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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Sagrada Família

SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ

Evangelho - Lc 2,22-40


Comentários-Prof.Fernando


Comentários-Prof.Fernando


SAGRADA FAMÍLIA-José Salviano


28 de Dezembro de 2014
Ano  B
       Hoje, a Igreja celebra a festa da Sagrada Família. A liturgia nos convida a pensar na nossa vida familiar.  A pensar em como vai a nossa família hoje, diante de tantas ameaças... Leia mais
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“MEUS OLHOS VIRAM A TUA SALVAÇÃO.” – Olívia Coutinho

DOMINGO DA SAGRADA FAMÍLIA!

Dia 28 de Dezembro de  2014

Evangelho de Lc  2,22-40
       
       No primeiro domingo após o Natal, a Igreja nos convida a contemplarmos a Sagrada Família: Jesus Maria e José, o modelo para todas as nossas  famílias!
O evangelho que a liturgia de hoje coloca diante de nós, nos convida a refletir sobre a  apresentação de Jesus no templo!
Quarenta dias após o  seu nascimento, Jesus é levado ao templo pelos  seus pais, afim de cumprir um ritual judaico, isto é,  todo primogênito todo sexo masculino deveria ser consagrado ao Senhor.
Maria e José, num gesto de entrega a Deus, apresentam Jesus no templo, Jesus, o   preciosíssimo tesouro que eles sabiam não lhes pertencer.
Com este gesto, os pais de Jesus, nos dão  um grande exemplo de responsabilidade para com o que é de Deus, mostrando-nos que a vida dos nossos filhos não nos  pertence, somos apenas depositários destes tesouros pertencentes a Deus.
Em si tratando da apresentação do próprio  Filho de Deus, este ritual  adquire um significado muito profundo, estreitamente ligado ao mistério da encarnação.
O rito da apresentação de Jesus, foi diferente dos outros ritos,em que os pais apresentavam seus filhos a Deus num sinal  de oferta e de  pertença a Ele.  Já no rito  de Jesus,  é Deus quem apresenta o seu Filho aos homens pela boca do profeta  Simeão e da profetisa Ana. Tanto na sua apresentação no templo, quanto no seu nascimento, Deus revela a sua predileção pelos  pobres, pois foi para eles que Jesus  se manifestou primeiro: na gruta de Belém, seus primeiros visitantes foram os pastores e  na sua apresentação no templo, foi  para os pobres que  ele se manifestou primeiro, ou seja,  para os “pobres de Javé”:  Simeão e   Ana, que podemos intitulá-los como profetas da esperança!
O velho Simeão esperava pela libertação de Israel, ele já havia  recebido a promessa de Deus, de que ele não partiria desta vida, sem antes ter visto o Messias.
Guiado pela inspiração divina, Simeão  vai ao templo, exatamente no momento  em que Maria e José levam Jesus  para  cumprir as prescrições legais, suas palavras proféticas, sobre o futuro de Jesus,  constituem o centro do relato. 
Já prestes do fim de sua existência terrena, Simeão toma Jesus em seus braços, definindo-o como: A salvação que chegou  para  todos os povos. Salvação, que chegou na fragilidade de um menino que estava  começando a vida, e que mais tarde daria esta vida para o resgate da humanidade corrompida pelo pecado.
Os olhos de Simeão viram longe, viram  naquele  menino ainda totalmente dependente do humano, a salvação do próprio humano.
Na cena, Maria permanece silenciosa, certamente  ela ainda não havia entendido tudo a respeito da trajetória do seu filho, mas  acolhe  as profecias de Simeão sobre o seu  futuro, aceitando silenciosamente os desígnios de Deus.
Após ter tido a felicidade de ter o Messias em seu braços, Simeão sente que já podia partir deste mundo, afinal,  seus olhos já tinham visto o que ele tanto esperava:  a “libertação do povo de Israel".
Contemplando o Messias em seus braços, Simeão pensou somente no bem do povo, ele  sabia, que  ele mesmo não iria  usufruir da alegria de ver Jesus  caminhando aqui  neste chão.
 Contemplemos  a figura de Simeão,  um  homem que não olhava  para o passado, que via longe, que sonhava grande, mesmo na fragilidade de sua idade avançada.
Simeão  e Ana representam o povo  fiel, o povo persistente, que não perde a esperança, porque confia nas realizações  das promessas de Deus.
Assim como Simeão, sejamos  também persistentes  em nossas  esperas, sem nunca desistirmos  dos nossos sonhos, pois, se temos Deus conosco, tudo nos será possível!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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Evangelhos Dominicais Comentados

28/dezembro/2014 – Sagrada Família – Jesus, Maria e José

Evangelho: (Lc 2, 22-40)

Ainda estamos vivendo a alegria do Natal, o início da redenção do mundo, por isso, aceite nossos votos de feliz Natal, muito alegria e paz para toda sua família!

Jesus já nasceu e está entre nós. Anjos se revestem de luz para anunciar a chegada do Salvador. Os pastores encontram o Menino Deus no seio de sua família, amparado por Maria e José. O Verbo Divino quis nascer numa família para nos mostrar como ela é importante.

Já disse um poeta: "A família é o santuário da vida". O evangelho de hoje fala da apresentação de Jesus no templo e da purificação de Maria. Mostra a Sagrada Família cumprindo seus deveres religiosos. A celebração da Sagrada Família é a festa das famílias.

Conforme determinava a lei, durante os sete dias que se seguiam ao nascimento do filho, a mãe era considerada impura. Devia ainda ficar mais trinta e três dias em casa e só após o quadragésimo dia iria fazer a sua oferta que consistia em um cordeiro e uma pomba. Se fosse pobre, oferecia duas rolas ou dois pombinhos.


Maria ofereceu dois pombinhos, o sacrifício dos pobres. Era só o que podia dar. Isso mostra bem a condição humilde da família de Nazaré. Jesus quis vir ao mundo numa família simples e pobre. Poderia ter nascido num castelo todo iluminado, cercado pelo conforto e embalado num "berço de ouro", mas não o fez.

Nasceu na periferia, num curral sem iluminação e uma manjedoura foi seu berço. Desprendeu-se de tudo, nem mesmo enxoval devia ter. No entanto, Jesus não abriu mão da família. Este é o recado da liturgia de hoje: a família deve estar acima de qualquer bem material. Sem ela, de nada vale o ouro e não existe tesouro.

No templo, Maria ouviu de Simeão estas palavras: "Quanto a ti, uma espada transpassará a tua alma". Em silêncio, guardou no coração essas palavras e meditava sobre elas. Mulher forte e corajosa que sabia das dificuldades que encontraria para cumprir sua tarefa no Plano de Salvação, entretanto, desistir é algo que nunca lhe passou pela ideia.

Renunciar, desistir, duvidar, são verbos que a Co-Redentora nunca conjugou. Sempre acreditou. Nunca se sentiu desamparada. Sabia do imenso amor do Pai e encontrou apoio na família. O diálogo e a presença constante do esposo e do Filho multiplicavam suas forças. Caminhavam juntos alimentados pela oração.

Dois mil anos se passaram e as palavras de Simeão continuam presentes. Seu recado agora é para a família moderna mutilada e desvalorizada. Sua mensagem quer aliviar a dor de milhares de corações transpassados; são mães, pais e filhos atingidos pela espada da desunião, pela falta de diálogo e pela ausência da oração.

Esta é a boa notícia de hoje: Vamos levar o amor às famílias! Quando o respeito, o diálogo e a oração, estiverem presentes nos lares, poderemos dizer: "Agora Senhor podes deixar teu servo partir em paz, pois meus olhos já viram a salvação das famílias!"

(1203)

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“Vieram apressados os pastores, encontraram Maria com José, e o Menino deitado no presépio” (Lc. 2,16).
Como os pastores, é assim que também nós encontramos o Menino nascido para nós, o filho que nos foi dado: deitadinho no presépio, com Maria e José. Neste Domingo dentro da Oitava do Santo Natal, a Igreja contempla o mistério da Sagrada Família de Nazaré. Mistério, sim! Vejamos senão: o Filho eterno, ao assumir nossa condição humana, encarnou-se e nasceu, viveu e cresceu no seio de uma família humana. Para a fé cristã, este fato reveste-se de uma significação enorme: ao assumir a família, ao entrar nela e nela humanizar-se, aprendendo a ser gente, o nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo, santificou a família humana. Já no princípio, quando Deus, na sua sabedoria infinita, viu não ser bom que o homem estivesse só e deu-lhe a mulher por companheira, determinando que os dois fossem uma só carne, desde então, a família é sagrada. Isso mesmo: Deus pensou no ser humano nascendo e sendo formado no seio de uma família. E compreendamos bem família: um homem e uma mulher gerando e educando filhos no amor! Uma família, do ponto de vista de Deus, é isso; nem mais nem menos! Pois bem: a família, sonhada e instituída por Deus, foi definitivamente abençoada e levada à plena sacralidade pelo Filho eterno quando, fazendo-se homem, santificou e consagrou a vida familiar.
Eis por que, para os cristãos, a família é sagrada: nasce do sacramento do Matrimônio, no qual o marido e a esposa recebem a graça de viverem como sinal da aliança de amor entre o Cristo-Esposo e a Igreja-Esposa. Nascida do matrimônio, a família vai crescendo pela fecundidade do amor humano, consagrado nas águas do Batismo de cada novo membro que nasce; e vai alimentando-se não somente da comida e da bebida da mesa de cada dia, mas, sobretudo, do pão e do vinho, Corpo e Sangue do Senhor, dado e recebido na Eucaristia. Estejamos atentos a este fato importantíssimo! A família não é uma realidade simplesmente humana, sociológica! A família é sagrada: querida por Deus, amada por Deus, criada por Deus, sustentada por Deus! Quem destrói a família peca gravemente contra Deus! E mais ainda: a família como Deus a pensou, repitamos para que não haja dúvida, é composta nuclearmente por um esposo, uma esposa e os filhos! Os cristãos não poderão nunca pensar em outros modelos de convivência como sendo uma família nos moldes desejados por Deus!  
Esta família, se é cristã, é a primeira imagem da Igreja, é a primeira comunidade de cristãos. Pensemos bem na sublimidade de tal mistério: o pai, a mãe e os filhos, todos batizados em Cristo Jesus, são uma pequena Igreja, a Igreja doméstica! A esta comunidade familiar, São Paulo dirige, na liturgia de hoje, palavras comoventes, conselhos e exortações insuperáveis. Pensando na nossa família, escutemos: “Vós sois amados de Deus, sois seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. Que a paz de Cristo reine em vossos corações. E sede agradecidos! Que a palavra de Cristo habite em vós! Tudo que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor. Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais. Pais, não intimideis vossos filhos, para que eles não desanimem”. Vede, irmãos, o que é uma família cristã: uma pequena comunidade de irmãos no Senhor, um pequeno sinal do Reino de Deus, uma outra família de Nazaré! A família cristã é o primeiro lugar de evangelização, de experiência de amor ao Senhor e aos outros, é o primeiro lugar de oração comunitária e de santificação. A família é santa, a família é sagrada, o lar é um santuário! 
Mas, hoje, o mundo tem como propósito sério, sistemático, persistente, inteligente e eficaz destruir a família. Os meios de comunicação invadiram nossas casas, com idéias, imagens e palavras eivadas de paganismo e anti-cristianismo. Querem nos fazer acreditar que a família é algo meramente humano, que pode ser definido a nosso bel prazer! Querem que se chame família a uma união civil de pessoas do mesmo sexo, querem que se aceite como normal o divórcio, o adultério, a convivência sem o sacramento do matrimônio. Desejam que os cristãos achem normal a existência de ex-maridos, ex-esposas, ex-noras, ex-sogras, ex-genros, ex-sogros... Ex, ex, ex... Ex-cristão, é o que o mundo de hoje é! Ex-família é o que esses ajuntamentos de desajuntados são!  
Os cristãos devemos respeitar os que pensam diferente de nós. É normal: o mundo não conhece o Evangelho, não conhece a Deus nem a luz do seu Cristo. Tantos e tantos vivem à luz de sua própria escuridão e enxergam a vida com sua própria cegueira. Mas, nós, nós somos cristãos! Nós vimos a Luz que brilhou em Belém, nós vimos o Menino com José e sua Mãe, nós conhecemos o plano de Deus para o amor humano e para a família!  
Caríssimos, lutemos por nossas famílias! Jovens, preparai-vos com responsabilidade para uma vida de família! Que a família não nasça das gravidezes precoces, das relações pecaminosas fora do casamento! Que a família não seja enfraquecida pelo materialismo que enche a casa de bens e a esvazia de amor, de convivência e de diálogo. Que os pais não deleguem a estranhos a educação humana e religiosa de seus filhos! Pais cristãos, que vossos filhos aprendam convosco a rezar e a viver! Estejamos bem conscientes: não há esperança para o mundo quando se destrói a família; não há futuro para a Igreja se perde a noção da sacralidade de nossos lares! É na família que se aprende a rezar, a amar, a dialogar, perdoar e conviver. É com o leite materno e o abraço paterno que devemos aprender a santa fé católica que o Senhor nos concedeu.  
Voltemos nosso olhar e nosso coração para a família de Nazaré: pobrezinha, sujeita a conflitos e crises, feita de lágrimas e alegrias, de convivência e esperanças. Família de Nazaré, tão igual a nossa, tão diferente da nossa! Santo Carpinteiro José, velai pelos esposos: que sejam fortes e suaves, que sejam responsáveis e fiéis, que sejam piedosos e cheios de doçura paterna, que sejam presentes ao lar e à educação de seus filhos. Santíssima Virgem Maria, olhai para as mães: que sejam defensoras da vida, que nunca percam de vista a dignidade imensa da maternidade! Que nem o trabalho nem o sucesso profissional as façam perder de vista a prioridade e santidade de sua vocação materna e a necessidade de aquecer o lar e os filhos com seu amor e sua presença. Senhor Jesus, Menino nascido para ser nossa paz, velai pelos filhos, velai pelas crianças e não permitais que a vida humana seja assassinada pelo aborto e pelas experiências sacrílegas com embriões humanos! Que os filhos cresçam como tu cresceste: no calor de um pai e de uma mãe, no aconchego de um lar, na piedade da oração familiar e da simplicidade das lutas de cada dia! E que possamos louvar-te eternamente, um dia, com José e Maria de Nazaré. Amém.
dom Henrique Soares da Costa

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