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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sábado, 31 de agosto de 2013

Comentários-Prof.Fernando

Comentários-Prof.Fernando*-(15ºpPent./22ºdom.T.Comum)-1º setembro 2013
– todo dia é dia guerra. Como na Síria –
A possível ampliação da guerra da Síria, deveria buscar nos seus antigos sábios uma inspiração para a paz. Os antigos já distinguiam entre a vaidade  e a verdade da vida (isso que depois recebeu o nome de “humildade”). As leituras previstas para este domingo são tiradas do livro “Sirac” (Eclesiástico) 3,19-21.30-31 (outras versões= vesros 17-18e20.28-29); e da carta aos Hebreus 12,18-19.22-24ª; e do Evangelho segundo Lucas 14,1.7-14. Nas igrejas que adotam o LCR são leituras alternativas: Jr2,4-13, Eco10,12-18, Prv25,6-7 e Hb13,1-8(15-16) (algumas incluem também no Lecionário os livros “deuterocanônicos” (nome católico) ou ”apócrifos” (tradição protestante). Os Ortodoxos celebram o início do ano novo litúrgico.
o que disse o Mestre de Nazaré
Num sábado Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. Notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares, então, contou-lhes uma parábola. -- Quando tu fores convidado para uma festa não ocupes o primeiro lugar. Vai sentar-te no último lugar. Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado. E disse também: Quando deres um almoço ou um jantar não convides teus amigos, nem irmãos, nem parentes, nem vizinhos ricos. Pois poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Assim como muitas outras frases da bíblia esta também parece estranha. Que história é essa de sentar-se lá no fundo da sala? É para ser centro das atenções quando pessoa tão modesta for chamado para um lugar melhor na frente de todo mundo? O discurso sobre a modéstia e a humildade, próprias do homem sábio, não é original de Jesus. Há muitos conselhos a esse respeito nos escritos de sabedoria, como no livros dos Provérbios e outros. O contexto mostra uma nova reflexão feita pelo Mestre.
no contexto
Este ó terceiro relato em que Jesus – convidado à mesa em casa de um fariseu – discute com seus anfitriões. Em Lc 7 no episódio da mulher de má fama na cidade que é elogiada – para escândalo dos que se consideram “a gente de bem”. Depois, em Lc 11, a discussão é sobre os costumes que viraram normas. No terceiro episódio em casa de um fariseu (lido hoje) Jesus recomenda colocar-se em último lugar em vez de procurar os lugares mais importantes num banquete. O contexto aqui é do dia de sábado e, pouco antes (não está no trecho lido hoje) Jesus tinha curado um doente. Curar em dia de sábado provocava sempre discussão com os fariseus. Ora, Jesus respeitava o Farisaísmo, movimento religioso iniciado por volta de 135 a.C. que desejava ser fiel à Tradição dentro de um certo rigor da observância religiosa. Mas Jesus recriminava os fariseus quando se achavam “justos” (porque cumpriam todos os ritos da religião mas não cuidavam da justiça para com as pessoas, sobretudo as mais simples). O discurso sobre os “últimos” e os “primeiros” significa então que aquele que se julga “justo” acaba se transformando em injusto ao não ser solidário, principalmente com os que mais precisam (acolhimento, amparo, ajuda). Esse “fariseu” vai acabar... no fim da fila, isto é, os chamados “últimos” serão os primeiros a sentir a reversão da injustiça (no “Reino”). Os que “se achavam” melhores vão conhecer a verdade.
hoje
Justos e injustos no mundo atual A civilização mundial, sob influência principalmente daquela cultura estadounidense (que popularizou a expressão “vencedores Versus perdedores”) valoriza mais o egoísmo do que a solidariedade. Exemplo típico: notícia na CNN relata que uma família canadense, (cf. CNN 19/8/2013) recebeu carta anônima porque nela vive um garoto autista. Diz a carta: “deveriam doar à ciência as partes não retardadas do seu corpo... vão viver num trailer na floresta com o seu filho selvagem, animal... Mudem-se ou apliquem nele a eutanásia”. Felizmente a família recebeu apoio de amigos e vizinhos enquanto a polícia investiga a “ameaça”. O fato é que essa é a expressão direta da mentalidade predominante no mundo atual. Repete-se aquele nazismo que tentou eliminar não só judeus, mas toda pessoa indefesa: opositores políticos da ditadura, deficientes e outras vítimas de preconceitos. Os “justos”, puros, “arianos”, “superiores” queriam eliminar os indesejáveis da sociedade. São os os novos “fariseus”. Julgando-se os “primeiros” – serão os “últimos”.

Às vésperas da (infelizmente) possível repetição das invasões do Afeganistão e do Iraque, a situação da guerra da Síria, nos impele à oração pela paz e a construir em nossa vida a
solidariedade. Para não dividir facilmente o mundo em cristãos e islamitas, mocinhos e bandidos, “perdedores e vencedores”.
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( * ) Prof./consultor (filos. educ. teol. ética) fesomor2@gmail.com

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