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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM-A

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM


Cor: Verde
Evangelho - Mt 22,34-40



Jesus resumiu toda a Lei em doía mandamentos.
 
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“AMARÁS O SENHOR TEU DEUS DE TODO O CORAÇÃO...” – Olivia Coutinho
 
30º DOMINGO DO TEMPO COMUM
 
Dia 29 de Outubro de 2017
 
Evangelho de Mt22,34-40
 
O amor de Deus por nós, revelado pelo o seu Filho na cruz, nos tornou  livres, portadores de uma paz interior, capaz de transformar trevas em luz!Vamos respondendo, a este amor de Deus,  à medida da nossa obediência aos  seus mandamentos, que tem como chave, o mandamento do amor! Quem vive no amor, vive de acordo com a vontade de Deus, realiza o seu projeto de vida nova, nos apresentado por Jesus.A nossa identidade, o que nos distingue como cristão, é a nossa vivencia no amor!No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, Jesus, em resposta a uma pergunta de fundo maldoso de um fariseu, nos aponta o caminho que devemos percorrer, se queremos de fato, chegar ao coração do Pai, que é, o caminho do amor! Caminho este, que às vezes pode nos parecer difícil, mas nunca intransponível, pois o amor, quando verdadeiro,  rompe barreiras, quebra muralhas!O texto vem nos despertar, sobre a importância da escuta da palavra de Deus, o amor a Deus e ao próximo, passa por esta escuta, afinal, não tem como amar a Deus, sem o conhecimento da sua palavra, sem saber o que Ele quer de nós e para nós!Quando Jesus insiste em nos falar do mandamento do amor, é porque de fato, o amor realiza-nos, fortalece-nos, é caminho para o céu!O amor a Deus e ao próximo estão interligados, são as raízes de todos os outros mandamentos! É amando ao próximo, que amamos a Deus, ai está, o resume de toda lei, o verdadeiro sentido da vida!O amor desejado por Deus é um amor sem fronteiras, um amor que não impõe condições, que brota do coração, na total gratuidade! Para concretizarmos, este seu desejo, é preciso, que nos amemos primeiro, pois ninguém consegue transmitir amor, se não o tem, por si mesmo, afinal, ninguém pode dar ao outro, o que não tem! O próprio Jesus já nos diz “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Isto é: devemos amar o outro, como amamos a nós mesmos.O mandamento do amor supera todas as leis, todos os outros mandamentos, ou seja, quem ama, não prejudica o outro!  Não pode haver sintonia entre o homem e Deus sem a vivência do amor, e o que Jesus nos pede sempre, é que amemos uns aos outros, como Ele nos ama! O nosso amor ao próximo, é confirmação, do nosso amor a Deus!Querer o bem do outro, independente de suas atitudes para conosco, é amar do jeito de Jesus, é amar gratuitamente, sem esperar por recompensa, é  nisto, que consiste o verdadeiro amor.Quem ama como Jesus nos ama, tudo que mais quer, é fazer a vontade de Deus, fazendo bem ao outro! Quem vive assim, vive em sintonia com Deus, realiza a sua vontade.Não basta falar de amor, é preciso viver o amor! Com palavras bonitas, longas orações, não damos testemunho do nosso amor a Deus, e sim, com as nossas atitudes de amor para com o próximo!Quem ama verdadeiramente, ama com o coração de Deus, é capaz de abraçar neste amor, até mesmo o inimigo!O amor Divino é a fonte que irriga o amor humano, no qual encontramos o modelo de perfeição, que é Jesus: totalmente homem, totalmente Divino! Podemos até não ter todos os bens materiais que desejamos, mas amor, todos nós podemos ter, basta-nos espelhar em Jesus, esvaziando de nós mesmos para nos encher da graça de Deus.O amor a Deus, concretizado no amor ao próximo, é caminho de santidade.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia CoutinhoVenha fazer parte do meu grupo de reflexão no Facebook:https://www.facebook.com/groups/552336931551388/


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O maior mandamento
Nesse dia mundial das missões, a Igreja nos lembra que todo cristão deve ser missionário. A liturgia focaliza a mensagem principal que devemos anunciar e testemunhar: o maior mandamento da Lei: o amor.
A 1ª leitura afirma que o maior mandamento é o amor, concretizado através da defesa dos mais necessitados e desprotegidos: estrangeiros (migrantes), viúvas, órfãos, endividados, pobres. (Ex. 22,20-26)
Já no Antigo Testamento, o Amor ao próximo era visto em relação a Deus, como respeito à sua lei e como reflexo do seu amor para com os homens.
Mas é, sobretudo, no Novo Testamento que é iluminado e aperfeiçoado pela doutrina de Jesus, como se pode ver no Evangelho de hoje.
Na 2ª leitura, são Paulo destaca o exemplo de Amor vivido pelos cristãos de Tessalônica. Tornou-se semente de fé e amor, que deu frutos em outras comunidades. (1Ts. 5c-10)
No Evangelho, Jesus resume toda a Lei no amor: amor a Deus e aos irmãos. (Mt. 22,34-40)
Segue o confronto de Jesus com as lideranças judaicas. Os fariseus apresentam armadilhas bem montadas, destinadas a provocar afirmações polêmicas de Jesus, para poder acusá-lo e condená-lo. Os fariseus perguntam: "Qual é o maior dos mandamentos?"
Era uma questão muito polêmica entre os líderes religiosos daquele tempo. Alguns afirmavam que o maior de todos os mandamentos era guardar o sábado. Outros diziam que todos os mandamentos tinham o mesmo valor.
Ademais os judeus tinham 613 mandamentos (a maioria proibições). Era um grande emaranhado de preceitos e prescrições. Muita gente hoje tem dificuldade em recordar de cor os 10 mandamentos. Imaginem a dificuldade para lembrar e cumprir todas essas normas.
Jesus responde, buscando fundamentação em duas passagens da Bíblia: "Amarás o Senhor teu Deus com todas..." (Dt. 6,5); "Amarás teu próximo como a ti mesmo..." (Lv. 19,18)
Esses dois mandamentos já eram conhecidos, mas a originalidade deste ensinamento está em dois pontos:
- define o amor a Deus e ao irmão como o centro essencial da Lei;
- unifica e equipara os dois mandamentos: "O segundo é semelhante a esse".
Portanto, não são dois mandamentos diversos, mas duas faces da mesma moeda. Esses dois mandamentos são a expressão maior da vontade de Deus. São o resumo de toda a Bíblia.
O que esse Evangelho tem a nos dizer, hoje?
Ao longo dos dois mil anos de cristianismo fomos criando muitos mandamentos, preceitos, proibições, exigências, opiniões, pecados e virtudes, que arrastamos pesadamente pela história.
E acabamos perdendo a noção do que é verdadeiramente importante. Hoje, ficamos discutindo certas questões secundárias, sem discernir muitas vezes o essencial da proposta de Jesus.
O Evangelho deste domingo é claro: o essencial é o amor a Deus e o amor aos irmãos.
Para o cristão, o amor é fundamental, porque Deus é amor e ama o homem, e o homem é um ser criado para amar.
Talvez tenhamos de remover muito lixo acumulado com o tempo, que nos impede de compreender, de viver, de anunciar e de testemunhar o cerne da proposta de Jesus.
O amor a Deus nós manifestamos quando nos mantemos na escuta de sua Palavra e na disposição de cumprir a sua vontade.
Esforço-me, de fato, em escutar as propostas de Deus, mantendo um diálogo pessoal com Ele, procurando refletir e interiorizar a sua Palavra, tentando interpretar os sinais com que Ele me interpela na vida de cada dia?
Tenho o coração aberto ou fechado às suas propostas?
Procuro ser uma testemunha profética de Deus e do seu Reino?
O amor aos irmãos nós manifestamos ao dar atenção às pessoas que encontramos pelos caminhos da vida, ao sentir-nos solidários com as alegrias e sofrimentos de cada pessoa, ao partilhar as desilusões e esperanças do próximo, ao fazer da nossa vida um dom total a todos.
O mundo, em que vivemos, precisa redescobrir o amor, a solidariedade, o serviço, a partilha, o dom da vida.
Nossa assembléia, convocada pelo amor do Pai, realiza ao mesmo tempo o duplo mandamento (os dois amores). Unidos na caridade fraterna nos dirigimos ao Pai como filhos.
Estamos no último domingo do mês missionário: vivendo intensamente esses dois amores (a Deus e ao próximo), crescerá também em nós um novo "ardor missionário".
"O dia mundial das missões reavive em cada um o desejo e a alegria de “ir” ao encontro da humanidade levando Cristo a todos".  (Bento XVI - 2011).
"Amor não tem fronteiras, a vida é uma missão. Amor é para todos, Deus quer um mundo irmão". (Igreja em missão)
padre Antônio Geraldo Dalla Costa


Amarás o Senhor teu Deus e ao teu próximo como a ti mesmo.
Este Evangelho conta que os fariseus fizeram uma pergunta a Jesus para experimentá-lo porque, no pensar deles, a pergunta era muito difícil de ser respondida: “Qual é o maior mandamento da Lei?” A provocação foi muito benéfica a nós, porque assim Jesus nos explicou qual é o maior mandamento de Deus: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração... e ao teu próximo como a ti mesmo”. Não é só mandamento, é vida e felicidade para nós. Fomos criados para isso, e só encontramos paz amando a Deus e ao próximo.
Havia uma eterna discussão entre eles sobre qual é o principal mandamento de Deus; se é amar a Deus ou amar o próximo. Jesus une os dois.
Deus merece ser amado, devido à criação, através da qual ele demonstra um infinito amor a nós; devido à sua providência, cuidando de nós nas vinte e quatro horas do dia. Deus é o nosso criador e é ele que nos mantém com vida, a cada instante. Se ele retirasse sua mão de sobre nós, voltaríamos ao nada, de onde saímos. O nosso pai carnal é uma pálida figura do nosso grande Pai que é Deus.
A Redenção é o maior gesto de amor de Deus a nós. Um amor que perdoa e sabe relevar as nossas fraquezas, não deixando de nos amar quando o ofendemos. Ele vai atrás, insiste, sempre respeitando a nossa liberdade.
Deus nos criou para conhecê-lo, amá-lo e servi-lo na terra, e gozar com ele no céu. Feliz de quem entende essa frase do catecismo e a vive. Os egoístas invertem: Deus nos criou em primeiro lugar para gozar aqui na terra. Isso porque os egoístas não entendem o mistério da cruz. Quando deixam a Igreja e partem para alguma seita, porque ali podem usufruir mais de Deus aqui na terra! A indústria da fé é uma das maiores invenções do homem moderno.
Precisamos amá-lo sobre todas as coisas, colocando os seus mandamentos acima de tudo: de pessoas, de bens materiais, até da nossa vida material. Amar a Deus sobre todas as coisas é amar a Jesus Cristo, que hoje está presente em seu Corpo Místico. “O segundo é semelhante a esse: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Apesar de o fariseu ter perguntado “qual é o maior mandamento da Lei”, isto é, perguntado sobre um mandamento, Jesus citou dois, porque os dois são intimamente unidos e não se separam. Eles se entrelaçam de tal modo que ninguém consegue praticar um sem praticar o outro. Eles são desdobramentos de uma só realidade, o amor. “Deus é amor: quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus permanece nele” (1Jo 4,16). O amor é a maior força que existe no mundo, pois é o próprio Deus.
“Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós e seu amor em nós é perfeito” (1Jo 4,12).
“Se alguém disser: eu amo a Deus, mas odeia seu irmão, é um mentiroso, pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4,20). A ligação íntima entre o amor a Deus e ao próximo desautoriza certas formas alienantes de “espiritualidade” que muitas vezes não passam de uma busca disfarçada de auto-realização, mas que jamais leva a um compromisso com a transformação do mundo em que vivemos. Não é possível amar a Deus sem amar o próximo.
S. João Evangelista nos explica o que é amor: “Jesus deu a vida por nós. Portanto, também nós devemos dar a vida pelos irmãos. Se alguém possui riquezas neste mundo e vê o seu irmão passar necessidade, mas diante dele fecha o seu coração, como pode o amor de Deus permanecer nele?” (1Jo 3,16-17).
Quem ama só faz o bem e só deseja o bem. Quem ama lê no coração o que as palavras não conseguem expressar.
O pecado rebaixa, avilta e corrói o amor, desviando-o do seu sentido autêntico. Basta ver a expressão “fazer amor” e o sentido da palavra amor na maioria das novelas e filmes.
Nós passamos a vida toda correndo atrás do amor. Ele é a motivação fundamental de todos os nossos atos. É o amor que traz alegria e gosto de viver. Para quem ama, não existe monotonia. Pode viver cem anos ao lado de alguém, que cada dia é novo e nunca se cansa. Cada dia o vê diferente, como um filme. Isso porque o amor é infinito.
O amor é difusivo; ele não fica só na pessoa que ama nem só na pessoa que é amada, mas passa para os demais e vai criando uma Comunidade de amor, que chamamos de ágape.
Está portanto diante de nós o desafio de amar sempre, tanto a Deus como ao próximo, e através do amor transformar o mundo.
Certa vez, na antiguidade, havia um rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um servo que sempre o lembrava desta verdade. Em todas as situações, o servo dizia: “Meu rei, não desanimes, porque Deus é bom”. Um dia, o rei saiu para caçar, e levou aquele servo. Lá no mato, uma fera atacou o rei. Ele lutou, lutou e conseguiu livrar-se do animal, mas perdeu um dedo da mão. O rei, furioso pelo que havia acontecido, perguntou ao servo: “E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se fosse bom não teria permitido que eu perdesse este dedo!” O servo respondeu: “Meu rei, isso é para o seu bem!” Irritado, ao voltarem para o palácio, o rei mandou prender aquele servo. Após algum tempo, o rei voltou novamente à mata para caçar. Aconteceu que desta vez foi atacado por índios, que o levaram para a aldeia. Aqueles índios costumavam oferecer sacrifícios humanos para as suas divindades. Sem saberem que era o rei, pois não entendiam a sua língua, resolveram oferecer aquele prisioneiro em sacrifício. Mas, quando estava tudo preparado, e o rei já estava diante do altar do sacrifício, o pajé, ao examinar a vítima, disse a todos: “Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso. Falta-lhe um dedo”. E o rei foi libertado. Quando chegou ao palácio, muito alegre e aliviado, o rei libertou o seu servo, abraçou-o afetuosamente e lhe disse: “Meu caro, Deus foi realmente bom para mim. Você tem razão!”
Deus é muito bom para nós, por isso merece ser amado sobre todas as coisas. O seu amor está demonstrado em cada criatura e em cada acontecimento da nossa vida.
padre Antonio Queiroz



Um tríplice amor
Um fariseu indagou a Jesus: “Mestre, qual é o maior mandamento da lei”? (Mt. 22,16). A resposta que lhe foi dada inclui um tríplice amor: Amarás totalmente a Deus, amarás o teu próximo como a ti mesmo. Nem sempre se presta atenção no que significa amar a si mesmo e isto torna mais difícil a dileção devida ao próximo. Amar a si mesmo é ter uma imagem justa de si. Com efeito, reconhecer as qualidades com as quais Deus mimoseou cada um leva o indivíduo a atinar com o seu real papel na sociedade de acordo com seu perfil caracterológico. Mesmo porque qualidades mal trabalhadas geram fatalmente defeitos. Além disto, nada mais útil para os outros do que a pessoa certa no lugar certo. Isto inclusive fará com que, através de suas boas ações, o indivíduo possa manifestar seu total amor a Deus. Reconhecer os talentos que se possui e aceitar os seus próprios limites é uma maneira de se amar a si mesmo. Apreender a própria finitude e desenvolver os dons que se tem é caminho certo para se evitar a depressão e outros males psíquicos, como a baixa estima. Isto complica sempre o amor ao próximo e até ao próprio Deus.
Não se trata, portanto, de se fechar dentro de si incrementando o egoísmo ou o orgulho, mas se colocando em condições de fazer desabrochar tudo de bom que há no íntimo de si, para com isto amar o próximo e o Criador de tudo. Não se constrói o amor aos outros e a Deus em cima de defeitos, mas, sim, por meio das potencialidades bem administradas, cultivadas, na prática das virtudes. Então é possível doar o que se possui de melhor num verdadeiro projeto de vida. Para tanto cumpre sempre evitar dúvidas e medos mórbidos procurando a retidão das atitudes. A simplicidade de espírito é uma conquista por vezes árdua. O autocontrole abre o caminho para o amor ao próximo que consiste em se deixar tocar pela sua presença para poder lhe ser útil em tudo.
A cada instante Deus coloca alguém que entra na vida de cada um e que deve ser amado e respeitado e muitas vezes perdoado. Trata-se do mistério do encontro que exige que se rompam todas as barreiras. Eis porque são necessárias as disposições do coração que apartam a preocupação excessiva ao bem próprio, sem consideração aos interesses alheios, evitando, deste modo, motivos calculadores condenáveis. Dois ingredientes são necessários para bem amar o próximo, ou seja, honestidade e sinceridade. Isto leva a dar aos ouros o melhor de si mesmo. São Paulo tem uma frase lapidar: “O amor não faz mal ao próximo, o amor é cumprimento da lei” (Rm. 13,9-10). Além disto, como bem salientou o Mestre divino, o maior mandamento da lei é este: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”. É que somente a Deus se deve adorar. Daí a abominação de tudo que vai contra o respeito a Ele a começar pela indiferença que negligencia ou recusa a caridade divina. Adite-se a ingratidão que omite o reconhecimento dos benefícios recebidos. Muitos deixam de prestar o verdadeiro culto ao Criador por indolência ou preguiça espiritual. A afeição a Deus se opõe à soberba, que leva a se julgar até superior ao Ser Supremo. Há, por vezes, na vida de cada um ídolos que são abomináveis a Deus o qual tantas vezes  fica subalterno aos caprichos humanos. Isto vem a ser o apego às ilusões terrenas, aos prazeres, às fantasias sexuais, àquilo que é passageiro e transitório. Daí resultam as frustrações, porque o ser racional é a imagem de Deus que é amor e que deve ser amado sobre todas as coisas.
A vocação do cristão reside na qualidade de um amor inédito que o torna perfeito como o Pai celeste. Quem é sábio e coerente está persuadido de que a força verdadeira não é a da bomba atômica, do domínio, do dinheiro, mas sim o poder do afeto para com Deus. O cristão deve ser o profeta e a testemunha desta dileção infinita ao Rei Celeste. A Virgem Maria, mais do que ninguém, compreendeu esta verdade e pôde dizer ao anjo que ela era a serva do Senhor. Ela se colocou em condições de sempre repetir a Deus “Seja feita a vossa vontade”. Estar assim unido a Deus é a floração máxima da afeição que se deve a Ele. Cumpre então ter não um coração de pedra, mas um coração de carne, vibrante que, “aqui e agora”, estabelece o Todo-Poderoso Senhor acima de tudo. O grande projeto divino é que o ser humano saiba sempre realizar uma trajetória de amor. Trata-se de habitar em Deus através do coração. Eis porque todos os santos chegaram à plenitude do amor a Deus e o amor é um elã que faz tender a esta união. A dileção verdadeira a Deus é como um fogo que se expande no amor ao próximo e a si mesmo. Daí o célebre dito de Santo Agostinho: “Ama et fac quod vis– Ama e faze o que quiseres”, pois, então, tudo redunda para a glória de Deus, o bem do próximo e de si mesmo.
cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho



Neste domingo, a liturgia deixa bem claro que a salvação do mundo ou passa pelo amor ou então andará sempre assim tão desarranjado tal como se apresenta desde sempre e mais ainda no nosso tempo. Os crentes, especialmente, têm esta tarefa essencial, dar testemunho de que se deixam conduzir pela força transformadora do amor.
O Apóstolo São Paulo dá conta à comunidade de Tessalónica a grande alegria que sente, pelo fato de a comunidade se ter tornado exemplar, pois abdicou dos ídolos e converteu-se, sob a ação do Espírito Santo, a Deus.
Esta mensagem encontra um eco muito grande no mundo de hoje, são muitos os ídolos que se fabricam por todo o lado. Por isso, este regozijo de São Paulo em relação à comunidade dos Tessalonicenses, para nós converte-se em apelo. O mundo de hoje precisa de descobrir que os ídolos que se fabricam por todo o lado, são efêmeros, não salvam e muito menos conduzem à felicidade verdadeira.
As frequentes modas que a lógica mercantilista que o nosso tempo fabrica, facilmente manipulam as pessoas, especialmente, os jovens, que se encontram perdidos sem oportunidades de emprego e sem puderem dar resposta ao seu anseio de constituírem família.
A felicidade autêntica descobre-se no modo como cada um e cada qual é. O seu modo de ser, pensar e agir são únicos e cada pessoa deve procurar essa idiossincrasia que está em si mesmo e nunca fora de si. Deus criou cada pessoa única e insubstituível no modo de ser e de agir. Por isso, com esta palavra de São Paulo, nós aprendemos a procurar sermos nós próprios com a ajuda de Deus e nisso consiste já à partida o início do caminho da felicidade verdadeira. Nesta integridade de vida descobre-se o amor aos outros como valor essencial, que ajuda a completar o ser pessoa feliz.
No livro do Êxodo Deus deixa bem claro que não aceita de forma alguma que continuem as situações intoleráveis de injustiça, a violência arbitrária, a opressão e o desrespeito pelos direitos e pela dignidade dos mais pobres e dos mais frágeis, vítimas da loucura do poder que se instala nos tronos não ao serviço do bem comum, mas dos interesses familiares e dos grupos que se alaparam aos partidos políticos. Como exemplo, o texto fala dos estrangeiros, dos órfãos, das viúvas e dos pobres vítimas daqueles que só pensam em números e no lucro pelo lucro, sem olhar às pessoas concretas. Do ponto de vista deste texto qualquer injustiça ou gesto arbitrário praticado contra um pobre ou mais frágil é um crime grave contra Deus e contra a humanidade, porque viola a profundidade da existência de Deus que se manifesta no coração de cada pessoa, especialmente, se ela pertence ao rol dos mais frágeis da sociedade.
O Evangelho atesta, então, claramente, que só o amor a Deus e ao próximo faz a vida ser uma felicidade e para a salvação do mundo não há alternativa a esta. Porque pelo amor, a solidariedade vai acontecer, a partilha fará parte da vida e o serviço será condição sine qua non em todas tarefas que venham a ser realizadas.
Tudo o que venha a seguir, é conversa fiada e formas de organização social experimentadas em todos os tempos históricos que não resultaram nem resultarão outras que se inventem, enquanto todos forem geradores de pobreza e de miséria. A salvação não esteve em nenhum deles porque lhes faltou o condimento essencial: «o amor a Deus e aos outros acolhê-los também no amor como irmãos». Podem dizer que isto se trata de um sonho, um idealismo, pois que seja, o certo é que enquanto assim não for a humanidade continuará torta e tonta, porque capaz de realizar as piores atrocidades contra si mesma.
padre José Luís Rodrigues








A harmonia de dois amores inseparáveis
A Palavra de Deus deste domingo nos convida ao desafio da demonstração da nossa fé através do Amor a Deus e ao próximo (evangelho). A primeira leitura tirada do livro do Êxodo nos sugere o cuidado com os mais fracos da comunidade. Deus é aliado deles e quando abraçamos a luta para defendê-los e promovê-los realizamos a vontade de Deus que é misericordioso (1ª leitura). Esse dinamismo de sensibilidade e solidariedade sempre acontece quando a Palavra de Deus é acolhida e seriamente assimilada pela comunidade (2ª leitura).
1ª leitura: Ex. 22,20-26
Cuidar dos mais fracos
Temos aqui um exemplo de precisas indicações de como concretizar o amor a Deus. O texto que temos aqui (Ex. 22,20-26) é a continuação da exposição do decálogo, os dez Mandamentos da lei de Deus que conhecemos. Na verdade, por respeito às origens, o decálogo não recebe o nome de “lei”, mas de “palavras”. Os mandamentos, muito mais que uma direta comunicação de um recado de Deus para a humanidade, é uma resposta dela ao Amor de Deus. Mas como vivenciá-la na prática? Nesta primeira leitura temos um exemplo. Amar a Deus quer dizer dar atenção, ou melhor, cuidar dos mais frágeis. O próximo é aquele que mais precisa de ajuda para poder viver com dignidade. Logo após o texto do Decálogo do livro do Êxodo (Ex. 20,1-21), segue o texto do Código da Aliança que aparece como uma espécie de tradução concreta do amor a Deus em diversas dimensões: social, religiosa, ecológica, econômica... O amor a Deus não deve se resumir em puro sentimento, mas num compromisso de qualidade de relação conosco e com os outros. O presente texto da leitura de hoje ressalta quatro categorias de pessoas profundamente necessitadas daquele contexto bíblico: o estrangeiro, a viúva, o órfão e o pobre. Todos eles, na condição em que viviam, passavam por uma situação de grande vulnerabilidade; eram indefesos e viviam à mercê dos mais variados tipos de violência. Os estrangeiros eram todos aqueles que, perseguidos por motivos vários, sobretudo de guerra, eram expulsos do aconchego da própria cultura e se refugiavam em outros povos pedindo abrigo e proteção, passando por uma experiência de grande sofrimento: sem famílias, sem referência cultural, sem o conhecimento da língua, sem amizade. Explorá-los nessa situação era crueldade (hoje seria um crime considerado “hediondo”!), muitos eram escravizados e viviam humilhados. A viúva e o órfão, mãe e filho, numa sociedade patriarcal, estavam totalmente desprotegidos, sem amparo e sem força nem meios para sua sustentabilidade econômica. O pobre, enquanto pessoa desprovida dos meios necessários para sua digna subsistência, também participava da mesma condição. Mais que pobres, eram empobrecidos! O texto não faz menção ao apelo à dignidade pessoal de cada um. Isso será fruto de uma consciência de dignidade humana que a humanidade vai adquirir ao longo dos séculos. Mas quem ama logo descobre o que falta ao bem-estar do outro. A motivação básica que aparece para o cuidado deles, é o Amor a Deus (causa teológica): Deus aparece como aliado dos pobres: “se os maltratardes, gritarão por mim e eu ouvirei o seu clamor”, “ser clamar por mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso” (Ex. 22,22.26b).
Nossa vida
Temos nesse texto de modo muito claro algumas mensagens bem concretas: a) A nossa Aliança com Deus (fé, batismo), não pode ser inconsequente. Imediatamente após a colocação do texto dos dez mandamentos segue uma série de prescrições bem concretas em vista de favorecer ao povo a tradução em miúdos da fé em Deus. Deus se manifesta na pessoa dos mais pobres. O fundamento do cuidado especial para com os pobres e desvalidos está na mesma origem de igualdade: fomos criados à imagem e semelhança de Deus, por essa razão somos todos merecedores de toda atenção e respeito. A pobreza não é uma condição natural, mas sociocultural, sociopolítica, socioeconômica... A desigualdade social violenta é um subproduto do egoísmo humano. b) O “grito desses pobres”, fragilizados, constitui uma espécie de ameaça aos promotores das suas injustiças: se gritam a Deus os escutará e dará uma resposta em defesa deles. Deus é o Advogado dos pobres e desprezados deste mundo. Os pobres e excluídos de hoje, quando organizados, também são capazes de amedrontar os poderosos. Por isso os dominadores usam de estratégias para amordaçá-los de diversas formas: com a educação maquiada, com presentes, com promessas, ou mesmo através da promoção do “pão e circo” (comida e espetáculos gratuitos). Infelizmente essa ainda é uma estratégia de dominação muito usada por governos em nossos dias; sobretudo de perfil populista. c) Há uma profunda relação entre fé e cidadania... O amor a Deus que não se materializa em compromissos com a melhoria da qualidade de vida e partilha de bens, é vazio. Assim diz o Evangelista João: “Se alguém possui os bens deste mundo e, vendo o seu irmão em necessidade, fecha-lhe o coração, como pode o amor de Deus permanecer nele? Filhinhos, não amemos com palavras, nem com a língua, mas com obras e de verdade” (1Jo 3, 17-18). “Se alguém diz: "Eu amo a Deus", e, no entanto, odeia o seu irmão, esse tal é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4,20).
Salmo 18
Este salmo é um hino de agradecimento a Deus que protege os perseguidos e preserva a autoridade dos seus servos. Este salmo foi composto por Davi quando Javé o libertou de todos os seus inimigos e da mão de Saul (cf. Sl 18,1.31-36). Deus é visto como força, rochedo, fortaleza, libertador, refúgio, escudo, baluarte (cf.Sl 18,2). Por isso Louvado seja! Deus está próximo daquele injustamente perseguido, restaura-lhe seu vigor e mantém autoridade (cf. Sl 18,7-24). Deus é fiel com o fiel, íntegro com os íntegros, puro com os puros (cf. Sl 18,26-27). Deus é força que move os pobres na resistente luta por vida mais digna.
2ª leitura: 1Ts. 1,5a-10
Uma comunidade que cresce na fé e no amor
A comunidade de Tessalônica era fervorosa e teve um grande progresso na fé a ponto de se tornar um modelo para outras comunidades: “a vossa fé em Deus propagou-se por toda parte” (1Ts. 1,8), “assim vos tornastes modelo para todos os fieis da Macedônia e da Acaia” (1Ts. 1,7). Paulo enumera três causas desse sucesso: a) Esses cristãos assimilaram e vivenciavam a mensagem que lhes fora semeada, tornando-se, desse modo imitadores de Cristo (cf. 1Ts 1,6);  b) Foram dóceis aos ensinamentos de Paulo e seguiram seu exemplo, imitando suas ações (cf. 1Ts. 1,6); c) Acolheram a Palavra com alegria apesar das tribulações.
Dessa forma, tinham um comportamento exemplar, cultivavam um dinamismo missionário propagando a Palavra de Deus, tinham boa qualidade de relacionamento com os outros e abandonaram a idolatria (os falsos deuses) confirmando assim, sua  mudança de vida e perseverança no bem.
Nossa vida
Esse relato de Paulo que manifesta a alegria pelo progresso dessa comunidade, nos lança um convite para refletirmos sobre a parábola do Semeador. A semente que caiu no bom terreno germinou, brotou, cresceu e deu frutos a base de cem, sessenta e trinta frutos por um (cf. Mt. 13,1-9). Mas se pensarmos em nível pessoal, perguntemo-nos como está o nosso ritmo de crescimento na fé, no humanismo, da esperança, da sensibilidade para com os mais necessitados. O texto nos convida a não sermos estéreis, incapazes de transformar em vida as boas mensagens que recebemos. A acolhida da Palavra de Deus está na base desse processo de conversão, crescimento espiritual e produção de bons frutos; quando é acolhida com alegria e assimilada, a Palavra de Deus transforma nossa vida pessoal de das nossas comunidades.  A prática do Amor depende do Alimento da Palavra de Deus: “Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra” (2Tm. 3,16-17).
3ª Evangelho: Mt. 22,34-40
Amar a Deus e o próximo como a si mesmo
Mais uma vez um grupo de fariseus se reúne para por Jesus à prova lançando-lhe uma pergunta: “Mestre qual é o maior dos mandamentos da Lei?” (Mt. 22,36). Para nós hoje, essa pergunta não se apresenta com dificuldade para ser respondida, mas para um judeu fiel e até um rabino do tempo de Jesus a resposta não era tão fácil. Isso porque os dirigentes religiosos judaicos (sacerdote, sumo-sacerdotes e anciãos), não só contemplavam a obediência dos clássicos dez mandamentos, mas deviam estar atentos a um total de 613 exigências preceituais, sejam positivas (“faça!”) ou proibitiva (“não faça”!). Em meio a tantos preceitos, acabaram perdendo o fundamento de tudo. Os líderes do judaísmo haviam multiplicado os mandamentos. Infelizmente para muitos, como se percebe no caso dos fariseus, a razão de ser de cada exigência parecia desaparecida. Na sua resposta, Jesus está denunciando exigências desnecessárias e resgatando a primazia do Amor a Deus, inseparável do amor ao próximo. Essa primazia de Deus (amor) deveria secundarizar centenas de exigências preceituais, sobretudo, aquelas relacionadas à esfera religiosa. A Ele nos empenhamos com as forças num amor que compromete a totalidade da nossa pessoa: com todo coração (consciência), com a alma (paixão, sentimentos...) e com toda a razão (inteligência). Jesus propõe a necessidade de resgate do eixo unificador de tudo, da base fundamental de toda lei e prescrição: o amor em duas direções a Deus e ao próximo inseparavelmente. Tudo é dom de Deus, a Ele nós pertecemos, a Ele nos voltamos por inteiro. Mas essa primazia de Deus não pode ser abstrata, teórica, vazia... Muito mais que sentimento é convicção de dever fazer o bem ao outro. “Como a si mesmo” é o parâmetro que Jesus nos coloca. Nas entre linhas, a idéia de Bem está implícita: ninguém faz mal a si mesmo (em sã consciência!). Amar é bem-quer e o bem fazer ao outro. O amor a Deus e ao próximo constitui o eixo unificador da fé e da esperança cristã. Quando Jesus diz que desses dois mandamentos “dependem a lei e os profetas” significa que esse é o fundamento do conjunto de todas as leis, prescrições religiosas e civis colecionadas Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Número e Deuteronômio), atribuídos a Moisés. Ao centro do Pentateuco está o código da Aliança (Ex. 20,23-23,19), a Lei da Santidade (Lv 17-22) e o Código Deuteronômico (Dt. 12-26). Um conjunto de exigências que tinham como fundamento o Amor a Deus e ao próximo. Vai dizer São Paulo que a prática do Amor constitui a plenitude da Lei (cf. Gl. 5,14). Vale dizer que a lei tem uma função pedagógica de conduzir, orientar, explicitar exigências... (cf. Gl. 5,24-25), mas quando ela perde o seu fundamento (promover a Vida) não serve mais para nada. Em vez de promover e libertar, massacra, humilha, oprime a pessoa. Gera a violência.
Nossa vida
O texto fala por si mesmo com um conjunto de mensagens muito claras... mas sempre vale a pena pontualizar algo mais. Jesus nos convida a refletir sobre a inseparabilidade do amor a Deus e ao próximo: a) É preciso estarmos atentos à hipocrisia religiosa: louvar a Deus, cantar “Amém! Aleluia!  e desprezar os outros, sermos-lhe indiferentes, ou violentos... b) A inseparabilidade desse amor – em duas direções -  nos conduz a dar um fundamento para a filantropia (fazem o bem aos outros). Quando a filantropia (amor ao ser humano) é alicerçada na fé, chama-se Caridade. c) Amor ao próximo depende da compreensão da dignidade humana (valor da pessoa) e da sua auto-estima: como pode alguém cuidar dos outros se não cuida de si mesmo? Como é possível alguém ser delicado com os outros se é violento consigo? Como alguém pode promover os outros se não zela por si mesmo? Como será capaz de amar os outros, se não se ama, se não se aceita, não se quer bem? Como alguém poderá lutar pela libertação dos outros se vive preso em si mesmo... no egoísmo, no vícios, nas manias...?
Antônio de Assis Ribeiro - SDB (padre Bira)



Amarás o Senhor teu Deus, ao teu próximo como a ti mesmo
A legislação de Israel estava orientada a mitigar os efeitos do empobrecimento das grandes massas de camponeses. O exílio, a dispersão forçada por causa da guerra, a usura... se convertiam em uma ameaça para a convivência e, sobretudo, contradiziam os fundamentos éticos do povo de Deus.
O "código da aliança" dava ênfase, não somente às rubricas litúrgicas ou às orientações religiosas, mas também à proteção dos setores mais vulneráveis da sociedade: forasteiros, viúvas, órfãos, diaristas e pobres em geral. Os forasteiros, porque, na maioria dos casos, eram exilados de guerra que haviam sofrido o exílio forçado e chegavam às terras de Israel sem outro recurso que o de suas próprias mãos.
A legislação lembra os benefícios do êxodo e a mudança de situação do povo hebreu que passou da servidão à liberdade. As viúvas e os órfãos estavam à mercê dos parentes homens, que detinham o monopólio jurídico da terra.
Os diaristas estavam à mercê dos grandes proprietários que pagavam a eles quando tinham vontade e não ao concluir um dia de trabalho, como determinava a Lei. O clamor dessas pessoas se convertia em uma preocupação do Deus libertador, que não podia deixar impune os opressores, exploradores e usurários.
Um homem do antigo Israel, como Jesus, se surpreenderia ao ver que nossa sociedade se baseia na usura. Para ele, os juros exagerados pagos por uma dívida era uma autêntica vergonha. E mais, se assustaria ainda ao saber que os grandes usurários governam politicamente os países e determinam quem vai viver satisfeito ou quantos milhões de pobres vão morrer de fome.
A usura é, na Bíblia, um delito comparável ao assassinato. A usura é a maior ameaça para os pobres, que se vêem obrigados a empenhar até a própria roupa para poder comer. A usura se origina na injusta percepção dos valores sociais, pois a ambição e o acúmulo se convertem no objetivo das relações sociais, tirando seu caráter de gratuidade e solidariedade.
Esta atitude costuma ser igualmente seguida no plano internacional. Considera-se natural a situação de submissão absoluta imposta no nível internacional, fruto de leis exclusivamente especulativas. Parece normal que haja domínio da vida e o trabalho de grandes massas em diferentes países, mediante a subida e queda, quase inteiramente caprichosa, dos "juros de mercado" internacionais.
Há alguns anos aconteceu o mesmo com a dívida externa: países inteiros, falidos com dívidas que equivaliam a muitas vezes o seu produto nacional bruto anual... isto é, que deviam tudo que podiam produzir durante vários anos e que de fato deviam a si mesmos.
E tudo isso, provindo de empréstimos oferecidos a juros baixos, porém flutuantes, dívidas que, uma vez contraídas, foram internacionalmente elevadas em até 18%, quando ao longo da historia as taxas não haviam alcançado mais que 6%. Nos empréstimos pessoais normalmente os juros cobrados são uma verdadeira exploração. Sabe-se onde começa a usura no plano internacional? Não estamos vivendo uma situação de usura internacional?
Costumamos pensar que o mundo civilizado e moderno é muito diferente daquele mundo de massas pobres e de escravos que não eram donos de si mesmos, porém a diferença não é tão grande assim: as grandes estruturas de injustiça são agora muito mais complexas, sofisticas e massivas.
Paulo interpreta a passagem de uma mentalidade legalista e opressora para uma mentalidade criativa e libertadora, como uma mudança da idolatria ao culto ao Deus verdadeiro, ao Deus da vida. Enquanto os operários eram prisioneiros dos intermináveis preceitos da lei escrita e oral, os assim chamados pagãos, eram escravos da incessante maré de modas de pensamento e de religiões que os impedia de descobrir-se a si mesmos como escravos da idolatria do império. Paulo propõe aos gentios, não uma religião a mais, mas um novo estilo de vida onde o discernimento, a gratuidade e a consciência de ser livre constituía o fundamento da relação com Deus e com o próximo.
O Evangelho aponta, precisamente, na mesma direção ao mostrar que para Jesus o fundamento da relação com Deus e o próximo é o amor solidário. Jesus sintetiza o decálogo e quase toda a legislação no amor fraternal e recíproco. Os juristas gostavam de provocar Jesus para saber dos seus conhecimentos sobre a Lei. Para eles o mandamento mais importante era a observância do sábado.
Esse dia devia ser dedicado por completo ao repouso e para escutar a leitura da Escritura. Com o tempo, a observância do dia de sábado foi convertido em uma carga que, a duras penas, era suportada pelos pobres. O sábado havia deixado de ser dia de festa do Senhor e se havia convertido em um dia lúgubre, cheio de prescrições ridículas, que impediam as pessoas de moverem-se, cozinhar e, inclusive, de auxiliar o necessitado.
Quando os juristas perguntam a Jesus pela lei mais importante, esperam que ele cometa o erra de se pronunciar contra a Lei. Jesus se adianta e os faz ver que na Lei o mais importante é o amor a Deus e o amor ao próximo. O amor é o espírito mesmo da legislação divina.
Ao colocar estes dois mandamentos como o eixo de toda a Escritura, Jesus coloca em primeiro lugar a atitude filial com relação a Deus e a solidariedade entre as pessoas como os fundamentos de toda a vida religiosa. Inclusive, a interpretação adequada das Escrituras (a Lei e os profetas) depende de que sejam compreendidos e assumidos estes dois imperativos éticos.
Nós vivemos hoje em uma sociedade que tem muito mais normas que o povo judeu, inclusive nossas igrejas possuem extensas legislações. Vivemos também em um mundo com muito mais milhões de pobres e oprimidos do que podiam prever os profetas.
A palavra de Jesus que hoje lembramos e atualizamos em nossa celebração é um convite a sacudir nossa passividade, a recuperar a indignação ética diante da situação intolerável deste mundo chamado moderno e civilizado e a voltar ao essencial do evangelho, ao mandamento principal, aos dois amores.


Portal Claret


O evangelho de hoje é bem “curtinho”. Tem poucas palavras, mas tem também uma das mais claras e diretas mensagens. Manda viver o amor. É o resumo de tudo que precisamos saber e viver. Fala do amor a Deus e do amor ao próximo. 
Jesus diz que amar a Deus de todo coração, de toda alma e de todo entendimento é o primeiro e maior mandamento. Diz também que amar ao próximo como a nós mesmos é semelhante ao primeiro. Com essas palavras Jesus disse que, amar ao próximo é tão importante quanto amar a Deus. 
Essas palavras deixam claro que, não existe separação entre o amor a Deus e ao nosso semelhante. Reafirmam a verdade destas outras palavras: “Ninguém pode dizer que ama a Deus, que não vê, se não ama ao irmão que está ao seu lado”. 
Foi bom tocar nesse assunto, deve servir para esclarecer algumas dúvidas: afinal de contas, quem é esse irmão? Acho que não é para mim esse recado, pois sou filho único e nem irmão eu tenho! Como posso reconhecer e amar alguém que nem sequer conheço? Onde estará esse desconhecido, onde estarão esses irmãos? 
Boa pergunta. Estão aqui, bem pertinho, bem ao nosso lado! Quantas irmãs, quantos irmãos de todas as idades. São velhos, jovens e crianças. Estão por ai aos milhares, abandonados e maltrapilhos. Doentes, sem emprego, sem terra e sem nada. Dependem de mim, dependem de você... precisam de amor. 
Realmente esse recado é direto para todos nós. Jesus pede a aproximação porque sabe que quando nos aproximarmos desses marginalizados e olharmos em seus olhos, veremos neles a nossa imagem refletida. Isso prova que não são desconhecidos; nós estamos neles e eles, também deveriam estar aqui dentro de nós, refletidos em nossos olhos.
Este evangelho me lembra de um lindo poema, mais ou menos, assim: “Procurei a Deus, em todos os cantos e não o encontrei. Busquei a mim mesmo, em todas as partes e não me achei. Procurei então o meu próximo e, nele encontrei os três”. Sem dúvida, no amor fraterno encontramos a Deus e nos reencontramos.
Amar o próximo não é uma coisa tão simples e fácil. Às vezes relutamos em dar amor e, outras vezes temos a impressão que o próximo não quer ser amado; é respondão, malcriado e nada amável. O verdadeiro amor tudo supera e não se deixa abater. Amar não é coisa superficial, amar exige compreensão e gestos concretos.  
É preciso deixar o discurso de lado e sair a campo. Sempre há algo que se pode fazer. Prova de amor é lutar contra as injustiças sociais, contra o desemprego e o abandono. Amar de verdade é assumir o compromisso batismal, é levar aos povos a Boa Nova. Amar é acreditar e tornar vivas estas palavras: “Só podemos amar a Deus através do amor ao próximo”.
Jorge Lorente



O maior dos mandamentos
Os fariseus, ouvindo que ele fechara a boca dos saduceus, reuniram-se em grupo e um deles – a fim de pô-lo à prova – perguntou-lhe: “Mestre, qual é o maior mandamento da lei?”. Ele respondeu: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”.
A anotação que São Mateus faz segundo a qual os fariseus criam coragem para interrogar a Jesus, depois que haviam ouvido que “Ele fechara a boca dos saduceus” (v. 34) e que fazem isso para “pô-lo à prova”, nos leva imediatamente a uma atmosfera de polêmica, que reinava entre os vários grupos, mas ao mesmo tempo fica claro que Jesus é reconhecido como mestre, expoente de uma escola diferente, mas fundamentada na interpretação da Torá, como as outras.
A pergunta é sobre o maior mandamento. Em sua resposta, Jesus se atém estritamente ao âmbito da Torá e liga dois mandamentos que aí constam. Jesus não se limita a citar os dois mandamentos, mas acrescenta: “Desses dois mandamentos dependem a lei e os profetas” (v. 40). Toda a Torá, com seus relatos, seus preceitos, suas explicações, exortações, aplicações para as várias épocas, feitas pelos profetas, não são outra coisa senão modos de ensinar a pôr em prática esses dois mandamentos.
Os dois preceitos são o coração da Torá, mas para entendê-los e, sobretudo, para pô-los em prática, é preciso ter paciência para lê-los através de toda a Torá e os profetas, pois do contrário se tornam piedosas exortações e bons sentimentos.
É importante a anotação que Jesus faz: o segundo mandamento é semelhante ao primeiro. De fato, devemos amar ao próximo não somente porque é um ser humano, como nós, mas porque, como nós, foi criado “à imagem e semelhança de Deus” (Gn. 1,27). Se fizermos violência contra o nosso próximo, não somente não respeitaremos a imagem de Deus, que está nele, mas matamos, por assim dizer, essa mesma imagem que está em nós.
o milite



O mandamento maior
Ao se falar em "mandamentos" - e esse tema aparece no evangelho deste trigésimo domingo do tempo comum - o que de mais espontâneo nos ocorre ao espírito é o "decálogo", isto é, os dez mandamentos que Deus proclamou por meio de Moisés no alto do Sinai, gravando-os em duas tábuas de pedra.
Esses dez mandamentos não podem ser entendidos como se fossem uma lista arbitrária de prescrições que Deus estabeleceu e que poderiam ser substituídas por outras igualmente arbitrárias.
Elas são a expressão de valores que o próprio Deus Criador gravou na consciência da humanidade e que exprime essencialmente qual deve ser o comportamento do homem em face do bem e do mal. No Sinai, Deus marcou para a reta formação do povo de Israel e, por meio dele, para o mundo inteiro, de modo altamente pedagógico, as linhas de orientação de nosso comportamento ético. São dez fórmulas lapidares - como não pensar nos dez dedos da mão? - que sintetizam todos os caminhos por onde deve caminhar o gênero humano, para cumprir a vontade sábia e santa de Deus, seu Senhor, que assim começa a sua proclamação: "Eu sou Javé, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da escravidão" (Ex. 20,2).
Porém a lei de Deus se desdobra depois em centenas de outros mandamentos, que se foram acrescentando, para regular de maneira clara o modo de viver do povo. É só examinarmos, por exemplo, os livros do levítico e do Deuteronômio. No tempo de Cristo, embora a lista não se julgasse ainda encerrada, enumeravam-se seiscentos e treze mandamentos, divididos em dois grupos: duzentos e quarenta e oito mandamentos positivos, correspondentes ao número dos ossos do esqueleto humano; trezentos e
sessenta e cinco mandamentos negativos, que igualavam o número dos dias do ano. E se faziam listas e classificações e muito se discutia a respeito deles, sobre sua maior ou menor obrigatoriedade. E as várias escolas rabínicas se dividiam entre si, indicando este ou aquele dos mandamentos como o mais importante: se a guarda do sábado, se a obediência aos pais, se o respeito ao nome de Deus.
Quiseram saber também a opinião de Jesus. E lhe perguntaram: "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei" (Mt. 22,36)? Jesus deu a grande resposta: "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu espírito". Jesus está citando as primeiras palavras do "Shemá" -"ouve, Israel" - que era a oração que todo israelita devia rezar duas vezes por dia. Estava colocando assim o amor de Deus em seu lugar primeiro e absoluto. E continuou: "Este é o maior e o primeiro mandamento". Porém, acrescentou ainda, para perpétua orientação do povo de Deus: "O segundo, semelhante a esse, é: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". E arrematou: "Desses dois mandamentos decorre toda a Lei e os profetas" (Ibid. , v v 37 - 40).
0 amor ao próximo é da essência do Evangelho. E vai cintilar na sua formulação mais completa no discurso da Última Ceia: "Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei" (Jo. 13,34 ). Poder-se-ia dizer que amar a Deus é evidentemente o maior mandamento. Nenhum judeu nem nenhum cristão poderia duvidar disso. Porém a força do preceito do amor ao próximo é menos
evidente. São João irá esmerar-se em suas cartas em inculcar o dever desse amor. Veja-se, por exemplo, esta afirmação: "Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós" (1Jo. 4,12). E esta outra: "Se alguém disser 'amo a Deus', mas odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama a seu irmão a quem vê, a Deus que não vê não poderá amar". E, como que fazendo eco à palavra de Jesus, quando lhe perguntaram qual era o maior mandamento: "E este mandamento dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão" (Ibid., 20 e 21).
E, para a aplicação prática desse preceito do amor, nada melhor do que lembrar de São Paulo, falando aos coríntios: "A caridade é paciente, é prestativa, não é invejosa. ..não guarda rancor, não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (1Cor. 13, 4-7).
padre Lucas de Paula Almeida, CM






O maior de todos os mandamentos
“A vida do cristão se define pelo amor a Deus e ao próximo”.
Deus nos criou para participarmos de sua felicidade. Ele é o Sumo Bem. Aproximamo-nos de Deus a partir da prática do Bem. Esta prática nos define exatamente o que é o amor: saída de nós mesmos para a comunicação e construção do outro. Não seremos felizes se nos afastarmos do Criador. Se Deus é amor, seremos felizes se vivermos o amor, pois através dele nos identificamos com o nosso Criador. Infelizmente, percebemos que o ser humano pensa em ser autor de sua própria realização deixando de lado a fonte da vida. Fora de nossa origem não seremos felizes. O individualismo do mundo que vivemos nos arrasta a buscarmos vitórias sem nos importarmos com a vida dos irmãos. Tudo que temos pertence a Deus e só nele encontraremos respostas para nossas interrogações mais profundas.

Quando refletimos sobre a essência de qualquer coisa, buscamos encontrar o sentido de sua existência. Muitos objetos foram criados pelo homem através da história para suprir alguma necessidade fundamental. O questionamento feito pelo homem sábio desta passagem do evangelho nos mostra o porquê existimos. A resposta forte e decidida de Jesus nos indica que estamos neste mundo para amarmos e servirmos a Deus e a nossos irmãos.
Vivemos continuamente em um processo de amorização. Se estivermos amando estamos mais próximos do objetivo de nossa existência. Se estivermos cheios de egoísmo e nos afastamos do processo de amorização, estamos nos deteriorando. Vivemos como cadáveres ambulantes, só servindo as nossas paixões.
Todo cristão, ao ser batizado, procura levar em sua vida os valores de Cristo que se encerram na prática efetiva do amor. O nosso relacionamento com Deus deve transbordar para o relacionamento com o próximo. Hoje percebemos o caminho inverso. Muitas pessoas pensam em ser felizes numa realização egoísta sem perceber que no fundo fomos todos criados para um profundo relacionamento interpessoal. Estamos em uma grande crise de afeto onde as pessoas não conseguem se sentirem amadas e se tornam incompetentes em amar os semelhantes.
Muitas vezes em nossa vida escutamos e refletimos sobre o mandamento do amor. O que significa amar a Deus sobre todas as coisas? Nós seres humanos temos um centro afetivo onde colocamos uma “hierarquia de valores” que vamos assumindo durante nossa existência. Se desviarmos este centro afetivo para as coisas materiais, que na realidade são instrumentos para se alcançar o verdadeiro relacionamento com Deus; nos perdemos em busca de algo superficial que jamais irá preencher o nosso vazio interior.
Toda criatura humana nasce com uma profunda “fome” do Eterno. No fundo de seu ser quer se relacionar com o Criador. Esta fome pode ser facilmente desviada para coisas mais imediatas. Para bens que não levam à comunicação com Deus. Pode acontecer também que o homem queira “inventar” relacionamentos com o sobrenatural que não lhe levam a nada. Hoje há um falso misticismo que é como se fosse um pequeno curativo para uma imensa ferida. Muitos cristãos se afastam da Eucaristia que é fonte de paz e alegria para se apegar as modas espirituais da modernidade. Um católico que muda de religião põe em risco a sua salvação, pois nega a Jesus Cristo como um todo.
O pecado fez que o homem se afastasse de Deus, fugisse de sua face. Quando o homem pensou que poderia fazer tudo sem o Criador, se perdeu redondamente transmitindo a imperfeição para as gerações futuras. Infelizmente não falamos mais em pecado porque ele normalmente faz parte de nossa vida. Procuramos encontrar várias soluções para melhorar a vida do homem sobre a terra e nos esquecemos facilmente do fundamental.
A consequência deste primeiro mandamento é a concretização do amor dentro da comunidade. Não podemos amar a Deus se não nos amamos e amamos o próximo que é esta pessoa que está mais perto de nós em nossa vida.
Os dois elementos se complementam na verdadeira realização do homem. Não somos Criadores, mas participamos da criação. Somos protagonistas de um mundo mais fraterno e justo onde todas as pessoas tenham condições de sobrevivência. Ainda temos muitos seres humanos com fome em um mundo onde existe alta tecnologia.
“Aumentai Senhor Jesus a nossa sensibilidade para percebermos claramente o sentido de nossa vida.”
padre Giribone - OMIVICAPE


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