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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

SEGUNDO DOMINGO COMUM-C


SEGUNDO DOMINGO COMUM

17 de Janeiro

·      -CANÁ-José Salviano

Neste Evangelho, nós estranhamos o fato de Jesus chamar a sua mãe de mulher.  “Mulher, porque dizes isto a mim?” .   Jesus olhou a sua mãe naquele momento, como uma pessoa da comunidade, a qual faz parte da esposa.  (Deus é como o noivo, e o seu povo é como a noiva). E o amor do Noivo para com a noiva ou esposa deve ser fiel, intenso, e para sempre. -Leia mais.


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“FAZEI TUDO QUE ELE VOS DISSER”!- Olívia Coutinho


2º DO DOMINGO DO TEMPO  COMUM

Dia 17 de Janeiro de 2016

Evangelho Jo 2,1-11

Quase sempre, não temos paciência de esperar pelo tempo de Deus, na busca incessante do imediato, acabamos nos enveredando por caminhos incertos, nos embriagando com um vinho ruim que nos traz uma falsa alegria! E assim, vamos perdendo a oportunidade de experimentar o vinho  novo, o vinho da alegria, da aliança, do amor e da união entre todos! Jesus é  este vinho novo, quem bebe deste vinho, não  encontra sabor nos outros vinhos que nos são oferecidos por aí!
O evangelho que a liturgia deste domingo nos convida a refletir, narra um dos primeiros sinais realizado por Jesus, um sinal, que teve a significante participação da primeira pessoa a  beber do vinho novo: Maria!
Tudo acontece numa festa de casamento em Caná da Galileia, festa,  em que Jesus, sua Mãe e os discípulos estavam  presentes. 
 Certamente, Jesus e sua mãe, eram amigos íntimos da família, tão íntimos que Maria, sempre atenta aos detalhes,  percebe de imediato  a falta do vinho, um  indicativo de que os anfitriões daquela  festa eram pobres, do contrário não faltaria  vinho!
 A narrativa nos mostra um exemplo claro de solicitude maternal  de Maria, ela se  mostrou  sensível diante àquele fato que poderia tornar um escândalo para  aquela família!
Ao invés de levar o fato ao conhecimento do mestre - sala, Maria  vai direto a Jesus, ela sabia que Dele viria a solução!
Com esta atitude de Mãe que quer  proteger os seus filhos, Maria evita que os donos da festa passassem  por um vexame,  já, que, naquela época, o vinho  era considerado um símbolo da alegria, a bebida que não podia faltar numa festa!
O interessante, é que Maria não pede nada a Jesus, ela simplesmente apresenta a Ele, o fato: “Eles não tem mais vinho”! Com esta atitude, ela entrega o problema a Jesus na certeza  de que Ele agiria, de alguma forma, em favor dos donos da festa.
Foi uma plena afirmação da sua fé no poder do Filho, a sua confiança em Jesus era tão grande, que mesmo  antes de um parecer Dele, ela dirige aos serventes e diz: “Fazei tudo que Ele vos disser”. E o  milagre acontece: Jesus transforma a água em vinho!
O texto é rico em detalhes, sugestivo à reflexão porque envolve a missão de Jesus e a importante força de  interseção de Maria, que antecipa a hora de Jesus!
Maria não é simplesmente uma figura histórica e sim, um exemplo de Mulher atenta, atuante, solidária diante às necessidades do povo!  Como Mãe, ela é a nossa  intercessora  levando  a Jesus todas as nossas súplicas!
O homem foi criado para relacionar-se com Deus e esta relação amorosa  começou a partir do ventre sagrado de Maria, o ventre  que nos trouxe Jesus o único mediador entre o homem e Deus!
Somos eternos aprendizes de Maria, com ela  aprendemos a ser mais solidários,  a ter um olhar de misericórdia a  dar passos ao encontro de Jesus no encontro com os que sofrem!
Sigamos o exemplo de Maria, estando sempre atentos  às necessidades dos nossos irmãos, evitando que eles passem por dificuldades ainda maiores.

 FIQUE NA PAZ DE JESUS!- Olívia Coutinho
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Bodas em Caná

Caná, situada ao norte da Galiléia, cujo nome significa ‘adquirir’, era uma pequena cidade a pouca distância de Nazaré, onde vivia a Mãe de Jesus. Ali se realizava uma festa de casamento. Maria a Mãe de Jesus encontra-se presente, como também Jesus, que havia sido convidado para participar da festa com os seus primeiros discípulos.
Nessas ocasiões de festa era costume que as mulheres, amigas da família, se encarregassem de preparar tudo. Maria, que presta a sua ajuda, percebe o que se passa. Começou a festa e, por falta de previsão ou por um excesso de convidados, o vinho acabou. Ela sabe que Jesus é o Messias e acontece, então, um diálogo cheio de simplicidade entre a Mãe e o Filho, que o Evangelho relata. Ela não se dirige ao dono da festa, mas ao Seu Filho dizendo: “Eles não têm mais vinho”.
Mas quem são ‘eles’? Aqueles que transformaram a relação com Deus em um monte de regras, tornando-a fria e sem amor. Faltar vinho na festa significa que faltou amor no relacionamento deles com Deus, pois vinho simboliza o amor que havia sido substituído pela lei.
A expressão de Jesus ‘ainda não chegou minha hora’, quer dizer o momento da doação de Si mesmo na cruz, momento do seu Amor sem limites.
Mas, ela não se importa com a resposta e intercede pedindo aos funcionários que façam o que Ele ordenar, ou seja, a tarefa da nova humanidade é obedecer a Jesus e servir ao próximo. E o milagre acontece, a pedido de sua Mãe!
Os seis potes de pedra estavam vazios. Era a simbologia da falta de Amor na relação com Deus. Eles estão vazios e não têm mais nada para oferecer. O número seis representa os seis dias de trabalho da semana, em que povo está a serviço, além de representar também as festas judaicas do Evangelho de João que não são mais festas de vida para o povo e sim ocasião de privilégio para os governantes e dirigentes religiosos. Jesus pede que encham de água os potes, ou seja, encham de amor os dias de serviço. Encher os potes demanda esforço, pois eram muito grandes, e a água, que representa a frieza e o egoísmo humano, não se transforma dentro dos potes em vinho, símbolo da fortaleza e a caridade, mas sim, no momento em que é servido aos convidados. Não saber de onde vem o vinho é desconhecer a fonte do Amor.
A glória de Jesus é manifestada na abundância de vinho, revelando o grande Amor de Deus na Sua vida e na Sua ação. Ele não veio para dar um jeitinho e consertar a aliança dos homens com Deus, mas fazer uma nova aliança de Amor com o povo.
Esta passagem do Evangelho marca o início dos sete milagres de Jesus, pois, se revelando aos poucos como o Messias esperado, Ele apresenta seu Reino de Amor e conduz a humanidade ao encontro do Pai.

Pequeninos do Senhor
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A glória de Jesus
Com o milagre em Caná da Galiléia, Jesus começou a manifestar sua glória e a despertar a fé em seus discípulos.
Para evitarmos conclusões apressadas, é mister entender bem a relação entre milagre e glória. Esta, resultante do milagre, manifestou-se no serviço prestado, de forma escondida e gratuita, a um casal em dificuldades, em plena festa de casamento. Pela bondade de Jesus, os noivos livraram-se de uma humilhação pública. Assim acontecia com aqueles, em cujas bodas, vinha a faltar vinho.
No entanto, tudo aconteceu de maneira discreta. A mãe de Jesus deu-se conta da situação. Fez chegar ao conhecimento do Filho o constrangimento por que os noivos estariam prestes a passar. Após um diálogo misterioso com sua mãe, Jesus entra em ação, dando ordem aos empregados. Só estes ficarão sabendo da origem daquele vinho delicioso, servido, por último, aos convidados.
Não consta que alguém mais ficou sabendo ter sido Jesus o autor do milagre e o tenham prestado honra por uma tal façanha.
Não foi esta a glória resultante do milagre, que o Mestre esperava. Sua glória consistiu em mostrar-se sensível e serviçal em relação ao casal em apuros.
Oração
Espírito de solidariedade e de serviço, diante das necessidades de tantos irmãos e irmãs, move-me a servi-los com generosidade, sem buscar aplausos.
padre Jaldemir Vitório

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Os discípulos creram n'Ele
Iniciamos o Tempo Comum da liturgia da Igreja olhando firmemente para Jesus. É n’Ele que encontramos os caminhos de uma nova evangelização. Sendo continuadores da missão de Jesus, discípulos missionários, não podemos deixar de prestar atenção em seus gestos e em suas palavras. Onde Ele anda, o que Ele faz, o que diz, com quem anda, com quem conversa. Não queremos ser diferentes de Jesus, mas traduzimos para o nosso tempo seus gestos e suas palavras. Certamente aí está a nossa dificuldade: comunicar Jesus e sua eterna verdade aos homens e mulheres do nosso tempo.
No Evangelho de João, é numa festa de casamento, as bodas de Caná, que Jesus começa a aparecer e agir. A pedido de sua mãe, Ele inicia os seus sinais. O primeiro será a mudança da água em vinho. Maria, muito atenciosa e muito presente, se sensibiliza com o constrangimento dos noivos por causa da bebida que tinha acabado. Assim como o faraó disse ao povo que procurava pão: “Vão até José e façam o que ele mandar”, Maria também disse aos serventes: “Vão até Jesus e façam o que Ele disser”.
Na festa, Jesus se torna o José do Egito que salvou seus irmãos. Jesus é o Messias, fi lho de José, tanto José do Egito como São José. Na realidade, Ele é o Deus conosco salvador da humanidade. Maria intercede, Jesus faz. E foi assim que Ele manifestou a sua glória e seus discípulos creram n’Ele. Mais do que um milagre, Jesus fez um sinal indicando quem Ele é, acatando o pedido de sua mãe e situando os discípulos na festa do amor e da vida, a festa de casamento.
Quem pergunta vê que Ele está numa festa de casamento, onde se dá o jogo do amor e da vida, e é aí que os discípulos devem estar. Seu primeiro sinal, segundo São João, é feito entre pessoas que celebram um acontecimento humano marcante. Convidado, Jesus foi até eles e se introduziu em seu meio.
Os discípulos creram n’Ele, assim como nós. Estamos no Ano da Fé, que nos remete a Caná da Galileia e nos faz ver o sinal. Lá Jesus manifestou a sua glória, a glória que estava no Templo, na Arca da Aliança, que Ezequiel viu sair do Templo e ir até onde estava o povo na Babilônia. Esta glória se manifesta agora numa casa de família em Caná. Os discípulos estão aprendendo com Jesus a estar onde Ele está.
A partir de agora nossa terra já não se sente abandonada. Ela é a predileta do Senhor, a bem casada. O profeta Isaías fala de Sião, de Jerusalém, do povo de Israel como a alegria de Deus. Israel é o povo escolhido para o serviço da humanidade. Ele, a alegria de Deus, é chamado a fermentar todo o mundo para que o mundo inteiro seja a alegria de Deus. A missão de Israel se realiza e se completa em Jesus, Aquele que dá o vinho novo e melhor. Seus discípulos, com os inúmeros dons que receberam, trabalharão em vista do bem comum. Os dons e os carismas estão a serviço de todas as pessoas para que nelas se estabeleça a alegria do Senhor. Do alegre casamento regado a bom vinho saem os missionários da alegria. A Nova Evangelização não será jamais feita por missionários tristes, pessimistas e negativos. Não será feita por quem parte para acumular peso nas consciências. Será feita por gente cheia dos dons do Espírito Santo.
cônego Celso Pedro da Silva

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O princípio dos "sinais" de Jesus
O capítulo 62 do profeta Isaías faz parte do que se convencionou chamar, na exegese, trito-Isaías. Escrito no período pós-exílico, o texto apresenta a cidade como esposa, depositária de uma promessa de salvação.
O evangelho de João deste domingo está situado na parte do quarto evangelho denominada "livro dos sinais". O nosso relato é, no dizer do narrador, o "princípio" dos sinais (v. 11), o que nos leva a compreender que o sinal de Caná é um evento fundador. Trata-se de uma narração simbólica: ela torna presente algo diferente do que é imediatamente dito e que lhe serve de expressão. Aqui, o símbolo é mais importante que a materialidade dos fatos. O tema geral é o cumprimento por Jesus da promessa do Antigo Testamento de abundância de vinho nos tempos messiânicos (Gn. 49,10-11; Am. 9,13-14). Jesus e seus discípulos são convidados para uma festa de casamento. A mãe de Jesus também estava lá. Falar de festa de bodas é evocar não só a Aliança passada (Noé, Abraão, Moisés), mas a nova, em Jesus, de cuja plenitude todos receberam graça no lugar de graça (cf. Jo. 1,16). A festa humana das bodas serve na tradição bíblica de metáfora para a Aliança de Deus com o seu povo (Os. 2,18-21; Ez. 16,8; Is. 62,3-5). O vinho é dom de Deus para a alegria das pessoas, e sinal de prosperidade (Sl. 104[103],15; cf. Jz. 9,13; Eclo. 31,27-28; Zc. 10,7). É por essa razão que ele será abundante nas "bodas escatológicas" (Am. 9,13; Is. 25,6). Em Caná, o vinho oferecido por Jesus é superior ao vinho servido primeiro. Graças à ação de Jesus, a Aliança atinge a perfeição. Por trás das palavras da mãe de Jesus está Israel, que confia na intervenção divina, espera e vê a promessa de salvação realizada. O termo "mulher" evoca Sião, representada na Bíblia com traços de uma mulher, de uma mãe (Is. 49,20-22; 54,1; 66,7-11; Jo. 16,21). Como em nosso relato a noiva não aparece, é a mãe de Jesus que representa Sião, cujo esposo é Deus. Em razão de sua cor, o vinho era tido como o sangue da vinha. Daí ele ter se tornado, como o sangue, símbolo da vida. "Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância", diz o Senhor (Jo. 10,10). A nós, a tarefa de distribuir este vinho da alegria e de oferecer esta vida que é dom.
Carlos Alberto Contieri, sj
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Em certo sentido, a liturgia da Palavra deste segundo domingo comum, ainda está ligada ao Natal, tempo da manifestação do Senhor. Na liturgia da Igreja antiga, a festa da Epifania, da manifestação, celebrava, de uma só vez e num só dia, a visita dos magos, o batismo de Jesus e as bodas da Caná. São três momentos da manifestação do Senhor: aos magos, ele se manifestou como Rei dos Judeus pelo brilho da Estrela; no batismo, o Pai o manifestou como Messias de Israel, ungindo-o com o Espírito Santo para a missão e, em Caná, Jesus manifestou a sua glória ao transformar a água em vinho, e os seus discípulos creram nele. Portanto, estamos ainda em clima de Manifestação, de Epifania daquele que veio do Pai para nossa salvação; e é neste contexto que as leituras da missa de hoje devem ser interpretadas.
Comecemos por observar que o evangelho narra uma festa de casamento e não informa nada sobre o nome dos noivos... É de caso pensado! O evangelista tomou um fato histórico e deu-lhe um sentido espiritual e teológico: o verdadeiro noivo é o Cristo, Deus em pessoa que vêm desposar sua esposa, o povo de Israel e, mais precisamente, o novo Israel, a Igreja, representada pela Mulher – a Virgem Maria! Tudo, na perícope do evangelho, fala disso: porque o Messias-Esposo chegou, a água da antiga Aliança (água da purificação segundo os ritos judaicos da lei de Moisés) é transformada no vinho da Nova Aliança (o vinho, símbolo da alegria e da exultação do Espírito Santo, que é fruto da morte e ressurreição do Senhor). É esta a glória que Jesus manifestou, é este o sinal! “Sinal” não é um simples milagre; “sinal” é um gesto do Senhor Jesus, carregado de sentido profundo, que revela sua pessoa, sua missão e sua obra de salvação. “Este foi o princípio dos sinais de Jesus... e seus discípulos creram nele”. Na verdade, o sinal da Caná, é uma preparação uma antecipação da Páscoa, quando o Cristo, Esposo ressuscitado, desposará para sempre a Igreja, dando-lhe como dote eterno, o dom do Espírito: “Alegremo-nos e exultemos, demos glória a Deus, porque estão para realizar-se as núpcias do Cordeiro, e sua Esposa já está pronta: concederam-lhe vestir-se com linho puro, resplandecente” (Ap. 19,7s). Por isso, a exultação da primeira leitura de hoje. Saudando o povo de Deus, o novo Israel, a Igreja-Esposa, o profeta afirma: “As nações verão a tua justiça; serás chamada por um nome novo, que a boca do Senhor há de designar. E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real na mão de teu Deus. Não mais te chamarão abandonada, e tua terra não mais será chamada Deserta; teu nome será Minha Predileta e tua terra será Bem-Casada, pois o Senhor agradou-se de ti e tua terra será desposada. Assim como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposam; e como a noiva é a alegria do noivo, assim também tu és a alegria do teu Deus”. Maria, a Virgem-Mulher do evangelho de hoje é, pois, imagem viva da Igreja-Esposa, desposada na Nova e Eterna Aliança!
Esta Aliança não é mais aquela de Moisés. A antiga Lei passou; passaram os antigos preceitos, as antigas observâncias, as coisas antigas! Não esqueçamos o prólogo de João, tantas vezes ouvido no Natal: “A Lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade nos vieram por Jesus Cristo” (Jo. 1,17) Esta Nova Aliança não se funda em uma lei de preceitos escritos, mas na Nova Lei, que é o Espírito de amor, derramado nos nossos corações. O Espírito que o Cristo derramou sobre nós com a sua morte e ressurreição é a alma, a lei, a vida da Igreja-Esposa, novo Israel, novo povo de Deus. Por isso, a segunda leitura da Missa de hoje nos apresenta toda a vida da Igreja, tão rica e dinâmica, como sendo fruto da ação animadora e sustentadora do Espírito Santo: “A cada um de nós é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum”, isto é, em vista da edificação da Igreja, Corpo e Esposa de Cristo!
O que nos fica da liturgia da Palavra de hoje? A gratidão ao Cristo por ter vindo, por ter manifestado sua glória em nosso mundo tão pobre e na nossa vida tão ameaçada pelas trevas. Fica também essa consciência que somos o povo de Deus da Nova Aliança, povo nascido da encarnação, da morte e da ressurreição de Cristo; povo nascido na força do Espírito Santo que ele nos concedeu. Fica ainda a certeza que ele permanece conosco, alimentando e construindo sua Igreja-Esposa na força do Espírito Santo. Esta Igreja é a una e santa nossa mãe católica. Ela foi eternamente desejada, escolhida, amada pelo Esposo Jesus; ela foi desposada quando ele se fez homem e por ela morreu e ressuscitou! Lembremo-nos das palavras do Apóstolo: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la, com o banho da água e santificá-la pela Palavra, para apresentar a si mesmo a Igreja, gloriosa, sem mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef. 5,25 - 27). Por isso a Igreja será sempre Esposa, será sempre bela, sem mancha nem ruga, será sempre santa, apesar dos pecados de seus membros! Ela é a Amada, a Escolhida... a ornada com o a jóia do Espírito Santo! Se formos fiéis a esse Espírito, vinho novo do Reino de Deus, seremos pessoas novas na nossa vida: novos sentimentos, novo modo de ver e de agir, de sentir e de enfrentar as situações da vida. Nem os fracassos, nem as tristezas, nem as lágrimas, nem mesmo a morte poderão nos tirar a alegria e a certeza de viver! Fica também a certeza certíssima, de que como Igreja, como Comunidade dos discípulos de Cristo, o Espírito nos vivifica, nos guia, nos une e nos conduz sempre. Não temamos, não sejamos frios, não sejamos frouxos! O Cristo que habitou entre nós, conosco continua na potência do seu Espírito Santo. Se formos fiéis à sua ação, nossa Comunidade será viva, os carismas e ministérios serão abundantes, a alegria de ser e viver como Comunidade não faltará, o nosso testemunho de Jesus Cristo será entusiasmado e convincente e a nossa esperança será inabalável, mesmo diante das dificuldades do mundo e da vida... mesmo diante da morte!
O Senhor manifestou a sua glória e seus discípulos creram nele! O Senhor se manifesta agora, pela sua Palavra e pela sua Eucaristia, e nos reúne na força amorosa do Espírito Santo! Creiamos! E que nossa eucaristia seja toda ungida, toda doçura, toda renovação da nossa vida em Cristo: “Felizes aqueles que foram convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro” (Ap. 19,9). Felizes somos nós, que vivemos em Cristo, ele que é bendito pelos séculos dos séculos.
dom Henrique Soares da Costa

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A liturgia de hoje apresenta a imagem do casamento como imagem que exprime de forma privilegiada a relação de amor que Deus (o marido) estabeleceu com o seu Povo (a esposa). A questão fundamental é, portanto, a revelação do amor de Deus.
A primeira leitura define o amor de Deus como um amor inquebrável e eterno, que continuamente renova a relação e transforma a esposa, sejam quais forem as suas falhas passadas. Nesse amor nunca desmentido, reside a alegria de Deus.
O Evangelho apresenta, no contexto de um casamento (cenário da “aliança”), um “sinal” que aponta para o essencial do “programa” de Jesus: apresentar aos homens o Pai que os ama, e que com o seu amor os convoca para a alegria e a felicidade plenas.
A segunda leitura fala dos “carismas” – dons, através dos quais continua a manifestar-se o amor de Deus. Como sinais do amor de Deus, eles destinam-se ao bem de todos; não podem servir para uso exclusivo de alguns, mas têm de ser postos ao serviço de todos com simplicidade. É essencial que na comunidade cristã se manifeste, apesar da diversidade de membros e de carismas, o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
1ª leitura: Is. 62,1-5 - AMBIENTE
Este texto pertence a esse bloco (cap. 56-66 do Livro de Isaías) que se convencionou chamar Trito-Isaías: uma coleção de textos anônimos, redigidos em Jerusalém ao longo dos séc. VI e V a.C. (embora alguns considerem que este texto pode ser do Deutero-Isaías, pelos pontos de contacto que o poema apresenta com os capítulos 49, 51, 52 e 54 do Livro de Isaías).
Estamos em Jerusalém, na época pós-exílica. Ainda se notam em todos os cantos da cidade as marcas da destruição. Os poucos habitantes da cidade vivem em condições de extrema pobreza; perseguidos pelo fantasma da humilhação passada, acossados pelos inimigos, esperam a restauração do Templo e sonham com uma Jerusalém nova, outra vez bela e cheia de “filhos”, que viva, finalmente, em paz.
MENSAGEM
Retoma-se a conhecida apresentação da cidade como esposa de Jahwéh. A imagem do amor do marido pela esposa é uma imagem que define de forma muito feliz o imenso amor, o amor nunca desmentido de Deus pelo seu Povo.
É verdade que Jerusalém, a esposa, abandonou Jahwéh e correu atrás de outros deuses; aqui, no entanto, não se sublinha a reconciliação da esposa e do marido desavindos (como acontece noutros textos proféticos), mas as novas núpcias, o começo de algo novo. A situação antiga de Jerusalém é evocada discretamente (“abandonada”, “devastada”); mas a preocupação essencial do profeta/poeta é sublinhar o rejuvenescimento operado por Deus na esposa, a novidade inesgotável do amor de Deus que, sem se mostrar marcado pelo passado, “desposa” a cidade/noiva e passa a chamar-lhe “minha preferida”. A nota mais marcante vai para a apresentação de um Deus que não esquece o seu amor e que, apesar das falhas da esposa no passado, continua a amar… É esse amor nunca quebrado que vai rejuvenescer a relação, que vai possibilitar um novo casamento e que vai transformar a “esposa” infiel numa “coroa esplendorosa”, num “diadema real” que brilha nas mãos do rei/Deus.
Também é de sublinhar a “alegria” de Deus pelo refazer da relação: o Deus da “aliança” quer, com toda a força do seu amor, fazer caminho ao lado do seu Povo; e só está feliz quando o homem aceita esse amor que Deus quer partilhar e que enche o coração do homem de paz, de vida e de felicidade.
ATUALIZAÇÃO
• O amor de Deus pelo seu Povo é um amor que nada consegue quebrar: nem o nosso afastamento, nem o nosso egoísmo, nem as nossas recusas. Ele está sempre lá, à espera, de forma gratuita, convidando ao reencontro, ao refazer da relação; e esse amor gera vida nova, alegria, festa, felicidade em todos aqueles que são atingidos por ele. Como lidamos com um Deus cuja “alegria” é amar e cujo amor, quando é acolhido, nos renova continuamente?
• Viver em relação com o Deus-amor implica também dar testemunho, ser “profeta do amor”. Somos sinais vivos de Deus, com o amor que transparece nos nossos gestos? As nossas famílias são um reflexo do amor de Deus? As nossas comunidades anunciam ao mundo, de forma concreta, o amor que Deus tem pelos homens?
2ª leitura: 1Cor. 12,4-11 - AMBIENTE
Os capítulos 12-14 da primeira Carta de Paulo aos Coríntios constituem uma secção consagrada ao bom uso dos “carismas”. “Carisma” é uma palavra tipicamente paulina (aparece 14 vezes nas cartas de Paulo e só uma vez no resto do Novo Testamento) que, num sentido amplo, designa qualquer graça (“kharis”) ou dom concedido por Deus, independentemente do posto que a pessoa ocupa dentro da hierarquia eclesial. Num sentido mais restrito e mais técnico, passou a significar certos “dons especiais” concedidos pelo Espírito a determinadas pessoas ou grupos, em benefício da comunidade. O testemunho dos escritos neo-testamentários é que as primeiras comunidades cristãs conheciam de forma especial estes dons do Espírito. Isso também acontecia, segundo parece, em Corinto.
Apesar de se destinarem ao bem da comunidade, os “carismas” podiam ser mal usados. Por um lado, podiam conduzir a uma espécie de divinização do indivíduo que os possuía colocando-o, com frequência, em confronto com a comunidade; por outro lado, nem todos possuíam carismas extraordinários e era fácil, neste contexto, serem considerados “cristãos de segunda”. Depreende-se ainda deste texto que haveria alguma discussão acerca da importância de cada “carisma” e, portanto, da posição que cada um destes “carismáticos” devia ocupar na hierarquia comunitária.
Ora, a comunidade de Corinto estava preocupada com esta questão. Estamos diante de uma comunidade com graves problemas de conflitos e de desarmonias onde, facilmente, as experiências “carismáticas” eram sobrevalorizadas em benefício próprio. Criavam, pois, com frequência, individualismo e divisão no seio da comunidade.
É a este problema que Paulo procura responder.
MENSAGEM
Neste texto, Paulo enumera diferentes tipos de “carismas”; no entanto, deixa bem claro que, apesar da diversidade, todos eles se reportam ao mesmo Deus, ao mesmo Senhor e ao mesmo Espírito.
Mais: cada um dos crentes possui o Espírito e, portanto, de diverso modo e medida, recebe “carismas”. O que é fundamental é que esses “carismas” não sejam usados de forma egoísta, mas estejam sempre ao serviço do bem comum.
Não faz qualquer sentido, pois, discutir qual é o “carisma” mais importante. Também não faz sentido que os possuidores de “carismas” se considerem “iluminados” e se confrontem com o resto da comunidade. Faz ainda menos sentido considerar que há cristãos de primeira e cristãos de segunda… É o mesmo Deus uno e trino que a todos une; a comunidade tem de ser o espelho dessa comunidade divina, da comunidade trinitária.
ATUALIZAÇÃO
• A comunidade cristã tem de ser o reflexo da comunidade trinitária, dessa comunidade de amor que une o Pai, o Filho e o Espírito. As nossas comunidades paroquiais, as nossas comunidades religiosas são espaços de comunhão e de fraternidade, onde o amor e a solidariedade dos diversos membros refletem o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito?
• Como cristãos, somos todos membros de um único corpo, com diversidade de funções e de ministérios. A diversidade de “dons” não pode ser um fator de divisão ou de conflito, mas de riqueza para todos. Os “dons” que Deus nos concede são sempre postos ao serviço do bem comum, ou servem para nos auto-promover, para ganharmos prestígio aos olhos dos outros?
• Como consideramos “os outros” – aqueles que têm “dons” diferentes ou, até, aqueles que se apresentam de forma discreta, sem se imporem, sem “darem nas vistas”? Eles são vistos como membros legítimos do mesmo corpo que é a comunidade, ou como cristãos de segunda, massa amorfa a que não damos muita importância?
• A consciência de que determinado dom que possuímos é fundamental na estruturação da vida comunitária pode degenerar em arrogância e em abuso de poder. É necessário ter bem presente que os “carismas” são sempre um dom gratuito de Deus, que não depende dos nossos méritos pessoais. É necessário, também, ter consciência de que o mais importante, aquilo a que devem subjugar-se os interesses pessoais é sempre o bem da comunidade.
Evangelho: Jo. 2,1-11 - AMBIENTE
Este texto pertence à “secção introdutória” do Quarto Evangelho (que vai de 1,19 a 3,36). Nessa secção, o autor apresenta um conjunto de cenas (com contínuas entradas e saídas de personagens, como se estivéssemos no palco de um teatro), destinadas a apresentar Jesus e o seu programa.
O autor declara explicitamente (cf. Jo. 2,11) que o episódio pertence à categoria dos “signos” (“semeiôn”): trata-se de ações simbólicas, de sinais indicadores, que nos convidam a procurar, para além do episódio concreto, uma realidade mais profunda para a qual aponta o fato narrado. O importante, aqui, não é que Jesus tenha transformado a água em vinho; mas é apresentar o programa de Jesus: trazer à relação entre Deus e o homem o vinho da alegria, do amor e da festa.
MENSAGEM
O episódio narrado é, pois, uma ação simbólica que aponta para algo mais importante do que o próprio fenômeno concreto descrito. Que realidade é essa?
O cenário de fundo é o de um casamento. Ora, o cenário das bodas ou do noivado é (como vimos na primeira leitura) um quadro onde se reflecte a relação de amor entre Jahwéh e o seu Povo. Dito de outra forma, estamos no contexto da “aliança” entre Israel e o seu Deus.
A essa “aliança” vem, em certa altura, a faltar o vinho. O “vinho”, elemento indispensável na “boda”, é símbolo do amor entre o esposo e a esposa (cf. Cant. 1,2;4,10;7,10;8,2. Recordar, a propósito, como Isaías compara a “aliança” com uma vinha plantada pelo Senhor, que não produziu frutos – cf. Is. 5,1-7), bem como da alegria e da festa (cf. Sir. 40,20; Qoh 10,19). Constata-se, portanto, a realidade da antiga “aliança”: tornou-se uma relação seca, sem alegria, sem amor e sem festa, que já não potencia o encontro amoroso entre Israel e o seu Deus. Esta realidade de uma “aliança” estéril e falida é representada pelas “seis talhas de pedra destinadas à purificação dos judeus”. O número seis evoca a imperfeição, o incompleto; a “pedra” evoca as tábuas de pedra da Lei do Sinai e os corações de pedra de que falava o profeta Ezequiel (cf. Ez 36,26); a referência à “purificação” evoca os ritos e exigências da antiga Lei que revelavam um Deus susceptível, zeloso, impositivo, que guarda distâncias: ora, um Deus assim pode-se temer, mas não amar… As talhas estão “vazias”, porque todo este aparato era inútil e ineficaz: não servia para aproximar o homem de Deus, mas sim para o afastar desse Deus difícil e distante.
Detenhamo-nos, agora, nas personagens apresentadas. Temos, em primeiro lugar, a “mãe”: ela “estava lá”, como se pertencesse à boda; por outro lado, é ela que se apercebe do intolerável da situação (“não têm vinho”): representa o Israel fiel, que já se tinha apercebido da realidade e que esperava que o Messias pusesse cobro à situação.
Temos, depois, o “chefe de mesa”: representa os dirigentes judeus, instalados comodamente, que não se apercebem – ou não estão interessados em entender – que a antiga “aliança” caducou.
Os “serventes” são os que colaboram com o Messias, que estão dispostos a fazer tudo “o que Ele disser” (cf. Ex. 19,8) para que a “aliança” seja revitalizada.
Temos, finalmente, Jesus: é a Ele que o Israel fiel (a “mulher”/mãe) se dirige no sentido de dar nova vida a essa “aliança” caduca; mas o Messias anuncia que é preciso deixar cair essa “aliança” onde falta o vinho do amor (“que temos nós com isso?”). A obra de Jesus não será preservar as instituições antigas, mas apresentar uma radical novidade… Isso acontecerá quando chegar a “Hora” (a “Hora” é, em João, o momento da morte na cruz, quando Jesus derramar sobre a humanidade essa lição do amor total de Deus).
O episódio das “bodas de Caná” anuncia, portanto, o programa de Jesus: trazer à relação entre Deus e os homens o vinho da alegria, do amor e da festa. Este programa – que Jesus vai cumprir paulatinamente ao longo de toda a sua vida – realizar-se-á em plenitude no momento da “Hora” – da doação total por amor.
ATUALIZAÇÃO
• Quando a relação com Deus assenta num jogo intrincado de ritos externos, de regras e de obrigações que é preciso cumprir, a religião torna-se um pesadelo insuportável que tiraniza e oprime. Ora, Jesus veio revelar-nos Deus como um Pai bondoso e terno, que fica feliz quando pode amar os seus filhos. É esse o “vinho” que Jesus veio trazer para alegrar a “aliança”: o “vinho” do amor de Deus, que produz alegria e que nos leva à festa do encontro com o Pai e com os irmãos. A nossa “religião” é isto mesmo – o encontro com o Jesus que nos dá o vinho do amor?
• O que é que os nossos olhos e os nossos lábios revelam aos outros: a alegria que brota de um coração cheio de amor, ou o medo e a tristeza que brotam de uma religião de pesadelo, de leis e de medo?
• Com qual das personagens que participam da “boda” nos identificamos: com o chefe de mesa, comodamente instalado numa religião estéril, vazia e hipócrita, com a “mulher”/mãe que pede a Jesus que resolva a situação, ou com os “serventes” que vão fazer “tudo o que Ele disser” e colaborar com Jesus no estabelecimento da nova realidade?
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho

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O vinho bom
Gosto de entrar neste casamento de Caná assim à maneira de “fura-casamentos”, e imaginar-me nalgum dos papéis que o evangelista João nos apresenta. Talvez como um discípulo, contente por também ter sido convidado para a festa e saborear aquela alegria de estar à mesa com Jesus. Talvez como Maria, atenta e intérprete da aflição que está prestes a explodir, e humilde para pôr a situação nas mãos de Jesus. Ou como algum dos criados a encher até cima as talhas de água, sem perceber nada como é que isso iria resolver o problema. Quem sabe não poderia ser o chefe de mesa que bebe a água transformada em vinho e fica tão maravilhado que vai pedir explicações ao noivo. Ou talvez o noivo que fica sem palavras mas com a festa salva! E atrevo a colocar-me no lugar de Jesus, a adiantar a hora daquela boda que vai fazer na páscoa, quando o vinho fôr sangue, e a festa fôr “amar até ao fim”. Da Caná de hoje, visitada já há mais de uma década, lembro um vinho que “não chega aos calcanhares” de muitos bons néctares lusitanos!
É espantoso que o primeiro sinal da vida de Jesus (assim chama João aos sete “milagres” de Jesus que são o fio condutor do seu evangelho) seja numa festa, distante dos lugares religiosos (os casamentos não se faziam no templo ou na sinagoga, com o espavento de espetáculo a que está muitas vezes associado), sem ressuscitar ninguém nem curar cegos ou paralíticos. Acontece numa festa que estava prestes a ser um fiasco. De um modo tão discreto que nem os noivos nem o chefe de mesa  se dão conta. A palavra da mãe de Jesus grava-se no nosso coração: “Fazei o que Ele vos disser”. É o que Maria está sempre a dizer-nos. E da água que é vida, mas aqui significava mais purificação religiosa, ritualismo infindável que gerava escrúpulos e preconceitos, distinções e méritos, Jesus faz vinho, festa gratuita e abundante, subversão e inconformismo que inverte os esquemas arrumados e aprisionados do amor: “guardaste o vinho bom até agora”. Ah, que graça e que espírito tem este vinho bom tocado por Cristo, e nós, tantas vezes, a beber e a servir “zurrapas” de uma fé acomodada, de uma esperança passiva, de uma caridade “quanto baste”. A hora de Jesus começada na Páscoa é um hoje contínuo, em que a alegria e a festa não são para adiar, em que o que partilhamos é que nos faz felizes (não aconteça como aquele homem que guardava vinhos excelentes para saborear, um dia, com os amigos, mas morreu antes de abrir uma só garrafa!).
Se o vinho que Jesus oferece é a graça e o amor abundante de Deus, podemos encontrá-los na riqueza dos dons que cada um de nós tem e faz crescer (graças a Deus que ainda não pagam impostos!), na vida que frutifica apesar da crise. E a unidade dos cristãos, pela qual rezamos nestes dias, é tanto maior quanto mais somos como Jesus, a salvar em festa a vida que estava quase a ser desgraça. O pior é se já não bebemos nem damos a beber o vinho bom!
padre Vitor Gonçalves























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