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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Comentários-Prof.Fernando

Comentários-Prof.Fernando* EPIFANIA: Deus “aparece” para nós – 5/01/2014

[1] ainda meditando sobre o Emanuel (Deus entre nós, Deus conosco)
·                  As celebrações situadas no Calendário logo no início do novo ano na liturgia cristã (começou no Advento, 1 de dezembro) conduzem à contemplação do grande Mistério da Encarnação ou o Natal. Este ciclo continua, no calendário católico, com o domingo da “Sagrada Família” (em sua “Fuga para o Egito” com José protegendo o Menino e sua Mãe da ameaça do rei Herodes). Na oitava do Natal (1º de janeiro) lembramos de quem recebeu a graça de ser a “Mãe de Deus”. Lucas escreve que ela guardava todos este fatos para meditar sobre eles em seu coração (Lucas 2,19).
·                  A respeito do título (em grego: Theotókos) de “mãe de Deus” sabemos que foi solenemente proclamado no concílio de Éfeso (431 d.C.), mas o povo cristão já o conhecia nos primórdios do cristianismo. Desde as controvérsias entre Pedro e Paulo, relatadas nos Atos, as comunidades resolviam posições conflitantes por meio de “concílios” que reuniam as diversas igrejas locais. O concílio de Éfeso – no contexto de complexo debate teológico sobre a Encarnação do Verbo – confrontou as “escolas” teológicas (tendências divergentes entre as Igrejas em Constantinopla e Alexandria) para definir o uso mais correto dos termos que pudessem “traduzir” na linguagem humana tão grande Mistério. Prevaleceu a posição do patriarca de Alexandria, Cirilo, sobre a outra, liderada pelo patriarca de Constantinopla, Nestório, cujas teorias foram condenadas (anatematizadas). O objetivo das definições aprovadas neste concilio era principalmente manter o entendimento já existente a respeito da Pessoa de Cristo na qual se uniam duas naturezas, a divina e a humana. Um texto de Cirilo foi aprovado logo na primeira sessão: (...) tendo unido consigo o Verbo, como ‘hipóstase’ ou pessoa (...) fez-se homem de modo inefável e incompreensível (...) e que as duas naturezas que se juntam em verdadeira unidade são distintas (...) porque a divindade e a humanidade constituem para nós um só Senhor e Cristo e Filho pelo concurso inefável e misterioso na unidade. Dessa forma os mais de duzentos participantes do concílio não viram nenhum inconveniente em chamar Maria de “Mãe de Deus”, reiterando a expressão que, segundo consta, foi objeto de aclamação popular dos cristãos quando conduziam, à luz de tochas, os representantes das igrejas, do oriente e do ocidente, para o local do concílio.

[2] A “sagrada Família” de Jesus: Maria mãe de Deus e José; o mártires Inocentes mortos a mando de Herodes; a circuncisão e o Nome dado ao recém-nascido.
·                  Depois da festividade da Theotókos, o dia 6 de janeiro (transferido para o primeiro domingo depois do Ano Novo) corresponde ao tradicional “Dia de Reis” (Epifania). No domingo seguinte celebra-se o “Batismo de Jesus” que se submete ao ritual do Batista, ocasião de outra Teofania (=manifestação de Deus) quando é ouvida a voz do Pai: eis o meu Filho querido enquanto o Espírito Santo completa a manifestação da Trindade (sob o aspecto de uma pomba). É o começo do curto ministério de Jesus até ser traído e assassinado antes de ressurgir glorioso.
·                  Desde os primórdios, os cristãos celebravam a Epifania (Deus que se revelou ao mundo) numa festa que incluía a meditação da Encarnação (Natal), a adoração dos outros povos (Reis) e toda a Epifania (revelação da divindade) na cena do  batismo e no “primeiro milagre” numa festa de  casamento em Caná da Galileia (água que se torna vinho).
·                  Só depois do ano 354 – quando um papa escolheu o 25 de dezembro como a data de nascimento do filho de Maria – foi separado o Natal da celebração das outras teofanias ou revelações divinas. Embora a maioria dos cristãos celebre o Natal em 25 de dezembro, há comunidades cristãs que conservam antigas tradições de suas igrejas particulares de modo que há outras três datas para o Natal: 6, 7 e até 19 de janeiro, como acontece em algumas igrejas ortodoxas e católicas orientais. A maioria dos cristãos ortodoxos adotaram também o 25 de dezembro para o Natal, e a liturgia da Theotókos no dia 26 de dezembro. Essas comunidades ortodoxas reservam o 1º domingo após o Natal para lembrar José, o esposo de Maria (no calendário católico é lembrado como festa da Sagrada Família. Enquanto os ortodoxos lembram no dia 29 o “massacre dos Inocentes”, esses mártires são lembrados no dia 28 (tanto no católico como no calendário protestante). Os ortodoxos no dia 1 de janeiro celebram a “Circuncisão do Menino Jesus” (lembrada na leitura do evangelho de Lucas 2,16-21 na solenidade Maria Mãe de Deus e, no calendário protestante é o dia do “Nome de Jesus”, que, para os católicos é previsto para o dia 3).

[3] Epifania e Batismo de Jesus
·                  A Epifania aprofunda a mensagem do Natal: Jesus Cristo é o rosto visível de Deus que deseja manifestar-se a todos os povos. Jesus revela-se Salvador universal. Os “reis magos” vieram do Oriente, isto é, de nações distantes e de culturas muito diferentes. Mas também eles foram chamados à adoração do Menino-Deus. Tinham observado e considerados os “sinais” da presença de Deus no mundo (a estrela). O Novo Testamento usa os termos “pagãos” ou “gentios” para designar os “não crentes”, isto é, os que não faziam parte e não conheciam as promessas feitas a Israel.
·                  Das leituras do dia: Isaías 60,1-6= Os povos caminham à tua luz; da carta aos Efésios 3,2-6 (LCR vv.1-12)= Este mistério Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa. Do evangelho de Mateus 2,1-12= Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.
·                  O ciclo do Natal vai terminar no domingo após a Epifania que destaca a  revelação ou teofania do “Batismo de Jesus” quando é ouvida a voz do Pai e o Espírito Santo aparece sob a figura simbólica de uma pomba. O calendário litúrgico passa, então, ao ciclo do chamado “Tempo comum”, que será interrompido para a Quaresma e Páscoa até Pentecostes.
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( * ) Prof./consultor (filos. educ. teol. ética) - fesomor2@gmail.com

Um comentário:

  1. Olá, por favor... Alguém pode me informar se tem videos desse professor ou até mesmo cursos. Gostei muito das reflexoes dele. Se puderem me responder no e-mail.. wederson.maximus@hotmail.com Agradeco muito...

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