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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Comentários-Prof.Fernando

Comentários-Prof.Fernando*      preparando o Natal 1 = 30nov.2014
1º(/4domingos): CARNE
Ele virá
·                 Mas... ele já veio! O “Filho de Deus” um dia mergulhou num ponto da história da humanidade e da história do mundo, cuja data (aproximada) conhecemos. Tornou-se cidadão anônimo no meio do que sobrou de um antigo pequeno reino oriental – sempre dominado por grandes Impérios vizinhos. O “Filho de Deus” tornou-se “o Filho do Homem”, participando das dores e alegrias comuns a toda a raça humana. Esse acontecimento foi chamado no cristianismo pelo nome de “Encarnação”. E isto é Natal: Deus tornou-se “Carne”.

No vocabulário bíblico:
·                 “Carne” indica todo ser vivo, sobretudo o ser humano (em corpo e alma). Conscientes de que nascemos, vivemos e morremos, muitas vezes o pensamento israelita usa o termo “Carne” para indicar a transitoriedade e fragilidade da vida humana (então poderíamos traduzir por “natureza humana”). Em tempos cristãos Paulo cria a oposição “Carne X Espírito”, indicando que a Fé em J.Cristo trouxe uma vida nova (“Homem novo” X “Homem velho”) pois vivemos na Carne, mas não (mais) “conforme a Carne”. Agora recebemos (Graça) a Salvação, conquistada pela vida, morte e ressurreição de Cristo. O ser humano é agora “habitado pelo Espírito de Deus”. É bom lembrar ainda que nem no Antigo nem no Novo Testamento, Carne (ou Corpo) não é sinônimo de Pecado. João até escreve “o Verbo se fez Carne”, e completa: “e armou a sua tenda para morar entre nós” (cf.Jo1,14).

Então é Natal
·                 Isto é: Deus no meio de nós, na história, na vida de cada um e de todos os povos. O tempo de preparação para o Natal não é só para enfeitar a árvore, pendurar luzinhas chinesas, decorar as lojas do comércio, as casas e as ruas. Nem mesmo é feito só para recordar um fato do passado: o nascimento de Jesus, gerado no seio de Maria, descendente de judeus, alguns mais outros menos importantes, mas, sobretudo de Davi. Para não falar de Abraão – ao menos segundo a mesma Fé (cf. cap.4 em Romanos).

Ele voltará
·                 Sim ele veio, entrou na história. Mas voltará. Em plenitude visível para todos. Não se trata aqui de falar do fim do mundo. Deixemos isso para os filmes-catástrofe de Hollywood. Até Paulo achava que, antes de morrer veria, ainda vivo, a volta de Cristo em plenitude de triunfo e glória. Anos mais tarde, as comunidades começaram a sentir que os seus morriam e... Cristo não voltava. Pouco a pouco perceberam que a questão não era o fim escatológico (do mundo e do universo com o surgir de “um novo céu e uma nova terra” como prometido no livro do Apocalipse: cap.21). Cada um tem seu encontro com Deus no seu contexto, na sua vida quando age e trata o semelhante com Amor ao mesmo tempo em que – pela Confiança na Palavra do Mestre – tem a Esperança de ver Deus face a face. (”Então veremos face a face” – 1Cor13,12; “não se manifestou ainda o que havemos de ser: sabemos que quando isto ocorrer seremos semelhantes a Deus, porque o veremos como ele é” – 1ªcartaJoão3,2; “verão a sua face” – Apocalipse 22,4 ).

Prestar atenção
·                 Nosso tempo é de violência (urbana, sobretudo). Nosso mundo é democrático ou “pluralista” (várias ideologias, comportamentos procurando mais respeito à liberdade de opinião, às diferenças, às raças, religiões, culturas). Vivemos num planeta que mal sobrevive à poluição ambiental e, por outro lado, à poluição político-econômica:  guerras, milhões abandonando seu lar (imigrantes e refugiados). Neste mundo ninguém acha estranho prestar atenção e evitar assaltantes, golpistas e mentirosos. Por isso o Mestre de Nazaré, em vez de deixar instruções para fazermos longas orações, como os fariseus faziam. Nem quis que nos preocupássemos com muitas obrigações religiosas, como os doutores da Lei e os sacerdotes faziam, (des)orientando o povo.
·                 Mas ele insistiu com seus ouvintes em dois verbos: “observar” e “ficar atento”. No texto (Marcos 13,33-37) Jesus conta uma parábola sobre empregados aguardando a volta do dono da casa. O escritor do evangelho repete (em quase todos os versos) esses dois verbos que, no sentido original podem ser assim traduzidos: “observar” (“olho vivo!”), “acordar enquanto outros dormem” (“não dormir no ponto!”).

Preparando o Natal
·                 1) Compreender o alcance do fato: o Filho (de Deus = o Filho do Homem) quis ser frágil como nós. Na Carne humana.
·                 2) Fazer um “exame de consciência” (da nossa! O que é mais difícil do que ficar julgando os outros e falando da vida alheia).
·                 Como estamos vivendo? cultivando o bem? Descuidados? Contaminados pela poluição ambiental de um contexto de maldades? Desatentos ou indiferentes à violência e à injustiça?

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( * ) Prof.(1975-2012:filos/educ;teol/ética) fesomor2@gmail.com

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