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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sexta-feira, 30 de maio de 2014

ASCENSÃO DO SENHOR

ASCENSÃO DO SENHOR

Comentários-Prof.Fernando


O1 de Junho de 2014 - Ano A
Evangelho - Mt 28,16-20

ASCENSÃO DO SENHOR-José Salviano


        A ascensão do Senhor marca o término do tempo do Filho de Deus em sua experiência na Terra.  Depois de Jesus ter cumprido tudo o que o Pai planejou, Ele transferiu para os apóstolos a missão que Ele encerrou e voltou para junto do Pai... Continua


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ASCENSÃO DO SENHOR, A PLENITUDE DA PÁSCOA! -Olívia Coutinho

Dia 01 de Junho de  2014

Evangelho de Mt28,16-20

Celebramos hoje, a ascensão do Senhor, a  plenitude da Páscoa!
Com a volta de Jesus ao Pai, abriram-se as cortinas de uma nova era, sinalizando os primeiros passos da igreja missionária, que através do testemunho dos primeiros discípulos, tornou Jesus conhecido em todos os rincões da terra! Através dos discípulos, o anuncio do Reino, se espalhou por todo o universo, como fagulhas de fogo, incendiando o coração da humanidade com a presença viva do Cristo libertador, o Deus Filho, que mudou o rumo da nossa história, que nos tirou da solidão das trevas,  replantando em nossos corações a semente da fé e da esperança!
Hoje, somos nós, os responsáveis pela propagação deste anúncio, é urgente a necessidade de fazer chegar a outros corações, a proposta  de um Reino de paz, de amor e de justiça, implantado  por Jesus aqui na terra! Não podemos deixar que outros irmãos, privem-se da alegria de vivenciar a presença do Cristo Ressuscitado em suas vidas!  
Contemplando a ascensão do Senhor, estamos também  nos preparando para a grande festa litúrgica de Pentecostes: a vinda do Espírito Santo, Espírito Santo, que  já está no meio de nós, mas que  nem sempre percebemos a sua ação no mundo. O momento é propício para refletirmos sobre o a importância do nosso batismo, ocasião em que  recebemos o Espírito Santo que nos insere na comunidade cristã! 
A vitória de Jesus que é também a nossa vitória começa na ressurreição e se concretiza na ascensão!  Viver esta  verdade, é vivenciar  já aqui na terra, as alegrias do céu, o que não significa ignorar os problemas existentes aqui  na terra. Não é olhando para o alto que vamos encontrar Jesus, e sim, olhando para a nossa realidade terrena, para os rostos desfigurados de tantos irmãos, excluídos por uma sociedade insensível, que não os reconhece como pessoa.
  Ao contrário da  sua morte, a  ascensão de Jesus, ou seja, a subida de Jesus ao céu, não foi vista pelos discípulos como uma separação, pelo contrário, foi a partir de então, que eles passaram a sentir mais forte ainda, a presença de Jesus entre eles.
A todo instante, somos beneficiados pelos frutos da ascensão, a grande riqueza que nos foi conquistada por Jesus: o Espírito Santo e também pela  última benção dada por Ele  aos  discípulos, no momento de sua subida ao céu; bênção que se prolonga por toda história, chegando  até a cada um de nós!
O evangelho deste domingo narra o encontro de Jesus com os discípulos na Galiléia, local escolhido por Ele, logo após a sua ressurreição.
Podemos nos perguntar: porque Jesus indicou aquele local para o encontro com os discípulos e não em Jerusalém? Certamente, por ser ali, o local onde tudo começou, onde  foi iniciada a sua caminhada rumo a Jerusalém, o discípulos, refazendo a mesma trajetória que fizeram com Jesus, recordariam de  tudo que Ele lhes havia ensinado.  
Galiléia era o lugar do testemunho, ali, muitos testemunharam as obras que Jesus realizava e  acreditaram Nele.  Jesus sabia que todos que acreditaram Nele, tornariam seus seguidores e juntos com os outros, dariam continuidade a sua missão.  Jesus não deixou tudo pronto, Ele deixou para nós,  a responsabilidade de continuá-Lo aqui na terra, de fazer o Reino de Deus acontecer através do nosso testemunho de adesão ao projeto de Deus! 
Hoje, Jesus marca um encontro com cada um de nós, não, precisamente na Galiléia, mas dentro do nosso  coração! É a partir deste encontro, que tornamos anunciadores do Reino, que avançamos sem medo para águas mais profundas, na certeza  de que nunca estaremos sós, pois o próprio Jesus  nos garante: Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim  dos tempos”.

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia

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Evangelhos Dominicais Comentados
01/junho/2014 – Ascensão do Senhor
Evangelho: (Mt 28, 16-20)


Hoje, comemoramos a ascensão do Senhor. Jesus cumpriu sua missão na terra e sobe ao céu, vai para junto do Pai. No entanto, convém ressaltar que o Céu não está localizado acima das nuvens, como nossa imaginação humana descreve.

O Céu não é um local específico e distante. Jesus está bem mais próximo do que imaginamos. Subir aos Céus, ir para junto do Pai, não significa uma separação. Jesus nunca nos abandonou, nem nos deixou sozinhos.

O texto de hoje é o último capítulo do evangelho de São Mateus. Jesus, a única autoridade entre Deus e os homens, dá aos discípulos esta ordem: “Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Durante os quarenta dias de permanência na terra, após sua ressurreição, Jesus aparece por diversas vezes aos seus discípulos. Depois, retorna ao Pai na Glória Celeste. Agora cabe aos seus seguidores, guiados pelo Espírito Santo, continuar a obra de Jesus.

Como sempre, a mensagem deste evangelho é atual. Nós somos os discípulos! Cabe a cada um de nós a difícil tarefa de transformar todos os povos em seguidores de Jesus. Essa tarefa seria difícil e, até mesmo impossível, se estivéssemos sós, porém Jesus promete que nunca nos abandonará.

“Eis que estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo”. Estas palavras devem nos estimular, devem servir de alavanca para nos levar a assumir a evangelização. Assumir com garra nossa ‘herança’ batismal, que é levar aos povos a Boa Nova da presença de Deus entre nós.



Jesus continua presente entre nós, presente em nossos lares e na comunidade. É uma presença invisível, mas real, concreta. Jesus está presente na sua Palavra e na Eucaristia. Está presente em nossas vidas, no nosso trabalho, em nossos momentos de oração, nos momentos felizes e, principalmente, nas horas de angústia.

Jesus é uma presença constante, está sempre ao lado de sua Igreja. Jesus está presente no nosso próximo. Presente, sobretudo naqueles que sofrem, nos pobres, nos humildes e nos menores. Quem quer de fato encontrar Jesus, deve procurá-lo entre os oprimidos, fracos e pequenos.

“Ele está no meio de nós!” Com muita convicção recitamos estas palavras nas nossas celebrações. Essa certeza deve acompanhar-nos sempre. Jesus continua presente em nossa vida, na história e nos acontecimentos do dia-a-dia. Jesus está ao lado de quem o anuncia e observa suas Palavras.

O Sacramento do Batismo nos incorpora a Cristo e à sua Igreja. O batismo nos confere a missão de propagar o evangelho e de testemunhar o amor do Pai que está manifestado em Jesus.

É o Espírito Santo quem nos sustenta nessa missão, quem dá forças, esperança e alegria. Com muita fibra, com perseverança, vamos viver e ensinar tudo aquilo que Jesus nos deixou. O mundo precisa aprender a praticar a justiça e a caridade em favor dos pobres e marginalizados.

(1593)


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Homilia do D. Henrique Soares da Costa – Ascensão do Senhor – Ano A

At 1,1-11
Sl 46
Ef 1,17-23
Mt 28,16-20
Estamos ainda nos dias pascais, nas alegrias da Ressurreição do Senhor. A Solenidade que hoje celebramos – a Ascensão – e aquela do Domingo próximo – Pentecostes – são ainda dimensões, aspectos do mistério da Páscoa: ressurreição, subida ao céu e dom do Espírito são três aspectos do mesmo mistério. Celebramo-lo num arco de cinqüenta dias porque, enquanto o Senhor Jesus deixou este nosso tempo, feito de ontens, de hojes e de amanhãs, nós continuamos presos às horas, dias, meses e anos deste mundo…
Eis: Jesus ressuscita no Pai; não ressuscita para depois ir ao seu Deus e Pai! Ressuscitar é, precisamente, sair da morte, entrando na vida plena, que é o Pai. (Nunca esqueçamos: o Pai é nossa Vida, o Pai é nosso Céu! Também o foi e o é para Jesus)! Isso aparece claro em alguns textos dos próprios evangelhos. Em Lc 24,44, Jesus ressuscitado, conversando, com seus apóstolos e sendo tocado por eles, diz claramente que com eles não está mais: “São estas as palavras que eu vos falei quando estava convosco…” No próprio Evangelho deste hoje, o Senhor, aparecendo aos seus sobre o monte, dá a entender que já está no céu: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra!” Vede: ele já recebeu tal autoridade, também no Céu! Ele, durante quarenta dias apareceu aos seus, mas já não estava entre os seus! Seu novo modo de permanecer conosco é na potência do seu Espírito, também fruto da sua ressurreição e da entrada no Pai…
Se é assim, qual o sentido desta Solene Ascensão do Senhor? Eis o seu significado, tão importante para nós e para a nossa salvação: na Ressurreição, Jesus foi glorificado na sua pessoa, isto é, em si mesmo. Na Ascensão, aparece o que sua Ressurreição significa para nós, o que o Cristo se torna em relação a nós. Em primeiro lugar, a Ascensão marca o fim daquele período de encontros que o Ressuscitado teve com seus discípulos para fortalecer-lhes a fé e explicar-lhes a missão. É, portanto, uma despedida! Como já foi dito, a partir desse momento o Senhor estará com os seus e poderá ser por eles percebido de uma forma nova: na potência do seu Espírito Santo, presente na força da Palavra anunciada e nos sacramentos da Igreja. É assim que a Ascensão abre caminho para o Pentecostes, quando o Espírito, de um modo visível e barulhento, marca a inauguração da missão da Igreja, que é testemunhar e anunciar o Senhor, tornando-o presente nos gestos sacramentais.
Segundo: a Ascensão nos revela aquilo que aconteceu no Céu com Jesus e que, na terra, somente pela fé podemos saber e crer, isto é, sua glorificação como Senhor do Céu e da terra, Senhor da história humana e da Igreja. Ele ressuscitou e subiu ao Céu para tudo recapitular e de tudo ser a Cabeça, fonte de vida e salvação! São Paulo nos disse na segunda leitura que “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos e fê-lo sentar-se à sua direita nos céus. Ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, Cabeça da Igreja, que é o seu corpo…” É assim que hoje, cheios de alegria, proclamamos Jesus ressuscitado como Cabeça de toda a criação, Cabeça da humanidade toda, Cabeça e sentido da história humana. E tudo isso ele o é enquanto Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo! Isso significa que toda a criação caminha para ele e nele será um dia glorificada; que toda história somente nele encontra a direção e o sentido profundo; e que a Igreja participa, de modo indissolúvel, da sua obra universal de salvação! Se toda salvação neste mundo somente pode vir através de Cristo, vem desse Cristo que é, inseparavelmente, Cabeça da Igreja. Assim, podemos e devemos dizer que sem o ministério da Igreja não há salvação possível! Isso mesmo: fora da Igreja não há salvação, porque ela é o Corpo do Cristo, sua Cabeça e único Salvador. Em outras palavras: todo ser humano de boa vontade e consciência reta pode salvar-se, mas pode-o somente porque Cristo, Cabeça da Igreja, morreu e ressuscitou e está à Direita do Pai em favor de toda a humanidade e age através da Igreja em benefício de todo ser humano, até de quem não crê nele!
Em terceiro lugar, glorificado, o Senhor é nosso Juiz! Para ele caminham a história humana e as nossas histórias. Somente ele pode ver nosso caminho neste mundo com seu sentido profundo, somente ele nos julgará, porque, à Direita do Pai, somente ele abarca toda a história com o seu Espírito e desvela seu sentido pleno; somente nele nossos pobres dias podem encontrar o Dia sem fim, o Dia pleno da glória eterna! Quarto: desaparecendo de nossa vista humana, ele nos dá o seu Espírito, inaugurando um novo modo de estar presente entre nós, mais profundo e eficaz: agora ele nos é interior, age em nós pela energia do seu Espírito Santo: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo!” – Essa promessa não é palavra vazia; é, sim, uma impressionante realidade! E é nesse Espírito que ele consola a Igreja e a guia na missão  pelas estradas do mundo. Em quinto lugar, sua presença na glória, à Direita do Pai, o constitui para sempre como nosso Intercessor, como diz o Autor da Epístola aos Hebreus: “Cristo entrou no próprio céu, a fim de comparecer, agora, na presença de Deus, em nosso favor!” (9,24). Eis como é grande a nossa certeza, como é profunda a nossa esperança, como é certo o nosso caminho: temos um Irmão nosso, um de nossa raça à Direita do Pai, intercedendo por nós!
Caríssimos, a hodierna Solenidade é também nossa festa e motivo de alegria para nós! Aquele que hoje sentou-se à Direita do Pai é o Filho eterno feito homem, é um de nós! Que coisa impressionante: hoje, a nossa humanidade foi colocada acima dos Anjos! Aquele que, como Deus, foi colocado no presépio e no sepulcro, hoje, como homem, foi colocado acima dos anjos, à Direita do próprio Pai! Ora, alegremo-nos: onde já está o Cristo, nossa Cabeça, estaremos um dia todos nós, membros do seu Corpo! Era isso que rezava a oração inicial da Missa de hoje: “Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é a nossa vitória: membros do seu corpo, somos chamados a participar da sua glória!” E a oração que faremos após a comunhão dirá claramente que junto do Pai já se encontra a nossa humanidade, no Cristo glorificado.
Irmãos e irmãs! Elevemos o olhar para o céu: à Direita do Pai, Deus como o Pai, encontra-se o homem Jesus, nosso irmão, um de nossa raça… Ele é o objetivo para o qual se dirigem a nossa existência e a historia humana, ele é o nosso Juiz, ele é o nosso Intercessor! Que nossa vida, neste mundo que passa, seja cheia do gosto da eternidade, porque nele, nossa esperança é certíssima! Não temamos: aquele que está no céu faz-se ouvir nas Escrituras e se nos dá em comunhão na Eucaristia para que o experimentemos, o anunciemos e o testemunhemos, até sermos plenamente unidos a ele quando aparecer em sua glória e entregar o Reino a Deus seu Pai. “Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje; ele o será por toda a eternidade” (Hb 13,8). Amém.
D. Henrique Soares da Costa

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Mt 28,16-20

Batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Hoje nós celebramos, com alegria, a solenidade da Santíssima Trindade. Com ela termina o Tempo Pascal e começa o Tempo Comum. Na Páscoa, a luz venceu as trevas, a paz venceu a violência, o bem venceu o mal, a verdade venceu a mentira, o amor venceu o ódio e a vida venceu a morte. No Tempo Comum, a nossa missão é ser portadores da Luz, levando-a ao mundo, mesmo sabendo que as trevas perseguem a luz.
O Evangelho narra as últimas palavras de Jesus aos discípulos, antes de subir para o céu: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”. A nossa missão é continuar o trabalho de Jesus na terra. “Irmãos, tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus... Ele despojou-se, assumindo a forma de escravo...” (Fl2,5.7). Tudo isso para nos salvar.
“Batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” É em nome de SS. Trindade que fomos batizados. Ela é o maior mistério que temos. Deus não é uma pessoa só, mas é uma família: O Pai, o Filho e o Espírito Santo; família ligada pelo amor, não pela uniformidade. É um mistério de inclusão. Na Trindade não há exclusões. Isso transparece na natureza criada por Deus, na relação de uma obra com a outra, que nós chamamos de ecossistema. Tudo tem valor, tudo tem sentido, unidade na diversidade. Transparece especialmente na pessoa humana, imagem de Deus. A nossa missão é recuperar esse plano de Deus em nós e na criação.
Havia, certa vez, um casal de namorados que se amava loucamente. Só que ele tinha um probleminha: chulé. Quando tirava os sapatos, ninguém agüentava ficar perto. Por isso, antes de se encontrar com ela, lavava os pés com soda cáustica. Ela, por sua vez, tinha também um probleminha: mau hálito. Quando respirava no quarto, até as baratas caíam das paredes. Antes de se encontrar com ele, ela escovava os dentes com creolina e tomava meio vidro de perfume. Assim, conseguiram levar o namoro.
Casaram-se e foram para a lua de mel. No outro dia cedo, ele acordou e logo se lembrou do problema. Sentiu que as meias não estavam nos seus pés. Virou-se para ela e perguntou: “Bem, você viu minhas meias?” Ela acordou e disse, bem na direção do nariz dele: “O quê?” Ele disse na hora: “Você engoliu minhas meias!”
É isso que dá não ter diálogo aberto no namoro. O namoro deve caminhar para a vida em família, a qual é uma imagem da SS. Trindade, até nos nomes: pai, filho e a mãe que une todos no amor, e por isso representa o Espírito Santo.
Que Maria Santíssima, a Filha de Deus Pai, a Mãe de Deus Filho e a esposa de Deus Espírito Santo, nos ajude a amar mais a Deus e a imitar, em nossos relacionamos com as pessoas, a SS. Trindade.
Batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Padre Queiroz
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Evangelhos Dominicais Comentados
01/junho/2014 – Ascensão do Senhor
Evangelho: (Mt 28, 16-20)

Hoje, comemoramos a ascensão do Senhor. Jesus cumpriu sua missão na terra e sobe ao céu, vai para junto do Pai. No entanto, convém ressaltar que o Céu não está localizado acima das nuvens, como nossa imaginação humana descreve.

O Céu não é um local específico e distante. Jesus está bem mais próximo do que imaginamos. Subir aos Céus, ir para junto do Pai, não significa uma separação. Jesus nunca nos abandonou, nem nos deixou sozinhos.

O texto de hoje é o último capítulo do evangelho de São Mateus. Jesus, a única autoridade entre Deus e os homens, dá aos discípulos esta ordem: “Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Durante os quarenta dias de permanência na terra, após sua ressurreição, Jesus aparece por diversas vezes aos seus discípulos. Depois, retorna ao Pai na Glória Celeste. Agora cabe aos seus seguidores, guiados pelo Espírito Santo, continuar a obra de Jesus.

Como sempre, a mensagem deste evangelho é atual. Nós somos os discípulos! Cabe a cada um de nós a difícil tarefa de transformar todos os povos em seguidores de Jesus. Essa tarefa seria difícil e, até mesmo impossível, se estivéssemos sós, porém Jesus promete que nunca nos abandonará.

“Eis que estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo”. Estas palavras devem nos estimular, devem servir de alavanca para nos levar a assumir a evangelização. Assumir com garra nossa ‘herança’ batismal, que é levar aos povos a Boa Nova da presença de Deus entre nós.



Jesus continua presente entre nós, presente em nossos lares e na comunidade. É uma presença invisível, mas real, concreta. Jesus está presente na sua Palavra e na Eucaristia. Está presente em nossas vidas, no nosso trabalho, em nossos momentos de oração, nos momentos felizes e, principalmente, nas horas de angústia.

Jesus é uma presença constante, está sempre ao lado de sua Igreja. Jesus está presente no nosso próximo. Presente, sobretudo naqueles que sofrem, nos pobres, nos humildes e nos menores. Quem quer de fato encontrar Jesus, deve procurá-lo entre os oprimidos, fracos e pequenos.

“Ele está no meio de nós!” Com muita convicção recitamos estas palavras nas nossas celebrações. Essa certeza deve acompanhar-nos sempre. Jesus continua presente em nossa vida, na história e nos acontecimentos do dia-a-dia. Jesus está ao lado de quem o anuncia e observa suas Palavras.

O Sacramento do Batismo nos incorpora a Cristo e à sua Igreja. O batismo nos confere a missão de propagar o evangelho e de testemunhar o amor do Pai que está manifestado em Jesus.

É o Espírito Santo quem nos sustenta nessa missão, quem dá forças, esperança e alegria. Com muita fibra, com perseverança, vamos viver e ensinar tudo aquilo que Jesus nos deixou. O mundo precisa aprender a praticar a justiça e a caridade em favor dos pobres e marginalizados.

(1593)


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Homilia do Padre Françoá Costa – Ascensão do Senhor – Ano A
Rumo ao céu!
Os discípulos obedeceram a Cristo e foram para a montanha que ele tinha designado. Adoraram-no e foram enviados a anunciar o Evangelho. No dia da Ascensão do Senhor, o cristão percebe que no seu coração há um duplo movimento: o primeiro, olhar para o céu; o segundo, olhar para a terra.
Nós olhamos para o céu porque pensamos na glória de Cristo, contemplando-a na fé. Vemos no Cristo glorioso que sobe à direita do Pai toda a humanidade, a nossa humanidade. A natureza humana nunca tinha sido presenteada com tão grande dádiva, nem mesmo quando, depois de criada, tinha sido sobrenaturalmente elevada. Adão antes do pecado, por mais glorioso e cheio de dons preternaturais que fosse, perderia todo protagonismo diante da glória que irradia a humanidade santíssima de Jesus Cristo. Não obstante, o primeiro Adão era uma imagem gloriosa do que Deus queria para o homem. Já conhecemos a história posterior à criação: o homem desprezou a Deus, pecou, foi expulso do paraíso, perdeu a graça e divagou pelo mundo. Deus, no entanto, não deixou de cuidar do ser humano. Mais ainda, foi generosíssimo: decidiu embelezar novamente o homem e a mulher, mais do que antes. O segundo Adão seria mais agraciado que o primeiro. E assim foi!
Jesus é verdadeiro homem (novo Adão) e verdadeiro Deus. Como Deus, nasceu eternamente do Pai, sempre foi glorioso e essa glória não podia aumentar. Como homem, a sua humanidade foi progressivamente manifestando a glória que havia recebido do Pai. A ascensão é também o esplendor da glória, a expansão da graça e a beleza do céu manifestado no ser humano.
Diante de Cristo, que sobe aos céus, os discípulos caem por terra e adoraram a glória de Deus manifestada na carne do homem Jesus. A sadia curiosidade nos leva a observar cada um dos detalhes dessa humanidade gloriosa; vemo-nos fortemente atraídos a essa realidade e pregustamos o que seremos por toda a eternidade: filhos no Filho. Já o somos, mas essa realidade ainda deve manifestar-se em toda a sua plenitude (cfr. 1 Jo 3,2). Quando nos aventurarmos a observar os detalhes da glória, cairemos por terra: ainda não podemos! A nossa visão humana tem que receber uma ajuda divina para que isso seja possível. No momento basta com adorar a Deus? Não! É preciso manifestar aos outros as maravilhas da graça e da glória.
Esse é o segundo movimento do nosso coração: pensamos nos nossos irmãos, em todos os seres humanos. Depois de contemplar por um momento o projeto de Deus para o homem já realizado na humanidade de Jesus e que se realizará em cada um de nós, temos que perguntar aos nossos semelhantes: o que vocês estão fazendo? Não percebem, por acaso, ó tardos de inteligência e endurecidos de coração, que há coisas melhores? Será que não se dão conta que isso que vocês julgam bom e agradável aos sentidos não satisfaz plenamente o coração humano? Será que estão cegos: não percebem que os dons da inteligência, os prazeres da carne, o poder das riquezas, são apenas uma manifestação de que o coração de vocês tende à felicidade? Deus é essa felicidade!
Não nos escutarão. Talvez não nos ouçam. Frequentemente nos desprezam! Pensam que somos nós os infelizes, os tristes e os apoquentados porque – dizem eles –não desfrutamos da vida, não aproveitamos os prazeres, não aproveitamos a nossa liberdade. Se o cristão não vigiar e não estiver cada dia mais unido a Deus poderia até acreditar na “felicidade-fantasma” dessas pessoas. Para alguns a vida se resume em poucas palavras: Drogas! Sexo! Dinheiro! Tá bom, drogas não; mas as outras duas coisas talvez…
Os homens e as mulheres de bem, aquelas pessoas que sabem o que vale a pessoa humana de verdade, precisam estar atentas. Não podem ser bobas! Não podem ter a falsa humildade de não atuar com inteligência e perspicácia neste nosso mundo. O cristão não pode viver cabisbaixo, triste, melancólico, como se o mundo e as pessoas não tivessem jeito! Não! Não podemos ser moles, atontados, frouxos e sem essa “malícia boa” que manifesta que nós somos pessoas prudentes, oportunas, com capacidade de planejar e de mostrar, de maneira atrativa, o Evangelho de Jesus aos demais. Parecem que eles só conhecem o seu mundo, as suas coisas, os seus prazeres, o seu planeta. É hora de mostrar-lhes algo mais bonito! Acho que é importante pedir a Deus o “dom de línguas” segundo a interpretação de São JosemaríaEscrivá: falar de tal maneira que todos nos entendam, que a nossa vida seja transmissão da mensagem de Cristo aos outros, buscar expressar-se de tal maneira que cultivados e menos cultivados compreendam o que queremos dizer quando falamos de Deus.
Você e eu, queremos ir com Jesus… aos céus! Mas não, devemos ficar aqui, talvez muitos anos… trabalhar muito. Eles precisam de nós!
Pe. Françoá Costa

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Atos 1,1-11 – “por que ficar parado olhando para o céu? ”

Lucas, o autor dos Atos dos Apóstolos nos descreve como Jesus manifestou ao mundo o porquê da Sua vinda, da Sua entrega na Cruz e da sua Ressurreição. Jesus foi ressuscitado por Deus, mas agora, com o Seu próprio poder, elevou-se ao céu, assentando-se à direita do Pai, glorificado e exaltado como Senhor do céu e da terra. Da mesma forma como subiu aos céus, Jesus virá um dia, glorioso, para julgar os vivos e os mortos, por isso, a liturgia de hoje nos motiva assumirmos uma vida nova, através da missão de testemunhas do Cristo glorioso e poderoso, preparando a Sua segunda vinda. Às vezes nós ficamos esperando do céu algum direcionamento para começarmos a nossa missão e esquecemos de que Jesus já nos convidou a colocarmos nossas “mãos a obra” dando passos concretos em busca do que nos é proposto. Não precisamos ficar literalmente olhando para o céu a esperando que Ele volte. Jesus nos manda ir a Jerusalém! Jerusalém é hoje, o lugar onde nos reunimos, em Nome de Jesus, para recebermos o dom do Espírito Santo e, assim, sermos protagonistas da Seu projeto de Salvação. Jerusalém é a nossa família, é a nossa Comunidade é a Igreja, que nos reúne e nos congrega para a vivência do amor. Por onde nós andamos, nas nossas ações, com as nossas palavras, enfim, com a nossa vida, nós podemos testemunhar a glória de Deus. Quando nos reunimos em Nome de Jesus o Espírito Santo se manifesta e nos esclarece todas as dúvidas. Assim sendo, é o Espírito quem nos dá forças e direcionamento para uma vida plena de conformidade com a vontade do Pai - Por que demoramos em atender o Seu chamado? – Será que você acredita mesmo na Palavra de Jesus? – O que você tem esperado acontecer para assumir a missão que o Senhor o (a) destinou? – O que você tem deixado para depois? – Depois de que? – Quando? – Onde?
 


Salmo 46 – “Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta”
 

O salmo exalta a Jesus, o Deus que se elevou ao céu por entre aclamações e admiração dos Seus seguidores, portanto, poderoso, vencedor da morte e Rei de todas as nações. Jesus subiu ao toque da trombeta e voltará a nós atendendo às preces do nosso coração que clama: “Vem Senhor Jesus”! Ele é o grande rei de toda a terra e a Ele rendemos adoração e louvor.
 

2ª. Leitura– Efésios 1, 17-23 – “a esperança a que somos chamados”


Em suas palavras São Paulo confirma a obra de Deus Pai por meio do Seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo a quem pertencem a glória e o poder rogando-Lhe que nos conceda um espírito de sabedoria a fim de que possamos conhecer verdadeiramente o que Ele tem preparado para a nossa felicidade. Precisamos ter o nosso coração aberto à luz de Cristo a fim de que saibamos qual a esperança a que somos chamados e como poderemos nos apossar da riqueza da Sua glória que é a herança que receberemos juntamente com todos os santos, no céu. Ao elevar-se ao céu e sentar-se à direita do Pai, acima de toda a autoridade, poder, potência e soberania Jesus pôs tudo sob os Seus pés e fez com que nós também estivéssemos juntos com Ele. Logo, se somos membros do mesmo Corpo e se Ele é a Cabeça, estamos todos juntos, céu e terra, reunidos num só coração. Um dia, nós estaremos também no céu, todavia, desde já, podemos desfrutar dessa realidade. Que o Senhor nos concede o espírito de sabedoria para que nos comportemos como cidadãos do céu. – Você sabia que está ligado (a) ao céu porque pertence ao Corpo do Cristo glorioso? – Você tem dado testemunho de que participa desta glória? - Você já acolheu o espírito de sabedoria que Jesus prometeu? – Você já tem entendimento da esperança a que Cristo o (a) chamou? – Você é uma pessoa que transmite esperança aos outros?
 


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Evangelho – Mateus 28, 16-20 – “Sob a autoridade de Jesus”

“Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!” Esta é também hoje a nossa missão, HOJE!É a missão mais sublime da nossa existência e também a nossa obrigação diante da Palavra de Deus. “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra.” Se prestássemos mais atenção nas palavras de Jesus, nós não colocaríamos nenhuma outra missão em primeiro lugar na nossa vida. Nem o trabalho, nem a família, nem o lazer deveriam ter primazia na nossa vida se realmente nós estivéssemos sob a autoridade de Jesus, o Senhor do céu e da terra. Conscientes disso, nós precisamos repensar a nossa vida para que não sejamos devedores ante a Palavra de Deus! O próprio Jesus nos diz em João 12, 47.48b: ”Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo … a palavra que eu falei o julgará no último dia” Às vezes, nós condicionamos a Palavra de Deus de acordo com os nossos próprios interesses e nos esquecemos de que estamos em débito com o mandato de Jesus. Para nós, criaturas vulneráveis e inconstantes, é sempre muito difícil conciliar as nossas obrigações humanas vivenciais com a Palavra de Deus, no entanto, o mesmo Jesus nos garante: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”. A certeza de que Ele está conosco todos os dias até o fim do mundo, isto é, enquanto estivermos aqui na terra, nos dá a motivação e a força para sermos fiéis às Suas ordens. Por onde nós andarmos e onde nós estivermos não podemos esquecer de que Jesus espera de nós o cumprimento da Sua Palavra. Fazer discípulo de Jesus é levar as pessoas a imitá-Lo; é dar testemunho da Sua ação salvífica; é exalar no mundo o perfume do amor de Deus que se expressa no coração daquele (a) que é batizado (a) em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. É expressar com a vida os ensinamentos do Mestre que veio ao mundo revelar aos homens o plano de amor do Pai que o ressuscitou dos mortos. Porém, foi pelo Seu próprio poder que Jesus subiu aos céus onde está sentado à direita do Pai, participando da glória e nos inserindo também com Ele no mistério da Sua Igreja. – Você tem cumprido com o mandato de Jesus? – Você tem evangelizado a sua família dentro da sua casa? – Você tem dado testemunho de verdadeiro cristão (ã)? – Há alguma diferença entre o seu comportamento dentro da Igreja e fora dela? – Você é coerente nas suas atitudes? 

Helena Serpa, 
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

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Celebramos neste domingo a festa da Ascensão do Senhor. Depois de ressuscitar e aparecer às mulheres e aos apóstolos Jesus se despede deles/as antes de voltar ao Pai, "subir ao céu".
A Igreja situa esta festa quarenta dias depois da Páscoa, no intuito pedagógico de comunicar os diversos momentos do mistério de Cristo.  Estamos aqui diante do mistério da glorificação do Ressuscitado, "sentados à destra do Pai".
E sendo Jesus Cristo que está sentado à direita do Pai, nele toda a humanidade foi introduzida no seio da Trindade. A partir desse momento, Deus Uno e Trino não é o mesmo, porque, na humanidade ressuscitada do Filho, a humanidade de todos os tempos está presente!
"Na pessoa de Jesus Cristo, Deus nos ressuscitou a e nos fez sentar nos céu" (Ef 2,6).
Dessa maneira, esta festa revela a altíssima vocação de toda pessoa humana: viver em Deus, participar de seu Reino eternamente. Deus é nossa origem e nossa meta definitiva.
Somos cientes desta nossa vocação última?
A glorificação de Jesus marca um tempo novo para sua comunidade. Pela mão de Mateus vamos adentrar na nova "hora" da comunidade dos discípulos e discípulas do Ressuscitado.
Encontram-se num monte de Galiléia, cidade dos gentis, os onze discípulos, simbolizando a presença da comunidade. É Jesus quem convoca os seus: "Os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado".
E a comunidade reconhece seu Amigo e Senhor, por isso se ajoelham diante dele, como sinal de respeito e adoração. O evangelista faz questão de expor que, mesmo assim, ainda alguns duvidam. Mas o que importa é a fé da comunidade, que a faz apta para acolher as últimas palavras de seu Mestre.
Em nome de seu Pai: "Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra", Jesus faz a sua comunidade continuadora de sua missão neste mundo.
Missão que é universal, a boa nova do Reino de Deus é para todos/as sem exclusão. É por isso que a missão faz parte da natureza, da identidade da comunidade eclesial, ela é convocada (discípula) e enviada (missionária).
Ciente do que significa esta tarefa, Jesus faz sua última promessa aos seus amigos/as: "Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo".
Temos aqui uma das características principais do evangelho de Mateus, a certeza de que Jesus é Deus presente no meio da humanidade. No início (1, 23), no meio (18,20) e no fim do evangelho (28,20) encontramos esta proclamação de fé em Jesus, o Emanuel, Deus conosco.
É esta certeza que fez e faz a Igreja caminhar no meio de luzes e sombras, buscando viver sua identidade de discípula-missionária, nos diferentes cenários culturais, sociais, religiosos da história.
Assim Jesus se encarnou a fim de nos abrir caminho para o Pai, colocando sua tenda no meio de nós e permanecendo conosco. Sua comunidade para levar adiante sua missão precisa viver sempre inserida no do mundo.
Esse é o lugar da Igreja: o mundo, com seus avanços e retrocessos, com suas vitórias humanas e suas devastações de diferentes índoles. Mundo que interpela e desafia a fé da comunidade eclesial.
Quais sãos os desafios que a Igreja tem neste terceiro milênio?
Bento XVI confirmou que a missão ad gentes (a todos os povos) da Igreja, se abre a novas dimensões: "O campo da Missão às gentes se tem ampliado notavelmente e não é possível defini-lo, baseando-se apenas em coordenadas geográficas ou jurídicas. Na verdade, os verdadeiros destinatários de atividade missionária do povo de Deus não são os povos não-cristãos e das terras distantes, mas também os campos socioculturais, e sobretudo os corações".
Celebrar a festa da Ascensão é agradecer a Deus o presente de nossa vocação eterna já alcançada para todos/as por Jesus e renovar nosso compromisso eclesial de ser comunidade convocada e enviada para que todos os povos tenham vida e vida em abundância.

Fonte: ESPIRITUALIDADE
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Comentário ao Evangelho do dia feito por :



«Concedei-nos que na profissão da verdadeira fé reconheçamos aglória da eterna Trindade»

A alma que ama a Deus nunca está saciada, embora falar de Deus seja tanto mais audacioso quanto o nosso espírito se encontra muito longe de tão alta tarefa;[...] e, quanto mais avançamos no conhecimento de Deus, tanto mais sentimos asua impotência. Assim foi com Abraão, assim com Moisés, que, quando puderam ver a Deus, pelo menos do modo como tal visão é concedida aos homens, tanto um como o outro se faziam o mais pequeno de todos: Abraão considerava-se «cinza epó» (Gn 18,27) e Moisés dizia de si próprio que tinha «a boca e a língua pesadas» (Ex 4,10), comprovando a fraqueza das suas palavras em traduzir a imensidão d'Aquele que a sua alma experimentava, já que não falamos de Deus tal como Ele é, mas como somos capazes de O alcançar.

Quanto a ti, se quiseres dizer ou escutar seja o que for de Deus, abandona a tua corporalidade, repudia os teus sentidos [...], eleva a tua alma acima de tudo o que foi criado e contempla a natureza divina: encontrá-la-ás imutável, indivisa, a luz inacessível, a glória resplandecente, a bondade almejada, a beleza inigualável que fere a alma sem que ela possa explicá-La.

Assim encontrarás o Pai, o Filho e o Espírito Santo. [...] O Pai como princípio de tudo, causa do ser de tudo quanto existe e raiz de todos os seres vivos; d'Ele corre a Fonte da vida, a Sabedoria e o Poder (1Cor 1,24), a Imagem perfeita e fiel do Deus invisível (Heb 1,3): o Filho gerado do Pai, oVerbo eterno que é Deus e voltado para Deus (Jo 1,1). Por este nome de Filho temos a certeza de que Ele partilha a mesma natureza, uma vez que não foi criado por uma ordem, mas brilha sem cessar a partir da Sua substância, unido ao Pai desde toda a eternidade, igual a Ele em bondade, igual em poder,compartilhando da Sua glória. [...] E quando a nossa inteligência for purificada das paixões terrenas e puser de lado toda e qualquer criatura sensível, qual peixe que emerge das profundezas até à superfície entregue à pureza da sua criação, então contemplará o Espírito Santo onde estão o Filho eo Pai. Este Espírito, sendo da mesma essência segundo a Sua natureza, possui também todos os bens: a bondade, a retidão, a santidade e a vida. [...] E, tal como queimar é próprio do fogo e alumiar da luz, também do Espírito Santo são próprias a bondade e a retidão, e não Lhe pode ser tirada a capacidade de santificar ou fazer viver.

Comentário ao Evangelho do dia feito por :


São Basílio (c. 330-379), monge e bispo de Cesareia na Capadócia, doutor da Igreja
Homilia sobre a fé, 1-3
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Jesus nos envia hoje ao mundo inteiro – assim como fora enviado pelo Pai – dizendo: “Ide portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28,18-20). 
Fiel ao objetivo de apresentar Jesus como sendo o novo Moisés, porém, Mestre de um novo ensinamento, o evangelista Mateus observa que os Onze discípulos se encaminham para a montanha que o próprio Cristo lhes determinara. A única aparição do Ressuscitado aos Onze – segundo Mateus – passa a ser, então, um encontro marcado no monte ao qual fala de Sua autoridade sobre o céu e a terra e transmite o poder de ensinar a todos e de batizar.
O contexto se assemelha, pois, à promulgação de uma norma: “Fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei”. Na verdade, temos um mandato ou uma ordem explícita de missão, calcada no senhorio universal de Cristo. Tal senhorio é recebido do Pai, manifesta-se no mandato e é reconhecido pelos discípulos que se prostraram. A Igreja recebe o poder de estender e dilatar a obra de Cristo em todo o mundo pelo ensinamento e o batismo no nome das pessoas divinas. Além disso, conta com a presença de seu Senhor até a consumação dos séculos.
Jesus veio até nós para abrir o caminho que nos leva ao nosso destino, que é o Pai. Se nos unirmos a Jesus, n’Ele já estamos caminhando para o mesmo Pai. Hoje celebremos este Pai que nos cria e envia em missão de vida ao mundo e nos espera de volta para a plenitude da vida. Anunciemos a toda humanidade este caminho de vida. Mateus fala-nos hoje de onze discípulos. Complete você este grupo. Seja o “décimo-segundo” enviado a testemunhar Jesus, o Caminho de toda a humanidade ao Pai!
Voltando para junto do Pai, Jesus conclui o caminho de vida que nos veio abrir. Este caminho precisa ser conhecido de todos: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos. ensinado-os a observar tudo o que vos ordenei”. Para testemunhar este caminho, precisamos da Sua presença. O Espírito Santo impele-nos a cooperar na realização do propósito de Deus, que estabeleceu Cristo como princípio de Salvação para o mundo inteiro. 
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova
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A ascensão de Jesus foi um marco importante na vida da primitiva comunidade cristã. Após longo processo de formação, os discípulos tinham diante de si a missão de evangelizar o mundo inteiro, não contando mais com a presença física do Mestre.
Desde que convocou os primeiros discípulos para segui-lo até o momento de sua subida para junto do Pai, Jesus não descurou a tarefa de preparar o pequeno grupo de seguidores para o serviço da evangelização. As longas caminhadas permitiram-lhe ir explicitando para eles a mensagem evangélica. Os discursos dirigidos às multidões e os debates com seus adversários foram, também, ocasiões propícias para tornar conhecido seu pensamento. Não bastava, porém, a formação intelectual. Era preciso uma preparação em nível existencial. Isso se deu mediante o exemplo de vida do Mestre. Seu modo de tratar as pessoas, especialmente os pecadores e marginalizados, seu relacionamento íntimo com o Pai, sua liberdade diante da Lei, sua ação enérgica contra toda sorte de injustiça e exploração da boa-fé do povo serviam de alerta para os discípulos, em vista da atitude que deveriam tomar, no exercício da missão.
Com a volta de Jesus para junto do Pai e a conclusão de sua missão terrena, chegou a hora de os discípulos assumirem sua tarefa. Doravante, Jesus passaria a agir por meio deles.
Oração
Senhor Jesus, contemplando tua ascensão para junto do Pai, assumo a tarefa de levar, ao mundo inteiro e a toda criatura, a mensagem do teu Evangelho.

Igreja Matriz de Dracena
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O Evangelho de Marcos, em sua redação original, encerrava-se no versículo 8 do capítulo 16, com o encontro do túmulo vazio pelas mulheres. Os versículos 9 a 20, que o concluem, são um acréscimo tardio. A Igreja já estruturada teria julgado inconveniente a falta de narrativas das aparições do ressuscitado neste Evangelho. Foram, então, acrescentadas três narrativas, resumos das narrativas de aparições dos outros Evangelhos. A fala atribuída a Jesus, após as três aparições (v. 16), é no sentido de afirmar o poder excludente da Igreja, na qual a profissão de fé seguida do batismo já estava consagrada como caminho único e absoluto da salvação. Também ficam afirmados poderes excepcionais conferidos ao crente, o que contraria a simplicidade da fé a ser vivida no dia-a-dia pelos comuns dos mortais. Hoje se compreende que a prática missionária não é condenatória nem marcada por ações espetaculares. A missão é o testemunho do amor misericordioso e o reconhecimento, a valorização e o cultivo dos sinais de vida encontrados nos diversos povos e culturas. A subida aos céus está associada à narrativa de Lucas em seu Evangelho e mais desenvolvida nos Atos dos Apóstolos (primeira leitura). A exaltação do ressuscitado, retirado da terra e glorificado no céu (cf. segunda leitura), foi resultado da influência do messianismo escatológico davídico, presente nas mentes dos discípulos de origem judaica. Hoje, a fé na presença de Jesus vivo nas comunidades nos move ao alegre empenho em construir um mundo novo, solidário e fraterno, com união em torno do projeto de vida plena para todos, sem restrições.
Igreja Matriz de Dracena

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