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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Comentários Prof.Fernando

Comentários Prof.Fernando (11ºpósPentecostes/18aSemana T.Comum)4agosto 2013


1.     SOLIDARIEDADE PARECE UM PALAVRÃO?
·                 quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela (...) não ficamos mais pobres, mas enriquecemos. (...) sempre se pode “colocar mais água no feijão”! (...) E vocês fazem isto com amor, mostrando que a verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração! E o povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar para o mundo uma grande lição de solidariedade (...) palavra frequentemente esquecida ou silenciada, porque é incômoda. Quase parece um palavrão… solidariedade! Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! (...) Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição (no bairro pobre, 25jul13)
·                 A civilização mundial ultrapassou os limites, ultrapassou os limites porque criou um tal culto do deus dinheiro, que estamos na presença de uma filosofia e uma prática de exclusão dos dois pólos da vida que constituem as promessas dos povos. A exclusão dos idosos, (...) uma espécie de eutanásia, isto é, não se cuida dos idosos; mas há também uma eutanásia cultural, porque não se lhes deixa falar, não se lhes deixa agir. E a exclusão dos jovens: a percentagem que temos de jovens sem trabalho, sem emprego, é muito alta (...) Assim, esta civilização nos levou a excluir os dois vértices que são o nosso futuro. (com jovens argentinos,25julho13)
·                 Estas são algumas frases tiradas dos discursos de Francisco.
2.     “ACUMULAR” NÃO PARECE UM PALAVRÃO
·                 vaidade das vaidades! Tudo é vaidade (Ec 1.2,12-14,2.18-23 (ou Oseias 11:1-11 .
·                 aspirai às coisas celestes , pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus; vos revestistes do homem novo que se renova segundo a imagem do seu Criador - sem a distinção: judeu e grego, circunciso e incircunciso, inculto, selvagem, livre ou escravo. Mas Cristo é tudo em todos. (Cl 3.1-5.9-11)
·                 mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens Mas Deus lhe disse: 'Louco! Ainda esta noite pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?' Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus (Lc 12,13-21)
3.     Estas são frases da bíblia, nas leituras do dia.
CRISTIANISMO NÃO É IDEOLOGIA
·                 Das estruturas sociais construímos modelos sócio-econômicos como são praticados e as ideologias são sua justificação teórica. Confrontar cristianismo e capitalismo ou socialismo é semelhante à piada “não sei se caso ou se compro uma bicicleta”.
·                 A Palavra (aceita como mensagem de Deus par judeus, muçulmanos e cristãos) inclui reflexões milenares, como as de um sábio do séc.III a.C (Qohélet é seu livro, também chamado Eclesiastes) e as propostas de Jesus de Nazaré no séc.I de nossa era. O sábio antigo aponta em geral o lado negativo da vida, ressaltando seus limites e acaba em “tudo é vazio” o “tudo é vaidade” porque, de fato, tudo chega ao fim, no nosso espaço-tempo.
·                 Jesus de Nazaré insere-se na grande tradição que dá prioridade aos valores eternos, fundados na Justiça e na Misericórdia. Ele cria a figura do rico obcecado: o que reduz seu viver ao acumular indefinidamente. Ele denuncia a burrice de priorizar a quantidade de bens e dinheiro, pois há o limite da morte. Sua proposição positiva: as “Bem-aventuranças”. Seu critério para chegar ao “Reino” está na parábola do Juízo Final (cf.Mt 25). A “solidariedade” é o objetivo da vida. Resume a Boa Nova (=Evangelho). Fazer o bem é síntese do Amor. Ele também acontece em momentos e coisas deste mundo e da História. Afinal as coisas são “bens”. Isso só se entende na Esperança, pela Fé na Ressurreição, que é o “homem novo” da leitura 2, como um novo Gênesis, “nova criação”. Na leitura o “novo” implica superar a discriminação (diferenças de raça, sexo, cor, religião, condição econômica, etc.etc.) ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

·        (* ): Prof./consultor (filos. educ. teol. ética) fesomor2@gmail.com

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