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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sexta-feira, 19 de junho de 2015

12º DOMINGO TEMPO COMUM

12º DOMINGO TEMPO COMUM

21 de Junho de 2015
Ano B

Comentários Prof.Fernando

 


Evangelho - Mc 4,35-41


-JESUS E A TEMPESTADE-José Salviano



Hoje o Evangelho de Jesus Cristo nos ensina, nos mostra o que acontece  quando vacilamos na fé, diante das calamidades, diante das desgraças da vida.  Leia mais
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“POR QUE TENDES TANTO MEDO?" – Olívia Coutinho.

 

12º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

Dia 21 de Junho de 2015

 

Evangelho de Mc4,35-41

Ao longo de nossa existência, é comum sermos acometidos por situações adversas, ás vezes tirando  o nosso chão! Podemos dizer que estes momentos difíceis, são o termômetro que mede o grau da nossa fé! Se temos  uma fé firme com raízes profundas, não fraquejamos diante às intempéries da vida! É a fé que  nos dá força e coragem para atravessarmos os desertos de nossas vidas! Se não agarramos na fé, não conseguimos superar os desafios que são inevitáveis no nosso caminho!

Quem tem fé, nunca se se dá como vencido, por maior que seja a sua dificuldade, ele sempre acredita numa possibilidade, numa luz no fim do Túnel.

Do evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta,  podemos tirar vários  ensinamentos, que muito poderão  nos ajudar durante a nossa trajetória terrena, dentre tantos, a importância de nos mantermos firmes na fé, de depositarmos a nossa segurança naquele que tem o poder sobre todas as coisas!

 A narrativa nos diz que os discípulos, ao serem surpreendidos por um forte vendaval, enquanto atravessavam para a outra margem, entram em desespero, não se dando conta de que junto deles,  estava  Aquele, que mesmo “dormindo”, não estava ausente! Humanamente, Jesus dormia, mas  o seu coração Divino, estava atento!

O barulho das ondas e do vento forte, não acordou o Jesus humano, o que o acordou,  foi o desespero dos discípulos, uma  demonstração de  falta de fé!
Mesmo convivendo com Jesus, presenciando as suas obras, os discípulos ainda não sabiam quem era Ele: “Quem é este homem que até o vento e o mar obedecem”?
 Essa também,  pode ser a nossa dúvida, a nossa ingratidão para com aquele que pagou com a vida o preço da nossa liberdade!: “quem é este homem?”
Ao ser acordado pelos discípulos, Jesus  repreende - os dizendo: “Porque tendes tanto medo, homens fracos na fé?”  Como podemos perceber, os discípulos, mesmo estando juntos de Jesus, não se sentiam seguros! E quando Ele acalma o mar e faz parar o vento, eles se surpreendem,  uma atitude que não condiz com quem tem fé, pois quem tem fé, é consciente do poder de Jesus,  não se surpreende diante as proezas realizadas por Ele!
Ter fé, não significa simplesmente acreditar em  Jesus, e sim, depositar a  confiança e a  segurança Nele!
Só em Jesus, adquirimos força para nos libertar do medo que nos aprisiona! Se permanecemos com medo diante de Jesus, é sinal de que estamos com os nossos olhos vendados pela falta de fé! A fé nos encoraja, o medo nos paralisa, por tanto, fé e medo não são compatíveis!
Podemos comparar uma fé firme com raízes profundas, com o bambu! O bambu, no momento da tempestade curva até o chão, mas ele nunca quebra, devido as suas raízes profundas que o mantém firme mesmo em meio às tempestades! 
Sejamos como o bambu:  firmes na fé!

Fé é experiência de amor, façamos esta experiência, colocando-nos inteiramente aos cuidados de Deus!

 

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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Jesus acalma a tempestade -Alexandre Soledade


Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem?
 Este Evangelho traz para nós a cena da tempestade acalmada. A barca com Jesus e os discípulos representa a Comunidade cristã, atravessando o mar revolto da vida.
“Vamos para a outra margem!” Jesus nos manda jogar-nos no mar e fazer a travessia de uma vida “velha” para uma vida nova, tanto para nós, como para a nossa família, como para a nossa Comunidade e o nosso bairro. O Reino de Deus precisa ser construído e, com Jesus na barca, isso é possível sem perigo nenhum.
“Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher.” Esta ventania e mar agitado representam os tropeços, dificuldades e tentações que encontramos na vida, inclusive as nossas paixões pecaminosas.
“Jesus estava na parte de trás, dormindo... Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Esta “sesta”de Jesus representa a aparente ausência de Deus que sentimos em nossa vida. Na verdade, Deus nunca dorme; nós é que, devido à pouca fé e ao pecado, não percebemos os sinais de sua presença, ou até nos ausentamos dele, jogando a culpa em Deus, que nos teria abandonado, justamente na hora do perigo. “Estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20).
Todos os cristãos, mais cedo ou mais tarde, encontram fortes tempestades na vida. E o temporal vem justamente quando nos parece que Jesus dorme, isto é, quando parece que ele nos deixou sozinhos. Esta crise é a condição para chegarmos à outra margem, que é uma fé mais firme e clara.
“Jesus ordenou ao vento e ao mar: ‘Silêncio! Cala-te!’ O vento cessou e houve uma grande calmaria.” Jesus é Deus e vence as forças do mal, venham de onde vierem: demônio, doença, morte...
“Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Precisamos ter fé em Jesus, fé em Deus. A fé supera o medo e a dúvida. Uma das expressões mais repetidas por Jesus nos Evangelhos é: “Não temais”.
“Os discípulos diziam uns aos outros: Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” Na verdade, Jesus já se apresentou largamente, nós é que, por nosso descaso, ainda não o conhecemos o suficiente. Mais tarde, após a Páscoa e Pentecostes, os discípulos vão responder a essa pergunta: “Este é Deus”.
Na primeira Leitura da Missa de hoje, temos uma bela definição de fé: “A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se vêem” (Hb 11,1).
S. Francisco de Sales é francês e viveu no Séc. XVI. Foi ordenado sacerdote e, anos depois, devido ao seu zelo e bondade, foi sagrado bispo de Genebra, na Suíça.
Aconteceu que naquela época todos os cristãos da diocese haviam passado para o calvinismo.
Um dia, ele foi a uma Comunidade rural conversar com o povo, mas ninguém quis conversar com ele. E o pior: chegou a noite, uma noite muito fria, e nenhuma família lhe deu hospedagem, por mais que ele pedisse. Todos diziam que a sua casa estava cheia.
Felizmente, no quintal de uma casa havia um grande forno, que ainda estava quente, pois tinham assado pão nele à tarde. Dom Francisco entrou dentro do forno, e ali passou uma noite ótima.
Nós podemos entrar sem medo no mar revolto da vida, pois Deus caminha conosco e ele é poderoso, sempre tem uma saída para nos proteger!
Que Maria Santíssima nos ajude a ter tanta intimidade com Cristo que nunca precisemos perguntar: “Quem é este...?” Este é Jesus, o Filho de Deus, que transforma as tempestades em bonança (Cf Sl 106 (105), 9ss).
Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem?
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JESUS ACALMA UMA TEMPESTADE


Fortalece Senhor, a minha fé.
No evangelho de hoje, Jesus entra na barca, seus discípulos os seguem. E aconteceu que as ondas de uma grande tempestade cobriam a barca, assustados eles acordam Jesus que dormia, pediam para que Ele os salvasse, pois estavam em perigo. Jesus lhes diz: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé. Jesus se levanta, ameaça os ventos e o mar, e fez-se calmaria. Essa passagem retrata as dificuldades, as perseguições, as tribulações que passavam e que ainda passariam os discípulos, pela opção de seguir a Jesus, de entrar na barca com Ele, de assumir o risco que exigia a missão de ser discípulo de Jesus. E mesmo sendo pescadores experiente, sentiram medo de afundarem.
E nós? Quantas tribulações temos em nossas vidas? Em nossas famílias? Filhos que usam drogas, que se envolvem com a marginalidade, problemas com alcoolismo, faltam de emprego, dificuldades financeiras, uma doença, a falta de compreensão dos amigos, dos familiares porque você optou por ajudar sua comunidade, a participar da missão de Jesus. Muitos são os mares agitados em nossas vidas, e assim como os discípulos de Jesus, achamos que vamos nos afogar? Com tantas aflições como está minha fé e a minha confiança? A quem recorro para pedir socorro, ajuda? Muitas vezes quando mais precisamos ter fé, nos sentimos fracos, abalados. Não temos a mesma confiança que Jesus tem no Pai, que dorme com tranqüilidade quando o mar está muito agitado. “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem? Quem é Jesus para mim? Qual a imagem que tenho de Jesus?
Há algum tempo, li uma frase que era mais ou menos assim: “Pedras no meu caminho? Juntarei todas e construirei um castelo.” Sempre aprendemos algo de bom com as dificuldades, nos sentimos mais fortalecidos, e com coragem para enfrentar os desafios futuros e vencê-los. Mesmo quando sentimos que estamos perdidos, sem saída, é nesse momento que devo buscar me fortalecer, estar forte em minha fé. Acreditando sempre que Deus está comigo, e que tudo dará certo se confio plenamente Nele. É em Deus que encontramos força, coragem para enfrentar as dificuldades, o que não podemos é ficar de braços cruzados sem fazer nada, pois pedi a Deus e agora Ele vai resolver pra mim. Mas, com Deus tenha certeza que Ele nos ajudará a juntar todas as pedras de nosso caminho, para que nós também participemos da construção do Reino. Peçamos ao Senhor que sejamos sempre firmes em nossa fé.
Um abraço.
Elian.
Oração
Pai, põe no meu coração a certeza de que o Ressuscitado está comigo e me dá força nos momentos de tribulação. E, assim, eu dê provas de que a minha fé é sólida.
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Jesus acalma a tempestade - Olívia


 “POR QUE SOIS TÃO MEDROSOS? AINDA NÃO TENDES FÉ”? - Olívia Coutinho
               
Ao longo de nossa existência, somos acometidos por situações tão difíceis, que às vezes  sentimos perdidos, naufragados no mar da vida!  
Nas  tribulações, quase sempre esquecemos  que temos um Pai amoroso, que cuida de nós, que nunca nos abandona!
Ao atravessarmos algum momento difícil, lembremos  da lição  de uma arvore muito conhecida: o bambu! No momento da tempestade, o bambu curva até o chão, mas não cai, porque possui raízes profundas que o sustenta durante o vendaval!  Assim que a tempestade passa, ele volta ao normal, como se nada tivesse lhe acontecido! 
São nos momentos difíceis que somos provados na fé!
O que seria de nós sem a fé?
É a fé que nos mantém de pé nos vendavais da vida!
Como é importante estarmos sempre alimentando a nossa fé! O que podemos fazer  através da oração, do conhecimento da palavra de Deus,  da vivencia de comunidade e principalmente da  Eucaristia!
Com Cristo e em Cristo, jamais fraquejaremos diante das adversidades  da vida! 
Mesmo quando tudo  parece obscuro, para quem tem fé, uma luz brilhará e  mostrará  uma saída!
Do evangelho de hoje, podemos tirar várias lições para a nossa vida, dentre tantas, o poder de Jesus sobre todas as coisas!
O barulho das ondas e do vento forte, não acordaram Jesus, o que acordou Jesus, foi o grito da falta de fé de seus discípulos, que mesmo convivendo com Ele, não sabiam quem era Ele: “Quem é este homem que até o mar e o vento obedecem”?
Para os discípulos, Jesus parecia um estranho, essa também pode ser a nossa dúvida: quem é este homem?
O relato nos deixa claro que mesmo estando juntos de Jesus, os discípulos  não se sentiam seguros.
Quantas vezes, nós também somos assim, rezamos pedindo a proteção de Deus e mesmo assim, continuamos inseguros! É sinal de que ainda não confiamos suficientemente no poder de Deus, ainda precisamos de um amadurecimento na fé!
 Como aqueles discípulos, muitas vezes, nós também, juntos de Jesus, continuamos com medo.
Quando as nuvens escuras passam por nossa vida, não significa que o sol deixou de brilhar!
Assim, é luz de Deus, ela está sempre a  iluminar o caminho que pode nos tirar  das trevas, se não  enxergamos este caminho, é sinal de que estamos com  os olhos vendados pela falta de fé!
A fé nos dá coragem, o medo nos paralisa! Por tanto, fé e  medo não são compatíveis!
Quem tem fé, não desiste: espera! Quem não tem fé: desiste, desespera!
Ter fé, não significa simplesmente acreditar em Deus, e sim, depositar nossa  segurança em Suas mãos!
Ter fé, é ter a certeza de que somos conhecidos intimamente e amados por Deus! 
É vencer desafios, caminhando como se visse o invisível!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olívia


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Jesus acalma a tempestade- Padre Antonio Queiroz


Levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.
Este Evangelho narra a cena da tempestade que é acalmada por Jesus. A barca com os discípulos representa a Igreja, a Comunidade cristã atravessando o mar revolto da vida.
A outra margem é a nossa vocação, a nossa missão na terra, é o Reino de Deus, que somos chamados a construir. Um mundo de mais justiça, fraternidade, verdade, união com Deus e vida plena para todos..
Haverá tempestades na travessia. Seria muito mais seguro ficarmos parados na praia, pois não teríamos de enfrentar as tempestades. Mas o mundo não se beneficiaria dos dons que Deus colocou em nós, e estaria ainda mais distante do projeto do Reino de Deus. A travessia é difícil, mas quando chegarmos do lado de lá, veremos que Deus nos ajudou e compensou o sacrifício. Afinal, Jesus está na barca.
Quem dorme não tem condições de ajudar ninguém. Deus não dorme, mas, apesar de ver tudo e guardar na memória, ele age como se estivesse dormindo, isto é, não interfere, devido ao seu respeito à nossa liberdade. Ele não age, se não o chamarmos através da oração, abrindo a porta do nosso coração para ele entrar.
Deus não interveio nem quando fizeram o maior pecado da história, que foi matar o seu Filho. Hoje as maldades são também grandes: aborto, guerras injustas, tráfico de pessoas e de drogas, a destruição da natureza...
Mas vê tudo o que se passa, e um dia vai cobrar de nós, vai perguntar de que lado estávamos diante dos pecados sociais.
"Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?" Os discípulos deviam ter acordado Jesus antes, e sem ficar apavorados, pois Deus estava com eles. Foi isso que Jesus repreendeu.
"Quem fechou o mar?Quem dominou a natureza e tudo o mais?" (Jó 38,8-11). Deus é poderoso, qualquer problema é "fichinha" para ele. Com ele dentro da barca estamos seguros e podemos entrar em qualquer tempestade.
Depois que os discípulos perceberam que todos os seus esforços estavam sendo em vão, aí que recorreram a Jesus. Quantas vezes acontece isso conosco. Deus está ao nosso lado, e não o procuramos, preferindo lutar sozinhos para vencer. "Orai sempre e nunca cesseis de o fazer", disse Jesus. O cristão reza o dia inteiro. São jaculatória ou pequenas orações que ele ou ela faz, quando aparecem as tentações. As tentações começam na nossa cabeça, no nosso pensamento, e aí a enfrentamos logo com a oração.
Nós, como os discípulos, ainda não conhecemos bem a Deus, nem sabemos andar na presença dele. Por isso que Jesus proibia as pessoas de divulgarem seus milagres, que mostravam claramente a sua divindade. Ele queria que os discípulos primeiro aprendessem a viver com Deus, para depois saberem que ele é Deus.
Os Evangelhos sempre narram que, após um milagre, os discípulos ficavam com medo. Imagine se todo mundo ficasse sabendo! Ninguém se aproximaria de Jesus.
Deus é o Senhor de tudo, até do mar. Mas é principalmente Pai, e quer seus filhos e filhas bem pertinho de si.
Há muitos modos de vivermos no mundo: 1) Ficar na margem. 2) Ajudar a criar mais tempestades. 3) Entrar em outros barquinhos por aí, que não levam à outra margem. 4) Ficar lutando sozinho contra as ondas, sem buscar Jesus e a Comunidade. 5) Fazer o que fizeram os Apóstolos, isto é, indo atrás de Jesus, que agiu e fez uma grande calmaria.
Certa vez, uma família distinta convidou uma noviça para jantar com eles num restaurante de luxo. A madre superiora deixou, e a jovem foi. Mas na hora da refeição, a noviça ficou tão chocada com a cena que viu, que perdeu o apetite: do lado de fora do restaurante, havia várias crianças sujas, maltrapilhas e certamente famintas olhando pela janela. Já a família, que estava acostumada com aquilo, não se chocou; nem os demais comensais e os garçons.
O noviciado é uma escola para se construir o mundo da outra margem, isto é, o Reino de Deus levado a sério. E a tempestade surge justamente quando começamos a dar passos na construção deste mundo novo, rompendo com o mundo velho do pecado e da injustiça. Neste caso, a tempestade já começou dentro da noviça, e essa tempestade só se acalmará quando ela, junto com a Comunidade cristã, começar a colocar em prática as suas convicções, nascidas do Evangelho.
Maria Santíssima foi a mulher de fé, que venceu todos as tempestades e cumpriu de forma brilhante a sua vocação. Santa Maria, rogai por nós!
Levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.
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Levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.
Os discípulos se sentem apavorados ante a magnitude das ondas. Esta imagem representa a pequena comunidade cristã depois da morte de Jesus. Antes, quando estavam na margem segura junto do Mestre, sentiam-se capazes de vencer o mundo; agora, em meio a tantas adversidades da história, enquanto o Mestre dorme no fundo da barca, todos se aterrorizam e clamam por ajuda. Jesus acalma o temor e exige uma resposta de fé.

Esta imagem da barca abatida pelas ondas pode ser aplicada às comunidades cristãs. Em certos momentos da história se sentem poderosas, capazes de mudar o destino; contudo, ante a vastidão e a complexidade da história, a comunidade eclesial sobrevive mais pela graça de Deus do que pela pericia dos tripulantes.

A única tabua de salvação à qual a comunidade pode recorrer é a experiência do Ressuscitado, que exige a resposta de fé e fidelidade. A tripulação deve sobrepor-se, navegar até a outra margem e não ceder à tentação do pânico de querer retroceder.
Missionários Claretianos
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Confiar em Deus-  Helena Serpa

                                    No final da tarde, depois de ter ensinado muitas coisas e de ter curado muitas pessoas Jesus se dirige aos seus discípulos e os convoca a passarem para o outro lado do mar da Galiléia. Não é apenas um convite, mas uma ordem: "passemos"! Jesus não mandou que os discípulos fossem sozinhos, mas se dispôs a ir junto com eles. Os apóstolos ainda não sabiam o que iriam encontrar e enfrentar, no entanto, "despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca", diz a Palavra. Os apóstolos deviam estar apreensivos, porém, a fé em Jesus era maior do que as suas dúvidas e apreensões. Não foram eles que entraram na barca de Jesus, mas foi Jesus quem entrou na barca deles, para fazer-lhes companhia durante a travessia.
                              Colocando isto na nossa realidade nós podemos imaginar que cada um de nós já pode ter convivido com Jesus, meditando na Sua Palavra, em momentos de oração, já recebemos instruções e já presenciamos os Seus milagres na nossa vida. No entanto, "ao cair da tarde", isto é, no momento em que estamos Ele nos chama para ir mais além, para outro lado, quem sabe para alguma mudança de atitude, de mentalidade. Jesus também nos chama para a outra margem, isto é, para um lugar mais próximo Dele, longe do mundo e das suas concepções.
                         Ele nos chama para a santidade, mas não fica de fora, entra na nossa barca, na nossa vida e vem nos ajudar na viagem. Porém este chamado é pessoal! Jesus chama a cada um de nós em particular, pra levá-lo na nossa barca para um lugar que só Ele sabe aonde é e o que tem lá e para que. A nossa parte é apenas acolhe-Lo do jeito que Ele está e não querer dar nenhuma sugestão, apenas confiar de que Ele nos levará a algo "maravilhoso". Se Ele nos chama é porque Ele quer nos formar em algo que ainda não vivemos e que é "novo", outra maneira de agir, outra percepção das coisas, outra conscientização.
                       Todavia, podemos ter a certeza de que Jesus está conosco na Barca. Como os discípulos, nós precisamos ter consciência de que mesmo que Jesus esteja na nossa barca, nós também enfrentaremos as tempestades, oriundas da nossa própria limitação e incapacidade. Quando entramos na barca com Jesus nós assumimos compromisso com o amor, com o serviço, e as dificuldades vêm balançar a nossa vida. Por isso, nós também começamos a temer, porque nos achamos entregues à sorte. Dizemos também como aqueles: "Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?" Quantas crises nós também, como Igreja, povo de Deus, como família e como comunidade experimentamos pela nossa falta de fé? Ainda que a barca de Jesus balance ao sabor dos ventos contrários, nós, que confiamos no poder do Espírito Santo, não poderemos nos atemorizar.
                            Jesus Cristo tem poder para ordenar ao vento que estremece o mar o da nossa existência: "Silêncio! Cala-te!" Eis que tudo fica calmo quando nós confiamos em Jesus: os nossos medos se tornam fumaça e nós conseguimos atravessar as tempestades, certos de que Jesus não está dormindo, ele apenas espera a manifestação da nossa fé!" Reflitamos: – Você já deixou que Jesus subisse na sua barca? – Você tem deixado que Ele o  leve para a outra margem? – Como você tem atravessado as tempestades da sua vida? – O que lhe dá medo? – Você já apelou para Jesus ou tenta vencer a tempestade sozinho ?

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Jesus acalmou a tempestade– Diac. José da Cruz



  "Na Hora das tempestades uma surpresa: não estamos sozinhos..."

Na minha infância, nunca tive um quarto só para mim e dormia no quarto dos meus pais, minhas irmãs tinham um quarto para elas, meu irmão já saudoso, dormia na sala, e eu o Caçula Felizardo dormia no quarto dos pais. Confesso que tinha medo de escuro e depois que todas as luzes de apagavam me vinha um grande temor mas o pensamento de que meus pais estavam ali ao meu lado, ainda que estivessem dormindo, me dava uma grande tranquilidade.
Os discípulos não tiveram essa tranquilidade, Jesus estava ali, porém dormia, mas sua presença deveria ser suficiente para que os discípulos não entrassem em pânico. Aqui é bom recordar que o evangelho retrata a experiência de uma comunidade, um modo de dizer como é que eles viviam a Fé no Ressuscitado. Não se trata de uma reportagem sensacionalista de um dia de pânico para um grupo de pescadores....primeiro, porque eles não tinham medo de tempestade pois estavam acostumados àquela vida, segundo, muito estranho que Jesus consiga recostar a cabeça em um travesseiro e dormir tranquilamente em um barquinho que não era nenhum Transatlântico, em meio a um temporal e ventania....
O ápice do relato do evangelho está no final, quando os discípulos cheios de medo e admiração diziam entre eles "Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem". Que vento e que mar se refere o texto? Exatamente as contrariedades, os aborrecimentos, os desencontros e incompreensões, as perseguições, enfim., tudo quanto parece querer afundar o tênue barquinho da nossa Igreja, a Força de Jesus nela presente, impõe seu domínio sobre os ventos contrários.
Não devemos querer fazer da nossa Igreja um poderoso Titanic, ela sempre será um frágil barquinho, castigada de todos os lados pelo vento implacável das contrariedades, é este o método de Deus, a vitória vem sempre de "virada", o nosso barquinho superará todos os "Titaniques"  que velejam no mar dessas Vida, só ele e quem nele estiver, irá cruzar a linha de chegada ancorando no Porto Seguro da Vida Eterna, aonde, pela vontade Divina, todo ser humano deverá chegar......
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Jesus faz o vento parar.

No evangelho de hoje Jesus dá mais uma demonstração do seu poder divino, acalmando a tempestade, que deixou seus amigos, os discípulos apavorados.
Ele apenas levantou o braço em direção ao vento e o mar virou uma piscina. Tudo voltou ao que era antes, tudo se acalmou.
Como eu gostaria de ter esse poder, de fazer o mesmo principalmente nesses dias em as tempestades elétricas estão acontecendo diariamente, causadas pelo aquecimento global devido ao Efeito Estufa, que superaquece as águas dos oceanos, ocasionando por sua vez, forte evaporação, e consequentemente fortes chuvas.
Estas chuvas alagam áreas imensas destruindo casas, desabrigando pessoas, e causando muitos outros males ou estragos, como a destruição dos móveis dos irmãos de baixa renda que moram em áreas de risco.
As enchentes causadas pelo Efeito Estufa já mataram muitas pessoas, mais todas pobres. Até agora as inundações ainda não atingiram os abrigos dos ricos.
Caríssimos. Vamos rezar diariamente para que Deus ilumine os donos do mundo para que eles encontrem uma solução inteligente para a redução dos poluentes lançados na atmosfera, enquanto é tempo. Porque no ritmo que está indo, logo o destino da humanidade corre sérios perigos não só para os pobres mais também para os ricos!
Livrai-nos ó Pai de todos os males. Piedade dos nossos irmãos desabrigados, daqueles que tiveram seus pertences destruídos pelas chuvas. Daqueles que perderam seus carros. Piedade das almas de todos aqueles que morreram soterrados, afogados ou pelas descargas elétricas. Pedimos pelos dirigentes mundiais para que encontrem uma solução urgente para esse gigantesco problema que afeta a todos os habitantes do Planeta. Amém.
Sal.

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HOMENS FRACOS NA FÉ!


A cena da tempestade acalmada retrata a vida do discípulo às voltas com as dificuldades e os desafios que sua opção comporta. Engana-se quem imagina poder seguir o Mestre Jesus na mais perfeita tranqüilidade, sem correr o risco de enfrentar perseguições e contrariedades. Nestas horas, é preciso recordar-se que ele está presente, sempre pronto a impedir que seus discípulos venham a sucumbir.
Uma leitura simbólica do texto bíblico permite-nos tirar uma lição: entrar na barca com o Mestre, corresponde a "embarcar" na vida dele.
A barca simboliza a Igreja, comunidade dos que aderiram a Jesus, dispostos a partilhar sua missão e seu destino. A tempestade aponta para as grandes crises a que a Igreja é submetida, ao longo de sua existência, de forma a provar a autenticidade da fé dos discípulos. O grito desesperado dos discípulos assemelha-se à súplica constante da Igreja, carente de proteção: "Senhor, tem piedade de nós!" A bonança do mar aponta para a paz que só ele pode dar à sua Igreja. Uma paz, porém, não isenta de toda sorte de provações, pois, seguir Jesus é escolher um caminho arriscado e tormentoso.
Sem uma fé sólida, o discípulo não tem como perseverar no seguimento do Mestre. E sentir-se-á como se estivesse sempre a ponto de perecer. Só na fé encontrará força para continuar.

Prece
Espírito que robustece a fé, dá-me uma fé firme, que não deixe temer as provações que a condição de discípulo comporta.
Pe. Jaldemir Vitório


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