21º DOMINGO DO TEMPO COMUM
27 de Agosto de 2017
Cor: Verde
Evangelho - Mt
16,13-20
Jesus disse que Pedro era feliz pois foi o Pai que
está no céu quem lhe revelou quem Ele era. Continuar
lendo
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A administração dos bens divinos
A
liturgia da Palavra deste Domingo nos fala da importância da honestidade e da
confiança na administração das nossas responsabilidades. Deus conta conosco,
mas devemos ser honestos, caso contrário, por Ele seremos reprovados
(demitidos), como aconteceu com Sobna, o administrador do Palácio do Rei
Ezequias (1ª leitura). Pedro, por ser como rocha, de firmeza e fé, conhecimento
e sinergia com Jesus, foi escolhido para ser o grande líder da sua Igreja
(Evangelho) A Sabedoria divina é a fonte que deve alimentar os fiéis portadores
de responsabilidades. Sem essa comunhão, tudo se corrompe (2ª leitura).
1ª leitura: Is. 22,19-22
A comunhão com o rei na promoção do bem comum
O
profeta Isaías, conhecendo as malandragens de muitos funcionários e líderes do
seu tempo, sabendo que isso era profundamente prejudicial ao povo, resolve, com
muita independência e liberdade, denunciar Sobna, o alto funcionário,
administrador do Palácio do Rei Ezequias (século VII a.C.). Sobna tinha um alto
cargo de confiança, pois era ministro do Palácio e por isso, deveria agir em
profunda comunhão com o Rei que chamava-se Ezequias; um monarca honesto, muito
elogiado apesar dos tempos difíceis (cf. 2 Reis 18,1-4), sensível às
necessidades do povo e muito religioso (cf. Eclo. 48,16-22). Foi o Rei Ezequias
que, corajosamente, empreendeu entre os judeus uma séria reforma religiosa na
época do seu reinado (cf. 2 Reis 18,3-4). Ele “fez o que agrada aos olhos de
Javé” e sempre conservou-se fiel (cf. 2 Reis 18,3.6). Todavia, nem todos os
seus mais próximos colaboradoras pensavam como ele e, então, se corrompiam,
negligenciavam suas atribuições, cuidavam de si mesmos e nem acreditavam em
seus sonhos (cf. Is. 22, 15-19; Reis 18,28-31). Sobna, o infiel ministro, é
destituído da sua função e demitido. Assume o seu lugar um homem chamado
Eliacim que, no exercício de seu serviço deverá ser como um pai para o povo
(cf. Is. 22,21); mas não será paternalista e nem populista, pois deverá gerir a
responsabilidade de “abrir e fechar”, ser capaz de dizer “sim e não” conforme o
justo discernimento das necessidades e em conformidade com a política do
Reinado (cf. Is 22,22). É isso que lhe garante a estabilidade no cargo,
contribuindo para a credibilidade e estabilidade de governo do Rei (cf. Is.
22,23).
Nossa vida
Esse
texto bíblico apesar de não ter sido escrito em nossos dias, tem uma
impressionante semelhança com aquilo que lemos nas crônicas da imprensa e nos
telejornais todos os dias em nosso país: a corrupção... pessoas que assumem
cargos de confiança traem seus líderes e o povo; quando não, os próprios
líderes que deveriam preservar a luta pela promoção da paz e da justiça para
todos, “apascentam-se a si mesmos” (Ez 34,2), roubando os recursos públicos
através das mais variadas estratégias. Em tempos de eleição, essa reflexão
parece ser muito oportuna! Como todo servidor público, com um cargo de
confiança, Sobna deveria ser um aliado do Rei na promoção da reforma
empreendida. Todavia, em vez de promover o Bem Comum, cuida de si mesmo
apropriando-se indevidamente de bens do Reinado: ele estava fazendo para si um
túmulo num lugar privilegiado e escavando uma sepultura na rocha – objeto de
luxo na época, só para os nobres e ricos! (cf. Is 22, 15-18). Esse texto nos dá
profundas e precisas indicações para a vida profissional:
a)
cultivar o senso de honestidade profissional: cuidado com as tentações dos
desvios e negligências;
b)
zelar pelo senso de comunhão com a justa “política do reinado”, falar a mesma
linguagem, respeitar a confiança conferida;
c)
a autoridade conferida é destinada à promoção de um serviço e este deve ser
feito unicamente voltado para o bem dos outros como é o agir de um pai para com
seus filhos; essa autoridade só é preservada e válida quando há o exercício
equilibrado de ternura e firmeza, quando se usa a chave tanto para abrir como
para fechar. O líder que sabe dizer “sim” se corrompe! Bem como é maléfica a
atitude de covardia quando não se pronuncia com firmeza diante as necessidades.
Quem não é capaz de “abrir e fechar”, dizer “sim e não”, não está preparado
para liderar; logo vai ceder às pressões dos “amigos” que o corromperão. Por
outro lado, o profissional que submete a missão que recebeu aos seus interesses
pessoais é desonesto.
Salmo 138 (137)
Este
salmo é uma oração de agradecimento, que assim começa: “Eu te agradeço, Javé,
de todo o meu coração” (Sl 138,1). O salmista agradece a Deus, no templo, por
ter experimentado o seu grande amor e sua fidelidade (cf. Sl 138,2), pois sua
prece foi ouvida quando estava em grande necessidade e, agora, se sente
fortalecido (cf. Sl 138,3). Deus é o senhor dos pobres e humildes, nos conserva
a vida e nos livra dos perigos (cf. Sl 138,6-7). Por isso jamais devemos
esquecê-lo: ele faz tudo por nós (cf. Sl 138,8).
2ª leitura: Rm 11, 33-36
ADMINISTRAR OLHANDO PARA A SABEDORIA DE DEUS
Esta
segunda leitura, neste contexto de reflexão que fala de serviço e liderança, se
configura como um convite para contemplarmos a sabedoria divina, em sua
grandeza, profundidade, integridade e santidade (cf. Rm. 11,33). Quem se
alimenta dessa fonte, vai adquirir robustez suficiente para rechaçar todo e
qualquer convite à corrupção ou negligência de suas responsabilidades. O texto
sagrado ressalta também o mistério das decisões divinas, ou seja, sua não
conformidade com a lógica humana ou das conveniências (cf. Rm. 11,33). De fato,
às vezes, por sua autoridade e sabedoria, o líder deve tomar decisões que nem
sempre se harmonizam com o desejo da maioria, à lógica das circunstâncias e
pressões psicológicas. Por isso, Deus a fonte da Sabedoria, deveria sempre ser
acolhido como o Conselheiro das autoridades, pois tudo é para Deus, tudo é Dele
e para a sua maior glória (cf. Rm 11,36). Somos seus ministros! Certamente o
maior bem que deve recebemos e que devemos administrar com sabedoria e
honestidade é a nossa vida.
Nossa vida
Há
carência em nossa sociedade de maior aproximação entre espiritualidade e política,
fé e serviço de autoridade, comunhão com princípios éticos e vida profissional.
Esse é o convite prático deste texto de louvor inserido neste contexto de
leituras que falam de responsabilidades, trabalho e autoridade. Sem a
contemplação de Deus como o Líder Supremo, a autoridade humana (política ou
religiosa) corre o sério perigo de se tornar corrupta, tirana, insensível,
vaidosa, egoísta, omissa. Quem manipula “chaves” deve cotidianamente meditar
sobre essa insondável sabedoria divina. Eis um grande desafio para todos nós!
Com firmeza e sabedoria “abrir e fechar” honestamente.
Evangelho: Mt. 16,13-20
A fé e o serviço de liderança de Pedro
O
texto do evangelho de hoje tem uma grande relação com a primeira leitura e
vice-versa. Jesus promete a Pedro o serviço de liderança da Igreja nascente, a
comunidade dos doze. Vejamos alguns dados a serem refletidos:
a)
O contexto: antes de tudo parece-nos muito significativo o contexto no qual
acontece essa promessa. Jesus e seus discípulos estão em pleno trabalho pastoral,
onde percebem, de perto, o clamor das massas martirizadas pela pobreza e
desorientação, fome de pão e de esperança, abatidos pela dureza e indiferença
dos fariseus promotores da dominação religiosa (cf. Mt. 15,29-39; 16,1-12).
Como no contexto do seu Batismo inaugurando a sua missão (cf. Mt. 3,13-17),
Jesus não está em Jerusalém, o centro político-religioso e não faz caso de uma
solenidade. Com isso Jesus quer dizer que essa liderança a ser constituída,
deve ser diferente, não tem outra missão que aquela de promover zelosamente o
Reino de Deus para os pobres, dando continuidade à sua missão (cf. Lc.
4,14-19). Essa autoridade a ser constituída, em Pedro, terá legitimidade à
medida que o mesmo for um promotor da paixão pelo Reino da Justiça Divina. Para
isso, deverá manter-se longe dos privilégios de um líder político dos reinos
deste mundo. Essa promessa se cumpre após a Ressurreição (cf. Jo 21,15-17).
b)
A profissão de fé de Pedro: no centro desse evento está a profissão de fé de
Pedro. Jesus faz uma espécie de sondagem para saber o que dizem dele. Isso em
nada tira ou acrescenta à consciência que ele tem de si mesmo. Ele quer
favorecer uma oportunidade para que aqueles que estão ao seu redor verbalizem
suas convicções a seu respeito. À diferença daquilo que diz o povo que
acreditava que Jesus seria um profeta ressuscitado (Elias, Jeremias ou João
Batista), Pedro faz um ato de fé tomando a palavra em nome dos colegas: “Tu é o
Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt. 16,16). Jesus gostou dessa atitude porque percebeu
a sinceridade de Pedro que não estava “fazendo média” para captar a
benevolência de Jesus. Pedro não é um “bajulador”! É um homem honesto, sincero,
conhece a Jesus e sabe declarar-se rendendo-se à Verdade. Pedro tem convicção
do que está afirmando sobre Jesus porque sua fé está alicerçada em seu
testemunho do extraordinário agir de Jesus (milagres, fez experiência!), porque
o segue, caminha com Ele. Quando Jesus lhe diz “não foi a carne ou o sangue que
te revelaram isso”, está lhe dizendo, em outras palavras, “Pedro, que bom que
você não é um porta-recados! Mas tem convicção própria, tem fé!”
c)
A declaração de Jesus: a contra-partida de Jesus é surpreendente pois faz a
promessa de entregar a Pedro uma grande responsabilidade: a liderança dessa
nova comunidade. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja...”.
O verbo é colocado no futuro (edificarei). Essa declaração de Jesus foi
estimulada pela profissão de fé de Pedro que revelou-lhe a consistência da sua
fé: profunda e sincera, decidida e generosa (pedra). O mais nobre alicerce de
qualquer agrupamento humano é o senso de fé, de confiança, de comunhão, de
honestidade e de sinceridade de cada pessoa. Quando isso não existe a
associação se desmancha e todos de dispersam. Com a Igreja nascente será
diferente! Já ultrapassou a 2000 anos! O conteúdo da promessa tem mais dois
importantes dados: “as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela”... (Mt.
16,18), o inferno era a morada dos mortos, mas aqui representa as
potências do mal, os opositores do Reino de Deus, os inimigos; eles nunca
dominarão a Igreja porque esta é assistida pelo Espírito Santo que atualiza no
seu seio a presença de Jesus (cf. Mt. 28,20: “eu estarei com vocês todos
os dias” – Jo 14,18: “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós”) e “tudo o
que ligares na terra será ligado nos céus e tudo o que desligares na terra será
desligado nos céus” (Mt. 16, 19). A função de Pedro é aquela de ser ministro
(1ª leitura) e por isso tem as “chaves”, símbolo de autoridade, de poder, de
legitimidade para aprovar ou desaprovar, permitir ou proibir, aceitar ou
rejeitar. Vale à pena ressaltar que essa autoridade Petrina, que se perpetua na
figura dos papas, não é absoluta (como qualquer ministro!). Terá legitimidade à
medida da comunhão com o Mestre e foi sob essa condição que Jesus outorgou esse
poder a Pedro. A autoridade Petrina está submissa ao poder o Espírito Santo,
fonte do Reino de Deus. Mas tudo o que decidir sabiamente (em matéria de fé e
moral) terá aceitação divina.
Nossa vida
Somos
convidados a fazer a nossa declaração de fé pessoal! Quem é Jesus para mim? A
fé de Pedro estava embasada em sua experiência próxima a Jesus, como testemunha
ocular de sua vida extraordinária. Em que se sustenta a sua nossa fé? De que
maneira se dá essa relação com Jesus? Não há séria liderança se esta não for
alicerçada na fé, na confiança e numa profunda comunhão com a causa de tudo.
Ser líder significa ter consciência da dupla função de “abrir e fechar”, “ligar
e desligar”. Isso, por vezes, poderá causará impacto negativo nos opositores.
Mas se a decisão estiver em comunhão com os critérios do Reino de Deus, a
perseguição será fator de bem-aventurança (Mt. 5,13).
Antônio de Assis Ribeiro - SDB (Pe. Bira)
Tu és Pedro e eu te
darei as chaves do Reino dos céus.
O texto de Isaías se refere, com muita
probabilidade, à época imediatamente anterior à primeira deportação. Lembramos
que como represália a uma tentativa de rebelião, o império babilônico exilou,
no ano de 597 a.C., os membros mais prestativos da sociedade e os transladou
para várias cidades e campos da Mesopotâmia. Isto significou um duro golpe para
as pretensões da família monárquica que se considerava inamovível do trono.
A profecia de Natam, que na realidade
era uma exortação para que o rei se mantivesse fiel à vontade do Senhor, se
havia convertido já na época salomônica, em um recurso ideológico para
legitimar o monopólio do poder. Ao início do século VI a situação de Judá mudou
completamente, com a entrada em cena do império babilônico, que pretendia criar
um império mediante a submissão de todos os pequenos reinos e o controle das
tribos dispersas por todo o chamado “Crescente Fértil”. Jerusalém era somente
uma fortaleza a mais a ser conquistada.
A profecia de Davi se dirige contra as
pretensões da classe dirigente que se considerava a proprietária perpétua do
trono. O caso mais patético era o dos primeiros ministros, que substituíam o
rei na sua ausência. Esses personagens, quase sempre provenientes da alta
aristocracia, conquistavam especial importância quando podiam governar o país e
usufruir de todas as honras regularmente reservadas ao rei.
Parece que o mordomo do palácio real de
Jerusalém, chamado Sobna, se excedeu em suas pretensões e não se contentou em
ostentar a “banda” do rei, mas que converteu as chaves do palácio em símbolo de
seu crescente poder. Todas estas manifestações de arrogância colocavam em
evidência quão arruinadas estavam as instituições monárquicas e o grau extremo
de decadência em que havia caído a corte. Isaías pronuncia um oráculo de
condenação contra este ministro presunçoso, denunciando todas as
arbitrariedades que havia cometido e, ao mesmo tempo, anuncia qual seria o fim
de todas as suas façanhas.
Aqueles que havia construído uma tumba
elegante para si morreria em um campo desolado, em terras estrangeiras. A chave
que o primeiro ministro ostentava, terminaria nas mãos de outra pessoa mais
capaz. Os caminhos do Senhor não são os do indivíduo envaidecido e alienado.
Tudo que um sistema social constrói sobre a exploração, o abuso do direito e a
falsidade, termina irremediavelmente condenado na insignificância.
Paulo, fazendo eco dos hinos à
sabedoria, recorda a distância enorme entre as absurdas pretensões
individualistas e megalomaníacas e o sábio desígnio de Deus que dispõe
unicamente do que é proveitoso para o ser humano.
Esta contraposição entre as desmedidas
pretensões de certos indivíduos e grupos sedentos de poder e os insondáveis
caminhos do Senhor, se faz patente no episódio do evangelho. Na metade do
caminho de Jerusalém, ou seja, na exata metade do processo de formação dos
discípulos, Jesus os interroga sobre aquilo que conseguiram captar no tempo em
que ele os acompanhou e orientou.
As respostas não surpreendem. De uma
parte, o povo que segue Jesus o identifica corretamente como um dos profetas.
De outra, o grupo na voz de Pedro, o reconhece corretamente como Messias e
Filho de Deus. Porém, subsiste um problema de fundo: tanto a multidão como os
discípulos querem condicionar Jesus a viver um modo de ser profeta e uma
maneira especial de ser Messias. Discípulos e multidão pedem o que é contrário
à vontade de Deus e inconsequente com o ensinamento de Jesus. Parece que o
enorme esforço de Jesus não estava surtindo o efeito esperado e que os discípulos,
em lugar de mudar de mentalidade, reafirmam suas antigas e erráticas ideias.
Contudo, o evangelho quer mostrar que os discípulos ainda devem passar pela
experiência da cruz para compreender o verdadeiro alcance das palavras e obras
de Jesus.
Jesus sim é o Messias, porém não o
Messias triunfalista e prepotente do nacionalismo exacerbado, mas uma pessoa a
serviço das mais profundas causas humanas. Jesus sim é profeta, porém não o
profeta que anuncia a supremacia da própria religião ou da ideologia de seu
grupo, mas o profeta do amor, da justiça e da paz.
As três leituras mostram quão
imprescindíveis e certeiras são as sendas de Deus e quão caducos e esquemáticos
são nossos caminhos humanos. O evangelho nos convida a aprender de Jesus o
caminho autêntico que nos conduz ao Pai, porque “nem todo que diz: Senhor,
Senhor, entrará no reino dos céus”.
Oração:Ó Deus, nosso Pai, que unes os
corações de teus fiéis em um mesmo desejo, inspira teu povo ao amor à tua
vontade e à firme esperança em tuas promessas para que, no meio das
dificuldades da vida, mantenha sempre firme sua confiança em ti e goze da
verdadeira alegria. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém!
Claretianos
O evangelho deste domingo sugere que
nos deixemos guiar pelo Espírito. O dono de um coração aberto à Palavra de Deus
entende e enxerga melhor, tem a mente sã e os olhos aguçados.
“Quem dizem os homens ser o Filho do
Homem?” Também nós, em nossos dias, ouvimos muitas referências a respeito de
Jesus. Dois mil anos depois e ainda o chamam de “homem excepcional, grande
mestre, o maior dos profetas”. Muitos o conhecem por diversos títulos, poucos o
reconhecem como Verdadeiro Deus.
“Quem sou eu para vocês?” Se hoje Jesus
nos dirigisse esta pergunta, o que diríamos? Certamente nossa resposta seria
igualzinha àquela de Pedro, “Tu és o Messias, o Filho de Deus Vivo!” Sem
pestanejar, gritaríamos essa frase feita.
Provavelmente, Jesus insistiria para
obter uma resposta individual e concreta. Talvez dissesse, “é isso mesmo que
você pensa, ou é o que você ouve desde pequenino na catequese, nas homilias e,
até mesmo em aulas de teologia?”
“Quero saber mais” - diria. “Quero uma
resposta lá do fundo do coração; que influência eu exerço em sua vida e quais
as mudanças que essa fé trouxe para a sua vida familiar, profissional e
comunitária?” Diria ainda - “Só mais uma perguntinha, o que você tem feito para
propagar essa verdade?”
O que responder? É bom estarmos
preparados, pois certamente seremos cobrados. Somos batizados, somos Igreja, e
como membros dessa Família nós temos que evangelizar, gritar com convicção,
para que o mundo todo ouça que, Jesus, o Verdadeiro Deus, está entre nós.
Feliz aquele que acredita e propaga o
que o Pai do Céu revelou. Feliz aquele que assume a sua função na construção do
Reino. Sejamos pedra, sejamos Pedro, homem de fé que, apesar dos seus momentos
de covardia e de fraquezas, sabia humildemente arrepender-se e recomeçar tudo
de novo.
Assim como tem acontecido em tantos
países, tempos atrás, a China foi abalada por um terremoto. Em apenas alguns
minutos, centenas de prédios foram destruídos, um incontável número de pessoas
morreu ou ficaram feridas. Num piscar de olhos, milhares de famílias foram
mutiladas.
Na preparação para a vida eterna nós
enfrentamos terremotos, tempestades e ventos fortes. Se nossa fé não estiver
alicerçada em uma base sólida e apoiada em pedra firme, certamente, tudo vem
abaixo. Essa Base Sólida chama-se Jesus, sem Ele, uma fração de segundo é
suficiente para deixar-nos sob os escombros por toda eternidade.
Jorge Lorente
Plantada sobre a
rocha
Herodes, o Grande, tinha construído
sobre um majestoso rochedo um grande Templo dedicado a Augusto, na região
próxima das nascentes do Jordão. Mais tarde, o tetrarca Felipe reconstruiu a
cidade que aí havia, e lhe deu o nome de Cesárea também em honra ao Imperador.
Ficou com o nome de Cesárea de Felipe,
para distingui-Ia da Cesárea Marítima, construída junto ao mar Mediterrâneo por
Herodes, o Grande. Foi nessa região que se deu um dos fatos mais marcantes do
Evangelho, que a Igreja não se cansa de ler e meditar.
Jesus, em companhia de seus apóstolos,
estava percorrendo os campos e as aldeias na sua missão de semear as sementes
do Reino de Deus. A certa altura parou, concentrou-se em oração (Lc 9,18) e se
abriu com os apóstolos para fazer-lhes uma importante consulta: saber o que é
que o povo pensava
a respeito dele. "Quem é o Filho
do homem - perguntou Ele - na opinião do povo (Mt. 16,13)?"
As respostas são por todos conhecidas.
Havia quem pensasse que Jesus era João Batista redivivo; outros pensavam que
era Elias, o qual, segundo a crença popular, não tinha morrido, mas iria voltar
um dia para ungir o Messias; outros pensavam que era Jeremias, um dos grandes
protetores do povo judeu, e que estaria voltando para defender o povo; outros,
enfim, pensavam vagamente nalgum outro profeta ressuscitado.
Tudo isso era possível, na mentalidade
simples e religiosa do povo.
Jesus deixou que abrissem todo o leque
das opiniões disparatadas. Mas depois, assumindo, sem dúvida, uma atitude de
quem cobra um sério compromisso, perguntou: "Mas, segundo vocês, quem sou
eu?" Foi quando Pedro, como que impetuosamente retomando a palavra em nome
de todos, respondeu, na grande profissão de fé, que os séculos nunca iriam
esquecer: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo" (Ibid., 15). Marcos
e Lucas trazem também a declaração da messianidade de Jesus. Mas só Mateus
acrescenta ainda a proclamação da filiação divina.
Vem, então aí, a solene declaração de
Jesus, a mais longa de suas palavras dirigidas a uma pessoa em particular:
"Feliz és tu, Simão, Filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue que
te revelaram isso, mas meu Pai que está no céu.
E eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta
pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não poderão vencê-Ia.
Eu te darei as chaves do Reino do céu; tudo o que tiveres ligado na terra será
ligado no céu; e tudo o que tiveres desligado na terra será desligado no
céu" (Ibid., 17-19). O desenvolvimento dessas palavras vai-se tornar cada
vez mais claro na caminhada do Evangelho, pelas palavras e gestos de Jesus.
sobretudo, Jesus vai rezar por Pedro, para que sua fé não desfaleça, e lhe dá o
encargo de confirmar seus irmãos na fé (Lc. 22,31 ), e vai confiar-Ihe o
pastoreio de todo o rebanho da Igreja (Jo. 21 ,15ss). O que, aliás, indica
implicitamente que o poder dado a Pedro deve passar para seus sucessores, como
a Igreja crê e professa com alegre fidelidade.
Não é improvável que, quando Jesus
disse a Simão -"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha
Igreja", tivesse bem diante de seus olhos o rochedo de Cesárea sobre o
qual se erguia o templo de Augusto.
Era bem esse o feitio de sua pedagogia,
sempre atento às sugestões do tempo e do lugar. E a imagem da pedra
-"Cefas" em hebraico - é extremamente bem escolhida para indicar a
solidez e a unidade da Igreja, garantida pela autoridade de Pedro, reflexo na
terra da autoridade de Cristo no céu.
E Jesus - com uma imagem muito prática
- entregou Pedro "o poder das chaves". E é como São Pedro é
representado: com as chaves na mão. Sinal de poder. E só ver o texto de Isaías
onde se fala da nomeação de Eliaquim para superintendente do palácio real (Ls.
22.19-23).
Sabe-se que ainda hoje nalguns lugares
do mundo árabe se vêem na rua homens carregando duas grandes chaves pendentes
dos ombros, para mostrar sua autoridade de proprietários. Pedro, na igreja, em
nome de Cristo que lhe deu o poder, "liga e desliga", isto é, proíbe
ou permite. Felizes dos discípulos de Cristo, que têm na terra alguém que os
guia com um poder confirmado no céu: "O que ligares na terra será ligado
no céu, e o que desligares na terra será desligado no céu".
padre Lucas de
Paula Almeida, CM
Cristo e a Igreja
A liturgia nos propõe hoje dois temas
fundamentais da fé cristã: Cristo e a Igreja.
Na 1ª leitura, Isaías mostra como uma
pessoa se tornava ministro da casa real através da entrega das chaves do
palácio real. Eleaquim é aqui figura de Pedro a quem Jesus confiará o
governo supremo do Povo de Deus (Ls. 22,19-23).
Essa imagem nos ajuda a entender melhor
o Evangelho de hoje.
A 2ª leitura é um convite a contemplar
a Riqueza, a Sabedoria e a Ciência de Deus, que realiza o seu projeto de
Salvação do homem (Rm. 11,33-36).
No Evangelho, vemos Jesus entregando a
Pedro as chaves (Mt. 16,13-20).
Da adesão dos discípulos a Jesus, como
"o Messias, Filho de Deus", nasce a Igreja: a comunidade dos
discípulos de Jesus, convocada e organizada ao redor de Pedro.
O texto tem duas partes:
- A primeira, de caráter cristológico:
Quem é Jesus Cristo?
- A segunda, de caráter eclesiológico:
Que é a Igreja?
1. Jesus interroga os discípulos:
O que as pessoas dizem dele e o que os
discípulos pensam?
- Para os "homens" Jesus é um
homem extraordinário, bom e justo, como tantos outros homens antes dele.
- Para Pedro e os discípulos, Jesus é
muito mais: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo"
2. Jesus responde à confissão de fé
A fé da comunidade dos discípulos,
apresentada pela voz de Pedro, é o fundamento sobre o qual Jesus vai assentar a
Igreja.
Igreja: É a comunidade dos discípulos
que reconhecem Jesus como "o Messias, o Filho de Deus".
Ela existe para testemunhar Cristo e
para levar a todos os homens a proposta de salvação que ele veio oferecer.
Para isso, é confiado a Pedro e à
comunidade o "poder das chaves".
Uma missão particular para manter a
unidade da fé em Cristo.
Lembra a nomeação do
"Administrador do Palácio", de que fala a primeira leitura.
+ Quem é Cristo hoje?
Apesar do secularismo cada vez mais
difundido e de um abandono da prática e das tradições cristãs cada vez mais
generalizado:
é interessante notar como a pergunta
continua atual:
- Para os jovens, Jesus representa a
novidade, a contestação de uma sociedade e de um sistema envelhecido, árido,
privado de fantasia e criatividade...
- Para as massas oprimidas, Jesus
aparece como o Libertador, o símbolo de uma esperança, que não está somente num
futuro misterioso...
- Para os agentes de obras sociais,
Jesus é um revolucionário,
que luta contra a
injustiça, a opressão, a exploração do homem pelo homem...
- Até as pinturas apresentam hoje Jesus
Cristo em vestes extravagantes e coloridas de um Hippie, ou de um barbudo
guerrilheiro "procurado".
E nós também fazemos questão de ter uma
inagem de Cristo:
de pedra, madeira, ferro, ouro, às
vezes como peça preciosa de arte...
Seu nome é cantado em festas, em
momentos de alegria e até de boemia, e é recordado nos momentos de apuros, como
último recurso...
Tudo isso revela uma realidade
positiva: o nosso mundo não pode prescindir de Cristo. Nossa História está tão
marcada por ele, que não se pode ignorá-lo.
+ Quem é Jesus Cristo para mim?
Para responder, não basta procurar na
memória alguma fórmula
que aprendemos no catecismo, ou ouvimos
de outros ou lemos nos livros.
É preciso procurar no coração, em nossa
fé vivida e testemunhada.
Assim descobriremos o que Jesus
representa, de fato, em nossa vida.
Cristo não é um personagem histórico
morto do passado.
Ele ressuscitou e está vivo.
- Ele vive ainda hoje no menor dos
irmãos: vive no mendigo, no migrante, no bêbado, no revoltado, no pecador, no
ladrão...
- Ele vive dentro de nosso coração. Ele
vive em seus familiares, em seus irmãos. Ele vive no coração de todos.
- Ele nos fala ainda hoje no seu
Evangelho: que devemos conhecer com fidelidade, que devemos viver com
autenticidade, que devemos anunciar com renovado ardor missionário...
+ Lugares de encontro com Jesus Cristo
(Documento de Aparecida 6.1.2):
- na fé recebida e vivida na
Igreja; na Sagrada Escritura;
- na sagrada liturgia (especialmente na
celebração eucarística dominical); no sacramento da reconciliação; na oração
pessoal e comunitária; na comunidade viva na fé e no amor fraterno; nos pobres,
aflitos e enfermos...
Descubra a felicidade de servir, de
amar, de perdoar, e Cristo se encarnará em cada um de seus gestos, e se
encarnará em cada rosto de pessoa humana que você encontrará ao longo de seu
caminho.
+ Dia dos ministérios leigos: nesse
domingo, a Igreja recorda e louva a vocação de tantos homens e mulheres que se
dedicam incansavelmente na construção do Reino de Deus. A eles a nossa
gratidão.
padre Antônio
Geraldo Dalla Costa
Quem é o “homem” (a pessoa). Quem é o “filho do homem”
A 1ª leitura é tirada
de Isaías 22,19-23 que traz o único oráculo deste profeta dirigido a uma pessoa
em particular e entra na liturgia de hoje como um paralelo à leitura do
evangelho onde Pedro tem um papel particular entre os apóstolos. A segunda
leitura; Romanos 11,33-36 conclui o bloco dos cap.9 a 11, e Paulo lembra que
Deus orienta a história com sua sabedoria e providência mesmo por caminhos
insondáveis a nós, criaturas. A fé é a esperança nesta presença misteriosa do
amor, nosso caminho, verdade e nossa vida. A passagem evangelho (Mateus 16,13-20)
está centrada na pergunta de Jesus: para vocês, quem sou eu?
O Lecionário Comum
(LCR) propõe o mesmo texto do Evangelho, mas outros textos alternativos (do
A.Testamento e da mesma carta aos Romanos). Isaías51,1-6 é profecia de
consolação: como fez com seus antepassados o Senhor não esquecerá seu povo em
justiça e salvação. O capítulo 12, 1-8 de Romanos exorta ao aproveitamentos dos
dons diferentes de cada um para a mútua ajuda na comunidade. No calendário
ortodoxo neste 11º domingo pós-Pentecostes lê-se 1Coríntios 9,2-12 e Mateus 18:
23-35.
Os abusos da religião
Na Nigéria, a
identidade religiosa é mais importante que a cidadania. A população é formada
praticamente meio a meio de cristãos e muçulmanos, mesmo assim o Islamismo ali
tenta impor a todos a lei da Sharia. Desde 1990 estima-se em 20mil o número de
pessoas mortas em nome de Deus. Atualmente acompanhamos as tristes notícias do
norte do Iraque onde o movimento “Estado Islâmico” se propõe a criar um
califado que pretende chegar até a península ibérica começando pela região
Iraque-Síria. O fato é que já são mais de 150 mil os refugiados na região do
Kurdistão, entre cristãos, iazides e membros de outras minorias religiosas
ameaçados de morte. A Onu declarou nesta semana que já os conflitos na região
criaram meio milhão de refugiados. Em Gaza prosseguem os bombardeios diários
como continuam sendo lançados os mísseis contra Israel. No antigo Ceilão (Sri
Lanka) o conflito já antigo é entre budistas e muçulmanos. Em muitos países,
como no Canadá, os cristãos se dividem em questões relativas à homosexualidade.
No Brasil as disputas religiosas parece ser mais de ordem comercial, em vista
do controle de meios de comunicação, de mais poder político em bancadas ou
blocos legislativos. São todos abusos da religião.
Crer ou reconhecer
Deus presente
Quando alguém diz:
“quem sou eu para você?” geralmente é no contexto de relações em crise e,
portanto, é necessário firmar posição entre as pessoas. É o que nos lembra o
teólogo canadense A.Gilbert (que apontou, acima, alguns conflitos provocados
pela religião no mundo), ao comentar o evangelho de hoje. A pergunta de Jesus
“quem sou para as pessoas? Quem sou para vocês?” é feita no contexto da
contestação de Jesus aos fariseus que davam mais valor à observância de
costumes religiosos do que à caridade.
Afastar-se dos leigos
“fariseus” e dos “eclesiásticos” saduceus
Vozes que corriam
entre o povo consideravam Jesus de Nazaré como um João Batista, ou um profeta
(redivivo?) como Elias ou Jeremias. Mas a resposta dada por Pedro não é apenas
para evidenciar a identidade própria do Messias, negando que ele fosse o
“retorno” de um daqueles homens de Deus respeitados pelo povo. Com sua resposta
(“Tu és o Messias, o filho de Deus vivo”) Pedro queria dizer: Tu és o rosto
mesmo desse Deus que não podemos ver. Pedro responde no contexto das controvérsias
de Jesus com fariseus, saduceus, e todos que colocavam as leis religiosas acima
do relacionamento verdadeiro, seja com o “Pai”, o Deus de Moiséis e dos
Profetas, seja com as outras pessoas, particularmente com os mais abandonados e
desprezados da sociedade.
É como se Pedro
dissesse: Quando te opões (falando a Jesus) a todos estes homens religiosos
criticando seu comportamento, é o próprio Deus que se opõe a essa caricatura de
religião, porque queres restabelecer a verdadeira imagem de Deus. E qual é esta
imagem? Lembremos que dias antes Jesus curava os coxos, os cegos, os aleijados
e os mudos; disse que tinha enorme compaixão da multidão que o seguia; e,
finalmente, mandou que os próprios discípulos dessem de comer a todos:
eram cerca de 4 mil os participantes do que hoje chamamos “multiplicação dos
pães”.
O poder de “ligar e
desligar”
O texto de hoje
conclui: “Feliz de ti Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o
sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também digo: Tu és
Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.- E tudo o que ligares na
terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos
Céus”. Lembremos inicialmente que aqui a expressão “carne e sangue” opõe-se a
uma revelação que não seja diretamente dada por Deus, assim como Paulo (aos
Gálatas 1,15ss) ao se referir ao seu encontro com o ressuscitado: “quando ele
(Deus) que... dignou-se revelar em mim seu Filho... sem consultar a carne e o
sangue”).
Outro teólogo (o
espanhol, Sánchez Mielgo OP) comenta a conclusão do texto: Duas coisas promete
Jesus à sua Igreja, por meio de Pedro. Em primeiro lugar é sobre esta
“confissão de Pedro” que a Igreja se constrói. E o que Pedro confessou? Que
Jesus é o definitivo embaixador do Pai dado a nós para salvação do mundo,
declarando que o “filho do Homem” (título que Jesus preferia para si) é o real
e verdadeiro “Filho de Deus”. Esta é a rocha sobre a qual se constrói com
firmeza. Jesus e a fé em Jesus são o cimento de uma Igreja que permanecerá
sempre, desde esta terra até chegar à condição de “cidade celeste”, habitada
por povos de todo o mundo (cf. Ap 7,9s).
Em segundo lugar
usando o símbolo das “chaves” Jesus nomeia Pedro como uma espécie de Primeiro
Ministro do seu Reino. Convém recordar que mais tarde esta missão fundamental é
ampliada no cristianismo primitivo, segundo relata o próprio Mateus (18,18) a
todo o grupo dos apóstolos. O contexto cultural religioso do pensamento
rabínico usava a mesma imagem para definir a autoridade universal do Sinédrio.
Os rabinos diziam que o Sinédrio tinha o privilégio de “atar e desatar” em
matérias jurídicas e religiosas em todo o mundo. Assim também esta autoridade
apostólica se estende por todo o mundo, é válida para toda a Igreja. Segundo a
vontade de Jesus em sua despedida (Ascensão) a Igreja é continuadora de sua
missão no mundo. Os discípulos atuais de Jesus precisam realizar sempre uma
conversão profunda a fim de que a Igreja seja um instrumento de salvação e não
um obstáculo para a experiência e vivência da fé em Jesus e em sua Boa Notícia.
Aquele que Criou o
ser humano decidiu ser também “o Filho do Homem’
Oxalá possamos
ajudar, com nossa oração e ação, a construir diálogo e respeito entre s seres
humanos, abolindo as guerras, sobretudo se feitas sob pretexto da religião.
professor Fernando
Quem o povo diz que eu sou?
Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão
deter a primavera inteira! (Che Guevara)
Pedro crê e
testemunha
"Tu és o Cristo
de Deus", foi a resposta de Pedro a Jesus, quando este perguntou aos
discípulos: "Quem dizeis que eu sou?" Este Evangelho narra que Jesus
fez duas perguntas aos discípulos.
A primeira:
"Quem diz o povo que eu sou?" Eles relataram as várias opiniões que
ouviam sobre Jesus. A segunda foi mais direta: "E vós, quem dizeis que eu
sou?"
Diante da resposta
correta de Pedro, Jesus pediu a todos que não contassem a ninguém quem ele era,
para que ele sofresse a sorte comum de todo ser humano que quer viver segundo o
plano de Deus, no meio de um mundo corrompido.
Jesus é o próprio
Deus encarnado para nos salvar. Através dele, todos nós recebemos a plenitude
da vida. Mas para isso precisamos acolhê-lo com generosidade, pois ele é o
nosso caminho, verdade e vida. Mais ainda, ser discípulo de Jesus inclui ser
missionário como ele foi: "Como o Pai me enviou, também eu vos envio"
(Jo 20,21).
Ser discípulo de
Jesus é caminhar com ele, seguindo os seus passos e enfrentando todas as
realidades da vida humana do jeito que ele enfrentou. Se cairmos, devemos nos
levantar, sem perder a esperança.
Seguir a Jesus é
estar sempre caminhando, como o povo hebreu no deserto. Se alguém arma a sua
tenda, e não quer desarmá-la mais, pensando que já chegou à terra prometida, é
sinal do contrário, isto é, que se afastou do caminho de Jesus.
A esperança é como
uma estrela, que está sempre na nossa frente, mas que nunca a atingimos aqui na
terra, por isso sempre caminhamos.
Faz parte da nossa
missão, convidar outros para a nossa caminhada. "Vem, entra na roda com a
gente. Também você é muito importante, vem!"
Imagine que Jesus
está perguntando para você, agora: "Quem sou eu?" Responda a ele
relatando a sua vida, destacando aquelas partes que são assim por causa dele. O
mundo está cheio de respostas teóricas sobre Jesus, mas deixando a vida de
lado: Deus, Segunda Pessoa da SS. Trindade, Redentor... Ele quer uma resposta
com a vida, como deram os mártires e os santos e santas.
Só podemos dizer que
Jesus é o nosso caminho, quando seguimos de fato, não o nosso caminho, mas o
dele. Só podemos dizer que Jesus é a nossa verdade, quando acreditamos em tudo
o que ele ensinou, inclusive naqueles pontos mais complexos, que a Santa Igreja
traduz para nós. Só podemos dizer que Jesus é a nossa vida, quando a nossa vida
é um xerox da vida dele.
Certa vez, um homem
estava carregando a sua cruz, mas ele a achava um pouco pesada. Ao passar por
uma casa de sítio, viu o sitiante com um serrote, serrando uma madeira. Ele
pediu o serrote emprestado e serrou um pedaço da cruz.
Ao colocá-la
novamente no ombro, gostou. Agora sim, pensou ele, dá para carregar mais fácil.
Agradeceu o sitiante e foi embora.
Lá na frente, havia
um rio que ele devia atravessar. Os barrancos eram altos, e lá no fundo a
correnteza era forte. Não havia por ali nenhuma pinguela ou madeira para ele
usar. Ele tentou usar a sua cruz como pinguela, mas faltava exatamente aquela
parte que ele cortou! E assim, o pobre homem ficou ali, enquanto todos os
viandantes usavam a sua cruz como pinguela, e passavam.
O surgimento de
seitas tem, como motivo principal, querer cortar um pedaço da cruz. Que nunca
falsifiquemos o Evangelho de Jesus, pois ele é o nosso único caminho, verdade e
vida.
Maria Santíssima,
desde a anunciação, sabia quem era Jesus, pois o anjo Gabriel lhe explicou. E a
prima Isabel completou: "Como mereço que a mãe do seu Senhor venha me
visitar?" (Lc 1,43). Que ela nos ajude a conhecer cada vez melhor o seu
Filho, e viver de acordo com esse conhecimento.
"Tu és o Cristo
de Deus", foi a resposta de Pedro a Jesus, quando este perguntou aos
discípulos: "Quem dizeis que eu sou?"
padre Antônio Queiroz CSsR
Quem dizem as multidões que Eu sou?
A liturgia deste
domingo coloca no centro da nossa reflexão a figura de Jesus: quem é Ele e qual
o impacto que a sua proposta de vida tem em nós? A Palavra de Deus que nos é
proposta impele-nos a descobrir em Jesus o “messias” de Deus, que realiza a
libertação dos homens através do amor e do dom da vida; e convida cada
“cristão” à identificação com Cristo – isto é, a “tomar a cruz”, a fazer da
própria vida um dom generoso aos outros.
O Evangelho
confronta-nos com a pergunta de Jesus: “e vós, quem dizeis que Eu sou?”
Paralelamente,
apresenta o caminho messiânico de Jesus, não como um caminho de glória e de
triunfos humanos, mas como um caminho de amor e de cruz. “Conhecer Jesus” é
aderir a Ele e segui-l’O nesse caminho de entrega, de doação, de amor total.
A primeira leitura
apresenta-nos um misterioso profeta “trespassado”, cuja entrega trouxe
conversão e purificação para os seus concidadãos. Revela, pois, que o caminho
da entrega não é um caminho de fracasso, mas um caminho que gera vida nova para
nós e para os outros. João, o autor do Quarto Evangelho, identificará essa
misteriosa figura profética com o próprio Cristo.
A segunda leitura
reforça a mensagem geral da liturgia deste domingo, insistindo que o cristão
deve “revestir-se” de Jesus, renunciar ao egoísmo e ao orgulho e percorrer o
caminho do amor e do dom da vida. Esse caminho faz dos crentes uma única
família de irmãos, iguais em dignidade e herdeiros da vida em plenitude.
Comentário - Quem
dizem as multidões que Eu sou?
Está claro que
vivemos tempos complicados, mais também é verdade que não são mais complicados
nem difíceis que outros tempos. Frente aos profetas de desgraças e ameaças
apocalípticas, que sempre os teve, devemos proclamar a palavra serena,
pacificadora e criadora de esperança da Boa Nova. Nós os crentes olhamos Jesus,
estamos fundamentados nele. A âncora de nossa fé está fixa no fundo e por mais
que se mova a superfície, sabemos e confiamos em que Deus levará a termo a obra
que ele mesmo começou.
Devemos dizer e
repetir esta mensagem muitas vezes. Porque há muitos que falam e falam do mal
em que estamos, de que já não há valores em nossa sociedade, de que tudo são guerras,
assassinatos, roubos. De que o sexo parece ser o único objetivo de todos, etc.
Poderíamos seguir dizendo coisas similares. Os que assim falam anunciam mais
graves catástrofes ainda. Não há mais solução que atender ao que eles dizem.
Temos que cumprir as normas, atuar de outra forma, temos que... E
perguntamo-nos se, sendo tão maus como eles nos dizem, poderemos cumprir com
todos esses “temos que” que nos propõem. Definitivamente sua mensagem não abre
caminhos de esperança senão de desespero. Não há saída. Não há futuro.
Otimista porque
cremos
Ainda bem que se
apoiar na Palavra de Deus nos abre caminhos de vida. As leituras deste domingo,
como as de tantos outros, são um bom antídoto contra esse pessimismo dominante.
O Evangelho centra-nos no fundamental. Nós achamos que Jesus é o Messias de
Deus. Não é um profeta a mais. Não lhe seguimos porque estejamos convencidos de
que sua doutrina é melhor que a de outros. Nem porque faça uns milagres
glamorosos como ninguém tem feito nunca. Cremos, estamos convencidos, que é o
Filho de Deus, que nele se fez carne o amor de Deus por nós, pela humanidade
inteira, por este mundo nosso. Deus não tem dado as costas à sua criação. Não
deseja nossa morte senão nossa vida.
Essa vontade de Deus
manifestou-se em Jesus. Nele reconhecemos e experimentamos o amor gratuito de
Deus. Somos muito conscientes de nossas limitações, de nossas falhas e erros.
Mas sabemos que o amor de Deus é maior que tudo isso. E que a vida triunfa
sobre a morte. E a graça sobre o pecado. Por isso, caminhamos pela vida cheia
de esperanças e com a face bem alta. Não porque nossas obras sejam justas e com
elas tenhamos ganhado a salvação. Senão porque temos experimentado o dom da
graça, sabemo-nos amados por Deus em Jesus. Não olhamos nosso umbigo – não
queremos salvar nossa vida – senão que saímos à vida a cada dia anunciando a
boa nova de Jesus, a esperança de vida que temos posto nele. E ele não nos
defrauda.
Voltar ao
fundamental: “É o Messias”
Passa que, como diz a
primeira leitura, em nossos corações se derramou um espírito de graça e de
ciência. De Jesus, morto por salvar-nos, brota um manancial de vida, de
esperança, de amor, que faz desaparecer os pecados e impurezas desta humanidade
nossa tão limitada e tão pobre. Não procuramos a salvação no esforço ético, no
cumprimento de normas. Não compramos a vida futura com sacrifícios nesta vida.
Mais, sentimos o gozo de participar na construção do Reino, de criar
fraternidade, porque temos experimentado o amor de Deus.
Nessa perspectiva
temos que ler a segunda leitura. “Todos somos filhos de Deus pela fé em
Cristo Jesus”. Achamos que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e isso nos faz
irmãos. Seguir-lhe leva consigo penúrias e sacrifícios, mais vale a pena porque
é a única maneira de construir a fraternidade, de dar passos que superem o ódio
e a guerra, de criar espaços para a esperança e a vida.
Por isso temos que
voltar ao fundamental, a nos perguntar quem é Jesus para nós e
ao responder desde o mais fundo de nosso coração, ali onde temos experimentado
o amor gratuito e incondicional de Deus. Nessa resposta jogamo-nos à vida.
Nessa resposta jogamo-nos ao futuro, nosso futuro. Porque não são só umas
palavras. A resposta se dá com a vida, dia a dia, amando, lutando,
levantando-nos quando caímos, esperando, dando a mão ao irmão.
padre Fernando Torres, cmf
Tu és Pedro e sobre
esta pedra edificarei a minha igreja
“A IGREJA É EDIFICADA SOBRE A PEDRA
HUMANA COM A GRAÇA DIVINA”.
No próximo domingo celebramos dentro do
mês vocacional o dia do Apóstolo leigo. Os nossos ministros da catequese têm
uma função muito importante em nossas comunidades. Devem transmitir os dados e
as experiências em relação à vida cristã a crianças, jovens e adultos. Na
realidade a catequese é algo interminável em nossa vida. O evangelho deste
domingo nos apresenta a profissão de Fé de Pedro que vai ser o fundamento da
Igreja. Deus em sua infinita sabedoria escolheu homens limitados para provar
que sua obra é divina. Vamos aproveitar e rezar pelo nosso Santo Padre o Papa
Francisco que hoje é para nós Pedro que se entrega em todos os momentos por
cada cristão do mundo inteiro.
EVANGELHO (Mt 16,13-20):
Naquele tempo, Jesus foi à região de
Cesaréia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser
o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros
que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus
lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és
o messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu,
Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o
meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta
pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.
Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra, será
ligado no céu; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
Jesus então ordenou aos seus discípulos que não dissessem a ninguém que ele era
o messias.
“Eu te darei as chaves do reino dos
céus: tudo o que tu ligares na terra, será ligado no céu; tudo o que tu
desligares na terra será desligado nos céus”.
Muitas vezes durante a nossa vida lemos
este capítulo famoso de São Mateus. Ele é representado por vários artistas
religiosos do mundo inteiro. São Pedro aparece com as grandes chaves do
Paraíso. Recebe do próprio Cristo o mandato de ligar o céu e a terra. É uma
grande responsabilidade hoje vivida pelo nosso Santo Padre o Papa.
Pedro é um pescador, homem simples do
povo. Esta realidade não descarta o chamado de Deus e sua resposta sincera. Os
humildes estão mais preparados para receber as missões mais profundas do seu
plano de amor.
Nesta passagem vemos a sua profissão de
fé que o consagra chefe da Igreja. Cai sobre ele a responsabilidade de estar na
frente da futura maior sociedade dos que acreditam em Jesus como sendo Cristo.
Sua afirmação o confirma como Pedro, pedra e cabeça da Igreja. O alicerce é um
fundamento. O edifício depende dele. Muitas vezes terá que sofrer
solitariamente para que todos possam beber da fonte.
Jesus faz uma pergunta bem geral sobre
a sua pessoa: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Os homens são
criaturas, o Filho do Homem é Deus. Os homens são incapazes de reconhecer a
realidade do Filho do Homem sem a ação do Espírito Santo. É Ele que dá
capacidade a Pedro de responder a pergunta feita por Jesus. Este questionamento
devemos fazer constantemente para nós mesmos. Como consideramos Jesus? É um
personagem da história, é uma idéia vertical ou horizontal, ou é o nosso amigo
que nos oferece a vida plena? Conforme experimentamos a nossa amizade com
Cristo será a nossa vida concreta como cristãos no mundo.
“Tu és o messias, o Filho do Deus
vivo”. Nesta afirmação, Pedro está reconhecendo a realidade da missão de Jesus.
Ele vem para salvar seu povo, não é uma salvação política, é uma salvação
integral baseada na solidariedade comunitária do Reino de Deus. Não podemos
esquecer que Javé está presente, Ele é um Deus vivo na história de seu povo. O
novo povo de Deus serão todos os batizados no mundo inteiro irão compor a
Igreja de Cristo desfalcada pelas falsas religiões que deturpam a Palavra de
Deus com interpretações subjetivas da Fé.
Quanto mais nos aprofundamos no
mistério de Cristo, mais percebemos a universalidade de sua missão. Por meio de
Cristo e de sua Igreja tendo Pedro como fundamento, temos uma maior garantia de
estarmos na comunidade dos crentes. Somos intercessores uns dos outros, somos
responsáveis pela salvação ou pela perdição do Corpo Místico de Cristo.
O pertencer a Igreja não é algo
relativo em relação a nossa salvação. Quando estamos com a Igreja, estamos com
Cristo e com seu projeto. Infelizmente o ser humano se considera criador de
tudo, inclusive de projetos pessoais que interferem no que Deus deixou para nós
com muita clareza. A vivência sacramental dentro da Igreja tem como objetivo
praticar o bem e evitar o mal. Fazer o bem dentro de um ambiente adverso. Por
isto ela se fortifica amando a presença de Jesus na Eucaristia, na Palavra e na
intercessão materna de Maria que é nossa mãe.
Estando com Pedro estamos com Cristo e
seu projeto de amor para com toda a humanidade. Precisamos amar mais a Igreja.
Estudar mais os seus documentos para não sermos dominados pelo relativismo que
impera na humanidade e que está levando o ser humano a uma crise afetiva cada
vez maior.
“Senhor tu és o Cristo. Pela nossa
amizade contigo estaremos juntos na eternidade”.
padre Giribone -
OMIVICAPE
Sobre esta pedra…
(Mt 16,13-20)
A imagem bíblica da rocha carrega
notável riqueza simbólica. As grandes pedras e rochedos exerciam notável
impressão sobre o homem primitivo. Os monumentos megalíticos espalhados por toda
a Europa são o testemunho desse impacto.
Ao longo do Antigo Testamento, a rocha
ou montanha são o “lugar” do encontro com Yahweh e, por analogia, tornam-se sua
imagem: “Yahweh é meu rochedo, escudo e fortaleza. A rocha dos gentios não é
como a nossa Rocha!” Foi no rochedo que Deus entregara a Lei a Moisés. Do
rochedo brotou também a água viva. No áspero rochedo do Calvário seria
sacrificado Jesus, o Isaac definitivo…
Esta função salvadora do Rochedo
atingiu sua plenitude na pessoa de Jesus Cristo, o mesmo que se apresentara
pessoalmente como a “pedra angular, rejeitada pelos construtores” (cf. Mt.
21,42). Paulo sabe disso e escreve: “Essa rocha era o Cristo” (1Cor. 10,4).
Devíamos, pois, espantar-nos ao ver que Jesus não hesita em estender sua missão
salvadora à sua Igreja, na pessoa do apóstolo Pedro.
Como comenta Urs Von Balthasar, “sem
renunciar a este caráter próprio, Jesus concede que Pedro participe dele”. E
ainda: “A transmissão desta propriedade só pode ser realizada pela fé perfeita,
devida à graça do Pai celeste (Mt. 16,17), e de modo algum por uma inspiração
humana de Pedro. A fé em Deus e em Cristo, firme como o rochedo, torna-se ela
mesma firme como a rocha unicamente por Deus e por Cristo, o fundamento sobre o
qual Cristo, e não o homem, edifica sua Igreja”.
Pedro não se chamava Pedro. Ele era
Simão, filho de Jonas. É em vista de sua missão apostólica que Jesus troca seu
nome para Kephas, palavra aramaica que permite o jogo de simbolismos
Pedro/Pedra. O homem instável e impulsivo deve ser mudado em ponto de apoio e
firmeza, nos alicerces do corpo de Cristo, a Igreja. A um nome novo corresponde
uma nova missão, tal como acontecera no passado com Abrão/Abraão, e ocorrerá
mais tarde com Saulo/Paulo.
As chaves do Reino confiadas ao velho
pescador apontam para os serviços e ministérios da Igreja, encarregada de
distribuir a todos os dons da Graça divina, desligando-os das correntes do
pecado e da morte.
Orai sem cessar: “Não há rocha firme
como nosso Deus!” (1Sm. 2,2)
Antônio Carlos
Santini
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