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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sábado, 6 de dezembro de 2014

Comentários-Prof.Fernando

Comentários-Prof.Fernando*    preparando o Natal-2 = 07 dez. 2014
2º (dos 4 domingos): CAMINHO
Estradas, ruas e caminhos
·                    No domingo anterior o tema era: estar atentos ao que se passa conosco e à nossa volta, observar, vigiar. O “Filho de Deus”, que se fez “o Filho do Homem”, traz a Esperança de todo ser humano que aguarda ver Deus face a face. Hoje meditamos sobre os caminhos. Neles, sejam quais forem, o Criador sempre está presente, mesmo invisível. É inevitável ter de andar primeiro por caminhos ensinados, pois não nascemos fora de uma cultura. Nas ruas e praças de nossa cidade aprendemos a andar. Mas a pessoa se define, aos poucos, pelos rumos que escolhe. A “geografia” foi dada pelo “ambiente” (natureza e clima, família e cultura), mas criamos caminhos próprios.
O caminho que Ele escolheu
·                    O profeta Isaías anuncia libertação para “enquadramentos” que nos fizeram “prisioneiros” das “geografias” não escolhidas. É um anúncio de consolação, pois nossas cicatrizes e feridas serão curadas: Consolai, consolai o meu povo, diz Deus... gritai dizendo que sua escravidão terminou” (v. Isaías 40, 1-11). Por outro lado, a boa notícia implica em nossa preparação. O profeta fala em “abrir estradas” novas para quem sempre esteve presente em nossos caminhos anteriores. “Preparai no deserto o caminho do Senhor; endireitai no ermo uma estrada para o nosso Deus. Os vales sejam levantados, montes e colinas sejam aplanados; então, os terrenos acidentados e escarpados serão nivelados” (cf.Is40). A mensagem, repetida por João Batista, porém, não é um programa moralista.
·                    Preparar seus caminhos” significa, preparar nosso coração. Recebê-lo supõe escutar sua Palavra e compreender como Deus age. É preciso nesta abertura de coração, dimensionar tudo aquilo que constituiu a vida de Jesus de Nazaré: suas humilhações, sua solidão, sua rejeição, seus sofrimentos, sua morte, passagem para a ressurreição. Aqui estamos diante do mistério mesmo da existência deste mundo e neste mundo. Mas sabemos que Jesus permaneceu fiel ao amor, até o fim, isto é, apesar do ódio sofrimento produzido por seus inimigos. Esse amor que rejeitou a manipulação religiosa e política dos chefes contra seu povo, tornou-se fonte de uma vida capaz de transformar o mundo. Ele recebeu do Pai o poder de nunca mais morrer. Foi o que, depois da ressurreição, seus discípulos acabaram compreendendo.
·                    Esse o mistério escondido na criança que nasce. Geralmente as cidades só conhecem o Natal que as enfeita de lampadinhas chinesas. Nós também corremos o risco de reduzir o Natal a uma ceia, reunião de família que às vezes reacende antigas rivalidades domésticas. Lá fora ainda continua, quem sabe, a correria das compras. O Natal também é bom para ativar o comércio, como faz bem cultivarmos encontros em família. É preciso, porém, compreender em profundidade a mensagem do Menino no silêncio do Presépio. Tarefa que não é fácil´, porque gostaríamos de encontrar em Belém um Messias como Rei ou Líder político, vindo em triunfo, comandando um exército imbatível para mudar logo o mundo que gostaríamos de ter. No entanto, aprendemos algo novo com este bebê frágil, deitado num berço adaptado da mangedoura dos animais. Seu despojamento significa que seus caminhos não estão pré-fixados. Não são os costumeiros, repetidos e conhecidos, talvez como os nossos quando insistem em ser vielas e becos rotineiros.
·                    O Natal, o Novo, insiste em re-nascer: não aceitar tudo, embora o velho Papai Noel também goste de aparecer nessa festa. O ‘bom velhinho’ surgiu do marketing de um refrigerante. Copiou uma figura de antiga tradição pré-natalina, que acabou misturada ao Natal porque festejada em dezembro, dia 6. Sua figura fixou-se na cultura americana hollywoodiana. Nos Estados Unidos virou o “Santa Klaus” representado como o velhinho de roupa vermelha e barba muito branca da história de S. Nicolau, que – reza a lenda – distribuía doces e presentes às crianças pobres.
Preparar-se
·                    “João Batista apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão”.  Marcos (1,1-8) usa o termo “metanoia”, que significa “conversão” ou “arrependimento”. Em nossa linguagem corrente Conversão é adesão a grupo religioso e Arrependimento existe quando o culpado lamenta seu crime. O termo original é literalmente mudar de ideia. O que João Batista pregava a seus ouvintes era mudança de direção na vida. E mudar (= voltar-se, tomar novo rumo) é graça do Deus que toca os corações. Por isso seria melhor traduzir a “metanoia” por: deixar-se transformar na vida. Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo (Marcos 1,1-8).
·                    É nesta perspectiva que procuramos novos caminhos para o Novo Ano já iniciado, no calendário da Cristandade – Oriente e Ocidente, católicos, protestantes ou ortodoxos – no 1ºdomingo do Advento (o Ano civil tem início em 1º de janeiro) próximo.  
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( * ) Prof.(1975-2012:filos/educ;teol/ética) fesomor2@gmail.com

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