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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sábado, 21 de dezembro de 2013

3ª é festa:NOITE DE NATAL e 4ª celebramos o NATAL!-Prof.Fernando

22 – 24 -25 DEZEMBRO de 2013 Comentários-Prof.Fernando*
4ºdomingo preparando o Natal = 22 de dezembro 2013
3ª feira é festa: NOITE DE NATAL
e na 4ª feira celebramos o NATAL !

[1] No centro da história
·                 As leituras são de diferentes contextos históricos e literários, mas todas referidas àquele que veio para o centro da humanidade, inserido – como qualquer habitante do planeta terra – numa determinada genealogia. É o que se lembra na leitura deste domingo da Carta aos Romanos. É o que dizem também dois evangelistas (Mateus, cap.1 e Lucas, no cap. 3) ao apresentar listas dos antepassados da família de Jesus. Sua entrada no mundo – como acontece com todos os habitantes do planeta – deu-se no seu nascimento. E é isto que celebramos no Natal. Nas leituras previstas para o Natal
estão indicadas entre parênteses algumas das alternativas propostas no Lecionário Comum Revisado. Nas igrejas de rito católico, leituras semelhantes destinam-se às QUATRO celebrações que incluem: Vigília (ainda antes da antiga “Missa do galo” que se costumava celebrar à meia-noite) e Aurora (do dia 25). Para o 4º domingo do Advento (que neste ano cai em 22 de dezembro) as leituras são de: Isaías (7,10-14), da Carta aos Romanos (1,1-7) e do evangelho de Mateus (1,18-24). Para 24 de dezembro (na Vigília): Is 62,1-5; At 13,14-25; Mt 1,1-25. Para o dia 25 (Aurora): Is 62,1-12 (6-17); Tt 3,4-7; Lc 2,15-20 (1-14ou15-20;1-7ou8-20). Para a NOITE de Natal: ISAÍAS 9,1-6 (11,1-9); TITO 2,11-14 (Rm 1,1-7 ou Gl 4,4-7); LUCAS 2,1-14. E no DIA do Natal: ISAÍAS 52,7-10;    HEBREUS 1,1-6 (5-12);        JOÃO 1,1-18 (1-14)

[2] A mensagem e as mensagens do Natal
·                  São muitos os textos oferecidos à nossa meditação. Todos eles apontam para o mesmo Mistério, ao qual a teologia deu o nome de Encarnação. Mistério de fé que nunca exclui o espanto e a sempre repetida pergunta: que escolha foi essa feita por Deus? Por que o criador quis “experimentar”, se assim pudéssemos dizer, ser criatura? Notemos que “Mistério”, no contexto de nossa Fé, tem menos a ver com o aspecto oculto, inenarrável e escondido (velado) do “mundo divino” do que com o que dele se “re-vela”, se “des-cobre” ao ser humano. Toda a bíblia é a Palavra que se comunica para iluminar e indicar o caminho. Mas, como lembram explicitamente os autores da carta aos Hebreus e do evangelho de João: Deus sempre falou muitas vezes e de muitos modos, pelos patriarcas e profetas, por exemplo. Mas escolheu um tempo em que revelou seu rosto invisível no rosto visível de seu Filho. O Verbo, a Palavra, fez-se Carne e veio morar entre nós, como nós. Cada minuto vivido por Jesus de Nazaré – do nascimento à morte (ultrapassando-a pelo que chamamos de Ressurreição), cada instante no tempo e a história do “Filho do Homem” está carregado, densamente, como uma energia concentrada, dessa eternidade de paz e alegria em Deus.
·                  Em nossa cultura, em nossas cidades e em todos os países (ao menos do chamado mundo ocidental, que deve uma grande parte de sua formação ao cristianismo) as festas religiosas transformaram-se aos poucos em meros feriados. Se, nas comunidades de fé, o Advento prepara o Natal (no calendário litúrgico é o início de um novo ciclo anual de celebração e oração), na cidade em geral, o natal indica o começo do fim. Com propriedade denomina-se o período das “festas de fim de ano”. O mundo não enxerga mais do que o “fim” de um ciclo anual.
·                  De algum modo, no entanto, apesar da pressa e correria que caracterizam o lado cultural do mês de dezembro, até a procura de presentes, as “instituições” do “amigo oculto ou secreto”, das reuniões de confraternização com colegas de trabalho, da ceia em família, acabam por fazer algum eco, ainda que fraco, do canto dos anjos ou das narrativas ao mesmo tempo singelas e densas de humanidade e teologia tais como as que encontramos nos evangelhos de Mateus e Lucas. A própria ceia de natal – muitas vezes, uma espécie de ensaio geral do Reveillon – chega também à mesa dos pobres na cesta básica distribuída pela empresa, saída da “caixinha” de natal ou fruto de campanhas natalinas junto a creches, hospitais ou aos asilos de idosos sem família. É sempre, mesmo contaminada pela pressa das cidades ou pela injustiça social, uma celebração universal da utopia, da procura de um mundo mais fraterno, desejoso de paz e sem violência. De alguma forma “A mensagem” própria do Natal do filho de Maria encontra-se nas dobras desse tecido amassado por tantas outras mensagens misturadas com outros ingredientes de egoísmo e maldades. A Esperança sobrevive, assim como sempre germina a vida, seja no ambiente limpo das casas (que o possuem), seja sob o lodo dos pântanos e sob um tapete de folhas mortas nas matas.

[3] Paz e alegria: “Emanuel”=Deus mora conosco. Não tenhas medo
·                  Há muitos textos que nos ajudam neste tempo do Advento-Natal-Epifania. Deixemos que o Espírito que habita nas camadas mais profundas de cada criatura, conduza nossa oração. Não é preciso tentar “interpretar” todos os profetas, apóstolos e escritores bíblicos. É melhor nos deter sobre uma frase ou uma palavra que seja, que nos toca o coração. Aí tocamos o “Mistério” e a Palavra que se fez nossa Carne revela-nos todo o carinho discreto mas verdadeiro do Pai até completarmos, em sua Casa, o tempo e a história. Este mundo é também lugar dos “sacramentos” (são como um “sinal” para compreender e confiar), onde tudo pode ser “símbolo” (eficiente). Todos esses sinais ou símbolos ou mistérios convergem para a centralidade desse Jesus, nascido há cerca de 2 mil anos, Aquele que compreendia os pobres e aflitos mas assustava os Herodes enlouquecidos pelo Poder. É inevitável que também experimentemos por vezes alguma “fuga para o Egito” como a conduzida por José para que o Menino e sua mãe não morressem antes da hora. Mas, confiando como fez Maria diante da conversa com Gabriel, José primeiro aprendeu a aceitar sua vida (simples numa simples família num país e numa aldeia perdida da Palestina). Se alguma pressa contamina ainda o nosso Natal que seja aquela com que Maria, já grávida, acorreu à casa de sua prima Isabel. Era a pressa que não provinha de vaidade, dinheiro ou poderes. Mas do desejo de servir. Para quem confia (crê) a Paz e Alegria afastam todo o medo e temor. Essa foi a experiência de Maria, José. dos pastores e de tantos outros. Em Vigília, como os pastores, ao “acordar” como José, escutando o coração como Maria, que sejam esses os dons e presentes de Natal que nos trouxe o Menino do presépio.
·                  (cf. Mateus 1, 18-24) o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa,
·                  porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo de seus pecados”
·                  [cf. Isaías 7.10-14: é o próprio Senhor quem vos dará um sinal]. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho.
·                  Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.
·                  Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor havia mandado
·                   e aceitou sua esposa.

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( * ) Prof./consultor (filos. educ. teol. ética) - fesomor2@gmail.com

Um comentário:

  1. Um Feliz e anto Natal a todos !!!!!!!!!!!!!!!111

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