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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sábado, 21 de setembro de 2013

Comentários-Prof.Fernando

Comentários-Prof.Fernando*-(18ºpPent./25ºdom.T.Comum) para 22 setembro 2013

– Obama: ricos mais ricos e pobres mais pobres –
·                     A crise financeira também fez aniversário. E dia 16 de setembro ainda não tinha informação mais detalhada sobre o número exato dos mortos no tiroteio da base naval, mas preparou seu discurso sobre as medidas econômicas para superar a recessão e o desemprego. A certa altura reconhece que no ano anterior, 1% dos americanos mais ricos ficaram com 20% da renda, ao passo que o trabalhador médio... etc. etc.
·                     Já nos tempos de Jeroboão II (787-747 a.C.) Israel vivia tempos de recuperação econômica, boas colheitas e prosperidade no comércio. Más é o profeta Amós que denuncia que o enriquecimento do Reino se fazia à custa da exploração da maioria pobre da população. 8 séculos depois, na carta a Timóteo, o apóstolo lembra que é preciso muita oração para que os responsáveis (hoje diríamos: os empresários, os legisladores e os governantes) possam ajudar no projeto de Deus para a família humana. O Mestre de Nazaré tinha deixado claro em sua pregação do novo “Reino” que o “Dinheiro” (recursos e bens de que dispomos) não deve ser adorado como um ídolo mas deveria ser usado sempre para ser usado à maneira dos gestos do Criador: para o dom, a misericórdia e a fraternidade de todos os habitantes da terra. Como, porém, podemos falar de dinheiro e de generosidade? Segundo o Mestre de Nazaré há oposição entre dois “senhores” quando nos encontramos diante de Deus e das riquezas...
– exploração, administração e escolhas –
·                     Os textos do 25ºdomingo do tempo comum indicados hoje seguem o calendário católico – rito romano). O Lecionário Comum (LCR), também usado por muitas Igrejas cristãs traz uma alternativa à leitura do A.Testamento: Jeremias 8,18-9,1. As três leituras são: Amós 8, 4-7. 1Timóteo 2.1-8 e, a frase que – aparentemente – são elogio da desonestidade em pleno evangelho – E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu com esperteza. E conclui Lucas 16, 1-13: Ninguém pode servir a dois senhores - não podeis servir a Deus e ao dinheiro.
·                     Não se diz que o patrão elogiou o seu administrador porque foi desonesto. Mas o elogio é por reconhecer sua esperteza ao garantir seu futuro, após sua demissão. Como toda parábola temos de descobrir seu foco central: o que pretende ensinar. Aqui a mensagem é: fazei amigos a partir das riquezas da injustiça para que – quando faltarem – eles vos recebam na morada eterna (verso 9). A proposta da parábola é imitarmos o personagem (o administrador esperto) na sua esperança de contar com os amigos quando não tiver mais seu emprego junto ao rico proprietário. Jesus ainda reforça a proposta dizendo que os que se ocupam com as coisas materiais são mais espertos que os filhos da luz. Como quem diz: oxalá quem crê tivessem confiança na mesma proporção dos que confiam nos bens deste mundo.
– por que no Dólar está impresso: em Deus confiamos?
·                     Jesus, que não era proprietário e por cerca de trinta anos ganhava a vida em sua aldeia. Nos poucos meses em que foi pregador itinerante sobrevivia com a ajuda de discípulos e amigos. Mas é fato que sempre usava as expressões: “dinheiro injusto” ou “riquezas injustas” ao referir-se aos bens deste mundo. Em sua sociedade, assim como hoje no sistema capitalista moderno, o dinheiro é gerado na injustiça, resultado de exploração econômica e discriminação social. Mas – dirá alguém – isso é não é assunto de religião, mas de economia, de ciências aplicadas, de desenvolvimento tecnológico. É verdade, por um lado. A Fé, porém interessa-se pela saúde e salvação do ser humano, usuário, promotor e consumidor das riquezas. E é justamente porque não podemos prescindir de dinheiro, precisamos conhecer seu poder e nos perguntar: como dele usar?
·                     Ninguém duvida de que a riqueza corrompe, não só governantes, legisladores e empresas multinacionais ou locais. O dinheiro corrompe também igrejas e líderes religiosos. AS provas são de todos conhecidas. Isso, que sempre aconteceu, tem nas circunstâncias atuais, multiplicação de oportunidades para acumular riqueza a partir da “religião”. Há mesmo associações religiosas organizadas como clube de negócios, para ajuda mútua e enriquecimento de seus membros, A maioria, porém, organiza-se para enriquecimento de seus líderes ou sócios “majoritários”.
·                     Só nos resta procurar usar as riquezas com aquela sabedoria que atende aos mais pobres. Eles são os “amigos” (mais queridos por Deus) que poderão nos receber para uma vida eterna, isto é, quando terminar o curto tempo deste mundo.
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( * ) Prof./cons.(filos. educ. teol. ética) - fesomor2@gmail.com

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