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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

26º DOMINGO TEMPO COMUM-C

26º DOMINGO TEMPO COMUM


25 de Setembro de 2016-Ano C

1ª Leitura - Am 6,1a.4-7

Salmo 145

2ª Leitura - 1Tm 6,11-16


Evangelho - Lc 16,19-31


26º DOMINGO TEMPO COMUM


25 de Setembro de 2016-Ano C

1ª Leitura - Am 6,1a.4-7

Salmo 145

2ª Leitura - 1Tm 6,11-16


Evangelho - Lc 16,19-31




  
Jesus não poupou esforços para nos alertar contra a ganância, a usura, a opulência, e principalmente contra o desprezo pelos pobres.
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IGNORAR O POBRE É IGNORAR O PRÓPRIO JESUS! - Olívia Coutinho

 

26º DOMINGO DO TEMPO COMUM


Dia 25 de Setembro  de 2016

Evangelho – Lc 16,19-31

A palavra de Deus, está sempre chamando a nossa atenção para o cuidado que devemos ter,  para com o que é de Deus! Como seguidores de Jesus, não podemos fechar os olhos a esta triste realidade que aí está: irmãos nossos, vivendo às margens da sociedade, sobrevivendo  das migalhas que caem da mesa daqueles que tomam para si, o que deveria ser de todos! 
Somos chamados a contemplar o rosto desfigurado de Jesus, estampado no semblante destes irmãos, ceifados até mesmo do direito à vida! Ignorá-los, é ignorar o próprio Jesus, que quer contar conosco na construção de um mundo melhor, de um mundo mais justo, mais fraterno  onde todos tenham o direito a uma  vida digna.
Como filhos e filhas  do mesmo Pai, somos corresponsáveis pela vida do nosso irmão, não podemos transferir para outros,  a responsabilidade que é nossa, devemos ser  amparo para os que sofrem! Precisamos  aprender a olhar o irmão com o olhar de Jesus,  um olhar que  não apenas constata  a sua  necessidade, mas que nos  leve a ajudá-lo.
O Evangelho de hoje, narra a parábola do rico e do Lázaro! Através de uma história, Jesus chama a nossa atenção, sobre a importância de cuidarmos dos pobres, são eles, os amigos de Deus, os  que abrirão a porta do céu para nós!
Podemos perceber nesta parábola, que Jesus não cita o nome do rico, somente o nome  do pobre, que se chamava Lázaro, com isso Ele reafirma  a sua  predileção para com os pobres, os pobres, Jesus os conhece pelo nome! 
 O rico desta parábola, não maltratava Lázaro, ele simplesmente o ignorava, perdendo assim, a oportunidade de alcançar, através da caridade, a vida eterna. A sua  condenação,  não foi pelo fato dele  ser rico de bens materiais  e sim, pelo bem que ele deixou de fazer!
Podemos comparar o rico desta história, com a elite da sociedade de hoje  e  também, com muitos de nós,  que se diz cristão, mas  que ignora o que é de mais precioso para Deus: os pequeninos, os pobres, fazendo de conta que está tudo bem, que a desigualdade não existe!
O Lázaro representa o povo ignorado, sofrido e oprimido! Com existem  Lázaros espalhados mundo afora! Pessoas  passando fome, sedentos de amor, morrendo nas portas dos hospitais sem atendimento médico, e o pior, diante os olhares insensíveis daqueles que tem o dever de possibilitá-los uma vida digna.  
Outra coisa que deve  chamar a nossa atenção nesta história: Lázaro, mesmo sendo pobre, sobrevivendo das migalhas que caía da mesa do rico, não reclamava da vida, o que nos mostra, que ele tinha total confiança  na promessa de Deus, promessa, que se concretizou com o seu acolhimento no céu!
A parábola nos diz claramente, que é impossível transpor o abismo que separa o inferno do paraíso! A ponte que nos liga ao céu, deve ser construída aqui na terra, no aqui e no agora, através de  gestos concretos de amor ao próximo, depois que partirmos deste mundo, será tarde demais!
Não esperemos,  que o pobre venha até a nós, para que possamos ajudá-lo, a exemplo de Jesus,  devemos ir até ele, certificar de suas necessidades, conhecer a sua história, demonstrar interesse por ele, a sua  fome, nem  sempre é só  de pão, muitas  vezes,  é fome  de amor!
O conceito de pobre e rico para Jesus é diferente do nosso, para nós, pobre, é todo aquele que não possui bens, e rico, é todo aquele que possui muitos bens! Enquanto que para Jesus, podre, é todo aquele que se esvazia de si mesmo para se tornar dependente da graça de  Deus, independente dele possuir ou não, bens materiais!
 Já o rico, para Jesus, é todo aquele que acumula bens, que se fecha em si mesmo, que não partilham, os que não sentem necessitado de Deus! Por tanto, aos olhos de Jesus, existem pobres de bens materiais que são ricos em ganância em soberba, e ricos, que  são pobres, porque se esvaziam de si mesmos  para se tornarem dependentes de Deus.
 É bom tomarmos consciência de que no nosso julgamento final, seremos muito mais cobrados, pelo bem que deixamos de fazer, do que pelos nossos erros.
No pobre está estampado o semblante de Jesus, ignorá-lo, é ignorar o próprio Jesus!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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As leituras deste domingo estão em sintonia com aquelas do domingo anterior, quando reforçam o tema da economia na ótica da justiça social. Amós tece duras críticas contra a classe dominante, os ricos de Israel e de Judá. A comunidade de Lucas faz memória do ensinamento de Jesus sobre o rico avarento e o pobre Lázaro. Dois opostos insuportáveis aos olhos de Deus, e isso deve ser a nossa bússola de orientação nesses dias que antecedem as eleições. Saber escolher os nossos governantes é fundamental para a realização de uma sociedade justa e fraterna.
Neste último domingo do mês de setembro, também não podemos nos esquecer do dia dedicado à Bíblia. Ela que é a carta magna da fé judaica e cristã. O substantivo Bíblia nos remete a um outro, biblioteca. É isso mesmo. A Bíblia é uma biblioteca composta de livros, os quais fazem parte de uma literatura que levou séculos para ser escrita. Parafraseando o grande mestre da leitura popular da Bíblia, frei Carlos Mesters, a Bíblia nasceu da vontade de o povo ser fiel a Deus e a si mesmo. Nasceu da preocupação de transmitir aos outros e a nós essa fidelidade. Ela nasceu sem rótulo. Só mais tarde, o próprio povo descobriu nela a expressão da vontade e da presença real de uma Palavra Santa (Bíblia, livro feito em mutirão -  Paulus, 1986, p. 8).
Divididos em Primeiro e Segundo Testamentos, os livros da Bíblia estão organizados em forma de uma grande inclusão (forma literária em que uma palavra, uma frase ou um conceito presente no início reaparece no fim e funciona como um enquadramento, que delimita e encerra tudo o que ficou “incluído” entre eles, como em um sanduíche); no início (Gênesis) e no fim (Apocalipse), encontramos referência ao Éden, o paraíso da economia vivida na liberdade e na fraternidade entre homens e mulheres. No centro, nos livros de Malaquias e Mateus, temos duas personagens ímpares do judaísmo e cristianismo, Elias e Jesus. Elias voltará e Jesus veio para nos propor, na inspiração da fé judaica, o Reino de Deus, que tem como baliza fundamental a opção pelos pobres e oprimidos de ontem e de hoje. É o que veremos nos textos das leituras que passamos a comentar.
1º leitura (Am. 6,1a.4-7)
Punição para os nobres corruptos
Amós se volta de forma drástica contra os ricos governantes de Israel e Judá – as críticas se dirigem, de fato, aos nobres da Samaria, capital político-administrativa do Reino do Norte. O texto foi modificado para referir-se a Sião/Jerusalém (Reino do Sul), os nobres da primeira das nações: governantes, cortesãos, oficiais e latifundiários. O motivo é simples: eles vivem tranquilos e seguros na capital e nas montanhas, os seus leitos são de marfim, possuem divãs, se alimentam de cordeiros e novilhos, fazem festas orgiásticas ao som de harpa e com vinhos finos. E o que é pior: eles não estão nem aí para os pobres do país que estão ao seu lado. Eles usufruíam o bem-estar das minorias, advindo das conquistas de Jeroboão II, bem como esperavam o dia de Javé, que seria a redenção de Israel. Amós dirá que esses homens são os verdadeiros responsáveis pela violência social e econômica do seu povo. A vida luxuosa deles era fruto da opressão dos pobres, do roubo e da corrupção (Am 3,9-10; 2,6-8; 4,1-3; 5,10-12). Tendo que manter essa situação, como não criar injustiças? Esses ricos viviam numa situação de orgia (v. 7b), alicerçados numa falsa intuição de que toda aquela situação era de bênção de Deus.
A semelhança dessa situação com os nossos dias é mera coincidência? Não. As classes dirigentes parecem mudar somente os figurantes. Os mensalões e os “panetones de Brasília” continuam a se repetir. Infelizmente, a classe política brasileira deixou se levar pela corrupção.
O que diria o profeta Amós? Vocês, os nobres, serão exilados, vão puxar a fila dos deportados para uma terra estrangeira. E foi isso mesmo que ocorreu anos depois, em 722 a.E.C., quando os dominadores assírios chegaram e destruíram a capital de Israel, Samaria, e levaram todos para o exílio. E aí o ai do profeta já não mais pode surtir efeito. Não tinha mais como voltar atrás. Deus tinha dado o seu veredicto.
Evangelho (Lc. 16,19-31)
O rico injusto escolhe a própria condenação
O texto que antecede essa parábola é o que vimos na semana anterior, “não é possível servir a Deus e ao Dinheiro” (Lc 16,13), ensinamento central do capítulo. A parábola, modo de ensinar de forma comparativa, muito utilizada por Jesus, tem como seu público-alvo os fariseus, chamados de amigos do dinheiro (16,14). Ela faz parte da grande viagem de Jesus a Jerusalém, chamada também a viagem lucana (9,51-19,27), de cunho teológico-catequético. Quem acompanha a trajetória de Jesus vai entendendo os desafios e as condições para ser um cristão, um seguidor do mestre Jesus de Nazaré.
O evangelho de hoje tem forte relação com a primeira leitura. É um modo encontrado por Jesus para ensinar a tradição da fé judaica: é preciso fazer esmola, isto é, fazer justiça. Em hebraico, esmola se diz Tzedakáh e justiça, Tzedek. Esmola deriva de justiça. Fazer esmola, como ensinam os judeus, significa cumprir a Torá (Bíblia), isto é, fazer justiça. Quando um judeu pobre gritava pelas ruas Tzedakáh, todos entendiam: “Faça justiça! Cumpra a Torá!”. E esse grito incomodava qualquer judeu piedoso. A Torá, a Lei de Deus, não estava sendo cumprida, o que implicava estar fora do caminho de Deus. O judaísmo conclama os seus adeptos a fazer esmola. E fazer esmola (Tzedakáh) é agir com justiça no que diz respeito a como cada judeu ganha, gasta e compartilha suas riquezas. No pensamento judaico, esmola não tem um sentido religioso moral cristão de “dar esmola”. Esmola é um modo de ser, mais que oferecer ou dar. Tzedakáh é mais que caridade, expressão de fé piedosa diante do sofrimento do outro. Viver de modo justo na relação com as pessoas é fazer Tzedakáh. A esmola não pode ser em função da vanglória daquele que dá esmola, mas deve ser um gesto de solidariedade e justiça. Fazer esmola, fazer justiça, é melhor que dar esmola. Nisso, sou mais judeu que cristão.
A cena do evangelho, nessa perspectiva do fazer esmola, é simples. De um lado, um rico epulão e bem-vestido, com púrpura e linho – material importado da Fenícia e do Egito, e, do outro, um pobre de nome Lázaro que jazia à sua porta, esperando comer as migalhas de seus banquetes. Lázaro significa “aquele que vem em ajuda de”. Ele espera ser ajudado com obras de justiça, de divisão dos bens.
Com elementos da fé dos antepassados: inferno, céu e o Patriarca Abraão, a parábola relata a cena que paira na cabeça de muitos: os bons estão no céu e os maus, no inferno, separados por um abismo. Tranquilidade e banquete de um lado, tormento e fogo do outro. A Bíblia nos oferece muitas imagens do inferno (Jacir de Freitas Faria - O outro Pedro e a outra Madalena. Uma leitura de gênero. 3 ed. Petrópolis - Vozes, p. 76-102): uma delas é essa da parábola de hoje: um lugar do desespero e do pavor. Receber a pena do inferno é o mesmo que entrar em pânico. É saber que um lugar sombrio me espera. Jesus usa a imagem do choro e do ranger os dentes dos que forem para o inferno (Lc. 13,28). Ele também compara o inferno com o verme que não morre (Mc. 9,48), bem como à Geena, lixão da cidade de Jerusalém. As imagens usadas na Bíblia para descrever o inferno são todas simbólicas. O fogo que devora simboliza a absoluta frustração humana e o seu total distanciamento de Deus (Leonardo Boff, Vida para além da morte. Petrópolis: Vozes, 1988, p. 90). Diante de tal situação, só resta ao ser humano chorar e ranger os seus dentes, na escuridão de uma vida sem utopias, no exílio de opção feita por ele mesmo. É o que ocorre com o rico da parábola de hoje. Ele implora ao pai Abraão que Lázaro venha lhe trazer água, que vá até à casa de seus cinco irmãos para avisá-los da sua situação desesperadora e que mudem de vida. Nenhum desses pedidos pode ser atendido. A situação estava posta por opção do rico, o ser humano opressor. O número citado, cinco, relembra o Pentateuco; Moisés, toda a lei e os profetas. Isso quer dizer que o rico e seus cinco irmãos tinham e têm a Palavra de Deus (Bíblia) para observar e mudar de vida. Se assim não o fazem, mesmo que um morto, Lázaro, ressuscite para ensinar-lhes o caminho, eles não o fariam. Os judeus não acreditavam em sinais, milagres. Jesus fez muitos deles, e, mesmo assim, eles não se converteram. O fim é trágico, mas é fruto da opção que fazemos, assim como os ricos da primeira leitura.
2ª leitura (1Tm. 6,11-16)
Viver como homem de Deus
Ao escrever ao amigo Timóteo, Paulo o exorta a viver como homem de Deus, isto é: seguir a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão, combater o bom combate da fé, conquistar a vida eterna, guardar o mandamento de Jesus até o dia de sua Aparição. Antes disso, que o cristão professe a fé e testemunhe Jesus ressuscitado (vv. 12-13).
Ser homem de Deus é ser profeta, assim como Elias e Eliseu que receberam esse título por terem deixado o palácio e se aproximado do povo. Com eles, o rei, se precisasse de um profeta, teria de ir aonde o profeta estava, no meio do povo. Muitos cristãos da comunidade de Éfeso estavam fazendo da pregação do evangelho uma fonte de lucro. Atitude parecida com a de muitos cristãos de hoje. Abrir uma igreja é o mesmo que abrir negócio, uma empresa lucrativa. Paulo é claro no ensinamento: “Fuja dessas coisas” (v. 11). A fé não é para ser debatida, sobretudo de forma fundamentalista, mas vivenciada.
Paulo termina com uma doxologia (vv. 15-16): a Deus honra e poder eterno. É um hino litúrgico de origem judaica. Ele ensina que o cristão deve prestar culto somente a Jesus, pois ele possui a imortalidade, a vida plena. Viver o projeto apresentado por Jesus é encontrar Deus (vv. 11-12).
Essa breve leitura reforça o ensinamento das outras leituras deste domingo, mostrando que o cristão é aquele que segue os ensinamentos de Jesus e não anda conforme as injustiças dos seres humanos deste mundo. O seu combate está em outra esfera. Ele luta como atleta para chegar ao Reino pregado por Jesus, e este já começa aqui.
Pistas para reflexão
Chamar atenção para o dia da Bíblia e suas interpretações a partir das leituras deste domingo. Dar um destaque para a Bíblia na celebração.
Fazer uma análise da situação econômica do país, dando destaque para as eleições e tendo como pistas de reflexão a questão da riqueza e seu uso indevido pelos governantes. Mostrar que quem faz opção de servir ao Dinheiro acabará perdendo a vida.
Perguntar pelos sinais de solidariedade que a comunidade demonstra na relação entre rico e pobre. Ela está a serviço dos pobres e contra a pobreza? Ou existe um abismo, um fosso, entre ela e os pobres? A comunidade se preocupa em dar ou fazer esmola?
frei Jacir de Freitas Farias, ofm



O pobre Lázaro ontem e hoje
José Antônio Pagola (1) vai nos ajudar a refletir a respeito da famosa parábola de Lucas sobre o pobre Lázaro e o rico epulão.
“A parábola parece narrada para nós. Jesus fala de um “rico” poderoso. Suas vestes de púrpura e linho indicam  luxo e ostentação. Sua vida é uma festa contínua. Sem dúvida pertence a este segmento privilegiado quem vivem em Tiberíades, em Séforis, ou no bairro rico de Jerusalém. São os que possuem riqueza, têm poder e desfrutam de uma vida luxuosa.
Bem perto, junto à porta da mansão, está estendido um “mendigo”. Não está coberto de linho e púrpura, mas de feridas repugnantes. Não sabe o que é um banquete. Não lhe dão do que cai da mesa do rico. Só os cães da rua se aproximam  para lamber-lhe as feridas. Não possui nada a não ser um nome, “Lázaro” ou Eliézer, que significa “Meu Deus é ajuda”.
A cena é insuportável. O “rico” tem tudo. Não precisa de nenhuma ajuda de Deus. Não vê o pobre. Sente-se seguro. Vive na inconsciência. Não se parece conosco? Lázaro, por sua vez, é um exemplo de pobreza total: doente, faminto, excluído, ignorado pelos que o poderiam ajudar.  Sua única esperança é Deus. Não se parece com tantos milhões de homens e mulheres mergulhados na miséria?
O olhar penetrante de Jesus está desmascarando a realidade. As classes mais poderosas e os estratos  mais miseráveis parecem pertencer à mesma sociedade, mas estão separados por uma barreira invisível: essa porta que o rico nunca atravessa para aproximar-se de Lázaro.
Jesus não pronuncia nenhuma palavra de condenação. Basta desmascarar a realidade. Deus não pode tolerar que as coisas fiquem assim para sempre. É inevitável a inversão de tal situação. Essa barreira que separa os ricos dos pobres pode transformar-se num abismo intransponível e definitivo.
O obstáculo para construir um mundo mais justo somos nós os ricos, que levantamos barreiras cada vez mais seguras para que os pobres não entrem nosso país, nem cheguem às nossas residências, nem batam à nossa porta. Felizes os seguidores de Jesus  que rompem barreiras, atravessam portas, abrem caminhos e se aproximam dos últimos. Eles encarnam o Deus que ajuda os pobres”.

(1) José Antonio Pagola – O caminho aberto por Jesus – Lucas – Vozes, p. 272





Viver é sempre um desafio. Vivemos e convivemos. Por vezes simplesmente vivemos. Em outros momentos damo-nos conta que não basta apenas viver, mas dar uma formatação densa e profunda aos nossos dias. Temos que viver densa, profunda e responsavelmente. Há os que são questionados pela voz da consciência que fala no fundo de seus corações.
Verdade que não poucos deixaram seu interior endurecer e não tiveram coragem ou vontade de ouvir essa voz rouca ou forte de suas consciências. Há os que encontraram também com o Cristo ressuscitado na estrada de suas histórias. Este arrancou de seus um sim no seu seguimento. Voz delicada da consciência e chamamento para o seguimento de Cristo dão uma cor diferente aos nossos dias.  Assim, somos chamados a fazer opções e escolhas que influenciam o amanhã de nossos dias e nos fazem chegar ao termo da viagem com a profunda alegria de viver e depois, da passagem da morte, podermos nos assentar na mesa do Reino, no seio de Abraão.
Ele tinha tudo. Vestia-se com roupas finas e comia pratos requintados. A vida e a sorte lhe sorriram. Como tantas pessoas em nossos dias. Quantos e quantas fazem uma opção por seu sucesso, seus negócios, suas coisas. Comem, fazem festanças, viajam, gastam e esquecem que há outro sentido de vida do que o girar em torno de si. Não existem para os outros, mas para si mesmos.
De outro há esse outro trapo humano que a parábola designa de pobre Lázaro, “cheio de feridas”, com os cachorros lambendo suas feridas.  Não vem ao caso saber se esse é culpado de sua miséria. Fato é que ele está aí e precisava ser alimentado e cuidado.
A parábola continua dizendo que,no momento da morte, o pobre foi levado para o seio de Abraão. O rico, por sua vez, foi conduzido à região dos mortos em meio a tormentos.
Conhecemos os pormenores. O rico queria passar para o outro lado do abismo. Não havia meios. Ele fora indiferente ao pobre ser que vivia à sua porta.  Durante a vida fez uma escolha que não pode ser mudada.
Que conclusões tiramos? Vivemos uma sociedade de gastança,de consumo, de indiferença.  Insisto na palavra indiferença. No casamento e na família, no governo e na política os interesses individuais e financeiros passam por cima de histórias humanas. Os que assim agem não podem ter a pretensão de assentar-se no banquete da sala de Abraão.
Cristãos e não cristãos não podem ser enganados. A verdadeira segurança não está nas casas que se tem, nos celeiros aumentados nem em dinheiro.  Com esta filosofia estamos arruinando a vida de nossos familiares.
Lucas fala com carinho do pobre Lázaro dando a entender que  Deus é o Deus que escolhe os pobres.
Sim, na vida será preciso escolher e escolher bem. Nossas escolhas repercutem no amanhã e nesse tempo que não é tempo e se chama eternidade.
frei Almir Ribeiro Guimarães





A riqueza endurece o homem: avareza
O profeta Amós poderia figurar numa antologia de literatura irônica (p.ex., as “vacas de Basã”, Am. 4,1). Na semana passada, encontramo-lo revelando a ambigüidade dos ricos comerciantes da Samaria. Hoje, censura-lhes a irresponsabilidade (1ª leitura). Denuncia o luxo e a luxúria das classes dominantes, enquanto o povo é ameaçado pela catástrofe da injustiça social e da invasão assíria. Por isso, esses ricaços sairão ao exílio na frente dos deportados... (Amós evoca ironicamente a gloriosa história antiga: os ricos, porque têm uma cítara para tocar, acham que são cantores como Davi... Samaria é a “casa de José”, mas José distribuía alimento aos de sua casa...)
A insensibilidade pelo sofrimento do pobre é também o tema inicial da parábola do rico e Lázaro, Lc. 16,19-31 (evangelho). As sobras da mesa do rico não vão para o pobre, mas para o cachorro. Parece atualidade. Porém, vem a morte, igual para os dois. O quadro se inverte. Lázaro vai ao seio de Abraão, o rico para o inferno. Há entre os dois um abismo intransponível, de modo que Lázaro nem poderia dar-lhe um dedinho de água para aliviar o calor infernal. Este abismo já existia, no fundo, antes da morte, mas com a morte se tomou intransponível. Então, o rico pede que seus irmãos sejam avisados por Lázaro. Mas Abraão responde: “Eles têm Moisés e os profetas. Nem mesmo em alguém voltando dos mortos acreditarão”: alusão a Cristo.
Dureza, isolamento, incredulidade: eis as conseqüências de viver para o dinheiro. Podemos verificar esse diagnóstico em redor de nós, cada dia, e, provavelmente, também em nós mesmos. Porque a pessoa só tem um coração; se ele se afeiçoa ao dinheiro, fecha-se ao irmão.
Os ricos são infelizes porque se rodeiam de bens como de uma fortaleza (cf. os condomínios fechados). São “incomunicáveis”. Vivem defendendo-se a si e a suas riquezas. Os pobres não têm nada a perder. Por isso, “as mãos mais pobres são que mais se abrem para tudo dar”.
Em nosso mundo de competição, a riqueza transforma as pessoas em concorrentes. A riqueza é vista não como “gerência” daquilo que deve servir para todos, mas como conquista e expressão de status. Tal atitude marca a riqueza financeira (capitalização sem distribuição), a riqueza cultural (saber não para servir, mas para sobrepujar) e riqueza afetiva (possessividade, sem verdadeira comunhão). Considera-se a riqueza recebida como posse em vez de “economia” (palavra grega que significa: gerência da casa). Não se imagina o tamanho deste mal numa sociedade que proclamou o lucro e a competição como seus dinamismos fundamentais. Até a afetividade transforma-se em posse. As pessoas não se sentem satisfeitas enquanto não possuem o objeto de seu desejo, e, quando o possuem, não sabem o que fazer com ele, passando a desejar outro... Pois não sabem entrar em comunhão. Assim, a parábola de hoje é um comentário do “ai de vós, ricos” (Lc. 6,24).
Merece atenção a 2ª leitura. Pelo estilo, é o “testamento literário” de Paulo. O testemunho de Cristo neste mundo não é nada pacífico. É uma luta: o bom combate. Devemos travá-lo até o fim, para que vivamos para sempre com aquele que possui o fim da História. Poderíamos acrescentar à leitura os versículos que seguem (1Tm. 6,17-19): uma lição do que o cristão deve fazer com seus bens.
Johan Konings "Liturgia dominical"






Parábola do rico e Lázaro
O Evangelho de hoje descreve duas situações contrastantes, uma inversão da sorte. Jesus, falando aos fariseus, chama-lhes a atenção sobre o louvor feito da boca para fora e a vivência superficial da Lei, que significa que não estão ouvindo e vivendo a Palavra de Deus.
De um lado, Ele apresenta o rico, cujas preocupações se limitam a comer muito bem todos os dias, esbanjar luxo e requinte em roupas finas e elegantes, sem se preocupar com as necessidades do pobre à sua porta, uma importante oportunidade na preparação do seu futuro; e de outro lado Lázaro, que mendiga à entrada da casa do rico, numa situação de total marginalidade, faminto e cheio de feridas no corpo e na sua dignidade. O homem pobre, totalmente excluído, encontra solidariedade em Deus, e é o único em todas as parábolas a ter nome, Lázaro significa “Deus ajuda”.
A morte nivela todos. Lázaro foi levado após a sua morte, para junto de Abraão pelos anjos, enquanto o rico enterrado depois da morte, em tormentos, está num lugar totalmente separado do lugar da felicidade com Abraão. Ali, ele faz dois pedidos como se Lázaro ainda lhe fosse submisso: o primeiro é apenas um pouco de água para saciar sua sede – para quem estava acostumado a tantos banquetes, basta agora uma gota d’água! Mas, Abraão recusa o pedido, pois quem creu em Deus e Nele confiou, Nele terá a sua eterna herança. Quem se entregou ao prazer, comportando-se como se Deus não existisse, permanecerá eternamente separado Dele. O segundo pedido é que Lázaro seja enviado aos cinco irmãos do rico como testemunho, para que os mesmos não tenham o mesmo fim. Ele se preocupa com seus irmãos, mas é muito tarde para isso! Abraão responde dizendo que as Leis e os Profetas deverão convencê-los, ou seja, a Palavra de Deus proclamada através dos séculos deveria bastar, e que não é necessário que ninguém ressuscite para que eles creiam.
Embora o homem rico chame Abraão de pai, ele é considerado filho apenas por laços de sangue, não pelo verdadeiro caminho que leva à salvação.
O rico, nesta parábola, nos mostra como a prosperidade e a riqueza, frequentemente, tornam o homem orgulhoso e faz com que despreze a Deus e aos bens eternos.
A opção de Deus pelos pobres pode ser entendida como a razão de se viver uma verdadeira comunidade cristã. É preciso ter discernimento cristão diante do uso dos bens, pois o cristão deve prestar culto somente a Deus. Ele é o único Soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Pequeninos do Senhor



Apelo à conversão
A parábola do rico e do pobre Lázaro comporta um apelo à conversão, especialmente dirigido a quem está tão preocupado com os prazeres desta vida, a ponto de se tornar insensível às carências de seus semelhantes, mormente, os mais pobres.
A primeira cena exibe o rico, cujo nome é omitido, gozando os prazeres da vida, vestindo roupas caras e banqueteando-se esplendidamente. À sua porta, jaz um mendigo doente, de nome Lázaro, que significa "Deus ajuda", coberto de feridas. Nada lhe chega da mesa do rico que possa saciar-lhe a fome. Suas chagas são lambidas por cães vagabundos, os quais Lázaro não tem força para afastar.
A morte, porém, inverte as posições. Lázaro recebe a ajuda de Deus, por quem é acolhido. O rico, porém, é brindado com um destino de tormentos indizíveis, no inferno. Só, então, dá-se conta do quanto fora insensato, despreocupando-se com a própria salvação. Era tarde demais! O rico havia desperdiçado o tempo posto à sua disposição, escolhendo um modo de vida egoísta e folgazão. Caminho igualmente escolhido por seus cinco irmãos. Também eles recusavam-se a dar ouvido às Escrituras. Nem mesmo um milagre espetacular, como a ressurreição de um morto, seria suficiente para chamá-los à sensatez. Logo, estavam escolhendo a mesma sorte do irmão defunto, se não se convertessem imediatamente.
padre Jaldemir Vitório





Quais os meios para entrar no Reino de Deus?
Os versículos 14 a 18 do capítulo 16 fazem a transição da parábola do administrador desonesto para o do rico e Lázaro.
Estes versículos nos deixam a impressão de que os fariseus amam o dinheiro (cf. v. 14) e exaltam em seus corações o que é detestável (até mesmo idolátrico) aos olhos de Deus (cf. v. 15). O que é um momento pobre para os fariseus é, na verdade, um grande momento, pois é um tempo em que todo homem se esforça por entrar no Reino de Deus (cf. v. 16), pela obediência à Lei (cf. v. 17). O que Jesus está tentando fazer ver aos fariseus é que, num tempo onde os meios para entrar no Reino de Deus estão na Lei de Deus, eles correm o risco de abraçar não a Lei, mas o que é abominável aos olhos de Deus.
É sobre esse pano de fundo que Jesus conta a parábola do rico e de Lázaro, nosso evangelho de hoje, em que se vive a vida como se a Lei não impusesse obrigações com relação ao próximo, como: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv. 19,18). O desprezo pelo outro compromete o cumprimento dos mandamentos. Marcos no seu evangelho nos alerta para situação semelhante: “Abandonais o mandamento de Deus, apegando-vos à tradição dos homens” (Mc. 7,8). Da região dos mortos (v. 23), o rico compreende que é a obediência à Lei o meio de entrar no Reino de Deus, por isso ele pede a Abraão que envie Lázaro ao seu irmão para alertá-lo (vv. 27-28). Mas Abraão insiste que eles já têm os meios: Moisés e os Profetas (v. 29.31), isto é, toda a Escritura, que é preciso ouvir (v. 29). Se eles rejeitam este meio, rejeitarão também Lázaro, ressuscitado dos mortos (cf. v. 31).
Cabe a eles, como também a nós, buscar os meios adequados, não quaisquer meios, mas os consignados na Escritura, para entrar no Reino de Deus. A Lei e os Profetas são dados para esta vida em vista do Reino de Deus.
Carlos Alberto Contieri,sj



Antes de entrar no tema próprio da Palavra de Deus deste domingo, convém chamar atenção para três idéias do Evangelho que desmentem três erros que se pregam por aí a fora:
(1) Jesus hoje desmente os que afirmam que os mortos estão dormindo. É verdade que, antes do Exílio de Babilônia, quando ainda não se sabia em Israel que havia ressurreição, os judeus e seus textos bíblicos diziam que quem morria ia dormir junto com os pais no sheol. Tal idéia foi superada já no próprio Antigo Testamento, quando Israel compreendeu que o Senhor nos reserva a ressurreição. Então, os judeus pensavam que quem morresse, ficava bem vivo, na mansão dos mortos, à espera do Julgamento Final. Já aí, havia uma mansão dos mortos de refrigério e paz e uma mansão dos mortos de tormento. É esta crença que Jesus supõe ao contar a parábola do mau rico e do pobre Lázaro. Então, nem mesmo para os judeus, que não conheciam o Messias, os mortos ficavam dormindo! Quanto mais para nós, cristãos, que sabemos que “nem a morte nem a vida nos poderão separar do amor de Cristo” (Rm 8,38-39). Afirmar que os mortos em Cristo ficam dormindo é desconhecer o poder da ressurreição de Nosso Senhor. Muito pelo contrário, como para São Paulo, o desejo do cristão é “partir para estar com Cristo” (Fl 1,23). Deus nos livre da miséria de pensar que os mortos em Cristo ficam presos no sono da morte!
(2) Outro erro que a parábola corrige é o de quem prega que o inferno não é eterno. Muitas vezes nas Escrituras – e aqui também – Jesus deixou claro que o céu e o inferno são por toda a eternidade. Na parábola, aparece claro que “há um grande abismo” entre um e outro! Assim, cuidemos bem de viver unidos ao Senhor nesta única vida que temos, pois “é um fato que os homens devem morrer uma só vez, depois do que vem um julgamento” (Hb 9,27). Que ninguém se iluda com falsas esperanças e vãs ilusões, como a reencarnação!
(3) Note-se também como os mortos não podem voltar, para se comunicarem com os vivos. O cristão deve viver orientado pela Palavra de Deus e não pela doutrina dos mortos! Morto não tem doutrina, morto não volta, morto não se comunica com os vivos! Além do mais, os judeus não pensavam que os espíritos se comunicassem com os vivos. Observe-se que o que o rico pede é que Lázaro ressuscite, não que apareça aos vivos como um espírito desencarnado. Daí, a resposta de Jesus: “Eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos”!
Com estes esclarecimentos, vamos à mensagem da Palavra para este hoje. Jesus continua o tema de domingo passado, quando nos exortou a fazer amigos com o dinheiro injusto. Este é o pecado do rico do Evangelho de hoje: não fez amigos com suas riquezas. Se tivesse aberto o coração para Lázaro, teria um amigo a recebê-lo no céu! É importante notar que esse rico não roubou, não ganhou seu dinheiro matando ou fazendo mal aos outros. Seu pecado foi unicamente viver somente para si: “se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias”. Ele foi incapaz de enxergar o “pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, que estava no chão”, à sua porta. “Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas”. O rico nunca se incomodou com aquele pobre, nunca perguntou o seu nome, nunca procurou saber sua história, nunca abriu a mão para ajudá-lo, nunca deu-lhe um pouco de seu tempo. O rico jamais pensou que aquele pobre, cujo nome ninguém importante conhecia, era conhecido e amado por Deus. Não deixa de ser impressionante que Jesus chama o miserável pelo nome, mas ignora o nome do rico! É que o Senhor se inclina para o pobre, mas olha o rico de longe! Afinal, os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos!
É esta falta de compaixão e de solidariedade que Jesus não suporta, sobretudo nos seus discípulos; não suporta em nós. Já no Antigo Testamento, Deus recrimina duramente os ricos de Israel: “Ai dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que s e sentem seguros nas alturas de Samaria! Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho; os que cantam ao som da harpa, bebem vinho em taças, se perfumam com os mais finos ungüentos e não se preocupam com a ruína de José”. É necessário que compreendamos isso: não podemos ser cristãos sem nos dar conta da dor dos irmãos, seja em âmbito pessoal seja em âmbito social. Olhemos em volta: a enorme parábola do mau rico e do pobre Lázaro se repetindo nos tantos e tantos pobres do nosso País, do nosso Estado, da nossa Cidade, muitas vezes bem ao lado da nossa indiferença. Como o mau rico, estamos nos acostumando com os meninos de rua, com os cheira-colas, com os miseráveis e os favelados, com o assassinato dos moradores de rua... A advertência do Senhor é duríssima: “Ai dos que vivem despreocupadamente em Sião... e não se preocupam com a ruína de José!”
Talvez, ouvindo essas palavras, alguém pergunte: mas, que posso eu fazer? Pois eu digo: comece por votar com vergonha nestas eleições municipais! Não vote nos ladrões, não vote por interesse, não vote nos corruptos, não vote nos descomprometidos com os mais fracos, não vote em que não tem nada além de palavras e promessas vazias! Vote com sua consciência, vote buscando o bem comum. Dê-se ao trabalho de escolher com cuidado seus candidatos, dê-se ao trabalho, por amor aos pobres, de pensar bem em quem votar! Só isso? Não! Olhe quem está ao seu lado: no trabalho, na rua, no sinal de trânsito, no seu caminho. Olhe quem precisa de você: abra o coração, abra os olhos, abras as mãos, faça-se próximo do seu irmão e ele o receberá nas moradas eternas.
Durante dois domingos seguidos o Senhor nos alertou para nosso modo de usar nossos bens. Fomos avisados! Um dia, ele nos pedirá contas! Que pela sua graça, nós tenhamos, um dia, amigos que nos recebam nas moradas eternas.
dom Henrique Soares da Costa


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