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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Comentários-Prof.Fernando

Comentários-Prof.Fernando*-8ºdom.Tempo.Comum(ap.Epifania)- 2 março 2014
[ Transfiguração: igrejas cristãs q. celebram como “último dom. após Epifania” (cf. LCR ] (**)
Por ele ponho minha mão no fogo

[1] confiar, atitude da criança que se joga nos braços dos pais
· Usamos a expressão “por a mão no fogo” quando temos plena confiança em alguém; sikgnifica que é impossível desconfiar dele e que ele nunca falhará na amizade. O mundo inteiro pode falhar, menos ele! Este é o tema deste domingo. Na comparação do livro de Isaías: Pode a mulher esquecer-se do filho pequeno? Pois bem, mesmo se ela esquecesse, eu não me esquecerei de ti (cf. Is 49,14-15). (**) No Lecionário Comum (LCR) as leituras na festa da Transfiguração do Senhor” são Mt 17,1-9), Ex 24,12-18 e 2Pe 1,16-21.
· Segundo o texto de Mateus, o Mestre de Nazaré usa comparações da vida social e outras tiradas da observação da natureza, de pássaros e de flores. Ninguém pode servir a dois senhores, pois ou odiará um e amará o outro ou será fiel a um e desprezará o outro: não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Por isso não vos preocupeis com a vossa vida-o que comer ou beber –  nem com o vosso corpo – o que vestir – Afinal, a vida não vale mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa? Olhai os pássaros dos céus... (cf. Mt 6,24-34).
· Jesus não se quer incentivar a irresponsabilidade, não está sugerindo um estilo de vida meio “hippie”. Na cultura atual parece impossível viver sem um planejamento: é básico para administrar o que seja. Mas o centro do anúncio aqui condensado por Mateus neste capítulo sexto é a inevitável escolha que todo mundo é obrigado a fazer: onde colocar a prioridade? Jesus declara que ninguém pode acreditar (confiar) – na mesma proporção em dois patrocínios: do Pai providente e nas garantias derivadas do Dinheiro. Dinheiro não se reduz ao seu significado exclusivamente financeiro (à “moeda”), mas ao conjunto de bens e recursos de nosso “mundo econômico”, no qual estamos mergulhados pela condição histórica do tempo-espaço da vida.
· É curioso notar como algumas organizações sócio-religiosas driblaram a exclusão alternativa proposta pela Boa Notícia de Jesus Cristo, juntando os opostos: o Sagrado (Religião, Fé, Igreja, etc.) com o Dinheiro (sucesso, enriquecimento, êxito financeiro, etc.). Nestes grupos toda a pregação quando não promete curas milagrosas atribui o progresso econômico e profissional à participação numa “igreja”, não só por meio de ritos e orações, mas pela contribuição na “obra de evangelização” que inclui dízimos e depósitos bancários.

[2] uma questão de prioridade
· Jesus prossegue em suas comparações e distingue a “Vida” dos atos que buscam sua manutenção na duração terrena no tempo-espaço histórico. A vida é mais do que o comer e beber. O corpo é mais do que a roupa. O centro das parábolas está na importância relativa das coisas e na importância absoluta do amor do Pai. Neste é que se deve apoiar nossa Fé. Se até os pássaros do céu e as flores do campo estão sob os cuidados do Criador, quanto mais Deus não se interessa pelos seus filhos?
· Jesus de Nazaré, no entanto, inspirado em sua tradição religiosa, radicaliza a experiência de sua “conexão” com o Criador e com “a obra do Pai” cf.Jo 5,36;10,25;14,11;15,24). A base desta conexão ou ligação íntima é a atitude da Confiança. Tal o significado da Fé (confiança filial) que vai muito além da religião (em seus aspectos sociológicos ou em seu enquadramento institucional), pois Fé é um dom que se acolhe, não uma conquista humana. É resposta ao convite para o banquete do casamento do filho do Rei, conforme outra comparação (parábola) do Mestre.

[3] a questão maior
· Quem vive na Fé procura caminhar neste tipo de confiança. Quem vive da Fé procura – antes de mais nada – o Reino de Deus. Em geral nem chegamos sequer a nos ocupar com a presença do “Reino” ao passo que nos pré-ocupamos até com o dia que ainda não nasceu. É que, em geral, estamos muito ocupados só com procurar dinheiro e até mesmo com o “cumprimento” de obrigações para com a Religião. Esquecemos a Confiança.

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( * ) Prof./consultor (filos. educ. teol. ética) - fesomor2@gmail.com

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