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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Comentários-Prof.Fernando

Comentários-Prof.Fernando* 5ª semana da Páscoa (18a24) – 18 maio 2014

Os de casa e os de fora (Jo 14,1-12 (LCR=1-14)
·                  Uma prece solidária pelos operários turcos mortos (e suas famílias) e pelo êxito do movimento “tragam de volta nossas meninas” (raptadas pelo uso terrorista do Islamismo).
·                  Os ortodoxos celebram hoje o ”Domingo da Samaritana” (João 4,5-42 e: leitura de Atos 11,19-26.29-30), que é significativo: qual foi a atitude de Jesus de Nazaré diante do estrangeiro mostrando a salvação além das fronteiras da religião tradicional. Na liturgia ocidental o tema Cristo Caminho, Verdade e Vida, aponta também para a universalidade da salvação como lemos hoje: Na casa de meu Pai há muitas moradas -- Vou preparar um lugar para vós -- E para onde eu vou vós conheceis o caminho. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai: e desde agora o conheceis e o vistes – Felipe, não me conheces? Quem me viu, viu o Pai -- Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? -- Em verdade vos digo: quem acredita em mim fará as obras que eu faço  e ainda maiores. Como observa J. Konings em comentário do domingo anterior (parábola do Cristo como Porta que se abre para o ser humano chegar a Deus), Toda salvação passa por Cristo. Mas isso deve ser entendido num sentido inclusivo, não exclusivo: Todo caminho que verdadeiramente conduz a Deus, em qualquer religião e na vida de “todos aqueles que procuram de coração sincero” (Concílio Vaticano II; Oração Eucarística IV), passa de fato pela porta que é Jesus. Portanto – e é isso que acentua o evangelho de João, escrito para pessoas que já aderiram à fé em Jesus: não precisam procurar a salvação fora desse caminho. Isso vale ser repetido para os cristãos de hoje. Por outro lado, não é preciso que todos confessem o Cristo explicitamente; basta que, nas opções da vida, eles optem pela prática que foi, de fato, a de Cristo. Agir como Cristo é a salvação.

Instituições e movimentos
·                  O autor de Atos (6,1-7 no LCR: 7,55-60) mostra que a instituição dos primeiros Diáconos nas comunidades cristãs não é apenas a solução de um problema prático. Todos têm nomes gregos e o episódio mostra um movimento de “abertura” (levar o anúncio da Boa Nova para além das fronteiras de Israel). Os passos em direção aos não judeus estão relatados em Atos 15 e Gálatas 2. Aí se conta a controvérsia (sobretudo entre Pedro e Paulo) e as soluções dadas num “concílio” convocado para resolver as pendências entre duas opiniões: afinal – era necessário ao “grego” ser primeiro judeu com circuncisão e demais práticas religiosas para depois ser batizado cristão? Dado o rumo tomado pelo cristianismo primitivo Paulo poderá dizer: não há mais judeu nem grego, nem escravos e livres, homem ou mulher (cf.Gal3,28)
·                  Pedro (1Pd 2,4-9; LCR=2,2-10) mostra que os cristãos continuam a missão de Jesus Cristo, sendo eles mesmos “pedras vivas” da construção do grande corpo formado pelos salvos: (...) pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrosa aos olhos de Deus. (...) Também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual (...) nação santa, povo que ele conquistou para proclamar as obras admiráveis daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa.
·                  k

Caminho, Verdade e Vida,
·                  Para ter acesso à Vida (plena, eterna, por ressurreição) pratica-se a Verdade (que não se entende em conceito especulativo, intelectual: Jesus calou para a pergunta da filosofia romana e “grega” de Pilatos. A Verdade da Pessoa não pode enganar o Criador. Mais do que nas crenças, a Verdade é a prática de viver como Jesus de Nazaré viveu, fazendo o bem, mesmo traído, preso e assassinado. Tal é o sentido da Páscoa, segundo esta reflexão de M.Domergue (comentando a conversa de Jesus com Felipe): O Filho provou violência e contradição ao assumir a condição do ser humano pecador e o mal do mundo. Por ele, nele, é Deus mesmo que de certa forma é dilacerado. E não poderia acontecer de outro jeito: sendo Amor, acaso iria abandonar o ser humano em sua desgraça? E, em sua liberdade, iria negar-se a compatilhar nossos sofrimentos? De certa forma Jesus Cristo é Deus deslocado como um imigrante longe de sua terra. A Páscoa é o ponto extremo desta “alienação” e, ao mesmo tempo, o caminho do retorno à condição divina.

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( * ) Prof./consultor (filos. educ. teol. ética) - fesomor2@gmail.com

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