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I N T E R N A U T A S -M I S S I O N Á R I O S

terça-feira, 7 de agosto de 2018

19º DOMINGO TEMPO COMUM-Ano B


19º DOMINGO TEMPO COMUM

Dia 12 de Agosto

Evangelho – Jo 6,41-51


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·         PARABÉNS, PAI. PELO SEU DIA!

Nós, os pais, ficamos meios sem graça, pois nos dia das mães, a festa é muito forte e grande com ricas homenagens. E no dia dos pais, não acontece a mesma coisa. Mais é assim mesmo. Mãe é mãe!
·     Precisamos reconhecer a grandeza de uma mãe.  Ela que recebeu o poder de geradora da vida, e não ficarmos com ciúmes pelos carinhos dispensados a ela no seu dia. Continuar lendo


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“EU SOU O PÃO DESCIDO DO CÉU.”

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM.

Dia 12 de Agosto de 2018

Evangelho de Jo6,41-51

Nesta segunda semana de agosto, mês vocacional, a Igreja nos convida a refletir sobre a vocação familiar, dando neste Domingo, uma atenção especial aos pais.
Numa  família, a figura do pai,  sempre aparece como  ponto de referencia, a ele são conferidas as maiores responsabilidades. Deus coloca em suas mãos o destino e a segurança da família, portanto os pais são os representantes de Deus na família.
“A família, é de origem divina, é o berço de todas as vocações, a primeira comunidade humana, planejada pela mente perfeita e soberana do Criador!” O próprio Deus, quis se fazer família, no Pai, no Filho e no Espírito Santo.
O amor de Deus infundido em nossos corações, por meio da família, é o fio condutor de todo o nosso ser cristão!
O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, começa dizendo, que os judeus murmuraram a respeito de Jesus, porque Ele disse: “Eu sou o pão vivo, descido do céu.”  Jesus disse no presente: “Eu Sou...”
 Na sua humanidade, Jesus se fez alimento, ao alimentar a esperança nos desesperançados, ao curar  os doentes, libertar os cativos... No Pão eucarístico, Jesus perpetua sua presença no mundo, passando a agir em favor dos que sofrem, através de quem se alimenta Dele.
“Eu sou o Pão que desceu do céu”... Alimentar deste Pão, é encher-se do amor de Deus, transmitido a nós por meio de Jesus. Estar em comunhão com Jesus  e com os irmãos é viver a plenitude deste  amor, amor que mina a força do egoísmo que ainda possui raízes em nós.
A vida iniciada aqui na terra, quando alimentada do Pão da vida que é Jesus, não será interrompida com a  morte física, é o próprio Jesus quem nos faz esta promessa, ao nos indicar o caminho da eternidade: “Eu sou o pão vivo, descido do céu.”  Quem comer deste pão viverá eternamente”!
“Quem come da minha carne e bebe do meu sangue permanece em mim e eu Nele. ” Quando Jesus diz essas palavras, amplia-se o nosso horizonte, aumentando  em nós, a responsabilidade de sermos continuadores da sua presença aqui na terra, de nos tornarmos Nele, sustento para o outro, sendo presença  de amor na vida do irmão.
Somos felizes, porque somos necessitados de Deus, é esta necessidade de Deus, que nos faz buscar Jesus, pois sabemos, que só Ele conhece o Pai e só por Ele, chegaremos ao um oásis repousante que é o coração do  Pai!
O nosso foco é o Pai, o Filho é o caminho que faz chegar ao Pai, portanto,  Pai e Filho estão intimamente ligados.
Deus se manifesta a todos os seus filhos, através de inúmeros sinais, mas Ele só se revela, através de Jesus, pena, que nem sempre, deixamo-nos  tocar pela  sua manifestação.
Jesus se faz nosso alimento de várias formas, mas é na Eucaristia que Ele quer movimentar a nossa vida,  nos fazer sair de nós mesmos para irmos ao encontro daquele que necessita das suas mãos, em nossas mãos para se reerguer. 

FIQUE NA PAZ DE JESUS  - Olivia Coutinho
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Caminhar com a força do espírito
Ser cristão exige um caminho constante para atingir a perfeição a que Deus chama. É claro, que podem surgir desânimos. É normal ter consciência das próprias imperfeições; faz parte da vida aceitar os limites que a vida humana contém. É dentro destas normais dificuldades que muitas vezes surge o desânimo. Aconteceu isto com o profeta Elias. O Senhor deu-lhe, porém, o alimento retemperador e ele pôde caminhar 40 dias até ao Monte Horeb (1ª leitura). O mesmo acontece com o cristão, tem de libertar-se de toda a maldade, revestindo-se de todos os bens espirituais, a bondade, a compaixão, a capacidade de perdoar, a caridade, com tudo isto será mais fácil caminhar seguro para o projeto que a cada um Deus quis oferecer (2ª leitura). O alimento por excelência porém, é o Pão da Vida. Puderam, os que rodeavam Jesus, não o compreender, podem hoje os que estão próximos dos cristãos não o aceitar. O Pão do Céu, isto é o Corpo e Sangue de Jesus, são o alimento indispensável para a fidelidade ao projeto de Deus. Acreditar em Jesus Cristo e participar n’Ele na Eucaristia são fonte de fidelidade plena em todos os caminhos (Evangelho).
1. É longo o caminho a percorrer
Elias, como qualquer ser humano, teve momentos de desânimo. Ele profetizava, mas o povo não aceitava as mensagens que Deus lhe ordenara que proclamasse. Sentiu ser sem sentido a missão para que fora escolhido. Sentou-se à sombra de um junípero e adormeceu. Deus interpela-o com violência: “toma e come porque é longo o caminho que tens a percorrer”. Só à terceira vez Elias entendeu a mensagem, alimentou-se e caminhou até ao monte Horeb, monte de Deus. Todos os seres humanos têm momentos de desânimo, então cai-se na rotina, no desinteresse, no adormecimento, que não permitem cumprir as missões que a cada um Deus confia. O cristão tem o dever de escutar a interpelação de Deus: é longo o caminho que tens a percorrer. Cumprir o projeto de Deus supõe o alimento que pode ser a oração mas, depois, é preciso ir até ao fim.
2. Acolher a força do Espírito
Paulo, na sua Carta aos Efésios, pede aos cristãos para não contrariarem o Espírito de Deus. Propõe-lhes então, duas coisas: deixar toda a futilidade, próprias de quem não conhece Jesus Cristo, e viver a caridade radical, o que supõe a bondade, a compaixão, o perdão. Se é certo que é preciso caminhar, o caminho do cristão é feito de gestos de caridade. Para o cristão o importante é apenas o amor.
3. O Pão que dá a Vida
O capítulo 6 do Evangelho de S. João devia ser lido todo de um fôlego. Ele é constituído por três partes: a multiplicação dos pães, a recusa futura do pão material, a garantia do Pão Novo descido do céu, que é o Corpo e o Sangue de Jesus. É a promessa da Eucaristia como suporte de toda a vida cristã. Quando Jesus promete a Eucaristia, os que apenas procuram pão vão-se embora, os que procuram filosofias também o abandonam e até o próprio discípulo, Judas, considera exagerada a promessa de Jesus (cf. Jo. 6, 69). Resta a questão que Jesus põe aos discípulos “também vocês me querem abandonar?”. A resposta de Pedro é de extraordinária beleza “a quem iremos Senhor, só Tu tens Palavras de Vida Eterna” (Jo. 6, 71?). Os discípulos compreenderam que só com o alimento da eucaristia é possível caminhar até ao fim na exigência da vida cristã.
monsenhor Vitor Feytor Pinto “Revista de liturgia diária”



A liturgia da Palavra, neste domingo, apresenta-nos o desvelo de Deus por seus servos. No caso do profeta Elias, alimentando-o com o pão do céu para que pudesse continuar a sua caminhada (1ª leitura). Jesus apresenta-se como o verdadeiro pão que desceu do céu para a vida do mundo (evangelho). Para que este pão alimente a alma e dê frutos de imortalidade, porém, é preciso viver praticando um amor semelhante ao amor com que Cristo nos amou (2ª leitura), escreve São Paulo.
1ª leitura: 1 Reis 19,4-8
Depois de desmascarar a política opressora do rei Ajab e criticar o culto idolátrico ao deus Baal de sua esposa Jezabel, o profeta Elias é ameaçado de morte e, sentindo-se perseguido, foge para o deserto (lugar simbólico do encontro consigo mesmo), come o pão oferecido pelo anjo (como se fosse um novo Maná), caminha quarenta dias e quarenta noites (tempo necessário para rever a sua missão) e sobe ao monte Horeb (lugar do encontro com Deus). Em todo este processo vital, o que Elias está buscando são raízes profundas e a razão de ser da sua missão.
Nesta fuga, porém, chega um momento em que não pode mais e está a ponto de se entregar («Chega, Javé! Tira a minha vida, porque eu não sou melhor que meus pais»). Duas vezes precisa ser alimentado pelo anjo para poder retomar a caminhada. Agora, com uma força e uma disposição muito superior à que tinha antes, “caminhou quarenta dias e quarenta noites” (não era mais ele que caminhava; era o alimento do céu que o carregava, fazendo-o caminhar). É nesta experiência de Deus que o profeta descobre os próximos passos a dar para continuar com firmeza a sua missão.
A experiência de Elias fala-nos das dificuldades e das tarefas demasiado grandes que, por vezes, temos de assumir assim como da necessidade de caminhar apoiados no poder de Deus que nos alimenta e sustenta para vencer as dificuldades.
2ª leitura: Efésios 4,30 - 5,2
Nesta leitura, continua a catequese batismal de Paulo dos domingos anteriores. Paulo apresenta detalhadamente alguns aspectos da vida cristã, falando tanto daquilo que deve ser evitado, quanto do que deve ser realizado. É assim que se trabalha na edificação da Igreja como realidade espiritual, sem nunca romper a unidade nem, portanto, “entristecer o Espírito Santo com que Deus marcou vocês”.
Este modo de vida encontra seu fundamento naquilo que Cristo realizou e é vontade do Pai. Como o Pai perdoa, assim deve fazer o cristão. Como Cristo amou e se doou em sacrifício, assim deve fazer o cristão. É desta forma, como fruto do sacrifício pessoal, que se cultiva o dom da unidade.
Paulo quer mostrar os frutos espirituais que procedem da grande aproximação que acontece entre aquele que foi batizado (“Deus marcou vocês para o dia da libertação”) e o Espírito Santo de Deus.
Evangelho: João 6,41-51
A resistência dos judeus a reconhecer que Jesus fosse “o pão que desceu do céu” oferece-Lhe a oportunidade de explicar a necessidade da fé para aceitá-Lo. Esta fé, porém, é dom e iniciativa do Pai (“Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai”) e alcança seu ápice na adesão a Cristo quando nos alimentamos do “Pão da Vida”, que é o próprio Jesus; um alimento infinitamente superior ao Maná que os pais dos judeus comeram no deserto “e, no entanto, morreram... Quem come deste pão viverá para sempre”. A comunhão com Ele tem como consequência a vitória sobre a morte pela Ressurreição e a Vida em plenitude.
Esta vida definitiva se encontra justamente na condição humana de Jesus. Por isso, Ele diz: “o pão que eu vou dar é a minha própria carne”. Com estas palavras o Senhor não está se referindo ao ato físico de comer. O que Ele quer é que aqueles que o escutam se alimentem interiormente d'Ele assimilem sua palavra e sua pessoa para ser, como Ele, alimento e vida para o mundo. Sendo Jesus o Filho de Deus que se fez carne para alimentar a verdadeira Vida, a vida definitiva começará quando os homens, comprometendo-se com Jesus, aceitem a própria condição humana e vivam em favor uns dos outros, como irmãos.
É mediante este sentimento profundamente humano de solidariedade que o Senhor expressa a intenção salvadora do Pai e revela o verdadeiro sentido da doação de sua própria vida em favor de toda a humanidade.
Palavra de deus na vida
A Palavra de Deus neste Domingo nos apresenta um quadro bem próximo da realidade em que vivemos. Há momentos na vida em que ficamos desanimados, com dificuldade de prosseguir o caminho como aconteceu com o profeta Elias. Se não alimentarmos verdadeiros ideais em nossa vida, corremos o risco de perder o rumo e levar a nossa insatisfação para dentro da convivência na família, na escola, no local de trabalho, nas relações sociais.
Quanto mais os nossos corações se alimentarem de reclamação e negativismo, tanto maior será a insatisfação que toma conta de nós e menor a paz interior e a alegria de viver. Como diz o ditado popular, acabamos “comendo o pão que o diabo amassou”.
E esse pão não leva a nada, a não ser à própria destruição.
Bem diferente é o outro pão, “o pão da vida” que é oferecido por Jesus. Com ele podemos alimentar um novo modo de viver fundamentado na bondade, na compaixão, no perdão; como imitadores de Cristo. Sustentados por ele, seremos incapazes de entristecer o Espírito Santo que habita em nós.
Este é o efeito que produz comer “o pão que desceu do céu”. Pacifica o coração. Atrai as pessoas para viverem deixando-se inspirar pelo Espírito Santo.
Cada celebração eucarística torna presente, de forma sacramental, a doação da própria vida que Jesus fez na Cruz por nós e pelo mundo inteiro. Deste mistério da fé que celebramos nasce nossa atitude de amor e de serviço para com o próximo. Ela consiste em amar, em Deus e com Deus, até mesmo as pessoas que não me agradam ou nem sequer conheço. Isto só pode acontecer a partir do encontro íntimo de comunhão com Deus. É assim que aprendo a olhar as pessoas, não com meus olhos e sentimentos humanos mas com o olhar de Jesus Cristo. Deste modo serei capaz de reconhecer, nas pessoas que encontro, os irmãos e irmãs pelos quais o Senhor deu sua vida “amando-os até o fim” (ver João 13,1).
Portanto nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem estar bem conscientes de que o sacrifício de Cristo é para todos e, por isso mesmo, a Eucaristia tem o poder de levar todo aquele que acreditar em Jesus a tornar-se “pão partilhado” para seus irmãos e trabalhar por um mundo mais justo e mais fraterno.
Que nossos olhos sejam capazes de descobrir em Jesus o único “Pão” que pode alimentar o nosso espírito. Que a humanidade de Jesus nos leve a ter bem presente a fome e a sede que tanta gente sofre e a repartir o “Pão do céu”, alimento, alegria, solidariedade, paz e vida ao mesmo tempo.
Pensando bem...
+ João cita o escândalo dos judeus e de não conseguirem ver Jesus além da sua dimensão humana para expor que a adesão a Jesus é obra de Deus pois é Ele mesmo quem suscita a fé no ser humano. Conhecer Jesus é apenas o primeiro passo; aderir a Ele pela fé é o passo seguinte, o qual exige despojar-se de si mesmo para poder encontra-lo no caminho que leva ao Pai. Só neste segundo momento é possível descobrir que Deus está se revelando em Jesus como alguém profundamente comprometido com a vida do ser humano e seu agir.
+ A imagem do alimento, necessário para a vida, é usada por Jesus como metáfora para mostrar que, para além da dimensão humana de cada pessoa, há outra dimensão que também precisa ser alimentada. Esta dimensão mais profunda é a entrega total e absoluta à vontade do Pai, que é, o estabelecimento da Justiça no mundo para que haja «vida abundante para todos» (João 10,10).
+ Pensando em tudo isto, que tipo de “Pão” está alimentando a minha vida? O poema a seguir, de Pablo Neruda, pode iluminar a nossa resposta:

. Ode ao pão
Repartiremos a terra, a beleza, o amor,
tudo isso tem sabor de pão,
forma de pão, germinação de trigo,
tudo nasceu para ser partilhado,
para ser dado, para multiplicar-se.
+ Guardemos, para a nossa reflexão, a expressão de santo Agostinho a respeito do Pão da Vida no sacramento da eucaristia: “Ó, sacramento de piedade! Ó, sinal de unidade! Ó, vínculo de caridade! Quem quiser viver tem onde viver, tem donde viver!”(Sobre o evangelho de são João 26, 13).
padre Ciriaco Madrigal




"Eu Sou o Pão vivo descido do céu"
Domingo de Jesus, o pão da vida. Jesus, conhecido como o filho de José e de Maria, se declara o Pão Vivo descido do céu. Hoje Ele se revela na partilha do pão e em todas as pessoas, principalmente em todos os pais que lutam para sustentar e proteger a vida.
Contemplando Jesus como o Pão da Vida, somos chamados a contemplá-lo com os olhos da fé reconhecendo-o como o Pão verdadeiro descido do céu e como Filho de Deus que dá vida ao mundo.
Neste domingo, dia dos Pais, inicia-se a Semana nacional da Família. Com nossos pais, presentes ou distantes, vivos ou falecidos, celebremos com alegria a vocação familiar.
"Considera, Senhor, tua aliança, e não abandones para sempre o teu povo. Levanta-te, Senhor, defende tua causa e não desprezes o clamor de quem te busca" (Salmo 74,20.19.22.23).
Primeira leitura – 1 Reis 19,4-8
Elias penetra no deserto para fugir dos seus inimigos. Aqui é invadido pelo desânimo e pela angústia, o "desejo de morrer" é forte (cf. v. 4). Mas o "anjo" do Senhor vai ao seu encontro e encoraja-o, fazendo que encontre pão e água (vs. 5-7). O profeta ganha coragem, e com a "força" deste alimento chega ao Horeb, o monte da Aliança (v. 8). Compreende-se que o Senhor esta do seu lado e quer revelar-Se a ele, como outrora fez com Moisés. O monte Horeb é aqui sinônimo de monte Sinai em outras tradições: ambos formam um todo maciço. Neles Moisés teve sua experiência com Deus (Horeb, Êxodo 3,) em função da missão de libertador, recebeu a Lei (Sinai, Êxodo 19,1-23), fez jorrar água da rocha.
No monte Carmelo, Elias teve uma dura luta com quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, diante dos quais provou que o único Deus é JHWH (cf. 1 Reis 18,20-40). Perseguido pela rainha Jesabel, o profeta foge para o deserto.
O descanso/refúgio que Elias quer é a morte, pois não se sente melhor que os antepassados. Não espera poder fazer mais do que eles para Deus. Então, para que viver? Boa lição para nós! Diante de heróis como Moisés, Elias se aceitarmos nossa limitação, com a ajuda divina poderemos ser fortes como eles.
O profeta Elias viveu num tempo em que a fé no Deus verdadeiro estava sofrendo várias ameaças, por influência do culto a Baal. Ele denunciou a situação, mostrando que os profetas de Baal estavam a serviço das autoridades, isto é, da corte e não se importavam com a vida do povo. O culto a Baal incentivava o povo a plantar para enriquecer a corte e este mesmo povo continuava na miséria. Por causa disso, foi ameaçado de morte e teve que fugir para o deserto.
Não se trata somente de uma fuga, mas de refazer a experiência do êxodo para encontrar a fonte original da fé dos antepassados, reviver a história de seu povo em sua história pessoal. Ele tem vontade de morrer, mas recebe o alimento de Deus (maná) oferecido por Deus para que possa alcançar a "montanha de Deus", o Horeb, onde Deus se comunicou com Moisés.
A peregrinação de Elias significa uma volta às origens, um retorno à fonte com Deus, onde outrora o próprio Deus se revelara a Moisés, enquanto esta ardia de indignação contra a prevaricação de Israel (Êxodo 19,16ss; 33,21ss). Agora é Elias que vai para buscar alívio e redescobrir a imagem de Deus, uma concepção nova para o Povo Eleito não satisfeito com a de Moisés.
O primeiro tema desta leitura é o prazo dos quarenta dias (v. 8), aproveitado pelo profeta para reunir-se com Deus, tema que expressa a distancia necessária aos seres humanos para reunir-se com Deus que não cessa de escapar-lhe (Êxodo 24,16-18).
Um segundo tema é o do desânimo (v. 3), tentação clássica do profeta (Gênesis 21,14-21; Jonas 4,3-8; Números 11,15; Jeremias 15,10-11; Mateus 26,36-46). No entanto, Elias obteve uma grande vitória no monte Carmelo (1 Reis 18), mas a rainha Jesabel nada quis compreender: ela trama e coloca em prática uma revolta contra o profeta, e o povo, por um instante maravilhado com o prodígio do Carmelo, coloca-se como cordeiros do lado do poder da rainha Jesabel. Portanto, Elias se encontra sozinho, como Cristo, maia tarde, e só lhe resta uma coisa a fazer: apelar para Deus como fez nosso Senhor: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?" (Salmo 21,2a).
Mas Deus na sua infinita misericórdia faz um sinal ao profeta, para tirá-lo de seu desespero; ele não abandona seu eleito, assim como não abandonará seu Cristo (Lucas 22,43). Um pão cozido e uma água milagrosa (v. 6) lembram a Elias o maná do deserto e a água da rocha (Êxodo 16,1-35; 17,1-7). Assim, o memorial da Páscoa do povo é o meio mais seguro de curar o desânimo.
O último tema desta leitura é sugerido pela aproximação entre Elias e Moisés: com efeito, o profeta vai em peregrinação ao próprio lugar onde Moisés, o legislador, tinha recebido comunicação dos segredos de Deus. Depois de "quarenta dias" (tempo que lembra os quarenta anos das peregrinações dos israelitas no deserto. Esse tema marcará profundamente a tradição cristã, que se alegrará com freqüência em encontrar os dois personagens associados em atitudes comuns (Mateus 17,3; Apocalipse 11,1-13).
A ação de Deus adota meios necessários: antes de tudo, uma longa marcha da pessoa até o fim de si próprio, bastante longa para que ele tenha tido tempo de despojar do que acreditava ser necessário; em seguida um pouco de pão e de água; o memorial de uma intervenção fundamental de Deus. Comer esse pão e beber essa água não é mais apenas sustentar sua vida física, mas estruturar toda a sua vida em torno de um pilar bem firme: a abertura à iniciativa de Deus sempre presente, até mesmo numa vida de pecado, sempre atuante, até mesmo numa vida de confusão.
Com pão e água, símbolos do antigo êxodo, Elias realiza seu próprio êxodo, e chega ao encontro com Deus. Revivendo a experiência de seu povo no deserto, ele liga o passado ao momento presente e encontra sentido para prosseguir. Por este pão e esta água, é toda a densidade da vida divina que penetra no ser humano e "transfigura seu corpo de miséria".
Ligando com a vida hoje, a Igreja vê nos versículos 6-8, referentes ao pão que estava do seu lado, o Pão eucarístico, o qual dá vigor ao cristão durante a peregrinação neste mundo (Concílio de Trento, sessão 13ª, capítulo 8 - Dez 882; Catecismo II, 4,54; 3º do 1º noturno da festa do Corpo de Deus). A Eucaristia, pão celeste preparado pelo amor divino mediante o fogo dos tormentos e das humilhações da Paixão, nos sustenta ao longo do deserto desta vida até o ponto mais alto da união com Deus no céu.
A Eucaristia é feita assim para as pessoas destituídas de suas certezas e de uma boa consciência. Somente então, ela tem chance de ser plenamente eficaz.
Salmo responsorial: 33/34,2-9
É um Salmo de ação de graças individual na linha sapiencial. Uma pessoa passou por situação difícil, por "temores" (v. 5) e "apertos" (v. 7), "consultou a Deus" (v. 5), e "gritou" (v. 7) e foi atendido. Deus "respondeu" e "livrou" (v. 5), "ouviu" e "salvou" (v. 7), e agora essa pessoa está no Templo de Jerusalém para agradecer. A ação de graças era feita em voz alta, em espaço aberto. Ela faz seu agradecimento público, de forma que muita gente toma conhecimento da "graça alcançada". O Salmo se torna, assim, catequese para os romeiros, transmitindo uma experiência de vida
O rosto de Deus no Salmo 33/34. O Salmo faz uma longa profissão de fé no Deus da Aliança, aquele que ouve o clamor, toma partido do pobre injustiçado e o liberta. Deixemos que o próprio Salmo mostre o rosto de Deus. Ele responde e livra (v. 5), ouve e salva (v. 7) e seu anjo acampa em torno dos que o temem e os liberta (versículo 8). O apóstolo Pedro também fez essa experiência (Atos 12,6-10). É uma imagem forte, que mostra o Deus aliado como guerreiro que luta em defesa de seu parceiro na Aliança.
Este Salmo encontra em Jesus um sentido novo e insuperável. O próprio nome dele resume tudo o que fez em favor dos pobres que clamam (Jesus significa "Deus salva"). A missão de Jesus é levar a boa notícia aos pobres (Lucas 4,18). Maria de Nazaré ocupa o lugar social dos empobrecidos e, no seu hino, retoma o versículo 11 do Salmo.
Cantando este salmo na celebração de hoje, bendigamos ao Senhor que sempre escuta a oração dos empobrecidos e os liberta de suas angústias.
Segunda leitura: Efésios 4,30-5,2
Paulo escreve aos cristãos de Éfeso após longa meditação sobre o projeto de Deus que se cumpriu em Jesus Cristo, para libertar a criação inteira e toda a humanidade.
O selo de garantia de nossa salvação é o Espírito Santo, o Espírito de amor que brota do íntimo do coração do próprio Deus. Isso significa que os cristãos não são apenas o objeto de uma distante e misteriosa eleição divina, mas foram pessoalmente ligados por este benefício, a ponto de se tornarem a propriedade de Deus, que traz a sua marca e é colocada debaixo de boa proteção (Êxodo 12,13; Ezequiel 9,4-7; Apocalipse 7,3; 9,4). Com a ajuda do Espírito Santo, o batismo marca o cristão com este selo, a fim de que ele se considere um dom de Deus, o sinal de uma partilha da vida divina e o princípio da comunhão entre irmãos e irmãs. Mas tantas mesquinharias podem sufocar esse Espírito em nós. E é ai que os cristãos de Éfeso experimentam algumas dificuldades: os pecados da língua. Por isso devemos imitar Deus no perdão mútuo e amar como Cristo amou. Nossa vocação é sermos semelhantes ao Pai, segundo o modelo de Cristo.
O Espírito Santo, motivo de união do Corpo de Cristo (1 Coríntios 12,13), que é a Igreja, é entristecido por tudo o que prejudica a unidade deste Corpo. Pelo batismo fomos selados no Espírito, isto é, passamos a viver como propriedade e sob a proteção Dele, em vista do último dia, dia do juízo em que será consumada a obra redentora de Cristo, e Deus reconhecerá os seus e afastará os estranhos. Conclui-se, então, que aqui o Espírito é considerado como alguém que pode ser entristecido, e porque sabemos que do ponto de vista teológico tal fato não é possível em Deus, a explicação é que Paulo fala de modo humano para se fazer entender. Se o Espírito Santo fica entristecido com as nossas atitudes, significa que Ele é Pessoa divina e não uma abstração.
Esse modo de viver encontra fundamento na obra realizada por Cristo ou na obra que o pai cumpriu em Cristo. Como Cristo ama e se entrega em sacrifício, devemos agir da mesma forma.
Evangelho - João 6,31-51
O Evangelho deste domingo nos garante que Jesus é o único que desceu do céu como pão, dom de Deus ao mundo. A multidão manifesta sua falta de fé por meio de discussões e murmúrios, como o povo de Deus no deserto (Êxodo 16).
"Ver o Filho" (v. 40) ou "vir a ele" (v. 37 e 44) significa reconhecer efetivamente as relações de Cristo com seu Pai. Em outras palavras, no próprio momento em que o discípulo entra em relação com o Pai e, portanto, no mistério de sua pessoa.
Jesus só tolera discípulos que estejam entre aqueles que reconhecem sua unidade primitiva com o Pai e não vir a Ele por causa do encantamento de uma doutrina particular, mas pela missão que cumpre em nome de Deus. Aliás, Jesus se recusa a aceitar discípulos que o escolheriam por atração ou entusiasmo: é o próprio Pai que escolhe discípulos para ele. Dá esses discípulos ao Filho e neles faz nascer a vocação (v. 37; João 6,43-44; 15-16). O discípulo não se liga a Jesus apenas pelo que Ele diz, mas ainda e sobretudo pelo que Ele é. Ele não se limita mais a "seguir" Cristo, como dizem os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, mas "vê" Cristo (v. 44).
Jesus afirma que aquele que "murmura" (v. 41) não vê as relações de Cristo com o Pai e se recusa a reconhecer, no filho de José, alguém descido do céu (vs. 42-43). Não conseguiram entender o mistério da encarnação.
Cristo responde a esses murmúrios proclamando-se "pão da vida descido do céu" (vs. 48-49), retomando assim o que já tinha dito mais acima (João 6,31-33). Esta expressão indica e marca sua pessoa em relação com o Pai, enquanto ela vem trazer a vida divina pelo mistério da Encarnação. Depois, sem transição, o discurso passa do Pão-pessoa ao Pão-eucarístico (v. 31).
É o Pai quem instrui e orienta para conhecer aquele que é a plenitude da revelação. Os ouvintes da pregação de Jesus não entenderam como Ele podia se chamar o "Pão descido do céu". Ficaram presos à idéia do pão material que Jesus lhes dera na multiplicação dos pães e não conseguiram acolhe-Lo como pão que alimenta para a vida eterna.
O pão vindo do céu (maná) e a água que jorrou da rocha são os mesmos sinais da presença de Deus junto ao profeta Elias, e que Jesus, presença do Pai, declara ser.
A palavra "carne" indica a realidade inteira da pessoa, com suas possibilidades e fraquezas. João insiste no valor salvador da Encarnação. Este pão entregue, pleno de potencialidades que a morte não destrói, é "minha carne", diz Jesus (v. 51). Os judeus e as primeiras gerações cristãs, tiveram problema com a "carnalidade " (cf. 1 João 4,2), com sua encarnação histórica. Tal situação só foi superada pela revelação de Jesus, o Ressuscitado. Nele, a vida encerra uma potencialidade transformadora implantada para sempre na humanidade inteira.
Da Palavra celebrada ao cotidiano da vida
A Palavra de Deus deste domingo é uma catequese sobre a vida. Nossas aspirações e lutas diárias giram em torno da vida:
* a luta contra a fome e as doenças é para preservar e prolongar a vida que é um dom de Deus;
* a luta pela justiça e pela paz é para evitar os conflitos, a violência, o terrorismo e as guerras que destroem vidas;
* a luta pelo desenvolvimento é para melhorar os níveis de vida;
* a ciência faz esforços enormes para afastar as causas de morte e elevar a expectativa de vida;
* a educação prepara a vida;
* a filosofia pretende dar sentido a interpretar a vida...
* a teologia nos aproxima de Deus.
Nossa busca fundamental é viver em nossa luta, para que a vida seja mais humana e feliz. Nossa tragédia e não poder vencer a morte. Diante desta realidade humana, Jesus apresenta-se como Pão que dá a vida sem-fim ao mundo.
A experiência de Elias nos ajuda a enfrentar os dissabores da missão que exige esforço demasiadamente grande para ser realizada com as próprias forças. Há necessidade imperiosa de caminhar sempre, apoiados nas forças do alimento que nos mantém vivos, rumo à felicidade plena.
A chave da fé cristã é que a vida eterna começa em nossa vida aqui, como diz Puebla, nº. 228. Já podemos viver neste momento a vida plena, pois Jesus se faz nossa vida através de sua Palavra e da Eucaristia. Nele temos, desde já, pela Ressurreição, uma semente de eternidade dentro de nós. Ela desabrochará em plenitude, vencendo a morte. Em cada gesto de amor, caridade e justiça, damos passos para a eternidade.
Que o sacramento do Corpo de Jesus realize em nós a alegria da comunhão e nos coloque sempre a serviço da vida, semeando a ressurreição em lugares e pessoas onde a vida está sendo desrespeitada.
Portanto, é realmente pela Eucaristia que se instauram as relações mais profundas do discípulo e da discípula como o Mestre, e é neste sacramento que se "vê" melhor o elo que une Jesus a sei Pai. Desde então, o mistério eucarístico aparece, a justo título, como o "mistério da fé".
Celebrar a eucaristia significa para a Igreja, reter os sinais autênticos do amor e do conhecimento que unem o Filho ao Pai e que nos unem ao Filho. A Eucaristia é este sinal decisivo porque expressa a resposta perfeita do Homem-Deus a seu Pai e porque contém a resposta da Igreja à mesma exigência de fidelidade e de amor.
Ao movimento de descida do Pão da Vida, na Encarnação e na Eucaristia, corresponde um movimento de atração dos discípulos e discípulas em direção a Cristo. Deus, que envia Jesus para a humanidade, assegura-lhe ao mesmo tempo, a nossa fé de todos.
O pão que comemos, mandado do Senhor, tem-nos mantido de pé a caminho do seu projeto?
Ligando a palavra com a ação eucarística
Em cada celebração participamos da Páscoa de Jesus ao receber a semente da vida eterna, busca fundamental de nossa vida.
Através da Palavra e da Eucaristia, Jesus se faz nossa vida e nos permite viver aqui a vida eterna, a vida plena, que é Ele mesmo.
Ele se proclama e se oferece como pão que nos satisfaz plenamente, responde nossas inquietações, dá rumo a nossa caminhada.
Reunidos em ação de graças e na partilha entramos em comunhão com Ele, renovamos nosso compromisso de viver como irmãos e irmãs, na ajuda mútua, no perdão e na solidariedade, e nos colocamos também a serviço da vida para semear no mundo a paz, a justiça e alegria de viver, a ressurreição.
Somente dando a vida seremos "imitadores de Deus".
A Palavra se faz celebração
Carne como Pessoa de Jesus
O Salmo responsorial, que traz como refrão um dos versículos do Salmo 33/34: "Provai e vede quão suave é o Senhor", ajuda-nos a compreender melhor como se dá a experiência da vida eterna ao comer a "carne" de Jesus dada para a vida do mundo (cf. João 6,51). Primeiro, é preciso que nos libertemos da concepção orgânica da palavra "carne". Nos escritos do Novo Testamento, de matriz cultural e religiosa judaica, "carne" pode significar várias coisas. No Evangelho de João, diz respeito à pessoa de Jesus, como realidade sensível, capaz de ser absorvida por nossos sentidos; na celebração litúrgica, à Eucaristia. Não se trata de corpo biológico de Jesus. A vida de Deus se revela na carne de Jesus, que nos é passível de perceber com os sentidos. Com nossa corporeidade. A vida de Deus se torna sensível, capaz de ser experimentada e vivida por nós, que somos carne, que somos humanos. É por essa razão que o documento conciliar sobre a Sagrada Liturgia nos lembra que Cristo nos salva por sua humanidade, isto é, por sua Encarnação, por ter se tornado carne (Sacrossanctum Concilium 5).
Configurados com Cristo
Após a celebração dominical da Eucaristia, a comunidade cristã se configura a Cristo, pois assume a sua humanidade redentora. Assim como o pão e o vinho são transformados em sacramento de salvação, os cristãos e as cristãs, pela participação no pão da Vida, tornam-se símbolos da nova humanidade em Cristo Jesus. O que ocorre com os sinais sacramentais, acontece com cada fiel que obedece ao chamado do Senhor: "Levanta-te e come, o caminho é longo".
padre Benedito Mazeti



"O pão que dá a vida!"
Coisa bonita é quando uma pessoa, que todos julgam importante, se apresenta de maneira simples, sem querer um tratamento especial, que a sua posição ou o cargo lhe conferem.
Certa ocasião, em um encontro em Aparecida, no momento da Santa Missa, os diáconos permanentes adentraram a sacristia da Basílica em horário adiantado, para não causarem transtorno aos demais celebrantes, mas quando começaram a paramentar-se, um funcionário do Santuário informou que o local dos Diáconos estava reservado no sub-solo, de onde entrariam por outro corredor para não atrasar a celebração que seria televisionada, foi quando chegou D. Diógenes, nosso acompanhante do Regional Sul 1, e que iria presidir a Eucaristia, e estranhando não ver os Diáconos se paramentando, foi informado que os mesmos estavam no sub-solo; então pegou seus paramentos e desceu para lá, para descontentamento do cerimoniário que era rigoroso na disciplina com a equipe celebrativa.
O resultado de tal gesto foi que os diáconos acabaram subindo, enquanto ele explicava a um redentorista “Eu também sou um Diácono de Cristo, estou com eles nesse encontro e os quero perto de mim durante a celebração”
Não vai aqui nenhuma crítica à organização e à disciplina, que deve de fato existir nos grandes eventos litúrgicos de uma Diocese, apenas pretendo realçar a postura humilde do nosso Bispo acompanhante, fazendo com que nos sentíssemos um bando de meninos “paparicados” pelo “paizão”.
Jesus gozava de grande estima entre alguns judeus, que viam nele um poderoso profeta, por causa dos seus milagres e prodígios, sempre feitos no Poder de Deus, como os grandes profetas que o povo venerava, mesmo depois de mortos. Mas no momento em que ele afirmou ser o pão vivo descido do céu, a encrenca começou, pois era uma afronta ao Deus Todo Poderoso, que fizera aliança com os seus pais, Aquele que através dos patriarcas conduziu o povo, falou com Moisés, colocando-o como libertador de Israel, derrotou os Faraós do Egito, abriu as águas do mar vermelho, enfim, era inaceitável que esse Deus Grandioso, altíssimo e Santo, estivesse em Jesus de Nazaré, pessoa simples do lugarejo, cuja procedência todos conhecia.
A verdade é que, um Deus na forma humana, era até causa de acusação e condenação á morte, porque ultrajava a todo Israel.
A história daquele povo, e a história da nossa vida, convergem para Jesus, Nele Deus nos atrai, provoca em nós um encanto que nos leva ao desejo de nunca mais nos separar dele, possibilitando a realização da profecia “Todos serão discípulos de Deus”, obviamente tornando-se discípulos de Cristo, quem segue a Jesus, segue ao Pai, quem ouve a Jesus, ouve ao Pai, eles estão em uma comunhão plena, na qual somos inseridos, não por nossos méritos, mas unicamente pela graça.
Os Judeus não acreditavam que o Deus misterioso escondido nos “Sete Véus” do Santo dos Santos, aquele diante do qual Moisés teve de cobrir o rosto, se tornasse assim de repente, alguém comum, que anda com o homem, como no paraíso, fala com ele e torna-se parceiro. Os que se fazem deuses neste mundo, na política, na economia e até mesmo no ambiente religioso, exigem submissão, obediência, adoração e honrarias, ficam sentados nos tronos da imponência, da prepotência, a espera que seus súditos venham lhes beijar os pés.
Divino e humano não podem estar no mesmo espaço, na mesma sala, na mesma mesa, em um mesmo nível. Imagine que o enviado de Deus ia baixar justo na Judéia, na Vilazinha de Nazaré... Como Filho de um carpinteiro, impossível! Entretanto, o Deus portador da Vida, realizador de todas as esperanças do povo, o Libertador por excelência, que tornava eminente o messianismo, estava de fato em Jesus de Nazaré, ele se apresenta como a única alternativa para se chegar ao Pai, como o único que viu o Pai e veio dele, o único que dá aos homens muito mais do que o alimento material, o alimento espiritual que os conduzirá á plenitude da realização humana, e tudo isso requer apenas um ato que é em sua pessoa, aceitar que nele Deus nos estende a mão, caminha conosco, sacia nossa fome, supri todas as nossas necessidades e nos dá a Vida Eterna.
O segundo passo é um pouco mais complicado para a compreensão dos Judeus e também para nós, temos que nos alimentar do seu corpo, do Pão que veio do céu, permitindo assim essa convivência pacífica do divino e humano em nossa vida, acolher a sua carne e sermos uma extensão do seu Ser Divino e Humano, deixando que o seu Espírito comande todas as nossas ações, sem que nos transformemos em super-homens, mas continuando a ser pobres mortais simples e pequenos, porém revestidos da grandeza do Divino, caminhando com ele para uma Vida que é Eterna, e que ultrapassa a qualquer realização humana nesse mundo.
Se não aceitarmos essa Verdade em nosso coração, nunca iremos ver esse novo horizonte descortinado por Jesus de Nazaré, e iremos sucumbir diante da espera inútil, por algo em que não cremos. Que o Senhor sacie nossa fome de Vida Eterna. Amém! (19º. Domingo do Tempo Comum João 6, 41-51)
diácono José da Cruz



1 – O murmúrio pode ser corrosivo. Por vezes parece inevitável. Porque nos magoaram! Porque sentimos inveja e não o assumimos! Porque não merecemos o que nos fazem ou o que dizem de nós! Seja como for, o murmúrio não acrescenta nada à nossa vida, nada produz de bom.
E quando nos voltamos para Deus? Certamente que o fazemos porque O consideramos amigo. E os amigos "têm a obrigação" de nos compreender, de nos escutar e de agir a nosso favor. Quantas vezes a vida atraiçoa a nossa confiança e a nossa fé em Deus?!
Na condução do Povo Eleito, Moisés é intermediário do murmúrio e dos lamentos do Povo que privilegia o pão, o conforto, a segurança, à liberdade e confiança em Deus. Deus escuta e dá-lhes o Pão do Céu, provisório, pois o verdadeiro Pão descido do Céu é Jesus, do Qual nos alimentamos na Eucaristia até à vida eterna.
Os hebreus (judeus) murmuraram na míngua de pão; os judeus, ao tempo de Jesus, murmuram por Ele ter dito: «Eu sou o pão que desceu do Céu», argumentando com o facto de conhecerem as origens (terrenas) de Jesus: «Não é Ele Jesus, o filho de José? Não conhecemos o seu pai e a sua mãe? Como é que Ele diz agora: ‘Eu desci do Céu’?».
2 – Vale a pena escutar por inteiro a resposta de Jesus: «Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo».
Está aqui tudo o que diferencia Jesus de todos os Messias e nos diferencia de todos os crentes. É o Corpo de Cristo que comungamos, é o Seu sangue que bebemos. É no Corpo de Cristo, que é a Igreja, que nos encorpamos e nos incorporamos para formarmos um só Corpo.
As palavras de Jesus vão provocar uma razia entre os discípulos. É compreensível a dúvida e o questionamento dos judeus: como é que Ele pode dar-nos a Sua carne a comer? Alguns discípulos vão seguir por outros caminhos, pois apesar de uma maior proximidade temporal, não estão preparados para o que estão a ouvir. Nos primeiros séculos da Igreja, uma das acusações feitas aos cristãos é de canibalismo. A linguagem usada leva os que estão de fora a perceber mal.
Obviamente que a Eucaristia não faz de nós carnívoros ou canibalistas, faz-nos irmãos porque nos transforma em Cristo, pois quando comungamos não absorvemos Cristo, como diria Santo Agostinho, mas deixamo-nos absorver por Ele. Vale também para aqueles que não podendo abeirar-se da comunhão sacramental, comungam Cristo na Palavra de Deus, assumindo os mesmos sentimentos e propósitos, para se unirem a Ele e ao Seu Corpo, que é a Igreja, que somos nós.
3 – Voltamos a encontrar-nos com um Profeta, um dos mais ilustres para o povo da primeira Aliança, o profeta Elias. Jesus comparará João Batista a Elias, o novo Elias. Por sua vez, os discípulos dirão que alguns consideram Jesus como João Batista, ou Elias, ou um dos profetas (cf. Mc. 8,27-33).
Como o povo, antes de entrar na terra prometida, também Elias entra no deserto, antes da importante missão a que Deus o chama. Também Jesus Cristo, antes da vida pública, passará a prova do deserto.
O deserto é um lugar inóspito. De dia o calor tórrido e à noite o frio glaciar. Não há seguranças. Se vem uma ventania não há como abrigar-se. Se não há mantimentos suficientes, a morte é a próxima etapa. Chegará o tempo que só Deus nos valerá.
Como não evocar as palavras do papa Bento XVI no dia em que iniciava solenemente o Seu pontificado, em 24 de abril de 2005: «E existem tantas formas de deserto. Há o deserto da pobreza, o deserto da fome e da sede, o deserto do abandono, da solidão, do amor destruído. Há o deserto da obscuridão de Deus, do esvaziamento das almas que perderam a consciência da dignidade e do caminho do homem. Os desertos exteriores multiplicam-se no mundo, porque os desertos interiores tornaram-se tão amplos. Por isso, os tesouros da terra já não estão ao serviço da edificação do jardim de Deus, no qual todos podem viver, mas tornaram-se escravos dos poderes da exploração e da destruição».
Um dia inteiro no deserto e Elias cai em desânimo: «Já basta, Senhor. Tirai-me a vida, porque não sou melhor que meus pais». Elias está em desistência, deita-se por terra e adormece. Deus chama-o através do seu santo Anjo: «Levanta-te e come». Elias comeu e bebeu e tornou a deitar-se.
A vida por vezes é tão dura que só nos apetece desistir.
O Anjo do Senhor insiste: «Levanta-te e come, porque ainda tens um longo caminho a percorrer». Elias levanta-se, come e bebe. Revigorado, Elias prossegue o seu caminho, "durante quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, Horeb".
Que mais poderemos dizer? Que o verdadeiro alimento nos é dado por Deus, que nos alenta nos desertos a percorrer ao longo da vida, até chegarmos ao Seu monte santo, até que os nossos dias se completam sobre a terra.
4 – Novamente o salmo que, ajudando-nos a rezar, nos desafia a confiar em Deus: "Procurei o Senhor e Ele atendeu-me, libertou-me de toda a ansiedade. Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes, o vosso rosto não se cobrirá de vergonha. / Este pobre clamou e o Senhor o ouviu, salvou-o de todas as angústias. Saboreai e vede como o Senhor é bom: feliz o homem que n’Ele se refugia".
5 – E para não fugirmos ao figurino dos últimos domingos, aí está imensa e intensa página da Carta aos Efésios: "Não contristeis o Espírito Santo de Deus... Seja eliminado do meio de vós tudo o que é azedume, irritação, cólera, insulto, maledicência e toda a espécie de maldade. Sede bondosos e compassivos uns para com os outros e perdoai-vos mutuamente, como Deus também vos perdoou em Cristo. Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados. Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e Se entregou por nós, oferecendo-Se como vítima agradável a Deus".
6 – Hoje a Igreja evoca a memória de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) que, “como cristã e judia, aceitou a morte com o seu povo e para o seu povo, que era visto como lixo da nação alemã” (Bento XVI, em Auschwitz, 2006).
Teresa Benedita da Cruz foi morta em Auschwitz-Birkenau, campo de extermínio nazi, em 9 de agosto de 1942, poucos meses depois de ser aprisionada. Tinha 51 anos de idade. As suas origens judaicas não a impediram de procurar mais além da sua religião e, inspirando-se em Santa Teresa de Ávila, tornou-se cristã, consagrando-se como irmã carmelita. Dedicou a sua vida aos judeus e aos alemães. Fez de Cristo o Seu único alimento até entrar na glória eterna.

1 – "Só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo".
Jesus apresenta-Se como o verdadeiro Pão, que alimenta, perdoa, purifica, e nos dá uma vida nova. Ele responde às necessidades básicas, propondo a partilha solidária como milagre para que todos tenham acesso aos bens da criação e da criatividade humana. Responde também aos anseios que plasmam o coração humano. Pão e esperança. E razões para viver. Terra e Céu. Compromisso e abertura ao Infinito. Dá o pão e motivos para crer no futuro e para se comprometer no presente com as pessoas que estão ao nosso lado. Ensina muitas coisas. A mente – o coração – é um largo campo de sementeira que pode levar-nos à perdição, à indiferença e cinismo, ou à salvação. Jesus lança a semente. Promove. Desafia. Convoca para um novo tempo, vida nova, reino que se estende desde agora até à eternidade, daqui até ao Céu.
Se muitas são as razões daqueles que procuram Jesus – uns pelo pão, outros pelos milagres, outros pela descoberta das Suas palavras de vida eterna – a compreensão da Sua mensagem também provoca divisões. E que divisões! Muitos ficam escandalizados com a  afirmação "Eu Sou o Pão da Vida", o Céu  chegou a vós, pressupondo-se a Sua identificação divina (Eu Sou), e a possibilidade de SER comestível. Quem não se escandalizaria?
2 – "O pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo".
O pão é mais que o pão. Muito mais. É partilha, é vida, é comunidade. Em cada pão o trabalho de muitas pessoas, e muitos grãos. O pão é símbolo de todo o alimento. Pão é também carne e peixe e legumes e o sustento da família. Jesus refere que é Pão, e o Pão é a Sua carne. O pão tem a cor do trabalho, do suor, do sacrifício, e tem a cor da alegria, do convívio e da festa. Pão é mais que pão, é companhia (cum panis), faz de nós companheiros, comendo do mesmo pão, partilhando a vida.
E que não falte pão nas nossas mesas. Quando falta o pão falta também a alegria, a serenidade, falham os argumentos para a felicidade a construir. Ainda hoje, seguindo uma tradição milenar, há casas em que se coloca sempre pão na mesa, símbolo da fartura que se quer proporcionar aos convivas, ou aos de casa.
Na multiplicação do pão – o milagre da partilha solidária – Jesus antecipa (e prepara) o Pão da Vida, a eucaristia, que ficará como memorial. Na última Ceia, Jesus antecipa a entrega suprema do amor que vai até ao fim, até à CRUZ. É na Cruz que Ele nos entrega para sempre o Seu corpo. Na Última Ceia, porém, Ele ordena que nos reunamos à volta do Seu Corpo e O comamos, comungando da Sua vida, da Sua entrega, do Seu Evangelho de salvação.
No alto da cruz, Jesus entrega-Se até à última gota de sangue. A vida não se extinguirá com a morte. É, antes, um momento crucial de oblação a Deus e à humanidade, pela humanidade. Logo, do sepulcro irradiará em luminosa claridade a Ressurreição. Deus Pai sanciona Jesus e o projeto de amor para a humanidade.
Desde então, os discípulos reúnem-se no primeiro dia da Semana, dia da Páscoa de Jesus, e fazem o que Ele fez na Última Ceia, atualizam as palavras e os gestos, para que, pelo Espírito Santo, Jesus nos seja dado como Pão que nos alimentará até à vida eterna.
3 – “O pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo”.
Não é fácil entender as palavras de Jesus. Não são meramente simbólicas. É a Sua vida que Ele dará pela humanidade inteira. A discussão adensa-se, como veremos nos domingos seguintes, com os judeus a discutir e com os discípulos a distanciarem-se claramente do Mestre. Quando a discussão se inicia parece uma brisa que passa sem deixar marcas. Quase se aceitava que Jesus não aprofundasse muito a questão, diplomatizando com os circunstantes, mas não o faz, não foge às questões como não fugirá da perseguição e da morte, por mais que doa.
Quando se dá a multiplicação dos pães, Jesus aponta para um pão mais duradouro, alimento que sacia a Vida nova que Ele nos dará em abundância. Aliás, toda a Sagrada Escritura nos prepara para a plenitude do Tempo, a vinda do Messias, o Pão vivo, o Bom Pastor, Deus entre nós.
Elias, o profeta do fogo, é alimentado por Deus para a longa jornada que tem pela frente, experimentando um pão que dura o tempo necessário para a travessia, até ao monte Horeb, monte da revelação, monte das origens, onde Ele recobrará ânimo, onde Deus Se manifesta.
"Elias entrou no deserto e andou o dia inteiro. Depois sentou-se debaixo de um junípero e, desejando a morte, exclamou: «Já basta, Senhor. Tirai-me a vida, porque não sou melhor que meus pais». Deitou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Nisto, um Anjo tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come». Ele olhou e viu à sua cabeceira um pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água. Comeu e bebeu e tornou a deitar-se. O Anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come, porque ainda tens um longo caminho a percorrer». Elias levantou-se, comeu e bebeu. Depois, fortalecido com aquele alimento, caminhou durante quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, Horeb".
Não apenas o pão, mas a presença de Deus que o conforta com o alimento e com as palavras do Anjo. Deus cuida dos Seus filhos, cuida de Elias, cuida de nós. "O Anjo do Senhor protege os que O temem e defende-os dos perigos. Saboreai e vede como o Senhor é bom: feliz o homem que n’Ele se refugia" (Salmo).
4 – Se todos fomos remidos pela vida, pelo Corpo de Cristo, pela Sua morte redentora, para com Ele ressuscitarmos, então agora comemos do mesmo Corpo, do mesmo Pão que vem do Céu. O corpo de Cristo, descido da Cruz, é-nos entregue, é-nos confiado através de Maria, Sua Mãe, para que O preservemos intacto.
Ao olharmos para o Corpo místico de Cristo que é a Igreja, certamente que encontramos um corpo dilacerado pela discórdia, pela divisão, pelos conflitos que a história e as culturas acentuaram. No entanto, seguindo os desejos do próprio Jesus Cristo, na oração sacerdotal (Jo 17) – que todos sejam UM – não devemos cessar de procurar viver unidos, num só coração e numa só alma, em Cristo e com todos os cristãos, para testemunhar a vida nova que d’Ele recebemos.
O apóstolo são Paulo, de diversas maneiras, nos dá indicações claras para sintonizarmos (em HD – alta definição) Jesus Cristo e os seus ensinamentos: "Seja eliminado do meio de vós tudo o que é azedume, irritação, cólera, insulto, maledicência e toda a espécie de maldade. Sede bondosos e compassivos uns para com os outros e perdoai-vos mutuamente, como Deus também vos perdoou em Cristo. Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados. Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e Se entregou por nós, oferecendo-Se como vítima agradável a Deus".
padre Manuel Gonçalves




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