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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Comentários-Prof.Fernando

Comentários-Prof.Fernando* 3ºdom.(pós-Epifania)
TempoComum   25 janeiro 2015
Esperando o fim de semana
·                 Está acontecendo, em andamento, ha um movimento que se pode perceber no ar, nada está parado. Um novo mundo está sendo criado e está próximo. Quem anuncia essa Boa Notícia chama este mundo novo de “O Reino”. Que vem dos céus, acrescenta um redator enquanto outros o chamam Reino de Deus, isto é, onde o próprio Deus – não uma família real ou uma nação e seus governos eleitos – é o seu líder e responsável por seu crescimento.
·                 De modo geral nossa cultura nos induz a pensar o futuro como descanso, parece que estamos sempre querendo ver o carnaval chegar, esperando a semana toda para chegar a sexta-feira, ou o “fim” de semana. Trabalhamos pensando em parar de trabalhar pensando numa aposentadoria tranquila para relaxar, curtir, aproveitar. Entrar de férias.
·                 Já o “Tempo”, tal como gritado pelo Batista no deserto ou a Boa Notícia anunciada por seu primo, o Mestre de Nazaré, não é o fim. É começo. A notícia que corre nos fixa num ano novo que nunca terá “fim de ano”; sempre janeiro, verão, sol e cores. É “o Tempo”.
Pegar outra estrada
·                 3 textos apontam para o dinamismo da “Presença” que acontece, mexe e remexe com as pessoas para que descubram novo rumo ou novo sentido para sua vida. Anúncio comparável aos relatórios sobre a Terra, elaborado por cientistas: nem todos prestam atenção, ficando para os filmes de ficção tratar do risco de extinção da vida humana. Se governos e povos prestassem mais atenção pegaríamos outras estradas e caminhos para salvar o mundo da poluição e do esgotamento de seus recursos renováveis.
·                 .1) O profeta Jonas (v.livro de Jonas 3,1-5.10) anunciou mensagem de “conversão“ (mudança de direção) à capital do grande império da Antiguidade, berço da maioria das civilizações. Seus habitantes escutaram a mensagem. E mudaram o rumo de suas vidas.
·                 .2) O 2º texto é tirado de uma carta (1ª, cap.7,29-31) de Paulo aos amigos de Corinto: o tempo foi contraído; os que usam deste mundo vivam como se dele não usassem, pois passa a aparência deste mundo. Paulo propõe uma vida paradoxal: aproveitar, curtir este mundo, como se não vivendo, isto é, sempre conscientes de que é viagem, transitória, não porto de chegada. Tocar o “absoluto” na experiência do relativo. “Captar” a presença do eterno no tempo-espaço. Sensibilidade para perceber o “rosto” de Deus no rosto do outro (Lévinas).
·                 .3) Marcos (ver cap.1, 14-20) mostra Jesus dizendo: chegou a Hora de mudar. E, como não estaria sempre no mundo (assumindo a condição humana um dia iria morrer) chama discípulos para continuar seu trabalho. E começa escolhendo alguns pescadores. Note-se que não formou uma Escola científica – como os mestres da Grécia antiga: Platão, Aristóteles e outros – mas revelou-se a pessoas comuns, provenientes de várias profissões. Esses formarão o núcleo inicial dos que serão constituídos em primeiras testemunhas de suas lutas e de sua ressurreição. Alguns eram da mesma família: André e Simão (depois chamado Pedro) e dois filhos de Zebedeu: Tiago e João. Algo novo aconteceu na vida destes e de muitos outros. Não quer dizer que abandonaram a profissão, pois os veremos de novo ganhando a vida com a pesca depois da morte do Mestre (ver relatos sobre o Ressuscitado): o sentido de “abandonar as redes” e “seguir” é mergulhar na mudança de rumos na vida. Acreditam, confiam, na “Boa Notícia” e passam a conviver e acompanhar o Mestre pela Galileia.
O que muda e o que não muda
·                 O mundo é plural e são infinitas as experiências de vida. Alguns vivenciam grandes mudanças: emigrando da terra natal buscando oportunidades de trabalho; fugindo de seu país: refugiados de guerra. AMusa-se de emprego e até de profissão. De lugar ou residência. De fase ou idade. Alguns sofrem acidentes ou tem de se adaptar após acidentes ou doenças.
·                 Outras pessoas, porém, parecem não experimentar grandes movimentos. Parecem apenas “repetir” seus pais e avós, sempre na mesma aldeia ou cidade e rotina.
·                 Mas não importa o tamanho da mudança. Os textos bíblicos orientam uma “Espiritualidade”. O mais difícil, qualquer que seja a situação, é captar (“escutar”) e perceber qual direção tomar cada dia. Além das aparências, crer na “Presença” e no Mistério.
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( * ) Prof.(1975-2012) Edu,Teo,Filo,Ética. fesomor2@gmail.com

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