25º DOMINGO TEMPO
COMUM
Ano B
23 de Setembro
Evangelho - Mc 9,30-37
O Evangelho de hoje nos mostra que os discípulos
estavam longe de serem pessoas perfeitas, sem nenhum defeito. Eles não estavam
entendendo totalmente as explicações de Jesus, além de alimentar uma disputa
pelo primeiro colocado, numa suave ambição pelo poder.
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" O QUE DISCUTÍEIS PELO O
CAMINHO?"- Olivia Coutinho
25º DOMINGO DO TEMPO COMUM.
Dia 23 de Setembro de 2018
Evangelho de Mc9,30-37
Vivemos numa sociedade materialista, fixada na ideia da
competitividade, uma sociedade, que insiste em nos convencer de que o sucesso
da vida está na fama no poder e no ter.
Contaminados por esta mentalidade, muitos, vão trocando os valores
do Reino pelos os “valores” do mundo.
Em meio a tantas inverdades, inversão de valores, Jesus vem nos
propor algo novo, uma vida pautada nos valores do evangelho, que ao contrário
do mundo, prioriza o SER e não o TER.
O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, vem nos
alertar sobre o risco que corremos, quando desconectamos de Jesus.
Desconectados de Jesus, ficamos vulneráveis aos ataques dos inimigos,
sujeito a cairmos nas ciladas preparadas pelos os adversários do
projeto de Deus.
O texto começa dizendo, que Jesus e seus discípulos, atravessavam a
Galileia. Era o tempo que Jesus aproveitava, para ensinar os discípulos. A sós,
afastados das multidões, os discípulos conseguiam absorver melhor os
ensinamentos de Jesus. E para Jesus, era importante prepara-los
bem, afinal, seriam eles, os continuadores da sua missão aqui
na terra.
Conhecedor das fraquezas humanas, Jesus alertava os
discípulos, quanto ao perigo deles se deixarem levar pela
autossuficiência, pela a vaidade e assim, pôr a perder o projeto de Deus, que
deveria começar a se desenvolver no mundo, através deles.
Os discípulos tinham muitas dificuldades em entender o
messianismo de Jesus, e mais dificuldades tiveram ainda, quando Ele
lhes revelou o desfecho de sua trajetória terrena: sua morte de
cruz.
Mesmo convivendo diretamente com Jesus, os discípulos, até então,
não haviam entrado na dinâmica do Reino, eles continuavam presos à
mentalidade do mundo. Enquanto Jesus falava-lhes de sua morte, eles estavam em
outra sintonia, estavam preocupados em se autopromoverem, querendo saber quem
era o maior entre eles, certamente, quem ocuparia o lugar de Jesus
após o seu retorno para o Pai.
“Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último, aquele que serve a
todos”
Para mostrar o modelo de
grandeza que agrada a Deus, Jesus toma consigo uma criança e a coloca no meio
deles dizendo: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças, estará acolhendo
a mim mesmo”. Com este gesto, Jesus ressalta a importância da pureza do coração,
de despirmos das nossas vaidades para nos tornarmos puros como uma
criança!
A criança que Jesus colocou no meio dos discípulos, representa
todos os que têm o coração puro, um coração que não guarda rancores, um coração
isento da vaidade! A criança é o símbolo da pureza e da simplicidade...
A chave que abre a porta do céu para nós são os pequenos, os puros
de coração, o bem que fazemos a estes, é a Jesus que fazemos, e o mal, é
a Jesus que fazemos.
Não esqueçamos: os últimos aos olhos do mundo, são os primeiros aos
olhos de Deus estando do lado deles, estamos do lado de Jesus!
As palavras de Jesus, no evangelho de hoje, devem chegar até a nós,
como um alerta, principalmente para quem exerce cargos de lideranças.
Precisamos eliminar tudo o que nos impede de sermos presença do amor de Jesus
na vida do outro.
Para Jesus, ninguém se desta pela sua posição social, pelo o carga
que possui, e sim, pelo o amor que ele cultiva em seu coração, o
amor a Ele transformado em serviço.
A nossa preocupação primeira, não deve ser com a nossa promoção
pessoal, e sim, com a promoção da vida em toda a sua dimensão.
Em sua permanência física aqui na terra, Jesus nos deixou um grande
exemplo de humildade; mesmo sendo o Filho de Deus, Ele se fez pequeno, a sua
grandeza, estava em sentir-se Filho, um Filho totalmente dependente do Pai!
Coloquemos este exemplo no nosso viver, esvaziando de nós
mesmos para nos tornar dependente de Deus, como uma criança é dependente de
seus pais.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
Venha fazer parte do meu grupo de reflexão no
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Ser cristão exige a radicalidade
Neste domingo a Palavra de Deus convida ir à procura do essencial. Não
basta dizer que se é cristão. Importa descobrir o que nos torna cristãos. A
resposta aparece a três dimensões: viver na justiça, procurar a reconciliação,
aceitar a radicalidade. Viver a justiça supõe enfrentar e vencer todas as
situações de impiedade. O Livro da Sabedoria chega a dizer que os ímpios
provocam os justos, numa tentativa de que se afastem da justiça. O cristão,
porém, aceita identificar-se com Deus, o Justo por excelência (1ª leitura).
Procurar a reconciliação é a proposta de são Tiago. Deixar as guerras, vencer
as rivalidades, procurar a paz em todas as circunstâncias, é o caminho normal
do cristão comprometido. Foi o próprio Jesus que o disse ao enviar os setenta e
dois discípulos a todas as cidades: “em qualquer casa onde entrardes dai a paz”
(Lc. 10,5). É missão do cristão reconciliar (2ª Leitura). Tudo isto, porém, só
é possível numa certa radicalidade. Se o Filho do Homem veio para morrer e
ressuscitar, cada cristão para segui-l’O tem que levar a sua cruz e ter o
espírito simples como o das crianças (Evangelho).
1. Os ímpios e os justos
O livro da Sabedoria revela a tensão constante que existe entre os que
praticam a justiça e os que preferem a impiedade. Curiosamente estes reconhecem
o poder de Deus que protege os justos, mas organizam-se para provocá-los ao
ponto de poderem vir a negar o próprio Deus. Os crentes, porém, praticando a
justiça sabem que têm sempre alguém a socorrê-los. Vencerão as provações e
participarão definitivamente na Sabedoria de Deus.
2. A procura do bem
A carta de são Tiago caracteriza-se por propostas muito concretas na
linha da caridade fraterna. É por isso que hoje pede aos cristãos que se
libertem de invejas e de rivalidades. O Apóstolo pede mesmo a reconciliação
através da sabedoria que vem do Alto. O fruto da justiça é a paz. Só com a
sabedoria, a justiça e esta paz, se podem vencer os conflitos que são o fruto
das paixões e dos egoísmos acumulados. Ao cristão torna-se necessária a oração
em que, com humildade, se pede o apoio de Deus. Pena é que muitas vezes se pede
mal, porque se fundamentam os pedidos nos interesses pessoais. Tiago na sua
Carta pede a mudança do coração.
3. Uma proposta de radicalidade
A redenção realizada por Cristo contém a radicalidade no amor “a maior
prova de amor é dar a vida por aqueles a quem se ama” (Jo 15,13). Por isso,
Jesus conversou com os seus discípulos sobre a missão do Filho do Homem. Seria
sujeito à morte, mas depois haveria de ressuscitar. De fato, os discípulos não
entenderam nada do que Jesus lhes disse e, em vez de refletirem sobre a Palavra
de Jesus, discutiam entre si sobre quem entre eles era o maior. Jesus teve de
dizer-lhes que quem quer ser o maior tem de fazer-se o último e o servo de
todos, que quem quiser salvar a vida terá de aceitar perdê-la e que quem quer
ser seu discípulo tem de fazer-se criança porque sem a simplicidade das
crianças não entende o projeto de Deus. Na liturgia de hoje compreende-se que
ser cristão não é fácil, mas é a generosidade no dom que torna feliz quem se
abandona à redenção prometida por Jesus.
monsenhor Vitor
Feytor Pinto “Revista de liturgia diária”
As leituras deste domingo oferecem-nos pistas que favorecem o equilíbrio
interior. A primeira é conservar a serenidade em meio a situações adversas, sem
perder a paz, sabendo-se amparado pelo Senhor (1ª leitura). A segunda é seguir
o conselho de Tiago de buscar a sabedoria do alto cultivando a espiritualidade
para que nosso agir seja puro, pacífico e justo (2ª leitura). A terceira
consiste em evitar a competição e as disputas por status e prestigio,
colocando-se em atitude de colaboração em função do bem comum (evangelho)
porque é nesta atitude de serviço que está a liberdade, o equilíbrio humano e a
alegria de viver.
1ª leitura: Sabedoria 2,12.17-20
O autor relata as palavras, cheias de ironia, que os incrédulos proferem
contra o justo. Bem lá no fundo, elas são um elogio porque, indiretamente,
expõem o bom proceder do servo de Deus. Na verdade, o justo incomoda tanto que
o incrédulo sente a necessidade de mostrar-se forte e seguro de si mesmo para
não deixar transparecer seu mal-estar e seu vazio interior. O incrédulo tenta
disfarçar sua fraqueza e insegurança perseguindo e agredindo o justo para se
ver livre da acusação da própria consciência. Isto não é novidade para quem
resolveu agir como bom cristão num meio adverso à religião. Zombarão e caçoarão
dele, fazendo de tudo para que desista. “Não é pessoal”, dirão. É que o seu
modo de bom proceder realmente incomoda. Se o servo de Deus conseguir aturar
tudo isso até o fim, dará um dos mais valiosos testemunhos de fé e, no fundo,
será das pessoas mais respeitadas. O mundo não gosta, mas precisa muito desse
tipo de profeta.
2ª leitura: Tiago 3,16 – 4,3
Tudo indica que o apóstolo Tiago estava enfrentando divisões criadas nas
comunidades cristãs pela influência de alguns judeus convertidos que se
consideravam mais sábios que os demais. Ele ensina que “a sabedoria que vem do
alto” se conhece pelas suas qualidades; ela tem que ser “pura, pacífica,
humilde, compreensiva, cheia de misericórdia..., sem discriminações e sem
hipocrisia”. Nunca será causa de desordem e divisões, porque o “fruto de
justiça é semeado na paz para aqueles que trabalham pela paz”. E, enquanto
estivermos presos à idolatria da riqueza, do poder e do prazer, que produz todo
tipo de competição, nossa oração cairá no vazio, pois não adianta rezar se o
”ciúme e espírito de rivalidade” não for superado. Para chegar à sua própria
realização, o ser humano precisa descobrir-se como criatura e reconhecer que
Deus é o único Senhor absoluto, e só a ele se deve adorar e servir. Daí é que
nasce o processo de conversão, pelo qual o homem rompe com o espírito do mundo,
abandonando o orgulho e a ambição, para tornar-se humilde e submisso diante de
Deus.
Evangelho: Marcos 9,30-37
Jesus continua a precaver os discípulos sobre a sua morte, mas ”os
discípulos não compreendiam o que Jesus estava dizendo” e, paralelamente ao
ensino do Mestre “servidor”, eles continuavam com as idéias de grandeza
“discutido sobre qual deles era o maior”. Caminhavam “ao lado de” Jesus, mas
não “com” Jesus. Queriam estar junto a Ele como uma oportunidade de se
promover, não de servir.
Jesus, com paciência infinita, aproveita a oportunidade para ensinar
como deve ser a relação entre poder e serviço na comunidade cristã. Por ser uma
questão muito importante, ”Jesus se sentou” e assumiu a atitude de Mestre.
Na comunidade d'Ele não há discussão a respeito de quem é o maior porque
“o primeiro, deverá ser o último, e ser aquele que serve a todos”. Quando
alguém quer ser o primeiro, surge a discussão porque sobram os demais (é uma
tendência excludente). Mas, quando alguém quer se colocar em último lugar, para
servir, não tem problema: sempre há lugar para todos (é uma tendência
includente). O discípulo de Jesus está para incluir a não para excluir.
A figura do garoto do evangelho é muito eloquente. Ele era filho, mas
tinha que obedecer e servir o pai. Quem em relação a Deus se comporta como
filho obediente e em relação aos outros como servidor, é o modelo do novo
estilo de vida que é preciso abraçar, assim como Jesus “abraçou a criança” que
tinha posto como exemplo? Isto, para ninguém duvidar de que o ensinamento dado
serve para a comunidade d'Ele e serve para qualquer tipo de sociedade que seja
considerada “cristã”.
Palavra de Deus na vida
A Igreja é um mistério, no sentido comum da palavra, porque nela
coabitam o bem e o mal de forma ostensiva. Não é culpa de Deus. É culpa nossa.
Trazemos para dentro da comunidade cristã toda sorte de misérias. Até os
discípulos de Jesus, deixam o Mestre falando sozinho das coisas mais sublimes
para cuidar das suas rivalidades... Estavam caminhando ao lado de Jesus, mas
não com Jesus. Enquanto Jesus tenta prepará-los para enfrentar a provação da
Cruz, eles disputam poder e prestígio!
Já nos primeiros tempos do cristianismo, Tiago tinha experimentado essa
ambivalência e tentava corrigi-la. Alguém pode pensar que Tiago exagera um
pouco na 2ª leitura de hoje... “Exagera, nada!”. Quem passou pela longa
experiência de 45 anos de padre, como a gente, sabe muito bem disso. Numa
paróquia (por citar um exemplo) coexiste tudo o que há de melhor, de mais belo,
de mais generoso e de mais desinteressado nas pessoas, ao lado de tudo o que há
de pior, de mais feio, de mais mesquinho e mais egoísta no ser humano. Se não
fosse porque a gente também não e perfeito, ficaria até escandalizado!
Mas, pensando bem, isto é que ajuda a entender o mistério da Igreja. Ela
só pode ser coisa de Deus. A pesar de tudo, continua a estar orientada pela
Palavra de Jesus e, sem dúvida, assistida pelo Espírito Santo... Se não fosse
assim, como poderia esta “arca de Noé” não afundar depois de 21 séculos de
história? Não há como deixar de professar a fé do Credo: “Creio na Igreja que é
Una (mesmo que dividida), santa (mesmo que pecadora), católica (mesmo que
fechada em grupinhos) e apostólica (mesmo que com muita reza e pouca Bíblia).
Jesus, ainda hoje, deve ficar muito decepcionado ao perceber que os interesses
dos seus discípulos não são os mesmos d'Ele. Com paciência, nos explica que a
nossa grandeza consiste em reerguer o irmão caído, proteger o que está
abandonado, ensinar quem não sabe... É isso que nos faz ser “os primeiros”:
SERVIR, como Ele, que “não veio para ser servido... (mas) para servir” (Marcos
10,45). Claro que isso, em nossos dias, não é nada simples porque, como no
tempo dos discípulos, tudo fala de poder e prestígio. A dificuldade de encontrar
voluntários para trabalhar na comunidade, por exemplo, é porque o serviço
voluntário não oferece nem poder e nem prestígio. Quem é chamado a coordenar
atividades pastorais na comunidade, sabe disso. Mesmo assim, Jesus nos pede
para assumir esta mística do serviço, como nossa característica especial,
renunciando a sobressair e sentindo o prazer de acolher o outro, experimentando
a paz e alegria interior em fazer o outro crescer, porque não há nada melhor e
mais agradável do que praticar o bem.
Pensando bem...
+ Jesus espera para perguntar aos discípulos só quando estão em casa
tranquilos e à vontade... Com Ele podemos sentir-nos, também nós, em casa para
refletir, para dialogar, para deixar-nos questionar, para orar... Qual seria a
minha resposta se o Senhor quisesse saber o que eu penso a respeito dos meus
ideais e projetos de vida, em função dos quais gasto meu tempo e minhas
energias?
+ Vamos pensar nesta frase: Quem, podendo estar a serviço, prefere
dominar, é “do mundo”. Quem, podendo dominar, resolve servir, é “de Cristo”.
padre Ciriaco
Madrigal
"Três dias após sua morte ele
ressuscitará"
Domingo do serviço desinteressado. Neste 25º domingo do tempo comum,
prosseguimos a caminhada com Jesus, segundo o Evangelho de Marcos. O Senhor se
põe no meio de nós, pergunta-nos sobre nossas vidas e nos anuncia o caminho da
pequenez e do serviço. O Mestre continua a missão e vê se aproximar a hora da
cruz.
Os discípulos se envolvem em discussões sobre quem dentre eles é o
maior. Jesus aponta o serviço como condição para seguir seus passos pelas
estradas da vida. A tentação da ambição que tomou conta do grupo dos
discípulos, atualmente, está na base de muitos problemas sociais, de muitos
conflitos, violências e tensões produzidas por este mundo desigual, incapaz de
respeitar a dignidade das pessoas.
Primeira leitura: Sabedoria 2,12.17-20
A leitura de hoje o autor previne os judeus, sobre a tentação do
paganismo. O livro da Sabedoria foi escrito no Egito para os judeus da
diáspora, isto é, que viviam fora de Israel em contato com o mundo pagão.
A leitura diz que os princípios dos ímpios são marcados pelo
materialismo. Mesmo que não sejam ateístas teóricos, querem banir Deus e toda
dimensão espiritual de sua vida (Sabedoria 2,1-5). Mas sempre há os justos, que
por sua importante presença importunam e incomodam a consciência dos
aproveitadores. Uma vez que é impossível negar a existência e a presença dos
justos, os ímpios querem eliminá-los.
A procura dos prazeres da vida é uma conseqüência lógica dos princípios
dos ímpios. Por esta razão vivem em uma inquietação embaraçada, que
experimentam mais agudamente ao perceberem a vivência convicta de princípios
opostos. Não podendo desmentir os justos, recorrem à humilhação, desmoralização
e perseguição. São tentativas falsas para salvar as aparências e calar por
algum tempo a consciência perturbada.
No versículo 11 os ímpios estão cheios de desprezo pelos fracos e
proclamam o direito do mais forte. Este recurso ao direito do mais forte é uma
tentativa de se legitimar a subversão da ordem estabelecida por Deus.
Os versículos de 12 a 16a mostram que quando a injustiça em regime
"legítimo" a perseguição e a eliminação dos justos não tardam. A
simples presença dos justos já representa uma contestação intolerável. Existe
uma oposição total entre os modos de ver, julgar e agir dos justos e dos
ímpios.
Nos versículos 16b a 20 há também uma oposição entre a disposição de
espírito dos justos e dos ímpios. Da parte dos justos reina tranqüilidade,
firmeza e paciência, resultado da certeza de que tem Deus do seu lado. Da parte
dos ímpios, insegurança desconfiança e pânico que leva a toda espécie de
perseguições, através das quais desesperadamente põem Deus à prova nas suas
vítimas.
O texto mostra de maneira bem clara os conflitos existentes na
comunidade de judaica de Alexandria no Egito, no século I antes de Cristo.
Os capítulos de 1 a 5 do livro da Sabedoria foi muito explorado pelos
primeiros cristão. Eles encontraram ai muitas pistas para entendem devidamente
a paixão e morte de Jesus. Os compositores do novo Lecionário dos anos A, B e
C, ao procurarem no Primeiro Testamento um texto que concordasse com a segunda
predição da paixão, morte e ressurreição de Jesus (Marcos 9,31), recorreram ao
livro da Sabedoria 2,12.17-20. Jesus morreu como um homem indesejado e
perseguido, porque era justo como os justos, e seus perseguidores impiedosos
como os ímpios de Sabedoria 1-5.
O detalhe pelo qual estes justos ganham, em Sabedoria 1-5, o nome de
"filho (os) de Deus" (2,13.18;5,5) que têm "Deus por Pai (2,16)
também atraiu a atenção dos primeiros cristãos para estes capítulos do livro da
Sabedoria e desempenhou um papel importante no reconhecimento e na confissão da
filiação divina de Jesus.
Documentos recentes da Igreja, como o de Puebla nº 20, mostram que nem
os Cânticos do Servo de Javé, nem Sabedoria 1-5, nem a (interpretação) paixão e
morte de Jesus de Nazaré nada perderam de seu valor como modelo.
Salmo responsorial 53/54,3-6.8
O salmo 53/54 começa invocando nome de Deus. O nome é o substituto da
pessoa (cf. Êxodo 3,14). O Salmo é uma súplica individual diante do perigo, da
perseguição do inimigo e da certeza da bondade de Deus que nunca falha. O
salmista suplica a Deus a justiça. Há quatro pedidos: Salva-me, faze justiça,
ouve, dá ouvidos (3-4), sinal de que essa pessoa necessita urgentemente de
socorro e de justiça.
O rosto de Deus neste salmo aparece com três nomes: Deus (vs. 3.4.5.6),
Senhor (versículo 6) e Javé (versículo 8). Além disso, no começo e no fim se
fala do nome Dele (3a e 8b), salientando que esse nome é bom (8b). É, portanto,
o Deus do êxodo, da Aliança, que ouve, desce, faz justiça e liberta aquele que
chama. Se Deus não fosse isso, o salmo seria apenas poesia, retórica. A
bondade do nome Dele consiste justamente em libertar.
É importante, ainda, ter presente que Deus é socorro (versículo 6a).
Essa palavra é muito importante em todo o Antigo Testamento. Às vezes a pessoa
( ou o povo) não tem mais a quem recorrer.
Nos outros salmos de súplica individual vimos como Jesus atendendo a
todos os que clamam a Ele, salvando-os (milagres) e fazendo-lhes justiça
(libertando). Mostrou também que o Pai não deixa órfãos seus filhos (João
14,18), mas lhes dá tudo o que necessitam (Mateus 7,7-11).
O próprio Jesus suplicou ao Pai várias vezes (por exemplo, Mateus 26,42;
João 11,41b), e Ele próprio enfrentou falsas acusações durante a vida (Marcos
3,22) e diante do Sinédrio, o tribunal superior dos judeus (Mateus 26,60-61). O
Pai atendeu seu clamor e o libertou da morte (cf. Hebreus 5,7-9).
Nas palavras deste salmo, unimo-nos à oração os que são perseguidos e
sofredores por causa da justiça. Cantemos com toda confiança.
É o senhor quem sustenta minha vida!
Quem me ampara e protege é meu Deus!
Segunda-leitura: Tiago 3,16 - 4,3
No capítulo 3, Tiago se ocupa de mais outra falha na vida cristã: os
pecados da língua, do não-controle no falar. Segue-se um apelo para que se
domine a língua, sujeitando-a ao espírito de fé e caridade. O apóstolo Tiago
adverte: a perfeição implica em não pecar por palavra (3,2ss), em refrear a
língua, cujo poder é tremendo (3,5ss), sendo fonte de males por vezes
incontroláveis (3,7s). O órgão da fala deveria, ao invés, louvar a Deus e
abençoar as pessoas (3,9-12). É antinatural ser a língua fonte de bem e de mal,
como não pode a mesma bica jorrar água doce e salgada ao mesmo tempo.
Nos versículos 17 a 18, Tiago descreve a fonte e os produtos da
verdadeira sabedoria, que vem do alto (Sabedoria 1,4; 7,25ss) e tende a efetuar
o consentimento divino no mundo - o crescimento interno e externo da Igreja.
Essa sabedoria não se exalta, não se arroga direitos, mas quer servir, dar bons
frutos - o contrário da sabedoria do mundo, auto-suficiência e, por isso,
destinada ao desaparecimento (cf. 1 Coríntios 3,18s). Como discernir a
sabedoria autentica? Apontam-se vários sinais. A sabedoria do alto é pura, sem
hipocrisia (Sabedoria 7,22-27), não tem ambição e nem paixões, sem
exibicionismos, evitando o erro; só pretende agradar a Deus, sem egoísmos ou
segundas intenções; é bondosa, misericordiosa e indulgente (Salmo 85,5; 1 Pedro
2,18) para com todos, sabe perdoar e ajudar aos necessitados (1,27; 2,14-16); -
renuncia a direito e privilégios, se o bem comum o exige - abstém-se de
particularismos, de parcialidades, mas trabalhando em promover a paz e a
unidade na Igreja (cf. Provérbios 3,17; Romanos 8,6). Quem procede assim é
sábio, filho e filha de Deus, porque imita a Cristo que se propôs servir e não
ser servido, com palavras e obras (virtudes cristãs). O versículo 18 imita a 7ª
Bem-Aventurança (Mateus 5,9): para ser tal sábio, só mesmo um grande amor! A
verdadeira sabedoria produz a justiça na paz. A discórdia destrói, somente a
caridade constrói a comunidade.
Tiago adverte que a origem das contendas são as injúrias sociais que
produzem contraste entre ricos e pobres (Tiago 2,1-9; 5,1-6). Os pobres, ao
reivindicar seus direitos, não podem cair no esquema dos opressores dando
oportunidade a violências descontentamentos e discórdias. Não podem reproduzir
os mesmos esquemas violentos dos opressores. No fundo, sobrevivem ainda
motivações terrenas e egoístas nos cristãos que aos poucos precisam ser
eliminadas com um processo contínuo de conversão.
Toda dádiva boa provém de Deus (Tiago 1,17); logo, a Ele deverá o ser
humano ordenar sua vida para haver paz em si e na comunidade cristã. Sem a paz
de Deus não haverá paz nas pessoas, o que implica em desapego, ausência de
egoísmo, controle das paixões. Tiago não impede que os pobres reclamem seus
direitos principais, mas indica o caminho a seguir: buscar esses dons de Deus
com confiança, isto é, uma vida realizada, segura, que resulte em alegrias e
satisfação, próprias de quem cumpre a vontade de Deus. Acontece que o homem
decaído, sempre, julga-se dono exclusivo de sua vida caindo em decadência
moral.
Se a vida do cristão não muda para melhor é porque não se pede a Deus
com sinceridade de coração. Pedindo de maneira correta Deus atende. Quem pede
recebe (Mateus 7,7s). O versículo 3 responde como devemos pedir: se pedir e não
receber, é porque se pede mal, isto é, não para superar a fragilidade humana,
mas para satisfazer as paixões. É oração desorientada, sem reta intenção: em
vez de pedir que se faça a vontade de Deus, que se realize seu Reino (Mateus
6,33), pedimos que se faça a nossa, manipulamos a bondade de Deus a serviço de
nosso egoísmo. Tiago desmascara a tentação de muitos cristãos que não levam a
sério o seu Cristianismo, deixando-se envolver pelas propostas do mundo
materialista. Ter fé é entregar-se sem reservas a Deus: "Faça-se a tua
vontade, não a minha" (cf. Marcos 14,36).
Evangelho: Marcos 9,30-37
Fazendo uma leitura contínua do Evangelho de Marcos, é lido nos próximos
domingos, Marcos 9,30 - 10,52. Incluindo-se a segunda parte da leitura de
domingo passado (8,31ss.), corresponde praticamente à parte central do
Evangelho de Marcos. Vários autores o dividem em três partes, com uma
introdução (1,1-13):
Iº Capítulo 1, versículo 14 até capítulo 8 versículo 29: o Mistério do
Messias: a revelação de Deus e a cegueira das pessoas.
Ponto alto: a confissão de Pedro: "Tu és o Messias" (8,29)
lido domingo passado na liturgia.
IIº Capítulo 8 versículo 30 até o capítulo 10 versículo 52: o Mistério
do Filho do Homem: o seguimento de Jesus.
Pontos altos: as predições da paixão e capítulo 10 versículo 45.
IIIº Capítulo 11 versículo 1 até o capítulo 16 versículo 8: a revelação
do Mistério: ação, paixão e morte, e ressurreição de Jesus em Jerusalém.
Pontos altos: a confissão do centurião romano "Este homem era Filho
de Deus" (15,39) e o querigma pascal, isto é, o anuncio da Páscoa (16,6).
Na parte central pode-se descobrir uma estrutura de três partes:
A. O Primeiro Anúncio
da Paixão e o que lhe segue
- Primeiro Anúncio da Paixão (8,31-32a), 24º Domingo;
- Incompreensão da parte de Pedro e dos discípulos (8,32b-33), 24º
Domingo;
- Instrução de Jesus sobre o verdadeiro seguimento (8,34-9,1);
- O que se segue (9,2-29).
B. O Segundo anúncio da Paixão e o que lhe segue - Segundo anúncio da
Paixão (9,30-31), 25º Domingo;
- Incompreensão da parte dos discípulos (9,32-34), 25º Domingo;
- Instrução de Jesus sobre o verdadeiro seguimento (9,35-37), 25º
Domingo;
- Outras instruções (9,38 até o capítulo 10,31).
C. O Terceiro Anúncio da Paixão e o que lhe segue
- Terceiro Anúncio da Paixão (10,32-34);
- Incompreensão da parte de Tiago e João (10,35-40) e dos outros dez dez
discípulos (10,41), (29º domingo);
- Instrução de Jesus sobre o verdadeiro seguimento (10,42-45), 29º
domingo.
Encerramento da parte central e transição para a Ultima Parte (que traz
a Revelação do mistério!): Jesus abre os olhos de um cego (10,46-52), 30º
domingo.
A estrutura interna da passagem que se lê na celebração deste domingo
(Marcos 9,30-37) é semelhante àquela de Marcos 8,27-35 (cf. o Evangelho de
domingo passado!). Jesus anda sozinho com os discípulos pelas aldeias de
Cesaréia de Filipe (8,27) e através da Galiléia (9,30). Jesus instrui os
discípulos a respeito de seu fim doloroso (8,31 e 9,31). Pedro (9,32b-33) e os
demais apóstolos (9,32) mostram incompreensão para com esta instrução de Jesus.
A discussão no caminho sobre a questão quem (dos discípulos) seria o
maior (no Reino messiânico de Jesus) 9,33-34 é rejeitada por Jesus (9,35-37)
como uma preocupação que não sintoniza com a causa, se quiser,
"política" (do Reino) de Deus, mas com a dos homens (cf. 8,33).
Jesus destaca sua instrução com um gesto simbólico, abraçando uma
criança e explicando de que maneira um discípulo se aproxima seja d'Ele mesmo
seja do Pai, a saber, pelo amor aos pequenos (9,36-37). É neste amor aos
pequenos que o discípulo de Cristo "renuncia-se a si mesmo, toma a sua
cruz, segue Jesus e perde a sua vida por amor a Jesus Cristo e da
Boa-Nova" (cf. 8,34-35).
Certamente Cristo não quis reduzir a ética do Reino a comportamentos
infantis. Ele tem em vista uma sociedade que respeita o pequeno e leva em conta
suas reações, mas, sobretudo, deseja que seus discípulos se assemelhem com as
crianças, aceitando depender dos outros: o homem, principalmente o cristão, não
pode pretender salvar-se sozinho.
Pode-se ainda constatar como nesta parte volta o tema da incompreensão
dos discípulos, já presente na primeira parte (cf. 6,52;7,17-18; 8,4.15-21). Em
um primeiro passo, esta incompreensão dos discípulos é ultrapassada pela
compreensão de Pedro (8,27-30), que consiste em uma identificação de Jesus como
o Messias esperado. Nesta Parte Central, porém, a incompreensão diz respeito à
verdadeira missão de Jesus, à sua paixão e morte. De agora em diante
acrescenta-se ao tema da incompreensão o do medo (cf. 9,32; 10,32).
Através destra estruturação de sua mensagem, Marcos repete por três
vezes (8,27-35; 9,30-37; 10,32-45) que não é suficiente reconhecer em Jesus o
Messias e aclamá-Lo como salvador ou libertador. A profissão de fé batismal
("Tu és o Messias": 8,29) em que culmina a primeira parte do
Evangelho é somente o início de uma conversão constante e de uma mudança
contínua de mentalidade e de maneira de agir através das quais o cristão
sintoniza sempre mais os seus critérios com os critérios que Jesus revelou por
Suas palavras e por Suas obras; e a sua vida à vida de Jesus, que é toda
disponibilidade ao Pai e fidelidade para com as pessoas, às quais é enviado
como servo, e servo sofredor (9,35; 10,43-45).
3. Da palavra celebrada ao cotidiano da vida
O Evangelho de hoje começa com Jesus pedindo silêncio, atravessava a
Galiléia com seus discípulos e não queria que ninguém soubesse, porque estava
ensinando os seus discípulos numa profunda meditação. Ele também sabe que o
povo não tem condições de aceitar um Messias sofredor.
A sabedoria da Palavra divina, que hoje nos é proposta, parece andar na
contramão da história. Observando friamente o cotidiano da sociedade, tem-se a
impressão de quem leva a melhor vantagem são os violentos, os corruptos e os
opressores; e ultrapassados os que não aproveitam a onda da moda (sabedoria do
mundo). A mídia "faz a cabeça do pessoal", sobretudo dos jovens. O
modelo de beleza é tal modelo, tal artista. Paira na sociedade a mentalidade de
que tem valor quem é maior. Cair para a segunda divisão representa vexame.
Vive-se no culto do "ser o herói", do "ser o maior". É
importante cultivar a todo o custo a auto-estima. Não podemos esquecer que
"herói de verdade" é aquele que cumpre sua tarefa cotidiana, suas
obrigações com espírito de serviço. Herói de verdade são os milhões de desempregados
ou empregados por um salário mínimo que se conservam capazes de manter a
serenidade, de acordar todo dia e partir em busca do pão sem lançar mão à
violência, à corrupção etc. Heroína ou grande é a mãe que, depois de um dia de
trabalho cansativo, encontra forças para alimentar e cuidar dos filhos, acolher
o marido e arrumar a casa, no outro dia bem cedo, retomar o caminho do
trabalho. Heróis de verdade são aqueles que têm a audácia de andar na contramão
da "sabedoria" da sociedade dominante. Herói de verdade são aqueles grupos
organizados que apesar das leis contrárias, lutam pela partilha da terra e do
pão.
Jesus de Nazaré aparece perante o povo com fama de poderoso e
milagreiro. Mas Ele não aceita essa proposta. Apresenta outra maneira de servir
e se revela como verdadeiro Messias, mas um Messias Sofredor que passa pelo
caminho da cruz por amor ao Pai e a seu povo. Diante da opção de Jesus, e
"servo que doa a vida e que exige o mesmo de quem o segue", seria
preciso muita audácia para perguntar alguma coisa.
Em casa à vontade, o Mestre chama todos para junto de si e, contra todas
as pretensões, sentencia: "Se alguém quer ser o primeiro, deverá ser o
último, e ser aquele que serve a todos". Fazer-se último e servo de todos
é condição do seguimento.
Seguir a Jesus, na perspectiva da lógica da cruz, supõe abandonar todo o
sonho de grandeza. O seguimento não tem em vista alcançar posições de prestígio
ou de domínio sobre os outros. É, sim, o espaço onde cada um, conforme os dons
recebidos do Pai, celebra a própria grandeza, servindo os irmãos, começando
pelos mais pequeninos. Na lógica do serviço, se cada um quiser de fato servir,
todos serão igualmente grandes, tanto quem ocupa cargo de liderança, quem sabe
se comunicar bem, como aquele que desempenha tarefas humildes.
Jesus propõe uma criança como modelo para os discípulos e afirma que
aquele que recebe uma criança, recebe a Ele mesmo e ao Pai que O enviou. A
criança personifica os destinatários do serviço. Estes podem ser as próprias
crianças ou as pessoas adultas desamparadas, os idosos, os portadores de
deficiência... Ao se identificar com os pequenos, Deus não está excluindo
ninguém. Quando até os menores, os mais fracos estão sendo atendidos, todos
estão bem. Ninguém é excluído do plano da salvação.
A celebração nos coloca, sempre de novo, diante do Mistério do amor que
vence a prepotência e a ambição. Corrige uma visão distorcida que vê na Igreja
uma oportunidade de carreira ou de se garantir economicamente. Ao mesmo tempo,
confirma o caminho dos que seguem Jesus, adotando uma conduta fiel ao seu
Evangelho.
A palavra se faz celebração
O Evangelho mostra um itinerário em passos muito claros e articulados:
Jesus faz o segundo anúncio de sua paixão no Evangelho de Marcos, Ele senta
para ensinar, dá como modelo aos discípulos uma criança (sinal de pequenez e
entrega). Encontramos na liturgia esses mesmos três elementos, expressos em
linguagem simbólica.
Anúncio da paixão e ressurreição
A memória do Mistério Pascal de Jesus Cristo na celebração é um elemento
constante: "celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso
Filho..." (oração eucarística II). O mistério da cruz e ressurreição de
Jesus é o mistério da fé: "Anunciamos, Senhor, a vossa morte, e
proclamamos a vossa ressurreição".
Cadeira de quem preside, o lugar do primeiro servidor
Outro elemento importante do espaço celebrativo de nossas igrejas é a
sédia, ou cadeira presidencial, ocupada por quem preside a celebração. Não é um
"trono" de honra, mas um lugar do servidor maior da assembléia. A
sédia é, na liturgia, um sinal da autoridade do Cristo Mestre e servidor, não
do autoritarismo dominador. Autoridade tem a ver com ensino. Muitas das vezes
em que Jesus ensina, é relatado que Ele se assenta, como no Evangelho de hoje.
"Jesus sentou-se, chamou os discípulos e lhes disse: "Se alguém
quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a
todos" (versículo 35). Assim faziam os mestres de seu tempo. Mas de Jesus
se dizia que Ele ensinava como quem tem autoridade (Marcos 1,22). O maior ensino
de Jesus é o amor serviçal, capaz de dar pelo outro a vida.
Ligando a palavra com a ação eucarística
A ação litúrgica é múnus, serviço de Jesus Cristo para glorificação do
Pai e salvação da humanidade. Em cada celebração eucarística, Ele se faz servo
e se doa inteiramente para que "nos tornemos um só corpo e um só
espírito", "um só povo em seu amor". Com Cristo, o ministro em
nome da assembléia, agradece ao Pai: "E vos agradecemos porque nos
tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir"; serviço de
louvor agradável a Deus, que se expressa no empenho leal no serviço aos irmãos
e irmãs desanimados e oprimidos.
Na celebração eucarística, cada dia Jesus levanta-se da mesa, cinge a
cintura com uma toalha, lava os pés de seus discípulos (cf. João 13,1-5) e nos
transforma em testemunhas da esperança e fonte de unidade, de paz e de salvação
para muitos.
Na eucaristia, Deus manifesta a forma extrema do amor, que derruba todos
os critérios de domínio que reagem as relações humanas e afirma de modo radical
o critério do serviço: "Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de
todos e o servo de todos!" (Marcos 9,35).
Neste 25º domingo, em que relembramos a discussão dos discípulos sobre
quem deles era o maior, fazendo memória da entrega total de Jesus ao Pai, que
veio para servir, fazendo-se menor entre os pequenos, o Espírito Santo
renova-nos a certeza de que não seremos confundidos em nossa esperança. Ele nos
faz passar de uma mentalidade triunfalista e prepotente para a busca do
verdadeiro poder que vem de Deus e que nos leva a viver a alegria do serviço
gratuito aos pobres, doentes, idosos e crianças abandonados.
Considerações finais
Só quem decide a caminhar na mesma estrada é capaz de aceitar um
sofredor como o enviado de Deus; só a convivência da Galiléia até Jerusalém é
que poderá abrir o coração para o entendimento da cruz.
Celebremos a Páscoa semanal do Senhor valorizando os que assumem a sua
missão em nossa diocese e no mundo inteiro, levando a cruz de Jesus Cristo para
que todos assumam a missão do Servo Sofredor.
O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os
padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades
fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal
de Cristo.
padre Benedito
Mazeti
Servir e acolher
No mundo de hoje são servidas e acolhidas apenas as
pessoas muito importantes, que detêm algum poder no âmbito social, econômico –
político, e até religioso. Jesus inverte este quadro quando coloca no meio dos
seus discípulos uma criança que é por ele acolhida e abraçada, para
exemplificar o ensinamento de que “quem quiser ser o primeiro, que seja o
último e o servo de todos”. Essa lição, precedida de um exemplo, foi necessária
porque os discípulos não compreendem o ensinamento da lógica do Reino, que se
fundamenta em uma relação diferente das demais e pelo caminho se questionam
quem será entre eles o maior, pensando em uma relação a partir do poder e
domínio sobre o grupo.
Podemos nos relacionar com as pessoas segundo a
lei, as normas ou o formalismo, tratando-as como cada uma merece ser tratada,
mas não é este o modo do justo se relacionar, porque ele pauta suas relações a
partir da justiça de Deus, que nunca nos tratou segundo nossas faltas, pois a
sua misericórdia e o seu amor são sempre sem medida.
Essa relação justa que sempre compreende e aceita o
outro em suas necessidades, desmascara o amor da mediocridade, que não é
gratuito e nem incondicional, põe em evidência a frieza das relações formais,
marcadas pela aparência e farisaísmo. É um modo de viver que acaba pondo a
descoberto toda a maldade que o ímpio traz escondido dentro de si “Eis que este
menino foi posto para se revelar os pensamentos íntimos de muitos corações” –
dirá o velho Simeão aos pais de Jesus, na apresentação no templo.
Por isso vemos, na primeira leitura, que a presença
do justo incomoda porque o seu modo de viver e de se relacionar com as pessoas
não segue os padrões normais estabelecidos pelo interesse e conveniência, mas
sim segundo a Justiça de Deus. O justo não precisa de nenhuma garantia prévia
para agir assim, ele confia totalmente em Deus, que o libertará das mãos dos
seus inimigos. Enquanto os homens constroem seus projetos a partir da firmeza
das relações com os outros, o justo só precisa e tem necessidade de uma coisa:
Deus!
O tema do sofrimento, no segundo anúncio da paixão nos
introduz no evangelho desse domingo onde os discípulos não compreendem e têm
medo de perguntar.
Jesus, o Mestre de Israel, só fez o bem a todos que
o buscaram. Os discípulos esperam talvez por um reconhecimento público o que
poderia então dar início a uma “virada” na história. Mas as palavras de Jesus
causam um certo desconforto e mal estar entre eles. A fé coerente com o
evangelho, diante da qual precisamos mudar nossa mentalidade e nosso agir, não
é de fácil compreensão. Temos medo de pensar no sofrimento e no transtorno que
isso nos irá trazer. Podemos ser alvo de perseguições e incompreensões. A
conversão não é um bom negócio para quem colocou sua expectativa de felicidade
nos valores do mundo, na fama, no prestígio e no poder.
No tempo de Jesus crianças e mulheres nem eram
contados no censo, e ao abraçar uma criança, Jesus está mostrando que os
pequenos e sem valor, sem vez e nem voz, são os mais importantes diante de
Deus, invertendo a ordem estabelecida, pois estes que nunca são lembrados, que
nunca são servidos e acolhidos, são sempre os primeiros no Reino de Deus e quem
quiser ser discípulo fiel do Senhor deverá adotar a linha do serviço aos
pequenos, para que o seu seguimento seja autêntico.
Para isso temos de contar com a sabedoria que vem
de cima que é pura, pacífica, condescendente, cheia de misericórdia e de bons
frutos, sem parcialidade ou fingimento, como nos ensina Tiago na segunda
leitura. Que a nossa Igreja – assembléia dos que crêem – seja para toda essa
massa de excluídos de nossa sociedade, uma porta aberta para acolher e os
servir.
diácono José da Cruz
1 – O anúncio da Cruz é uma evidência na vida de
Jesus. Para os cristãos, o anúncio e a identificação com a Cruz de Jesus Cristo
é um projeto de vida, a sua maneira de ser.
Depois da confissão de fé de Pedro – “Tu és o
Messias” –, o anúncio progressivo, mas sem recuos, dos sofrimentos que o Mestre
vai enfrentar. Em constante movimento, Jesus anuncia tempos novos, o reino de
Deus em ebulição. São Marcos mostra que o Messias, o Ungido do Senhor, é
verdadeiro Homem, com sentimentos e emoções, com necessidades (de comer, de
beber, de descansar, de ser ouvido) e com sonhos (revolucionar a mente e
sobretudo o coração das pessoas), atento a todos, fixando o Seu olhar nas
pessoas mais frágeis, naquelas que se apresentam fatigadas, desiludidas,
marginalizadas, sem esperança e sem futuro. Ele acolhe, desafia, compreende,
ama, perdoa, cura, revoluciona a partir do interior.
Chegados ao meio do evangelho de Marcos, o caminho
do sucesso e da fama, que se vinha a espalhar e a consolidar, dá lugar
rapidamente à desilusão (por parte dos discípulos), e ao abandono. O
messianismo esperado pelo povo, e pelos discípulos, é político, imposto pela
força, com um vendaval de violência e morte, e traduzir-se-ia pela substituição
do poder imperial e colonizador por um poder nacional e religioso.
É neste sentido que vemos Pedro a repreender Jesus
por Ele anunciar o fracasso (humano e visível): «O Filho do homem vai ser
entregue às mãos dos homens, que vão matá-l’O; mas Ele, três dias depois de
morto, ressuscitará».
A visão de Pedro, e dos demais apóstolos,
corresponde à tentação de Satanás: o reino de Deus será do poder, de domínio e
de violência sobre os outros. Daí a expressão contundente de Jesus: Afasta-te
de mim Satanás. O caminho é outro.
2 – A cruz é símbolo da entrega total, dádiva por
inteiro da Sua vida a favor de todo o povo. É necessário que UM morra por
todos. É consequência lógica da Sua vida. Não é um momento. Não se trata de
desprezar a VIDA, como dom, mas de recusar o egoísmo e todas as formas de vida
que signifiquem destruição dos outros.
Jesus coloca-Se do lado do pedinte, do órfão e da
viúva, do estrangeiro e do perseguido, do pobre e do doente, coloca-Se do lado
dos mais frágeis. Segue o caminho da Cruz como serviço. A Cruz não vale e não
serve por si mesmo. O cristão acolhe a vida como dádiva, protege-a, ama-a e
celebra-a; vida que se partilha e se aprofunda na relação com o próximo. Em
Jesus, a Cruz é o desembocar de um caminho permanente de fidelidade a Deus e
aos homens. Quem assume a defesa dos mais pobres, cedo sofrerá o desprezo e a
perseguição dos mais fortes, dos que vivem pela violência. Jesus sabe isto. Não
o esconde. Não faz campanha. Não diplomatiza para ter mais seguidores. Não
disfarça o desfecho que se irá impor. Anuncia a paixão, a perseguição, sob o
poder das autoridades, incomodando com as palavras mas muito mais com o Seu
jeito de viver, de se relacionar, de servir.
Para Jesus, dar a outra face, deixar-se machucar, é
mais humano do que agredir, morrer é muito mais humano do que matar. Ao egoísmo
contrapõe o serviço, o amor e o perdão. Ao poder contrapõe a humildade: «Quem
quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos». E, tomando
uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes: «Quem receber uma
destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe
a Mim, mas Àquele que Me enviou».
3 – As palavras da Sabedoria são classificadoras
sobre o justo e a forma como denuncia o mal e os poderosos instalados em seus
palácios e a viver à custa do povo.
“Disseram os ímpios: «Armemos ciladas ao justo,
porque nos incomoda e se opõe às nossas obras; censura-nos as transgressões à
lei e repreende-nos as faltas de educação. Vejamos se as suas palavras são
verdadeiras, observemos como é a sua morte. Porque, se o justo é filho de Deus,
Deus o protegerá e o livrará das mãos dos seus adversários».
O justo não procura aniquilar-se, não parte em
busca de problemas, ou provocando os outros para a guerra. No entanto, a sua
existência é já um atentado a quem pratica declaradamente o mal. Se todos
passam indiferentes às injustiças, sobretudo aqueles que pelo seu ofício ou
relevância social e religiosa deveriam proteger os mais fragilizados, ou se
vivem na mesma corrente de pecado, às tantas até parece que só há um caminho,
ou é a forma mais certa de se viver, pois se todos vivem assim! Ora o justo é
provocador pelas palavras, denunciando, e muito pela vida de retidão, de
justiça e de verdade.
Quando faltam razões ou vontade para mudar de vida,
a melhor maneira, para acabar com o incomodo de quem perturba o nosso descanso
e o nosso cinismo, é acabar com a reputação e vida desses que tais, expondo,
levantando falsos testemunhos, perseguindo, usando da violência. Foi assim que
muitos profetas foram exilados, vitimados pelo boato e pela maledicência, e
mortos. É a sorte dos justos. Será o desenlace da escolha de Jesus.
4 – “Como Eu vos fiz, fazei-o vós também”. Estas
são as palavras de Jesus quando se coloca de joelhos diante dos apóstolos para
lhes lavar os pés, consagrando o serviço como única forma de chegar perto de
Deus. Ele que era Mestre e Senhor não Se valeu da Sua igualdade com Deus, mas
aniquilou-Se, tornou-Se servo, humilhou-Se em obediência até à morte, até à
cruz, como se reza e poetisa na Epístola aos Filipenses. Ele não vem para ser
servido, mas para servir e dar a vida pela vida de muitos.
Pode até doer, levar-nos à Cruz, mas não há outro
caminho que nos leve a Deus que não seja o da caridade, do serviço, da verdade,
do perdão (ainda e sempre expressão da caridade). O cristão ama a vida que Deus
lhe dá em abundância. A vida em qualidade não dispensa o convívio, a festa com
os outros, a "ligação" aos demais. Só há luz em nós se estivermos
ligados à corrente. A corrente é o Espírito de Deus em nós, que Se torna mais
luminosa e consistente se ligada aos outros. Não nos salvamos sozinhos. Não
seguimos pela estrada de ninguém. A nossa estrada é aberta para que possamos
seguir juntos.
A cruz guia-nos pela caridade, pela paz, pela
justiça.
Pelo contrário, como insiste são Tiago, “onde há
inveja e rivalidade, também há desordem e toda a espécie de más ações. Mas a
sabedoria que vem do alto é pura, pacífica, compreensiva e generosa, cheia de
misericórdia e de boas obras, imparcial e sem hipocrisia. O fruto da justiça
semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz... Cobiçais e nada conseguis:
então assassinais. Sois invejosos e não podeis obter nada: então entrais em
conflitos e guerras. Nada tendes, porque nada pedis. Pedis e não recebeis,
porque pedis mal, pois o que pedis é para satisfazer as vossas paixões”.
Voltemos a ler este pedaço da epístola. À inveja,
ao egoísmo, à injustiça, à guerra, opõe-se como purificação e cura o serviço, o
amor, o diálogo, o perdão, e a oração, para que a corrente de Deus nos mantenha
vigilantes e atentos e prontos para nos ajudarmos.
A lógica do reino de Deus é a lógica que leva à
CRUZ, quem quiser ser o primeiro de todos seja o servo de todos.
padre Manuel Gonçalves
Quem acolher em meu nome uma destas crianças é a
mim que estará acolhendo
Versículos de 30 a 32: “Tendo partido dali, atravessaram a
Galiléia. Não queria, porém, que ninguém o soubesse. Pois estava ensinando a
seus discípulos. E dizia-lhes: O Filho do homem será entregue nas mãos
dos homens, e matá-lo-ão; e ressuscitará três dias depois de sua morte. Mas não
entendiam estas palavras; e tinham medo de lho perguntar”.
O papa Bento XVI ensinou que “À luz desta palavra, o Senhor Jesus foi ao
encontro da paixão, empreendendo com determinação o caminho da Cruz; Ele falava
abertamente aos seus discípulos sobre aquilo que devia acontecer-lhe em
Jerusalém, e o oráculo do profeta Oseias ressoava nas suas próprias palavras:
«O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; mas Ele
ressuscitará três dias depois da sua morte» (Mc. 9,31).
O frei Raniero Catalamessa disse assim: “A morte de Cristo tem um
alcance universal: “O amor de Cristo nos constrange, considerando que, se um só
morreu por todos, logo todos morreram” (2Cor. 5,14). Sua morte deu um sentido
novo à morte de cada homem e mulher”.
A Palavra diz: “Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as
Escrituras, dizendo: Assim é que está escrito, e assim era necessário que
Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia. E que em seu
nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações,
começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de tudo isso” (Lc.
24,45-48)
O beato João Paulo II disse que “aquela prova vitoriosa a que o próprio
Cristo se submeteu, oferecendo a própria vida em sacrifício pelos pecados do
mundo, é algo que sempre e em toda a parte, em todas as épocas e em todos os
países, nos induz a esperar que poderá ser vencido o mal multiforme que se opõe
à justiça e à paz, no homem e entre os homens, com diversas dimensões e em
diversos âmbitos sociais”.
Versículos 33 a 35: “Em seguida, voltaram para Cafarnaum.
Quando já estava em casa, Jesus perguntou-lhes: De que faláveis pelo
caminho? Mas eles calaram-se, porque pelo caminho haviam discutido entre
si qual deles seria o maior. Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: Se
alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”.
O papa Bento XVI disse: “Anunciando aos seus discípulos que terá de
sofrer, ser condenado à morte e depois ressuscitar, Jesus quer fazer-lhes
compreender quem Ele é verdadeiramente. Um Messias sofredor, um Messias servo,
e não um libertador político onipotente. Ele é o Servo obediente à vontade de
seu Pai até ao ponto de perder a sua vida… Assim Jesus vai contra o que muitos
esperavam d’Ele. A sua afirmação choca e desconcerta. E ouve-se o protesto de
Pedro, que O censura, recusando para o seu Mestre o sofrimento e a morte. Jesus
mostra-se severo com ele, e faz-lhe compreender que aquele que quiser ser seu
discípulo deve aceitar ser servo, como Ele Se fez Servo”.
“Do mesmo modo que Jesus, o Senhor e Mestre, lavou os pés de seus
discípulos como sinal de amor e de humildade, os cristãos são chamados a
expressar a comunhão fraterna no serviço solidário em favor dos outros (Jo 13,
1ss). Este amor, que se manifesta no serviço solidário e é o testemunho
mais eficaz da evangelização, encerra em si mesmo toda a potência capaz de
transformar verdadeiramente a sociedade”. (Vaticano)
Versículos 36 a 37: “E tomando um menino, colocou-o no
meio deles; abraçou-o e disse-lhes: Todo o que recebe um destes meninos em meu
nome, a mim é que recebe; e todo o que recebe a mim, não me recebe, mas aquele
que me enviou”.
O Beato João Paulo II disse que nas palavras de Jesus “a criança aparece
como imagem eloquente do discípulo que é chamado a seguir o divino Mestre com a
docilidade de um menino: «Quem for humilde como esta criança, esse será o maior
no Reino dos Céus» (Mt 18, 4).«Tornar-se» pequenino e «acolher» os pequeninos:
são dois aspectos dum único ensinamento que o Senhor hoje repropõe aos seus
discípulos. Somente quem se fizer «criança» é que será capaz de acolher com
amor os irmãos mais «pequeninos».
O Papa Pio XI ensinou que não “há palavras que nos revelem tão bem a
grandeza, a beleza, a excelência sobrenatural da obra da educação cristã, como
a sublime expressão de amor com a qual Nosso Senhor Jesus Cristo,
identificando-se com os meninos, declara: « Todo aquele que receber em meu nome
um destes pequeninos, a mim me recebe “.
O beato João Paulo II disse torna a dizer: “E a par das crianças, Jesus
coloca os «irmãos mais pequeninos», ou seja, os pobres, os necessitados, os
famintos e sedentos, os forasteiros, os nus, os doentes e os presos. A atitude
que se tomar para com eles – acolhê-los e amá-los ou, ao invés, ignorá-los e
rejeitá-los – é a mesma que se tem com Jesus, o Qual neles se torna
particularmente presente”.
O Catecismo (2443 – 2449- 2462 – 2463) ensina que o “amor aos pobres
manifesta-se na ação contra a pobreza material e contra as numerosas formas de
pobreza cultural, moral e religiosa. As obras de misericórdia, espirituais e
corporais e as numerosas instituições de beneficência que surgiram ao longo dos
séculos, constituem um concreto testemunho do amor preferencial pelos pobres
que caracteriza os discípulos de Jesus”.
Conclusão
Concluímos essa reflexão com as palavras do Beato João Paulo II que
disse: “Maria definiu-Se « serva do Senhor » (Lc. 1,38). É por obediência à
Palavra de Deus que Ela acolheu a sua vocação privilegiada, mas nada fácil, de
esposa e mãe da família de Nazaré. Pondo-Se ao serviço de Deus, Ela colocou-Se
também ao serviço dos homens: um serviço de amor. Este mesmo serviço
permitiu-Lhe realizar na sua vida a experiência de um misterioso, mas autêntico
reinar. Não é por acaso que é invocada como Rainha do céu e da terra. Assim a
invoca toda a comunidade dos crentes; invocam-na como Rainha muitas nações e
povos. O seu « reinar » é servir! O seu servir é « reinar »!
Jane Amábile
Boa tarde.
ResponderExcluirA verdade contempla a perfeição, imutável, absoluta, seu sentido original não sofre multacao.
A verdade é construída no intelecto em um ambiente livre de manipulação.
Para busca lá temos que pedir ao glorioso Deus as virtudes a confessar da humildade.
Ser humilde obdiente, submisso como diz e evangelho, Jesus era submisso ao seus pais.
Liberdade igualdade palavras perigosas quando não compreendidas a luz discernimento.
A igreja católica em sua perfeição doutrinardo é fruto do saengs dos mártires e da renuncia dos Santos.
Sacerdote s filósofos almas frias atendendo ao capricho de seu "saber" sem autoridade ministérerial frutos dos grandes jejum, renuncias e sacrifício querem zombar da experiência mística transcendental que os santos e martires pagaram autissimo preço.
Pobres irmão, homens de ferro como diz platao, miseráveis e ignorantes e soberbos.
Sem perceber estes cismáticos almas frias sem amor marcados pelo espírito diabólico dividos vão reduzindo a fé mística em uma análise intelectual filosófica
Caindo no agnostticismo e o odor das heresias relativizando a verdade onde cada indivíduo passa a ser a verdade.
Assim a liberdade igualdade, direito ao contraditório, direito de defesa, reduz a verdade a um interesse pessoal, onde todos estão certos.
Ninguém poderá experimentar Jesus Cristo se não pela renuncia, oração, obdiencia e sacrifícios.
Exemplo a CNBB, e seus comunistas, políticos hipócritas, lobos vestidos de cordeiro. Sem moral para anunciar a Cristo.