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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Comentários-Prof.Fernando

Comentários-Prof.Fernando*(4a.SemanaComum)
– APRESENTAÇÃO do Senhor – 2 fevereiro 2014

A “Presença” daquele “que é” mistura-se à história humana
·                     Este é o 4º domingo após a Epifania, mas sendo 2 de fevereiro celebra-se a Apresentação de Jesus no Templo (também no Lecionário Comum Revisado e no calendário 2014 de algumas igrejas cristãs). Para o 4ºdom. as leituras são tiradas de Miqueias (6,1-8), 1ª.Coríntios (1,18-31) e Mateus (evangelho nos domingos do Ano A (5,1-12). Para a festa da Apresentação do Senhor: Malaquias (3,1-4): em tons do gênero apocalíptico se anuncia o famoso “dia de Jahwé” quando haverá purificação dos filhos de Deus; a carta aos Hebreus (2,14-18) lembra que o Cristo se tornou em tudo semelhante aos irmãos, passando pelas provas e tentações da vida humana.

Só percebe a “Presença” quem está atento, na esperança
·                     A cena construída por Lucas (após a experiência da Páscoa) é programática em seus personagens e suas falas. Conforme ritual judaico tradicional a purificação que se fazia 33 dias após a circuncisão do menino aqui é ambientada no grande Templo de Jerusalém. Os animaizinhos sacrificados simbolizam o resgate do primogênito e lembram que à saída do povo do Egito os filhos dos hebreus foram poupados da morte que atingiu as famílias egípcias. Dois anciãos, símbolos da sabedoria, são “movidos pelo Espírito” e representam não os sacerdotes e doutores que acabaram condenando mais tarde Jesus de Nazaré à morte. Eles faziam parte do movimento “dos pobres de Jahwé” que esperavam a salvação de Israel. São eles que tomam a palavra repetindo o anúncio que temos celebrado desde o Natal da redenção oferecida a todas as nações. Ao contrário também das limitações culturais e religiosas do tempo, é uma mulher idosa quem rompe o silêncio de tantos séculos para louvar a Deus pela vinda do Salvador. E – também fruto de uma leitura posterior à Páscoa de Jesus – Cristo é apresentado como “sinal de contradição”: salvador para os que o acolhem e perdição para os que continuam agarrados aos ritos da religião e da sociedade, sem reconhecer o rosto de Deus, sobretudo na face dos irmãos.

A religião e a Fé
·                     Como lembra J.A.Pagola na meditação de hoje:
·         Quando se aproximam do Templo os pais do Menino não procuram os sacerdotes ou dirigentes religiosos. Poucos anos depois serão estes os que o entregarão à humilhação e sofrimento da cruz. Jesus de Nazaré não encontra acolhimento nessa religião segura de si mesmo e esquecida do sofrimento dos pobres.
·         Também não vêm recebê-los os mestres da Lei, pregadores de “tradições humanas” nos átrios daquele Templo. Estes também, anos mais tarde desprezarão o Mestre de Nazaré por curar doentes – quebrando a lei do sábado; Jesus de Nazaré não encontra acolhimento em doutrinas e tradições religiosas que não ajudem a viver uma vida mais digna e melhor.
·         Acolhem Jesus e o reconhecem como Mensageiro de Deus, dois idosos, de fé simples e coração aberto que viveram toda sua vida esperando a salvação que vem de Deus. Seus nomes parecem simbólicos: Simeão= o Senhor escutou; Ana=um Presente. Representam tanta gente simples que, em todos os povos de todos os tempos, vivem com sua confiança posta em Deus.
·         Desde o Natal até a Páscoa esta é a grande revelação: a divindade pode ser tocada no meio da história humana. Assim perceberam Maria, José, Simeão e Ana.

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( * ) Prof./consultor (filos. educ. teol. ética) - fesomor2@gmail.com

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