32º
DOMINGO DO TEMPO COMUM
12 de Novembro de 2017
Cor: Verde
Evangelho
- Mt 25,1-13
Notamos nesta parábola das
moças com as lamparinas, que aparece o espírito da concorrência
entre elas. Também nós concorremos: no esporte e no nosso dia a dia na procura
de um emprego, para manter-se no emprego, para conquistar a pessoa amada, etc.
Só que precisamos tomar cuidado com a concorrência, pois até certo ponto ela é
um processo natural do convívio humano, principalmente nos esportes. Mais
depois desse certo ponto, a concorrência poderá ser excludente, e intolerante,
e uma grande falta de caridade. Leia
mais
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“... FICAI VIGIANDO...” – Olivia Coutinho
32º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Dia 12 de Novembro de 2017
Evangelho de Mt 25,1-13
Quantos de nós, perdemos tempo, buscando explicações para o inexplicável, querendo saber como e quando acontecerá o fim dos tempos. O que nem Jesus sabia: “Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão somente o Pai.” (Mc 13,32 )Não precisamos saber nada sobre como e quando acontecerá o fim dos tempos, o que precisamos saber mesmo, é como conduzir a nossa vida presente. Vivendo esta vida presente, de acordo com a vontade de Deus, estaremos nos preparando para que a nossa passagem desta vida para a outra, seja um novo nascimento, o nascimento para uma vida sem tribulações.
Como e quando acontecerá esta nossa passagem, não
sabemos, mas pela a fé e a nossa confiança nas palavras de Jesus,
sabemos que a nossa morte física, não será o fim, e sim, o começo de uma
nova vida, de uma vida em plenitude, que Jesus compara com uma festa de núpcia.
No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, Jesus,
lembra-nos através de uma parábola, que a sua segunda vinda,
pode acontecer a qualquer momento, daí, a importância de estarmos o tempo todo
preparados.
Estar preparado, não significa estar preocupado, e sim,
ocupado em fazer o bem, em viver o evangelho, dando a nossa resposta de fé, às
varias situações humanas.
A parábola diz que dez virgens, foram, com suas lamparinas,
esperar o noivo para a festa nupcial. Cinco delas, eram imprevidentes, não
levaram óleo suficiente, caso houvesse um atraso do noivo. Já as outras
cinco, foram previdentes, pesaram na possibilidade de um atraso do noivo e por
isso, levaram óleo de reserva. Como aconteceu um atraso do
noivo, que só chegou no meio da noite, as lamparinas das cinco virgens
imprevidentes, começaram a apagar e elas tiveram que sair as pressas, para
comprar o óleo. Aconteceu que enquanto elas se ausentaram, o noivo chegou, e
elas não puderam entrar para a festa, pois a porta de entrada
já havia sido fechada.
Esta parábola, rica em detalhes, vem nos falar de
vigilância, de uma vigilância constante, pois não sabemos a que
hora e dia, o Senhor virá. Devemos estar sempre atentos, preparados, pois
a qualquer momento podemos ser surpreendidos com o chamado do Senhor, um
chamado, a participarmos da festa de núpcias, preparada pelo o Pai!
Para entendermos melhor a mensagem que Jesus quer nos passar
através desta parábola, é bom termos em mente, que Jesus conta esta parábola,
fazendo referencia ao rito de casamento entre os judeus. As festas de núpcias
eram muito bem preparadas e de longa duração. As cerimonias,
aconteciam no mesmo local da festa. Ao contrário de hoje, era
a noiva que ficava esperando pelo o noivo, que chegava de forma festiva, sendo
recebido por um grupo de moças, que muito bem vestidas, aguardava-o do lado de
fora, com suas lamparinas acesas. Elas tinham que esperar pelo o noivo, já com
as suas lamparinas acesas, pois não dava tempo, de acendê-las na hora de
sua chegada, pois tudo era muito rápido na portaria, a festa
mesmo, acontecia dentro do recinto. Certamente, era um acontecimento muito bonito,
o noivo, indo ao encontro da noiva, ladeado de belas jovens com suas
lamparinas acesas!
As virgens que não foram previdentes, ou seja, que não contaram com
um possível atraso do noivo, ficaram de fora da festa, simbolizando os
desatentos de todos os tempos, os que só querem curtir o momento
presente, sem investir na vida futura, que não se abastecem
com o óleo da fé!
O sentido da parábola, reforça o convite a prontidão, as
jovens, somos nós, o povo, uns previdentes, outros não. O noivo, é
Jesus, o casamento, ou seja, o evento, simboliza a segunda vinda de
Jesus, que pode demorar para uns, e ser rápido para outros.
No batismo, recebemos o Espírito Santo, a luz que nos ilumina
e ilumina o mundo, não podemos deixar que esta luz se apague por falta de
óleo, o óleo da fé! Se nos faltar este óleo, nossas “lamparinas” se apagarão, e
ficaremos de fora da grande festa, pois o céu, é todo em luz, lá, não há
lugar para “lamparinas’ apagadas.
No finalzinho do evangelho, Jesus nos faz um alerta: “Portanto,
ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.
FIQUE NA PAZ DE
JESUS! – Olívia Coutinho
Venha fazer parte do meu grupo de reflexão no Facebook:
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“A parábola das dez virgens” -
Claudinei M. Oliveira.
Sexta - feira, 31 de
Agosto de 2012.
Evangelho: Mt 25,1-13
Jesus
disse aos discípulos: “ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia
nem a hora” em que o Senhor virá. Diante desta afirmação todos devem
ficar atentos para o grande chamado para o céu, pois, às vezes, poderá ser que
o Senhor demorará em chamá-lo, mas talvez Ele tenha uma missão para
cumprir urgentemente.
Isto
aconteceu com algumas virgens que saíram atentamente para encontrar
o noivo, mas cinco delas não prepararam corretamente, deixou de cumprir tarefas
relevantes para o encontro. Contudo, os noivos demoraram em
apresentar a festa, e aquelas que estavam desguarnecidas com óleo
para alimentar a chama não conseguiram entrar na festa linda que estava a
espera.
De
fato a festa de casamento na Palestina era um encanto. A noiva
ficava com as amigas à espera da vinda ritual do noivo. Como a
história era contada a partir da casa da noiva, o suspense ficava por conta da
chegada do noivo. Entretanto, Jesus conta esta parábola para
exemplificar que quem quiser entrar no reino dos céus deve ficar atento para a
grande hora, como aconteceu na parábola, de repente, no meio da noite alguém se
levanta e grita que o noivo vem chegando para o encontro, neste momento as
moças preparadas conseguiram enlaçar o matrimonio, mas as moças não prudentes
perderam o momento, ou seja, fracassaram por não estarem preparadas.
Para
nós Jesus é o grande noivo que pode chegar a qualquer momento. Não tem hora
para chegar, pode ser no inicio da vida, na juventude, na vida adulta ou na
velhice. O que importa é estar corretamente harmonioso para encontro.
Entretanto, não se pode contrariar o grande Deus, deve-se sim, estar em
consonância com sua palavra para servir no memento em que
for chamado. De uma coisa tem-se certeza, Ele pode tardar, mas nunca
deixará de vir ao encontro do seu povo.
Nosso
Deus não é vingativo e nem quer contrariar ninguém. Ele já revelou para o mundo
seu amor ao enviar seu Filho para ser morto pelos desordeiros. Fez de coração
aberto e deixou um legado de cumpricidade para o seguimento valoroso de seus
mandamentos. Porém, o homem, pela sua irá, seu rancor, sua falta de compaixão,
pela falta de coletividade, não aproxima do Deus apaixonante e poderoso.
O
homem parece não ter origem divina ou não ter apreço pelas coisas dos céus. Faz
do mundo sua casa eterna, mas esqueceu que a verdadeira morada não é este mundo
arrogante e infiel, a verdadeira morada é na casa paterna perto do Criador. Só
que para atentar-se para o mundo glorioso é preciso voltar-se para o
Deus eterno, buscar o amadurecimento na fé, louvar as bondades divinas e
praticar sempre a justiça e o bem. Para preparar para o grande dia o homem deve
observar as leis de Deus e tê-Lo no coração por amor e com amor.
Portanto,
as cinco noivas esqueceram-se do óleo, significa que se esqueceram da prática
da justiça, pois sem ela não há testemunho e compromisso com Jesus (o
noivo). Como descreveu Mateus no capitulo 5, 6: “que a luz
de vocês brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que vocês
fazem, e louvem o Pai de vocês que está no céu”. Assim, sem o
óleo a lâmpada não ascende e sem a prática da justiça a humanidade
não pode descobrir o seu caminho que é a maior anseio dos homens, mas deve
praticar sempre a justiça para não ser pego de surpresa. Assim seja, amém!
Claudinei
M. Oliveira
Vigiai e Orai - Padre Queiroz
Sexta27/08/2010
As
dez moças
Mt
25,1-13
O
noivo está chegando: ide ao seu encontro!
Neste
Evangelho, Jesus nos conta a parábola das dez jovens que foram, com suas
lamparinas acesas, esperar o noivo para a festa nupcial. Cinco delas eram
imprevidentes e não levaram reserva de óleo, caso o noivo atrasasse. As outras
cinco levaram. Aconteceu que o noivo atrasou e as cinco imprevidentes, com suas
lamparinas apagadas, não puderam entrar para a festa! Vemos que a parábola
trata da vigilância, isto é, do cuidado constante que devemos ter a fim de que
estejamos sempre preparados para o encontro com o Senhor. Jesus mesmo fala no
final da parábola: “Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia,
nem a hora”.
Esta
parábola era facílima de entender pelo povo daquele tempo, porque trata de um
procedimento comum nos casamentos: Eles geralmente eram celebrados à noite, e
no mesmo local da festa. A noiva ficava ali esperando, e era o noivo que
chegava de forma festiva. Um grupo de moças o recebia do lado de fora,
segurando lamparinas acesas, e o levavam em cortejo até a sua noiva. As moças
tinham de esperar já com as suas lamparinas acesas, porque não dava tempo de
acendê-las na hora. O atraso do noivo era comum, assim como hoje o atraso da
noiva. Mas, quando ele chegava, o cortejo já devia estar pronto, com suas
lamparinas acesas. As moças o recebiam e entravam com ele no local da festa.
Era certamente muito bonito ver o noivo cercado de luzes e de garotas bonitas.
Mas neste casamento aconteceu um problema: O noivo atrasou muito e a metade das
moças não haviam levado reserva de óleo, contando com esse possível atraso.
Elas foram comprar e chegaram atrasadas, sendo impedidas pelo porteiro de
participarem da festa.
Aqui
a parábola muda de tom. As atrasadas chamam o noivo de Senhor: “Senhor,
abre-nos a porta!” Na verdade, não se trata mais do noivo, mas de Deus. O
sentido da parábola é claro: As jovens somos nós, e o casamento é o nosso
encontro definitivo com Deus.
As
lamparinas acesas representam a graça de Deus em nós. Deus virá ao nosso
encontro para a grande festa nupcial, que acontecerá no céu. O seu atraso é a
duração da nossa vida, que pode chegar a cem anos. Não sabemos quando ele vai
chegar, por isso é melhor providenciar muita reserva de óleo. Esta reserva são
as virtudes cristãs e as boas obras, que alimentam em nós a graça de Deus. Se
alguém se descuidar, de uma hora para outra pode perder a graça de Deus, e
“dormir”, aí pronto: Cristo chega de repente e estaremos sem a graça, sendo
portanto excluídos do céu!
No
batismo, nós recebemos a luz da fé e da graça de Deus. Mas precisamos estar com
esta luz acesa na hora do encontro definitivo com ele. E como não sabemos o dia
nem a hora, precisamos estar sempre preparados. Não podemos brincar com coisa
séria. Podemos cometer imprudências em tudo na vida, menos neste ponto, pois aí
está em jogo a nossa eternidade!
Encontrar-nos
com Deus é tão bom que Jesus comparou esse encontro com uma festa, um encontro
nupcial. Entretanto, Jesus conhece a nossa fraqueza e a importância de estarmos
preparados para esse encontro, por isso nos adverte: “Ficai vigiando, pois não
sabeis qual será o dia, nem a hora”. Vigiar é estar atento, permanecer
acordado. Muitas coisas acontecem em nossa vida. Mas existe uma que ganha em
importância: um dia vamos morrer. E ali não haverá mais tempo de rever a vida,
isto tem de ser feito agora! A maioria das pessoas se esquece disso. Não
precisamos ter medo da morte, e sim estarmos sempre preparados para ela.
A
nossa vida é uma luta, pois os mais variados apegos são oferecidos a nós. E
esses apegos nos levam a deixar de lado o principal. Mas quem ama a Deus sobre
todas as coisas, faz tudo em função desse amor.
Hoje
celebramos a memória de Santo Agostinho, filho de Santa Mônica, que celebramos
ontem. Como jovem, morando em Cartago, longe da família, Agostinho afunda-se
nos vícios e na devassidão, seguindo o exemplo do pai. Entretanto, ele sentia
um grande desejo de procurar a verdade. Terminado o curso de retórica, fez a
faculdade de filosofia, mas não encontrou a verdade. Havia em Cartago uma seita
chamada maniqueísmo, baseada na separação entre alma e corpo. Segundo eles, o
corpo nos puxa para o mal e a alma para o bem, produzindo uma luta interna. Por
muito tempo Agostinho seguiu a seita, mas não se convenceu.
Mudou-se
para Roma, e lá, graças à oração da mãe, se converteu ao cristianismo. Ele
mesmo descreve, em seu livro chamado Confissões, como foi a sua conversão:
“Um
dia eu estava chorando, debaixo de uma figueira, debatendo-me entre sentimentos
e forças opostas. Resolvi abrir a Bíblia e ler o que estivesse na frente. Li o
seguinte:
‘Caminhemos
como de dia. Nada de desonestidades nem de contendas. Ao contrário, revesti-vos
do Senhor Jesus Cristo, e não procureis satisfazer os desejos da carne’ (Rm
13,13-14). Eu não quis ler mais nada. Fechei a Bíblia. Ali estava a verdade que
sempre procurei na vida”.
Agostinho
levantou-se, procurou o seu amigo Dom Ambrósio, bispo de Milão, hoje Santo
Ambrósio, e pediu o batismo. A partir daí foi crescendo na fé, na sabedoria e
em todas as virtudes, tornando-se um dos maiores teólogos da Igreja.
“Toda
Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para
corrigir, para educar conforme a justiça” (2Tm 3,16).
Peçamos
a Maria Santíssima e a Santo Agostinho que nos ajudem a seguir o exemplo das
cinco jovens previdentes.
O
noivo está chegando: ide ao seu encontro!
Padre
Queiroz
Não sabeis a hora - Padre Queiroz
20/10/2010
Lc
12,39-48
A
quem muito foi dado, muito será pedido.
Neste Evangelho, Jesus novamente nos convida à vigilância. Primeiro ele usa a comparação do ladrão que entra numa residência e quando a família menos espera. Assim é a chegada do Reino de Deus na nossa vida, será de surpresa.
Pedro pergunta a Jesus: “É para nós?” Jesus responde que sim. A mesma pergunta podemos fazer a Jesus hoje: “É para nós?” Ele vai responder que sim.
A parábola dos dois administradores um fiel e outro infiel, Jesus a contou para mostrar a Pedro que a advertência é principalmente para eles, os Apóstolos, que serão os futuros líderes e administradores da santa Igreja.
Em se tratando de um administrador ou administradora, o lucro ou o prejuízo para o Reino de Deus é maior, pois para onde eles vão, muita gente irá atrás. Isso vale para os pais, para os professores, para os líderes cristãos, para os religiosos e religiosas, padres, bispos, papa... E vale também para as lideranças políticas ou qualquer cargo de coordenação na sociedade.
O administrador fiel é transparente, não faz nada escondido do patrão. Já o infiel aproveita a ausência do patrão para praticar atos ilícitos e usufruir do cargo em benefício próprio.
Mas Deus nosso Pai, que na parábola está simbolizado no patrão, sabe de tudo; ele recompensará generosamente o administrador fiel, e castigará com rigor o infiel.
São apelos à nossa vigilância. A vida cristã é algo sério e temos de prestar contas a Deus de todos os nossos atos. E essa prestação de contas pode acontecer a qualquer momento. A vida cristã envolve os nossos compromissos na família, no trabalho, na escola, na sociedade, na Comunidade cristã, em tudo.
“Ficai preparados, porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos esperais.” Quantas vezes falhamos nesses pontos, pensando que ninguém está vendo! Diante de Deus nada passa escondido e tudo será cobrado. Às vezes temos a tentação de fazer coisas erradas, porque ninguém nos conhece naquele lugar, ou ninguém está nos vendo. É justamente nessas horas que mostramos para Deus que tipo de fé é a nossa.
“Aquele empregado que, conhecendo a vontade do patrão, não agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. Porém, o que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes.” Isso nos toca, pois conhecemos a vontade de Deus a nosso respeito. Portanto, a nossa responsabilidade é maior. Quem conhece os mandamentos e mesmo assim desobedece, peca mais do que aquele que não conhece os mandamentos. “A quem muito foi dado, muito será pedido.”
O que Deus mais quer de nós é que façamos bem aquilo que devemos fazer, cuidando do momento presente, e jogando tudo o mais, o nosso passado e o nosso futuro, nas mãos dele. Precisamos dar o melhor de nós para Deus. Deus merece, e certamente nos retribuirá cem vezes mais.
Certa
vez apareceu, na roça de um agricultor, um formigueiro. Eram formigas
devoradoras mesmo, que estavam destruindo a plantação. Então o homem não teve
outra saída senão colocar na entrada do formigueiro um veneno em forma de
grãozinhos, com aparência atraente às formigas.
Julgando que os pequenos grânulos eram comida, as formigas os apanharam e conduziram para dentro do formigueiro. Quando o agricultor voltou, no dia seguinte, todas as formigas estavam mortas.
Mas o agricultor ficou triste, porque outro formigueiro ao lado, cujas formigas não eram agressivas, também levaram a “comida” para dentro de suas casas e morreram.
Somos fracos, podemos nos enganar pelo inimigo. O pecado sempre se apresenta como algo bom e não nocivo. Depois que o praticamos, aí é que ele mostra todo o seu veneno. Por isso Jesus nos alerta: “Ficai atentos!”
Maria Santíssima foi de uma fidelidade admirável. Ela tinha a fidelidade própria de quem ama. A noiva espera a chegada do noivo e se prepara para isso com a maior alegria; assim era Nossa Senhora. Que ela nos ensine a sermos sempre vigilantes.
A quem muito foi dado, muito será pedido.
Julgando que os pequenos grânulos eram comida, as formigas os apanharam e conduziram para dentro do formigueiro. Quando o agricultor voltou, no dia seguinte, todas as formigas estavam mortas.
Mas o agricultor ficou triste, porque outro formigueiro ao lado, cujas formigas não eram agressivas, também levaram a “comida” para dentro de suas casas e morreram.
Somos fracos, podemos nos enganar pelo inimigo. O pecado sempre se apresenta como algo bom e não nocivo. Depois que o praticamos, aí é que ele mostra todo o seu veneno. Por isso Jesus nos alerta: “Ficai atentos!”
Maria Santíssima foi de uma fidelidade admirável. Ela tinha a fidelidade própria de quem ama. A noiva espera a chegada do noivo e se prepara para isso com a maior alegria; assim era Nossa Senhora. Que ela nos ensine a sermos sempre vigilantes.
A quem muito foi dado, muito será pedido.
Padre
Queiroz
Se o dono da casa soubesse a que hora o
ladrão viria...- Alex
Quarta-feira, 20 de outubro
de 2010
"Até a paz pode
ser comprada por preço alto demais." ( Benjamin Franklin )
Lc 12,39-48
A
atitude de vigilância deve fazer parte do dia a dia do cristão. Amigo (a)
internauta é preciso estar atento em nosso cotidiano para que quando o Senhor
vier não nos encontre desatentos. E o Senhor realmente vem ao nosso encontro:
quando nos chama à vida na graça de cada novo dia, quando escutamos a sua
Palavra, quando recebemos Jesus na eucaristia, quando nos reunimos para
celebrar, quando nos colocamos em oração, quando ouvimos os clamores dos mais
pobres e abandonados.
Nós
cristãos católicos devemos permanecer firmes na propagação do evangelho até que
o Senhor venha. Entretanto, é na caridade fraterna, isto é no gesto concreto
para com os mais necessitados que cada cristão se coloca numa atitude
vigilante. Quando cada agente de pastoral coloca o seu dom a serviço da
comunidade, quando cada um de nós inseridos na sociedade buscamos realizar bem
o papel que nos é confiado vamos nos tornando verdadeiros administradores fiéis
e prudentes.
Para
quem tem verdadeira consciência do seu batismo a responsabilidade é muito
maior, afinal sabemos o que devemos fazer: a caridade para com os nossos irmãos
e irmãs, seja promovendo melhores condições de vida digna para com os que mais
precisam, seja escutando o próximo que as vezes está tão aflito e quer
desabafar. Todos nós que estamos engajados na vida de igreja e também nossos
políticos, os quais devem se preocupar com o bem comum e com melhores condições
de vida para com a população, seremos cobrados pelo Senhor da messe pelo tanto
que deixamos de amar.
Que
a Virgem mãe Aparecida interceda por nós para que sejamos vigilantes em nossa
existência, sejamos bons administradores fiéis e prudentes da missão que nos
foi confiada enquanto estamos neste mundo, e não nos esqueçamos: “a quem muito
foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será
exigido!”
Alex Alves Rabelo
O Senhor virá de forma gloriosa,
diz a Palavra de Deus. Em Sua primeira vinda, Ele veio humilde em uma
manjedoura; mas, na Sua segunda vinda, o céu se abrirá e Ele manifestará sobre
todos os povos a Sua glória, por isso celebramos o Advento.
“Sabei, porém, isto: se o senhor
soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a
sua casa” (Lc 12,39).
Esse
trecho que estamos rezando foi tirado do Evangelho de Lucas, composto a partir
de entrevistas oculares e trajetórias de Jesus. O Evangelista foi colhendo
várias informações de pessoas que viveram com Jesus, que estiveram perto d’Ele,
e foi escrevendo com um objetivo muito determinado. Nós percebemos que o escritor tem um contexto e uma lógica bem formados.
Jesus
estava caminhando da Galileia para Jerusalém, pois havia tomado a firme decisão
de entregar-se por nós. São Lucas narra que quando o Senhor decidiu dar a vida
por nós; segundo ele, o rosto de Jesus estava como uma “pedra”.
Jesus sabia que enfrentaria uma
grande batalha contra o inimigo de nossa alma, o demônio. De alguma forma, Ele
sabia que precisaria preparar Seus discípulos para aquilo que aconteceria em
Jerusalém. Ao passava por um vale, os discípulos temiam, pois era um lugar
tenebroso. “Ainda que eu tenha que passar pelo vale da morte, não temerei,
porque o Senhor está comigo”( Sl 23,4). O Senhor, no entanto, é diferente do
inimigo, que também é chamado de ladrão: “O ladrão não vem senão para furtar,
matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em
abundância” (Jo 10,10).
O objetivo do demônio é
fazer com que muitos se percam. Ele está no inferno por inveja, porque deseja
ser igual a Deus. Mas jamais ele terá a glória que o Senhor tem. Ele quer
roubar os filhos para depois dizer a Jesus: “O que adianta tanta glória e
perder seus filhos?”. O demônio faz isso por inveja!
O livro dos Atos dos Apóstolos
narra uma história do exorcista que foi libertar uma pessoa que estava com o
demônio; este disse para o exorcista: “Eu não conheço você”. Por isso o inimigo
precisa saber e conhecer o nosso nome como Ele conhece o de Jesus. Você é
aquele a quem o Senhor tem confiado almas e vidas preciosas que precisam ser
resgatadas.
Canção
Nova
Os materiais e todas as coisas passam,
mas, se ficarem aqui, elas serão corroídas. Até mesmo o nosso corpo acabará.
Tudo o que nós vemos é finito, tudo passará! Mas as coisas de Deus não vai
passar. Um novo céu e uma nova terra ressurgirão para nós. Neste dia, doenças,
pobrezas e decepções já não existirão. Mas enquanto este dia não chega, nós
precisamos investir tudo o que temos no Senhor.
Quantas mulheres estão fazendo
planos de assalto para contribuir com o ladrão e destruir as almas! Você, que é
mulher de Deus, tome uma decisão! Homens, abram seus olhos! Que tristeza é
uma casa que está tomada no alcoolismo!
Quando Jesus estava na cruz, Ele
disse ao ladrão que estava ao Seu lado: “Hoje mesmo estarás comigo no céu!”. Se
você tem contatos no seu telefone que não o levam para o céu, delete-os da sua
vida.
Quando chegar o tempo da
perseguição, só aqueles que foram treinados vão dar conta de vencer em Deus.
Ainda que sejamos pecadores, queiramos estar perto do Senhor. Jesus tomou a
decisão de subir para Jerusalém e vencer a guerra. Você quer ser do bando de
Jesus e vencer a guerra? Então, temos de nos deixar ser “assaltados” por
Ele, porque Ele já tem uma estratégia pronta para nos transferir para o reino
do Seu Filho.
Jesus sonha com o dia da sua volta. Ele quer
libertar você das correntes, soltar os seus braços e lhe trazer de novo à vida.
O Senhor, na Sua morte na cruz, tomou a chave da salvação para nos libertar de
todas as amarras.
Transcrição
e adaptação: Jakeline Megda D’Onofrio.
É preciso
vigiar porque Jesus está voltando definitivamente
Padre Roger Luis /
Foto: ArquivoCN
“Vigiai,
pois não sabeis o dia” é o tema desta pregação. Enquanto eu rezava, o Senhor me
dava a visão de uma grande tempestade formada, tudo escuro, com raios e muito
barulho, mas uma chuva vem para lavar e purificar tudo. Depois, abre-se o céu e
o sol nasce. É exatamente isso que precisamos compreender.
Tempestades virão com muitos
barulhos e raios, mas o Espírito Santo é o símbolo da chuva que cai e traz
fecundidade, vida e purificação. O sol que abre no céu é o Sol da justiça, é o
Senhor que virá julgar e separar o joio do trigo.
O texto base desta pregação
será o livro de Marcos: “Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já o
seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que já está próximo o
verão. Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já
está perto, às portas. Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem
que todas estas coisas aconteçam. Passará o céu e a terra, mas as minhas
palavras não passarão. Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que
estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis
quando chegará o tempo. É como se um homem, partindo para fora da terra,
deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua
obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse. Vigiai, pois, porque não sabeis
quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do
galo, se pela manhã, Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo. E as
coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai.” (Mc 13,28-37)
É importante entendermos essa
realidade, porque, desde o Antigo Testamento, Deus preparava o seu povo para o
dia do Senhor. A história de Israel foi marcada por diversas manifestações de
Deus, que visitava Seu povo e o salvava de situações de muitos sofrimentos e
humilhações. A vinda do Senhor marcou o povo de uma maneira profunda e deixou
uma marca indelével no coração dos Israelitas, criando neles uma expectativa
para o dia do Senhor.
Deus
visita e fala que veio para libertar Seu povo. Ele vem restaurar, purificar Seu
povo e restabelecer o Seu Reino definitivo. O profeta Daniel recebeu a visão da
vinda do dia do Senhor, que viria sobre as nuvens do céu. Nós vamos vendo essa
consciência e trabalho do Espírito do Senhor, que prepara Seu povo para Sua
vinda definitiva.
O próprio Deus caminhará
conosco. No Novo Testamento, a pregação de Jesus está centrada na chegada de um
mundo novo, diferente desse que conhecemos. Será um Reino eterno, que vai fazer
com que experimentemos a bondade, grandeza e santidade de um Deus maravilhoso,
um Deus de amor.
Jesus
está voltando
Deus nos convoca a
experimentarmos Seu amor misericordioso. A profecia que saiu da boca de Jesus,
que está no livro de Marcos, garante-nos que esse Reino se converterá num Reino
total de justiça, de Céus novos e terra nova.
No Instituto e Faculdade Canção
Nova está escrito: “Preparando homens novos e mulheres novas para um mundo
novo”. Esse é o objetivo da Canção Nova, preparar um povo para receber o Senhor
que virá. Vamos nos preparar para arrancar aqueles irmãos das garras das falsas
ideologias. E por isso dizemos: “Maranatha, vem Senhor Jesus!”.
Existem duas realidades de
acusação em relação à vinda do Senhor. Há aqueles que acusam a Igreja primitiva
por ser uma comunidade exaltada, que vivia com extremismo na expectativa do dia
do Senhor. Deixavam sua vida e viveram em função da vinda eminente do Senhor.
Veja também:
:: Confira a homilia do padre Roger Luís
:: Adquira o novo livro do Márcio Mendes: “30 minutos para mudar o seu dia”
::O que fazer para chegar à eternidade?
Nós não podemos parar de viver nossa vida, mas temos de vigiar e estar preparados para a vinda definitiva de Jesus. O Cardeal Ratzinger [Papa emérito Bento XVI] diz que os teólogos não são visionários, mas ele via que a Igreja do século XXI teria um número menor de pessoas, um pequeno rebanho. Existem pessoas que vivem outro extremo, não acreditam que Jesus voltará e provocam um ceticismo, não se preparam para esse dia da vinda de Jesus.
:: Confira a homilia do padre Roger Luís
:: Adquira o novo livro do Márcio Mendes: “30 minutos para mudar o seu dia”
::O que fazer para chegar à eternidade?
Nós não podemos parar de viver nossa vida, mas temos de vigiar e estar preparados para a vinda definitiva de Jesus. O Cardeal Ratzinger [Papa emérito Bento XVI] diz que os teólogos não são visionários, mas ele via que a Igreja do século XXI teria um número menor de pessoas, um pequeno rebanho. Existem pessoas que vivem outro extremo, não acreditam que Jesus voltará e provocam um ceticismo, não se preparam para esse dia da vinda de Jesus.
É
preciso vigiar e esperar a vinda definitiva de Jesus
Não sabemos a hora
que o Senhor virá, por isso precisamos ser vigilantes. Temos de viver um vida
honesta e justa, buscar, cada vez mais, essa experiência com Jesus. No
Catecismo da Igreja Católica, número 67, lemos que a segunda vinda de Cristo é
eminente, embora não saibamos o tempo nem o momento desse acontecimento
escatológico, que pode ocorrer a qualquer momento.
A Igreja está dizendo para os
fiéis vigiarem, porque não se sabe a hora, mas é preciso estar preparado e
ajudar a preparar os que não estão. “Sede pois, irmãos, pacientes até à
vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra,
aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. Sede vós
também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor
está próxima.” (Tg 5,7-8).
Cuidado com as coisas que estão
na internet, que falam sobre a vinda de Jesus. Nem tudo que está escrito ali é
verdade. Há coisas que são até mesmo absurdas de acreditar! É importante
discernir com sabedoria.
É preciso conhecer a Palavra de Deus para não se deixar confundir. “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.” (Mt 24,4-5).
É preciso conhecer a Palavra de Deus para não se deixar confundir. “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.” (Mt 24,4-5).
Não
seja manipulado pelas ideologias que a mídia propaga
Quantos cristãos vão contra os
valores da Igreja! Um exemplo é a família, composta de um homem e uma mulher.
Sabemos que é preciso respeitar as pessoas e suas opções, mas existem valores
que são inegociáveis. A família é um valor inegociável e não podemos abrir mão
disso.
Na Europa, em especial
Portugal, as pessoas estão indo às igrejas pedir o anulamento da certidão
de batismo. Há pais que perderam a guarda dos filhos, em Portugal, por serem
católicos praticantes. O Estado não pode interferir na educação religiosa dos
pais. As ideologias e apostasias estão entrando na vida das pessoas e fazendo
estragos!
Vamos perseverar até o fim.
Precisamos ser um povo feliz até na tribulação e na perseguição. Papa Francisco
está nos chamando a expressarmos o amor de Deus às pessoas e não as condenar. É
preciso fazer o que pudermos para tornarmos Deus conhecido. Precisamos ser o
Evangelho que esse mundo precisa ver.
É importante darmos testemunho
de que Jesus está voltando. É tempo de evangelizar enquanto temos liberdade
para isso. Não podemos perder tempo. Precisamos ser homens e mulheres eucarísticos
e da Palavra. Desperto em vocês a necessidade de vigiar e orar, pois não
sabemos o dia que Jesus virá.
Padre Roger Luis – Comunidade
Canção Nova
Transcrição e
adaptação: Fernanda Soares
Parábola
das dez virgens
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O que nos prepara a
vida, em cada momento e em cada circunstância? Não estar devidamente preparado
pode nos trazer muitos problemas e mesmo conseqüências desagradáveis. No
parágrafo precedente, o bom servidor devia ser fiel e prudente. Aliás, as duas
parábolas que se seguem retomam, dirigindo-se a todos os cristãos, a dupla
exigência: a prudência, no caso da presente parábola, e a fidelidade com os
servos fiéis aos interesses do mestre. Muitos vêem nas virgens a imagem da vida
contemplativa e nos servidores a imagem da vida apostólica.
Cada um de nós está
nesta expectativa da vinda do Senhor, pois as virgens representam a humanidade
inteira que é convidada a acolher a pessoa de Jesus, o Filho de Deus. Saíamos,
como Abraão, ao Seu encontro portando as lâmpadas, que simbolizam a vigilância.
S. Hilário de
Poitiers (367) destaca que ‘o Esposo e a Esposa nos indicam nosso Senhor, Deus
encarnado… Pelo serviço desta vida nós nos preparamos para a ressurreição dos
mortos. As lâmpadas são a luz das almas, que resplandecessem pelo sacramento do
batismo. O óleo é o fruto da boa obra. Os vasos são os corpos humanos. Neles
está escondido o tesouro da consciência reta… O atraso do Esposo é o tempo da
penitência; o sono dos que esperam é o repouso dos fiéis e a morte temporária.
O clamor no meio da noite é a trombeta que precede a vinda do Senhor e desperta
todos os homens…’
S. Gregório de Nissa
(395) dirá, de um modo menos alegórico, que as virgens tolas ‘não tinham em
suas almas a luz que é o fruto da virtude, nem no pensamento a lâmpada do
Espírito. São chamadas de tolas, porque a virtude se atinge antes da chegada do
Esposo’.
S. Gregório explica
como estas lâmpadas iluminadas simbolizam a preparação espiritual para a vinda
do Cristo. O Senhor nos convida para festejar em sua mesa de banquete. Estamos
prontos para encontrá-lo?
‘Senhor, tornai-me
vigilante e atento à vossa voz de modo que eu possa estar sempre atento ao
vosso chamado. Que eu encontre alegria em vossa presença e encontre prazer em
fazer vossa vontade.’
Dom
Fernando Figueiredo
Bispo da Diocese de Santo Amaro – SP
Bispo da Diocese de Santo Amaro – SP
A
PREPARAÇÃO DA VINDA DO SENHOR Mt 25,1-13
A+A-
Em duas ocasiões
distintas Jesus contou duas parábolas cujo conteúdo apela pela prudência e pela
vigilância antes de sua morte destacando-se o tema da preparação para a vinda
do Senhor. A das dez virgens (Mateus 25:1-13) e a dos talentos (Mateus 25:14-30).
Essas foram, aparentemente, contadas em particular aos seus discípulos (Mateus
24:3). Na primeira parábola, dez virgens saíram ao encontro do noivo,
empolgadas com as alegrias vindouras da festa de casamento. Todas estavam
presentes; todas estavam esperando o noivo; todas se sentiam satisfeitas com a
sua preparação, pois estavam cochilando e dormindo, e todas tinham lâmpadas. A
diferença entre as cinco virgens prudentes e as cinco tolas era que as cinco
prudentes trouxeram óleo junto com suas lâmpadas. O tempo da preparação
tinha-se passado. Enquanto as virgens tolas estavam comprando óleo, o noivo
chegou e elas foram deixadas fora do casamento para sempre. Como você está
esperando pelo seu Senhor? Você está vigiando? A que temperatura está o
termômetro da tua prudência? Jesus decretou a sentença tanto para as dez
virgens como para mim e para ti: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a
hora” na qual o Filho do Homem vem!.
Na
segunda parábola, um homem que ia viajar para um país distante confiou talentos
aos seus servos. A um ele deu cinco, a outro dois e a outro um, distribuindo-os
de acordo com a capacidade de cada servo. Os dois servos, um com cinco e o
outro com dois talentos, duplicaram o que lhes tinha sido confiado, resultando
em louvor e recompensa de seu senhor. O servo com um talento, agindo com temor,
foi preguiçoso. Ele escondeu o talento que lhe havia sido dado em vez de usá-lo
para obter rendimentos, suscitando a ira de seu senhor e a perda do talento que
lhe havia sido entregue. Como e onde você escondeu tudo o que recebeu de Deus?
Há
muita semelhança entre as duas parábolas. Vemos nestas duas parábolas a grande
e muita expectativa pelo Senhor que vem. As dez virgens estavam esperando o
noivo. Os servos sabiam que seu senhor voltaria. O noivo, ou o senhor, que
retorna, naturalmente, é Jesus Cristo. Ele há de voltar. Não há desculpas a
quem deixa de aguardar sua volta.
Saiba
que todas as dez virgens tinham feito alguma preparação. Os dois servos, um com
cinco e o outro com dois talentos, tinham-se preparado, obviamente; e até mesmo
o servo com um talento tinha feito alguma preparação, mantendo cuidadosamente
em segurança seu único talento até a volta de seu senhor. Por isso não fique de
braços cruzados. Prepare-se para a vinda do teu Senhor. Em breve Ele chegará.
Note que, como vimos nas duas parábolas, há preparação adequada contrastada com
negligência. Não houve o despreparo completo, mas negligência: negligência em
abandonar algum mau hábito; negligência em confessar os pecados cometidos; negligência
em desenvolver os frutos do Espírito; negligência em tirar vantagem completa
das oportunidades que Deus coloca diante deles; em resumo, negligência em
tornar-se como seu Senhor. Como vai a tua preparação? Está sendo com
inteligência ou negligência?
É
verdade que nas duas parábolas houve demora na chegada. “E, tardando o noivo”.
O senhor dos servos voltou “depois de muito tempo”. Só que isso não deve ser
motivo para o desleixo. É muito fácil para as pessoas mal interpretarem a
demora da vinda do Senhor. Elas vêem isso como motivo para descuido e
descrença, quando deviam vê-la como evidência da longanimidade do Senhor que
conduz à salvação. E você, como tem agido ante a demora de Deus?
Aqui
não vale encostar-se à sua esposa, marido, pais ou filhos. A responsabilidade
individual. As virgens prudentes não podiam compartilhar seu óleo com as tolas.
O servo de um talento não podia sentir-se confortável com o fato de oito
talentos terem-se tornado quinze. Cada um tinha que prestar contas pelo que
tinha feito pessoalmente. Assim será quando o Senhor retornar. Nenhum pai será
capaz de partilhar um pouco da sua fidelidade com os seus filhos; nenhum esposo
com a sua esposa ou vice-versa; nenhum amigo com outro amigo. Ninguém poderá se
gabar dizendo “veja o que nós fizemos”; ele só pode obter a graça na base de
sua própria preparação e prudência. A salvação é individual e não coletiva.
Pois
Deus nos conhece pelo nome e assim nos trata. No final de tudo haverá a
escolha. Deus há de mandar os seus anjos para separar os bons dos maus. As
cinco virgens prudentes entraram com o noivo no casamento, enquanto as cinco
tolas não puderam entrar. Os servos dos cinco e dos dois talentos entraram na
alegria de seu senhor, enquanto o de um talento foi lançado fora, nas trevas. A
expressão “Fechou-se a porta”, encontrada na parábola das dez virgens, é uma
das expressões mais tristes nas Escrituras para todos aqueles que não estiverem
preparando prudentemente a vinda do Senhor.
Pai,
mantenha acesa em mim a chama do zelo pelas coisas do Reino, de modo que eu
esteja sempre preparado para o encontro com teu Filho Jesus.

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