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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quarta-feira, 3 de junho de 2015

10º DOMINGO TEMPO COMUM

10º DOMINGO TEMPO COMUM


7 de Junho de 2015
ano B

Comentários Prof.Fernando


JESUS ESTAVA "FORA DE SI"?

-PECAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO-José Salviano


Evangelho - Mc 3,20-35


       Jesus estava tão empenhado na construção do Reino de Deus que nem tinha mais tempo de comer, de descansar, tempo de um minuto para si mesmo. E os discípulos também estavam nesse ritmo com Ele. Multidões o acompanhavam por toda a parte agradecidos pelas curas, ou  na procura de curas, e também para ouvir suas palavras de vida eterna... Leia mais
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BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO É UM PECADO ETERNO! - Olívia Coutinho

10º DOMINGO DO TEMPO COMUM.

Dia 07 de Junho  de 2015

Evangelho de Mc 3, 20-35


O mundo continua rejeitando a proposta de Jesus! São muitos, os que não querem enxergar a verdade que liberta que preferem viver na mentira, na escravidão do consumismo, se contentando com os prazeres momentâneos!
 Dar testemunho de Jesus, num mundo onde impera o individualismo, a cultura do  descarte chega a ser um grande desafio, mas é justamente dentro desta realidade, que o nosso  testemunho se faz necessário!
O testemunho de quem  vive no amor, incomoda quem  não quer mudar de vida, é a partir daí que  vão surgindo as divisões, até mesmo na própria família; uns aceitam a proposta de Jesus, outros fazem opção pelas propostas do mundo. E assim, a inversão de valores vai  descaracterizando o humano, distanciando-o da sua verdadeira origem!
O evangelho de hoje, nos diz que os Mestres da lei, mesmo tendo testemunhado os milagres realizados por Jesus, não quiseram  enxergar as suas obras, como sendo as obras de Deus! Para desmascarar Jesus diante do povo, disseram que Ele estava possuído pelo poder do mal, confundindo até mesmo a sua família, que quiseram agarrá-lo, pensando que Ele estivesse enlouquecido!
Dizer que Jesus estava possuído por Belzebu, foi uma ofensa gravíssima à Deus, um pecado contra o Espírito Santo!
Os Mestres da lei, haviam vindo  de Jerusalém, (centro da oposição à proposta de Jesus) com um único objetivo:  confrontar Jesus, provocar um motivo para incriminá-lo, tudo porque eles não aceitavam um Messias se misturando com os “pequenos”. Os mestres da lei, esperavam  o "Messias," mas um  Messias triunfalista, com poderes políticos que os libertasse da dominação do império romano!
Como podemos perceber, Jesus enfrentou muitos desafios para colocar  em prática o projeto de Deus confiado a Ele! Sabemos que Ele era humano e Divino, mas que em toda situação que lhe exigia uma tomada de posição, era sempre o seu lado Divino que prevalecia. Podemos perceber  isso claramente na parte final do evangelho de hoje, quando, ao ser informado que a sua mãe e seus irmãos, ou seja, os seus familiares, queriam lhe falar, Ele não afastou da multidão para atendê-los, não interrompeu a sua missão Divina junto àqueles que o Pai lhe confiara para atender a sua família de sangue,  demonstrando assim, uma atenção igualitária para com todos!
 "Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe"! Com essas palavras, Jesus não desconsiderou sua Mãe, pelo contrário, a elevou, pois ninguém mais do que ela fazia a vontade do Pai! Maria se colocou como serva de Deus, desde o anuncio de que ela seria a mãe De Jesus! "Eis aqui a serva do Senhor, faça em mim, segundo a Sua vontade"!
Para termos um olhar profundo sobre os fatos, as pessoas, precisamos estar abertos ao Espírito Santo, é o Espírito Santo que nos fará discernir o que é de Deus, em meio ao que não é de Deus!
Fechados à ação do Espírito Santo, não enxergamos a presença de Deus nas pessoas, nos acontecimentos, e assim vamos deixando nos contaminar pela mentalidade insensível  dos que não creem, tornando-nos presas fácies do inimigo!
A todo instante, Jesus nos chama à conversão, e para atendermos este seu apelo, precisamos estar abertos a ação do Espírito Santo, do contrário, perdemos a noção do que é pecado, e assim, não buscamos a conversão, por acharmos não necessitados dela, ou seja, não  necessitados de mudar de vida! 
Precisamos estar sempre atentos para não nos deixar contaminar pela  pior de todas as cegueiras, a cegueira de não querer enxergar, e nem da pior de todas as doenças, a “doença” de não querer ser curado!
Fechar-se a ação do Espírito Santo, é fechar-se a tudo que vem de Deus, façamos o propósito de não darmos esta alegria ao inimigo!
Jesus venceu  todos os obstáculos para dar continuidade  ao seu ministério, se ligados a Ele, nós também,  haveremos de vencer todos obstáculos, para dar continuidade a sua missão, realizando no aqui e agora, as obras do Pai!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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Jesus está de volta à Cafarnaum. Ali Ele está seguro e rodeado pela multidão. A sua casa é o local onde se reúnem os sofredores de toda a espécie e Ele está sempre pronto para atendê-los.
Junto daqueles que precisam de Jesus, estão também os doutores da Lei que vieram de Jerusalém para confirmar os boatos sobre o que Ele faz e porque é tão popular. Os doutores da Lei ou escribas são especialistas em interpretar as leis, para dizer o que se pode ou não fazer, e chegam ali para condenar Jesus.
Naquele momento estão reunidos dois grupos que não concordam com o que Jesus está fazendo: os seus parentes e os fariseus. Mas qual era a preocupação dos seus parentes? Jesus praticava atos e falava coisas que desobedeciam as normas e costumes da época, por isso, pensavam que Ele estava ficando louco, por estar colocando a sua vida em risco. Eles não entendiam que a Boa Nova demandava postura nova também! Jesus não pactua com o mal, e tem a missão de libertar todas as pessoas de qualquer tipo de opressão que as excluem da vida social e religiosa.
Os doutores da Lei diziam que Jesus estava possuído por Belzebu, o pior dos demônios, e que agia em nome dele.
Jesus, então, faz duas comparações ao responder a acusação feita: o reino dividido e o homem forte. A primeira refere-se ao absurdo de expulsar demônios pelo poder do demônio, pois assim Satanás estaria destruindo a si mesmo. Quanto à segunda comparação, Jesus afirma que o príncipe dos demônios (homem forte) está amarrado, ou seja, enfraquecido diante da prática de Jesus de expulsar demônios, e que assim, o Reino de Deus está ocupando o lugar do reino de Satanás.
Jesus ainda afirma, ainda, que eles estão pervertendo a ação de Deus, ao afirmarem gravemente que o bem realizado por Jesus é obra do demônio. Esta acusação é a maior ofensa que eles poderiam fazer contra o Espírito Santo que é quem age em Jesus curando os doentes, afastando os demônios e operando os milagres.
Continuando a cena, Marcos descreve quem é a verdadeira família de Jesus, composta por todos aqueles que com Ele comungam da mesma fé, seguem seus ensinamentos e partilham do amor ao Pai e aos irmãos. Com a expressão, “quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”, Jesus não está excluindo Maria, sua Mãe. Ao contrário, Ela não tem somente importância pela relação sanguínea com Ele, mas pela sua fé e dedicação incondicional ao projeto do Pai. A verdadeira família de Jesus é formada pelos que estão ao redor dele, em atitude de discípulos que fazem a vontade de Deus.

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O pecado contra o Espírito Santo
Existe um tipo de pecado para o qual não haverá perdão. É o pecado contra o Espírito Santo. Em que consiste a gravidade deste pecado que o torna imperdoável? Jesus, desde o seu batismo, foi apresentado como o Filho de Deus, a quem se devia dar ouvido. Ele foi constituído mediador da salvação divina oferecida a toda humanidade. Suas palavras e ações, porém, tinham como princípio dinamizador o Espírito Santo, poder de Deus atuando nele, manifestado já por ocasião do batismo.
Portanto, a atitude de seus parentes, que o acusavam de louco ao verem as multidões acorrem a ele, e a interpretação dos mestres da Lei, para quem ele agia pelo poder de Belzebu, chocava-se com a realidade da ação divina em Jesus. Pois significava negar que o Espírito Santo agia através de Jesus e atribuir ao demônio o que pertencia ao Espírito de Deus. Eis uma autêntica blasfêmia!
As acusações contundentes levantadas contra Jesus manifestam um fechamento à ação do Espírito. Assim como Jesus agia pela força do Espírito, do mesmo modo só quem se deixasse iluminar pelo Espírito poderia percebê-la. Quem se fechava ao Espírito, tornava-se incapaz de discernir a manifestação da misericórdia de Deus, em Jesus. Fechar-se para Jesus, portanto, significa fechar-se para Deus e, por conseguinte, tornar-se indigno de perdão.
padre Jaldemir Vitório
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Jesus age no amor
Se na Trindade as relações são perfeitas; entre nós, pobres mortais, elas acontecem na base de acusações. A gente se defende, acusando. Isso começou quando Deus, procurando por Adão, que se escondia, ouviu a resposta: “A culpa não foi minha, foi da mulher que o Senhor me deu”. A partir de então, nós nos defendemos acusando os outros. O bom relacionamento existente entre Adão, Eva e Deus se deteriorou. No começo não era assim. Eles se encontravam na hora da brisa da tarde, num encontro muito familiar e fraterno. Sabemos como é desagradável marcar encontro com alguém, e este não comparecer.
Deus veio e não encontrou os primeiros pais, que tinham se escondido. Alguma coisa aconteceu! Sempre se deram bem, por que agora há medo, há fuga, há acusação mútua? O que aconteceu foi que, num dado momento da história humana, alguém tomou uma decisão errada que abalou o bom relacionamento entre as pessoas e das pessoas com Deus. Pensando na ressurreição dos mortos, são Paulo escrevia aos coríntios que “o nosso homem exterior vai se arruinando”. Tudo se corrompe e se deteriora, mas “não desanimamos”, diz são Paulo, porque “o nosso homem interior vai se renovando dia a dia”. E assim é. Vamos trabalhando para dar nova qualidade aos nossos relacionamentos.
A incompreensão mútua, que aparece com frequência entre os familiares, como no caso de Adão e Eva, também foi experimentada por Jesus com seus familiares, que envolveram até sua mãe, Nossa Senhora. O demônio, em forma de serpente, causou a divisão entre os primeiros pais. Jesus enfrentou o demônio aproximando os corações, libertando os cativos de todo tipo de dominação, restaurando o ser humano segundo o projeto criador do Pai. E ele foi acusado de estar fazendo a obra do demônio com o poder de satanás. Na resposta a seus adversários, Jesus lembrou que nada pode se manter num ambiente de divisão, nem o próprio demônio se estiver contra si mesmo. Se Jesus expulsa os demônios com o poder do demônio, o demônio está contra si mesmo e seu poder não se manterá.
No relato de são Marcos se diz que Jesus foi acusado de estar possuído por Belzebu e de expulsar demônios com o poder do príncipe dos demônios. A resposta de Jesus mostra o absurdo da acusação porque “se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá se manter”. Fala também do homem forte que precisa ser amarrado antes de ser roubado, e da blasfêmia contra o Espírito Santo. Diferentemente de Mateus e Lucas, o texto de Marcos não menciona a pessoa que Jesus estava curando. O relato termina com a mãe e os irmãos chamando Jesus.
Jesus age por amor, por isso a menção da blasfêmia contra o Espírito Santo, que é Amor. As dificuldades aparecem em primeiro lugar com aqueles que estão mais próximos, os familiares, esposos, pais, irmãos.
Conclusão: a família não pode estar dividida, nem a família de sangue, nem a família de fé, nem a família da pátria. Jesus une, o demônio divide. Jesus dá qualidade às nossas relações. O demônio injeta má vontade e desconfiança. “Sustentados pelo mesmo espírito de fé”, vamos falar, como escreve são Paulo, falar, dialogar, conversar, para encurtar as distâncias e dar qualidade aos relacionamentos.
cônego Celso Pedro da Silva

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Neste 10º domingo do tempo comum, a Palavra de Deus leva-nos a meditar sobre a nossa resposta de vida ao projeto de Deus para nós, na liberdade de optar pelo bem e pelo mal.
O Evangelho centra o nosso olhar na pessoa de Jesus, que os seus conterrâneos, entre eles tantos familiares, não aceitaram como enviado de Deus e não perceberam, até se opuseram, à vontade de Deus revelada em Jesus. Na caminhada da fé, cada um é livre de optar: ou ficar pelos dispersos sentidos de vida, ou permanecer na única família de Jesus, de «quem quiser fazer a vontade de Deus».
A segunda leitura realça que, para o cristão, viver só faz sentido na certeza da ressurreição, na caminhada de vida interior que se renova dia a dia em perspectiva da eternidade.
Neste horizonte neo-testamentário, meditemos em particular a primeira leitura que nos mostra, recorrendo à história mítica de Adão e Eva, o que acontece quando rejeitamos as propostas de Deus e preferimos caminhos de egoísmo, de orgulho e de auto-suficiência… Viver à margem de Deus leva, inevitavelmente, a trilhar caminhos de sofrimento, de destruição, de infelicidade e de morte.
1ª leitura – Gn. 3,9-15 - AMBIENTE
O relato jahwista de Gn. 2,4b-3,24 sobre as origens da vida e do pecado (ao qual pertence o texto que hoje nos é proposto como primeira leitura) é, de acordo com a maioria dos comentadores, um texto do séc. X a.C., que deve ter aparecido em Judá na época do rei Salomão. Apresenta-se num estilo exuberante e vivo e parece ser obra de um catequista popular, que ensina recorrendo a imagens sugestivas, coloridas e fortes.
Não podemos, de forma nenhuma, ver neste texto uma reportagem jornalística de acontecimentos passados na aurora da humanidade. A finalidade do autor não é científica ou histórica, mas teológica: mais do que ensinar como o mundo e o homem apareceram, ele quer dizer-nos que na origem da vida e do homem está Jahwéh e que na origem do mal e do pecado estão as opções erradas do homem. Trata-se, portanto, de uma página de catequese.
Esta longa reflexão sobre as origens da vida e do mal que desfeia o mundo está estruturada num esquema tripartido, com duas situações claramente opostas e uma realidade central que aparece como charneira e ao redor da qual giram a primeira e a terceira parte… Na primeira parte (cf. Gn. 2,4b-25), o autor descreve a criação do paraíso e do homem; apresenta a criação de Deus como um espaço ideal de felicidade, onde tudo é bom e o homem vive em comunhão total com o criador e com as outras criaturas. Na segunda parte (cf. Gn. 3,1-7), o autor descreve o pecado do homem e da mulher; mostra como as opções erradas do homem introduziram na comunhão do homem com Deus e com o resto da criação fatores de desequilíbrio e de morte. Na terceira parte (cf. Gn. 3,8-24), o autor apresenta o homem e a mulher confrontados com o resultado das suas opções erradas e as consequências que daí advieram, quer para o homem, quer para o resto da criação.
Na perspectiva do catequista jahwista, Deus criou o homem para a felicidade… Então, pergunta Ele: como é que hoje conhecemos o egoísmo, a injustiça, a violência que desfeiam o mundo? A resposta é: algures na história humana, o homem que Deus criou livre e feliz fez escolhas erradas e introduziu na criação boa de Deus dinamismos de sofrimento e de morte.
O nosso texto pertence à terceira parte do trítico. As personagens intervenientes são Deus (que “passeia no jardim à brisa do dia” – v. 8a), Adão e Eva (que se esconderam de Deus por entre o arvoredo do jardim – v. 8b).
MENSAGEM
A nossa leitura começa com a “investigação” de Deus… Antes de proferir a sua acusação, Deus – o acusador e juiz – investiga, descobre e estabelece os fatos.
Primeira pergunta feita por Deus ao homem: “onde estás?” A resposta do homem é já uma confissão da sua culpabilidade: “ouvi o rumor dos vossos passos no jardim e, como estava nu, tive medo e escondi-me” (v. 9-10). A vergonha e o medo são sinal de uma perturbação interior, de uma ruptura com a anterior situação de inocência, de harmonia, de serenidade e de paz. Como é que o homem chegou a esta situação? Evidentemente, desobedecendo a Deus e percorrendo caminhos contrários àqueles que Deus lhe havia proposto. A resposta do homem trai, portanto, o seu segredo e a sua culpa.
Depois desta constatação, a segunda pergunta feita por Deus ao homem é meramente retórica: “terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira de comer?” (v. 11). A árvore em causa – a “árvore do conhecimento do bem e do mal” – significa o orgulho, a auto-suficiência, o prescindir de Deus e das suas propostas, o querer decidir por si só o que é bem e o que é mal, o pôr-se a si próprio em lugar de Deus, o reivindicar autonomia total em relação ao criador. A situação do homem, perturbado e em ruptura, é já uma resposta clara à pergunta de Deus… É evidente que o homem “comeu da árvore proibida” – isto é, escolheu um caminho de orgulho e de auto-suficiência em relação a Deus. Daí a vergonha e o medo.
Ao defender-se, o homem acusa a mulher e, ao mesmo tempo, acusa veladamente o próprio Deus pela situação em que está (“a mulher que me deste por companheira deu-me do fruto da árvore e eu comi” – v. 12). Adão representa essa humanidade que, mergulhada no egoísmo e na auto-suficiência, esqueceu os dons de Deus e vê em Deus um adversário; por outro lado, a resposta de Adão mostra, igualmente, uma humanidade que quebrou a sua unidade e se instalou na cobardia, na falta de solidariedade, no ódio. Escolher caminhos contrários aos de Deus não pode senão conduzir a uma vida de ruptura com Deus e com os outros irmãos.
Vem, depois, a “defesa” da mulher: “a serpente enganou-me e eu comi” (v. 13). Entre os povos cananeus, a serpente estava ligada aos rituais de fertilidade e de fecundidade. Os israelitas deixavam-se fascinar por esses cultos e, com frequência, abandonavam Jahwéh para seguir os rituais religiosos dos cananeus e assegurar, assim, a fecundidade dos campos e dos rebanhos. Na época em que o autor jahwista escreve, a serpente era, pois, o “fruto proibido”, que seduzia os crentes e os levava a abandonar a Lei de Deus. A “serpente” é, neste contexto, um símbolo literário de tudo aquilo que afastava os israelitas de Jahwéh. A resposta da “mulher” confirma tudo aquilo que até agora estava sugerido: é verdade, a humanidade que Deus criou prescindiu de Deus, ignorou as suas propostas e enveredou por outros caminhos. Achou, no seu egoísmo e auto-suficiência, que podia encontrar a verdadeira vida à margem de Deus, prescindindo das propostas de Deus.
Diante disto, não são precisas mais perguntas. Está claramente definida a culpa de uma humanidade que pensou poder ser feliz em caminhos de egoísmo e de auto-suficiência, totalmente à margem dos caminhos que foram propostos por Deus.
Que tem Deus a acrescentar? Pouco mais, a não ser condenar como falsos e enganosos esses cultos e essas tentações que seduziam os israelitas e os colocavam fora da dinâmica da Aliança e dos mandamentos (v. 14-15). O nosso catequista jahwista sabe que a serpente é um animal miserável, que passa toda a sua existência mordendo o pó da terra. O autor vai servir-se deste dado para pintar, plasticamente, a condenação radical de tudo aquilo que leva os homens a afastar-se dos caminhos de Deus e a enveredar por caminhos de egoísmo e de auto-suficiência.
O que é que significa a inimizade e a luta entre a “descendência” da mulher e a “descendência” da serpente? Provavelmente, o autor jahwista está, apenas, dando uma explicação etiológica (uma “etiologia” é uma tentativa de explicar o porquê de uma determinada realidade que o autor conhece no seu tempo, a partir de um pretenso acontecimento primordial, que seria o responsável pela situação atual) para o fato de a serpente inspirar horror aos humanos e de toda a gente lhe procurar “esmagar a cabeça”; mas a interpretação judaica e cristã viu nestas palavras uma profecia messiânica: Deus anuncia que um “filho da mulher” (o Messias) acabará com as consequências do pecado e inserirá a humanidade numa dinâmica de graça.
Atenção: o autor sagrado não está falando de um pecado cometido nos primórdios da humanidade pelo primeiro homem e pela primeira mulher; mas está falando do pecado cometido por todos os homens e mulheres de todos os tempos… Ele está apenas ensinando que a raiz de todos os males está no fato de o homem prescindir de Deus e construir o mundo a partir de critérios de egoísmo e de auto-suficiência. Não conhecemos bem este quadro?
ATUALIZAÇÃO
• Um dos mistérios que mais questiona os nossos contemporâneos é o mistério do mal… Esse mal que vemos, todos os dias, tornar sombria e deprimente essa “casa” que é o mundo, vem de Deus, ou vem do homem? A Palavra de Deus responde: o mal nunca vem de Deus… Deus criou-nos para a vida e para a felicidade e deu-nos todas as condições para imprimirmos à nossa existência uma dinâmica de vida, de felicidade, de realização plena.
• O mal resulta das nossas escolhas erradas, do nosso orgulho, do nosso egoísmo e auto-suficiência. Quando o homem escolhe viver orgulhosamente só, ignorando as propostas de Deus e prescindindo do amor, constrói cidades de egoísmo, de injustiça, de prepotência, de sofrimento, de pecado… Quais os caminhos que eu escolho? As propostas de Deus fazem sentido e são, para mim, indicações seguras para a felicidade, ou prefiro ser eu próprio a fazer as minhas escolhas, à margem das propostas de Deus?
• O nosso texto deixa também claro que prescindir de Deus e caminhar longe d’Ele, leva o homem ao confronto e à hostilidade com os outros homens e mulheres. Nasce, então, a injustiça, a exploração, a violência. Os outros homens e mulheres deixam de ser irmãos, para passarem a ser ameaças ao próprio bem-estar, à própria segurança, aos próprios interesses. Como é que eu me situo face aos meus irmãos? Como é que eu me relaciono com aqueles que são diferentes, que invadem o meu espaço e interesses, que me questionam e interpelam?
• O nosso texto ensina, ainda, que prescindir de Deus e dos seus caminhos significa construir uma história de inimizade com o resto da criação. A natureza deixa de ser, então, a casa comum que Deus ofereceu a todos os homens como espaço de vida e de felicidade, para se tornar algo que eu uso e exploro em meu proveito próprio, sem considerar a sua dignidade, beleza e grandeza. O que é que a criação de Deus significa para mim: algo que eu posso explorar de forma egoísta, ou algo que Deus ofereceu a todos os homens e mulheres e que eu devo respeitar e guardar com amor?
2ª leitura – 2Cor. 4,13 – 5,1
A segunda carta de Paulo aos Coríntios apareceu num momento particularmente tenso da relação entre o apóstolo e essa comunidade cristã da Grécia. Algumas duras críticas de Paulo (na primeira carta aos Coríntios) a certos membros da comunidade que viviam de forma pouco coerente com a fé cristã provocaram um certo desconforto na comunidade, que foi aproveitado pelos opositores de Paulo, que criaram um clima de hostilidade contra o apóstolo. Paulo foi acusado de estar cuidando apenas dos seus próprios interesses e de pregar uma doutrina que não estava em consonância com o Evangelho anunciado pelos outros apóstolos. Na opinião dos seus detratores, o fato de Paulo não ter apresentado qualquer “carta de recomendação” que comprovasse a sua autoridade para anunciar o Evangelho significava que a doutrina por ele pregada não era digna de fé.
Ao saber do que se passava, Paulo foi a Corinto; mas essa ida não só não resolveu o problema, como até o radicalizou. Deve ter havido uma troca violenta de argumentos e de palavras e Paulo foi gravemente ofendido por um membro da comunidade. Algum tempo depois, Tito, amigo e colaborador de Paulo, partiu para Corinto com a missão de acalmar os ânimos e de tentar a reconciliação. Quando voltou, Tito trazia notícias animadoras: o diferendo fora ultrapassado e os Coríntios estavam, outra vez, em comunhão com Paulo. Foi então que Paulo escreveu a nossa segunda Carta aos Coríntios. Nela, o apóstolo explicava tranquilamente aos Coríntios os princípios que sempre orientaram o seu trabalho apostólico (cf. 2Cor. 1,3-7,16) e desmontava os argumentos dos adversários (cf. 2Cor. 10,1-13,10). Estávamos nos anos 56/57.
Neste contexto, o texto de hoje situa-nos na opção pelo sentido da nossa vida em Cristo. Paulo apresenta duas fortes convicções de fé: «com este mesmo espírito de fé, também acreditamos, e falamos», que Deus há-de ressuscitar-nos com Jesus e vai levar-nos para ficarmos eternamente em comunhão com Ele; o homem interior renova-se em cada dia na medida em que intensifica o seu olhar nas coisas invisíveis que são eternas. Em consequência, há que renovar constantemente, sem desanimar, esta opção pela habitação eterna, em comunhão plena com Deus. Coisas essenciais, ditas de modo claro, a exigir coerência àqueles que querem continuar a viver como autênticos discípulos de Cristo.
Evangelho – Mc. 3,20-35
Jesus continua a percorrer o espaço geográfico da Galileia e a cumprir a sua missão de anunciar o “Reino”. Começa, no entanto, a crescer a onda de contestação à sua pregação. Tomando como pretexto alguns casos particulares cada vez mais insignificantes, os líderes judaicos manifestam a sua firme oposição à novidade do “Reino”. As polêmicas e controvérsias marcam esta fase da caminhada de Jesus.
De uma forma geral, Marcos narra as controvérsias seguindo um esquema fixo e sempre igual: começa com a apresentação da questão, continua com a discussão e termina com um “dito” final de Jesus. Este “dito” não oferece a mera solução do “caso” em questão, mas é sempre uma auto-revelação de Jesus, de importância decisiva para a comunidade cristã do tempo de Marcos e de todos os tempos.
Toda a cena se passa numa “casa”. Que casa é essa? É uma casa onde Jesus está pregando a Palavra e é uma casa onde «de novo acorreu tanta gente, de modo que nem sequer podiam comer». É também uma casa onde estão sentados/instalados alguns especialistas da Lei (escribas). A “casa” onde Jesus prega, onde se congrega a comunidade judaica e onde há escribas instalados, poderia ser uma figura da sinagoga, entendida como assembléia do Povo de Deus. O fato de se referir que a “casa” em questão estava situada na cidade de Cafarnaum (o centro a partir do qual irradia a atividade de Jesus na Galileia) poderia indicar que Marcos está falando da comunidade judaica da Galileia, em cujas sinagogas Jesus acabou de passar (cf. Mc. 1,39), anunciando a Boa Nova do Reino. Em qualquer caso, a “casa” representa essa comunidade judaica a quem Jesus dirige a pregação do “Reino”.
A mensagem evangélica de hoje apresenta três diálogos de Jesus: dois com os seus familiares, no princípio e no fim, outro com os escribas, no meio. Fiquemo-nos pelos familiares de Jesus. Diz-se que vão a Cafarnaum para levar Jesus desta casa onde está para a sua casa em Nazaré. Muitas são as razões: muito tempo fora da família, notícias contraditórias sobre a sua atividade, mensagem em contraste com a doutrina oficial dos escribas e fariseus, contacto com os pecadores de quem é amigo, não seguimento da tradição dos antigos nem respeito pelo sábado; enfim, Jesus é considerado louco e herético. A intenção principal é reconduzi-lo ao caminho reto de um autêntico judeu.
Há os que ficam de fora e os que estão dentro. Imagem atualíssima para nós hoje. Podemos andar por fora, arredios, ficar à porta, até nos chamarmos “católicos não praticantes”. Que significa isso? Faz sentido? Ou se é ou não se é. Aí está de novo a radicalidade da opção por Jesus. Ou ficamos fora, ou estamos dentro da casa, unidos a Jesus, a escutá-l’O e a segui-l’O com todo o nosso ser, com todo o nosso coração.
Em outubro próximo inicia-se a celebração do Ano fé, anunciado há meses por Bento XVI através de um breve mas belíssimo documento. Aí está: ou entramos na porta da casa, na Porta da Fé, e continuamos o caminho apenas com Jesus como único nas nossas vidas, ou ficamos à porta ou a espreitar pelas janelas, continuando a apanhar ou a soprar outros ventos que não nos centram em Jesus.
Na caminhada da fé, cada um é livre de optar pela família que quiser: ou ficar pelas famílias que dispersam do sentido da vida, ou permanecer na única família de Jesus, de «quem quiser fazer a vontade de Deus».
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho

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As raízes do mal
I. Deus situou o homem no cume da Criação para que dominasse sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre todos os répteis que se arrastam pela terra (1). Por isso dotou-o de inteligência e vontade, de modo que oferecesse livremente ao seu Criador uma glória muito mais excelente do que a que lhe prestam as demais criaturas.
Enriqueceu-o, além disso, com os dons da imunidade da morte, da concupiscência e da ignorância, chamados dons preternaturais, pelos quais não podia enganar-se ao conhecer e ficava livre de todo o erro; o próprio corpo gozava de imortalidade, “não por virtude própria, mas por uma força sobrenatural impressa na alma, que preservava o corpo da corrupção enquanto estivesse unido a Deus” (2).
Levado pelo seu amor, Deus foi ainda mais longe e decretou também a elevação sobrenatural do homem, para que tomasse parte na sua vida divina (3) e conhecesse de alguma forma os seus mistérios íntimos, que superam absolutamente todas as exigências naturais. Para isso, revestiu-o gratuitamente da graça santificante (4) e das virtudes e dons sobrenaturais, constituindo-o em santidade e justiça e capacitando-o para agir sobrenaturalmente (5).
Esta ação divina teve lugar na pessoa de Adão, mas Deus contemplava nele todo o gênero humano. O dom de justiça e santidade originais foi-lhe conferido “não enquanto pessoa singular, mas enquanto princípio geral de toda a natureza humana, de modo que depois dele se propagasse mediante a geração a todos os homens que viessem a seguir” (6).
Todos deveríamos nascer em estado de amizade com Deus e com a alma e o corpo embelezados pelas perfeições outorgadas pelo Senhor. E, no momento devido, o Senhor confirmaria cada homem na graça, arrebatando-o da terra sem dor e sem passar pelo transe da morte, para fazê-lo gozar da sua felicidade eterna no Céu.
Este foi o plano divino, repleto de bondade para com o gênero humano. Em face dele, devemos agora deter-nos a agradecer ao Senhor a sua magnanimidade infinita para com o ser humano, o seu esbanjamento de amor por umas criaturas de que absolutamente não precisava. Louvai o Senhor, porque Ele é bom.
II. “A presença da justiça original e da perfeição no homem, criado à imagem de Deus [...], não excluía que esse homem, enquanto criatura dotada de liberdade, fosse submetido desde o princípio, como os demais seres espirituais, à prova da liberdade” (7). Deus impôs-lhe uma única condição: "Podes comer de todas as árvores do paraíso, mas não comerás da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia que dela comeres, certamente morrerás" (8).
Conhecemos pela Sagrada Escritura a triste transgressão dessa ordem do Senhor, e hoje a primeira leitura da missa (9) descreve-nos o estado a que o homem ficou reduzido depois do seu ato de desobediência. Quebrou-se imediatamente a sua sujeição ao Criador e desintegrou-se a harmonia que havia nas suas potências: perdeu a santidade e a justiça originais, o dom da imortalidade, e caiu “no cativeiro daquele que tem o império da morte (Hb. 2,14), ou seja, do diabo; e toda a pessoa de Adão, por aquela ofensa de prevaricação, foi mudada para pior no corpo e na alma” (10).
Assim cometeram os nossos primeiros pais o pecado original no começo da história, um pecado que se propaga por geração a cada homem que vem a este mundo (11).
A realidade desse pecado e o conflito que cria na intimidade de cada homem é um dado que se comprova facilmente. A fé explica a sua origem, mas todos experimentamos as suas conseqüências. “O que a Revelação divina nos diz coincide com a experiência. O homem, com efeito, quando examina o seu coração, comprova a sua inclinação para o mal e sente-se afogado em muitos males que não podem ter a sua origem no seu santo Criador” (12).
Paulo VI ensina que o homem nasce em pecado, com uma natureza caída que já não possui o dom da graça de que outrora estava adornada, antes está ferida nas suas próprias forças naturais e submetida ao império da morte. Além disso, “o pecado original transmite-se juntamente com a natureza humana, por propagação, não por imitação”, e “encontra-se em cada um como próprio” (13).
Com efeito, dá-se uma misteriosa solidariedade de todos os homens em Adão, de modo que “todos podem considerar-se como um só homem, enquanto a todos convém uma mesma natureza recebida do primeiro pai” (14). Mas a solidariedade da graça que unia todos os homens em Adão antes da sua falta, transformou-se em solidariedade no pecado. “Por isso, assim como a justiça original se teria transmitido aos descendentes, assim se transmitiu a desordem” (15).
O espetáculo que o mal apresenta no mundo e em nós, as tendências e os instintos do corpo que não se submetem à razão, convencem-nos da profunda verdade contida na Revelação e incitam-nos a lutar contra o pecado, único verdadeiro mal e raiz de todos os males que existem no mundo.
“Quanta miséria! Quantas ofensas! As minhas, as tuas, as da humanidade inteira...
Et in peccatis concepit me mater mea! (Sl. 50,7). E minha mãe concebeu-me no pecado. Nasci, como todos os homens, manchado com a culpa dos nossos primeiros pais. Depois..., os meus pecados pessoais: rebeldias pensadas, desejadas, cometidas...
“Para nos purificar dessa podridão, Jesus quis humilhar-se e tomar a forma de servo (cf. Fl. 2,7), encarnando-se nas entranhas sem mácula de Nossa Senhora, sua Mãe e Mãe tua e minha. Passou trinta anos de obscuridade, trabalhando como outro qualquer, junto de José. Pregou. Fez milagres... E nós lhe pagamos com uma Cruz.
“Precisas de mais motivos para a contrição?”16
III. O Senhor expulsou os nossos primeiros pais do paraíso (17), indicando assim que os homens viriam ao mundo em estado de separação de Deus. Em vez dos dons sobrenaturais, Adão e Eva transmitiram-nos o pecado. Perderam a herança que deveriam deixar aos seus descendentes, e já entre os seus primeiros filhos se fizeram notar imediatamente as conseqüências do pecado: Caim mata Abel por inveja.
Da mesma forma, todos os males pessoais e sociais têm a sua origem no primeiro pecado do homem. Embora o Batismo perdoe totalmente a culpa e a pena do pecado original, bem como os pecados que se possam ter cometido pessoalmente antes de tê-lo recebido, não livra, no entanto, dos efeitos do pecado: o homem continua sujeito ao erro, à concupiscência e à morte.
O pecado original foi um pecado de soberba (18). E cada um de nós cai também na mesma tentação de orgulho quando procura ocupar o lugar de Deus, quer na vida privada, quer na sociedade: Sereis como deuses (19). São as mesmas palavras que o homem ouve no meio da desordem dos seus sentidos e potências. Tal como no princípio, também agora busca ele a autonomia que o converta em árbitro do bem e do mal, e esquece-se de que o seu maior bem consiste no amor e na submissão ao seu Criador; de que só nEle é que se recuperam a paz, a harmonia dos instintos e sentidos, bem como todos os demais bens.
A nossa ação apostólica no meio do mundo mover-nos-á a situar cada homem e as suas obras (o ordenamento jurídico, o trabalho, o ensino...) no legítimo lugar que lhes cabe em face do seu Criador. Quando Deus está presente num povo, numa sociedade, a convivência torna-se mais humana. Não existe solução alguma para os conflitos que assolam o mundo, para uma maior justiça social, que não passe antes por uma aproximação de Deus, por uma conversão do coração. O mal está na raiz – no coração do homem –, e é aí que é preciso curá-lo. A doutrina sobre o pecado original, tão ativo hoje no homem e na sociedade, é um ponto fundamental que não se pode esquecer na catequese e em todo o trabalho de formação cristã.
Perante um mundo que parece girar fora dos eixos, não podemos cruzar os braços como quem nada pode diante de uma situação que o supera. Não é necessário que intervenhamos nas grandes decisões, que talvez não nos digam respeito, mas devemos fazê-lo nesses campos que Deus pôs ao nosso alcance para que lhes demos uma orientação cristã.
A nossa Mãe Santa Maria, que “foi preservada imune de toda a mancha da culpa do pecado original desde o primeiro instante da sua concepção imaculada, por singular graça e privilégio” (20) de Deus, há de ensinar-nos a ir à raiz dos males que nos afetam, ajudando-nos a fortalecer em primeiro lugar e em cada situação a nossa amizade com Deus.
Francisco Fernández-Carvajal


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