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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O milagre de Caná

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA, SOLENIDADE

O PRIMEIRO MILAGRE

DOMINGO - 12 de Outubro de 2014

Ano   A

-MULHER. NÃO CHEGOU MINHA HORA-José Salviano


Evangelho - Jo 2,1-11
Prezados irmãos e irmãs.  Hoje celebramos a festa de Aparecida, a padroeira do Brasil. É lá que trabalha o nosso querido Padre Queiroz.

Na festa de Caná, a mãe de Jesus veio lhe dizer que os donos da festa não tinham mais vinho. Ela sabia que seu Filho poderia dar um jeito. Jesus respondeu secamente: "Mulher, por que dizes isto a mim?  Minha hora ainda não chegou."  Leia mais


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“FAZEI O QUE ELE VOS DISSER”!- Olívia Coutinho

SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA.

Dia 12 de Outubro de 2014

Evangelho de Jo 2, 1-11

Com imensa  alegria, nós, cristãos católicos, celebramos hoje a  festa da nossa Padroeira!Nesta solenidade, somos convidados  a reverenciar Maria no seu título de Nossa Senhora Aparecida!
Reverenciar Nossa Senhora, nos seus mais diversos títulos, é reconhecer a imensidão do amor de Deus, manifestado por Jesus na Cruz, quando Ele nos deu a sua  Mãe, como  nossa Mãe!
O evangelho deste domingo, narra um dos primeiros milagres realizado por Jesus, um milagre que teve a significante participação de Maria, a primeira pessoa a beber do vinho novo que é Jesus!
Tudo aconteceu numa festa de “casamento” em Caná da Galileia, festa em que Jesus, sua mãe e os seus discípulos estavam  presentes.
A narrativa nos mostra um exemplo claro da solicitude maternal  de Maria que se mostra sensível diante à dificuldade  do outro! Maria, com o seu olhar atento,  percebe de imediato  a falta de vinho.  Ao invés de levar  o fato ao conhecimento do mestre - sala, Ela vai direto à Jesus, pois ela sabia que Dele viria a solução!
Com esta atitude de Mãe que quer  proteger os seus filhos,  Maria evita  que os donos da festa passassem por um vexame, já que naquela época, o vinho, considerado o símbolo da alegria, era a bebida que não podia faltar numa festa!
O interessante, é que Maria não pede nada a Jesus, simplesmente apresenta a Ele o fato: “Eles não tem mais vinho”! Com esta atitude, Maria  entrega o problema à Jesus, confiante de que Ele agiria em favor dos donos da festa.
Foi uma afirmação da sua fé no poder de Jesus!  A confiança que Maria tinha no Filho foi tão grande que mesmo  antes de um parecer Dele, ela dirige-se  aos serventes dizendo: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. E o  milagre aconteceu: Jesus transformou a água em vinho, em vinho  bom!
Para os que não reconhecem Maria como a mãe do Deus encarnado, Jesus, ao dizer: “Mulher” demonstrou não reconhecê-la  como  mãe, o que não faz sentido. Dizer que Jesus não tinha consideração para com Maria,  é contradizer os seus ensinamentos. Foi por consideração à sua mãe, que Jesus antecipou a sua  hora!
O texto que nos é apresentado é rico em detalhes, sugestivo à reflexão porque envolve a missão de Jesus e a importante força de  interseção de Maria, que antecipa a hora de Jesus.
Maria não é simplesmente uma figura histórica e sim, um exemplo de Mulher atenta, atuante, solidária diante às necessidades do povo. Como Mãe, ela é nossa  intercessora,  levando à  Jesus todas as nossas súplicas!
O homem foi criado para relacionar com Deus e esta relação amorosa  começou a partir do ventre sagrado de Maria, o ventre  que nos trouxe Jesus, o único mediador entre o homem e Deus!
Em Maria, o Deus encarnado fez a sua primeira morada! 
Somos eternos aprendizes de Maria, com ela  aprendemos a ser mais solidários,  a ter um olhar de misericórdia  a  dar passos ao encontro de Jesus, no encontro com o próximo! Sigamos o seu exemplo, estando sempre atentos  às necessidades dos nossos irmãos!
Muitos de nós,  não temos paciência de esperar pelo tempo de Deus! Na  busca incessante  do imediato, acabamos nos  embriagando com um vinho ruim, um vinho que nos traz uma falsa alegria e assim vamos perdendo a oportunidade de beber, de  saborear o vinho novo da alegria, da aliança,  do amor e da união entre todos! É Jesus  quem nos  vem trazer o vinho novo, o vinho da esperança!

FIQUE NA PAZ DE JESUS - Olívia
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A discriminação das mulheres a partir da antiga Palestina

                A DISCRIMINAÇÃO DAS MULHERES
                 A PARTIR DA ANTIGA PALESTINA
                   Carmen Sílvia Machado Galvão


Em nossos dias, muitas mulheres ainda são oprimidas e sofrem discriminação, por serem mulheres, pela maternidade, por serem teoricamente mais fracas e, às vezes, por causa da cor, do estado civil, da pobreza ou da solidão. Se ela é velha e pobre, corre o risco do abandono e da miséria. Se jovem, movidos por interesses sensuais, aparecem muitos benfeitores, mais na busca de uma conquista, como se ela fosse um troféu de grife, um mero objeto de prazer, descartável. No Antigo Testamento, em função do regime patriarcal, a mulher era oprimida. E hoje?

Hoje, se de um lado, na cultura urbana, a mulher buscou e, de certa forma, conquistou espaços, mercê de sua capacidade e determinação, em muitos lugares da América Latina, especialmente no interior do Brasil, a mulher, presa a uma cultura de traços rurais, ainda vive sob a tutela patriarcal do pai (às vezes até da mãe), dos irmãos homens, do marido e, por continuidade, dos filhos.

A condição de Terceiro Mundo da América Latina relegou a mulher, em alguns casos, a objeto de trabalho, mão-de-obra barata e sem voz, instrumento gerador de prole e, não-raro, prostitutas, muitas vezes a mando da família, para ajudar a renda familiar. Nossa sociedade, eminentemente machista, dá à mulher um segundo plano meio irrelevante, nivelada às crianças, aos empregados e às pessoas estranhas. Mesmo nas grandes corporações, a mulher tem que ser melhor que os homens, pois a qualquer erro ou deslize, logo se diz: “É coisa de mulher!”. O pior é que, mesmo combatendo o machismo, em alguns casos, e fruto dessa distorção cultural, as próprias mulheres criam seus filhos homens dentro do mesmo machismo que a elas tanto faz sofrer.

Alguns segmentos sociais e da mídia, fizeram da mulher um objeto, onde um rosto bonito, um corpo bem feito, ou uma voz bem postada, servem ao processo mercadológico de uma sociedade de consumo. A luta da mulher hoje oprimida é como que um secular clamor histórico, que teria começado nas estepes do Oriente Médio. De lá para cá há toda uma caminhada de libertação que parece que ainda não chegou ao fim.

              No período sedentário, a posição social da mulher (‘iša) revela mudanças insignificantes em relação ao período seminômade. A mulher continuava a ser considerada como “alguém que pertence a um homem” (Gn 20, 3). O homem é seu senhor, ba’al e proprietário (Ex 21, 3.22; 2Sm 11, 26). Em Israel a mulher era mais uma coisa que pessoa, incluída entre os bens do marido (cf. Ex 20, 17), quase ao nível das coisas materiais, animais do rebanho e escravos. Sempre dependente da autoridade masculina.

            Tornando-se viúva, ela tinha por opções, colocar-se sob a tutela do pai (se a família do marido permitisse) ou do sogro, podendo até tornar-se concubina deste ou de um cunhado, para a geração de prole. Aos doze anos o pai escolhia com quem a filha ia casar, ou podia vendê-la como escrava (cf. Ex 21, 17). O homem que pagasse o dote estipulado (compra?), podia levá-la. A jovem era vista pela família – e isso perdurou até a Idade Média – como um objeto de compra e venda. A submissão ao marido situava-se na linha de um dever religioso. Dentro dessa cultura, São Paulo ensinaria:

     Mulheres, sejam submissas a seus maridos...(Ef  5, 22; Cl  3, 18).

A prática da poligamia, ou concubinato, era permitido ao homem. A mulher era obrigada a tolerar a presença da outra dentro de casa. O direito de divórcio só podia ser exercido pelo homem que, entre outros motivos, tinha a faculdade de pedir a separação em caso de adultério ou esterilidade. As tarefas da mulher na Palestina eram as mais pesadas: cuidar do marido, dos filhos, gerar prole (sinal de bênção divina), cozinhar, fiar, lavar roupa, supervisionar os serviço da casa, zelar pelos animais domésticos (gansos, ovelhas, cabras, etc.). A chamada “literatura sapiencial” chama de mulher virtuosa quem se esmera nesses trabalhos domésticos (cf. Pv 31, 10-31).

O corpo feminino era relacionado tão-somente com a reprodução. Prazer sexual – e isso ocorre até hoje na Palestina e Nas mutilações do fundamentalismo islâmico – era coisa, normalmente, desconsiderada entre as mulheres. Esterilidade, viuvez e até virgindade (na idade mais avançada) eram estados negativos e, às vezes, pela expectativa da maternidade do Messias, sinal de maldição divina. O marido, no Oriente Médio tinha para com a mulher, alguns deveres, mínimos, como a) dar-lhe alimento habitação e vestuário; b) cumprir os deveres conjugais; c) tentar resgatá-la em caso de rapto; d) zelar por sua saúde e integridade física; e) enterrá-la por ocasião da morte.

Como se pode ver, os deveres, além de mínimos, são os mesmos, praticamente, dedicados aos empregados ou escravos, revelando mais a necessidade de manter a mulher em funcionamento, para que ela cumpra suas tarefas e realize satisfatoriamente seu serviço. A partir da hermenêutica restritiva de Gn 3, 16 (“...teu marido te dominará...") todo um regime de submissão quase escrava estava desencadeado. Há quem acuse a Bíblia de ser demasiadamente machista. O problema, porém, vai mais além do livro em si.

            Trata-se de uma peculiaridade cultural. A maioria dos códigos, civis e religiosos daquela época, traziam consigo essas características. A Bíblia, como um “livro do povo” nada mais fez que relatar fatos culturais que, em princípio, lhe pareciam pertinentes àquela sociedade.

              As viúvas em Israel, conforme já vimos, ficavam a espera de que algum irmão do marido falecido a escolhesse ou rejeitasse. Esse comportamento evidenciava que naquelas culturas, a mulher depois de viúva ficava como que escrava do clã do marido, a não ser que fosse liberada. E mesmo assim, teria que envergar, pela vida afora, o “traje das viúvas” já aludido.

Para a literatura sapiencial palestina, virtuosa era a mulher que se dedicava aos trabalhos domésticos. Quanto mais desagradável a tarefa ou pesado o trabalho, mais “virtuosa” a mulher era considerada, pelo marido e pela sociedade de seu tempo. As leis eram mais rígidas para com as mulheres. Aos homens eram facultados certos deslizes, como a embriaguez, a inconveniência e o adultério. Se a mulher fosse suspeita da prática de adultério, era condenada à morte por apedrejamento. No tempo de Jesus trazem para apedrejamento na praça uma mulher surpreendida em adultério. E o homem, onde estava?

            O simples conversar com um homem na rua, já era um delito. A viúva podia conversar, desde que cobrisse o rosto. A mulher antes do casamento devia ser mantida reclusa (cf. 2Mc 3, 19). A menstruação ou qualquer outro mal ginecológico era considerado como uma impureza. Nesse período, a mulher não podia preparar alimentos, nem sentar-se em lugares públicos ou pisar jardins. A impureza feminina, não só a menstrual mas também a referente ao parto, era prescrita em lei religiosa (cf. Lv 12, 1-5; 15, 19-24).

A proibição das mulheres falarem nas assembléias (cf. 1Cor 14, 33ss) é decorrente do domínio (cf. Gn 3, 16) do homem sobre a mulher. Para caracterizar esse aspecto cultural, é interessante notar que todo o Oriente antigo, as mulheres eram proibidas de assistir cultos religiosos. No templo de Jerusalém elas podiam penetrar até o “pátio das mulheres” onde ouviam a pregação. Talvez esteja aí a raiz da resistência, subliminar, até hoje, da elevação de mulheres ao sacerdócio. No “muro das lamentações” até hoje, há espaço para mulheres separado dos homens. No Talmude há dois textos que evidenciam discriminação contra a mulher:

Aquele que ensina a lei à sua filha, ensina-lhe a
             devassidão...   (IX/ 2, 9)

            Eu te louvo e agradeço, ó Senhor Javé, por não ter nascido
            infiel, inculto nem escravo ou mulher...  (XII/4, 12)

Apesar de condenar a opressão contra pobres, viúvas, órfãos, estrangeiros e outros sofridos, A Bíblia, por uma característica cultural, não faz referência, uma linha sequer à opressão da mulher. A segregação histórica da mulher remonta o alvorecer da humanidade, e muita discriminação atual é fruto ou seqüela das antigas culturas. A reforma dessa mentalidade só ocorre a partir da modificação de todo um processo sociocultural. É uma distorção que é precisa ser revista em cada etapa da história humana.



Carmen reside em Canoas, RS. É teóloga leiga, mãe e avó, escritora e licenciada em Artes Plásticas, com Mestrado em “História da Arte” e especialização em “Espaço Sagrado”.
 
Antônio Mesquita Galvão

          Nossa Senhora Aparecida

Dia 12 de Outubro


Não bastasse ser um dos maiores países católicos do planeta, o Brasil tem também um dos maiores centros de peregrinação mariana da cristandade do mundo. Trata-se, é claro, do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, São Paulo. A cidade foi batizada com o nome da Senhora, "aparecida" das águas, mas o Brasil inteiro também recebeu sua bênção desde o nascimento, graças aos descobridores e colonizadores que a tinham como advogada junto a Deus nas desventuras das expedições. A fé na Virgem Maria cresceu com os séculos e a confiança não esmoreceu, só se fortaleceu.

Em 1717, quando da visita do governador a Guaratinguetá, foi ordenado aos pescadores que recolhessem do rio Paraíba a maior quantidade possível de peixes, para que toda a comitiva pudesse ser alimentada e festejada com uma grande recepção. Todos se lançaram às águas com suas redes. Três deles, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, partiram juntos com suas canoas e juntos também lançaram as redes por horas e horas, sem pegar um único peixe. De repente, na rede de João Alves apareceu o corpo da imagem de uma santa. Outra vez lançada a rede, e a cabeça da imagem vem também para bordo. A partir daí, os três pescaram tanto que quase afundaram por causa da quantidade de peixes.

A pesca, milagrosa, eles atribuíram à imagem da santa. Ao regressarem foram para a casa de Filipe Pedroso e, ao limparem a imagem com cuidado, viram que se tratava de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, de cor escura. Então, cobriram-na com um manto e a colocaram num pequeno altar dentro de casa, onde passaram a fazer suas orações diárias. A novidade se espalhou e todos da vizinhança acorriam para rezar diante dela. Invocada pelos devotos como "Aparecida" das águas, durante quinze anos seguidos, a imagem ficou na casa da família daquele pescador.

A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por todos aqueles que rezavam diante da imagem. Eram tantos os devotos que acorriam ao local que, em 1732, a família de Filipe construiu o primeiro oratório. Mas a fama dos prodigiosos poderes de Nossa Senhora Aparecida foi se espalhando até atingir todos os recantos do Brasil. Assim, foi necessário, então, construir uma pequena capela, em seguida uma sucessão de outras capelas cada vez maiores. Até que o local se tornou a cidade de hoje. Em 1888, houve a bênção do primeiro templo, que existe até hoje, conhecido como "Basílica Velha".

A primeira grande peregrinação de católicos "de fora", oficial e historicamente registrada, aconteceu em 1900. Eram mil e duzentos peregrinos viajando de trem desde São Paulo, liderados por seu bispo. Atualmente, são milhões de peregrinos vindos, diariamente, de todos os estados do país e de várias outras nações católicas, especialmente das Américas. A atual Catedral-Basílica de Nossa Senhora Aparecida, conhecida como "Basílica Nova", foi consagrada pessoalmente pelo papa João Paulo II, em 1980, quando de sua primeira visita ao Brasil.

Quanto ao amor do nosso povo por Maria, em 1904 a imagem foi coroada, simbolizando a elevação da Senhora como eterna "Rainha do Brasil", com todo o apoio popular. A coroa foi oferecida pela princesa Isabel. Foi também por aclamação popular e a pedido dos bispos brasileiros que, em 1930, o papa Pio XI proclamou solenemente Nossa Senhora Aparecida a "padroeira oficial do Brasil". O dia de sua festa, 12 de outubro, desde 1988 é feriado nacional.



"APARECIDA E O VINHO NOVO!" - José da Cruz diácono



12 de Outubro
Evangelho João 2, 1-11

Pertencemos a uma sociedade sacudida pela violência, diante da qual nos sentimos impotentes, onde predomina o sentimento de insegurança e medo, a chacina de jovens e adolescentes vai ganhando proporções alarmantes e assustadoras, há, por outro lado, uma falta de perspectiva por parte dos jovens, os escândalos de ordem moral, em instituições consideradas inabaláveis, são denunciados a cada dia pela grande mídia. Dizem que o Brasil, não tem mesmo jeito, porque a nossa origem lá na época do descobrimento, já estava podre e corrompida, e quem veio para cá era gente sem moral, sem escrúpulo e sem nenhum compromisso com a ética e a moral.
Na família, há centenas de casamentos de curta duração, uniões ilegítimas aumentam, o estado quer reconhecer como legítima, uma horrível caricatura da Instituição Familiar, desmantelam e desmoronam valores sagrados na ética e na moral cristã,  se de um lado a humanidade avança em velocidade espantosa no mundo científico, tecnológico, nas comunicações e informática, por outro, as pessoas vão sendo acometidas de inúmeras enfermidades orgânicas e psicossomáticas, as coisas boas e os acontecimentos alegres duram pouco, e não conseguem nos livrar do peso das forças do mal, que vão nos levando para o caos em meio a desordem estabelecida.
Nem o fenômeno religioso consegue reverter esse quadro, os templos suntuosos cada vez mais lotados, tomados por uma multidão de coração vazio, que busca muitas vezes na espiritualidade algo que ela não pode dar: a solução de tantos problemas originados pelo pecado, como o egoísmo, a luxúria, a proliferação de falsas divindades que prometem vida, felicidade e liberdade, e que arrebanham a cada dia novos adeptos, arrastados impiedosamente para a desgraça e a morte, entre eles a Droga e a Prostituição, uns dizem que já chegamos ao fundo do poço, outros mais pessimistas, acham que o pior ainda não aconteceu. O fato é que certa tristeza tem invadido o coração do homem deste terceiro milênio.
Em uma sociedade assim, inquieta, insegura e temerosa, traumatizada por tanta dor e sofrimento, marcada pela injustiça e desigualdade, a V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, realizada de 13 a 31 de maio de 2007 em Aparecida, resgata o nosso papel de Discípulos e Missionários de Jesus Cristo, fazendo um forte apelo para que proclamemos aos homens a Verdade de Deus, revelada em Jesus Cristo, porém, o que leva alguém a ser cristão não é uma decisão ética ou uma grande idéia, , mas sim um encontro com um acontecimento, com uma pessoa: Jesus Cristo, que dá um novo horizonte à vida, e com isso uma orientação decisiva de se viver bem, vivendo em Deus. Foi essa a experiência dos primeiros discípulos, que os evangelhos nos apresentam, um encontro de fé com a pessoa de Jesus.
Neste dia de Nossa Senhora Aparecida – Padroeira do Brasil, o evangelho das Bodas de Caná é um convite a irmos ao encontro do único e verdadeiro amor de nossas vidas, Maria aparece como a intercessora e mediadora, aquela que sabendo olhar a necessidade dos irmãos, vai dizer ao Filho que está faltando algo essencial para uma festa.
A devoção popular é citada pelo documento de Aparecida, que tornou-se uma importante referência nas reflexões da Igreja,  como um dos muitos elementos que propiciam esse encontro pessoal com Jesus Cristo e nesse sentido, considerando-se toda a história de Aparecida, desde o século XVIII, podemos afirmar sem medo, que Maria nunca deixou faltar no coração dos cristãos da América Latina, esse vinho novo da graça de Deus.
O Deus dos cristãos continua obstinado em seu amor pelos homens. Com a mediação de Maria, Jesus oferece em nossos conturbados tempos, o Vinho novo, de incomparável sabor, que não caiu do céu, mas surgiu a partir da água da purificação, Jesus transforma a antiga forma de se relacionar com Deus, no Judaísmo, em uma relação nova, onde basta ao homem crer e abrir o seu coração para esta graça que une para sempre Deus e o homem, solidificando a comunhão um dia rompida, e pela qual Jesus pagou com a vida ao morrer na cruz., descendo com o homem ao fundo do poço para de lá resgatá-lo e libertá-lo, vitorioso e ressuscitado, arrancando-o da vida sem graça, dominada pela morte do pecado, e devolvendo-o ao paraíso, na condição de Filhos e Filhas de Deus.
Esse processo de ressurreição é dinâmico e acontece todo dia, hora e momento, o Cordeiro Santo, Perfeito e Imaculado, se casa com a sua Igreja, tornando-a sem ruga e sem mancha, de modo que nem os pecados da Igreja conseguem abalar esta íntima comunhão. Esse casamento de Deus com o homem, na encarnação de Jesus, deverá ter um final feliz, porém, como povo da Nova Aliança, não teremos uma segunda chance, quem recusar esse amor e buscar os amores ilusórios e efêmeros, nos amantes e deuses da Modernidade, sentirá um dia na pele e no coração, a dor de ter perdido para sempre o autêntico e verdadeiro amor de sua vida.
Somos essa Igreja, a noiva do Senhor, por quem ele dá a vida, a espera da Lua de Mel, da Vida Eterna, para a qual ele nos conduzirá. Por hora, só é preciso uma coisa: FAZER TUDO O QUE ELE NOS DISSER, como nos pede Maria, Mãe de Jesus, a primeira a experimentar a delícia desse amor Divino.
Essa noiva das Bodas de Caná tem um rosto e um nome, é você, sou eu, são todos os que buscam a Deus em Jesus Cristo, é também o rosto de cada homem, desfigurado pela tristeza do pecado, a espera desse vinho da eterna alegria...
José da Cruz é diácono permanente
da Paróquia Nossa S. Consolata-Votorantim
e-mail: cruzsm@uol.com.b


A padroeira do Brasil - Olívia


MINHA MÃE APARECIDA!



              Nossa senhora de Fátima, de Lurdes, da Boa Viagem!
São tantos os seus títulos, mas eu a conheci, como minha Mãe Aparecida!
Lembro-me bem, era ainda bem pequenina e via sempre mamãe rezar em frente, a uma imagenzinha de cor negra!
Eu não entendia nada de fé, mas que eu tinha duas mães, isto eu sabia, uma na terra, outra no céu!
Todos os dias, era sagrado, mamãe reunia toda a criançada lá na sala, para rezarmos juntos a oração das quinze horas! De joelhos e com as mãozinhas postas, todos nós, rezávamos juntos, com o  olhar voltado para  a imagenzinha da Mãe Aparecida!  Eu não entendia bem as palavras, mas sabia que era preciso rezar, rezar muito, mamãe sempre falava isto!
Terminada a oração, mamãe repartia conosco a água benta! Ela dizia, que bebendo daquela água, a gente ia crescer bem forte!
Por volta dos meus seis anos, eu comecei a compreender a importância da Mãe Aparecida na vida da gente. Ao debruçar no parapeito da escada lá da minha casa, eu cai numa altura de mais de três metros, sobre um monte pedras! Minha mãe só teve tempo de gritar: "Nossa Senhora Aparecida!" Hoje eu não tenho dúvidas, que a minha Mãe Aparecida, me segurou em seus braços, pois após a queda, eu levantei sozinha sem nenhum arranhão!
Tive uma infância num ambiente de muita oração! Praticamente o dia inteiro, ouvíamos falar de Deus e da nossa  Mãe Aparecida! Todas as noites, a família reunia lá na sala, pra rezar o terço! Mamãe cochilava, coitada, cansada de tanto trabalhar, pois a lida era muito grande! Sinceramente eu tinha preguiça de rezar o terço, pois achava muito demorado, mas eu rezava, pois sabia que era preciso rezar!
Todo domingo íamos a missa, tínhamos que levantar bem cedinho, pois a igrejinha do Rosário ficava bem distante da nossa casa!
Quando eu tinha quinze, anos veio a dor, minha mãezinha  partiu para o céu, foi oi morar com a Mãe do céu! O rádio grande, onde eu escutava falar da Mãe Aparecida, estragou e eu perdi o contato com tudo que falava dela!
Pelas longas estradas da vida, eu nunca esqueci de Nossa Senhora, porém, sob o título de minha Mãe Aparecida, andei um pouco distante! Mas o amor nunca acaba, ele pode apenas adormecer, como brasa no meio das cinzas, basta um sopro e a chama reacende!
Um dia, num desses "acasos" da vida, ouvi um missionário falar da mãe Aparecida! Ele falava dela  com um carinho tão grande, com uma intimidade de filho muito amado por ela, tocando fundo o meu coração! Foi o sopro que faltava para reacender em mim, o meu grande amor por  Minha Mãe Aparecida! Amor que começou a brotar em mim, quando eu era bem pequenina e ainda não entendia a importância da fé na vida da gente.
Hoje, vou seguindo o meu caminho, com lágrimas ou com  sorrisos, vou feliz, pois me sinto protegida, sob o manto da minha Mãe querida: MINHA MÃE APARECIDA!
Olívia Coutinho


Fazei o que ele vos disser. - Missionários Claretianos


Terça-feira, 12 de outubro de 2010
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil (Solenidade)
Em outubro de 1717, três pescadores, ao lançarem sua rede para pescar nas águas do Rio Paraíba, colheram a imagem de Nossa Senhora da Conceição. A imagem foi levada para a casa da família de um deles: Filipe. No começo foi construído um pequeno oratório. O povo reunia-se para rezar o terço. Alguns sinais começaram a ocorrer, a devoção começou a se espalhar.

Depois veio a basílica que hoje chamamos de basílica antiga e, mais recentemente, o grande santuário nacional de Aparecida. O evangelho das bodas aponta para o poder da intercessão. O texto é simbólico! As talhas vazias simbolizam a religião antiga, que perdeu sua função. O vinho novo, de boa qualidade é a mensagem de Jesus que traz vida nova e devolve a alegria à festa da vida.

Maria, a mãe de Jesus, está presente nesta festa e intercede, não junto aos representantes religiosos da época, mas a Jesus, pois é dele que vem o poder renovador da vida. Que Maria, a padroeira do Brasil, interceda pelas necessidades da nossa nação. Nossa Senhora Aparecida, Rogai por nós.
Missionários Claretianos


Dar testemunho- Fr. Lucas

Sábado, 16 de outubro de 2010
“É possível mudar nossas vidas e a atitude daqueles que nos cercam simplesmente mudando a nós mesmos.” (Rudolf Dreikurs)
Lc 12,8-12
É preciso testemunhar!
Olá gente querida!
No evangelho de hoje, Jesus nos exige o TESTEMUNHO!
O que Jesus nos pede não é nada em vista do que nós sempre recebemos de suas mãos generosas. RECEBEMOS TANTO AMOR! E como retribuímos? Ás vezes retribuímos AMANDO, mas, infelizmente, também retribuímos apenas com reclamações sem fim e sem importância! AMOR SE PAGA COM AMOR, dizia o fundador dos Missionários Redentoristas, Santo Afonso.
Mas, podemos perguntar: o que é dar Testemunho de Jesus afinal? Testemunhar Jesus é assumir o seu projeto de Salvação sendo coerente com seus ensinamentos, amando os irmãos e irmãs para construir juntos um Reino de Amor, Paz e Perdão que já começa aqui, hoje, agora!
Se dermos testemunho de Jesus em nossa vida, ganharemos uma testemunha no Céu, pois Jesus prometeu estar conosco sempre e disse que iria preparar nossa futura morada. Por isso, SEJAMOS COERENTES, PORQUE JESUS NOS DEU SUA PALAVRA!
Gente querida, o evangelho nos coloca diante de nós mesmos para refletir como tem sido o nosso testemunho e nos faz pensar se estamos, de fato, sendo coerentes com os ensinamentos de Jesus. Sabemos das nossas dificuldades, mas não podemos desanimar, pois, Deus conta conosco e quer precisar de nós!
Que Nossa Senhora Aparecida interceda por nós e nos ajude a testemunhar seu Filho! Amém.
Fr. Lucas Emanuel Almeida. CSsR


“O empregado fiel e o empregado infiel” – Nancy

19/10/2011: 4ª feira


Lc 12,39-48
            O evangelho de hoje é uma advertência para cada um de nós, seres humanos e cristãos, para que estejamos sempre vigilantes à espera do Senhor.
            A parábola do patrão que sai sem deixar nem dia e nem hora para voltar, encaixa-se perfeitamente no nosso contexto de vivência diária, seja em nossa vida familiar, comunitária, profissional, religiosa, reiterando a importância da vigilância.
            Àqueles que forem fiéis e dedicados o patrão, ao retornar, os recompensará com muito mais. Ao contrário daqueles que, indolentes, infiéis, que aproveitam do momento da ausência do patrão para subir na mesa, como diz o dito popular, estes serão castigados. Uns mais e outros menos. Não servem como empregados de confiança do patrão. 
            Pensemos irmãos e irmãs que Jesus naquela época dirigia-se aos seus discípulos, advertindo-os para que preservassem a vigilância, a fidelidade, sendo cumpridores dos seus deveres. E suas palavras não caíram por terra!
            De maneira semelhante, Jesus Cristo nos conclama a permanecermos vigilantes, à sua espera, que não tem hora, dia, semana, mês ou ano determinados. Qualquer hora poderá ser o momento da chegada do Senhor, e seremos cobrados por tudo aquilo que nos foi concedido: a quem mais, maiores cobranças; a quem menos, cobranças menores. Tudo de acordo com aquilo que recebemos. Vejam: "Assim será pedido muito de quem recebe muito; e, daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido." 
            Muitos de nós ocupamos cargos de confiança na igreja; somos ungidos e enviados do Senhor. No entanto, não podemos tomar posse desses cargos, somos apenas servidores do Senhor desempenhando uma função, administrando aquilo que é d'Ele, para o bem da coletividade e para o engrandecimento do Reino de Deus.
            Que neste mês missionário que nos propicia momentos oportunos de revermos a nossa caminhada, como seguidores de Jesus, possamos ver em  Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, a nossa intercessora. E que estejamos vigilantes, cumprindo fielmente as Sagradas Escrituras, à espera de Jesus Cristo, na glória de Deus Pai.
            Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!
            Abraços fraternais, em Cristo Jesus!
            Nancy – professora            



Eu não vim chamar os justos -Padre Antonio Queiroz


Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão.
Este Evangelho narra a vocação de S. Mateus, que aqui é chamado de Levi. A sua profissão – cobrador de impostos – era considerada impura, pelo fato de tocar em moeda estrangeira. Por isso, todos os cobradores de impostos eram considerados pecadores. Jesus não tinha esse preconceito.
No grande banquete oferecido por Mateus, além de cobradores de impostos havia pecadores de verdade, e Jesus estava feliz no meio deles. Diante do protesto, ele explicou: "Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão". A frase não exclui ninguém do chamado de Jesus. É apenas um convite aos que se consideram justos para a conversão, pois "o justo cai sete vezes por dia".
"Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes." Os fariseus não entenderam essa frase pronunciada também para eles, os doentes terminais do orgulho, auto-suficiência e hipocrisia.
"Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos" (Ef 2,4-5.7-9). "Deus retira o pobre do monte de lixo..." (Cântico de Ana – 1Sm 2). "Derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes" (Magnificat).
Quando Davi cometeu um grande pecado, mandando matar Urias para se casar com a sua esposa Betsabéia, Deus o perdoou completamente. Tanto que escolheu Salomão, o segundo filho dele com Betsabéia (2Sm 12,24), para continuar a geração do Povo de Deus.
"O Senhor é bondade e retidão. Ele aponta o caminho aos pecadores" (Sl 25,8). Esse amor de Deus pelos pecadores nos encanta, seduz e nos dá esperança, pois quem não é pecador? "Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir" (Jr 20). Deus não nos trata conforme nossos erros (Sl 103,8-14).
"Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor" (1Jo 4,8). Nós temos amor, Deus é amor. "Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele" (1Jo 4,16).
Esse grande amor de Jesus pelos pecadores é mostrado também no seu acolhimento à mulher adúltera, ao Zaqueu, à Samaritana, a S. Paulo... Ele não podia ver ninguém longe de Deus, que já se aproximava para o cativar.
Jesus perdoou até os que o mataram, e rezou por eles: "Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem!" E ele nos pede para fazermos a mesma coisa: "Não julgueis..." (Mt 7,1-7).
A misericórdia, que é o amor aos pecadores e aos que sofrem, é uma das Bem-aventuranças: "Felizes os misericordiosos..." (Mt 5,7).
S. Paulo nos pede: "Irmãos, tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus..." (Fl 2,6). Assim, as Comunidades cristãs são chamadas a continuar o amor misericordioso de Deus Pai, manifestado em Jesus. A Comunidade é compreensiva para com todos, é agente de inclusão dos pecadores.
Diante de pessoas que praticam ações más, mesmo que sejam os piores crimes, devemos pensar: a misericórdia de Deus é maior que o erro dessa pessoa. E assim, amá-la, acolhê-la e ajudá-la a se levantar. A Igreja acolhe o pecador, não o pecado que ele cometeu, por isso o ajuda a vencer o pecado.
"Quero misericórdia e não sacrifício" (Mt 9,13). Jesus criticava incansavelmente o culto vazio e hipócrita dos que se crêem em ordem com Deus por cumprir determinados ritos cultuais, como sacrifícios, dízimos e jejuns, enquanto esquecem a disponibilidade perante Deus, o amor fraterno e a reconciliação fraterna.
Faz parte do amor misericordioso usar o dinheiro não apenas em benefício de si mesmo e da família, mas dos que precisam para viver dignamente. É a economia a serviço da vida. Muitos adoram e servem ao dinheiro, como se ele fosse um deus. Cabe uma pergunta: quem é Deus em nossa vida? Em que lugar Ele está entre os valores que buscamos? Que esta Campanha da Fraternidade nos prepare melhor para a Páscoa.
Certa vez, numa sala de aula, uma menina perguntou à professora: "O que é amor?" A professora sentiu que não só aquela criança, mas toda a classe merecia uma resposta à altura. Como já estava na hora do recreio, ela pediu que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.
As crianças saíram muito interessadas. Quando terminou o recreio, voltaram e começaram a apresentar os objetos que trouxeram. Uma trouxe uma flor, outra trouxe uma borboleta, outra criança pediu emprestado a uma funcionária a sua aliança e trouxe...
Terminada a apresentação, a professora notou que uma menina estava toda envergonhada, porque não havia trazido nada. Então, dirigiu-se à aluna e perguntou: "Meu bem, por que você não trouxe nada?" A garotinha, timidamente, respondeu: "Desculpe, professora, eu vi a flor, mas não quis apanhá-la. Preferi que ela continuasse enfeitando o jardim da escola. Vi a borboleta, leve e colorida, mas eu nunca teria coragem de segurar um animalzinho tão bonito. Isso pode machucá-la. Vi também um ninho com filhotes de sabiá, mas nem mexi; se eu soubesse o que eles comem, até levaria alimento para eles".
Emocionada, a professora explicou para as crianças: "Esta aluna fez a melhor escolha: Não trouxe objetos, mas trouxe para nós, em seu coração, o perfume do amor". E deu à menina a nota máxima.
O respeito e a proteção da vida é o que mais desperta em nós o sentimento de amor.
Na oração Salve Rainha, nós chamamos Maria Santíssima de Mãe de misericórdia. Ela é também o refúgio dos pecadores. Mãe de misericórdia, rogai por nós!
Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão.
Padre Antonio Queiroz


Nossa Senhora intercede . Quem nos dá as ordens é Jesus.- Maria Regina



                                                 Jesus realizou seu primeiro milagre em Caná da Galiléia numa festa de casamento. Foi por intercessão de Sua Mãe Maria que este milagre aconteceu. Maria é a Mãe perfeita que está atenta às necessidades dos seus filhos e tem a plenitude do Espírito Santo e sabedoria para ler nos acontecimentos a amplitude do sentido que Deus quis colocar neles. Por isso, em Caná, ela propõe ao filho a antecipação de sua hora e Jesus acolheu o seu pedido manifestando o Seu poder transformando a água em vinho.
                                           A certeza de que Maria está presente na "festa da nossa vida" é a razão da nossa esperança diante das nossas carências. Confiando na intercessão de Maria nós também podemos ter a nossa vida transformada pelo amor de Jesus que é o vinho que contém todos os elementos que, muitas vezes, estão faltando na nossa vida. Há dias em que para nós faltam, alegria, paz, saúde, harmonia interior, nos parecendo até que a festa está chegando ao fim.
                                     Porém, Nossa Senhora, atenta às nossas carências, escuta o nosso silêncio e vê a nossa angústia. A intercessão de Nossa Senhora é poderosa. Ela é mãe e, se confiamos nela, mesmo que não peçamos nada, ela estará providenciando junto do Seu Filho, o vinho que está faltando para nos fortalecer . Precisamos, porém, colocar as nossas talhas a disposição do Mestre e fazer tudo o que Ele nos disser. Nossa Senhora é apenas a intermediadora. Quem nos dá as ordens é Jesus e, se fizermos tudo quanto Ele nos disser com certeza, também a água que nós O oferecermos será transformada em vinho. Reflitamos: – Qual é hoje o vinho que está faltando para a sua festa ser alegre? – O que está faltando na sua vida? – Peça a Maria com confiança e ela intercederá diante do Seu Filho. A sua festa não irá terminar. – Você tem feito tudo o que Jesus
Helena Serpa



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