.

I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

8º DOMINGO TEMPO COMUM

8º DOMINGO TEMPO COMUM

2 de Março de 2014 

Evangelho - Mt 6,24-34

Comentários-Prof.Fernando


TER FÉ, É CONFIAR NA PROVIDÊNCIA DIVINA
TER FÉ, É CONFIAR EM DEUS

VOCÊ AMA A DEUS, OU O DINHEIRO?-José Salviano


============================

         Precisamos do dinheiro, sim, mais Deus é mais! O dinheiro só vale enquanto estamos por aqui. Deus nos vale agora, na hora da nossa morte, e principalmente para a eternidade da nossa alma. Essa é a diferença entre o Senhor Jesus e o senhor dinheiro. Leia mais...


============================
BUSQUEMOS EM PRIMEIRO LUGAR O REINO DE DEUS E TUDO MAIS NOS SERÁ ACRESCENTADO. - Olívia Coutinho

8º  DOMINGO DO TEMPO COMUM

Dia 02 de Março de 2014

Evangelho de Mt 6,24-34

Muitos de nós, passa pela vida sem vivê-la, ocupando  com preocupações que não nos levam a nada.
Se tomássemos os ensinamentos de Jesus como  manual de instrução para conduzirmos a nossa vida, com certeza, não perderíamos tempo com tantas preocupações, continuáramos cumprindo  as nossas mesmas obrigações diárias, mas com uma diferença, realizaríamos tudo com tranqüilidade,  sem ansiedade, pois depositaríamos  a nossa segurança unicamente em Deus!
Quando deixamo-nos orientar por Deus, depositando a nossa confiança na providencia Divina, caminhamos  tranquilos, seguros das nossas escolhas, pois o caminho que trilhamos, é  um caminho traçado por Deus e não por nós!
Confiar na providencia Divina, não significa cruzar os braços e esperar que as coisas nos caiam do céu, pelo contrário, confiar na providencia Divina, é ir à  luta na certeza de  nunca estar  só,  porque  temos um Pai que cuida de nós, que não deixará nos faltar nada, nem hoje, nem amanhã!
Ao nos criar, Deus  não se contentou em somente nos dar a vida, como quis também nos cercar de cuidados, tanto para o nosso corpo, quanto para o nosso espírito. Para nos garantir uma boa qualidade de vida,  Deus  nos ofereceu as riquezas da natureza e para nos conduzir até Ele, nos deu Jesus!  Portanto, temos tudo  para sermos felizes, não precisamos nos desgastar com  preocupações desnecessárias.
A cada amanhecer de um novo dia, nos é  oferecida uma nova oportunidade  para revermos a nossa vida, rever os valores sobre os quais estamos construindo o nosso futuro, um  futuro que vai além desta vida.
 O evangelho de hoje, de um jeito admirável, nos faz meditar sobre o quanto estamos apegados as coisas terrenas!   O olhar prazeroso para as coisas do mundo, ofusca os nossos olhos diante  as maravilhas  que nos vem de Deus!
Jesus é bem claro: “Não podemos servir a Deus e ao Dinheiro”. Esta afirmação de Jesus,  provoca-nos, a  uma tomada de posição, a quem queremos servir,  a Deus, ou ao dinheiro? Esta escolha é desafiadora para  muitos de nós, que deseja servir a Deus, mas não consegue desvencilhar da escravidão do dinheiro.  
Não sejamos ingênuos de achar  que Jesus condena o dinheiro, Jesus não condena o dinheiro, afinal,  quando é fruto do nosso trabalho, o dinheiro  é abençoado. O que  Jesus reprova, é o mau uso do dinheiro e o lugar que o colocamos na nossa vida.  O dinheiro é para nos servir, e não para nos escravizar.  
O mau uso do dinheiro nos distancia de Deus, nos induz ao consumismo, que é o motor que alimenta este sistema que aí está, um sistema gerador de excluídos,  que descarta os  que não produzem mais,  os que não dão lucro.
Busquemos em primeiro lugar o Reino de Deus, e tudo mais nos será acrescentado!
É priorizando  os bens eternos, que estaremos  imunizados contra todo e qualquer tipo de sedução arquitetada  pelo mundo.
É fazendo um caminho de volta às nossas raízes,  que vamos redescobrir  a nossa   essência,  a nossa verdadeira origem :  viemos do Pai e para o Pai retornaremos. Esta certeza, deve nos conscientizar de  que não precisamos de tantas coisas enquanto estamos  aqui na terra, afinal, deste mundo, nada levaremos a não ser o bem que realizamos, é com estes bens, que construiremos  a  nossa morada no céu!  
O mundo tenta nos enganar, nos distanciar das coisas do alto, lançando sobre nós uma avalanche de ofertas sedutoras e este mesmo mundo que nos suga, nos despreza quando não temos mais o que oferecer, quando deixamos de produzir. Enquanto que Deus, sem levar em conta as nossas ingratidões, nunca nos abandona é  Ele que nos carrega no colo, quando o nosso  caminhar torna  impossível!
Preocupações, medo, angustia, estão fora de questão, quando se confia Naquele que vem do alto!

Queridos  leitores! 
Mais uma vez, agradeço a todos,  pela a atenção, pelo carinho, pelas palavras de incentivo e principalmente pelas orações. A força de suas orações,  nos mantém  firmes nesta nossa caminhada missionária!
Que Deus continue abençoando vocês e suas famílias!

FIQUEM NA PAZ DE JESUS! 

Abraços: Olívia Coutinho

============================
Evangelhos Dominicais Comentados

02/março/2014 – 8º Domingo do tempo comum

Mt 6, 24-34


Na época atual, muitos pais e mães de famílias trabalham das seis horas da manhã até ao meio dia, num determinado local e depois, após tomar mais um ônibus lotado, chegam ofegantes ao seu segundo emprego para mais uma jornada de trabalho.

Estes estão a serviço de dois patrões, mas não são necessariamente esses “senhores” que Jesus se refere no Evangelho de hoje. Mesmo com dois empregos, esse funcionário pode ser eficaz e atender plenamente aos anseios das duas empresas... Isso, com uma condição: se, as atividades forem diferentes entre si.

No entanto, se as duas empresas vendem produtos para uma mesma finalidade, porém, de marcas, qualidade e preços diferenciados, como esse vendedor poderá ser fiel a um, sem desmerecer o outro? Se seu cliente procura um produto barato, ele tentará vender-lhe o produto inferior, mesmo sabendo de suas deficiências.

Ele tentará apontar as vantagens e irá enaltecer as “qualidades” do produto, mesmo sabendo tratar-se de algo inferior. Se o comprador procura um bom produto, ele apresentará a outra mercadoria e, para ressaltar as qualidades desta, ele colocará a outra mercadoria sob o capacho, como se diz.

Sua única preocupação é vender, mesmo que tenha que falar mal do outro produto, que ele também distribui. A ética profissional é simplesmente deixada de lado, em função de interesses pessoais e financeiros.

Certamente o evangelista Mateus não pretendia dar-nos uma aula de marketing com estas Palavras de Jesus, mas acredito que em questão de ética ele atingiu plenamente o objetivo. Este Evangelho nos leva a uma profunda reflexão do nosso dia a dia.

Bem sabemos da importância do dinheiro em nossas vidas. Precisamos dele para alimentar a família, pagar o aluguel ou a prestação da casa própria. Infelizmente, nem mesmo nossa paróquia é capaz de sobreviver sem o dinheiro, por isso foi instituído o dízimo e taxas de serviço, para quem não é dizimista.

No entanto, o bem material não pode se sobrepor ao serviço e aos Sacramentos. Essa é a principal razão pela qual a nossa Igreja está sempre aberta para ministrar os Sacramentos ou prestar serviços, de forma gratuita, para quem não dispõe de recursos financeiros.

Apesar de ser necessário, não podemos fazer do dinheiro um ídolo. O amor excessivo a ele leva à mentira, a enganar o irmão, a matar moral e fisicamente o próximo; leva a perder a própria dignidade.

O apego ao dinheiro nos afasta de Deus. É impossível imaginar Deus e o dinheiro andando juntos. Os ensinamentos de ambos são contrários. Deus manda ajudar o irmão, alimentar o faminto, vestir o maltrapilho e oferecer abrigo ao abandonado.

Já o dinheiro prega o oposto. Manda desviar verbas da saúde e da merenda escolar, congelar o salário mínimo e do aposentado enquanto aumenta seus próprios vencimentos. Manda remarcar preços, falsificar remédios, invadir as terras indígenas, destruir a natureza e acabar com as florestas e rios.

Importante notar que neste Evangelho, por diversas vezes, Jesus insiste para que não nos angustiemos, nem nos preocupemos. Deus nunca nos dá um problema sem a “cola” com a solução. Portanto, fique despreocupado, pois não estamos sós.

No entanto, é bom lembrar que despreocupar-se não significa negligenciar e deixar para lá as responsabilidades diárias, mas sim, canalizar nossas preocupações para as coisas certas, as coisas do alto, aquelas que a ferrugem não corrói e as traças não destroem.  Esta é a Boa Notícia de hoje!
(2116)

============================

ILUMINADOS PELA PALAVRA
A questão da confiança sempre foi uma preocupação e um problema para o homem e a mulher de todos os tempos. A Bíblia, tanto no Antigo como no Novo Testamento, demonstra que a humanidade sempre se “pré-ocupou” com aquilo que precisa para viver. Em nossos dias, devido a mentalidade do capitalismo selvagem, que destrói quem não se previne contra possíveis surpresas financeiras, a preocupação é ainda mais aguda. Eis porque, a celebração do Mistério Pascal deste domingo é de grande atualidade, convidando-nos a refletir sobre nossas preocupações. Convidando-nos também a refletir sobre como o mundo nos vê, se somos ou não administradores dos valores do Evangelho e de sua proposta de vida (2ª leitura).
O primeiro elemento, que salta aos olhos, é a consideração sobre a impossibilidade de servir com igual dedicação a dois senhores (Evangelho). Sabemos por experiência que, num determinado momento da história pessoal, a atenção penderá mais para um lado que para o outro. É um tema que se repete muito na Bíblia, iluminando-se na simbologia dos dois caminhos. Com isso, Jesus deixa claro que a opção pelo Reino de Deus, a opção pelo projeto de Deus, não admite divisões; há uma impossibilidade evidente de se pretender amar a Deus e ao dinheiro (Evangelho).
Em nossos dias, quando a vida é regida pela batuta da economia, e ganhar dinheiro tornou-se a principal missão na vida de milhões de pessoas, podemos nos perguntar se é possível lidar com a proposta de Jesus, por ser uma proposta de vida que vai, literalmente, contra a corrente. A base do seu ensinamento está na confiança que Jesus depositava no Pai. É sua experiência de confiança no Pai que o leva a insistir na necessidade de confiar em Deus: “não vos preocupeis com o dia de amanhã” (Evangelho). Um conselho que soa estranho em nosso mundo capitalista.
A proposta de Jesus, no entanto, tem uma condição para acontecer: a liberdade interior. É preciso estar livre para não prestar culto ao dinheiro e, deste modo, depositar toda a confiança da vida em Deus (Evangelho). A Palavra, no contexto celebrativo, proclama que é preciso confiar em Deus com a mesma confiança que uma criança deposita na mãe, mesmo porque Deus é mais confiável que uma mãe, que poderia esquecer seu filho (1ª leitura). As preocupações com o futuro, para Jesus, não devem tirar a paz de seus discípulos; são coisas de pagãos, não de discípulos, de quem coloca toda confiança da vida em Deus (Evangelho).
O motivo para se confiar a Deus está na fidelidade divina. Mesmo que uma mãe esquecesse seu filho, por causa de sua fidelidade, Deus não nos esquecerá jamais (1ª leitura). É a fidelidade do amor divino, que se assemelha a uma rocha, que nos leva a confiar nele plenamente (salmo responsorial). Assim como a rocha permanece inalterada pelo tempo, assim é inalterada a fidelidade divina a quem nele deposita sua confiança. A comparação Bíblica fundamenta-se na dedicação maternal de Deus. Assim como uma mãe, que todos os dias veste e alimenta seus filhos pequenos, assim, todos os dias, Deus veste os lírios do campo e alimenta as aves do céu; e nós, homens e mulheres, valemos mais que aves e plantas (Evangelho). Se Deus é assim, então podemos confiar, porque nele nossa vida estará sempre em segurança. É também pela confiança que testemunhamos nossa pertença a Jesus como administradores dos mistérios de Deus (2ª leitura).
ILUMINADOS PELA VIDA
Há os que esperam tudo de Deus, chuva ou bom tempo, bom resultado nos exames ou sucesso nos negócios. Rezam para obter dele alguma coisa, e o esperam tranquilamente. É um conceito errado de confiança, próprio dos pagãos, como diz Jesus, que não servem a Deus, mas dele se servem em proveito próprio. Há também os que nada esperam de Deus. Crêem que a confiança em Deus é impedimento ao progresso do homem, que promove a indolência e impede a criatividade.
Apresentamos aqui um texto que se pode definir de “anti-evangelho”, que leva a penetrar mais profundamente na riqueza de perspectivas da página evangélica: “Crer! Para que crer? Vocês, cristãos, esperais de Deus coisas que nós já conhecemos e nos permitem viver sem ele. Outrora, quando tudo ia mal, a culpa era de Deus. Mas, mesmo blasfemando, vocês reconheciam sua divindade... Hoje, Deus não pode mais enganar-nos, não se espera mais nada dele... Deus não é mais que uma idéia inútil... Durante 2.000 anos os homens rezaram, e no entanto tiveram que ganhar um pão insuficiente, com o suor de seu rosto. Rezaram, e encontraram muitas vezes a carestia e até a miséria. Agora, nós, com nossas tecnologias, desviamos o curso dos rios, irrigamos imensas terras incultas e amanhã, colheremos o trigo que surgirá com tanta abundância que os homens não terão mais fome. Quando o Deus de vocês fez isso por nós?”
A ideia de confiar e esperar em Deus, que transparece deste texto, não pode ser uma muralha que esconda o homem. Confiança plena, mas não passiva. O cristão, apoiado nas palavras de Jesus, evita a concepção ingênua e mágica dos que confiam em Deus passivamente e no quietismo, como também, a pretensão orgulhosa dos ateus, que riscam o nome de Deus de seu horizonte. A confiança do cristão em Deus é total e sem reservas, mas não passiva e alienante. Pelo contrário, é precisamente desta confiança que nasce sua atividade, porque sabe que seu trabalho é continuação da obra criadora de Deus. É colaborador de Deus e, como ele, “construtor da eternidade, que já começa neste mundo”.
É por isso que o homem trabalha como se tudo dependesse do seu trabalho e, ao mesmo tempo, confia-se a Deus, como se tudo dependesse de sua intervenção. Repetindo o pensamento de João Paulo II, às vésperas do novo milênio:  “o cosmos, que é animado por Deus em seu dinamismo interno e voltado para aperfeiçoamento crescente, cujo fim só Deus conhece, foi dado por ele ao homem para que o domine e extraia dele tudo o que seu gênio e sua criatividade o inspiram. É deste modo que o homem descobre-se colaborador de Deus, artífice do próprio destino sobre a terra, porque tudo foi posto à sua disposição”. (RdC. 121).
REFLEXÃO CELEBRATIVA
1 – Vivemos na cultura do medo
É muito poético imaginar Jesus caminhando com seus discípulos e chamando atenção para que observem a beleza dos lírios do campo e a liberdade das aves do céu. São Mateus dá a entender que o assunto da conversa tratava do risco de confiar unicamente no dinheiro. A economia é necessária, precisamos do dinheiro para sobreviver... e mesmo assim Jesus insiste que o cristão não coloca a segurança de sua vida no dinheiro e nem assume a mentalidade pagã, que se preocupa com o que vestir e com o que comer. A lógica pagã é uma evidência em nossos dias. Vestir-se e comer deixou de ser uma necessidade e se tornou um comércio, um modo de incluir e excluir pessoas, um jeito de classificar a sociedade entre quem pode comprar roupas caras e comer em restaurantes de luxo, e aqueles que se vestem com roupas simples e comem o cotidiano arroz com feijão. Mas, o fato crítico é que o paganismo de nossos tempos produz uma cultura do medo. Somos um povo medroso, porque temos medo de que a fonte de renda desapareça, que o dinheiro não possa comprar o que precisamos; temos medo de que o dinheiro nos falte e isso gera em nós a desconfiança e a insegurança.
2 – Ansiedade nos envolve
Se isso é verdade, aparecem dois aspectos preocupantes em nossas vidas: a ostentação do bem-estar é algo superficial, sustentada em bases frágeis, porque o dinheiro pode acabar de uma hora para outra e, o segundo aspecto, é que somos um sociedade ansiosa. Considerando que dentro de todo ansioso mora um medroso, isso confirma que somos uma sociedade medrosa. Mesmo que a economia vá bem, como todo mundo fala, nós ficamos com um pé atrás, em atitude de medo e de insegurança. A crise mundial, que já vai para quase três anos de continuidade, que levou a falência empresas consolidadas e até mesmo países, como Estados Unidos, Grécia, Irlanda demonstra a fragilidade de confiar a vida na economia. Ficamos com um pé atrás porque vemos que não podemos confiar em nossos políticos. Os deputados passaram quatro meses discutindo o aumento do salário mínimo em 5%. Mas, em dezembro passado, aumentaram seus salários de R$ 16.000,00 para R$ 26.000,00. Quando é para o povo, falta dinheiro, quando é para eles, o dinheiro precisa aparecer e quem paga é o povo. Isso é revoltante e é fonte de ansiedade e de grande desconfiança. É a mentalidade pagã em toda sua evidência.
3 – Confiar em Deus é um ato de fé
O ensinamento de Jesus vem ao encontro desse medo e dessa incerteza quanto ao dia de amanhã. Algum tempo atrás, ouvi de uma pessoa a seguinte frase: “eu não queria ganhar muito na loteria; bastaria R$ 800.000,00 ou 1 milhão... o suficiente para dar uma acalmada nesse medo de não ter dinheiro”. O desejo desse homem é o sonho de milhões de pessoas, que vivem desconfiados e, como vivem desconfiados, vivem intranqüilos, com medo que o dinheiro venha a faltar no futuro. É a evidência de quem coloca sua confiança unicamente no dinheiro e a ele serve como a um ídolo. O ensinamento de Jesus vem ao encontro de nossas incertezas, propondo a confiança em Deus. Vamos continuar usando dinheiro, tendo nossas economias e poupanças, mas tranqüilizando nossa vida através da confiança em Deus. Confiar é um ato de fé: eu acredito que Deus cuida de mim, eu acredito que Deus é minha rocha, minha força, a segurança de minha vida, como cantava o salmista.
4 – Tudo será dado em acréscimo
Jesus garante que colocar a confiança em Deus traz rendimentos. De fato, ele diz: “buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão dadas por acréscimo.” O grande rendimento da vida é viver tranqüilamente, é viver em paz é ter um coração sereno, que seja capaz de viver a vida em toda sua alegria. Gente assim tem tempo para olhar os lírios do campo e para contemplar as aves do céu. Gente assim consegue ver na beleza singela dos lírios e no cantar dos pássaros a mão cuidadosa e maternal de Deus, como dizia a 1ª leitura. Confiar em Deus é uma atitude interior, é a capacidade de não se deixar levar pelo medo, porque quem se deixa levar pelo medo torna-se fraco, nervoso, incapaz de tomar decisões coerentes e sábias na vida. Confiar em Deus é uma força que existe dentro da gente, que tira de nós a ansiedade de que amanhã alguma coisa não vai dar certo, de que amanhã faltará dinheiro. O ansioso também é um fraco porque sofre por antecipação, porque perdeu a força interior da confiança em Deus e nele mesmo. O ansioso torna-se escravo do medo e o medroso não sente o prazer de viver. Todo esse clima interior é levado para dentro de nossas casas; a família inteira fica nervosa e ninguém mais entende. A proposta de Jesus é outra: contemplem a beleza dos lírios e a liberdade das aves e vivam, gozem a vida com o sabor que Deus colocou na existência, porque o sabor do dinheiro, como temos experiência, é apenas aparente; no fundo tem gosto amargo, cansativo e desgastante.
www.santuarioeucaristico.com.br
============================
"Olhai os lírios do campo"
Há páginas do Evangelho, pelas quais parece perpassar um como sopro perfumado de primavera. Quero referir-me em particular a essa perícope de são Mateus que estamos lendo neste oitavo domingo do tempo comum. Pertence ao Sermão da Montanha. E é lá onde Jesus, ao falar da paternidade de Deus, que com sua Providência protege os nossos passos, convida seus ouvintes a olhar para as aves do céu e para os lírios do campo.
As aves do céu não semeiam, nem colhem, nem guardam colheita em celeiros. E, no entanto, o Pai do Céu não Ihes deixa faltar o alimento. E, com graciosa amabilidade, Jesus comenta: "Será que vós não valeis mais do que esses passarinhos?" (Mt. 6,26). E os lírios do campo! Não trabalham, não fiam. E, no entanto, nem o rei Salomão, no esplendor de sua corte, usou vestes mais esplendorosas do que essas humildes fiorinhas. Jesus tem diante dos olhos certamente flores de cores muito vivas. Houve quem pensasse em anêmonas. Não eram "lírios" no sentido botânico do termo. Era antes um termo popular com que se indicavam flores comuns da região.
E seria também, interessante notar o que acontece freqüentemente aos peregrinos da Terra Santa, quando lêem essa passagem dentro da paisagem da Galiléia. E comum verem voando ali sobre suas cabeças alegres bandos de passarinhos. E esses visitantes então pensam comovidos: essas avezinhas são longínquos descendentes das que os olhos de Jesus contemplaram. São aves dali mesmo. Não são aves migratórias. E assim elas ajudam a sentir como Jesus está sempre presente. É a perenidade do Evangelho, até nesses aspectos materiais.
Jesus nos ensina a confiarem Deus e não nos preocuparmos ansiosamente com o dia de amanhã. Com isso, porém, Ele não nos quer dispensar de trabalhar. O Evangelho tem que ser tomado em todo o seu conjunto harmonioso. Em muitas parábolas aparece o trabalho humano como algo de muito digno. E, de maneira muito explícita, São Paulo, cujos escritos são o mais sonoro eco do Evangelho, lembra a obrigação do trabalho.
Na segunda carta aos tessalonicenses, chega a dizer expressamente que quem não quer trabalhar não tem o direito de comer. E, com saborosa ironia, diz que veio a saber que na comunidade havia alguns "muito atarefados em nada fazer". E os exorta a trabalhar com tranqüilidade para ganhar o próprio pão (cf. 2Ts. 3,10-12). Entregando-se ao trabalho, jamais os homens se esqueçam da presença de Deus, que é mais valiosa do que todo o nosso empenho humano.
Como está lá no salmo 126: "É inútil levantar- se de madrugada ou atrasara hora do repouso, para comer o pão com duros trabalhos; Aos seus amigos Deus o dá enquanto dormem" (Sl. 126,2). E afinal o que foi traduzido pelo povo neste singelo provérbio: "mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga". Sobretudo, que jamais aconteça que alguém, lisonjeado pelo dinheiro que vai ganhando com seu trabalho, acabe esquecendo-se de Deus e dando as costas a Ele. É a lição central deste evangelho: "Ninguém pode servir a dois senhores. Com efeito, ou odiará a um e amará o outro, ao se apegará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro" (Mt. 6,24).
E note-se bem o verbo "servir". O mal não está em ter dinheiro e servir-se dele. A desgraça é permitir que o dinheiro tome conta do coração e se transforme num patrão despótico . E a grande lição que se lê nas muralhas de um venerando castelo da Europa medieval: "Pecunia, si non ancilla, domina". O que quer dizer: "Se o dinheiro não for o servo, acaba sendo o patrão".
E a história de muitíssimas pessoas, que abandonaram a fé e a religião, enfeitiçados pelo fascínio dominador da riqueza.
www.padrelucas.com.br
============================
Esse Evangelho fala sobre a importância de se colocar Deus no centro da vida, como a razão maior da existência humana.
Mateus que foi um dos apóstolos de Jesus, nessa mensagem, alerta para que se coloque cada coisa em seu lugar. Ele não prega, com isso, a desocupação ou abandono dos compromissos profissionais para se viver esperando a Providência Divina, tampouco a preocupação ou ocupar-se demasiadamente em planejar o futuro financeiro com tanta antecedência que se deixe de viver o presente. Prega sim a ocupação: ocupar-se primeiramente de Deus e depois dos compromissos humanos um de cada vez sem que isso interfira na missão maior de servir a Deus como centro de tudo.
Ele lembra que existe um só Deus, e é Ele que deve ser colocado em primeiro lugar no coração e nas intenções do verdadeiro cristão, e para colocá-Lo em primeiro lugar é preciso agir com fraternidade, com justiça e com amor.
Viver os ensinamentos de Jesus e entregar-se ao Seu amor, trazem fortaleza e tranquilidade na certeza de que o Pai sempre cuida de seus filhos e os protege de todo mal.
Jesus não pede para que cada um se despreocupe simplesmente dos seus afazeres pois o Pai proverá; Ele pede para que o objeto da preocupação seja mudado, ou seja, passar do afã pela comida, bebida e roupa, ao compromisso com a justiça do Reino, buscando em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça! O Reino de Deus e sua justiça são a única bandeira para se hastear num mundo sem desigualdades.
www.pequeninosdosenhor.com.br

============================
Hoje!
Quando se pensa seriamente na vida, percebemos, não necessariamente através de profundos raciocínios, de que vale a pena aproveitar o hoje da nossa existência fazendo o bem. O que acontecerá amanhã? Ninguém pode me assegurar uma resposta.
O passado já não nos pertence. Aquilo que fizemos de bem, ficou para trás, ainda que perdure o mérito; aquilo que tenhamos feito mal, também ficou para trás e também perdura o demérito da situação concreta. Não obstante, podemos aproveitar a experiência de vida alcançada, seja com ocasião de um bem realizado, seja com ocasião de um mal executado. Existe um ditado que diz que “errar é humano”, há uma segunda versão que diz que “errar uma vez é humano, errar duas vezes é burrice”. É possível unir os dois num só: “errar é algo muito humano, não importa quantas vezes; burrice é não querer sair do erro”. São Josemaría Escrivá, ao começar um novo ano, em vez de dizer o famoso ditado “ano novo, vida nova”, como bom conhecedor da natureza humana que era, fazia uma pequena alteração no ditado popular: “ano novo, luta nova”. O que é inteligente e bonito é querer sair do erro! A permanência do frescor da luta é uma maravilha da graça. Para quê? Para amar mais a Deus, para ser melhores, para servir mais. Esse é o nosso caminho… Durante toda a vida! E nem importa tanto se temos tantas ou quantas vitórias, o mais importante é continuar lutando.
Serei melhor no futuro? Deixarei esse ou aquele vício? Conseguirei essa ou aquela virtude? Meditarei melhor a Palavra de Deus? Conseguirei estar mais disponível para os meus irmãos? Suportarei melhor determinada pessoa? Serei mais rico ou mais pobre? Conseguirei levar a cabo aquele projeto evangelizador? … As perguntas poderiam multiplicar-se. O futuro, no entanto, está nas mãos de Deus.
O importante é continuar lutando. Chega um momento na vida interior em que essa verdade faz-se cada vez mais patente. No começo do nosso encontro com Deus, as coisas pareciam mais fáceis: alegrias e consolações interiores, força de vontade para extirpar os maus hábitos, a convicção diáfana de que acertamos o caminho, o desejo de servir a todos, a posta em prática de uma tarefa evangelizadora que alcançava o maior número possível de pessoas. Com o passar dos anos, quiçá nós percebemos que os frutos foram escassos e, talvez, nesse momento, pôde ter vindo o desânimo: tantos anos lutando contra um determinado defeito, poucas pessoas se aproximaram de Deus, ainda existe o egoísmo e os defeitos dos membros da Igreja. O que o diabo quer é que desanimemos!
O nosso desânimo é vitória para o demônio. E nós não podemos conceder-lhe essa vitória. O desanimo poderia ser o começo de uma enfermidade que, de mal a pior, vai esfriando a alma a tal ponto de colocá-la numa situação de desespero que poderia levar ao abandono da própria salvação eterna.
É muito importante que tenhamos presente essas palavras do Senhor que nos estimulam a seguir adiante: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado” (Mt 6,33-34). O que devemos buscar em primeiro lugar? O Reino de Deus. Esse reino inclui a glória de Deus e todo o bem que uma pessoa pode desejar para si e para os demais. Buscar o Reino também significa não preocupar-se com o dia de amanhã. Como? E a previsão das coisas? O Senhor diz que não nos preocupemos, mas não proíbe ocupar-nos. Claro que se pode ter certa previsão das coisas e atuar em consequência; não podemos, no entanto, ser consumidos pelas dificuldades da vida. Nem a nossa perfeição cristã deve preocupar-nos: vamos ocupar-nos em buscar a santidade, mas não nos preocuparemos, não vamos estar alienados com o tema. Não aconteça que ao buscar os bens de Deus nos esqueçamos do autor desses bens.
A vida cristã implica normalidade. Trata-se de que vivamos o hoje do nosso serviço a Deus, o hoje da nossa luta e o hoje do nosso serviço aos demais. O amanhã pertence a Deus que, desde a sua eternidade, não contempla passado e futuro, mas os une na sua visão clara do hoje eterno. Deus quis que fôssemos livres para amar, e para amar hoje. O que eu vou fazer no dia de hoje para viver melhor a caridade, para estar mais serviçal e generoso, para dar glória a Deus, para buscar a santidade, para dar alegria aos outros e para levá-los ao encontro com Deus? É isso o que importa! Hoje!
padre Françoá Costa - www.presbiteros.com.br

============================
O nosso Deus é Pai e Mãe
A Palavra de Deus nos fala do amor e da proteção de Deus, por isso somos convidados a colocar nele nossa confiança.
A primeira leitura é do tempo em que o povo de Deus estava no exílio da Babilônia. Era costume do povo que quando o marido abandonasse a mulher ou um pai expulsasse seu filho, não poderiam aceitá-los de volta na família.
O povo reconhece que foi pecador e infiel e por isso diz: "O Senhor me abandonou, o Senhor me esqueceu". Mas Deus dá uma resposta maravilhosa: ‘Esquece, por acaso, uma mulher do seu filho? Porém, se alguma esquecer, eu não me esquecerei jamais".
Muitas vezes nós pensamos que o coração de Deus é igual ao nosso. Mas Deus sempre surpreende, amando gratuitamente. É como a mãe que ama o seu filho não porque é bom, mas porque é seu filho.
O Evangelho chama a atenção para dois grandes perigos: O apego ao dinheiro e a demasiada preocupação com a vida.
É grande a tentação de fazer das coisas o Senhor de nossas vidas. Tudo fazemos para ter mais, para acumular mais. E Jesus lembra o grande mandamento: "Ama o Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças".
Não é possível conciliar o amor a Deus com o apego ao dinheiro. Pois este torna a pessoa egoísta, gananciosa, desejosa de regalias e privilégios, enquanto que o amor a Deus torna a pessoa mais simples, humilde, generosa.
A ganância fecha o coração e impede a pessoa de atender ao pedido de Jesus de ajudar o irmão, de dar alimento e atender os necessitados. Por isso não é possível servir a Deus e ao dinheiro.
E o que significa não se preocupar muito com a vida? É tornar-se preguiçoso, indiferente diante dos problemas da vida? Não é um convite à preguiça, ao desinteresse e a acomodação. Jesus pede para não ficarmos angustiados, inquietos e aflitos. Não se deixar levar pela angustia. O compromisso para resolver os problemas da vida não deve nos fazer perder a alegria de viver.
Mesmo diante das dificuldades e sofrimentos é preciso manter a paz do coração, é a certeza de que a nossa vida está nas mãos de Deus. Ele jamais abandona os seus filhos, acompanha-os sempre, abençoa seus esforços e compromissos.
Quando Jesus lembra que as flores do campo e as aves do céu tem o cuidado de Deus, muito maior será seu amor e cuidado por seus filhos.
Na vida encontramos sucessos e fracassos, alegrias e tristezas, mas temos a certeza de que Deus sempre está ao nosso lado.
São Paulo na carta aos Coríntios diz que nós somos servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus, somos servos que trabalham para a comunidade. Quem exerce um ministério é para servir, por isso deve se esforçar para transmitir fielmente a mensagem do mestre.
Todos nós somos convidados a anunciar e testemunhar o infinito amor que Deus tem por nós. Deus é pai e mãe que cuida e protege todos os seus filhos.
padre Marcos Rech - www.paroquiasaodonato.com.br
============================
Uns seis anos depois de eu chegar a este mundo, pela bondade da minha mãe e do meu pai, começou um dos acontecimentos mais horrendos da história da humanidade: a segunda guerra Mundial. Tanto mal, tanta destruição, tanta história que devia ensinar, para sempre, aos homens a desejarem todos o grande dom da paz! Penso no que está a acontecer no mundo, nos nossos dias: tantos horrores, manifestação de ódios e vingança! Também observo tantos sinais de desejo de uma vida melhor para todos, desejos de mais justiça. Vêm-me à memória as palavras do pergaminho do Senhor dos tempos e da história, o Livro da Revelação (cap. 12, verso 17): “O dragão (Satanás) foi fazer guerra contra o resto da descendência da mulher, isto é, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus”.
No meio de todas estas façanhas e aberrações, muitos há que perdem a coragem, tal como o povo de Sião da primeira leitura: “O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-se de mim ” (Isaías 49, 14). Mas o próprio Senhor responde: “Pode uma mulher esquecer a criança que amamenta, e não ter compaixão e carinho para com o fruto das suas entranhas?”. Em seguida, o Senhor põe a verdade em pratos limpos: “Ainda que uma mãe esquecesse o fruto das suas entranhas, nunca me esquecerei de vós” (v. 15). A verdade é que muitos corações palpitam de amor para com o Deus da história e para com todos os seus filhos e filhas. O mistério do mal só por um certo tempo pode parecer levar a melhor sobre a verdade do bem. Por vezes, teimamos em ver só um dos lados da moeda: Mas o outro é tão real como o primeiro. Como diz a Palavra: “Olhai para as aves do céu: não fazem sementeira nem colheita e no entanto o vosso Pai do Céu as alimenta… Reparai nos lírios do campo: nem tecem nem fiam! Mas nem o próprio Salomão, em todo o seu esplendor, jamais se vestiu como um só deles... Procurai, primeiro, o Reino de Deus e a sua justiça, e então todas as coisas necessárias vos serão acrescentadas” (Evangelho).
Gestos, palavras, acções, omissões: de tudo queremos saber o significado. Mas o significado dos acontecimentos dos nossos dias só pode ser compreendido à luz da fé, que no nosso coração vive, vegeta ou porventura agoniza na morte. Assegura-nos o profeta do salmo da missa: “Só em Deus descansa a minha alma, porque Ele é a minha esperança. Só Ele é a minha força e salvação: não vacilarei!” (Salmo 61, 6-7). Imaginemos a força invencível, se todos os que se arrogam o nome de cristãos vivessem e mostrassem esta fé e esta esperança. Que força invencível não seria o seu testemunho para todo o mundo! Exprimirmos a Deus muitas vezes, com a oração e com a vida, o desejo de que “venha a nós o Seu Reino”. Como os nossos padroeiros, como santo António, que até pediu para ir para o norte da África, para lá dar testemunho da vida que Deus partilha com a humanidade. Quantas pessoas na nossa terra praticam o bem e desejam praticá-lo ainda melhor! É o Espírito do Senhor que anima nelas este desejo. Rezemos para que, em cada escola de Portugal, uma meia dúzia de jovens cristãos vivam sempre como fermento de Cristo. Como uma bola de neve, o seu exemplo tornar-se-ia, em pouco tempo, um Everest avassalador! Assim os ajude Cristo e a todos nós.
Aventino Oliveira - www.fatimamissionaria.pt
============================
Dentre as imagens marcantes desta semana se pode mencionar o desespero da mãe que teve seu veículo furtado com a criança no seu interior. No final da reportagem as palavras da mãe não poderiam ser melhores: “Para mim anjo foi a pessoa que salvou o meu filho”.
Em outras palavras, tanto a mãe quanto aqueles que colaboraram para o final feliz do episódio certamente bem compreenderam a presença de Deus e a força que ele dá quando se trata de empenhar-se pelo bem de alguém ou de alguma criatura sua.
É neste sentido que o Profeta Isaias conclui o texto que ouvimos hoje: “Ainda que uma mãe se esqueça do seu filho, Deus jamais se esquecerá”. É por isso que nós rezamos no Salmo: “Só em Deus minha alma encontra repouso”.
E neste sentido, São Paulo, depois de recomendar à comunidade de Corinto que não faça juízos, que não forme grupos para disputar poder entre si, recorda também que há um único a quem se deve prestar contas: Deus!
No Evangelho, Jesus continua fazendo recomendações e indicando atitudes para reconhecer o Reino de Deus e a principal delas é “buscar a Justiça do Jeito de Deus, o resto tudo virá por acréscimo”.
Esta síntese do ensinamento de Jesus, e de toda a Palavra que ouvimos neste domingo certamente pode ser aplicada a cada de nós. Aqui viemos manifestando sim o desejo de saciar nossa fome e nossa sede dos bens que não se acabam. Aqui viemos para um momento de fraternidade e de comunhão, nos alimentamos da Palavra e da Eucaristia. Encontramo-nos com nossos irmãos e irmãs.
Renovamos nossa fé e acreditamos que por meio disso será possível transformar as relações humanas, muitas vezes marcadas pelo egoísmo e a ganância e uma comunidade do diálogo, do perdão, da solidariedade, da esperança e acima de tudo que confia na Providência de Deus, sem deixar de fazer a sua parte para que tudo de bom aconteça.
Rezemos, pois, para que o Senhor nos ajude nesta missão importante e necessária.
padre Elcio - padreelcio.blogspot.com
============================
“Olhai as aves do céu”
Nesta celebração, o “Senhor dá-nos este conselho: Não vos inquieteis pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã terá as suas próprias inquietações; a cada dia bastam os seus próprios cuidados”.
O ontem já passou; o amanhã não sabemos se chegará para cada um de nós, pois a ninguém foi entregue o seu porvir. Do dia de ontem, só ficaram muitos motivos de ação de graças pelos inumeráveis benefícios e ajudas de Deus, bem como daqueles que convivem conosco. Com certeza pudemos aumentar, nem que fosse um pouco, o nosso tesouro no Céu. Do dia de ontem restam também motivos de contrição e penitência pelos nossos pecados, erros e omissões.
Podemos dizer do dia de ontem, com palavras da antífona de entrada da missa: ”O Senhor tornou-se o meu apoio, libertou-me da angustia e salvou-me porque me ama”.
O amanhã “ainda não é”, e, se chegar, será o dia mais belo que jamais pudemos sonhar, porque foi preparado pelo nosso “Pai-Deus” para que nos santificássemos: “Vós sois o meu Deus, os meus dias estão em vossas mãos”. Não há razões objetivas para andarmos angustiados e preocupados pelo dia de amanhã: teremos as graças necessárias para enfrentá-lo e sair vitorioso.
O que importa é o hoje!
É o que temos para amar e para nos santificarmos, através dos mil pequenos acontecimentos que constituem a trama de um dia. Uns serão humanamente agradáveis, outros menos, mas cada um deles pode ser uma pequena jóia para Deus e para a eternidade, se o vivermos com plenitude humana e com sentido sobrenatural.
Não podemos entreter-nos com “oxalás”: com situações passadas que a nossa imaginação embeleza com retoques de fantasias; ou com situações futuras enganosamente idealizadas, esvaziadas do contraponto do esforço, ou, pelo contrário, enlutadas com cores extremamente penosas e árduas.
“Quem observa o vento não semeia nunca e quem examina as nuvens jamais se porá a ceifar”. É um convite para cumprirmos o dever do momento, sem atrasá-lo por pensamentos que se apresentarão oportunidades melhores.
É fácil enganarmo-nos com projetos e adiamentos, em busca de circunstâncias aparentemente mais favoráveis. Que teria acontecido com a pregação dos apóstolos se tivessem esperado por umas circunstâncias mais favoráveis?
Que teria acontecido com qualquer obra dos apóstolos se tivesse ficado na expectativa das condições ideais? Aqui e agora é que eu tenho que amar Deus com todo o meu coração… E com obras.
Boa parte da santidade e da eficácia consiste certamente em vivermos cada dia como se fosse o único da nossa vida. Dias para serem cumulados de amor de Deus e terminados com as mãos cheias de boas obras. O dia de hoje não se repetirá nunca, e o Senhor espera que o impregnemos de Amor e de pequenos serviços aos nossos irmãos.
O nosso anjo da Guarda deverá poder “sentir-se contente” ao apresentar-nos diante de nosso Pai-Deus.
padre Rosevaldo Bahls - catedralcascavel.sgcp.com.br

============================
Os bens e a liberdade
São Paulo dá-nos uma grande lição sobre a função do «chefe» ou da «chefia» da comunidade que deve ser sempre assumido como um serviço à pessoa de Cristo e do Seu projeto. O «chefe» vai ajudando a comunidade a perceber a vontade de Deus no momento presente. E a sua fidelidade prende-se primeiramente ao Senhor da comunidade. Quando fazemos juízos a respeito das pessoas, nem sempre somos justos ou imparciais. O nosso julgamento é, quase sempre, fruto da nossa visão (ou deformação) do projeto de Deus. Paulo tem a certeza de que a sua consciência não o acusa, mas nem por isso se sente justificado, pois quem justifica é somente Deus: «Quem me julga é o Senhor».
O Evangelho ensina-nos a viver o desprendimento e a liberdade face aos bens deste mundo, particularmente, perante o dinheiro. Este deve ser sempre um bem ao serviço e nunca uma pressão que escravize o pensamento e a liberdade de ação. Quando faz parte da vida esse desprendimento, emerge a partilha e vontade de justiça como valores essenciais. O egoísmo e a ganância não têm lugar. O mundo seria menos injusto, isto é, mais fraterno, teria muito menos pobres, famintos e indigentes se estivesse organizado como uma casa comum, um lugar onde fosse possível a festa do amor partilhado. Neste banquete, os bens não seriam só e apenas para alguns, mas para todos, porque não faltaria lugar à mesa para ninguém. Todos estariam convidados e entrariam nessa grande festa da fraternidade universal.
Um sonho? Um desejo? - Sim, ambas as coisas, sonho e desejo, que devem fazer parte do coração de todos os povos, especialmente, nós cristãos, que lemos e celebramos as palavras de Jesus. E não serão o sonho e o desejo, condimentos essenciais da vida? - É preciso tomar a sério este ideal cristão e lutar para que o mundo seja estruturado, não apenas na simples caridade, mas na justiça e na partilha dos bens. De que serve o mundo estar a saque por uma minoria que nunca se farta de dinheiro e por isso suga quanto mais pode os recursos naturais, que pertencem a todos, e com eles monta negócios chorudos só e apenas em seu benefício e dos seus familiares? - Serve esta lógica para acentuar mais a pobreza, a fome e a indigência. A seguir a raiva e a revolta.
Urge uma outra lógica, mais de acordo com o bem comum, para que o mundo seja conduzido para o ideal da paz e da justiça que contempla toda a humanidade. É este o sonho de Deus, é este o nosso sonho.
padre José Luís Rodrigues  - jlrodrigues.blogspot.com

============================
Isaías 49, 14-15
Isaías profetiza a restauração de Sião, a um Povo que se julga abandonado de Deus, a sofrer no cativeiro de Babilónia.
Será um milagre do Senhor que, à luz do Novo Testamento, ganha todo o seu significado e nos conforta com esta certeza: Deus nunca nos abandona.
 Salmo responsorial: Sl. 61(62), 2-3.6-7.8-9ab
O salmista proclama que só em Deus encontramos um refúgio seguro, no meio de tantos perigos e incertezas.
Para nós, que acreditamos na verdade da nossa filiação divina, este salmo é um convite para que nos abandonemos confiadamente nas mãos de Deus, embora façamos tudo o que está ao nosso alcance para vencer as dificuldades. Cantemos, pois, esta alegre certeza que a fé nos proporciona.
Segunda leitura: 1 Coríntios 4, 1-5
Na primeira carta aos fieis de Corinto, são Paulo apela à nossa fidelidade, vivendo com o olhar posto em Deus.
Com ele, também nós podemos dizer: o que me preocupa não são os julgamentos que os homens fazem de mim, mas os do Senhor.

Em face das divisões que havia em Corinto por causa de os cristãos dali pretenderem arvorar os pregadores do Evangelho em protagonistas e representantes de facções diversas, São Paulo procura dar a verdadeira imagem do que é o ministério cristão (1Cor. 3 – 4); tanto Paulo como Apolo são meros servidores (diáconoi – cf. 1Cor. 3, 5) dos fiéis e colaboradores de Deus (synergoi 3,9), e de modo algum chefes políticos ou representantes de tendências ou simpatias populares.
1-2 Os Apóstolos (e assim todos os detentores de funções jerárquicas) devem ser considerados como aquilo que realmente são: «servos de Cristo» (hypêrétai, um termo grego que designa um empregado subalterno) e «administradores dos mistérios de Deus» (em grego, oikonómoi, gerentes). O administrador não é o seu dono, por isso, a norma de toda a sua conduta tem que ser a fidelidade: fidelidade ao Senhor e à Igreja, procurandoi dar a resposta adequada aos direitos que cada um dos fiéis tem dentro do Povo de Deus (cf. Lc. 12,42-44). A missão da Hierarquia é uma missão de serviço humilde; com estas palavras, São Paulo desautoriza todas as espécies de clericalismo. Os mistérios de Deus, são todos os meios sobrenaturais de salvação, em particular a Pregação e os Sacramentos.
3-4 São Paulo dá o exemplo de não se conduzir ao sabor dos juízos humanos. O discípulo de Cristo, e muito particularmente um seu ministro, não pode ter medo de críticas, de rótulos de qualquer sinal, de criar antipatias, de remar contra a maré, aliás, pôr-se-ia no caminho da infidelidade.

Evangelho: Jo 6,64b.69b
Há-de ser à Palavra do Senhor que devemos prestar atenção, e não à dos homens, porque só o Senhor nos guia para uma eternidade feliz.
Aclamemos o Evangelho que nos enche de alegria com estas verdades.

Tínhamos começado a ler nos domingos comuns, que se seguiram ao Tempo do Natal, o sermão da montanha, que agora retomamos; neste ano não houve lugar para o 6º e 7º Domingo do Tempo Comum, por isso já estamos a meio do capítulo 6 de são Mateus,
24 «Ninguém pode servir a dois senhores». O trabalho dum escravo era tão absorvente que não lhe restava tempo para atender a outro senhor que não fosse o seu. Esta realidade bem conhecida por todos é o ponto de partida para Jesus estabelecer um princípio de vida moral: sendo Deus o fim último do homem, nada nem ninguém se pode ocupar o seu lugar. O fim último do homem é Deus, a Quem há que servir e amar sobre todas as coisas, não ficando lugar para quaisquer espécies de ídolos. E aqui temos uma aplicação concreta: «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro», em aramaico, «mammona» uma palavra que o 1º Evangelho, dirigido a judeu-cristãos, conserva sem a traduzir para grego; trata-se duma alusão às riquezas, o dinheiro, que aqui aparece como que personificado. «Os bens da terra não são maus; pervertem-se, quando o homem os toma como ídolos e se prostra diante deles; mas tornam-se nobres, quando os converte em instrumentos para alcançar o bem, numa missão de justiça e de caridade. Não podemos correr atrás dos bens econômicos como quem procura um tesouro; o nosso tesouro (...) é Cristo e n’EIe se há-de concentrar todo o nosso amor, porque onde está o nosso tesouro, aí está também o nosso coração (cf. Mt 6,21)» (são Josemaria, Cristo que passa, n.° 35).
25-34 «Não vos inquieteis». Jesus não diz que não nos ocupemos das coisas que se referem ao alimento e ao vestuário, mas que não nos preocupemos com desassossego e perturbação dessas coisas. É como se dissesse: «Não vos preocupeis excessivamente com os bens materiais, ainda que necessários à vida; não estais sobre a terra para aqui viverdes imersos em pensamentos de coisas materiais, sois filhos de Deus, bem superiores às flores do campo e às aves do céu. Deus pensará em vós, mais do que pensa nas outras criaturas e vos dará o necessário» (Bíblia de Vacari).
27 «Acrescentar um só côvado…». O côvado equivalia a 45 cm. Não é a inquietação e a falta de serenidade que leva a aumentar os bens materiais, como também não faz aumentar a duração da vida (antes pelo contrário!), ou melhor (dito com uma certa ironia), a própria estatura, como temos na tradução litúrgica.
32 «Os pagãos…». É próprio deles a inquietação com que se movem na vida. É próprio dos filhos de Deus a serenidade e a confiança no Pai do Céu.
33 «Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça». Esta justiça é a justiça indispensável para entrar no Reino de Deus, isto é, o cumprimento da sua vontade.
«Tudo o mais vos serão dadas por acréscimo», segundo comenta Santo Agostinho: «não corno um bem no qual devais fixar a vossa atenção, mas como um meio pelo qual possais chegar ao sumo e verdadeiro bem» (Sobre o Sermão da Montanha, 2, 24).
34 «Não vos inquieteis com o dia de amanhã». Trata-se duma sentença comum à sabedoria humana, que aparece também nas literaturas romana, grega, judaica e até egípcia. Mas, na boca de Jesus, tem um sentido novo: não se trata já da resignação e indiferença estóica, ou duma técnica epicurista para saborear em cheio o prazer do momento que passa, mas sim duma atitude de fé viva na Providência divina e de confiança filial no Pai celeste, que conduz à paz e serenidade de espírito. As palavras de Jesus não significam de modo nenhum qualquer apelo à inatividade dum falso piedosismo quietista.

Sugestões para a homilia
1. Vencer a tentação do desânimo
a) O porquê dos nossos desânimos. «Sião exclamou: 'O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-me'.»
É uma realidade que nos deixamos tentar muitas vezes pelo desânimo. Podemos estar doentes, com tendência para ver tudo com óculos escuros. Muitas vezes, porém, as causas são outras:
• Temos apego à nossa própria vontade. Queremos o que Deus não quer, ou fugimos do que Ele quer de nós.
• Falta-nos a confiança em Deus. Só confiamos e estamos contentes quando o Senhor nos faz a vontade. O mistério da cruz repugna-nos e revoltamo-nos contra ele.
• Em última análise, na raiz de tudo isto encontra-se a nossa falta de fé. Esquecemos ou não temos presente a verdade fundamental da nossa filiação divina. Esta solidão interior prejudica-nos e leva-nos ao desânimo. Fazemos lembrar uma criança mergulhada no escuro, com a mãe ao seu lado que lhe manifesta a sua presença falando-lhe carinhosamente, embora o filho não a veja; indiferente a tudo isto, a criança chora inconsolável.
b) Os sinais da bondade de Deus. «Mas pode a mulher esquecer a criança que amamenta e não ter compaixão do fruto das suas entranhas?»
Antes de nos pedir que confiemos n’Ele, o Senhor manifesta-nos a Sua bondade pelo comportamento de algumas criaturas. Parece dizer-nos: «Abre os olhos e vê!»
As mães, mesmo tão limitadas nas suas possibilidades, com defeitos, guardam intocável o afecto e carinho para com os filhos. Até os animais nos dão exemplo disto, guiados pelo instinto, tratando das crias, e mudando-as de lugar, quando algum perigo as ameaça.
Também os santos são pequenos vislumbres do coração misericordioso de Deus. Comove-nos uma Beata Teresa de Calcutá que se entrega aos mais pobres dos pobres; o Venerável João Paulo II que se entrega sem restrições aos cuidados do rebanho, até ao esgotamento; santa Joana Beretta Molla, médica, falecida aos 39 anos, para salvar a vida da filha que deu à luz. A enumeração podia continuar. Eles são como os faróis que, na escura e tempestuosa noite, enviam sinais para o alto mar, indicando o porto seguro.
Mas, enquanto o farol não vai ao encontro dos marinheiros, Deus está connosco na barca para nos ajudar.
c) O Senhor ama-nos sempre. «Pois, ainda que ela o esquecesse, Eu não o esqueceria.»
Deus ama-nos sempre, seja qual for o caminho por onde andamos transviados. É o mistério insondável da Sua misericórdia.
Quanto mais doentes, pequeninos e indefesos são os Seus filhos, mais lhes manifesta o Seu Amor.
Deus, nosso Pai, é mil vezes mais generoso para connosco do que todas as mães da terra juntas.
Sendo assim, nenhuma situação neste mundo justifica o nosso desânimo, porque podemos contar sempre com Ele.
Recolhamo-nos em oração, quando a escuridão do desânimo se abater sobre nós.

2. Acolher a bondade do Senhor
a) Viver o desprendimento. «Ninguém pode servir a dois senhores: [...] Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.»
A confiança em Deus deve ser acompanhada duma diligência para fazer tudo o que está dentro das nossas possibilidades, para resolver os problemas. Quando estamos doentes, por exemplo, o primeiro cuidado há-de ser consultar o médico e obedecer-lhe.
Está fora de dúvidas que temos de procurar diligentemente o sustento de cada dia e, na condição de fieis correntes que vivem no mundo, amealhar algumas economias, para um tempo de crise.
Mas este cuidado não nos pode levar a passar por cima da Lei de Deus, lançando mão de todos os meios.
É que, se não vivermos com uma preocupação de fidelidade à lei do Senhor, pode chegar o momento em que não hesitamos em usar todos os meios – também os ilícitos – justificando-os com um fim bom que procuramos.
b) Confiar no Senhor. «Não vos inquieteis, no tocante à vossa vida, com o que haveis de comer ou de beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir.»
Depois de termos feito tudo quanto se encontra ao nosso alcance, abandonemo-nos a uma grande confiança no Senhor.
Ele não prometeu excluir da nossa vida a cruz do sofrimento. Nossa Senhora dizia a santa Bernadette Soubirous, a vidente de Lurdes: «Não prometo fazer-te feliz na terra, mas no Céu.» A Imaculada Conceição referia-se, com certeza, à felicidade como os homens a entendem geralmente. A sua família continuou com graves dificuldades económicas, o pai foi injustamente acusado de ter roubado um pedaço de madeira, e ela sofreu a asma até ao fim da vida. Jovem religiosa, ainda, foi preciso sentá-la numa cadeira – estava-se em Fevereiro gelado, em Névers – e trazê-la para junto da janela para que pudesse respirar nos últimos momentos da vida.
Mas podemos ter a certeza de que o Senhor escolhe sempre o melhor para nós. Apresentemos-Lhe os nossos pedidos, mas deixemos Deus escolher.
Que admirável exemplo de confiança nos dá o Santo Job, nas paragens longínquas do Antigo testamento!
c) Ser fiel. «O que afinal se requer nos administradores é que cada um deles se mostre fiel.»
São Paulo toma conhecimento de que há grandes divisões na Igreja de Corinto e ele mesmo não escapa à calúnia. Tenta ajudá-los a afastar este mal, dando-lhes doutrina que é para todos os tempos, exortando-os a serem fieis.
Como se manifesta esta fidelidade? Encontramos na sua carta algumas indicações práticas.
• Examinar o nosso comportamento na presença de Deus, sem nos preocuparmos com o que as pessoas podem dizer de nós. É diante do Senhor que havemos de tomar as nossas decisões, e não sob a pressão das apreciações que o nosso comportamento pode causar nos outros, nem sempre bem formados ou bem intencionados.
• Manter a consciência limpa, sem esquecer que deve estar bem formada, para não nos iludirmos. Não faltam pessoas que estão continuamente a dizer que estão de consciência tranquila, quando até um cego vê que estão submersos no mal. Não falamos de consciência tranquila, mas limpa. É a Palavra de Deus que a purifica.
• Não julgar os outros. As críticas e murmurações são uma fonte de inquietação para os que as fazem e os que as sofrem.
O Senhor não nos entregou a missão de julgar, nem possuímos todos os dados para o podermos fazer com justiça.
• Participação na Missa Dominical. O Senhor ilumina as trevas do nosso coração especialmente no encontro com Ele em cada Domingo e dá-nos forças, na Eucaristia, para cumprirmos as exigências que ela nos ajuda a descobrir.
A paz que buscamos, numa confiança ilimitada no Senhor, não dispensa, pois, este encontro com Ele no primeiro dia da semana.
Em casa de Isabel, Maria manifesta a maior tranquilidade e alegria, apesar dos problemas que se acumulam no horizonte da sua vida, porque confia no Senhor.
Fernando Silva - Geraldo Morujão - www.rezaravida.net


============================

Nenhum comentário:

Postar um comentário