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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A SANTA CRUZ

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

14 de Setembro

Evangelho - Jo 3,13-17

-A SANTA CRUZ-José Salviano



            Na Festa da exaltação da Santa Cruz, vamos festejar não a derrota de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas sim, a sua volta por cima, a sua vitória sobre a morte, sobre seus inimigos, sobre o pecado, para nos resgatar e levar-nos um dia a gloria eterna...

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EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ! – Olívia Coutinho

Domingo - dia 14 de Setembro 2014

Evangelho Jo 3, 13-17

Celebramos hoje,  a exaltação da Santa Cruz!
O gesto de exaltar a Cruz, pode nos  parecer contraditório, afinal, como  é possível exaltar um objeto que serviu de tortura  contra Jesus, um inocente? Mas para quem vive verdadeiramente a ressurreição de Jesus,   celebrar a exaltação  da  Santa Cruz, é celebrar o amor, é celebrar  a vida, a vitória  de Jesus que é também a nossa vitória!
Para nós cristãos, a Cruz é o maior símbolo de fé, ela não deve ser  vista como sinal de morte e sim, como sinal de vida, pois  foi pela cruz que voltamos à vida! Foi pelo sacrifício da  cruz,  que Jesus nos devolveu  a liberdade! Quem vê  a cruz como sinal de morte, não vive a ressurreição de Jesus!
A cruz é  a expressão suprema do amor de Deus, do nosso Deus de amor, que veio ao nosso encontro na pessoa de Jesus! Ela nos faz lembrar   o martírio de Jesus, mas a mensagem mais forte que a cruz  nos traz, é a vitória da vida sobre a morte!
Todos nós, uns mais outros menos, temos medo da  cruz,  a cruz  nos assusta, nunca estamos preparados para recebê-la, mas não tem como fugir  dela, pois  ela é  inevitável em nossas vidas!
Se a nossa cruz parecer pesada, ao ponto de não estarmos aguentando  carregá-la, é sinal de que  não estamos caminhando com  Jesus, pois  quem caminha com Jesus, não sente  a sua tão pesada, pois Jesus o ajuda a carregá-la!
O evangelho de hoje  nos fala da passagem da morte para vida, das trevas para a luz, do pecado para a graça!
Num diálogo com Nicodemos, Jesus fala da sua crucificação: “É preciso que o Filho do homem seja levantado”... É o anuncio da entrega total de sua vida pelo resgate da humanidade, uma humanidade que não O reconheceu como o Filho de Deus.
Naquele momento, no  horizonte próximo de Jesus, estava apenas à cruz! Jesus estava ciente de que Ele  seria levantado na cruz, por aqueles que não quiseram reconhecê-lo como o Filho de Deus,  mas Ele estava  ciente também, de que na cruz, seria manifestada a glória do Filho do homem!
A parte central do texto, que nos é apresentado hoje, nos fala do amor incondicional de Deus Pai pela humanidade.
A luz esteve presente no mundo e o mundo a rejeitou e mesmo assim, o Pai investiu alto no humano,  chegando  ao extremo de permitir que seu Filho morresse para  salvar a humanidade corrompida pelo pecado!
A morte de Jesus, não foi da vontade de Deus, foi consequência da sua obediência ao Pai, no compromisso de levar adiante o seu projeto de vida nova.
As palavras de Jesus, provoca-nos a uma tomada de posição: Estar com Ele  na cruz em favor da vida, ou estar nas trevas em favor da morte?  Podemos escolher em dar a Jesus uma resposta de fé ou de descrença! A fé e descrença, já contêm o juízo de Deus: salvação, ou condenação.
 É importante conscientizarmos, de que a condenação não vem de Deus, nós é que nos condenamos quando não acolhemos e não colocamos a sua verdade no nosso existir.
 É Jesus quem nos diz: ”Quem crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado”... Crer em Jesus é continuar a sua presença atuante aqui na terra, não crer, é não assumir  o seu  projeto,  é rejeitar a luz. Quem não crê em Jesus, não realiza a vontade do Pai, portanto já está condenado.
Contemplemos hoje, a cruz de Cristo, meditando  as sete frases  pronunciadas por Ele  na cruz:
1 - “PAI, PERDOA-LHES PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM” (Lc 23,34). Mensagem do perdão.
2 - “HOJE MESMO ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO.” (Lc 23,43). Mensagem da salvação.  
3 - “MULHER, EIS AI TEU FILHO; FILHO, EIS AI SUA MÃE.” (Jo 19,26-27) Mensagem da família, da entrega.  
4 - “MEU DEUS,  MEU DEUS, PORQUE ME ABANDONASTE? “(Mt 27,46.Mc 15,34). Mensagem da oração e do clamor.
5 - “TENHO SÊDE.” (Jo 19.28). Mensagem da necessidade.
6 -“TUDO  ESTÁ CONSUMADO” (Jo 19.30).  Mensagem do coroamento de sua missão terrena. 
7 -“PAI, EM TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO.” (Lc 23,44-48)”. Mensagem da comunhão”.
Na cruz, Jesus manifestou ao mundo  a grandiosidade do  amor do Pai, hoje,  Ele nos convida a tomarmos  a nossa cruz e segui-Lo!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! Olívia Coutinho
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EXALTAÇÃO DA CRUZ

“ Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena”.

DEPOIS DE JESUS, A CRUZ PASSA A TER UM NOVO SENTIDO
Antes de Jesus, a cruz era vista como um instrumento de castigo, de humilhação, de condenação dos criminosos.
Porém, o fato de Jesus, o Filho de Deus ter sido crucificado deu à cruz um sentido novo: Ela deixou de evocar a condenação e a morte, para significar a exaltação da vida. E esta mudança radical da maneira, de se ver a cruz foi por causa da vida de Jesus. Jesus, pela sua existência impecável só fazendo o bem e anunciando a Boa Notícia para a nossa salvação, aceitou a morte de cruz, e isto demonstrou a sua fidelidade ao plano do Pai em relação  ao Filho, Cordeiro imolado pesos nossos pecados e para a nossa salvação. Nela ficou patente que Deus era o senhor único e exclusivo da vida de Jesus, e que nenhum fariseu ou escriba foi suficientemente forte para desviá-lo do caminho traçado pelo Pai.
Jesus, apesar de ter pedido ao Pai no Horto das Oliveiras que o livrasse daquele cálice amargo, deixou, contudo que se realizasse a vontade desse mesmo Pai. Por isso Jesus não vacilou e enfrentou o martírio de cruz com cabeça erguida, até o final em que disse: “Pai tudo está consumado, a Ti entrego o meu espírito”.
Espero em Ti meu Deus também ter a oportunidade de repetir estas mesmas palavras de Jesus, no meu último instante de vida.
É daí que se originou o respeito dos cristãos pela cruz que passou a simbolizar, sinal de vida eterna. Ao olhar a Cruz, não devemos nos fixar na paixão de Cristo, mas sim na sua ressurreição e no que isto significa para nós durante a nossa caminhada terrena. A cruz nos lembra a fidelidade de Jesus ao plano do Pai. A CRUZ É UM RESUMO DO AMOR DE JESUS PELA HUMANIDADE, ao entregar-se para resgatá-la do pecado, e é um convite para que façamos o mesmo. Para que nos amemos sem reservas, e para que nos entreguemos também sem reserva ao plano de salvação de Deus Pai, evangelizando: Seja, com o exemplo, seja com a palavra, seja com o testemunho.
Isso porque a cruz representa a dedicação radical e incondicional de Jesus ao Reino, e estimula a todos nós a fazer o mesmo. Portando, não se trata de idolatrar dois pedaços de madeira como já fomos criticados pelos nossos irmãos separados, mais sim. Exaltar a cruz é, pois, exercer o nosso papel de cristãos, isto é, aqueles que imitam a Cristo não só com a palavra, mais acima de tudo, com o exemplo.
José Salviano


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Tome sua cruz...-Alexandre Soledade


Bom dia!
É importante ler a primeira leitura para refletirmos o evangelho de hoje
“(…) o Senhor os dispersou daquele lugar por toda a superfície da terra, e eles cessaram de construir a cidade. Por isso, foi chamada Babel, porque foi lá que o Senhor confundiu a linguagem de todo o mundo, e de lá dispersou os homens por toda a terra“. (Gênesis 11, 8-9)
Em Babel, Deus interveio diretamente sobre o sonho ambicioso e descontrolado do homem que edificava sobre sua inteligência e conhecimento o seu poder. Nessa profunda narrativa o povo judeu via e acreditava que seu Deus não os havia abandonado e acatava, de certa forma, a vontade de Dele em confundir os tais sábios.
Difícil não tentar imaginar também a “pulga atrás da orelha” sobre eles: Deus estaria punindo a desobediência mais uma vez ou havia um plano futuro? O salmista deixa sua opinião sobre o assunto dizendo:“(…) O SENHOR DESFAZ OS PLANOS DAS NAÇÕES E OS PROJETOS QUE OS POVOS SE PROPÕEM. MAS OS DESÍGNIOS DO SENHOR SÃO PARA SEMPRE, E OS PENSAMENTOS QUE ELE TRAZ NO CORAÇÃO, DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO, VÃO PERDURAR”. (Salmo 32)
E o evangelho? É como se Jesus dissesse: Você acredita ou não? Se não acredita corre agora! Repare algo: no evangelho de amanhã Ele se transfigura na presença de Pedro, João e Tiago e cumpria-se assim o que havia dito “estão aqui algumas pessoas que não morrerão antes de verem o Reino de Deus chegar com poder” (evangelho de sábado). Jesus se revelava por inteiro através da transfiguração.
Jesus tem promessas a serem cumpridas com aqueles que acreditam, portanto fique! Acredite! Deus confundiu os “sábios” em Babel e se torna simples e compreendido novamente através da vinda de Jesus e da fé daqueles que ainda crêem.
“(…) Com efeito, não me envergonho do Evangelho, pois ele é uma força vinda de Deus para a salvação de todo o que crê, ao judeu em primeiro lugar e depois ao grego. Porque nele se revela a justiça de Deus, que se obtém pela fé e conduz à fé, como está escrito: O justo viverá pela fé (Hab 2,4)”. (Romanos 1,16-17)
O passado foi enterrado sobre as pedras que desmoronaram em Babel e definitivamente soterrados através da mensagem, vida e morte de Jesus Cristo, portanto livres da morte Deus não tem mais intervindo para gerar a dúvida e sim a solução, sendo assim todos aqueles que hoje passam por dificuldades, onde as soluções parecem como as pessoas que restaram de Babel, ou seja, confusas, Deus se revela como um profundo sinal de lucidez em meio ao tormento.
Muitos ainda dizem que “carregam suas cruzes” no entanto, carregar a cruz não é lembrar ou viver sofrendo, é testemunhar a promessa se concretizando ainda hoje. É atestar que a morte do cordeiro não foi em vão! É dizer que, apesar do sofrimento, da tempestade, (…) o brilho da vitória é ainda maior. Carregar a cruz é não ter vergonha de dizer que é católico, que é casado, que ama sua família, que vai a missa, que participa da comunidade, que devolve o dízimo, que se benze ao levantar, que reza o terço todo dia, que acredita na virgindade, na fidelidade conjugal, que lê a bíblia, (…) é não ter vergonha de falar para seus amigos que você não vai “festar”, mas que vai trocar o barulho por um retiro de carnaval; que vai pro Vinde e Vede rezar; é dizer que prefere ler um bom livro a ver novela ou nádegas no Big Brother; é não ter medo de jejuar, se confessar e por fim ter coragem de dizer “Deus te abençoe” ou “Vá com Deus” a quem convive conosco.
 “(…) Presta atenção às minhas palavras, aplica teu coração à minha doutrina, porque é agradável que as guardes dentro de teu coração e que elas permaneçam, todas, presentes em teus lábios”. (Provérbios 22, 17-18)
Um imenso abraço fraterno! Bom fim de semana!
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Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.Quem perder a sua vida por causa de mim vai salvá-la.


O Evangelho de hoje nos mostra um significado fundamental para entendermos o mistério da cruz. Jesus diz: renuncie a si mesmo e tome a sua cruz. A cruz significa antes de tudo não ser mais nada para si e ser tudo para os outros. De fato, Jesus no alto da cruz já não tinha nada que fosse seu, a não ser a sua própria vida, e até ela nos é dada conforme ele mesmo nos diz: Ninguém tira a minha vida, eu a dou livremente. Mas esse fato é o coroamento de toda a vida de Jesus que não se apegou ciosamente à sua condição divina, mas se fez homem, obediente até a morte e morte de cruz, vivendo totalmente para servir ao seu Pai e aos seus irmãos e irmãs, numa total oblação. (CNBB)


A CRUZ, CAMINHO DE SALVAÇÃO


           No tempo em que viveu Jesus, a cruz significava um castigo vergonhoso e humilhante, que se utilizava para fazer justiça aos que não eram cidadãos romanos por delitos ou crimes cometidos. A cruz aparece, pois, no contexto dessa época como uma forma humilhante de matar, porque o crucificado era pendurado num madeiro e morria por asfixia.

          A morte na cruz era uma forma de morrer cruel, vergonhosa e humilhante. Lentamente, a pessoa ia deixando a vida, entre a desidratação, o sangramento pelas feridas dos pregos e pela asfixia. Quando não queriam que o réu morresse tão rápido, não o crucificavam com pregos, o amarravam à cruz e simplesmente o deixavam pendurado para que este morresse depois de dois ou três dias. Mas quando queriam que a morte fosse mais cruel e de impacto, fincavam-no com pregos para que a pessoa sangrasse, igual quando se mata a um animal.

          Esta forma de morrer vergonhosa e humilhante se reservava para pessoas que eram muito odiadas. Portanto, se alguém dizia que teve um familiar que morreu numa cruz, as pessoas se perguntava que classe de criminosa seria o familiar dessa pessoa que foi executado numa cruz.

          A crucificação de Jesus foi pedida pelo povo judeu, incentivados pelos sacerdotes e fariseus, que viam em Cristo um inimigo e um perigo. Pediram para seu irmão judeu uma morte humilhante, a morte na cruz.

          A Palavra de Deus segundo São Mateus, capítulo 27, versículos 22 ao 26, conta como ocorreu o julgamento de Jesus:
Tornou-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, que se chama Cristo? 
Disseram todos: Seja crucificado.
Pilatos, porém, disse: Pois que mal fez ele?
Mas eles clamavam ainda mais: Seja crucificado.
Ao ver Pilatos que nada conseguia, mas pelo contrário que o tumulto aumentava, mandando trazer água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Sou inocente do sangue deste homem; seja isso lá convosco.
E todo o povo respondeu: O seu sangue caia sobre
nós e sobre nossos filhos.
Então lhes soltou Barrabás; mas a Jesus mandou açoitar,
e o entregou para ser crucificado.
(Mt 27, 22-26)
          Cristo Jesus morreu rapidamente, numas três horas, sangrando, desidratado e asfixiado, totalmente esgotado. Jesus levava uma tortura prévia na noite anterior, e tinha um sofrimento muito profundo a nível humano porque foi traído por seus discípulos. Isto é importante para poder adentrar-nos mais no mistério da cruz.

          Leiamos agora algo curioso que aparece na carta de São Paulo aos Gálatas, capítulo 6,versículos 11 ao 16. Diz São Paulo:
Vede com que grandes letras vos escrevo com minha própria mão.
Todos os que querem ostentar boa aparência na carne, esses vos obrigam a circuncidar-vos, somente para não serem perseguidos
por causa da cruz de Cristo.
Porque nem ainda esses mesmos que se circuncidam guardam a lei, mas querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne.
Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado
para mim e eu para o mundo.
Pois nem a circuncisão nem a incircuncisão é coisa alguma,
mas sim o ser uma nova criatura.
E a todos quantos andarem conforme esta norma,
paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus.
(Gálatas 6, 11-16)
          A circuncisão era um sinal de salvação para os judeus. A marca que ficava na pessoa era seu sinal de salvação.  Mas para São Paulo nenhum desses ritos são salvíficos. É mais, nenhum rito feito por obra do ser humano é salvífico em si mesmo, porque ninguém pode salvar-se a si mesmo; somente Deus pode salvar-nos. Então, Paulo nos diz que se queremos gloriar-nos e salvar-nos que seja por meio da cruz de Cristo.

          Em São Paulo ocorre uma transformação. Paulo se gloria da cruz de Cristo pela qual ele morreu ao mundo. Paulo não quer gloriar-se de nada senão da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pois por este meio o mundo morreu para ele. O que antes era um castigo vergonhoso se converte agora num timbre de glória, o sinal máximo de que estamos sendo salvados.

          A cruz de Cristo para os cristãos não significa simplesmente uma morte vergonhosa, pendurado em um madeiro. A morte de Jesus Cristo representa o pagamento ou resgate pelos pecados cometidos pela humanidade, porque não tinha maneira humana de pagar o que tínhamos feito de ofensas a Deus desde o princípio dos tempos até agora. Essa dívida somente podia ser paga com o sangue do Filho de Deus. A morte de Cristo é caminho de salvação pela forma em que morre, pendurado na cruz, pelas torturas e a forma desumana em que foi feita a justiça, pela intenção de Cristo de morrer por amor a nós e pela entrega que o Pai faz de Cristo pela salvação nossa.

          A morte de Cristo é o pagamento ou resgate por nossos pecados, o sacrifício supremo, a prova maior de amor, a oblação mais pura. Porque Cristo é Deus e homem, é de nossa parte imolação perfeita, a entrega total e o sacrifício máximo na qual o homem totalmente inocente, limpo e puro se oferece em sacrifício por todos. Jesus é o servo dolente de que fala o Profeta Isaías, que se oferece como sacrifício por tudo o que viveu em pecado a humanidade. Por isso a morte na cruz é o sinal máximo e a garantia suprema que temos de que estamos sendo salvados. Mesmo assim, livremente, qualquer um  pode condenar-se. Mas, estamos sendo salvados por Deus porque Ele não condena; cada pessoa se condena a si mesma.

         A cruz se converte então no sinal máximo de salvação, a maior prova de amor, o selo que Deus imprime na história da salvação para dizer que a humanidade em Seu Filho se salvou. A cruz é salvífica como sinal da morte de alguém que deu tudo por nossa salvação.

          Nós estamos sendo fincados na cruz de Cristo e mortos ao pecado e ao mundo. A identificação é mística e espiritual; tem que ver com nossa maneira de envolver-nos com o mistério. Ele está fincado e morto à vida neste mundo. Nós, Nele, deixamo-nos fincar na cruz e morremos ao pecado e ao mundo. Por isso, Nele seremos ressuscitados.

          Esta é a forma de introduzir-se neste mistério salvífico. Bem como Cristo morreu à vida terrena, nós morremos ao pecado e ao mundo, envolvidos e identificados Nele. A cruz é sinal de salvação e nos gloriamos da cruz de Cristo, pela qual fomos fincados e mortos ao pecado.


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“EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ”! OLIVIA COUTINHO


Celebramos hoje a festa da exaltação da Santa Cruz!
Para alguns, o gesto de exaltar a Cruz, pode parecer contraditório, afinal, como  é possível exaltar um objeto que serviu de tortura  contra Jesus, um inocente?
 Mas para quem descobriu o seu  verdadeiro sentido, Celebrar  a exaltação  da Santa Cruz, é celebrar o amor, a vitória  de Jesus, que é também a nossa vitória!
Foi pela cruz que Jesus abriu a porta da eternidade para a humanidade!
Para nós cristãos, a Cruz é o maior símbolo da nossa fé, o caminho para nossa  salvação.
Para alguns, a cruz é vista como sinal de morte, mas  para quem mergulha no mistério da ressurreição de Jesus, ela é  sinal de vida, pois foi pela cruz, que voltamos á vida!
Ver  a cruz como sinal de morte, é não viver a ressurreição de Jesus!
A cruz é  a expressão suprema do amor de Deus, que veio ao nosso encontro na pessoa de Jesus!
A cruz nos faz lembrar   o martírio de Jesus, mas a mensagem mais forte que ela nos traz, é a sua vitória!
Todos nós, uns mais outros menos, tememos a cruz, ela nos assusta, nunca estamos preparados para recebê-la, mas não tem como fugir dela, ela é  inevitável em nossas vidas!
Se a nossa cruz parecer pesada, ao ponto de não agüentarmos carregá-la, é sinal de que ainda  não estamos caminhando com  Jesus, pois quando  caminhamos com Ele, ela se torna mais leve!
Cada um de nós tem a sua cruz, para uns,  ela pode parecer  mais pesada, não pelo seu peso em si, a diferença está na forma  de carregá-la! Devemos abraçar a nossa cruz, nunca arrastá-la, nem ignorá-la fugindo da realidade, pois ela é a ponte que nos leva ao Pai!
Não esqueçamos nunca, que   o mistério da salvação passa pela cruz!
No evangelho de hoje, Jesus fala da sua crucificação: “quando eu for elevado da terra entendereis que Eu Sou”. Foi preciso que  Ele fosse  erguido na cruz,  para que muitos acreditassem Nele! 
Contemplemos hoje a cruz de Cristo! Trazemos em nós  as marcas desta Cruz!
Na cruz, Jesus manifestou ao mundo  a totalidade do seu amor! Hoje  Ele nos convida a tomarmos a nossa cruz e segui-Lo!
Meditemos as sete frases  pronunciadas por  Jesus  na cruz:
“1)PAI, PERDOA-LHES PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM (Lc 23,34). Esta é a mensagem do perdão.
2) HOJE MESMO ESTARÁS COMIGO NO PARAISO (Lc 23,43). Esta é a mensagem da salvação.  
3) MULHER, EIS AI TEU FILHO; FILHO, EIS AI SUA MÃE (Jo 19,26-27). Esta é a mensagem da família, mensagem da entrega.  
4) MEU DEUS,  MEU DEUS, PORQUE ME ABANDONASTE? (Mt 27,46.Mc 15,34).  Esta é a mensagem da oração, do clamor.
5) TENHO SÊDE (Jo 19.28). Esta é a mensagem da necessidade.
 6) TUDO  ESTÁ CONSUMADO (Jo 19.30). Esta é a mensagem da vitória, da Obra completada.  
7) PAI, EM TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO (Lc 23,44-48)”. Esta é a mensagem da comunhão”.

Olívia Coutinho

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“Exaltação da Santa Cruz”- Rita Leite


A igreja hoje comemora a Exaltação da Santa Cruz. Jesus através do sacrifico da cruz nos deu a salvação, éramos escravos e Ele nos libertou pagando um alto preço pela nossa vida. Jesus veio para revelar o grande amor do pai pela humanidade. Ao ser levantado da terra elevou a humanidade em sua dignidade.
            “Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, a fim de que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna.” A serpente de bronze que Moises levantou no deserto tornou-se objeto de idolatria. Mas a cruz de cristo tornou-se o sinal do cristão. Quando traçamos sobre nós o sinal da Cruz lembramos que fomos mergulhados na Santíssima Trindade em nosso batismo. O sinal da cruz nos lembra que Jesus morreu por nós, ressuscitou e nos deu a certeza de que se com ele morremos com ele também ressuscitaremos.
Jesus disse quando eu for elevado da terra atrairei todos a mim. Através do sacrifício da cruz Jesus atrai todos. É olhando para a cruz de Cristo que devemos tomar nossa cruz no dia a dia e segui-lo. Nem sempre e fácil carregar nossa cruz, mas é necessário passar por ela para se chegar à ressurreição.
Por tanto a cruz para nós cristãos católicos não é um símbolo de superstição algo que usamos no pescoço para nos proteger contra o mal, e sim um sinal que nos lembra que dela pendeu a salvação do mundo. Lembra-nos que fomos batizados em nome do pai do filho e do Espírito Santo.
“Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Senhor dê-me. forças para tomar minha cruz e seguir-te”
Em Cristo
Rita Leite
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EXALTAÇÃO DA CRUZ
A CRUZ É O SÍMBOLO MAIOR DA FÉ - HUMBERTO CELAU


A festa da Exaltação do Cristo vencedor da morte e do pecado por seu corpo dado e sangue derramado no alto da cruz. Para o cristianismo a cruz é o símbolo maior de fé, com cujos traços todos nós nos persignamos desde o momento do levantar até o deitar a cada dia. Na cerimônia batismal o primeiro sinal de acolhida à criança recém-nascida é o sinal-da-cruz traçado em sua fronte pelo Padre, Pais e Padrinhos, sinalando-a para sempre com a marca de Cristo. [...] Desde os tempos antiqüíssimos, a Igreja passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive, como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, e símbolo mais perfeito da serpente de bronze que Moisés levantou no deserto para curar os israelitas picados pelas cobras porque O Filho do Homem nela levantado cura o homem todo e todos os homens, o corpo e a alma dos que n'Ele crêem e lhes dá a vida eterna.[...] No Evangelho de hoje Jesus retoma esses símbolos do passado bem conhecidos pelo povo (serpente, árvore, pecado, morte) para dizer que no lugar da serpente de bronze pendurada no alto de um poste de madeira Ele mesmo é quem seria levantado no lenho da cruz. Se o pecado e a morte advieram da insídia e veneno do demônio, nos símbolos da árvore proibida e da serpente do paraíso e do deserto, a bênção, a salvação e a vida eterna advêm do Cristo levantado no alto da cruz de onde Ele atrai a si os olhares de toda a humanidade. Eis porque a Igreja canta na Liturgia Eucarística da festa: "Santa Cruz adorável, de onde a vida brotou, nós, por ti redimidos, te cantamos louvor!" e na Liturgia das Horas: "Mais altaneira do que os cedros, ergue-se a Cruz triunfal: não traz um fruto de morte, traz a vida a todo mortal".
Deixo a todos um dos mais belos hinos da Harpa Cristã, adaptado pelo cantor e pastor André Valadão, no qual canta com propriedade e com todo o real sentido católico, o que significa a cruz de Cristo na vida de seus fiéis seguidores. Vale lembrar que esse hino foi gravado por muitos cantores evangélicos, prova de que em muitos aspectos eles também entendem as verdades que algumas pessoas mais fanáticas e ignorantes desprezam com desdém.
SENHOR JESUS, NESTA FESTA EM QUE EXALTAMOS O MADEIRO NO QUAL RESTAURASTES NOSSO CONVÍVIO HARMONIOSO COM O PAI, TE PEÇO QUE, ENQUANTO CAMINHO NESTE MUNDO, CERCADO POR PROBLEMAS, DORES E DISTRAÇÕES, NUNCA ME ESQUEÇA DO TEU SACRIFÍCIO POR MIM E, DA MESMA FORMA, APRENDA A ME DOAR AOS MEUS IRMÃOS NAQUILO QUE ESTIVER AO MEU ANCANCE. AMÉM!!!
CURIOSIDADE 1: A festa da Exaltação da Santa Cruz é muito antiga e remonta ao ano 335, quando foi inaugurada a igreja construída pelo Imperador Constantino, no alto do Calvário, em Jerusalém, lembrando a morte e a ressurreição do Senhor. Na mesma época foi construída a igreja da Santa Cruz, em Roma, para abrigar as madeiras trazidas pela mãe de Constantino, Santa Helena. Supostamente seriam relíquias autênticas da cruz de Jesus. Estas madeiras estão lá até hoje, (Basílica da Santa Cruz), para a veneração do povo.

Humberto Selau Inácio
humberto@ciser.com.br

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Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu filho único - Missionários Claretianos.
Exaltação da Santa Cruz (Festa)

Evangelho

Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu filho único.

Neste dia, a liturgia da Igreja nos propõe uma celebração muito significativa: a Exaltação da Santa Cruz. A Cruz é o símbolo cristão por excelência, ela nos representa e nos dá identidade. Falar da cruz não é simplesmente falar de dois pedaços de madeira entrecruzados vertical e horizontalmente, mas sim do que significa e o que implica. Falar da cruz é falar do crucificado, quer dizer, do Senhor Jesus, de seu sacrifício pela humanidade, carregando sobre seus ombros nossos pecados.

Deus amou tanto a humanidade que nos deu seu Filho para que tenhamos vida. E isto se realiza na fé que temos Nele que se entregou como dom gratuito pela salvação de todos e todas. A cruz passou de sinal de maldição a sinal de salvação. Essa cruz foi a prova maior do imenso amor que Jesus teve por seus irmãos e do compromisso com o projeto do Pai. O assumir, até as ultimas conseqüências, a cruz de Jesus Cristo é, antes de tudo, amar até o extremo. Neste dia, vamos refletir sobre qual é o compromisso que temos como cristãos.
Missionários Claretianos

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Cruz, símbolo de amor de Deus para conosco-Alexandre Soledade



Bom dia!
Para nos localizarmos no contexto desse evangelho é preciso ler os versículos abaixo
“(…) O povo veio a Moisés e disse-lhe: “Pecamos, murmurando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós essas serpentes. Moisés intercedeu pelo povo, e o Senhor disse a Moisés: ‘Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo’.  Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida”. (Números 21, 7-9)
O povo andava pelo deserto murmurando contra Deus e contra Moisés. Se observarmos friamente esse fato, é comum vê-lo ainda hoje.
Voltando… O povo estava muito perto de Canaã, mas precisava passar pela terra de Edom, e como as cidades-estados tinham certa autonomia, eles (Edomitas) não permitiram que o povo passasse por dentro do seu território,restando assim dar um volta imensa para chegar a seu objetivo.
Somos assim também, ao ver um sonho tão próximo, um desejo antigo que não se realiza por detalhes (…), ou como o povo de Israel, tendo que “optar” por outro caminho; aceitar o insucesso. Situações como essas tendem a nos fazer lamuriar, a questionar nossa fé, nosso empenho, (…) Apresentamos então a Deus nossos frutos, nossas virtudes, nossa fidelidade, questionando-O por não entender a dificuldade que estamos enfrentando mesmo sendo fieis.
Como sabiamente diz uma irmã de caminhada “O sofrimento revela o que há de mais egoísta em nós”.
Qual seria o máximo de penúria que alguém poderia ser acometido? O que há de mais valioso que um bandido possa nos roubar? O que a pior das moléstias pode me tirar? Sim! A vida. E foi justamente ela que Ele deu na cruz! “(…) Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna”.
Jesus por vezes citou que aquele que se apegasse a vida iria perdê-la. Será que posso chamar de apego todas as vezes que resolvo caminhar sozinho, sem orientação e por conta própria?
O trajeto feito pelo povo aliado a desobediência os levaram a uma região repleta de serpentes onde muitos viram a falecer, mas aqueles que se mantiveram firmes e firmavam seus olhos e sua segurança em Deus, mesmo de longe saiam vencedores.
Conhecemos pessoas, amigos, parentes (e às vezes nós mesmos) que, por vontade própria, resolveram caminhar por caminhos cheios de perigos e incertezas. Não estou falando dos desafios naturais como a busca de um emprego, uma nova situação, (…); pessoas por quem rezamos e nos pés do Senhor colocamos sua sorte e seu destino; irmãos que o mundo talvez já tenha dado por causa perdida, criaturas que já tiveram seu julgamento feito e sentenciado por nós.  Mas uma coisa eles talvez não saibam “(…) Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo”.
Jesus foi colocado onde todos pudessem Vê-lo a distancia, e onde hoje Ele se encontra pode ser também ser encontrado a qualquer momento. Preciso me empenhar mais a levar a mensagem da Boa Nova a todo coração com quem eu conviver, pois esteja ele aflito ou esperançoso, não conseguirá fugir do seu olhar.
“(…) Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz”. (Salmo 138/139, 7-12)
Era preciso olhar para serpente, mas para ver Jesus basta abrir o coração.
Um imenso abraço fraterno

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“Mulher, eis o teu filho” – Claudinei M. Oliveira


            Ao pé da Cruz, símbolo do cristão,  muitas pessoas acompanhavam os últimos momentos de Jesus na terra. Sua missão estava se cumprindo. Mostrou-se vigoroso enquanto pregava para libertar o homem das trevas, enfrentou os dominadores da terra apresentando um mundo mais humano e menos corruptível e se entregou para os malvados como prova do amor de Deus para com seu povo.

            A mulher que é apresentada ao filho e o filho que foi apresentado a sua mãe é a união do povo antigo com o novo povo. Ou seja, a mulher representa os antepassados do povo sofrido, escravizado e maltratado e o discípulo amado representa a nova comunidade construída por Jesus que a partir de agora deve acolher e acomodá-la da melhor maneira possível.

            A nova comunidade de Jesus  com novos preceitos e novos valores cimentadas na presença do filho de Deus vai dar continuidade no projeto de reestruturação da nova igreja. Uma igreja acolhedora que observa os mandamentos do amor e no convívio fraterno. Quando a mulher – mãe – vai morar com o filho amado de Jesus – discípulo – congrega neste momento o velho ao novo num sentido de unidade para sempre. Isto quer dizer que tudo aquilo que atrapalha a maturidade e a viabilidade do homem na terra deve ser substituído pelo melhor. Não quero afirmar que o povo antigo deve ser banido, afinal, a base da nova comunidade está no passado, mas o sofrimento do cristão não pode mais continuar.

            Jesus incentiva, mesmo no flagelo e na dor, uma comunidade afável. Onde as pessoas vivam o Cristo que vai ressuscitar. Sem uma hierarquia vertical que oprima a base da pirâmide. Que sempre norteia a cordialidade para o crescimento  apaziguado   entre os cristãos.

            O discípulo amado de Jesus continua a missão projetada ao povo da arca da aliança. A missão ensinada consistia no amor de filho que se preocupa com o outro. Assim, a  cumplicidade revestia de fortaleza a comunidade em torno da fé.

A mulher chorava diante da cruz a morte do Cordeiro para a vida terrena, mas foi acalentada pelo próprio Cordeiro que se entregava para proclamar a salvação do homem pecador. Mostrava-se para a nova comunidade que vale a pena lutar  pela libertação, pois a mãe está ao lado do filho e o filho ao lado da mãe numa união fortalecedora para o enfrentamento das dificuldades. Jesus fez sua parte que lhe foi enviado, agora coloca nas mãos dos seus seguidores a tarefa de manter a unidade entre os irmãos, assegurados nas palavras que revela um lutador implacável contra toda a iniqüidade. Sejamos um discípulo amado de Jesus que sabe acolher todos com amor e dedicação. Amém!

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Claudinei M. de Oliveira

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Tomar a cruz e seguir Jesus - Maria Elian

Exaltemos a Santa Cruz

"Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser elevado, o Filho do Homem". Hoje celebramos a Festa da Exaltação da Santa Cruz. Lembramos a paixão, a morte e ressurreição de Cristo. Na cruz Cristo ofereceu sua vida para remissão de nossos pecados. Ao ser elevado na Cruz, Jesus elevou a cada um de nós. É o filho de Deus feito homem, que veio para nos salvar, e não para condenar. Para mim é impossível olhar para cruz, o símbolo da nosso fé, e ficar indiferente, não lembrar que nela Jesus foi crucificado, por mim, por você, por toda a humanidade, e nos libertar de nossos pecados. Jesus carregou uma cruz muito pesada e foi até as ultimas conseqüências por amor.
O Sinal da cruz está presente em vários momentos de nossa vida de cristão, sempre que iniciamos uma oração fazemos o sinal da cruz, quando passando na frente de uma Igreja, quando iniciamos nossas celebrações, reuniões, quando deitamos e quando acordamos. Quando somos batizados, o padre pais e padrinhos fazem o sinal da cruz em nossa fronte.
Jesus também disse: “Quem quiser vir após mim, tome sua cruz cada dia e siga-me”. Será que eu aceito a minha cruz? Qual é a minha cruz? Que sentido ela tem pra mim? Ela é realmente muito pesada? Acredito que não ou suportar? Se conseguirmos descobrir o verdadeiro sentido da nossa cruz sem rejeitá-la, com certeza percebermos que ela não é pesada, mas que ela é nossa salvação e esperança. E o mundo? Quantas cruzes o mundo tem hoje! Rejeição, guerras, drogas, prostituição, abuso de crianças, adolescentes, mulheres e idosos. Quanta dor e sofrimento. E até onde estamos comprometidos com o projeto de salvação, de amor e misericórdia de Jesus. Será que amamos tanto, quanto o Pai amou seu filho? “A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou.” (Gl 6,14).
Em Aparecida, os bispos disseram: "Durante seu ministério, os discípulos não foram capazes de compreender que o sentido de sua vida selava o sentido de sua morte. Muito menos podiam compreender que, segundo o desígnio do Pai, a morte do Filho era fonte de vida fecunda para todos (cf. Jo 12,23-24). O mistério pascal de Jesus é o ato de obediência e amor ao Pai e de entrega por todos seus irmãos. Com esse ato, o Messias doa plenamente aquela vida que oferecia nos caminhos e aldeias da Palestina. Por seu sacrifício voluntário, o Cordeiro de Deus oferece sua vida nas mãos do Pai (cf. Lc 23,46), que o faz salvação "para nós" (1 Cor 1,30). Pelo mistério pascal, o Pai sela a nova aliança e gera um novo povo que tem por fundamento seu amor gratuito de Pai que salva."
Renovemos a nossa fé, em Cristo Redentor crucificado em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. Amém.
Um abraço
Elian
Oração
Senhor Jesus, que a exaltação da cruz desperte em mim um empenho sempre maior de trilhar os teus caminhos.

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Ser cristão sem vergonha de ser cristão- Sal


Digo-vos: todo o que me reconhecer diante dos homens, também o Filho do Homem o reconhecerá diante dos anjos de Deus; mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus.
Aquele que me reconhecer fazendo o sinal da cruz quando passar em frente a uma igreja, aquele que defender os sacerdotes quando caluniados e criticados, na rodinha de conversa, aquele que defender a Igreja quando alguém estiver falando mal dela, aquele que não tiver vergonha de dizer que é católico, aquele que não medir esforços para evangelizar, aquele que anunciar Jesus para as pessoas, aquele que catequizar, aquele que se prepara para cada vez mais para evangelizar pelo testemunho, pelo exemplo ou pela palavra, este está reconhecendo Deus diante dos homens e das mulheres, está apresentando Deus para as pessoas. Por isso, eu, Jesus, prometo que vou apresentá-lo também para o meu Pai.
Prezados, irmãos, perceberam que é uma questão de plantar para depois poder colher? Colher tesouros no céu. Semeando bons frutos aqui na Terra, colheremos tesouros na Vida Eterna.
Somos escolhidos para uma missão aqui na Terra. A missão de reconhecer, assimilar, se entregar a Deus e a Jesus, e em seguida, levá-los às pessoas. Mais é importante não nos esquecermos de que não podemos dar o que não temos. Por isso é preciso primeiro ter Jesus em nós, para em seguida poder levá-lo aos outros.
E para ter Jesus em nós, é preciso ter em mente o que o próprio Jesus disse, que foi resumido por Ele mesmo em: Amar a Deus e ao próximo como a nós mesmo.
É preciso estar sintonizado com Deus através de Jesus, 24 horas por meio de pensamentos, palavras e atos. Meditando, rezando, evitando tudo que nos afasta Dele, estudando sua palavra, prestando atenção no que Deus vai nos dizer, suportando os incômodos que não podemos mudar, e oferecendo-os pelo perdão dos nossos pecados.
Apresentamos Jesus ao próximo quando evangelizamos, e quando damos bons exemplos: perdoando, ajudando, suportando, não criticando, não falando mal dos outros, corrigindo, aconselhando, não incentivando suas atitudes incorretas, não ignorando, não prejudicando, não ofendendo, não humilhando, não excluindo, etc.

José Salviano

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A CRUZ É O SINAL.

HELENA SERPA


                Pedir sinal é prova de falta de fé e de desconfiança na pessoa que nos fala. Quem crê em Jesus não precisa de sinais para assumir as Suas promessas como verdadeiras. Só a Sua Palavra já é motivo para que permaneçamos firmes na fé. Nós também gostamos de pedir "um sinal do céu" para as nossas inquietações! Jesus também depois de dar um suspiro profundo nos diz: "Por que você pede um sinal"? Jesus veio definitivamente cortar em nós o costume do "só vou vendo", do "quero um sinal para poder acreditar."
                A Cruz é o sinal. A Palavra de Deus é a prova fiel do Seu amor por nós e o Espírito Santo é o grande motivador da nossa fé! O sinal do céu que nós pedimos demonstra também a nossa falta de paciência e de esperança nas promessas do Senhor que já morreu por nós, pagou as nossas dívidas e ressuscitou para nos dar a vida nova. Isto nos basta! Meu irmão,minha irmã, reflitamos: Você também tem pedido sinais a Deus?  Qual é o grande sinal do amor de Deus por você?  Você confia em Jesus sem que precise de algum sinal?  Você tem sofrido as demoras de Deus?
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PEGAR A CRUZ E SEGUIR JESUS -José Salviano

"Tome a sua cruz e siga-me"
Negar a si mesmo.
"Tome cada dia a sua cruz..." Que dureza! Cada um de nós tem a sua cruz para carregar. É o cheiro da fumaça do cigarro do marido, é a sogra monopolizando a família, é a esposa reclamando de tudo e de todos que desarrumam a casa (mas ela está certa), é o cachorro do vizinho que não pára de latir nos nossos ouvidos quando precisamos estudar, etc.
Temos vários tipos de cruzes. Algumas cruzes são produzidas ou feitas por nós mesmo. Aquele jovem cheio de vida, apostando corrida na madrugada com seus amigos, bateu com o carro e hoje tem de carregar uma merecida cruz! Uma perna mecânica.
Ele é jovem, cheio de saúde, de boa aparência e por isso vive rodeado de muitas garotas, bom emprego, arrasa nas madrugadas, e na praia só dá ele, não tem pra ninguém... "peraí." Adianta a fita, digo o DVD. Vamos ver como é o final desse filme, o final da vida deste campeão.
...Hoje, aposentado, ele tem de pagar 3 pensões alimentícias para suas ex-esposas. Não é que ele fosse um mau marido, um traidor, mas acontece que as garotas não o deixava respirar, dando em cima dele, e exigindo que deixasse a sua esposa e se ficasse com elas. E isso aconteceu por três vezes.
Hoje esse ex-campeão mora sozinho na casa de sua falecida mãe, e está carregando várias cruzes, pois o que ganha, já descontado na fonte as pensões, mal dá para se alimentar. Como se não bastasse, agora surgiu mais uma dolorosa cruz, uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), deixando-o magro, desanimado e sem os amigos das horas boas.
Depois de comentar algumas cruzes adquiridas, vamos tentar examinar algumas cruzes acidentais. Aquelas em que dizemos que não tivemos culpa de nada.
Ela ia passando pela praça, surge de repente um tiroteio, uma bala atinge sua coluna, e hoje sua cruz é uma cadeira de rodas. Porque aconteceu aquilo? Uma fatalidade? É muito complicado, e apesar de que Jesus disse que não cai uma folha da árvore sem a vontade de Deus, neste caso é bom a gente não emitir nenhuma opinião. Até que ponto ela mereceu aquilo? Não nos cabe julgar. Simplesmente dizemos que aconteceu, sem mais comentários.
As cruzes são importantes, pois elas nos purificam e nos santificam, desde que não reclamamos do seu peso, e o pior, desde que não nos revoltemos com elas, ou contra Deus, carregando-as com paciência como o fez o Filho de Deus, e oferecendo diariamente aquele sofrimento a Deus..
Cruzes injustas. É importante não generalizar, atribuindo a todo tipo de sofrimento, a denominação de cruz. Não confundir cruz com injustiça. O seu vizinho abusado e injusto, para não dizer louco, começa a dar tiros da sua janela aterrorizando os vizinhos. Alguém muito beata diz. Não chame a polícia. É a nossa cruz...
Aí, realmente é um caso de injustiça que produz conflito, e, portanto é um caso de polícia imediatamente.
Outro exemplo. Sua vizinha liga seu possante aparelho de som na maior altura por volta de meia noite, e você precisa dormir. Isso é uma cruz que você vai ter de engolir, digo, carregar? Acho que não! Vai ter de tomar providências, reclamando os seus direitos. Por ser cristão, não é ser bobinho.
Prezados irmão. Cruz é um assunto complicado e longo, mas o espaço acabou. Vamos rezar para Deus perdoa os nossos pecados, nos tornando assim, merecedores da redução do peso das nossas cruzes. Vamos pedir também para Ele nos livre das cruzes acidentais e das cruzes injustas. Amém.
José Salviano.
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SEGMENTO RENÚNCIA
HELENA SERPA

                 O seguimento de Jesus implica na renúncia total da nossa vontade humana que nos leva a desejar conseguir tudo com facilidade e sem muito esforço. Jesus nos propõe a Cruz como exercício para nos livrar de nós mesmos , da nossa vontade fraca, da nossa acomodação e assim nos deixarmos ser entregues à vontade do Pai que para nós é a felicidade suprema. Ele veio ao mundo com uma missão definida e concretizou-a assumindo a Cruz a fim de que nós pudéssemos também imitá-Lo nos desafios da nossa vida. Por isso, antes de nos fazer a proposta para que O sigamos Jesus nos fala do que Ele próprio teve que passar: sofrimento, rejeição, morte, mas afinal no terceiro dia, a ressurreição.
                 A ressurreição de Jesus é, para nós, no entanto, a maior mensagem de esperança, pois sabemos que se Deus o ressuscitou no terceiro dia depois da Sua Paixão e Morte, também nos ressuscitará depois que passarmos pela cruz e também pela morte, para uma vida de glória. Precisamos, portanto, fixar os nossos olhos no amanhã que virá e não somente no hoje que nós estamos enfrentando. A Palavra de Deus se realiza na medida em que nós a assumimos e se Jesus nos manda tomar a Cruz e segui-Lo para a salvação nós não podemos continuar tentando ganhar o mundo inteiro apegados ao que temos e a quem somos e caminhar para a perdição. Meu irmão,minha irmã  vamos refletir:O que você entende da proposta de Jesus para segui-Lo? O que você precisa renunciar para seguir a Jesus? O que significa para você tomar a sua cruz? Qual é a sua cruz?Você pode ser a cruz? Você pode ser a cruz! Você, que não se aceita e queria ter uma vida diferente! Pense nisto!
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Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo.

A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é tão digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto.

A Mãe estava ali, junto à Cruz, como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.

A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria contempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.
Leituras Primeira Leitura - Leitura do Livro do profeta Isaías (Is 52,13—53,12)
Na figura do Servo Sofredor está presente todo o sofrimento humano.
Segunda Leitura - Primeira Carta de São Paulo aos Hebreus ( Hb 4,14-16; 5,7-9)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João (Jo 18,1-19,42)
Somos o povo da nova e eterna Aliança, nascido da oblação de Cristo.
Comentário
“Elevado da terra, atrairei todos a mim”
Hoje avança a cruz, a criação exulta; a cruz, caminho dos errantes, esperança dos cristãos, prédica dos apóstolos, segurança do universo, fundamento da Igreja, fonte para os têm sede... Numa grande doçura, Jesus é conduzido à Paixão: é conduzido ao julgamento de Pilatos; à hora sexta, escarnecem dele; até à hora nona, suporta a dor dos cravos, depois, a sua morte põe fim à sua Paixão. À hora décima, é deposto da cruz: dir-se-ia um leão que dorme...

Durante o julgamento, a Sabedoria calou-se e a Palavra nada disse. Os seus inimigos desprezam-no e crucificam-no... Aqueles a quem, ontem, tinha dado o seu corpo em alimento, vêem-no morrer de longe. Pedro, o primeiro dos apóstolos, foi o primeiro a fugir. André também fugiu, e João, que repousou no seu lado, não impediu um soldado de furar esse lado com a lança. Os Doze desapareceram; não disseram uma palavra a seu favor, eles, por quem ele dá a sua vida. Lázaro não está lá, ele, a quem Jesus chamara à vida. O cego não chorou aquele que abrira os seus olhos à luz, e o coxo, que graças a ele podia caminhar, não correu para junto dele.

Só um malfeitor, crucificado a seu lado, o confessa e o chama seu rei. Ô ladrão, flor precoce da árvore da cruz, primeiro fruto do bosque do Gólgota...! O Senhor reina; a criação está na alegria. A cruz triunfa, e todas as nações, tribos, línguas e povos (Ap 7,9) vêem adorá-lo... A cruz ilumina o universo inteiro, afasta as trevas e reúne as nações...numa só Igreja, numa só fé, num só batismo no amor. Ela dirige-se ao centro do mundo, fixada no calvário.
José Cristo Rey Garcia Paredes
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SEXTA-FEIRA SANTA

A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é tão digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto.

A Mãe estava ali, junto à Cruz, como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.
A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria contempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho

Como viver a Sexta-feira Santa deste ano de 2007 em companhia de Maria, a Mãe dolorosa?  Um livro antigo intitulado "Dormição da Virgem" apresenta Maria percorrendo os lugares pelos quais andou Jesus a caminho do Calvário. Parece que esta era também - como atesta a monja Hereria no século IV - uma tradição dos cristãos que viviam em Jerusalém no dia da Sexta-feira Santa. Todos queriam percorrer o caminho que o Mestre havia percorrido com a cruz nas costas até o Calvário.

O que sentiria hoje Maria vivendo a "Via Dolorosa" convertida em rua comercial da Jerusalém antiga? Os grupos de mulheres que choravam têm sido substituídos por vendedores que oferecem especiarias, roupas e toda classe de arte e de recordações. Os peregrinos se convertem freqüentemente em meros turistas. Nada é como aquela Sexta-feira do ano 30. Ou talvez sim. Hoje como antes seguimos ignorando o Cristo que passa, embora, também hoje como antes, continua havendo pequenos cireneos.

Sinto que o olhar de Maria não é um olhar de condenação. Os mesmos olhos compassivos que contemplaram o sofrimento do Filho contemplam hoje o sofrimento dos filhos que se escondem atrás das janelas de um comércio ou debaixo do boné de um turista. A presença de Maria continua viva nessa rua que parte da torre Antonia e morre na basílica do Santo Sepulcro, rodeada de bazares e postos de polícia, que unem as vozes dos comerciantes, das orações das mesquitas e os sinos das igrejas, que misturam as moedas ao incenso. Aparece de maneira expressa no pequeno baixo-relevo que comemora a quarta estação em uma capela regida pelos armênios católicos.  

Segue viva, acima de tudo, consolando os muitos cristãos rotos que perambulam pelas "vias dolorosas" deste nosso mundo do qual a "Via Dolorosa" de Jerusalém é todo um símbolo.

Podemos viver esta Sexta-feira Santa de muitas formas. Eu os convido a viver ao lado de Maria. Eu acho luminosas as palavras de João que lemos hoje na história da paixão e que tantas vezes tem sido musicada: "Stabat mater iuxta crucem". A mãe de Jesus permanecia em pé próxima à cruz. 

Como se percebe o mistério da morte de Jesus estando de pé ao lado da mãe?Este perspectiva mariana da Sexta-feira Santa é "outra coisa". Dediquemos tempo, muito tempo. E poucas palavras. Olhos abertos e coração simples. Então o mistério entrará em nossa casa.
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EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ – 14/09/2012
1ª Leitura Números 21, 4b – 9
Salmo  77 (78) , 7 “Aprendam a por em Deus sua esperança e não esqueçam sua divina obra”
2ª Leitura Felipenses 2, 6-11
Evangelho João 3, 13 - 17

                                  "CRUZ: A VITÓRIA DO AMOR!" – Diac. José da Cruz
Afirmar, antes do século IV, que Jesus foi um vencedor na cruz do calvário, era passar-se por ridículo, fazer zombaria com a desgraça e a tragédia que se abateu sobre o Nazareno. Na própria comunidade cristã, o uso da cruz como símbolo cristão, só viria após esse período. Falar de alguém que morreu numa cruz, ser seguidor de suas idéias e ensinamentos, era empreender uma caminhada incerta que poderia terminar em fracasso, pois antes da conversão do imperador Constantino, o Cristianismo era considerado uma seita.
Há uma linha crescente no evento Jesus de Nazaré, que começa com o seu batismo, prolongando-se nos grandes prodígios que realizou inclusive a ressurreição de mortos, que atinge o seu ápice quando o povo vê nele os sinais messiânicos aclamando-o como rei na subida para Jerusalém, cuja entrada triunfal era a concretização do ideal de libertação, sonhado e alimentado no coração do povo. Entretanto, esse evento marcou na verdade o início de uma tragédia, que iria culminar com a morte humilhante e vergonhosa na cruz do calvário.
A cruz foi assim, até o século IV o símbolo do fracasso e da vergonha, porém, no evento pós- pascal, os seguidores de Jesus, os discípulos e todos os que professavam nele a sua fé, são convidados agora a olhar para o lenho da cruz com um olhar diferente, iluminado pela glória da ressurreição.
Um olhar que transcende o próprio objeto, enxergando no crucificado a concretização do projeto de Deus, seria, portanto o ápice da glória do Filho do Homem, o momento da sua morte na cruz, ilumina a existência humana dando-lhe um novo sentido e mostrando a vocação do homem, criado a imagem e semelhança de Deus, à plenitude do amor.
Os que rejeitavam Jesus, sua pessoa e seu anúncio revolucionário, ao ser levantada a cruz no alto do Gólgota, enxergaram apenas um homem agonizante, um derrotado que o poder Imperial e Religioso fez calar a boca, o poder religioso tinha boas razões para querer acabar definitivamente com Jesus, ele ousara falar de uma salvação que não passava pelos padrões religiosos do Povo de Israel, e isso era imperdoável.
Entretanto, aquela cruz, sinal de aparente fracasso, torna-se a maior e mais explícita declaração de amor de Deus pela humanidade, e nesse caso, o homem olhando para o crucificado, sentindo-se tocado em seu íntimo por um tão grande amor, reconhecerá em Jesus, esmagado na cruz, a glória de um amor nunca antes conhecido por nenhum homem, nesse sentido, deve-se olhar para a cruz com o coração.
Contrariando o princípio imperialista da desigualdade social, que facilita a classe dominante, o cristianismo se fundamenta na igualdade e justiça social, a partir da liberdade. Nesse sentido o Deus dos Cristãos é o Deus Libertador, que assim manifestou-se no fato histórico do Povo Hebreu no Êxodo do Egito, uma prefiguração da libertação plena do mal do pecado, que Jesus, o novo Moisés realizou.
Confiança e fidelidade na ação Divina a favor do povo oprimido e explorado é o que as leituras desse domingo nos pedem, os deuses de ontem e de hoje, apesar de muito sedutores, conduzem o povo à morte, como as serpentes do deserto. Há um só Deus Criador, Redentor, Libertador, que pode salvar o homem: é Jesus, o Filho de Deus, encarnado na história do homem. A salvação e a libertação está disponível à todo homem que crer nele.
Olhar para a cruz com um olhar de esperança e fé, é um grande desafio, porque os olhos da carne vislumbram apenas um homem derrotado, esmagado, destruído pelo poder do mal, mas o olhar de fé sabe vislumbrar, além do fracasso a glória que envolveu Jesus, no preciso momento em que o Pai foi glorificado, porque seu amor, presente no mistério, oculto desde toda a eternidade, agora se torna visível, sendo impossível não crer nesse amor, pois como afirma João – Deus é amor e somente um amor grandioso como o de Jesus, foi capaz de tão grande sacrifício, a favor dos homens, transformando o fracasso da cruz na maior de todas as vitórias sobre o mal, de maneira definitiva. (Exaltação da Santa Cruz Jô 3, 13-17)
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Exaltação da Santa Cruz – Canção Nova
O valor tão elevado que atingem certos objetos está relacionado diretamente com a importância da pessoa que o usou. Em si mesmos, seu valor é infimamente menor. Assim, a festa de hoje não teria nenhum valor para nós, se o Cristo não tivesse se doado por amor e por nosso resgate, derramando sua vida em nosso favor. Com certeza, haverão aqueles que, sem entender o verdadeiro sentido, acusar-nos-ão de estarmos adorando um objeto no lugar de Jesus. A estes irmãos advirto que o lenho da cruz, assim como os santos e até Maria, não teriam para nós nenhum sentido, se não fosse pelo Cristo que experimentaram e pelo qual se doaram, deixando-nos o exemplo de que sim, é possível, que criaturas imperfeitas e pecadoras – pela sua graça – alcancem méritos diante de seu Criador.
A festa da Exaltação da Santa Cruz é, portanto, como muito bem colocou frei Caetano Ferrari, a festa da Exaltação do Cristo vencedor da morte e do pecado por seu corpo dado e sangue derramado no alto da cruz. Para o Cristianismo a cruz é o símbolo maior de fé, com cujos traços todos nós nos persignamos desde o momento do levantar até o deitar a cada dia. Na cerimônia batismal o primeiro sinal de acolhida à criança recém-nascida é o sinal-da-cruz traçado em sua fronte pelo Padre, pais e padrinhos, sinalando-a para sempre com a marca de Cristo. Desde os tempos antiqüíssimos, a Igreja passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive, como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, e símbolo mais perfeito da serpente de bronze que Moisés levantou no deserto para curar os israelitas picados pelas cobras porque o Filho do Homem nela levantado cura o homem todo e todos os homens, o corpo e a alma dos que n’Elecrêem e lhes dá a vida eterna.
No Evangelho de hoje Jesus retoma esses símbolos do passado bem conhecidos pelo povo (serpente, árvore, pecado, morte) para dizer que, no lugar da serpente de bronze pendurada no alto de um poste de madeira, Ele mesmo é quem seria levantado no lenho da cruz. Se o pecado e a morte advieram da insídia e veneno do demônio, nos símbolos da árvore proibida e da serpente do paraíso e do deserto, a bênção, a salvação e a vida eterna advêm do Cristo levantado no alto da cruz de onde Ele atrai a si os olhares de toda a humanidade.
Eis porque a Igreja canta na Liturgia Eucarística da festa: Santa Cruz adorável, de onde a vida brotou, nós, por ti redimidos, te cantamos louvor! E na Liturgia das Horas: Mais altaneira do que os cedros, ergue-se a Cruz triunfal: não traz um fruto de morte, traz a vida a todo mortal.
SENHOR JESUS, NESTA FESTA EM QUE EXALTAMOS O MADEIRO NO QUAL RESTAURASTES NOSSO CONVÍVIO HARMONIOSO COM O PAI, TE PEÇO QUE, ENQUANTO CAMINHO NESTE MUNDO, CERCADO POR PROBLEMAS, DORES E DISTRAÇÕES, NUNCA ME ESQUEÇA DO TEU SACRIFÍCIO POR MIM E, DA MESMA FORMA, QUE TU NÃO REJEITASTE A TUA CRUZ, MAS A LEVASTE ATÉ AO FIM. QUE CONTIGO EU APRENDA A NÃO FUGIR DELA MAS, PEDIR FORÇAS À DEUS PAI PARA ME DOAR AOS MEUS IRMÃOS NAQUILO QUE ESTIVER AO MEU ANCANCE, ATÉ QUE UM DIA POSSA CONTIGO CANTAR O ETERNO HINO DE LOUVOR LÁ NO CÉU ONDE VIVEIS E REINAIS COM O PAI NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO. AMÉM!

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