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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sábado, 10 de janeiro de 2015

Comentários-Prof.Fernando

Comentários-Prof.Fernando* (1ºdomTempoComum) BATISMO DE JESUS
11 janeiro 2015
Jesus, mergulhado no batismo de João,
anuncia o mergulho de Deus na história

Um projeto completamente diferente
·                    Lembrar o batismo de Jesus por João não tem na narrativa de Marcos o batismo como tema central mas o que ele quer sublinhar é o chamado para uma missão. Qual o projeto de Jesus? O de João era claro: convocar as pessoas para a proximidade de um evento extraordinário: estava para chegar o “Reino” do Messias para aquele povo que vivia há séculos entre invasões e massacres. E João convocava a preparar-se produzindo (penitência) frutos melhores em vez de exploração e rotina (pregava um batismo de conversão para remissão dos pecados). Remissão no texto original quer dizer ao pé da letra: algo que se joga longe i.é., como livrar-se de uma dívida, de uma obrigação. Era a libertação desejada.
·                    Mas é o próprio pregador do batismo de conversão que avisa: Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, eu vos batizei com água, porém ele vos batizará no Espírito Santo (cf.Mc1). João se insere num dos ritos antigos de expressão de mudança e conversão: o mergulho na água e na purificação. Mas, avisa ele, a mudança que vem aí tem outro poder. Não será apenas um ritual na água simbolizando a transformação. Será um mergulho no próprio Deus.
·                    O projeto de Jesus já é anunciado pelo redator da segunda parte do atual livro de Isaías durante o exílio em Babilônia. O Messias enviado por Deus para libertação não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas (cf Is 42). Provavelmente não seria um bom ator para as câmeras de TV de nossos dias. Sua verdade não depende da retórica nem de recursos de comunicação e oratória. O projeto de Jesus é diferente da maior parte das expectativas religiosas tanto de seu tempo como de nosso tempo. Deus não fala por gritos.
·                    O projeto de Jesus é definido por Pedro no livro dos Atos (cf. cap.10 lido hoje) como aquela ação do Deus que não faz distinção de pessoas, mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo. O projeto de Jesus é maior que suas concretizações históricas nesta ou naquela religião, neste ou naquele povo. Faz pensar. Sobretudo neste nosso tempo de guerras promovida por fundamentalismos religiosos que chegam até a tomar o rumo do terrorismo.

Mas porque Jesus submeteu-se ao batismo de João?
·                    Segue um resumo de ótima explicação do biblista Jaldemir Vitório.
·                    Afinal, eram os pecadores os que procuravam o batismo de João para livrar-se de seus pecados para aguardar a chegada próxima do Messias. Jesus nem era “pecador” e, ainda por cima, era o próprio Messias. Jesus vinha oferecer uma salvação. No início de sua pregação ele colocou-se justamente no mesmo lugar daqueles que ia salvar. João reunia pessoas que, conscientes de seus descaminhos, desejavam livrar-se do modo anterior de vida. Eram pessoas que deram o primeiro passo: tomar consciente de que precisavam mudar. E Jesus foi ao encontro delas para anunciar-lhes a chegada definitiva do “Reino de Deus’.
·                    Ele escolheu o caminho da solidariedade, colocando-se como outro ser humano qualquer (o vocabulário bíblico chama de “pecadores”). Ele se coloca junto dos outros não como juiz mas como salvador. Foi assim que iniciou sua missão (J.V.).

Nós também estamos “mergulhados” no Criador?
·                    Nós e muitos outros conosco, procuramos (muitos dizem: e encontramos: numa religião, sob determinadas diretrizes, numa igreja, reunidos com outros, a partir de uma determinada fé, num certo modo de viver) concretizar hoje também o “Reino’. Ah! Se ao menos  entedêssemos o sentido das palavras de um Isaías, um Pedro, um João Batista... talvez encontrássemos na solidariedade a forma concreta de anunciar, como Jesus, o “Reino” projetado por Deus para todos os seres humanos! É interessante notar que, nesta mesma semana e além de fronteiras de religiões ou países, espalhou-se uma onda de solidariedade. Porque um publicitário criou o slogan, que virou no mundo todo, um mesmo sentimento solidário, no repúdio à violência e ao terror: Je suis Charlie. oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

( * ) Prof.(1975-2012: Edu&Teo,Filo&Ética) fesomor2@gmail.com

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