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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

1º DOMINGO ADVENTO

1º DOMINGO ADVENTO
29 de Novembro de 2015-Ano C


Evangelho - Lc 21, 25-28.34-36



No domingo passado enceramos o ano litúrgico. E neste domingo iniciamos outro ano, nesse dia que é o primeiro domingo do Advento. Portanto, hoje se inicia o tempo de espera. O tempo de expectativa  por Aquele que há de vir, e para esse dia precisamos estar preparados.  Continue lendo

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“LEVANTAI-VOS ERGUEI A CABEÇA, PORQUE A VOSSA LIBERTAÇÃO ESTÁ PRÓXIMA.”- Olívia Coutinho

1º DOMINGO DO  ADVENTO

Dia 29 de  Novembro de 2015

Evangelho de Lc 21,25-28. 34-36

Iniciamos hoje o tempo do advento! Um tempo de profunda espiritualidade  que deve ser marcado pelo o nosso  desejo de conversão, algo fundamental para quem deseja fazer do seu coração uma manjedoura para acolher Jesus! Sem um retorno de todo o nosso ser à Jesus, não tem como vivermos  a alegria de  sua vinda!
O tempo do advento não se limita na preparação para o Santo Natal, mas também nos insere em toda a história da salvação, levando-nos a  reviver a mesma esperança  da vinda do Messias,  vivida pelo povo de Deus no início de toda história,   porém, com uma diferença: este tempo, vem nos lembrar  que o Messias tão esperado por aquele povo,  já veio,  já está entre nós!
O advento é um tempo propício para  nos reconciliarmos com Deus reconciliando com o nosso irmão,  afim de que possamos viver as alegrias do Santo Natal com o coração limpo! Neste tempo de espera, de nascimento e renascimento, o nosso coração se rejubila torna maleável aberto para acolher Jesus que vem reacender em nossos corações, a chama da esperança! Esperança que transcende as nossas necessidades materiais, que inclui uma visão de mundo, onde ainda é possível haver justiça, paz e amor, valores que mantém o equilíbrio da vida, sustentado pela relação entre o humano e o Divino!
 Ao nos preparar para o  Natal, estamos também nos preparando para a segunda vinda de Jesus, que pode acontecer a qualquer momento. Quem  faz da sua vida, um eterno Natal, está sempre preparado para o encontro com Jesus na sua segunda vinda!
O evangelho que a liturgia deste  domingo nos apresenta, pode nos parecer confuso, de difícil entendimento, mas o propósito do escritor sagrado, não é nos confundir e sim,  alimentar a nossa confiança no poder de Deus!
O texto chega até a nós, numa  linguagem apocalíptica, isto é, um vocabulário  simbólico,  exagerado nas imagens, destacando os fenômenos da natureza para  nos dizer que mesmo em meio a destruição, o amor prevalece, pois o amor sobrevive a tudo!
O gênero literário apocalíptico é uma forma misteriosa de falar a um povo sobre as realidades difíceis do tempo presente e não do que está por vir. “É uma linguagem simbólica que tem como propósito, animar as comunidades cristãs para a denúncia profética e a resistência a tudo aquilo que se  opõe ao projeto de Deus.”
É a força do testemunho das comunidades cristãs, que faz cair por terra as máscaras dos inimigos do projeto de Deus!
O texto não tem a  finalidade de nos alarmar sobre o final do mundo, e sim, de nos  convidar a levantar a cabeça e a  ficar de pé, mesmo em meio as tribulações, pois a nossa libertação está próxima, ou melhor, está em curso, pois Jesus, ao vencer a morte, já  nos resgatou do cativeiro, renovando assim, a aliança de amor que fora quebrada pelo pecado!
Se aprofundarmos um pouco mais  no texto, vamos perceber que  a sua mensagem principal  é de esperança! A nossa esperança deve  nascer do fato de que a vitória  do projeto de Deus está garantida, foi  concretizada através  de Jesus!  Porém, a certeza desta vitória, não pode  dispensar a nossa atitude de vigilância, que deve ser constante, pois não podemos correr o risco de sermos pegos de surpresa em atitudes contrárias a vontade de Deus, o que seria a nossa condenação.
 O desafio de quem busca a eternidade, é nunca desanimar e não se isolar. É  vivendo em comunidade, é partilhando a vida, buscando a conversão, que  encontraremos força e motivação  para enfrentar e superar toda e qualquer dificuldade!
O advento vem nos trazer a confiança de que  novos horizontes são possíveis de  serem atingidos quando  caminhamos na certeza de que Jesus  nasce e renasce a todo instante em nossos corações, Ele nasce,  a cada vez que o enxergamos na pessoa do nosso irmão!
O fim do homem, não é a destruição do mundo e sim, a destruição de si mesmo, ou seja a sua ruína, que é fruto das suas  escolhas erradas!
Que neste tempo de preparação para o Santo Natal,  o nosso coração esteja inundado do amor que liberta, que nos torna flexíveis, dóceis a ponto de nos transformar em sinal de vida, onde predomina os  sinais de morte!
Deixemo-nos tocar e nos envolver pelo advento do Senhor, redescobrindo a alegria, o sentido da fé e do viver segundo a vontade de Deus! 

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olivia Coutinho
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“A vós, meu Deus, elevo a minha alma. Confio em vós, que eu não seja envergonhado!” Com a eucaristia deste hoje estamos iniciando um novo Ano Litúrgico e também o tempo do Advento, que nos prepara para o Natal do Senhor. Durante este novo ano, aos domingos, escutaremos sempre trechos do Evangelho segundo Lucas. E nesta primeira Missa deste novo tempo, a Igreja, no missal, coloca as palavras do salmo 24, que foram lidas há pouco: “A vós, meu Deus, elevo a minha alma”... A Igreja ergue os olhos, o coração, a alma para o Senhor, reconhecendo-se pobre, pequena e necessitada. “Confio em vós, que eu não seja envergonhado!” Estas palavras, exprimem qual deva ser nossa atitude neste santo Advento: atitude de quem se reconhece necessitado de um Salvador; de quem se sabe pequeno e incapaz de caminhar sozinho! A humanidade, sozinha, não chega à plenitude, não encontra a felicidade: precisamos que Deus venha e nos estenda a mão, que ele nos eleve e nos salve!
O Advento nos prepara para o Natal e nos faz pensar que um dia o Senhor virá em sua glória para levar à plenitude sua obra de salvação. É um tempo de vigilância, de súplica, de alegre esperança no Senhor que vem: veio em Belém, vem no mistério celebrado no Natal, virá no final dos tempos e vem a cada dia, nos grandes e pequenos momentos, nos sorrisos e nas lágrimas. A liturgia nos ajuda a viver bem este tempo com símbolos próprios desta época: a cor roxa, que significa sobriedade e vigilância; o “Glória”, que não será rezado na Missa, para recordar que estamos nos preparando para cantá-lo a plenos pulmões no Natal; a ornamentação sóbria da igreja; a coroa do Advento, que abençoamos no início desta celebração; as leituras e cânticos tão comoventes, sempre pedindo a graça da Vinda do Senhor; a memória dos personagens que nos ensinam a esperar o Messias: Isaías, João Batista, Isabel e Zacarias, José e, sobretudo, a Virgem Maria.
Neste tempo, cuidemos de meditar mais na Palavra de Deus, tanto nas leituras da Missa diária quanto no livro do profeta Isaías. Procuremos também o sacramento da confissão. Abramos nosso coração Àquele que vem!
No Evangelho deste domingo, o Senhor nos recorda a necessidade da vigilância: “Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse Dia não caia de repente sobre vós; pois esse Dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes da terra. Portanto, ficai atentos!” Aquele cuja vinda celebraremos no Natal, cuja vinda esperamos no final dos tempos, vem a nós constantemente! Somente numa atitude de oração e vigilância, de sobriedade e de expectativa amorosa, é que poderemos reconhecê-lo e acolhê-lo. É nossa atitude agora que determinará nossa sorte quando ele vier no final dos tempos. Com uma linguagem impressionante e simbólica, Jesus quer nos dizer hoje que sua manifestação final vai co-envolver todas as coisas: a criação toda, a história humana toda e cada um de nós. Nada nem ninguém escapará do Dia do Cristo; tudo será passado a limpo pelo Filho do Homem glorioso: “Verão o Filho do Homem vindo numa nuvem com grande poder e glória”. Esta vinda será discriminatória, pois discriminará bons e maus: será manifestação da salvação para quem o acolheu... e será perdição para quem o rejeitou! Daí, a advertência séria, o apelo quase que dramático que Jesus nos faz: “Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai a cabeça, porque a vossa libertação se aproxima”; ficai atentos para terdes força de escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes dep é diante do Filho do Homem!” Os sinais que o Senhor nos dá, acontecem sempre, em cada geração, como um convite insistente à vigilância.
É preciso que compreendamos que este dia final que o Senhor nos prepara – Dia da sua Vinda, da sua Manifestação, da sua Aparição – será Dia de salvação: “Eis que virão dias em que farei cumprir as promessas de bens futuros... Naqueles dias, farei brotar de Davi a semente de justiça... e Judá será salvo e Jerusalém terá uma população confiante”. Deus nunca pensou o mal para nós! Mas é necessário que nos abramos para o Bem que o Senhor nos prepara; este Bem é Aquele que veio em Belém, que nos vem em cada Eucaristia e que nos virá no final de tudo: “este é o nome com que será chamado: Senhor-nossa-justiça”. Este Bem é Jesus-Salvador! Por isso mesmo, na segunda leitura desta Missa, o Apóstolo nos convida a buscar a santidade aos olhos de Deus, nosso Pai, preparando-nos para “o Dia da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos” e nos pede insistentemente que façamos “progressos ainda maiores”.
Tomemos consciência de que nosso caminho neste mundo passa, é apenas um caminho! Por que temos tanto medo de recordar que aqui estamos de passagem e que somente lá permaneceremos para sempre? Pois bem: vivamos bem nosso Advento, vivamos bem os dias de nossa vida, à luz do Dia do Cristo que vem! Que caminhemos com os pés bem firmes neste mundo e os olhos voltados para o alto. Que nossos sentimentos sejam os do salmo da Missa de hoje: “Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação!” Que nós, “acorrendo com nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos” no Dia da sua Vinda! Vem, Senhor Jesus!


Segunda Homilia
Estamos começando hoje um novo Ano Litúrgico; é o princípio de mais um ciclo de tempo sagrado para celebrar na liturgia o santo mistério do Deus que nos salvou em Cristo Jesus. Celebramos o mistério de Cristo na sagrada liturgia e, com ela, enchemos nossa vida do bom odor de Cristo e do gosto das coisas do céu! Pois bem, irmãos no Senhor, cuidemos de viver piedosamente este novo ano que ora começa!
E o primeiro mistério que se celebra no arco do ano da Igreja é, precisamente, o tempo do Advento, que faz memória da longa espera do povo de Israel e de toda a humanidade. Espera? Que espera? Pensemos, caros no Senhor, pensemos no coração humano, recordemos a história humana e veremos que toda a nossa existência é uma saudade, uma espera, uma ânsia. O homem é cativo da esperança! Espera a paz, espera a felicidade, espera a plenitude, espera a vida, espera vencer a morte! Os pagãos, sem saber bem o que esperavam, ainda assim, esperavam... Esperavam e esperam! Por sua vez, os judeus, o povo da antiga aliança, esperava sabendo o que esperava... Sabia porque Deus prometera um Messias, um Salvador. Com esse bendito Enviado de Deus, toda graça e toda bênção seriam dadas a Israel e a toda a humanidade. Nos dias do Messias, o Senhor iria derramar seu Espírito sobre toda carne e Israel seria salvo e a humanidade descansaria em paz... Pois bem, o tempo do Advento celebra essa espera e coloca diante dos nossos olhos as promessas que Deus fez ao seu povo e a toda a humanidade. Exatamente porque é tempo de espera, a cor deste período é o roxo, de quem vigia e aguarda; por isso também a ornamentação simples da Igreja... É tempo de esperar, como o vigia espera pela aurora, como a amada espera pelo amado, como a flor espera pelo orvalho...
Mas, essa celebração da espera, própria do Advento não é um faz-de-conta! Nada disso! Esta espera nos faz recordar que Aquele que veio para nós em Belém, nascido de Maria a Virgem, virá como Juiz e Senhor nos final dos tempos. Diz o Catecismo da Igreja: “Jesus Cristo é o Senhor: possui todo poder no céu e na terra. Esta acima de toda autoridade, poder, potentado e soberania, pois o Pai tudo submeteu a seus pés. Cristo é o Senhor do cosmo e da história. Nele, a história do homem e mesmo toda criação encontram sua recapitulação, sua consumação transcendente” (n. 668). Portanto, caríssimos, é preciso que nos preparemos para ele por uma vida de vigilância e santidade! Por isso mesmo, as duas primeiras semanas do Advento nos fazem pensar na segunda vinda do Cristo, quando ele aparecerá em glória, cumprido tudo quanto Deus nos prometera e levando à consumação a sua obra. Disso nos falam as leituras deste Domingo.
Pela boca do profeta Jeremias, Deus prometia à Casa de Israel – e tal promessa é válida para nós, novo Israel: “Eis que virão dias em que farei cumprir a promessa de bens futuros para a casa de Israel! Naqueles dias, naquele tempo, farei brotar de Davi a semente da justiça; Judá será salvo e Jerusalém terá uma população confiante. Este é o nome que servirá para designá-la: ‘O Senhor é a nossa justiça’!” Esta promessas, irmãos, não diz respeito somente ao passado, à primeira vinda do Cristo, descendente de Davi; diz respeito ao nosso futuro, àquilo que Deus nos prepara. E o que nos prepara? A manifestação gloriosa e salvífica do seu Filho Jesus Cristo! Aquele que veio na humildade de nossa carne em Belém, manifestar-se-á na plenitude da glória, no tempo que somente o Pai conhece, e tudo e todos serão nele examinados, nele tudo será julgado e nele encontrará o destino definitivo, de salvação ou perdição eterna: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas... Os homens vão desmaiar de tanto medo, só de pensar no que vai acontecer ao mundo. Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória”. O que nossa fé nos ensina, caríssimos, é que tudo caminha para o Cristo: a criação, a história, a nossa vida... Daí a nossa responsabilidade em viver com sabedoria os dias de nossa peregrinação neste mundo: “Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós!” A tentação é grande, irmãos! Mais que nunca somos solicitados pelo mundo a viver no consumismo, no excesso de distrações, de futilidades, de uma vida dispersa e superficial. Querem nos fazer esquecer que aqui estamos de passagem, que nossa plenitude se encontra somente em Cristo nosso Deus e que haveremos, um dia de comparecer ante o tribunal do Senhor Jesus! Vigiemos, pois! Cuidemos de estar atentos ao Senhor, “pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes da terra!” A grande questão que a palavra do Senhor hoje nos coloca é se queremos viver na futilidade de uma vida que parece não ter rumo nem plenitude final ou se, ao invés, compreendemos a nossa existência como um caminho que tem uma meta, um sentido, uma plenitude, que se encontra em Cristo nosso Senhor! Ora, se, de fato, levarmos a sério que um dia daremos contas ao Senhor da nossa vida, se levarmos a sério de verdade que Cristo é o sentido último de nossa existência, então, é preciso não brincar com o conselho do apóstolo na segunda leitura desta liturgia: “Que o Senhor confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Nosso Senhor Jesus com todos os seus santos. Aprendestes de nós como deveis viver. Fazei progressos ainda maiores!”  É assim, caríssimos, que poderemos, no dia final, levantar-nos e erguer a cabeça para a salvação que se aproxima. É assim, na oração, na vigilância, na prática da virtude, numa vida levada a sério, que poderemos compreender a exortação de Jesus: “Ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”.
Quando o Senhor nos fala dessas coisas não é para amedrontar ou nos fazer terrorismo! Nada disso! O objetivo do nosso Deus é nos recordar com toda a seriedade a respeito da responsabilidade que temos em viver com sabedoria a única existência que nos foi dada; assim estaremos prontos para o encontro com o Senhor quando ele vier! Vigiemos, oremos, sejamos amigos de Cristo, sejamos fiéis filhos de nossa santa mãe católica, vivamos em paz, valorizando os dias de nossa vida, e a Vinda do Senhor será para nós salvação e alegria. Com estes santos pensamentos, vivamos este belíssimo tempo do Advento que hoje começa, na doce esperança do Cristo nosso Deus. A ele a glória pelos séculos, Amém.
dom Henrique Soares da Costa

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Tudo começa de novo
Ó Deus todo poderoso, concedei a vossos fieis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos.
(coleta  do  1º domingo do advento).
Anuncia-se, no mistério da sagrada liturgia, a próxima chegada do desejado das colinas eternas, desse que é primogênito de todas as criaturas que vem inaugurar um tempo novo,  tempo de concórdia e de paz, tempo em que os animais domésticos conviverão com as feras das  selvas, tempo em que a criança de peito colocará  a  mão  a toca da cobra e não sofrerá nada.  Estamos começando a viver o tempo do advento  que nos leva ao  mistério do presépio do Menino das Palhas e nos faz refletir sobre as constantes visitas que Deus  faz à terra e àquela que fará no final da história de cada um de nós.  Revestimo-nos do roxo da penitência e  queremos ser companheiros de todos os pobres da terra e dos  magos do Oriente que vão buscar a casa do Menino.
A oração de abertura do primeiro domingo do advento coloca diante de nossos olhos o espírito desse tempo: aguçar  nosso desejo de possuir o reino celeste, a terra de Deus. Celebram bem o tempo do advento aqueles que cultivam a dimensão do desejo, não de um desejo qualquer, mas de um  ardente desejo que nada tem a ver com a repetição de ritos.  Só podem encontrar efetivamente aqueles que  querem  ser possuídos pelo Senhor. Os que se revestem do desejo  do Senhor acorrem ao Senhor com boas obras: justiça, coração contrito, generosidade, atenção aos mais abandonados.
Estrada, caminho para o presépio, caminho para a manifestação de Deus.  “Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação” (Salmo 24).
Ouvimos o discurso escatológico de Lucas.  Haverá  abalos na terra e no coração dos homens. No fim de tudo? Na segunda vinda do Senhor? Ou  em nosso interior, nós que aguardamos a vinda espiritual do Senhor em nossos corações? “Quando essas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça,  porque a vossa libertação está próxima”. A chegada de Deus na terra  nos traz libertação de nós mesmos, de nossos medos, de nossas dúvidas. Vale a pena viver. Os sobressaltos  passam porque com a vinda do Senhor chega nossa libertação. Será preciso prestar atenção, estar em estado de controle, de sensibilidade:  “Tomai cuidado para que os vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez  e das preocupações da vida e esse dia não caia de repente sobre vós (…) para ficardes de pé diante do Filho do Homem”.
Sim,  com o tempo do advento tudo começa de novo.
frei Almir Ribeiro Guimarães



Caminhar ao Encontro do Senhor que vem
Quando se aproxima uma visita esperada, a maioria das pessoas não dorme muito bem. Quando a visita é temida, as pessoas ficam inquietas. Quando é desejada, ficam agitadas… Porém, há uma diferença: a tensão do medo paralisa, a tensão do desejo desperta a criatividade. O evangelho de hoje alude às duas atitudes. Anuncia cataclismos cósmicos, que encherão os homens de medo (Lc. 21,26). Mas para os cristãos tudo isso significa: “Coragem: vossa salvação chegou!” (21,28). Por isso, o cristão vive à espera “daquele dia” num espírito de “sóbria ebriedade”, fazendo coisas que ninguém faria, mas sabendo muito bem por quê.
Ora, nós esperamos uma visita querida e ficaríamos muito penados se o visitante não nos encontrasse despertos para sua vontade, mas apenas ocupados com nossas próprias veleidades. Como a moça que espera seu namorado chegar não mais pensa em suas próprias coisas, mas está toda em função dele, assim nós já não vivemos para nós, mas para ele que por nós morreu e ressuscitou (para vir novamente até nós).
Paulo descreve maravilhosamente essa realidade na sua carta escatológica por excelência, a 1Ts. (2º leitura). Na ânsia pela vinda do Senhor, sempre podemos crescer mais, e é ele que nos deixa crescer, para que sua chegada seja preparada do modo mais perfeito possível.
A idéia do crescimento é muito valiosa em nossa vida cristã. É o remédio contra o desespero e contra a acomodação: contra o desespero de quem acha que sempre será inaceitável para Deus; e contra a acomodação dos que dizem: “Ninguém é perfeito: portanto …” Não somos perfeitos, mas nem por isso a perfeição deixa de ser nossa vocação. O caminho do cristão não consiste em uma perfeição alcançada e acabada, mas numa contínua conversão para a santidade de Deus, que é sempre maior do que nós. O importante é nunca ficarmos satisfeitos com o que fizemos e somos, mas cada dia de novo procurar voltar daquilo que foi errado e progredir naquilo que foi bom.
Assim, a idéia do dia definitivo não paralisa o cristão, mas o torna inventivo. Desinstala. Quem acha que já não precisa mudar mais nada em sua vida, não é bem cristão. Alguém pode achar que está praticando razoavelmente bem os deveres para com sua família, em termos de educação; para com seus empregados, em termos de salário; para com sua esposa, em termos de carinho e fidelidade; e até para com a Igreja, em termos de contribuição para suas necessidades financeiras; estando entretanto cego por aquilo que lhe é exigido para estruturar melhor a sociedade, para que a justiça seja promovida e não contrariada. Tal pessoa deve ainda crescer muito. E ai se não quiser! Um jovem, por outro lado, pode perguntar-se, com o salmista: “Como pode um jovem conservar puro seu caminho?” Cresça, que aprenderá sempre melhor em que consiste a verdadeira pureza. Só nunca se contente com um “padrão aceitável” para a “sociedade”.
Portanto, a liturgia de hoje nos ensina o dinamismo do crescimento cristão, com vistas ao reencontro definitivo com nosso Senhor. Desde o primeiro domingo, marca a existência cristã com este sentido.
O homem e a sociedade sempre podem ser renovados. A 1ª leitura nos lembra essa verdade fundamental. Jerusalém, no tempo pós-exílico, era não tanto o monte de Javé quanto um montão de problemas. Mas mesmo assim lhe é prometido um novo nome, sinal de uma realidade nova: “Deus nossa justiça” (Jr. 33, 16). Este texto confere, portanto, à expectativa cristã um toque comunitário. Assim podemos interpretar também a expressão da oração do dia, que pede para que alcancemos o reino celestial. Num reino, ninguém está só. Daí ser legítima a tradução do missal brasileiro: “a comunidade dos justos”. Um novo nome para Jerusalém, uma utopia válida para todos nós, eis o que nos impele ao encontro do Senhor que vem.
Johan Konings "Liturgia dominical"

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Inicia-se hoje mais um ano litúrgico com o tempo do Advento, que é a preparação para a vinda de Jesus.
No Evangelho, Jesus fala de sua volta no final dos tempos e chama a atenção para essa preparação. Ele deseja que toda a humanidade entenda que a esperança futura está na vida celeste e não na terrestre. Explica também que o abalo das forças cósmicas anunciará a chegada do fim e que, nesta ocasião, Ele (Jesus ressuscitado) virá para julgar com autoridade, e a verdade aparecerá mostrando que a sociedade prega a justiça, mas é injusta porque pratica vícios, persegue e mata os justos e inocentes. E o mundo, perturbado pelas guerras e desordens, deve ficar alerta para entender estes sinais como um aviso que, quando o homem se afasta de Deus ele se perde.
Os primeiros cristãos pensavam que a segunda vinda de Cristo iria acontecer em breve e, por isso, muitos deixavam de ter a determinação que caracterizava o início das comunidades cristãs, e passavam a levar uma vida mansa sem trabalhar, esperando o reencontro definitivo com Jesus. Porém, a idéia do encontro definitivo, não pode paralisar o cristão que precisa cumprir seus deveres com a família, com o trabalho, com a igreja e com a sociedade, tornando-a mais justa e fraterna.
Para Lucas, o senso crítico em relação à sociedade e os acontecimentos da história são as pessoas que vão descobrindo a presença de Deus que age na vida em favor de seus filhos.
A volta de Jesus, desperta o sentimento de espera ansiosa por uma visita. Se esta visita é temida, surge a inquietude e o medo que pode paralisar; porém, se for desejada, aflora uma agitação inquieta, que desperta o desejo de estar preparado para recebê-la.
Quando Jesus convoca para vigília e a oração, e Ele repete isso aos discípulos no dia de sua agonia no Jardim das Oliveiras, é para que ninguém sofra, mas que estejam alertas e unidos ao Pai na oração para crescerem no Amor de Deus e do próximo.
Jesus quer mostrar que deve estar presente no coração do cristão, a justiça e a santidade que Ele próprio veio ensinar, pois a força da comunidade só existe quando está atenta, vigilante e pratica a oração. E assegura que só ‘ficará de pé’ aquele que for considerado justo no dia do julgamento.
Pequeninos do Senhor
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Neste 1º domingo do tempo do Advento, a Palavra de Deus apresenta-nos uma primeira abordagem à “vinda” do Senhor.
Na primeira leitura, pela boca do profeta Jeremias, o Deus da aliança anuncia que é fiel às suas promessas e vai enviar ao seu Povo um “rebento” da família de David. A sua missão será concretizar esse mundo sonhado de justiça e de paz: fecundidade, bem-estar, vida em abundância, serão os frutos da ação do Messias.
O Evangelho apresenta-nos Jesus, o Messias filho de David, a anunciar a todos os que se sentem prisioneiros: “alegrai-vos, a vossa libertação está próxima. O mundo velho a que estais presos vai cair e, em seu lugar, vai nascer um mundo novo, onde conhecereis a liberdade e a vida em plenitude. Estai atentos, a fim de acolherdes o Filho do Homem que vos traz o projeto desse mundo novo”. É preciso, no entanto, reconhece-l’O, saber identificar os seus apelos e ter a coragem de construir, com Ele, a justiça e a paz.
A segunda leitura convida-nos a não nos instalarmos na mediocridade e no comodismo, mas a esperar numa atitude ativa a vinda do Senhor. É fundamental, nessa atitude, a vivência do amor: é ele o centro do nosso testemunho pessoal, comunitário, eclesial.
1ª leitura: Jr. 33,14-16 - Ambiente
Estamos no ano décimo do reinado de Sedecias (587 a.C.). O exército babilônio de Nabucodonosor cerca Jerusalém e Jeremias está detido no cárcere do palácio real, acusado de derrotismo e de traição (cf. Jr. 32,1). Parece o princípio do fim, a derrocada de todas as esperanças e seguranças do Povo. É neste contexto que o profeta, em nome de Jahwéh, vai proclamar a chegada de um tempo novo, no qual Deus vai “pensar as feridas” do seu povo e curá-las, proporcionar a Judá “abundância de paz e segurança” (Jr. 33,6). A mensagem é tanto mais surpreendente quanto o futuro imediato parece sem saída e o próprio Jeremias é acusado de profetizar a inutilidade de resistir aos exércitos caldeus, a destruição de Jerusalém e o exílio de Sedecias (cf. Jr. 32,3-5).
Mensagem
Nesse momento limite em que tudo parece comprometido, Jeremias anuncia a fidelidade de Jahwéh às promessas feitas a David (cf. 2Sm. 7): no futuro, Deus irá fazer surgir um descendente de David (“zemah zaddîq” – “rebento justo”), que assegurará a paz e a salvação a todo o povo. A palavra “zemah” (“rebento”) evoca a fecundidade e a vida em abundância (cf. Is. 4,2; Ez. 16,7). É o nome com que o profeta Zacarias designa o “Messias” (cf. Zc. 3,8; 6,12).
As palavras ligadas à área da “justiça” desempenham um papel fundamental neste anúncio de Jeremias. Diz-se que o descendente de David será “justo” e que a sua tarefa consistirá em assegurar a “justiça” e o “direito” (“mishpat” e “zedaqa”). A dupla “justiça/direito”, característica da linguagem profética, refere-se ao funcionamento reto da instituição responsável pela administração da justiça (tribunal) que possibilitará, por sua vez, uma correta ordem social (“zedaqa”), fundamento da paz e da prosperidade. Sedecias nem garantiu a “justiça”, nem assegurou a paz; por isso, a catástrofe está iminente… Mas o rei futuro anunciado pelo profeta, da descendência de David, será o “ungido” de Deus. Terá por missão restaurar a “justiça” e transmitir a abundância de vida e de salvação ao Povo de Deus. Por isso, chamar-se-á “o Senhor é a nossa justiça” (“Jahwéh zidqenû”): por ele, Deus garante ao seu Povo um futuro fecundo, de justiça, de bem-estar, de salvação.
Recordando as promessas de Deus, o profeta elimina a nostalgia de um passado mais ou menos distante, elimina o medo do presente e instaura o regime da esperança.
A atualização desta mensagem profética pode fazer-se de acordo com as seguintes coordenadas:
O ambiente em que estamos mergulhados potencia, tantas vezes, o medo, a frustração, o negativismo, a insegurança, o pessimismo… É possível acreditar no Deus da “justiça”, fiel à “aliança”, comprometido com os homens e continuar a olhar para o mundo nessa perspectiva negativa, como se Deus – o Deus da justiça e do amor – tivesse abandonado os homens e já não presidisse à nossa história?
De acordo com o Novo Testamento, esta “justiça” é comunicada pelo “Messias” a todos os membros do povo eleito (cf. Rom. 1,17; 1 Cor. 1,30; 2 Cor. 5,21; Flp. 3,9). Sentimo-nos, verdadeiramente, membros do povo messiânico, construtores desse mundo de justiça, de paz, de felicidade para todos? Qual é a atitude que define o nosso empenho: o compromisso sério com a justiça e a paz, ou o comodismo de quem prefere demitir-se das suas responsabilidades e passar ao lado da vida?

2ª leitura: 1Ts. 3,12–4,2 - Ambiente
A comunidade cristã de Tessalônica foi fundada por Paulo, Silvano e Timóteo durante a segunda viagem missionária de Paulo, aí pelo ano 50 (cf. At. 17,1ss). Durante o pouco tempo que lá passou, Paulo desenvolveu uma intensa atividade missionária, de que resultou uma comunidade numerosa e entusiasta, constituída na sua maioria por pagãos convertidos (cf. 1Ts. 1,9-10). No entanto, a obra de Paulo foi brutalmente interrompida pela reação da colônia judaica… Paulo teve de fugir, deixando atrás de si uma comunidade em perigo, insuficientemente catequizada e quase desarmada num contexto de perseguição e provação. Preocupado, Paulo envia Timóteo a Tessalônica para saber notícias e encorajar na fé os tessalonicenses. Quando Timóteo regressa, encontra Paulo em Corinto e comunica-lhe notícias animadoras: a fé, a esperança e o amor dos tessalonicenses continuam bem vivos e até se aprofundaram com as provações (cf. 1Ts. 1,3; 3,6-8). Os tessalonicenses podem ser apontados como modelos aos cristãos das regiões vizinhas (cf. 1Ts. 1,7-8).
Mensagem
Apesar de tudo o que Deus já edificou no coração dos crentes de Tessalônica, a caminhada cristã destes  não está concluída. Há que “progredir sempre” (1Ts. 4,1), sobretudo no amor para com todos (1Ts. 3,12). Só nesta atitude de não conformação será possível esperar a “vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts. 3,13).
Atualização
A confrontação deste texto com a vida pode ter em conta os seguintes elementos:
A caminhada cristã nunca é um processo acabado, mas uma construção permanente, que recomeça em cada novo instante da vida. O cristão não é aquele que é perfeito; mas é aquele que, em cada dia, sente que há um caminho novo a fazer e não se conforma com o que já fez, nem se instala na mediocridade. É nesta atitude que somos chamados a viver este tempo de espera do Messias.
Uma dimensão fundamental da nossa experiência cristã é a caridade: só aprofundando-a cada vez mais podemos sentir-nos identificados com Aquele que partilhou a vida com todos nós, até à morte na cruz; só praticando-a, podemos fazer uma verdadeira experiência de Igreja e construir uma comunidade de irmãos; só vivendo-a, podemos ser, para os homens que partilham conosco esta vasta casa que é o mundo, o rosto do Deus que ama.

Evangelho: Lc. 21,25-28.34-36 - Ambiente
Estamos já nos últimos dias da vida terrena de Jesus, após a sua entrada triunfal em Jerusalém. Jesus está completando a catequese dos discípulos e, nesse contexto, anuncia-lhes tempos difíceis de perseguição e de martírio. Avisa-os, também, de que a própria cidade de Jerusalém será, proximamente, sitiada e destruída (cf. Lc. 21,20-24). Ora, é neste contexto e nesta sequência que aparece o texto do Evangelho de hoje.
Mensagem
O vetor fundamental à volta do qual se estrutura o Evangelho de hoje está na referência à vinda do Filho do Homem “com grande poder e glória” (Lc. 21,27) e no convite a cobrar ânimo e a levantar a cabeça porque “a libertação está próxima” (Lc. 21,28). A palavra “libertação” (“apolytrôsis” – “resgate de um cativo”) é uma palavra característica da teologia paulina (1Cor. 1,30; cf. Rm. 3,24; 8,23; Col. 1,14…), onde é usada para definir o resultado da ação redentora de Jesus em favor dos homens. O projeto de salvação/libertação da humanidade, concretizado nas palavras e nos gestos de Jesus, é apresentado como o “resgate” de uma humanidade prisioneira do egoísmo, do pecado, da morte. Trata-se, portanto, da libertação de tudo o que escraviza os homens e os impede de viver na dignidade de filhos de Deus.
A mensagem proposta aos discípulos é clara: espera-vos um caminho marcado pelo sofrimento, pela perseguição (cf. Lc. 21,12-19); no entanto, não vos deixeis afundar no desespero porque Jesus vem. Com a sua vinda gloriosa (de ontem, de hoje, de amanhã), cessará a escravidão insuportável que vos impede de conhecer a vida em plenitude e nascerá um mundo novo, de alegria e de felicidade plenas.
Os “sinais” catastróficos apresentados não são um quadro do “fim do mundo”; são imagens utilizadas pelos profetas para falar do “dia do Senhor”, isto é, o dia em que Jahwéh vai intervir na história para libertar definitivamente o seu Povo da escravidão, inaugurando uma era de vida, de fecundidade e de paz sem fim (cf. Is. 13,10; 34,4). O quadro destina-se, portanto, não a amedrontar, mas a abrir os corações à esperança: quando Jesus vier com a sua autoridade soberana, o mundo velho do egoísmo e da escravidão cairá e surgirá o dia novo da salvação/libertação sem fim.
Há, ainda, um convite à vigilância (cf. Lc. 21,34-36): é necessário manter uma atenção constante, a fim de que as preocupações terrenas e as cadeias escravizantes não impeçam os discípulos de reconhecer e de acolher o Senhor que vem.
Atualização
A reflexão acerca do Evangelho de hoje pode tocar, entre outros, os seguintes pontos:
A realidade da história humana está marcada pelas nossas limitações, pelo nosso egoísmo, pelo destruição do planeta, pela escravidão, pela guerra e pelo ódio, pela prepotência dos senhores do mundo… Quantos milhões de homens conhecem, dia a dia, um quadro de miséria e de sofrimento que os torna escravos, roubando-lhes a vida e a dignidade… A Palavra de Deus que hoje nos é servida abre a porta à esperança e grita a todos os que vivem na escravidão: “alegrai-vos, pois a vossa libertação está próxima. Com a vinda próxima de Jesus, o projeto de salvação/libertação de Deus vai tornar-se uma realidade viva; o mundo velho vai converter-se numa nova realidade, de vida e de felicidade para todos”.
No entanto, a salvação/libertação que há-de transformar as nossas existências não é uma realidade que deva ser esperada de braços cruzados. É preciso “estar atento” a essa salvação que nos é oferecida como dom, e aceitá-la. Jesus vem; mas é necessário reconhece-l’O nos sinais da história, no rosto dos irmãos, nos apelos dos que sofrem e que buscam a libertação. É preciso, também, ter a vontade e a liberdade de acolher o dom de Jesus, deixar que Ele nos transforme o coração e Se faça vida nos nossos gestos e palavras.
É preciso, ainda, ter presente, que este mundo novo – que está permanentemente a fazer-se e depende do nosso testemunho – nunca será um realidade plena nesta terra, mas sim uma realidade escatológica, cuja plenitude só acontecerá depois de Cristo, o Senhor, haver destruído definitivamente o mal que nos torna escravos.
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
















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