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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Cordeiro de Deus

2º DOMINGO TEMPO COMUM

Comentários-Prof.Fernando


18 de Janeiro de 2015
Ano B

Evangelho - Jo 1,35-42


-CORDEIRO DE DEUS-José Salviano


Ao ver Jesus passar, João disse: "Eis o Cordeiro de Deus!".  O cordeiro era o animal preferido para o holocausto, onde era queimado em oferenda a Deus.  Todos os demais animais davam muito trabalho na captura, e faziam muito barulho após serem pegos. O Cordeiro, sofria e morria sem dar um só gemido. Ele suportava tudo sem reclamar.  Jesus foi assim!  Continua


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“VINDE  VER” – Olívia Coutinho

2º DOMINGO COMUM

Dia 18 de Janeiro de 2015

Evangelho de Jo1,35-42

Não basta saber que Jesus é o Filho de Deus, é preciso saber quem é o Filho de Deus, para isso, precisamos fazer uma experiência pessoal com Ele, entrar na sua intimidade!
A partir do nosso encontro pessoal com Jesus, tudo muda em nós, os nossos projetos pessoais passam a ser secundários e o projeto de Deus, prioridade na nossa vida!
Conhecer Jesus, é descobrir uma fonte inesgotável de amor, um tesouro de valor incalculável, é redescobrir a nossa essência!
Não é difícil identificar quem vive em Jesus, pois no brilho do seu olhar, está estampado o brilho do olhar Dele! Quem conhece Jesus, fica parecido com Ele, realiza as obras que Ele realizava!
O evangelho que a liturgia deste domingo nos apresenta, chama a nossa atenção para a importância do seguimento a Jesus! A narrativa  nos fala dos passos decisivos dos primeiros discípulos que graças ao testemunho de João, fizeram a melhor escolha para suas vidas: aderindo as proposta de Jesus! Tudo acontece de forma natural, João estava ali, com dois de seus discípulos quando Jesus passa, e o seu olhar paira sobre Jesus! João maravilhado,  busca dentro de si, uma definição para Jesus: “Eis o cordeiro de Deus!” João referiu Jesus como  cordeiro, porque Jesus, assim como o cordeiro que era oferecido em sacrifício segundo as práticas religiosas daquele tempo, seria sacrificado pelos nossos pecados, pagaria com a vida o preço da nossa liberdade.
Depois de Jesus ser apontado por João, como o cordeiro de Deus, os dois discípulos deixaram João para seguir Jesus! Naquela cena, desenhava-se o momento em que João sairia de cena para a entrada de Jesus na história!
Vendo os dois discípulos de João, caminhando atrás de si, Jesus pergunta-os: “O que estais procurando? Eles respondem com outra pergunta: “Rabi (Mestre) onde moras?” Jesus não diz onde, mas faz a eles um convite: “Vinde ver!” A expressão: "Vinde ver," tem um significado muito profundo! Não significa que Jesus estivesse convidando aqueles discípulos a conhecer um local físico, afinal, Jesus era itinerante, não tinha casa, Ele mesmo afirmara: “O filho do homem não tem onde recostar a cabeça.” Mt8,20.
“Vinde ver” significa fazer uma experiência com Jesus, é como se Ele quisesse dizer; "Venha, fique comigo que você verá onde moro, quem sou eu!" Foi o que os dois discípulos fizeram, foram com Jesus, conheceram o seu cotidiano, e neste convívio, descobriram quem é Jesus, onde era a sua morada, que era no meio do povo, no coração humano!
O testemunho destes primeiros seguidores de Jesus levou  muitas pessoas ao encontro de Jesus! E continua levando, é graças ao testemunho deles e dos demais discípulos que conviveram diretamente com Jesus, que agora, nós, discípulos de hoje, estamos aqui, eu, você, juntos, caminhando na mesma direção, buscando um entendimento melhor dos seus ensinamentos para poder vive-los.
Só podemos dizer que conhecemos Jesus, quando fazemos uma experiência pessoal com Ele! É na convivência com Jesus, que vamos fazendo com que Ele se torne mais conhecido no mundo, através do nosso testemunho!
Quem experimenta uma vida nova em Jesus, não consegue guardar esta experiência para si, sente necessidade de partilha-la a fim de que outros possam também fazer esta experiência!
“Encontramos o Messias”, este é o anúncio jubiloso de quem encontrou a verdadeira fonte do amor!
Mais importante do que encontrar Jesus, é permanecer com Ele!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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Evangelhos Dominicais Comentados

18/janeiro/2015 -- 2o Domingo do Tempo Comum

Evangelho: (Jo 1, 35-42)

Naquele tempo, João estava de novo com dois dos seus discípulos. Fixou o olhar em Jesus que passava, e disse: “Eis o Cordeiro de Deus”. Os dois discípulos ouviram isto e seguiram Jesus. Então Jesus voltou-se para eles e, vendo que o seguiam, perguntou-lhes: “A quem procurais?” Responderam-lhe: “Rabi – que quer dizer Mestre – onde moras?” Ele disse: “Vinde e vede”. Eles foram, viram onde morava e ficaram com ele aquele dia. Eram quase quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. Foi logo encontrar seu irmão, Simão, e lhe disse: “Encontramos o Messias” – que quer dizer Cristo. Ele o levou até Jesus. Jesus fixou o olhar nele e disse: “Tu és Simão filho de João. Serás chamado Cefas, que quer dizer Pedro”.

COMENTÁRIO

Hoje, João Batista nos traz algumas palavras bem conhecidas, pois fazem parte da celebração litúrgica. "Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo!" Essas palavras saíram da boca de João assim que avistou Jesus passando. São palavras afirmativas que indicam aos seus discípulos que ali está o Salvador do Mundo. 

João, Com o olhar fixo e atento, aponta o Messias aos seus amigos. Fala com convicção porque acredita e porque quer que seus discípulos também creiam nessa verdade.

As palavras de João Batista transmitem confiança aos seus discípulos. Ele não disse "esse aí parece o Messias" ou "eu seria capaz de apostar que ele é o Salvador". João falou claramente: "Eis o Cordeiro de Deus!" Falou com propriedade, de modo a não deixar nenhuma dúvida.

Por causa do testemunho de João Batista, dois dos seus discípulos resolvem seguir a Jesus. As palavras de João despertaram nesses homens o desejo de aproximarem-se de Jesus, ouvi-lo e participarem do seu Projeto de salvação. 

Neste evangelho sobram detalhes quanto ao tempo e parece obscuro quanto aos personagens. O evangelista diz que isso aconteceu por volta das quatro horas da tarde. Com isso o evangelista quer dizer que mesmo ao final do dia, mesmo ao escurecer, mesmo ao final de vida, qualquer hora é hora para seguir Jesus.

O relato diz que, um dos discípulos era André, irmão de Simão Pedro. Quem seria o outro? O outro era São João, o próprio escritor, por isso tanta riqueza de detalhes. João, extremamente humilde, evitava falar de si próprio em seus escritos. Este texto narra o seu primeiro encontro com Jesus.

João, o discípulo amado, era um jovem de aproximadamente vinte anos que, soube abrir seu coração para o chamado de Deus. Depois que se aproximou de Jesus, nunca mais o deixou.

Este evangelho de João é também um convite para os jovens. Com seu testemunho, deixa transparecer a alegria de conviver, de seguir e amar Jesus. Suas palavras devem servir de estímulo para os jovens se achegarem ao Mestre. 

André e João sentiram-se atraídos e à distância, seguiam Jesus. Até que finalmente criaram coragem e perguntaram: “Mestre, onde moras?” Jesus respondeu, "vinde ver". Eles se aproximaram e foram conhecer sua morada. 

Esse "vinde" do Mestre, além de um chamado, indica que é Jesus quem escolhe os seus discípulos, como dirá mais tarde: "Não foram vocês que me escolheram; fui eu que escolhi vocês!" (Jo 15,16)

“Vede” - disse Jesus. Ver significa estar atento e com os olhos bem abertos. Jesus nos escolheu e quer que o vejamos. Quer que vivamos suas Palavras, seus exemplos e obras. Mas, onde podemos encontrar Jesus e conhecer sua morada?

Certamente é no próximo que Jesus está presente, é ali que Ele mora. O Messias tem sua "morada" no coração do favelado e do sem-teto. Podemos encontrá-lo em sua "casa de praia" bem perto do humilde pescador ou dos marginalizados caiçaras.

Também encontramos o Messias em sua "casa de campo", construída no coração do “bóia-fria” e do agricultor sem-terra. Podemos encontrar Jesus, até mesmo, no clube de campo, presente naquele serviçal que limpa as piscinas, naquela humilde senhora que varre o chão e que não recebem nem mesmo um olhar de agradecimento por tudo que fazem.

Vinde e vede que boa notícia! Jesus nos escolheu para sermos promotores de justiça e paz e espera poder ver-nos testemunhando essas verdades.

(2453)


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Após as santas festas do tempo do Natal do Senhor, estamos iniciando o tempo Comum. Terminada ontem a primeira semana deste tempo “verde”, entramos hoje no segundo domingo chamado comum: comum do dia-a-dia, da vida miúda, vivida na presença do Senhor que está sempre presente na sua Igreja na potência do seu Espírito Santo, dando vigor à Palavra e eficácia aos sacramentos. 
A Escritura que escutamos nesta Missa falou-nos de um Deus que chama, que entra na nossa vida e nos dirige o seu apelo. Foi assim com Samuel que, novinho, sequer sabia reconhecer a voz do Senhor; foi assim com os primeiros discípulos, traspassados pela palavra do Batista que, apresentando o Cordeiro de Deus, quase que forçava aqueles dois, André e Tiago, a seguirem Jesus. E lá vão eles: “Rabi, onde moras? Onde tens tua vida?” E Jesus os convida: “Vinde e vereis! Somente se tiverdes a coragem de virdes comigo, de comigo permanecerdes, podereis ver de verdade!” Não é impressionante, quase que inacreditável, caríssimos, que Deus nos conheça pelo nome, que o Senhor nos chame e nos queira parceiros seus no caminho da vida? E, no entanto, é assim! Também nós somos conhecidos pelo nome, nossos passos, nosso coração, nossa vida são conhecidos pelo Senhor... E ele nos chama com amor. A nós, que estamos procurando a felicidade e a realização na vida, o Senhor também dirige a pergunta: “O que estais procurando?” Vinde, fiquemos com o Senhor e encontraremos aquilo que nosso coração procura, aquilo que faz a vida valer a pena.
Mas, esse “estar com o Senhor”, esse “permanecer com ele”, que é o início da própria vida eterna já neste mundo, não pode se dar sem que realmente sejamos de Cristo, com todo o nosso ser, corpo e alma. Aqui aparece com toda clareza a urgência e atualidade da advertência de São Paulo, feita aos coríntios e a nós. Corinto era uma cidade particularmente devassa do Império Romano. E, como hoje, os cristãos eram tentados a “corintiar”, a entrarem na onda, achando tudo normal, moderno e compatível com a fé. O Apóstolo, em nome de Cristo, desmascara essa ilusão, tão comum entre os cristãos de hoje. Ouçamo-lo! É incômodo, é chato, mas é a Palavra de Deus, que nos ilumina, liberta e nos salva... Ouçamo-la! “O corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo!” Eis cristão: teu corpo pertence ao teu Senhor Jesus Cristo que nele habita pela potência do seu Espírito Santo desde o dia do teu Batismo: “Porventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? Ou ignorais que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós e que vos é dado por Deus? E, portanto, ignorais que não pertenceis a vós mesmos? Então, glorificai a Deus em vosso corpo!” Compreende, cristão! Tu pertences a Cristo, tu és sagrado porque no Batismo foste consagrado pelo Espírito de Cristo que habita em ti! Teu corpo foi lavado pela água, símbolo do Santo Espírito, foi ungido pelo óleo batismal, sinal da graça de Cristo, foi untado pelo santo Crisma, sinal da força e da energia do Espírito de Cristo; teu corpo foi alimentado com o Corpo do Senhor... Teu corpo é sagrado, cristão, teu corpo é santo, teu corpo pertence ao Senhor! “Portanto, ignorais que não pertenceis a vós mesmos? Então, glorificai a Deus em vosso corpo!” Solteiro ou casado, todos nós temos o dever sagrado, o dever de amor de fugir da imoralidade! À medida que o paganismo avança, perde-se o sentido cristão do corpo e da sexualidade! Tem-se a idéia que o corpo é para o prazer, para a satisfação da libido; pensa-se que o corpo é uma coisa, um objeto de prazer, que a bel prazer pode ser usado... Isso pensam os pagãos, isso vivem os pagãos. Nós sabemos que não é assim: “O corpo é para o Senhor e o Senhor é para o corpo...” para este corpo, que será ressuscitado para a glória de Cristo!
Eis, caríssimos em Cristo, os pecados de hoje: a impureza (ou seja a busca do prazer solitário e de atos e pensamentos sensuais que aguçam propositalmente o erotismo), a fornicação (isto é, o ato sexual antes do casamento com pessoas do mesmo ou do outro sexo) o adultério (ou seja, a relação fora do casamento). Nunca deveremos esquecer qual a verdade do Evangelho: o ato sexual somente é santo, responsável, bendito e plenamente agradável a Deus no casamento. Fora dele, é sempre um pecado – e esta regra não conhece nenhuma exceção! E mais: a vida sexual do casal deve ser santa. Como diz a Palavra do Senhor: “O matrimônio seja honrado por todos, e o leito conjugal, sem mancha; porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros” (Hb. 13,4).
O modo que os cristãos têm de vivenciar a sexualidade não pode ser o modo dos pagãos. Eles seguem seus caprichos, suas paixões... Nós, mesmo frágeis, mesmo com nossos instintos e tendências muitas vezes desordenadas, por amor do Cristo que nos amou, temos o dever de lutar para colocar nossa sexualidade debaixo do senhorio de Cristo! Esse senhorio é mistério de cruz, mas também de ressurreição. Nós, que somos um só corpo com o Senhor pelo batismo e a eucaristia, nós que pelo Espírito Santo nos tornamos uma só coisa com o Senhor, de corpo e alma, não podemos pensar e viver nossa sexualidade como os pagãos! Então, jovem solteiro, jovem solteira, tua vida sexual, teu namoro, devem ser vividos à luz do Senhor Jesus! Casados cristãos, vossa vida conjugal não deve ser como a dos pagãos, sujeita e ditada simplesmente pela libido... Vossa sexualidade deve ser vivida na luz do Senhor! Homossexual cristão, vive tua tendência de modo cristão, lutando para seres casto, recorrendo à oração, completando corajosamente na carne da tua vida e da tua luta, aquilo que falta à paixão do Cristo. Procura viver dignamente, procura acompanhamento espiritual e coloca em Cristo a tua esperança e a tua alegria. Solteiro cristão, vive tua sexualidade na castidade e na continência por amor a Cristo! Padre, religioso, religiosa, tem coragem e generosidade para viveres o que prometeste a Cristo diante de toda a Igreja reunida no dia da tua profissão religiosa ou da tua ordenação sacerdotal! O Senhor nos pedirá contas, a todos nós! Ninguém está acima da Palavra, ninguém está acima do juízo do Cristo Jesus! 
Talvez, alguns de vocês pensem como os judeus pensaram ao término do Discurso sobre o Pão da Vida: “Essa palavra é dura! Quem pode escutá-la?” (Jo. 6,60). Pois bem, a nós, com doçura e também com firmeza o Senhor diz: “Isto vos escandaliza? Quereis também vós ir embora?” (Jo. 6,61.67). Não é fácil, irmãos! Não somos melhores nem mais fortes que ninguém... Sentimos em nós pensamentos, afetos e desejos contraditórios... Mas, sabemos que Cristo nos chamou, nos amou e por nós entregou a vida. Então, que digamos como Pedro: “Senhor, a quem iremos? Tens palavra de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que tu és o Santo de Deus” (Jo. 6,69). 
É isto, dizer na vida como Samuel disse: “Eis-me aqui”; é isto atender ao convite do Senhor: “Vinde e vereis”; é isto, finalmente, “ir ver onde ele mora e permanecer com ele”.  Que ele nos dê também a nós a sua graça!
dom Henrique Soares da Costa
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Vocação: busca e convite
No Brasil, a festa do Batismo do Senhor, encerramento do tempo natalino, substitui o primeiro domingo do tempo comum, de modo que este começa com o segundo domingo. A espinha dorsal da liturgia da Palavra nos domingos do tempo comum é a leitura contínua do Evangelho do ano (no caso, Marcos), e os textos evangélicos são ilustrados, na 1ª leitura, por episódios do Antigo Testamento. A 2ª leitura não se integra nesse sistema e recebe sua temática, de modo independente, da leitura semicontínua das cartas do Novo Testamento (hoje, a questão da fornicação em Corinto).
A leitura evangélica está em continuidade com a do Batismo do Senhor. Narra a vocação dos primeiros discípulos de Jesus. Ora, como o Evangelho do ano, Marcos, é mais breve que os outros, a liturgia de hoje abre espaço para o Evangelho de João (normalmente lido só na Quaresma e no tempo pascal). De acordo com o Quarto Evangelho, João Batista encaminha dois de seus discípulos para Jesus, apontando-o como o Cordeiro de Deus. E, quando vão em busca de Jesus, este lhes responde com o misterioso: “Vinde e vede”. A liturgia combina com esse texto a vocação de Samuel, na 1ª leitura. As duas vocações, porém, são diferentes. No caso de Samuel, trata-se da vocação específica do profeta; no episódio dos discípulos de Jesus, trata-se da vocação de discípulos para integrar a comunidade dos seguidores. São chamados, antes de tudo, a “vir” até Jesus para “ver” e a “permanecer/morar” com ele. Daí se inicia um processo de “vocação em cadeia”. Os que foram encaminhados pelo Batista até Jesus chamam outros (“André... foi encontrar seu irmão...”). Dentro dessa dinâmica global da vocação cristã se situam as vocações específicas, como a de Simão, que, ao aderir a Cristo, é transformado em pedra de arrimo da comunidade cristã.
1 leitura (1Sm 3,3b-10.19)
Desde seu nascimento, o profeta Samuel fora dedicado ao serviço de Deus no santuário de Silo, em agradecimento pelo favor que Deus demonstrara a Ana, sua mãe estéril (cf. 1Sm 1,21-28). Mas o serviço no santuário não esgotou sua missão. Antes que Samuel fosse capaz de o entender, Deus o chamou para a missão de profeta. A vocação de Deus, porém, não é coisa evidente. Descobre-se pouco a pouco. Três vezes Samuel ouve a voz, pensando ser a voz do sacerdote Eli. Este faz Samuel entender que é a voz do Senhor; então, quando ouve novamente o chamado, ele responde: “Fala, teu servo escuta”. Escutar é a primeira tarefa do porta-voz de Deus.
Evangelho (Jo 1,35-42)
Como dissemos, o evangelho é tomado de João, no episódio do testemunho do Batista: a vocação dos primeiros discípulos. João Batista encaminha seus discípulos para se tornarem discípulos de Jesus (o tema volta em Jo 3,22-30). A busca desses discípulos corresponde a um convite de Jesus para que eles venham ver e para que permaneçam com ele (Jo 1,35-39). E a partir daí segue uma reação em cadeia (1,41.45). 
Temos aqui a apresentação tipicamente joanina da busca do Salvador. Nos outros Evangelhos, Jesus se apresenta anunciando a irrupção do reino de Deus. Em João, ele é a resposta de Deus à busca do ser humano, assim como o Antigo Testamento diz que a Sabedoria se deixa encontrar pelos que a buscam (cf. Sb 6,14). Devemos buscar o encontro com Deus no momento oportuno, enquanto se deixa encontrar (Is 55,6). “Vinde ver...” é a resposta misteriosa de Jesus à busca dos discípulos que o Batista encaminhou para ele, apontando-o como o “Cordeiro de Deus”. Descobrimos, portanto, atrás da cena narrada no evangelho (Jo 1,35-39), toda uma meditação sobre o encontro com Deus em Jesus Cristo, revelação de Deus que supera a Sabedoria do Antigo Testamento.
Pelo testemunho do Batista, os que buscavam o Deus da salvação o vislumbraram no Cordeiro de Deus, o Homem das Dores. Querem saber onde é sua morada (o leitor já sabe que sua morada é no Pai; cf. Jo 14,1-6). Jesus convida a “vir e ver”. “Vir” significa o passo da fé (cf. 6,35.37.44.45.65; também 3,20-21 etc.). “Ver” é termo polivalente, que, no seu sentido mais tipicamente joanino, significa a visão da fé (cf. sobretudo Jo 9).
Finalmente, os discípulos “permanecem/demoram-se” com ele (“permanecer” ou “morar” expressa, muitas vezes, a união vital permanente com Jesus; cf. Jo 15,1ss). Os que foram à procura do mistério do Salvador e Revelador acabaram sendo convidados e iniciados por ele. Um encontro como este transborda. Leva a contagiar os outros que estão na mesma busca. André, um dos dois que encontraram o procurado, vai chamar seu irmão Simão para partilhar sua descoberta (v. 41: “Encontramos!”). Simão se deixa conduzir até o Senhor, que logo transforma seu nome em Cefas (rocha, “Pedro”), dando-lhe nova identidade. Na continuação do episódio (1,45), encontramos mais uma semelhante “reação em cadeia”. Como o Batista apresentou seus discípulos a Jesus, em seguida os discípulos procuraram outros candidatos. Esses traços da narrativa podem aludir à Igreja das origens, consciente de que o “movimento de Jesus” teve suas origens no “movimento do Batista” e de que, nas gerações futuras, os fiéis já não seriam chamados por Jesus mesmo, mas por seus irmãos na fé.
2 leitura (1Cor 6,13c-15a.17-20)
Como foi dito na introdução, a temática da 2ª leitura não é estabelecida em função das duas outras leituras. Paulo trata da mentalidade da comunidade de Corinto, influenciada por certo libertinismo. Liberdade, sim, libertinagem, não, é o teor de sua reação. “Tudo é permitido”, dizem certos cristãos de Corinto, e Paulo responde: “Mas nem tudo faz bem” (6,12). Quem se torna escravo de uma criatura comete idolatria: assim, quem se vicia nos prazeres do corpo. O ser humano não é feito para o corpo, mas o corpo para o ser humano, e este para Deus: seu corpo é habitação, templo de Deus, e serve para glorificá-lo. 
A oposição de Paulo à libertinagem se-xual não se deve ao desprezo do corpo, mas à estima que ele lhe dedica. O corpo não fica alheio ao enlevo do espírito, antes o sustenta e dele participa; por isso, qualquer ligação vulgar avilta a pessoa toda. O ser humano todo, também o corpo, é habitáculo do Espírito Santo. A pessoa deve ser governada para este fim do ser humano integral, membro de Cristo, e não subordinada às finalidades particulares do corpo. Absolutizar os prazeres corporais é idolatria, e essa é uma mensagem que precisa ser destacada no contexto de nossa “civilização”.
Dicas para reflexão
Segundo o Evangelho de João, foi dentre os discípulos do Batista que surgiram os primeiros seguidores de Jesus. O próprio Batista incentivou dois de seus discípulos a seguir Jesus, “o Cordeiro que tira o pecado do mundo”. Enquanto se põem a segui-lo, procurando seu paradeiro, Jesus mesmo lhes dirige a palavra: “Que procurais?” – “Mestre, onde moras?”, respondem. E Jesus convida: “Vinde e vede”. Descobrir o Mestre e poder ficar com ele os empolga tanto, que um dos dois, André, logo vai chamar seu irmão Pedro para entrar nessa companhia também. E no dia seguinte Filipe (o outro dos dois) chama Natanael a integrar o grupo. A 1ª leitura aproxima disso o que ocorreu, mil anos antes, ao jovem Samuel, “coroinha” do sacerdote Eli no templo de Silo. Deus o estava chamando, mas ele pensava que fosse o sacerdote. Só na terceira vez o sacerdote lhe ensinou que quem chamava era Deus mesmo. Então respondeu: “Fala, Senhor, teu servo escuta”.
“Vocação” é um diálogo entre Deus e a gente – geralmente por meio de algum intermediário humano. A pessoa não decide por si mesma como vai servir a Deus. Tem de ouvir, escutar, meditar. Que vocação? Para que serviço Deus ou Jesus nos chamam? Logo se pensa em vocação específica para padre ou para a vida religiosa. Mas antes disso existe a vocação cristã geral, a vocação para os diversos caminhos da vida, conduzida pelo Espírito de Deus e da qual Cristo é o portador e dispensador. Essa vocação cristã realiza-se no casamento, na vida profissional, na política, na cultura etc. Seja qual for o caminho, importa ver se nele seguimos o chamado de Deus, e não algum projeto concebido em função de nossos próprios interesses.
O convite de Deus pode ser muito discreto. Talvez esteja escondido em algum fato da vida, na palavra de um amigo… ou de um inimigo! Ou simplesmente nos talentos que Deus nos deu. De nossa parte, haja disposição positiva. Importa estarmos atentos. Os discípulos estavam à procura. Quem não procura pode não perceber o discreto chamamento de Deus. A disponibilidade para a vocação mostra-se na atenção e na concentração. Numa vida dispersiva, a vocação não se percebe. E importa também expressar nossa disponibilidade na oração: “Senhor, onde moras? Fala, Senhor, teu servo escuta”. Sem a oração, a vocação não tem vez.
Finalmente, para que a vocação seja “cristã”, é preciso que Cristo esteja no meio. Há os que confundem vocação com dar satisfação aos pais ou alcançar um posto na poderosa e supostamente segura instituição que é a Igreja. Isso não é vocação de Cristo. Para saber se é realmente Cristo que está chamando, precisamos de muito discernimento, essencial para distinguir sua voz nas pessoas e nos fatos por meio dos quais ele fala.
Aíla Luzia Pinheiro Andrade, nj
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“Não deixava cair por terra nenhuma palavra…”
A primeira leitura e o evangelho deste domingo nos falam do tema da vocação, do seguimento de Deus e de Jesus. O Batista aponta  Jesus como cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e Samuel é convidado a ouvir atentamente a palavra do Senhor. No final da primeira leitura lemos: “Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. Ele não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras”.
Vamos vivendo nossa vida.  Somos seres de perguntas e interrogações. Somos pessoas desejosas de comunhão e de comunicação. Não fomos feitos para viver no isolamento pobre e infértil de nós mesmos.  E bem lá no fundo de nosso coração  temos sempre o desejo de poder ouvir a vontade de Deus a nosso respeito.  Queremos, sinceramente, desobstruir nosso interior de tal sorte que possamos ser fecundados pela palavra daquele que vem nos colocar de pé e criar possibilidades insuspeitadas para o nosso amanhã e o amanhã do mundo.
Temos nossos projetos de felicidades.  Procuramos isso e aquilo. E a Palavra nos diz que a felicidade será conseguida na medida em que tivermos um coração simples e pobre, despojado e singelo.  Ouvimos dizer que os últimos serão os primeiros e os primeiros serão últimos. Vamos nos formando e transformando pela audição da palavra.  Nós, cristãos,  estamos cercados e envolvidos por ela: na celebração dos sacramentos, na eucaristia, na Liturgia das Horas e em tantos momentos.  Vamos nos confrontando com a palavra e deixando que ela cave fundo dentro de nós.
Quando falamos em  Palavra, com p maiúsculo, pensamos na proximidade do próprio Deus, para além da materialidade  dos textos da Escritura e muito pela força de sua Presença.  Os homens e mulheres de fé caminham na  Presença de um Deus que penetra o coração, que vê, que perscruta.  E quando  Deus caminha conosco termina nossa solidão.
Ao longo de nossa vida temos uma preocupação fundamental:  escutar o que Deus quer a respeito de nós ao longo do tempo da vida… Nada mais importante do que ter um coração em estado de vigília, capaz de discernir no meio das brumas e névoas da vida.
Samuel não deixava cair por terra nenhuma palavra.
frei Almir Ribeiro Guimarães

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Vocação: busca e convite
Nos três anos do ciclo litúrgico, o domingo depois do Batismo do Senhor tem como evangelho um trecho do testemunho de João Batista diante de seus discípulos e a vocação dos mesmos por Jesus (próprio de Jo; não está nos evangelhos sinóticos). Hoje lemos encaminhamento de dois discípulos do Batista junto a Jesus, que, respondendo à busca deles, os convida a “vir e ver” e a ficar na sua companhia. É a apresentação, tipicamente joanina, da procura do Salvador (nos outros evangelhos, Jesus se apresenta como irrupção Reino). Jesus é a resposta de Deus à busca do homem, assim como o A.T. fala da busca da Sabedoria, que se deixa encontrar pelos que a buscam (cf. Sb. 6,14); busca de que devemos procurar enquanto se deixa encontrar (Is. 55,6).
Descobrimos, pois, atrás da cena de Jo 1,35-39 (evangelho), toda uma meditação sobre o encontro com Deus em Jesus Cristo, que, mais do que a Sabedoria do A.T., é seu revelador. “Vinde ver…” é a resposta misteriosa de Jesus à busca dos discípulos que o Batista encaminhou para ele, apontando-o como o “Cordeiro de Deus” (cf. ano A).
Pelo testemunho do Batista, os que buscavam o Deus da salvação o vislumbraram no Cordeiro de Deus, o Homem das Dores. Querem saber onde é sua morada (o leitor já sabe que sua morada é no Pai; cf. Jo 14,lss). Jesus convida o homem que busca a “vir e ver”. “Vir’ significa o passo da fé (cf. 6,35.37.44.45.65; também 3,20-21 etc.). “Ver” é um termo polivalente, que, no seu sentido mais tipicamente joanino, significa a visão da fé (cf. sobretudo Jo 9). Finalmente, os discípulos “permanecem/se demoram” com ele (“permanecer” ou “morar” expressa, muitas vezes, a união vital permanente com Jesus; cf. Jo 15,1ss). Os que foram à procura do mistério do Salvador e Revelador acabaram sendo convidados e iniciados por ele.
Um encontro como este ultrapassa a pessoa que encontra. Leva-a a contagiar os outros que estão na mesma busca. André, um dos dois que encontraram o procurado vai chamar seu irmão Simão, para partilhar sua descoberta (v. 41: “Encontramos!”). Este se deixa conduzir até o Senhor, que, de início, transforma seu nome em Cefas (rocha, “Pedro”), dando-lhe uma nova identidade. Na continuação do episódio (1,45), encontramos mais uma semelhante “reação em cadeia”. Como o Batista introduziu seus discípulos a Jesus, em seguida os discípulos procuraram outros candidatos (3).
A liturgia combinou com este misterioso texto a vocação de Samuel (1ª leitura). O encontro com Deus não é uma coisa evidente. Três vezes Samuel ouve a voz, mas só pela orientação do sacerdote é capaz de reconhecer o sentido. Uma vez entendendo a voz, acolhe-a com plena disponibilidade, deixando-se ensinar para ser porta-voz de Deus, profeta.
As duas vocações apresentadas não são bem do mesmo tipo. No caso de Samuel, trata-se da vocação específica do profeta; no episódio dos discípulos de Jesus parece que se trata da vocação à comunidade dos seguidores; os primeiros chamados parecem representar a vocação de todos os fiéis. Eles não recebem logo uma missão específica, mas são chamados, antes de tudo, a “vir” até Jesus para “ver”, e a “permanecer/morar” com ele. Por um testemunho que vem de fora (de João Batista, de outros que já foram chamados etc.), o homem é encaminhado na busca do Salvador; a esta busca corresponde o convite de Deus em Jesus Cristo (“vem ver…”), provocando entrega e adesão (“permaneceram com ele”), que logo transforma o adepto em missionário (“foi encontrar seu irmão…”). Dentro desta dinâmica global da vocação cristã se situam as vocações específicas, como a de Simão, que, ao aderir a Cristo, é transformado em pedra fundamental da comunidade cristã.
A 2ª leitura trata de uma das questões particulares abordadas em 1Cor. 5-12: a fornicação. A oposição de Paulo à libertinagem sexual não se deve ao desprezo do corpo, mas à estima que ele lhe dedica. Pois ele sabe que o corpo não é alheio às alturas do espírito, mas antes, as sustenta e delas participa; por isso, qualquer ligação vulgar avilta o homem todo. O homem todo, inclusive o corpo, é habitáculo do Espírito Santo. O homem deve ser governado para este fim do homem integral, membro de Cristo, e não o homem subordinado às finalidades particulares do corpo. Absolutizar os prazeres corporais é idolatria – mensagem que precisa ser destacada no contexto de nossa “civilização”…
(3) Estes traços da narração podem aludir à Igreja das origens, consciente de que o “movimento de Jesus” teve suas origens no “movimento do Batista” e de que, nas gerações futuras, os fiéis não mais seriam chamados por Jesus mesmo, mas por seus irmãos na fé.
Johan Konings "Liturgia dominical"
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As testemunhas apontam o Salvador
35-51: João descreve os sete dias da nova criação. No primeiro dia, João Batista afirma: «No meio de vocês existe alguém que vocês não conhecem.» Nos dias seguintes vemos como João Batista, João, André, Simão, Filipe e Natanael descobrem a Jesus. É sempre uma testemunha que aponta Jesus para outra. O último dia será o casamento em Caná, onde Jesus manifestará a sua glória.
«O que vocês estão procurando?» São estas as primeiras palavras de Jesus neste evangelho. Essa pergunta, ele a faz a todos os homens. Nós queremos saber quem é Jesus, e ele nos pergunta sobre o que buscamos na vida.
Os homens que encontraram Jesus começaram a conviver com ele. E no decorrer do tempo vão descobrindo que ele é o Mestre, o Messias, o Filho de Deus. O mesmo acontece conosco: enquanto caminhamos com Cristo, vamos progredindo no conhecimento a respeito dele.
João Batista era apenas testemunha de Jesus, a quem tudo se deve dirigir. João sabia disso; por isso convida seus próprios discípulos para que se dirijam a Jesus. E os dois primeiros vão buscar outros. É desse mesmo modo que nós encontramos a Jesus: porque outra pessoa nos falou dele ou nos comprometeu numa tarefa apostólica.
Jesus sempre reconhece aqueles que o Pai coloca em seu caminho. Ele reconhece Natanael debaixo da figueira e também Simão, escolhido para ser a primeira Pedra da Igreja.
Vereis o céu aberto: No sonho de Jacó, os anjos subiam e desciam por uma escada que ligava a terra ao céu (leia Gn. 28,10-22). Doravante é Jesus, o Filho do Homem, a nova ligação entre Deus e os homens.
Bíblia Sagrada – Edição Pastoral

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Testemunho de João
Naquele tempo, João estava de novo com dois de seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o cordeiro de Deus!” Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus.
Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?” Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde.
André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavra de João e seguiram Jesus. Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer: Cristo). Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra).
Desenvolvimento do Evangelho
O Evangelho que inicia o tempo comum deste ano “B” fala da vocação que se revela através de João Batista, de que Jesus é o “Cordeiro de Deus”, o libertador.
O testemunho de João Batista desperta a vocação dos dois primeiros discípulos que tomam a iniciativa de seguir a Jesus sem esperar que Ele os chame e, a partir desse momento, descobrem que n’Ele está a resposta de todos os seus anseios.
O Batista, por causa de seu testemunho, encaminha os discípulos que, pela coragem da opção que fizeram, dão pleno sentido a suas vidas e passam a ser testemunho para os outros também.
Eles não estão interessados em teorias sobre Jesus, ao contrário, querem criar laços de intimidade com Ele, a partir do encontro e do seguimento, fazendo experiência com Cristo, e por isso perguntam: “Mestre, onde moras?” E na resposta de Jesus é possível perceber o que é ser seu discípulo. Ele não dá resposta pronta, convida para a ação, para a experiência: “Venham ver!”, que significa dar um passo na fé.
‘Venham’ é a indicação de que Jesus convida para conhecê-Lo, era Ele quem chamava; e ‘ver’ supõe concentrar a atenção na Sua pessoa, nos Seus valores e nas Suas ações, deixando-se moldar por Ele. E eles foram, viram e permaneceram com Jesus. Permanecer/morar no Senhor é um sentido de comunhão plena, união vital e permanente com Jesus.
O evangelho afirma que a experiência com Jesus valeu a pena: “Eram mais ou menos quatro horas da tarde” que significa, simbolicamente, o momento gostoso para o encontro ou, a hora para as opções acertadas.
Um discípulo de Jesus não guarda apenas para si a Boa Nova, assim como João Batista a transmitiu aos seus discípulos, também André parte para levá-la adiante. Encontra primeiro seu irmão, o que dá a entender que teria encontrado, em seguida, outras pessoas. A partir do testemunho deles o grupo de colaboradores de Jesus vai crescendo.
Ao encontrar-se com Pedro, Jesus lhe dá uma nova identidade, chamando-o de Céfas, que significa Pedra, e ele ao aderir a Cristo é transformado em pedra fundamental da comunidade cristã.




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