos chamo servos, mas amigos" (João 15:15). A alegria de St. Paul foi agora totalmente possuir o amor de Deus: "Nada pode me separar do amor de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 8:39). E a primeira leitura de hoje fala dessa alegria muito mais profunda do que sabe e aceita o consolo de um Deus que é macia e tenaz como o coração de uma mãe: "Como alguém a quem consola sua mãe, assim eu vos consolarei: a sua crianças será realizado nos braços, joelhos, vai ser valorizado. " A força do apóstolo está em tudo e se sentir seguro nas mãos de Deus, a perseguição e as falhas não tocam mais.
Claro, isso não deve ser uma bravata de segurança. Tinha acontecido com Pedro, que havia declarado com ingenuidade: Estou pronto para tudo, até a morte para você! E Jesus lhe tinha avisado: Antes que o galo cante ...! E, só então, Jesus tinha acrescentado para todos: "Quando vos mandei sem bolsa ou sacola ou sandálias, faltou-vos alguma coisa - Eles disseram: Nada E acrescentou: Mas agora, se você tem uma bolsa, tome-a. , e também um saco, e quem não tem espada, venda a sua capa e compre uma "(Lucas 22,35-36). Jesus entrou em paixão, e não teria sido uma pedra de tropeço para os seus discípulos, era a prudência ea força necessária no teste. O trabalho do missionário tem seus momentos difíceis, testes e purificação. Resumindo sua experiência dura, Paulo dirá: "eu carrego as marcas de Jesus no meu corpo", ou seja, uma paixão visível que une a paixão salvadora de Jesus
O compromisso com a nova evangelização é a urgência do momento na Igreja. Evangelizar é, certamente, "dar razão da esperança que está em nós" (1 Pedro 3:15), mas antes da palavra, é o testemunho de vida a ser recordar e estimular a fé. A evangelho cristão consistente já está viva, com sua simples presença, acompanhado por caridade. "Veritatem facientes em caridade", chamado de atividade missionária de São Paulo.
Tornamo-nos operadores de verdade na caridade, em que cada pedaço de tempo e espaço em que o Senhor os chamou para florescer! O mundo se renova, renovando a cada pequeno pedaço do quebra-cabeça que se torna mais e mais bonita na medida em que é colorido com as cores do Reino de Deus
Don Romeo Maggioni

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Um comentário:

  1. Obrigada, me ajudou muito para refletir em preparar a celebração da palavra deste domingo, pois estarei em serviço como ministro da palavra.

    Deus o abençoe!

    Márcia

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